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DIVULGA ESCRITOR

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Entrevistas

capa
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Paul Richard Ugo e sua estréia literária que merece a saudação: “Incrível! Fantástico! Extraordinário!” Pág. 06

BRASIL

Alda Inácio 17

Antônio Guedes Alcoforado

22

Carol Bonacim

27

Claúdia Isadora F. de Oliveira

33

Giovane Santos

38

Jack Michel

43

José Carlos Sibila

48

Luiz Amato

51

Mary Angela

54

Paulo Marsal

58

Pedroom Lanne

61

Rijarda Giandini 65 Silvia Ligabue 70 T. S. Duque 73

Uiara Melo

77

Valéria Guerra

81

Vanessa Arruda 85

PORTUGAL

Manuel Amaro

89

Participação

Especial

Amilton Costa

Fabiana Juvêncio

Ramalho Leite

Noka Dilercy Adler Margarida Lorena Zago Nell Morato Onã Silva Marta Maria Niemeyer Anchieta Antunes Helena Santos

Colunas

A Vida em Partes – Francisco Mellão Laraya 15

 

Mercado Literário – Léo Vieira

26

21

Solar de Poetas – José Sepúlveda

69

31

Poetas Povoeiros – Amy Dine

93

36

41

47

Resenha

53

57

60

76

84

88

Profissional

Alameda – autora Astrid Cabral

94

Livros em Foco

Francisco Evandro

97

Lola Prata

99

Lúcia Gonçalves

100

Neyd Montingelli

101

Valéria Guerra

102

Shirley M. Cavalcante (SMC) Editora e Coordenadora do projeto Divulga Escritor www.divulgaescritor.com Com enorme

Shirley M. Cavalcante (SMC)

Editora e Coordenadora do projeto Divulga Escritor www.divulgaescritor.com

Com enorme orgulho e satisfação, apresentamos a segunda edição Divulga Escritor: Revista Literária da Lusofonia, 2016. Nesta edição encontraremos alguns textos em homenagem ao dia das Mães. Tantos sonhos juntos, repletos de esperanças, pequenas conquistas, VIDA. Vamos juntos ler, divulgar, a Revista Literária da Lusofonia, a Revista esta composta com entrevistas e matérias exclusivas de escritores e escritoras contemporâneas. Muito obrigada equipe Divulga Escritor, administradores dos grupos:

Obrigada, Jose Sepulveda, apoio em Portugal. Obrigada Amy Dine, apoio em Portugal. Obrigada, Helena Santos, apoio em Portugal. Obrigada, Francisco Mellão Laraya, apoio Brasil. Obrigada, Mirian Menezes de Oliveira, apoio Brasil. Obrigada, José Lopes da Nave, apoio Portugal. Obrigada, Mário de Méroe, apoio Brasil. Obrigada, Giuliano de Méroe, apoio Brasil. Obrigada, Ilka Cristina, apoio Brasil Obrigada, a cada um dos escritores que participam contribuindo com suas maravilhosas trajetórias literárias, apresentadas em entrevistas. Obrigada, colunistas, que mantém o projeto vivo! MUITO OBRIGADA, por juntos estarmos Divulgando LITERATURA. por juntos estarmos dizendo ao mundo, EU SOU ESCRITOR, EU ESTOU AQUI. Divulga Escritor: Revista Literária da Lusofonia, uma Revista elaborada por escritores, com distribuição gratuita para leitores de todo o mundo.

Boa Leitura!

Revista Divulga Escritor Revista Literária da Lusofonia

Ano IV

Nº 19

abr/mai 2016

Publicação:

Bimestral

Editora Responsável:

Shirley M. Cavalcante DRT: 2664

Projeto gráfico

e Diagramação

EstampaPB

Para Anunciar smccomunicacao@hotmail.com 55 – 83 – 9121-4094

Para ler edições anteriores acesse www.divulgaescritor.com

Os artigos de opinião são de inteira responsabilidade dos colunistas que os assinam, não expressando necessariamente o pensamento da Divulga Escritor.

ISSN 2358-0119

dos colunistas que os assinam, não expressando necessariamente o pensamento da Divulga Escritor. ISSN 2358-0119

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DIVULGA ESCRITOR DIVULGA ESCRITOR Paul Richard Ugo e sua estreia literária que merece a saudação:

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DIVULGA ESCRITOR DIVULGA ESCRITOR Paul Richard Ugo e sua estreia literária que merece a saudação: “Incrível!

Paul Richard Ugo

e sua estreia literária que merece a saudação: “Incrível! Fantástico! Extraordinário!”

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Publicitário, redator e professor, desde criança criando roteiros de filmes imaginários, e depois roteiros de filmes de treinamento, publicidades em TV, textos para anúncios impressos e, em casa, criando histórias e colecionando ideias. Amante dos livros e filmes de mistério e de autores como Edgard Alan Poe, H.P. Lovecraft, Stephen King e Humberto de Campos, teve influência da série americana de Rod Serling - Twilight Zone, e das produções da inglesa Hammer Films além

dos incríveis filmes de Hitchcock. Este é Paul Richard Ugo, contista de mistério que descreve, além da história, o ambiente onde as tramas acontecem fazendo com que cada lugar se transforme também em um personagem.

“A leitura pode ser feita com dois pontos de vista. O do simples entretenimento para quem gosta do estilo, e o da crítica ao comportamento humano.”

Boa Leitura!

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Escritor Paul Richard Ugo é um prazer contarmos com a sua parti- cipação no projeto Divulga Escri- tor, conte-nos o que mais o atrai nos contos? Paul Richard Ugo - Contos são his- tórias curtas, de leitura rápida e que trazem para dentro de um mesmo livro, diversas histórias dentro de um mesmo estilo. É como se lêsse- mos um seriado como Tales From The Crypt ou Além da Imaginação (Twiligth Zone). Gosto do estilo pois não cansa o leitor. E isso não invali- da que alguns contos de um mesmo livro possam ter conexões e ainda serem histórias independentes. E isso acontece em meu livro. Acho que escrevo contos por influência de

excelentes professores que tive na es- cola e no curso superior pois sempre me estimularam a escrever redações.

E isso acabou me dando um sentido

de síntese para expor uma história complexa e atraente em poucas pá- ginas. Para mim, é uma sensação de prazer imenso quando termino um conto. É como terminar de escrever um livro. Então, imagine um livro com mais de vinte e dois contos: é este prazer multiplicado por 20!

Costumas escrever em outros esti- los literários? Paul Richard Ugo - Na verdade, gostaria de escrever mais. Gosto do

estilo novela (no sentido literário, e não do folhetim). Tenho algumas sinopses de romances que ainda não foram desenvolvidas. Gosto de escrever crônicas sobre assuntos variados. Mas elas devem ser lidas

e consumidas de imediato para não

perderem o sabor da contempo- raneidade. E para isso, devem ser publicadas de imediato para man- terem seu frescor. E isso está cada vez mais difícil e se limitando a pe- quenas análises e comentários nos posts de redes sociais.

Conte-nos um pouco sobre o seu livro Contos de Alguns Lugares. Paul Richard Ugo - Comecei a escrever os Contos de Alguns Lu-

Richard Ugo - Comecei a escrever os Contos de Alguns Lu- gares como conteúdo de um

gares como conteúdo de um blog de textos que tenho. Neste estilo, somei 13 contos que me parece- ram interessantes para formarem um livro. Mas, acabei me entusias- mando pela opinião de algumas pessoas ligadas ao meio literário para as quais eu enviava pedindo opinião, e ao chegar ao vigésimo segundo conto, que me foi ditado pela intuição, dei por concluída a obra. Hoje o livro está seguindo um caminho muito bom, com crí- ticas positivas por parte de leito- res especializados no tema apesar de toda a dificuldade que tenho como escritor desconhecido e es- treante. Em dezembro de 2015, três meses depois do lançamento, o livro entrou para a lista dos me-

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lhores livros de terror do ano de 2015, segundo o blog Biblioteca do Terror. O livro rendeu um con- vite para ser um dos roteiristas do Canal Medologia do Youtube, que produz vídeos de terror de cur- ta duração. Esta experiência tem sido muito boa.

Em que momento pensou em es- crever o seu livro “Contos de Al- guns Lugares”? Paul Richard Ugo - Sempre sen- ti necessidade de escrever. Desde pequeno escrevia roteiros de fil- mes que nunca foram produzidos, de histórias que nunca viraram livros, até que profissionalmente esta bagagem acabou por me aju- dar quando escrevi colunas para

jornais, roteiros para filmes pu- blicitários e textos para anúncios em mídia impressa. Mas o

jornais, roteiros para filmes pu- blicitários e textos para anúncios em mídia impressa. Mas o sobre- natural sempre me fascinou. Desde meus primeiros filmes em super-8 até as gravações de novelas de co- médias de terror com amigos em fitas K-7 gravadas em toscos gra-

vadores portáteis, que o tema ter- ror me acompanha. Foi como um pote que foi enchendo até que de- cidi dividir minhas histórias com

o público. Gosto de pesquisas e o

livro me permitiu isso. E já estou a caminho da continuação do livro, desenvolvendo alguns textos. Mas, como sou detalhista e tento conci- liar os problemas do cotidiano com

a arte de escrever, este projeto de- verá tomar um bom tempo.

Como foi a construção dos contos que compõe o livro? Paul Richard Ugo - Não posso ne- gar que tenho forte influência da- quilo que vi e ouvi quando criança. Havia um programa de rádio no Rio de Janeiro chamado “Eu Acre- dito no Incrível” que eu ouvia com a empregada doméstica que traba- lhava em minha casa. Eram assusta- dores. Depois, não perdia nenhum filme da Hammer Films com Peter Cushing, Vincent Price, Bela Lugo- si, Christopher Lee, dentre outros ícones da produtora. Depois disso, a série americana Twilight Zone, ain- da na TV em preto e branco (depois houve um remake produzido por Steven Spielberg), me deixava sem dormir. Tive várias experiências so-

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brenaturais reais que uso em meus contos. Todos eles contêm elemen- tos de experiências vivenciadas por mim sejam pelos lugares por onde passei ou por coisas que realmente aconteceram.

O livro tem seu diferencial, por ter em seu contexto acontecimentos bizarros e inexplicáveis em forma de contos, pode nos dar um breve exemplo de temas abordados na obra? Paul Richard Ugo - A leitura pode ser feita com dois pontos de vista. O do simples entretenimento para quem gosta do estilo, e o da crítica ao comportamento humano. Nos contos, pessoas normais relatam seus sofrimentos, suas fraquezas, suas taras, suas perversões, suas maldades, bondades. Sofrem discri- minações, bulling, inveja, ganância, poder e vários contos se basearam em fatos acontecidos nos lugares apresentados. Passeio por várias ci- dades do Estado de Maryland, pelo Maine, por Nova York dos anos 80, pelos bairros de Lisboa de 1959, pela região do Azeitão, por Londres e pela Escócia. Sempre detalhando diversos fatos e curiosidades his- tóricas e geográficas sobre cada lu- gar. O bizarro descrito em minhas histórias não é mais forte do que vemos todos os dias. Só intrigam o leitor pois as motivações são sobre- naturais.

Que tipo de textos gostas de ler? Paul Richard Ugo - Gosto de curio- sidades sobrenaturais, estudos dos mistérios da alma, do espírito, da relação entre o bem e o mal, dos monstros que habitam nossa fan- tasia e como eles acabam por se tornarem reais. Gosto de estudos místicos e religiosos, ufológicos, pesquisar sobre tudo à minha volta (o que já fez com que os mais pró- ximos me chamem de Mister Goo- gle). Não me considero um intelec- tual pois estes formam conceitos. Me considero um estudioso com boa informação enciclopédica. Fui

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10 10 DIVULGA ESCRITOR criado numa família de educadores, cercado de livros científicos, artísti- cos e

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10 10 DIVULGA ESCRITOR criado numa família de educadores, cercado de livros científicos, artísti- cos e
10 10 DIVULGA ESCRITOR criado numa família de educadores, cercado de livros científicos, artísti- cos e

criado numa família de educadores, cercado de livros científicos, artísti- cos e de ciências naturais. Sou um curioso e me aprofundo nos temas que me agucem a curiosidade. Pas-

sei por algumas experiências mís- ticas na infância que me levaram a estudar seus motivos e consequ- ências. Em síntese, sou um ser em busca de explicações.

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Em que local gostas de escrever?

Paul Richard Ugo - Gosto de escre- ver em minha casa, sempre depois que todos vão dormir. Sou notíva- go. Muitas vezes, no trabalho, du- rante o dia, tenho “insights” e os anoto. Depois desenvolvo a ideia e vou lapidando até dar por completo

e acabado o texto.

Onde podemos comprar o seu li- vro? Paul Richard Ugo - Meu livro está disponível na rede da Livraria da Travessa, onde foi o lançamento em outubro de 2015, para o livro físi- co. No site da editora Autografia, o

leitor pode encontrar o livro físico

e o formato e-book. Na Amazon, a

versão e-book já está disponível. É

só acessar os links a seguir:http://

www.travessa.com.br/contos-de-

-alguns-lugares/artigo/94a3da37-

12c2-4c00-b0c6-a629d08748c3 -

http://www.amazon.com.br/Con-

tos-alguns-lugares-Paul-Richard-

-ebook/dp/B019NMRFV2/ref=sr_

1_1?ie=UTF8&qid=1451083046&

sr=8-1&keywords=contos+de+alg

uns+lugares http://www.autografia.

com.br/loja/contos-de-alguns-lu-

gares/detalhes

Quais os seus principais objetivos como escritor? Paul Richard Ugo - Fantasio muitas coisas e dentre elas, a possibilidade de ver meus contos serem transfor- mados em roteiros de cinema. Já estou feliz de ser roteirista colabo- rador do Canal Medologia do You- tube, que produz vídeos de terror de curta duração. Estou adaptando algumas ideias para este formato com sucesso.

Quais os principais hobbies do es- critor Paul Richard Ugo?

Paul Richard Ugo - Ler, pesquisar, pescar. Recentemente, encontrei um hobbie que tem me encantado

e me levado aos tempos em que es-

tudei teatro, que vivi em estúdios, e criei personagens. O meu canal no Youtube. É muito divertido fazer os

DIVULGA ESCRITOR vídeos que tenho postado e feito so- zinho, sem ajuda de ninguém. Pre-

DIVULGA ESCRITOR

DIVULGA ESCRITOR vídeos que tenho postado e feito so- zinho, sem ajuda de ninguém. Pre- paro
DIVULGA ESCRITOR vídeos que tenho postado e feito so- zinho, sem ajuda de ninguém. Pre- paro

vídeos que tenho postado e feito so- zinho, sem ajuda de ninguém. Pre- paro meu cenário em casa mesmo, meu figurino, faço meu pequeno roteiro para não fugir do tema, edi- to, coloco trilhas, efeitos sonoros, visuais, etc. É muito divertido e me tira da realidade por uns instantes. Volto ao meu tempo de adolescente. E, sem dúvida nenhuma, o melhor hobbie é escrever. Às vezes os tex- tos saem “a prima pena” tão pron- tos que até desconfio se não foram intuídos por algum escritor morto. Quem sabe? Quem quiser visitar o canal, é só acessar o link https://www.youtube.com/channel/

UCLYgRcOjRrgvDYC7m2zvGog

Como você vê a literatura no mer- cado publicitário? Paul Richard Ugo - Não tenho acompanhado muito o mercado li- terário mas percebo que apesar da

crise que vivemos, os novos meios permitiram um crescimento no nú- mero de escritores que encontram cada vez mais facilidades em editar suas obras. Vejo o fenômeno dos Vlogs e Blogs como um manancial usado por editoras para encontrar valores que sejam comercialmente interessantes. Já o mercado publici- tário vive olhando para seu próprio umbigo como produtor de entrete- nimento literário, mas se alimenta cada vez mais destes expoentes es- critores pois eles são a renovação das tendências, as vozes das tribos com hábitos muito próprios que acabam formando segmentos mer- cadológicos bem definidos e inte- ressantes.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom co- nhecer melhor o escritor, publi- citário e professor Paul Richard

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Ugo. Agradecemos sua participa- ção no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Paul Richard Ugo - Não se limitem

a ler os best sellers ou os escritores da moda. Busquem novos textos, novos caminhos literários. Não caiam nas armadilhas das editoras

e de escritores que caminham nas

sombras de sucessos muitas vezes de qualidade duvidosa, mas que acabam sendo consumidos com a sofreguidão da rápida obsolescên- cia. Busquem textos que fiquem gravados em suas almas, que sejam mais profundos e que possam cons- truir com seus pedacinhos de papel recheados de palavras, seres hu- manos mais ricos de informações, mais cheios de cultura, mais cheios de arte. Mesmo aqueles que falam sobre as mais mórbidas sombras que habitam nossas almas!

Vamos as rapidinhas

Nome: Paul. Apelido: Não tenho. Autor: Gabriel Garcia Marques. Autora: Maria Clara Machado. Livro: Minha Vida – de Charles Chaplin. Ator: Vincent Price. Atriz: Beth Davis.

Filme: Dracula de Bram Stockler. Música: Clássica – todas. Ídolo: Deus. Prato preferido: Cheio. Signo: Leão. Cidade: Barcelona. Curiosidade: Meus personagens

é que dizem o que eu devo escre-

ver sobre eles. Parece loucura, mas quem é são? Frase: A palavra escrita o vento não leva. A palavra dita se esgota no fim do sopro que a provoca. A palavra escrita é firme. A palavra dita é som. (Paul Richard Ugo)

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DIVULGA ESCRITOR 12 12 www.divulgaescritor.com | abr/mai | 2016 Inesquecível Visita Paul Richard Ugo Sentado na

12 12

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Inesquecível Visita

Paul Richard Ugo

Sentado na sala, na mesma poltrona onde durantes vários anos contemplei livros,

bebi destilados, vinhos e licores e aspirei as mais doces fumaças de meus cachimbos, ouvi baterem em minha porta: toc, toc, toc.

A madrugada alta não me fez pensar em

nada além de quem poderia ser. Pensei ser

o som do vento, talvez um galho seco ba-

tendo na porta, ou algum delírio ou ilusão provocados pelo álcool. Toc, toc, toc.

A batida não parecia coisa do acaso. Era

racional, cadenciada, humana. Toc, toc, toc. Quem ousaria interromper a paz de quem

vive tão distante da vila e não possui ami- gos nem parentes? Toc, toc, toc.

A insistência das batidas não aumentou

seu volume nem demonstrou pressa ou de-

sespero. Pensei em deixar bater até desistir. Não me interessava naquele momento, ver, ouvir ou falar com quem quer que fosse. Toc, toc, toc. Enchi meu copo com um pouco mais do caro Bordeaux e tentei voltar a minha leitura sob a fraca luz do candelabro. As páginas naquele momento me pareciam confusas, sem sentido, me fazendo reler várias vezes o mesmo parágrafo em vão. Toc, toc, toc.

A insistência começou a me

Quem bate à minha porta a esta hora? – gritei irritado. Toc, toc, toc. Porque não responde? Porque não bate mais forte, com raiva de não ser atendido? Porque não grita para se fazer presente? Resolvi levantar de meu torpor e iniciar minha caminhada até a porta que parecia

distante. Toc, toc, toc. _O que quer de mim, seja lá quem for?

Porque raios não se irrita e bate mais forte? Porque tamanha e assustadora constância?

– gritei mais uma vez, enquanto caminha-

DIVULGA ESCRITOR va claudicante por conta das dores que o reumatismo me provocava. Toc, toc,

DIVULGA ESCRITOR

DIVULGA ESCRITOR va claudicante por conta das dores que o reumatismo me provocava. Toc, toc, toc.

va claudicante por conta das dores que o reumatismo me provocava. Toc, toc, toc. Minha mão fria alcançou a pesada maçaneta e antes de abrir a porta, hesitei por alguns instantes esperan- do em vão ouvir meu martírio sonoro. Nada aconte-

ceu. Desisti da vontade de abrir a porta e voltei a pas- sos lentos para a minha poltrona de onde não deveria sair. Ao sentar, acomodando meu corpo às mossas anatômicas criadas ao longo de décadas, peguei meu livro e reiniciei minha leitura. Toc, toc, toc.

_ Ah, o diabo resolveu rir de mim esta noite! – pensei

alto. Levantei decidido desta vez em abrir a porta e colocar-me frente a frente com esta irritante presença. Cheguei mais uma vez à porta e a abri rapidamente,

fazendo com que o vento gelado apagar todas as velas

que se esforçavam em iluminar a sala com suas tristes

e trêmulas chamas. A escuridão não me permitiu ver

nada. Apenas senti algo passando por mim, como um

véu de fina seda atravessando meu rosto na direção

da sala.

obtive resposta mas tive a clara impressão que era al- guém e que talvez estivesse buscando abrigo. As cha- mas da lareira já haviam sido extintas pelas brancas cinzas que abafavam as brasas vermelhas. Mas podia-

-se sentir ainda, o terno calor das incineradas lenhas. Talvez o estranho estivesse neste momento ali, procu- rando aquecer-se, seguindo por seus sentidos, o calor da lareira. Tateei até alcançar um candelabro, antes aceso, que ficava em um aparador próximo à porta. Com meus trêmulos dedos, procurei no bolso de meu robe de chambre, fósforos que pudessem aliviar mi- nha curiosidade e meu medo. Acendi a primeira vela, já olhando em seguida, na direção de onde deveria estar o misterioso e calado intruso. Nada vi. Acendi

a segunda, a terceira, a quarta e antes de completar

as sete velas do candelabro, já caminhei pela sala na direção do vulto que agora ia sendo descortinado pela fraca luz. O terror tomou conta de mim ao deparar- -me com ninguém menos do que ela, a morte, em sua negra e etérea túnica preta, com seu cajado encimado por uma foice e seu capuz, ocultando sua cadavérica face. Tomei coragem e perguntei se minha hora havia chegado, mas ela, imóvel, nada respondeu. Insisti na pergunta sem conseguir qualquer reação. Com uma até então desconhecida coragem, me aproximei de sua face até quase encostar meu rosto no dela, sentin- do a aura gelada que a circundava. Tentei toca-la com minhas mãos, porém estas atravessavam seu corpo

_Quem é você? – perguntei em voz alta. Não

me fazendo sentir apenas um frio indescritível onde

deveria ser seu corpo físico. Ela continuou ali, imóvel. Sem uma solução para tamanho impasse, voltei para

o sofá não sem antes acender mais algumas velas.

Queria certificar-me de que aquilo era real, mas aquela imagem não saia dali, pairando a poucos centímetros do chão. Pensei que talvez fosse melhor esperar o dia raiar, ou o efeito do álcool terminar. Toc, toc, toc. Seria ela novamente? Não. Ela permanecia impávida no mesmo lugar com sua funesta e etérea imagem. Toc, toc, toc. Quem poderia ser? Teria a morte algum ajudante? Seria matar-me uma tarefa para a qual necessitasse de ajuda? Havendo somente uma maneira de saber e acabar de uma vez com esta angústia, voltei até a porta

e abri. Era um pobre homem, faminto e trêmulo de

frio. Em seu rosto haviam marcas da lepra que já havia tomado alguns dedos de ambas as mãos, enfaixadas por trapos pútridos. O vento gelado que passava por seu corpo trazia consigo um forte mau cheiro de quem não fazia a higiene havia muito tempo. Num impulso, mesmo antes que eu perguntasse a que viera, o maltra- pilho lançou-se sobre mim, empurrando meu corpo contra a parede, abrindo caminho como um bárbaro invasor. Alcançou minha garrafa e grunhindo como um selvagem sorveu meu caro vinho em um só gole. Voltou-se para mim, puxando uma faca da cintura gri- tando que queria roupas, dinheiro, joias, ouro e comi- da. Tentei acalma-lo, porém quase me entregando na certeza de que a morte estava ali somente esperando

o meu fim. Pedi calma ao larápio e ofereci mais uma

garrafa de vinho, dizendo que ficaria tudo bem pois eu tinha joias, ouro e dinheiro. O que ele desconhecia era que a garrafa que lhe ofereci era uma mistura fatal de venenos usados para o controle da praga de ratos que assolava a pequena vila e seus silos de cereais. Sofrega- mente e sem se dar conta, o infeliz bebeu vários goles antes de perceber o engodo. Num grito de dor seguido de um farto vômito de sangue, ainda tentou alcançar- -me com sua faca, caindo aos meus pés se contorcen- do aos gritos, vertendo sangue pela boca e por suas narinas. Neste momento vi a figura da morte fazer um sobrevoo pela sala, pousando sobre o corpo moribun-

do, levantando sua foice e ceifando de uma vez sua vida. Como quem arranca uma fronha de um traves- seiro, com suas garras arrancou a alma do desgraçado, levando-a consigo pela porta, ainda entreaberta. Antes de sair, a morte virou-se para mim e acenou com sua cabeça.

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DIVULGA ESCRITOR Por Francisco Mellão Laraya, advogado, músico e escritor, larayaescritor@hotmail.com A VIDA EM PARTES
DIVULGA ESCRITOR Por Francisco Mellão Laraya, advogado, músico e escritor, larayaescritor@hotmail.com A VIDA EM PARTES

DIVULGA ESCRITOR

DIVULGA ESCRITOR Por Francisco Mellão Laraya, advogado, músico e escritor, larayaescritor@hotmail.com A VIDA EM PARTES

Por Francisco Mellão Laraya, advogado, músico e escritor, larayaescritor@hotmail.com

advogado, músico e escritor, larayaescritor@hotmail.com A VIDA EM PARTES A VIDA EM ARTES Em nome do

A VIDA EM PARTES

A VIDA EM ARTES

Em nome do pai eu escrevo es- tas linhas, minha intenção ao come- çar escrevê-las era traçar mais uma forma plena de amor. Fiquei em dú- vida e resolvi contar uma estória! Um dia sonhei que meus textos haviam se transformado em filme. E antes que isto acontecesse houve uma extensa discussão sobre a for- ma que haveriam de tomar. Primeiro, o cinema pretendido era de baixo orçamento, que ao in- vés de longa metragem fez-se um de curta duração.

Os atores não eram profissio- nais, pois a importância eram as idéias, e não quem as representas- se, logo não haveria estrelas, apenas uma: a ilusão das pessoas se encon- trarem com as palavras. Como não eram profissionais, não haveria diálogos, apenas um monólogo ao fundo, onde se expu- sesse o que estava escrito. E ao invés de praias e paisagens idílicas, seria em aldeias, onde a be- leza está na humanidade de quem lá vive.

Pensei um pouco e conclui, mas isto sou eu! Um homem comum, que fala do quotidiano com pessoas simples, sem gran- des paisagens, falando de sua vida nas ruas em que vive. E, por ser tão simples, e ser comum, todos tem um universo igual, e as idéias brotam da ima- ginação de uma pessoa qualquer, em qualquer lugar, em qualquer idioma, de qualquer raça desde que habite no mesmo planeta, como eu! E meu pai queria que eu fosse

real

que habite no mesmo planeta, como eu! E meu pai queria que eu fosse real www.divulgaescritor.com

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DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora Alda Inácio Alda Inácio é uma vovó de 63 anos apaixonada

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DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora Alda Inácio Alda Inácio é uma vovó de 63 anos apaixonada pela
DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora Alda Inácio Alda Inácio é uma vovó de 63 anos apaixonada pela

ENTREVISTA

DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora Alda Inácio Alda Inácio é uma vovó de 63 anos apaixonada pela

Escritora Alda Inácio

Alda Inácio é uma vovó de 63 anos apaixonada pela escrita; nasceu no rio Grande do sul, morou 12 anos na Bélgica. Publicou o livro A vida na Bélgica, relatando o que é viver ilegal fora do Brasil. Foi professora, diretora de escola, e hoje vive e trabalha em Goiânia, Goiás. Tem vários trabalhos publicados em antologias. Seu último livro acaba de ser lançado e tem um nome intrigante: Poema Tríptico Equacional.

Boa leitura!

Tríptico Equacional. B o a l e i t u r a ! Como dica eu

Como dica eu diria:

pensem numa forma dialética da poesia. Juntem assuntos diferentes no mesmo tema. Misturem tudo isto e joguem com o resultado.”

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritora Alda Inácio é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor. Você vem inovando os textos poéticos através da Poesia Triptica Equa-

cional, conte-nos como surgiu o conceito deste estilo poético? Alda Inácio - O prazer é todo meu em participar e sou grata pela opor- tunidade de divulgar meu trabalho que é o livro recém lançado Poema Tríptico Equacional. O trabalho nasceu de uma insatisfação com o

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rumo que a poesia tradicional to- mou, passando a ser apenas um desabafo do poeta. Ela, como obra literária perdeu a força e o interes- se das pessoas. Caiu na mesmice eterna, sem renovação consistente e com isto abriu a porta para a entra- da do concretismo. Este não deixa

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de ser uma arte bem válida e admi- rável, no entanto chamar uma gra- vura de poesia é algo inquietante e partindo disto eu comecei a cogitar novas formas de escrita que pudes- sem valorizar o texto. Assim sur- giu esta forma estranha de poetizar chamada Equacional.

Qual o diferencial deste estilo de poesia literária? Alda Inácio - O diferencial é astro- nômico. Chega a despertar em al- guns leitores o espanto, em outros o desprezo total e ainda em outros, admiração. Eu sinto que estes sen- timentos são típicos de tudo que é novo, principalmente novo em poe- sia e a princípio causou um choque nos poetas, porque ninguém mais esperava nada de novo na área. O diferencial na verdade é a constru- ção do poema que junta três blocos de poemas distintos, unidos pelo título, e os três juntos formam um poema. A construção de um poema equacional é feita em três modelos diferentes, que dão ideia de uma equação. Fórmula número um:

(a+b+c). Fórmula número dois: a sobre b+c. Fórmula número três:

a+b sobre c. Acrescenta-se a isto o aspecto lúdico que é a brincadeira

Acrescenta-se a isto o aspecto lúdico que é a brincadeira DIVULGA ESCRITOR Podes nos apresentar um
Acrescenta-se a isto o aspecto lúdico que é a brincadeira DIVULGA ESCRITOR Podes nos apresentar um

DIVULGA ESCRITOR

o aspecto lúdico que é a brincadeira DIVULGA ESCRITOR Podes nos apresentar um exemplo desta inovadora

Podes nos apresentar um exemplo desta inovadora escrita literária?

apresentar um exemplo desta inovadora escrita literária? possível com o texto. Você pode trocar de lugar

possível com o texto. Você pode trocar de lugar os blocos de poemas sem abandonar o tema. Tudo se en- caixa e o resultado é divertido.

Que dicas você dá a quem esta querendo escrever poemas Tripti- cos Equacionais? Alda Inácio - É um prazer muito

grande pensar que novos poetas es- creverão poemas equacionais. Isto me emociona e o que tenho a dizer

a eles é que primam pela erudição

máxima, melhorem o conteúdo, porque eu dei apenas algumas pin- celadas iniciais. Como dica eu diria:

pensem numa forma dialética da poesia. Juntem assuntos diferentes no mesmo tema. Misturem tudo isto e joguem com o resultado. É delicioso.

Além de “Poema Tríptico Equa- cional” você tem publicado o livro “A Vida na Bélgica” este livro é uma autobiografia? Conte-nos um pouco sobre esta obra literária?

Alda Inácio - A vida na Bélgica foi publicação única. Inicialmente eu criei o site com o mesmo nome, que

é referência na Internet para quem

pretende viver na Europa, princi- palmente na Bélgica. Ali eu vivi 12

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anos e 5 meses. Deixei um cargo de diretora de escola no Brasil e fui me aventurar em busca de uma nova cultura, nova língua, no caso a lín- gua francesa e fui ganhar dinheiro. Só que eu não contava com as mil e uma dificuldade que iria passar naquele país. O resultado está no li- vro autobiográfico que fala de tudo que se passa na Bélgica com os ile- gais que moram no país. Falo de deportação, minha filha foi depor- tada, falo de casamento de brasilei- ros com belgas. Outra filha minha casou com belga. O livro traz um texto light, engraçado; eu optei por deixar as dores nas entrelinhas, só para leitores sensíveis compreende- rem. Não deixou de ser um desafio que eu superei, fui, vi, lutei, venci e quero morrer no Brasil, onde moro hoje.

Onde podemos comprar os seus livros? Alda Inácio - Para comprar meus

livros e ler alguns capítulos visite o site da Perse Editora, os links mos- tro: Link do livro A vida na Bélgica:

http://www.perse.com.br/novo-

projetoperse/WF2_BookDetails.

aspx?filesFolder=N1358540379046

Link do livro Poema Tríptico Equa- cional: http://www.perse.com.br/no-

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Meu e-mail: alda_inacio@hotmail. com

Quais os seus principais objetivos como escritora? Alda Inácio - Como objetivo, eu pretendo fazer palestras nas uni- versidades, a começar pela minha cidade, logo após o carnaval/2016, mostrando o que é Poema Equacio- nal. Estarei também onde me cha- marem. Coloco-me à disposição. Outros objetivos é continuar crian- do, talvez nesta área equacional. Quem sabe um livro infantil, mas ainda está no esboço inicial. Minha dedicação a 4 sites ocupa um tempo enorme. Divido os interesse criati- vos no site da Bélgica, onde publico notícias daquele país, é meu site de maior número de visitantes. Outro de grande movimento, criei e escre- vo quase diariamente nele é o Fu- turo do livro, onde publico concur- sos de literatura e agora o site novo Poesia Equacional que é num portal de literatura.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom co- nhecer melhor “Poema Tríptico Equacional” da autora Alda Iná- cio. Agradecemos sua participa- ção no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Alda Inácio - Tudo vale a pena se alma não é pequena, já dizia Pessoa. Aos leitores, obrigada pela paciên- cia de ler estas linhas, aos escritores:

venham participar deste site Divul- ga Escritor que traz uma proposta muito boa, unindo Brasil e Portu- gal. Contatos da autora: Página do livro – www.poesia-equacional.com Blog – http://o-futuro-do-livro.blo- gspot.com.br log – http://a-vida- -na-belgica.blogspot.com.br

log – http://a-vida- -na-belgica.blogspot.com.br Participe do projeto Divulga Escritor

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DIVULGA ESCRITOR Escritor Amilton Costa Participação especial Tenho vergonha do meu rosto Muitas pessoas vivem
DIVULGA ESCRITOR Escritor Amilton Costa Participação especial Tenho vergonha do meu rosto Muitas pessoas vivem

DIVULGA ESCRITOR

DIVULGA ESCRITOR Escritor Amilton Costa Participação especial Tenho vergonha do meu rosto Muitas pessoas vivem cercadas

Escritor Amilton Costa

Participação especial

Tenho vergonha do meu rosto

Muitas pessoas vivem cercadas por muros, sejam eles imaginários ou não, trancafiadas em conceitos e preconceitos. Criam, dessa forma, um mundo restrito, e as mudanças sempre ficam de lado, esbarram no muro da incompatibilidade. Esta- cionam, não aceitam o novo, não questionam, não trabalham para que o muro imaginário caia. Uma família procurou-me para que visitasse seu filho de 22 anos que há dois anos vivia trancado, isolado num quarto. O motivo? Ele sente vergonha de mostrar a boca, vergonha de sorrir, alega ter uma grande cicatriz no rosto. A mãe acredita que ele esteja com câncer, mas nunca se dispôs a examinar a boca do filho, acomodou-se diante de tais circunstâncias, após algum tempo, resolveu procurar ajuda. Numa tarde, fui visitar a famí- lia, confesso que já esperava pelo pior, pois o relato da mãe do jovem não era nada animador. Chegando lá, encontrei a humilde família à minha espera na sala; fui conduzido até o final de um corredor onde en- contrei um quarto no qual descan- sava um jovem enfermo. Fui apre- sentado pela mãe, que nos deixou a sós a conversarmos informalmente, tentei levar uma conversa amigável, lutei para conquistar a sua confian- ça em tão pouco tempo.

Ele não me encarava. De lado, com a mão no rosto, como se algo pavoroso estivesse na sua boca. Conversando, explicou-me que não gostava do rosto, se achava magro, feio, que o rosto crescera muito. -”Tenho vergonha do meu rosto”, disse ele repetidas vezes. Ouvi tudo em silêncio. Expli- quei-lhe que estava ali como amigo, para ajudá-lo, mas só conseguiria ajudá-lo se ele me mostrasse o ros- to, e a boca. Perguntei se poderia ir ao consultório, a resposta veio rápi- do, um “não” enfático e explicado pela vergonha de se expor. Contou-me que só saía de casa à noite, depois que todos estivessem dormindo, e as ruas vazias. Sim- plesmente um solitário trancafiado num mundo cheio de bloqueios, que precisa de apoio, de amigos, de ajuda. Depois de muito conversar, concordou em mostrar-me a boca. Eu já ansioso, procurava mostrar calma, já esperava realmente en- contrar um rosto deformado. Ele levantou, acendeu a luz do quarto, virou-se, retirou a mão da boca e ficou na minha frente. Abso- lutamente normal, nenhuma lesão, nada fisicamente. Psicologicamente ele precisa de ajuda, precisa de tra- tamento. Como na equipe da qual traba-

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lho não dispõe de psicólogo, o rapaz foi referenciado para atendimento com psicólogo noutra equipe. A família também precisa de orientação, daí a importância de um trabalho interdisciplinar onde entram Assistente Social, Psicólo- go etc. Os pacientes devem ser trata- dos como pessoas, seres humanos, que têm sonhos, medos, tristezas, alegrias, e não por números, senhas ou tipo de doença.

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22 DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritor Antônio Guedes Alcoforado Antônio Guedes Alcoforado nasceu em Oeiras, Piauí,

ENTREVISTA

22 DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritor Antônio Guedes Alcoforado Antônio Guedes Alcoforado nasceu em Oeiras, Piauí,

Escritor Antônio Guedes Alcoforado

Antônio Guedes Alcoforado nasceu em Oeiras, Piauí, Brasil, em 1968. Bacharel em Direito, atua como bancário. Em 2015 iniciou escrita em contos literários. É vencedor do Primeiro Concurso Machado de Assis da Academia Bauruense de Letras em 2015, com o conto Natal com a Escrava Esperança Garcia. O conto A Casa da Mãe Joana é destaque no Panorama Literário Brasileiro com uma das melhores obras do ano editorial 2014/2015 registrado pelo 1º Colegiado de Escritores Brasileiros, órgão executivo da Litteraria Academiae Lima Barreto, no Rio de Janeiro. Participa emantologias de contos no Chile, Uruguai, Argentina, Portugal e Brasil.

Boa leitura!

Chile, Uruguai, Argentina, Portugal e Brasil. Boa leitura! Cada palavra que saia vinha pranto. Na realidade

Cada palavra que saia vinha pranto. Na realidade todo o livro é uma homenagem ao meu filho Marco Antônio.”

Fonte: Assessoria do autor Antônio Guedes Alcoforado

Autor Antônio Guedes Alcofora- do é um prazer contarmos com sua participação em nossas pá- ginas conte-nos o que levou a ter gosto pela escrita literária? AGA - Desde jovem tenha o lado

leitor aflorado, eclético na leitu- ra. Revistas, biografias, romances, enfim um leque variado. Os livros marcantes: Meu Destino é Pecar de Nelson Rodrigues e 1968 - O ano que não terminou de Zuenir Ventu- ra. Biografias que agradaram: Quase Tudo de Danusa Leão e Garrincha, A Estrela Solitária de Ruy Castro.

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Em que momento pensou em es- crever “Um Marco em Minha Vida”? AGA - A minha escrita sempre foi intimista. Sou Bacharel em Direito e desde os dezoito anos de idade trabalho como bancário. Adoeci em 2013. Ninguém adoece por que quer. É devastador o desânimo e a

DIVULGA ESCRITOR desesperança. Ainda presentes pela Síndrome de Burnout, algo como estresse crônico. Em 2014

DIVULGA ESCRITOR

DIVULGA ESCRITOR desesperança. Ainda presentes pela Síndrome de Burnout, algo como estresse crônico. Em 2014 meu
DIVULGA ESCRITOR desesperança. Ainda presentes pela Síndrome de Burnout, algo como estresse crônico. Em 2014 meu

desesperança. Ainda presentes pela Síndrome de Burnout, algo como estresse crônico. Em 2014 meu filho faleceu trágica e precocemente aos dezessete anos. (pausa) Toda minha história literária se iniciou em 2015, final do ano. Por sugestão de duas sobrinhas, no segundo semestre de 2015, comecei a escrever e a parti- cipar de antologias no Brasil. Não parei mais. Escrevo para amenizar os efeitos da Síndrome e do luto que sei ser eterno. Hoje são 21 partici- pações em antologias no Uruguai,

Chile, Argentina, Portugal e Brasil. Reuni os contos de várias partici- pações e lancei o livro Um Marco em Minha Vida onde acrescentei os contos premiados.

Quais prêmios? AGA - O conto Natal com a Es-

crava Esperança Garcia, que abre

o livro Um Marco em Minha Vida

é baseado livremente na história

real de uma petição encontrada em Lisboa onde uma escrava do sécu- lo XVIII escreve ao Presidente da

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Província do Piauí (provavelmente único documento escrito e registra- do por uma escrava). É Ganhador do Primeiro Prêmio Machado de Assis da Academia de Letras Bau- ruense de Letras. O conto A Casa da Mãe Joana é destaque no Pano- rama Literário Brasileiro com uma das melhores obras do ano editorial 2014/2015 pelo 1º Colegiado de Es- critores Brasileiros, órgão executivo da Litteraria Academiae Lima Bar- reto, no Rio de Janeiro. Obra fictícia escrita com expressões populares.

Quais os desafios para escrever “Um Marco em Minha Vida”? AGA - O principal desafio foi reler as histórias. O conto Dezessete por exemplo. Não consigo reler. Emo- ciona muito. O choro vem compul- sivamente. E assim também foi a escrita. Cada palavra que saia vinha pranto. Na realidade todo o livro é uma homenagem ao meu filho Marco Antônio.

Você é idealizador da antologia Deitado em Berço Esplêndido. Conte-nos um pouco sobre objeti- vos e temas abordados nos textos que a compõem? AGA - Deitado eternamente em berço esplêndido é o trecho do Hino Nacional do Brasil e expressão popular para designar os corruptos que, de geração em geração (eterna- mente) dispõe do seu país (berço) para enriquecer-se desavergonha- damente. O objetivo foi reunir ta- lentos da Literatura Lusófona, sobre o tema corrupção. Somos o povo da revolta pacífica e silenciosa. Nessa obra temos o encontro das cidades homônimas, Oeiras, separadas pelo Oceano Atlântico e unidas pela lu- sofonia. Textos escritos com quali- dade, integridade, transparência e respeito que o tema requer.

Também escreveu o livro Morcego em Exibição. De que se trata? AGA - Também de contos. É um li- vro de bolso. Histórias com mesmo

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24 DIVULGA ESCRITOR personagem, o serial killer que mata suas vítimas em veículos sobre ro- das.

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24 DIVULGA ESCRITOR personagem, o serial killer que mata suas vítimas em veículos sobre ro- das.
24 DIVULGA ESCRITOR personagem, o serial killer que mata suas vítimas em veículos sobre ro- das.
24 DIVULGA ESCRITOR personagem, o serial killer que mata suas vítimas em veículos sobre ro- das.

personagem, o serial killer que mata suas vítimas em veículos sobre ro- das. Cada história com um veículo diferente: moto, quadriciclo, carros, etc. E como um psicopata, ao final, ele se exibe. É morcego porque ele mata/atua na noite.

Quem desejar adquirir seus livros como deve proceder? AGA - Todos os meus livros são escritos de forma independente. Assim como os artistas da música que hoje gravam e lançam na inter- net de forma independente. Eu sou o autor e também editor, diagra- mador, etc. Depois publico no site www.clubedeautores.com.br, que os imprime por encomenda. Tem tam- bém o canal alternativo que é fazer a encomenda direto a mim por e- -mail agalivros@yahoo.com.br

Quais seus principais objetivos como autor? AGA - É continuar a me expressar através da escrita. É escrever. Tam- bém unir-nos, autores brasileiros e os demais lusófonos.

O que mais lhe encanta na área li- terária? AGA - É o processo de criação. Criar a situação e surpreender o lei- tor com um final único.

Quais as melhorias que você cita- ria no mercado literário no Brasil? AGA - Apesar de tudo que dizem contra, eu acredito nesse mercado. Há poucos concursos literários. Há poucas editoras fazendo anto- logias. Nichos a serem explorados. Há oportunidade de crescimento. Apesar de poucas, as livrarias vivem

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cheias de gente. Então há mercado.

Chegamos ao final da entrevista. Foi bom conhecer melhor o autor Antônio Guedes Alcoforado. Dei- xe uma mensagem aos autores e aos seus leitores. AGA - Aos autores e leitores, leiam muito. Se interessem. Busquem e enfrentem os desafios da escrita. Há mercado para todos os gostos. Criem. Mais informações no site:

http://antoniogalcoforado.wix.

com/aga-autor

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Leo Vieira é escritor acadêmico em várias Academias e Associações Literárias; ator; professor; Comendador; Capelão
Leo Vieira é escritor acadêmico em várias Academias e Associações Literárias; ator; professor; Comendador; Capelão

Leo Vieira é escritor acadêmico em várias Academias e Associações Literárias; ator; professor; Comendador; Capelão e Doutor em Teologia e Literatura. leovieirasilva@gmail.com

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e Literatura. leovieirasilva@gmail.com DIVULGA ESCRITOR MERCADO LITERÁRIO O Escritor no Marketing 26 26
e Literatura. leovieirasilva@gmail.com DIVULGA ESCRITOR MERCADO LITERÁRIO O Escritor no Marketing 26 26

MERCADO LITERÁRIO

O Escritor no Marketing

ESCRITOR MERCADO LITERÁRIO O Escritor no Marketing 26 26 Promoções, ofertas, sorteios, contatos, pesquisa de

26 26

Promoções, ofertas, sorteios, contatos, pesquisa de mercado, negociação com livrarias, ne- gociação com gráficas, tramita- ções a fim de evitar terceirização (onde se acaba gastando mais), tudo isso é essencial para que as despesas sejam reduzidas, além de desenvolver mais o rumo da

carreira do escritor e blogueiro. Inclusive, muitas propostas de trabalho surgem aos profissio- nais que “saem da toca”. Nunca em uma época de inclusão digital se pudesse aprender tanto através da praticidade de um smartfone ou do conforto a casa, em frente a um computador.

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Entendemos que pode apare- cer alguma indisposição em ter que aprender mais e fazer coisas que não nos competiria, mas devemos sempre pensar que “quem quer dá um jeito e quem não quer, dá uma desculpa”. O conselho desta vez é: use o que tem e faça a diferença.

DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora Carol Bonacim Carol Bonacim é formada em Direito pela Universidade de

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DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora Carol Bonacim Carol Bonacim é formada em Direito pela Universidade de Ribeirão
DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora Carol Bonacim Carol Bonacim é formada em Direito pela Universidade de Ribeirão

ENTREVISTA

DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora Carol Bonacim Carol Bonacim é formada em Direito pela Universidade de Ribeirão

Escritora Carol Bonacim

Carol Bonacim é formada em Direito pela Universidade de Ribeirão Preto, e há dois anos,

iniciou sua carreira como escritora, ao redigir a primeira obra “Operação Arcádia”, um romance- policial narrado em quatro etapas, e que promete surpreender o leitor com a similitude da atual realidade política, social e econômica brasileira, sem, contudo, perder o encanto e o charme de um lindo conto de amor vivenciado pelos protagonistas. Casada e amante da prática de esportes, ela divide o tempo entre se dedicar à escrita

e à leitura de obras literárias, assim como à corrida de rua e ao boxe. Redigida de forma ímpar, “Operação Arcádia” promete arrancar

o fôlego de quem aprecia uma eletrizante

trama de ação, uma hilariante comédia, e uma inesquecível história de amor.

Boa leitura!

e uma inesquecível história de amor. Boa leitura! É costume no Brasil que toda operação das

É costume no Brasil

que toda operação das policias judiciárias seja agraciada com um nome específico, algo que se amolde aos fatos

e aos personagens investigados.”

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritora Carol Bonacim, é um prazer contarmos com a sua par- ticipação no projeto Divulga Es- critor, conte-nos em que momen- to pensou em escrever o seu livro “Operação Arcádia”? Carol Bonacim - A priori gostaria de salientar que sempre fui apaixona- da pela sexta arte; ler e escrever faz

parte da minha rotina desde a ado- lescência, contudo, a falta de oportu- nidade (leia-se dinheiro e tempo) me impediu, por alguns anos, de seguir adiante e concretizar um sonho de menina: publicar um livro. Operação Arcádia surgiu numa época bastante conturbada para mim, pois passava por uma profunda crise profissional e pessoal. Naquele tempo também, (2013), fiquei bastante indignada

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com a situação social do Brasil (e ain- da continuo), devido à atitude deso- nesta e corrupta de uma parcela dos governantes, pelo descaso com a lei, e pela presença maciça do fantasma da impunidade. Diante deste quadro, encontrei na escrita um jeito de ex- travasar todos os meus sentimentos, sensações e impressões sobre o atual drama nacional vivido e presenciado por todos nós, brasileiros.

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28 DIVULGA ESCRITOR Quais os fatores determinantes para construção do enredo que compõe a obra? Carol

DIVULGA ESCRITOR

28 DIVULGA ESCRITOR Quais os fatores determinantes para construção do enredo que compõe a obra? Carol

Quais os fatores determinantes para construção do enredo que compõe a obra? Carol Bonacim - Os fatores são muitos, incluindo experiências

pessoais, vivências profissionais,

o olhar crítico sobre a sociedade a

qual pertenço, os costumes e valo- res adotados por uma nação. Quan- do comecei a redigir o livro 1 (o pu-

blicado), presenciei o Brasil acordar

de um sono profundo; a população

despertou para questionar os man- dos e desmandos da atual políti- ca de governo. Alguns integrantes

dos poderes Executivo, Legislativo

mar os leitores para um debate, um dedo de prosa, e comparti- lhar com eles uma área do saber que é pouco divulgada e difundi- da em nosso território: a noção de política, economia, legislação,

política social, instituições demo- cráticas e governabilidade, tudo isso de uma forma bem simplis- ta, sendo, contudo, o suficiente para ensejar questionamentos tais como: Será que meu voto va- leu a pena? Onde estão usando

o dinheiro dos impostos que eu

pago? A lei está sendo aplicada para todos?

e

Judiciário foram tomados pelo

senso de imoralidade e ilegalidade (não estou generalizando!), o que culminou numa nação decadente, corrupta e leviana. Assim, os cida- dãos começaram a ir para as ruas

O livro esta dividido em quatro etapas, podes nos contar um pouco sobre esta divisão? Carol Bonacim - A narrativa é bastante extensa; relato a saga

ência de como é feito o transpor-

protestar, reivindicar seus direitos e exigir melhorias sociais das nossas autoridades; foi neste contexto que meu ego guerreiro aflorou, e resol-

da delegada federal Diana Tole- do na condução de um inquéri- to que apura o envolvimento de pessoas muito influentes, endi-

vi

“botar a boca no trombone”, e o

nheiradas e detentoras de poder,

fiz

escrevendo: montei uma história

numa organização internacional

fictícia, porém, bastante coerente com a nossa realidade, e imbuí nela uma roupagem romântica, bem como aproveitei para desbravar, por meio de palavras, a ira de toda na- ção brasileira.

de tráfico de drogas e armas. No decorrer da ação, a delegada faz descobertas reveladoras do maior esquema criminoso e corrupto conhecido no Brasil; ela toma ci-

te

dos ilícitos, rastreia o caminho

ela toma ci- te dos ilícitos, rastreia o caminho Por que estes fatores foram deter- minantes?

Por que estes fatores foram deter- minantes? Carol Bonacim - Porque senti ne- cessidade de agir; vi que precisa- va fazer algo de aproveitável para ajudar a alertar o que acontece no nosso país, mesmo que tal alarde se manifestasse por meio de um romance-policial. Infelizmente, no Brasil, são poucos os cidadãos que têm acesso a um ensino de quali- dade, e que chegam a cursar uma universidade. Dá para contar nos dedos, (sentido figurado) as pessoas que possuem opinião própria, que são críticas quanto aos seus direi- tos e deveres, que possuem visão de mundo, e busquem soluções para dirimir os problemas que afligem o país. A intenção desta autora é cha-

do dinheiro, identifica os envolvi- dos, ou seja, toda a estrutura desta mega quadrilha de criminosos é desarticulada ao longo dos quatro volumes, e durante esta eletrizante trama policial, Diana acaba se en- volvendo com um rico empresário espanhol que, indiretamente, acaba mudando o curso da maior opera- ção policial já deflagrada no Brasil.

Como foi a escolha do Título? Carol Bonacim - É costume no Bra- sil que toda operação das policias judiciárias seja agraciada com um nome específico, algo que se amolde aos fatos e aos personagens investi- gados. Como o desenrolar da nar- rativa acontece em virtude de uma investigação, pensei ser genuíno

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intitular a obra com um nome que

remetesse à articulação investigati- va em comento. Daí surgiu a ideia de acrescentar à grafia “Operação”

a palavra “Arcádia”, vocábulo este

que nos remete a uma região situ- ada na península do Peloponeso, ao sul da Grécia. O nome dado a esta cidade-antiga se refere ao semideus Arcas, filho de Zeus e da ninfa Ca- listo. Na mitologia grega, Arcádia

era a morada do deus Pã, deus da

natureza e padroeiro dos pastores.

O mito desta lendária pólis está im-

presso na literatura, como uma área de paisagem idílica e fértil, povoada

de pastores, donzelas ingênuas, de poesia e de música, onde a forma simples de viver a vida é praticada

pelos habitantes. No livro de minha autoria há a descrição de uma vila de pescadores si- tuada ao sul do Estado do Rio de Janeiro, onde se pratica essa mesma forma singela de exis- tência. Além disso, é nesta paradisíaca ilha que os protagonistas descobrem o verdadei- ro sentimento que os unem, em meio a fortes emoções e revelações que serão colocadas à prova.

O que mais a encanta em “Operação Arcá- dia”? Carol Bonacim - Mo- déstia à parte, penso que toda a trama se mostra envolvente; prende a atenção dos leitores e os leva para uma viagem única e inesquecível. O tex- to foi elaborado com uma linguagem de fá- cil compreensão, car- regado de expressões idiomáticas e trejei- tos criados no dia a dia. Abuso de anedotas regionais e até uso sentenças com palavras de baixo calão, tudo com o fim de aproximar o contexto vivido pelos personagens ao nosso cotidiano. A leitura cativa as pessoas, as fazem correlacionar a obra de ficção com a realidade mostrada na TV, nos jor- nais e rádios; todos se surpreendem com a similitude de acontecimen- tos, e acabam compreendendo, com bastante facilidade, um tema com- plexo que inclui procedimento de investigação policial, o universo do crime e a legislação vigente, e ainda perdem o fôlego com um romance incandescente e apaixonante viven- ciado pelos protagonistas da série.

Onde podemos comprar o seu li- vro? Carol Bonacim - Os exemplares poderão ser adquiridos através do site da Editora Chiado Internacio- nal (www.chiadoeditora.com), da Livraria Cultura (www.livrariacul- tura.com.br), através do meu e-mail (karollak2@yahoo.com.br), pelo meu perfil no Facebook (www.face- book.com/caroline.oliveirasouza) e por intermédio do Blog (carolbona- cim.blogpost.com.br ). O valor de venda é de R$ 44,00, e a comercialização dos livros dá-se no Brasil, Portugal, Cabo Verde e Angola. Gostaria de informar aos leitores e amigos que os livros ad- quiridos através do e-mail, da pági- na no Facebook e pelo Blog sairão com autógrafos exclusivos.

Quais os principais objetivos da autora Carol Bonacim? Carol Bonacim - Digo que sou fissurada em ler e escrever; meu cotidiano é pautado em meio às le- tras e frases. Sou viciada em livros, dos mais diversos tipos e gêneros, porque levo comigo uma máxima:

“Conhecimento nunca é demais.”. Pretendo expandir minha singela e humilde área do saber, e continuar divulgando minhas ideias e ideais; compartilhar uma circunstância vi- vida, trocar receitas de como apro- veitar a vida, praticar a ideologia “fazer o bem sem olhar a quem”, pesquisar muito, estudar bastante, enfim, meu sonho é continuar es- crevendo, e escrevendo com vee- mência, se Deus me permitir. Acredito que tenho um dom, o dom da escrita, e tal privilégio não pode ficar restrito tão somente à minha persona, mas sim deve ser difundi- do e compartilhado com todos os leitores e amigos que possuo, como também àqueles, que um dia, terei o prazer e a honra de conquistar.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom co- nhecer melhor a escritora Carol Bonacim. Agradecemos sua par-

ticipação no projeto Divulga Es- critor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Carol Bonacim - Gostaria de fazer

minha parte no tocante ao incenti-

vo à leitura, fomentar a educação,

a diversificação cultural e a busca

pelo saber. A ideia é fazer com que meus textos cheguem a todas as

pessoas, de todos os graus e níveis

de instrução.

A obra Operação Arcádia, assim

como todas as outras de minha au- toria são construídas com uma lin- guagem simples, rotineira e de alta percepção, justamente porque, o

intuito desta autora é levar a prática

da leitura e a busca pela cultura ao

maior número possível de pessoas,

e dizer que a leitura pode mudar

uma vida, uma forma de pensar, de

compreender os fatos, e pode trans- formar a visão sobre o mundo. Aproveito o momento para agrade- cer pela oportunidade de participar desta renomada revista literária, bem como gostaria de parabenizar a equipe SMC pelo fomento à leitura

e à educação. Aos amigos que qui-

serem bater um papo, trocar uma ideia ou experiências, deixo aqui meus contatos: e-mail: karollak2@ yahoo.com.br, Facebook: www.fa-

cebook.com/caroline.oliveirasouza,

e o endereço do meu Blog: carol-

bonacim.blogpost.com.br. Muito obrigada a todos e tenham um ano eivado de boas leituras e ideias!!

Participe do projeto Divulga Escritor www.divulgaescritor.com

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DIVULGA ESCRITOR

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DIVULGA ESCRITOR Escritora Fabiana Juvêncio Participação especial A violência feminina: ação ou omissão
DIVULGA ESCRITOR Escritora Fabiana Juvêncio Participação especial A violência feminina: ação ou omissão

DIVULGA ESCRITOR

DIVULGA ESCRITOR Escritora Fabiana Juvêncio Participação especial A violência feminina: ação ou omissão

Escritora Fabiana Juvêncio

Participação especial

A violência feminina: ação ou omissão discriminatória

A mulher contemporânea apesar da evolução femi- nina e de várias conquis- tas alcançadas, mesmo

assim, ainda, na atualidade conti- nua sendo considerada um objeto por alguns segmentos da sociedade que, em algumas das vezes, passí- vel de várias formas de violência e, condicionada ao silêncio extrema- do para não se expor ou excluir-se de um determinado grupo social. A violência contra a mulher é qualquer ação ou omissão de modo discriminatório, agressivo e coer- citivo pela vítima ser mulher, cau- sando-lhe dano, morte, constrangi- mento, limitação, sofrimento físico, sexual, moral, psicológico, social, político ou econômico, bem como perda patrimonial. Essa violência pode acontecer tanto em espaços públicos ou privados (AURÉLIO,

2005).

No ano de 1916, o Código Ci- vil Brasileiro considerou a mulher casada como, um ser, relativamen- te incapaz, determinando à esposa a obrigação de solicitar do marido autorização à prática dos atos na vida civil, como trabalhar, gerir e dispor dos seus bens. Apenas em 1961 foi modificada a legislação que igualava as mulheres aos ín-

dios, crianças e doentes mentais. Em 1962, com a edição do Estatuto da Mulher Casada, ela deixou de ser considerada incapaz e dependente do marido. Apesar da nova legis- lação permitir às mulheres dispor

livremente de seus bens, na prática

o homem ainda mantinha um rígi-

do poder sobre as propriedades em comum (Oliveira, 2015). Ademais no início do século XXI que pode ser observado um tímido avanço na legislação brasileira com a promul-

gação das primeiras leis que coíbem

a violência doméstica contra a mu-

lher, diante de uma discreta mani- festação da sociedade pelo descon- tentamento com o atual quadro de violência conforme o mesmo autor. Já Morgado que descreve o comportamento e o sofrimento da

mulher:

“A mulher é sucessivamente violentada desde cedo pela imposição dos papéis sociais; desde a mais tenra idade é treinada para submeter-se a padrões impostos no decorrer dos séculos por uma autorida- de machista; violenta a si mes- ma assumindo estes padrões sem exercer o direito de criti- car e sem se conceder o direito de ser pessoa, com igualdade

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de direitos e oportunidades concedidas ao macho da es- pécie” (MORGADO, Op. cit.

p.13).

Há uma inquietação men- surável quanto ao índice de violência na mulher praticada pelo homem, dos seus agen- tes causadores e contra quem ele comete, contra o homem, o meio ambiente. No entanto, não há uma preocupação pela violência contra a mulher: a violência dos usos e costu- mes, da imposição dos papéis sociais rígidos, a violência da mulher contra a mulher mais frágil, a violência da mulher contra si, fazendo com que ela aceite sem criticar o que lhe é imposto, relegando seus direi- tos e deveres de pessoa ainda conforme Morgado.

Instituída a Lei 11.340/2006, Lei Maria da Penha surgiu no an- seio de revelar este problema, tirou dos moldes da violência comum, a praticada contra a mulher no seu ambiente doméstico, familiar ou de intimidade, um estatuto para socorrer essas vítimas, não somen- te de caráter repressivo, sobretudo, preventivo e assistencial, na pro-

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moção de mecanismos para coibir esta agressão (CUNHA, p.20). A Lei Maria da Penha veio para coibir e prevenir essa violência. Protege mulher, independe da orientação sexual dos envolvidos, tanto numa relação heterossexual, contra o ho- mem agressor, o filho, o irmão, po- dendo a mulher na qualidade de companheira de outra figurar tam- bém como sujeito ativo. Surge uma nova concepção de família que se define pelo vínculo de afetividade, como manifesta Eliana J. M. Ferrei- ra: “a família modernamente conce- bida tem origem plural e se revela como núcleo de afeto no qual o ci- dadão se realiza e vive em busca da própria felicidade” (SOUZA, p.13). Concomitantemente, com o surgimento de novos direitos, no- vas relações e novas realidades re- portam a interpretação sociológica da norma “com esse espírito, de- sarmado, despido de preconceitos, livre de fetichismos e atento à rea- lidade que o cerca, que deve o in- térprete, em nosso entendimento, enfrentar os desafios propostos pela lei” (http://www.saraivajur.com.br). Com o mesmo propósito Cunha e Pinto argumentam o conhecimento do Ministro Silvio de Figueiredo do Superior Tribunal de Justiça expres- so na jurisprudência RSTJ, 129/364, que a vida é mais rica que nossas teorias. Destacou-se as palavras do De Page, que o juiz não pode que- dar-se surdo às exigências do real e da vida. Sendo o direito uma norma essencialmente viva, destinado a re- ger homens e termina firmando que a interpretação das leis não deve ser formal, mas sim, real, humana, so- cialmente útil (Idem, ibidem, p.27). Vários doutrinadores como Rogério Sanches Cunha, Ronaldo Batista Pinto, Sérgio Ricardo de

Sanches Cunha, Ronaldo Batista Pinto, Sérgio Ricardo de DIVULGA ESCRITOR Souza, Alexandre de Matos Guedes, Vitor

DIVULGA ESCRITOR

Ronaldo Batista Pinto, Sérgio Ricardo de DIVULGA ESCRITOR Souza, Alexandre de Matos Guedes, Vitor Frederico Kümpel,

Souza, Alexandre de Matos Guedes, Vitor Frederico Kümpel, norteiam- -se nessa corrente e Maria Berenice Dias conclui com:

“Justificativas não faltam para que as mulheres recebam atenção diferenciada. O modelo conserva- dor da sociedade coloca a mulher em situação de inferioridade e sub- missão tornando-a vítima de vio- lência masculina. Ainda que os ho- mens também possam ser vítimas de violência doméstica, tais fatos não decorrem de razões de ordem social e cultural. Por isso se fazem necessárias equalizações para meio de discriminações positivas, medi- das compensatórias que visam re- mediar as desvantagens históricas, consequências de um passado dis- criminatório. ” (DIAS, p.56). Vislumbramos que, a Lei Maria da Penha foi instituída como um fundamento protetivo para todas as mulheres brasileiras, independente de fatores socioeconômico, aten- dendo aos princípios da igualdade, da dignidade da pessoa humana, da proteção e da proporcionalida- de. Sabemos que, para sua eficácia se faz essencial a participação total da sociedade. Quanto Poder judici- ário, entendemos a necessidade de investimento na fundação efetiva em redes de atendimento as mulhe- res vítimas de violência, quanto ao atendimento proporcionado acre- ditamos que o mesmo deverá ser ofertado de uma maneira eficaz e; por profissionais capacitados, sa- pientes do ordenamento jurídico, ou na mais das vezes por operado- res do Direito ou futuro bacharéis, desta feita, por entendedores do âmbito jurídico para proporcionar um acolhimento favorável a mulher vitimada e um amparo legal a dor em questão.

REFERÊNCIAS CUNHA, Rogério Sanches, PINTO, Ronaldo Batista. Violência Doméstica, p.20. DIAS, Maria Berenice. A Lei Maria da Penha na justiça,

p.56

DIAS, Maria Berenice. Vio- lência Doméstica e União Homossexual. Disponível em: <http://www.saraivajur. com.br>. Idem, ibidem, p.27. MORGADO, Belkis. Op. cit.

p.13.

OLIVEIRA, M.B. Especia- lista em Direito e Processo do Trabalho. Graduado em Direito pela UFMS. SOUZA, Sérgio Ricardo de. Comentários à Lei de Com- bate a Violência Contra a Mulher, p.13.

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DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora Claúdia Isadora F. de Oliveira Sou gaúcha, nascida em Dom Pedrito,

DIVULGA ESCRITOR

DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora Claúdia Isadora F. de Oliveira Sou gaúcha, nascida em Dom Pedrito, Rio
DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora Claúdia Isadora F. de Oliveira Sou gaúcha, nascida em Dom Pedrito, Rio

ENTREVISTA

DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora Claúdia Isadora F. de Oliveira Sou gaúcha, nascida em Dom Pedrito, Rio

Escritora Claúdia Isadora F. de Oliveira

Sou gaúcha, nascida em Dom Pedrito, Rio Grande do Sul. Aos 23 anos vim para Guarulhos, pois tomei posse num cargo público em um órgão aqui da cidade. Me formei em Letras Português/Inglês. Fiz pós graduação em Língua Portuguesa. Frequentei diversos cursos na área das artes: escrita criativa, roteiro audiovisual, curso de formação cinematográfica, desenho de moda básico e atualmente sou aluna do curso de teatro. Além de escritora, sou cineasta e roteirista, trabalhei como diretora e roteirista, em parceira com outros colegas, no curta-metragem Necessidade Básica? (que fala sobre a saúde pública no Brasil). Atualmente ele está percorrendo os circuitos de Festivais e Mostras de Curta-Metragens nacionais. Recentemente, publiquei o livro A Verdade em Marcha pelo site PerSe. Mais duas obras literárias serão divulgadas em breve: Eu Fui um Soldado Nazista na Reencarnação Passada e Alatina, a genia moderna.

Boa leitura!

Passada e Alatina, a genia moderna. Boa leitura! Me sensibilizou o fato e aguçou em mim

Me sensibilizou o fato e aguçou em mim a vontade de escrevê- lo romanceado, de acordo com o que eu acredito que deveria ter acontecido com ela.”

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritora Claudia Isadora Fer- nandes de Oliveira é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor. Você atua na área literária e teatral, conte-nos de que forma estas duas artes se apresentam em sua vida? Claúdia Oliveira - Elas se apresen-

tam de forma harmônica e com- plementar. Para um ator, escrever ajuda a alimentar a sua criatividade, que poderá ser usada em cena para criar personagens e aprofundá-los. Para um escritor, o teatro propicia uma libertação de suas amarras, pois é uma arte livre, sem precon- ceitos nem regras absolutas. Para

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mim, essas duas artes são vitais.

Em que momento pensou em es- crever o seu livro “A Verdade em Marcha”? Claúdia Oliveira - Em 2013, ao saber da notícia de uma juíza que havia sido assassinada por uma quadrilha de policiais militares

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corruptos. Me sensibilizou o fato

e aguçou em mim a vontade de

escrevê-lo romanceado, de acordo com o que eu acredito que deveria ter acontecido com ela. Foi de uma

certa forma uma catarse, o grito de uma catarse por uma sociedade jus-

ta e evoluída.

Que temas você aborda nesta

obra?

Claúdia Oliveira - Corrupção, Jul- gamento, Questão social, violência, revolta, injustiça, esperança, fé e amor.

Como foi a escolha do Título?

Claúdia Oliveira - Foi baseado no

livro de Emile Zola: J’Accuse

Verdade em Marcha. Devido os fa- tos no meu livro se desenrolarem de forma cadenciada, achei apropriado por esse titulo.

– A

!

O que mais a encanta nesta obra?

Claúdia Oliveira - A luta de uma mulher forte num ambiente inóspito.

Onde podemos comprar o seu li-

vro?

Claúdia Oliveira - Por enquanto, poderá ser encontrado nos sites:

www.perse.com.br e www.clubedo- sautores.com.br

Soube que já temos novos livros

a serem lançados, conte-nos um

pouco sobre os seus novos proje- tos literários. Claúdia Oliveira - São dois títulos:

1- Eu fui um Soldado Nazista Na Reencarnação Passada, que trata de um grupo de amigos que marcam um encontro por meio de um even- to no Facebook para falar de suas lembranças de outra vida como soldado nazista. Num galpão aban-

donado, vão se conhecendo e con- tando os insights que tiveram. Há um barulho de helicóptero se apro- ximando do local. Um integrante se desespera e acha que é a policia

federal atrás dele, porque ele con-

2- Alatina, a genia

tinua nazista

dele, porque ele con- 2- Alatina, a genia tinua nazista DIVULGA ESCRITOR moderna. Trata-se de um

DIVULGA ESCRITOR

ele con- 2- Alatina, a genia tinua nazista DIVULGA ESCRITOR moderna. Trata-se de um conto de

moderna. Trata-se de um conto de uma família que sente a necessidade de chamar o gênio da lâmpada para responder a suas indagações. O ge- nio que sai do bule é, na verdade, uma genia, Alatina, e com ela vem junto seu criado Sheraspin. Surpre- sos, uma reviravolta acontece no lar com a chegada da esperta genia.

Com relação a peça de teatro da Escola Viva de Artes Cênicas de Guarulhos, conte-nos um pou- co sobre a peça, já tens os dias de apresentação? Quem desejar como deve fazer para assistir? Claúdia Oliveira - Trata-se de

uma peça criada pelo diretor Clei- ton Pereira em colaboração com os alunos da V turma de teatro da Escola. Numa pós guerra, a ques- tão feminina é abordada: o corpo da mulher como campo de batalha, a mulher que não consegue enter- rar seu filho, a mulher oráculo, a mulher considerada puta pela so- ciedade, a mulher supostamente santa, entre tantos outros tópicos serão encenados nessa peça que terá sua estreia no dia 25 de mar- ço de 2016 no teatro Padre Bento.

A

peça será apresentada no sábado

às

20 h e domingo às 19h. Para sa-

ber mais informações, só acessar o link: https://www.facebook.com/

groups/300352190011739/?fref=ts

https://www.facebook.com/ groups/300352190011739/?fref=ts Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor.

Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Claúdia Oliveira - Eu gostaria que cada vez mais crescesse este desejo em seus corações: o de prestigiar a rica literatura nacional. Contatos da autora: https://www.facebook. com/claudinhaisadora/?fref=ts email: claudinhaisadora@gmail. com

Como você vê o mercado literário Nacional? Claúdia Oliveira - Acredito que ele esteja passando por uma fase de cri- se, assim como os demais setores, devido a economia brasileira no momento atual estar cambaleante. Porém, é um mercado perene: a ne- cessidade de ler, do saber, de adqui- rir conhecimento, o prazer que isso acarreta é algo que suplanta qual- quer contratempo econômico.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom co- nhecer melhor a escritora Claudia Isadora Fernandes de Oliveira.

Participe do projeto Divulga Escritor www.divulgaescritor.com

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Escritor Ramalho Leite Participação especial UMA “VELHA SENHORA” JO 36 E ra uma quinta-feira, 2
Escritor Ramalho Leite Participação especial UMA “VELHA SENHORA” JO 36 E ra uma quinta-feira, 2

Escritor Ramalho Leite

Participação especial

UMA “VELHA SENHORA” JO

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E ra uma quinta-feira, 2 de fevereiro do ano de 1893, quando o Partido Republi- cano do Estado da Parahy-

ba fez circular a primeira edição de

A União. Na capa, os editores pe-

diam aos seus leitores, “o obsequio de devolvel-o á respectiva typogra- phia” no prazo de três dias. Não explicaram o motivo para essa res- tituição, mas o Walter Galvão, hoje diretor desta folha, acredita que se tratava de uma pesquisa para avaliar o alcance do periódico. Na edição inaugural, o novo órgão de imprensa traçava o seu perfil, e se identificava como veí- culo político-partidário, disposto a defender a agremiação e seus inte- grantes. O jornal e o partido eram um só corpo e um só espírito. Por isso, se dirigiu ao publico leitor “não para anunciar qualquer nova trans- formação mas para configurar os motivos de sua origem, as formulas

que condensaram os seus primeiros

pensamentos,suas aspirações, no começo vagas,depois francamente definidas e encorpadas aos carac- teres que dirigiam o movimento.A única modificação que lhe anun- ciamos, é a creação d´esta folha, poderoso meio externo da cohesão

e disciplina partidária.Iremos á luz

da imprensa, visitar os arrayaes de nossos amigos, e crear-lhes um cen- tro de intelligencia, e de conselho. Iremos a mesma luz prestar nossa decidida cooperação ao illustre ad- ministrador do estado, o exm.sr.dr. Alvaro Lopes Machado. O nosso apoio igualmente ilimitado, e sem nenhuma reserva extenderemos ao benemérito governo da União, e ao glorioso chefe da Republica, Sr. ma- rechal Floriano Peixoto”. Da pia batismal aos dias de hoje,

a linha editorial deste jornal perma- nece a mesma. Mudam os governos, mas sua fidelidade, jamais. A única mudança foi a oficialização dessa

lealdade. Em determinado momen-

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to, o jornal do Partido tornou-se o jornal do Governo. A União publi- caria além do noticiário palaciano, os atos emanados da administração pública. O Diário Oficial, em sepa- rado, é obra mais recente. O mode- lo serviu até para enriquecer nosso folclore político. Zé Américo, no Piancó, definiu o político Antonio Montenegro: “é mais fiel ao Gover- no que o chumbo do diário oficial”. Na minha irreverência já conhecida, prefiro dizer que A União “é o órgão mais independente que conheço: é do governo e não nega”. No primeiro número do perió- dico, temos conhecimento de que, naquele ano de 1893 era Chefe de Polícia da Paraíba o dr. Antonio Ferreira Baltar; seu irmão, de nome Abílio Ferreira Baltar, nomeado Fis- cal, realiza a primeira extração da Loteria, à época, uma concessão particular entregue a um felizardo chamado Bernardino Lopes Alhei- ros. O primeiro delegado da Capital

VIAL DIVULGA ESCRITOR era Francisco Chateaubriand Ban- deira de Mello. O Assis, do mesmo sobrenome

VIAL

DIVULGA ESCRITOR

VIAL DIVULGA ESCRITOR era Francisco Chateaubriand Ban- deira de Mello. O Assis, do mesmo sobrenome e

era Francisco Chateaubriand Ban- deira de Mello. O Assis, do mesmo sobrenome e criador dos Diários Associados, tinha, então, um ano de idade. Naqueles dias, por emissão de notas falsas, foram presos dois diretores de bancos nacionais; “as notas falsas do Banco Emissor de

nome desta folha” foi relatada com detalhes a reunião de criação do novo partido realizada no Palácio do Governo, quando “duas ordens de cadeiras foram insuficientes para acomodar os convidados”. Foi desig- nada uma comissão provisória para comandá-lo, eleita, democratica-

Areia, respectivamente, ficaram na suplência juntamente com outros nomes de rua menos votados. E encerra sua narrativa o jor- nal A União: “Servido em segui- da um agradável copo de cerveja, retiraram-se os convidados plena- mente satisfeitos, não só quanto ao

Pernambuco se distinguem pela im- perfeição do mau papel”; o ministro da Fazenda manda que se recebam

mente, entre os presentes ao evento. O governador Álvaro Macha- do asseverou “que não tinha vindo

cavalheirismo de trato do honrado governador, como em relação à pha- se de verdadeira actividade política,

as notas do Banco Emissor, tidas

a

Paraíba se não para reconstruir

iniciada por tão solene reunião”. Es-

como verdadeiras, até que sejam

o

que fora demolido e por em or-

tava fundado o Partido Republicano

substituídas pelo Banco da Repúbli-

dem o que fora desorganizado”. No

do Estado da Parahyba e o seu por-

ca; é nomeado um novo diretor para o Banco da República, o Sr. Tomaz

campo partidário desejava juntar os bons elementos de outros partidos

ta-voz, A União. Esta semana A União entrou na

Coelho; o governador do Rio de

e

“fundi-los em um só, compacto

era de informática, inaugurou sítio

Janeiro sanciona lei que transfere a

e

disciplinado”. A votação, apurada

e um sistema on-line de envio de

sua Capital para a cidade de There- sópolis; morre a esposa do ministro da Guerra. A denominação do jornal deve- -se à união dos próceres dos velhos partidos, ao novo Partido Republi- cano comandado por Álvaro Ma-

entre outros por Artur Aquiles e Tomaz Mindelo, proclamou como escolhidos para a primeira diretoria do Partido Republicano os srs Diogo Sobrinho,Eugenio Toscano,Gama e Melo,Moreira Lima e José Evaristo, os mais votados.Os srs Targino Ne-

matéria para a publicação no Diário Oficial. A Velha Senhora de 123 anos está cada dia mais jovem e dinâmi- ca, sob o comando de uma equipe que se desdobra para oferecer seus melhores serviços à Parahyba do Norte. Parabéns !( Nas transcrições

chado. “No intuito de justificar o

ves e Cunha Lima, de Bananeiras e

mantive a grafia da época)

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38 DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritor Giovane Santos Giovane da Silva Santos é mestre em Ciências da

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38 DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritor Giovane Santos Giovane da Silva Santos é mestre em Ciências da
38 DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritor Giovane Santos Giovane da Silva Santos é mestre em Ciências da

ENTREVISTA

38 DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritor Giovane Santos Giovane da Silva Santos é mestre em Ciências da

Escritor Giovane Santos

Giovane da Silva Santos é mestre em Ciências da Literatura pela UFRJ. Romancista, roteirista e contista, leciona Literatura há 18 anos na rede estadual do Rio de Janeiro. Tem artigos na revista on-line Garrafas e cursou a Oficina de Roteiro para TV do roteirista Luiz Carlos Maciel nos anos 90. Escreveu matérias jornalísticas sobre comportamento e cultura na Folha Universitária da Universidade Castelo Branco. Possui cinco romances, ainda não publicados:

Papo de Amigo, No rastro das estrelas, Os cinco sentidos do amor, Labo B, Clarear e duas obras publicadas: o romance “Sua vida pode ser um musical”, lançado na XVII Bienal Internacional do Livro no Rio e o livro de contos “Em que esquina se esconde essa tal felicidade?” pela editora Multifoco. Administra o blog Oceano de Histórias.

Boa leitura!

Administra o blog Oceano de Histórias. Boa leitura! Temas como regressão de memória, sensitividade e as

Temas como regressão de memória, sensitividade e as novas chances que nos damos, a partir da auto superação que a dança proporciona, se entrelaçam numa narrativa veloz como a coreografia de uma peça musical.”

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritor Giovane Santos é um pra- zer contarmos com a sua partici- pação no projeto Divulga Escritor, conte-nos em que momento pen- sou em escrever “Sua vida pode ser um Musical”?

Giovane Santos - Cada um de nós tem uma trilha sonora, um ritmo próprio de caminhar no mundo. Alguns se reduzem a uma existên- cia puramente orgânica, onde nada mais resta que satisfazer necessi- dades instintivas. Outros almejam fazer a diferença para diminuir o cinza acentuado com que pintamos

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a história humana. “Sua vida pode ser um Musical” desenhou-se a par- tir do desejo de contar como as pes- soas mais díspares, loucas e opostas possíveis podem revitalizar suas existências e daqueles a sua volta com a magia de seus pés alados. Daí surgiu a história de Caíque Montei- ro, a celebridade dos musicais, que

DIVULGA ESCRITOR se escondeu no anonimato do fun- cionalismo público e num golpe do destino

DIVULGA ESCRITOR

DIVULGA ESCRITOR se escondeu no anonimato do fun- cionalismo público e num golpe do destino se
DIVULGA ESCRITOR se escondeu no anonimato do fun- cionalismo público e num golpe do destino se

se escondeu no anonimato do fun- cionalismo público e num golpe do destino se vê intimado a transfor- mar a vida de desconhecidos num musical.

Quais os principais temas aborda- dos nesta obra? Giovane Santos - “Sua vida pode ser um musical” é uma comédia romântica. Com uma abordagem bem-humorada, trata do questio- namento de qual é nosso papel num mundo veloz e fragmentado,

onde podemos sempre nos doar mais do que pensamos. Uma apos- ta entre uma sexagenária bailarina cadeirante e Caíque, seu sobrinho desistente da ribalta, detona todas as loucuras possíveis para nosso protagonista provar que ainda tem ‘pés frenéticos’. Só que para isto ele precisa descobrir a origem de seu trauma com os palcos em vidas passadas. Temas como regressão de memória, sensitividade e as novas chances que nos damos, a partir da auto superação que a dança propor-

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ciona, se entrelaçam numa narrati- va veloz como a coreografia de uma peça musical.

O que mais o encanta no livro “Sua vida pode ser um musical”? Giovane Santos - A leveza no trata- mento de temas que facilmente po- deriam descambar para um drama meloso. Todas as personagens apre- sentam uma complexidade de dra- mas que poderiam apontar como solução a tragédia piegas. Porém construí-los com uma dose extra de

humor torna suas trajetórias e desa- fios mais encantadores. Um bom- beiro prestes a ser abandonado pela esposa, um ogro ambulante carente de cavalheirismo, uma faxineira que sonha brilhar nas danceterias, uma maratonista judeu embromador, quatro jovens professores idealis- tas engajados em um projeto social

e um aposentado ator de musicais

cutucado em seus brios. Essa mis- tura explosiva é palco de conflitos e soluções inusitadas.

Quais os principais desafios para escrita desta obra literária? De que forma estes desafios foram su- perados? Giovane Santos - Conhecer mais sobre o universo dos musicais na- cionais e hollywoodianos do qual só

sabia superficialmente. Pesquisar os temas que fogem de nossa zona de conforto é imprescindível para dar veracidade a escrita. A terminologia dos passos da dança, por exemplo, era fundamental para pensar com

a cabeça de um dançarino. Assistir

aos filmes musicais mais popula- res para citar com precisão o delí- rio que o protagonista vivencia em determinado momento do enredo. Compreender o desenho de uma família judaica ortodoxa mesmo que esse tema não seja aprofunda- do. Mergulhar na história dos mo- vimentos culturais que perpassam um século de existência do clã do protagonista da narrativa, assim como os principais fatos históricos para sua viagem no tempo para as

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décadas de 20 e 60 do século XX. Somente esmiuçando esses tópicos, podemos dar o colorido necessário ao esqueleto de uma trama.

Escritor Giovane Santos, nos con- te, como sua vida pode ser um musical? Giovane Santos - Fazer da vida um musical é optar por não se acomo- dar aquele sofázinho ensebado em que nosso corpo se amolda te tanto frequentar. É sair da zona de con- forto e entre o derrotismo fácil e o mergulho em nosso lado solar, es- colher a segunda opção. Na atual crise de valores em que vivemos, cercado pela lama de desastres po- líticos e sociais, muitos dirão que isto é uma quimera. Lógico que não sairemos sapateando pelas ruas ala- gadas pelo descaso governamental durante as chuvas de verão, muito menos dançaremos sobre os táxis e carros de passeio como os hippies de Miloš Forman em Hair. Pode- ríamos ser confundidos com black blocs nos dias atuais. Mas acreditar que podemos ser o diferencial em nossas áreas de atuação é uma for- ma de bailar com a vida também.

Onde podemos comprar o seu li- vro? Giovane Santos - http://www.per- se.com.br/novoprojetoperse/ Livraria Maju no Parque Shopping Sulacap, zona oeste do Rio de Janei- ro - Blog http://oceanodehistorias. com/

Quais os seus principais objetivos como escritor? Giovane Santos - Falar do lado so- lar da existência humana, das no- vas chances que nos damos mes- mo imersos num mundo às vezes cinzento e dromológico. Tratar das nossas pequenas e grandes neuras modernas e também dos mistérios milenares que nos movem em nos- sas caminhadas: vida/morte, di- mensões paralelas, vidas passadas, poderes mediúnicos. Filosofar e

paralelas, vidas passadas, poderes mediúnicos. Filosofar e DIVULGA ESCRITOR prosear sobre nosso estar no mun- do.

DIVULGA ESCRITOR

passadas, poderes mediúnicos. Filosofar e DIVULGA ESCRITOR prosear sobre nosso estar no mun- do. Tudo, porém,

prosear sobre nosso estar no mun- do. Tudo, porém, com o abordagem do humor que retira nossas másca- ras e nos desnuda diante do mundo como um espelho, que assusta, mas nos permite o passo adiante.

te é que nossos ruídos internos não desafinem o grande concerto do mundo. Contatos com o autor Email: giovanessantos@ig.com.br Blog http://oceanodehistorias.com/

https://www.facebook.com/giova-

ne.santos.16718

Como vê o mercado literário Na- cional? Giovane Santos - O mercado literá- rio, ao mesmo tempo que aposta em novos talentos, tateia com prudên- cia para abarcar os diversos nichos de públicos-leitores da atualidade, acostumados a uma perspectiva de vida veloz, dromológica, onde as te- máticas ventiladas pela estética do cinema e da tevê norteiam o inte- resse de leitura. Muitas editoras só apostam em autores indicados por agentes literários, com algum nome de peso relativo. Outras abrem pro- postas alternativas de divulgação de jovens autores. Contudo como o próprio nome diz é um mercado e o lucro fácil pesa, muitas vezes, mais do que a qualidade de uma obra. Um exemplo são as Bienais do Li- vro. Um equilíbrio entre a demanda financeira e a qualidade literária se- ria o ideal.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom co- nhecer melhor “Sua vida pode ser um musical” do autor Giovane Santos. Agradecemos sua partici- pação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Giovane Santos - As pessoas são como frascos musicais de estilos va- riados. Dependendo da frequência podem vibrar em harmonia conos- co ou provocar um ruído ensurde- cedor. É como se cada indivíduo tivesse uma trilha sonora interna, que regesse seu comportamento, seu jeito de ser e estar no mundo. Suingada como um reggae nos mais descolados, tempestivas nos de compasso heavy metal, delicadas naqueles de natureza clássica, quase valsas personificadas. O importan-

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DIVULGA ESCRITOR Escritora Noka Participação especial QUEM SOU EU? Sou…Eu sei quem sou! Mulher de
DIVULGA ESCRITOR Escritora Noka Participação especial QUEM SOU EU? Sou…Eu sei quem sou! Mulher de

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DIVULGA ESCRITOR Escritora Noka Participação especial QUEM SOU EU? Sou…Eu sei quem sou! Mulher de afectos,

Escritora Noka

Participação especial

QUEM SOU EU?

Sou…Eu sei quem sou! Mulher de afectos, a bem amada, uma faceta de mim, versátil, persuasiva e optimista, coração de criança, sim!

Feição dinâmica e empreendedora,

não só pela recompensa do trabalho, que

é arte,

mas por aquilo em que ela me transforma. Na esperança que penhorei à felicidade, abraço os sonhos que figuram realidade.

Quem sou eu? Sou…Eu sei quem sou!

No erro e na adversidade, granjeio as soluções, partilho as alegrias e vivo as emoções. Na defesa dos valores, encontro todo o meu ser, são os anos que me ensinam tantas coisas a vencer!

Quem sou eu? Sou…Eu sei quem sou!

É

na senda dos sentimentos vivos

E

no mar da tranquilidade,

Que retenho o mais distintos dos

saberes,

Cada lágrima me ensina uma verdade!

O mais sublime dos feitos, eu sei, eu sei, eu sei bem!

o presente inteligente, que a Inês me confere…sou mãe!

SIM, ÉS TU ZINHA!

Trouxeste-me a ti, com todo o amor que tinhas Ensinaste-me e ensinas-me a engrandecer o meu eu

E a estender a bondade e o

carinho aos demais, com quem me cruzo

Afinal, dizes que tudo deve ser feito com amor

E por isso acredito ser a

representação viva do melhor que há em ti Sei que sou o teu sol, porque assim me fazes sentir…e tu… Zinha, és o meu universo… onde vivo e sou feliz…porque tu me fazes ser!

universo… onde vivo e sou feliz…porque tu me fazes ser! Poema e arte por Zinha Oliveira

Poema e

arte por

Zinha

Oliveira e

Sousa,

Dezembro

2007

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Revista Divulgar Escritor | www.divulgaescritor.com | out/nov | 2015

DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora JackMichel JackMichel é o nome artístico de duas escritoras: Jaqueline e

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DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora JackMichel JackMichel é o nome artístico de duas escritoras: Jaqueline e
DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora JackMichel JackMichel é o nome artístico de duas escritoras: Jaqueline e

ENTREVISTA

DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora JackMichel JackMichel é o nome artístico de duas escritoras: Jaqueline e
DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora JackMichel JackMichel é o nome artístico de duas escritoras: Jaqueline e

Escritora

JackMichel

JackMichel é o nome artístico

de duas escritoras: Jaqueline

e Micheline Ramos. São irmãs

e nasceram respectivamente em 20 de fevereiro e em 30 de novembro, na cidade de

Belém, Estado do Pará (Brasil). Sua obra é ampla e pode ser descrita entre romances, contos

e poesias. O estilo de escrita de

JackMichel foi influenciado por autores mundiais clássicos de diversos gêneros literários como Oscar Wilde, Hans Christian Andersen, Lewis Carrol, Edgar Allan Poe, Eça de Queirós, Machado de Assis, dentre outros. JackMichel professa o lema “ESCREVER É VIVER”.

Boa leitura!

quem

professa o lema “ESCREVER É VIVER”. Boa leitura! quem deu o xeque-mate foi mesmo a inspiração

deu o xeque-mate

foi mesmo a inspiração que nos surgiu no cérebro, como uma centelha brilhante que risca o céu dos pensamentos.”

Irmãs se unem, inovam e oferecem uma escrita harmoniosa e criativa, em livro produzido em parceria.

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritora JackMichel é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor, con- te-nos em que momento pensou em escrever o livro “Arco-Jesus- -Íris”?

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JackMichel - No mesmo instante em que tive o título nas mãos. As- sim que vi o título, apaixonei-me por ele. Mas somente depois de pi- lheriar um tanto com o trocadilho original da palavra arco-íris com o nome de Jesus, foi que pude analisar a profundidade da junção de ambos

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e perceber que dali realmente se po-

dia tirar algo mágico como um coe- lho de uma cartola.

Como foi a escrita desta obra es- crita em parceria entre duas ir- mãs? JackMichel - Foi uma escrita que fluiu fácil no sentido da concepção geral da narrativa, porém, foi mais demorada no que concerne às fon- tes de pesquisa; pois, mesclar ficção com dados históricos, dando coe- rência à estrutura formal do texto, é um paradoxo descomunal: algo como se colocar um velho e um moço frente a frente. Mais ou me- nos isso.

Quais os principais desafios para escrita desta obra? JackMichel - Creio que tenham sido

os medos de correr riscos, visto que

o livro traz à tona casos arquivados

que causaram polêmicas, reações apaixonadas e controvérsias em muitas partes do mundo e nas mais diversas épocas. A obra aborda te- mas eternos como o Assassinato de Sharon Tate, a Revolução Cultural chinesa, o extermínio nos campos de concentração nazistas, a catás- trofe da Talidomida, a morte pre- matura de Jim Morrison, a tragédia particular de Oscar Wilde, o aten- tado à bomba numa Igreja Batista da Rua 16 e enfoca personagens no- tórios como Charles Manson, Mao Tsé-Tung, Heinrich Himmler e Ku Klux Klan.

De que forma estes desafios foram superados? JackMichel - À medida que o livro foi sendo escrito e eu e Jack fomos dando forma a uma escultura não modelada; quero dizer que, qual- quer receio de exumar antigos fatos públicos tão controversos, foi supe- rado com o surgimento de um texto tão maravilhoso e emocionante. Fo- mos escrevendo de maneira muito coesa cada parte do todo e, no final das contas, quem deu o xeque-mate

parte do todo e, no final das contas, quem deu o xeque-mate DIVULGA ESCRITOR foi mesmo

DIVULGA ESCRITOR

no final das contas, quem deu o xeque-mate DIVULGA ESCRITOR foi mesmo a inspiração que nos
no final das contas, quem deu o xeque-mate DIVULGA ESCRITOR foi mesmo a inspiração que nos

foi mesmo a inspiração que nos sur- giu no cérebro, como uma centelha brilhante que risca o céu dos pensa- mentos.

O que mais a encanta em “Arco- -Jesus-Íris”? JackMichel - Sem dúvida alguma é a aura benfazeja de perdão, miseri- córdia, paz e amor que envolve as vítimas e os seus algozes, como um véu diáfano de proporções subli-

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mes. Nos sete círculos coloridos do arco-íris psicodélico de Jesus Cris- to, todos os ofendidos concedem a remissão aqueles que os ofenderam, aqueles que ceifaram suas vidas, aqueles que obstaram suas liber- dades, aqueles que traficaram seus sentimentos, aqueles que destruí- ram seus sonhos, etc. De qualquer

forma

eu acho que não é fácil ten-

tar dar bons exemplos para as pes-

soas, principalmente neste mundo

DIVULGA ESCRITOR atual, onde a violência grassa e todo escândalo sorri um riso de escárnio

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DIVULGA ESCRITOR atual, onde a violência grassa e todo escândalo sorri um riso de escárnio no

atual, onde a violência grassa e todo escândalo sorri um riso de escárnio no canto da boca.

Como foi a escolha do Título? JackMichel - Não foi uma escolha, quero dizer, não foi uma ideia tra- balhada, foi simplesmente o estro de Jack que aflorou num momento muito especial.

Onde podemos comprar o seu li- vro? JackMichel - Em Portugal, além do

site da Chiado Editora, o livro tam- bém pode adquirido em papel (sob encomenda) nos seguintes locais:

Fnac, Sonae, ECI, Bertrand, Alme- dina, Auchan, Bulhosa, entre ou- tros. Em e-book ele está disponível na Apple iBookstore, Barnes & No- ble, Sony, Kobo, Diesel ebook Store

e Baker & Taylor. No Brasil ele está

à venda na Livraria Cultura (http://

www.livrariacultura.com.br/p/arco-

-jesus-iris-46098023). O book trai- ler de “Arco-Jesus-Íris” estará bre- vemente no Youtube, na página da Chiado Editora e em minha fanpage, no facebook., para todos conferirem.

Soube que já temos novo livro a ser publicado, conte-nos sobre

este novo projeto literário ele esta sendo escrito em parceria com a sua irmã? JackMichel - Sim, é verdade. Jack- Michel já fechou contrato com a Drago Editorial e em breve estará lançando “LSD Lua”. Sem nenhuma falsa modéstia, arrisco dizer que é uma história fascinante, por trazer

à tona a figura polêmica do LSD e

também por homenagear um gran- de feito histórico para toda a huma- nidade: a chegada do homem a lua. Este livro também foi escrito junto com Jack, minha parceira literária; e foi aliando o senso crítico-analítico de uma e a inventividade de outra que conseguimos chegar ao produ- to final de um texto nostalgicamen- te romântico que apaixona o leitor a primeira vista.

Quais os seus principais objetivos como escritora?

eu pretendo

assumir estágios de popularidade cada vez maiores (no bom senti- do!). Pretendo que a obra de Jack- Michel seja, num breve tempo, re- conhecida em todo mundo; visto que tenho espalhado meus originais por editoras de inúmeros países e já tenho vários acenos positivos. Hoje em dia, a globalização é uma reali- dade que já está incorporada ao so- nho. Sonhar não é mais impossível numa época em que até os controles remotos são inteligentes.

JackMichel - Bem

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom co- nhecer melhor o livro “Arco-Je- sus-Íris das autoras JackMichel. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem vocês deixam para nossos leitores? JackMichel - Tenho a ousadia de pedir a todos aqueles que leem este

editorial fantástico, que é o Divul- ga Escritor, que valorizem cada vez mais os escritores contemporâne- os que criam suas obras com tanto amor e carinho para oferecê-las ao público em geral; pois o escritor é um instrumento delicado que só toca com harmonia quando ganha o aplauso dos ouvintes. O link da fanpage de JackMichel no facebook:

https://www.facebook.com/Escri-

torasJackMichel/

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DIVULGA ESCRITOR Escritora Dilercy Adler Participação especial LIBERTAÇÃO Aprisiono o verbo devoro a “carne”
DIVULGA ESCRITOR Escritora Dilercy Adler Participação especial LIBERTAÇÃO Aprisiono o verbo devoro a “carne”

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DIVULGA ESCRITOR Escritora Dilercy Adler Participação especial LIBERTAÇÃO Aprisiono o verbo devoro a “carne”

Escritora Dilercy Adler

Participação especial

LIBERTAÇÃO

Aprisiono o verbo devoro a “carne” –pecado humano- cerne do desejo tresloucado do fruto proibido insaciavelmente insano!

aprisiono a dor em amargas palavras algemadas –cárcere privado- esvaziada da linguagem erótica recrio liturgias procissões santos e rezas que se pretendem assépticos e no entanto mostram-se contagiam com os seus próprios venenos exoticamente tóxicos! aprisiono o amor no papel A4

que jaz na impressora do meu computador e digito tácita e indolentemente cada letra cada sílaba cada sentença

cada cicatriz intensa da vida que se expõe

e

ao se mostrar completamente nua

sem qualquer reserva se ergue se levanta alça vôo

se liberta

e

me liberta também!!!

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48 DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritor José Carlos Sibila José Carlos Sibila é mestre em Ciências da

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48 DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritor José Carlos Sibila José Carlos Sibila é mestre em Ciências da
48 DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritor José Carlos Sibila José Carlos Sibila é mestre em Ciências da

ENTREVISTA

48 DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritor José Carlos Sibila José Carlos Sibila é mestre em Ciências da

Escritor José Carlos Sibila

José Carlos Sibila é mestre em Ciências da comunicação pela universidade de São Paulo; Dramaturgo, com dez pecas escritas e três encenadas nos teatros brasileiro. As peças já montadas são “Teto de Lona”; “A eleição da mãe de Jesus/doida”. Roteirista de diretor de vários filmes, entre eles os curtas “O grito da terra e Apesar de você”.

Boa leitura!

e Apesar de você”. B o a l e i t u r a ! É

É a estória de um jovem com dupla personalidade que se vê aprisionado em um lugar que não consegue identificar. Sua única possibilidade de descoberta e liberdade é viajar para o passado.”

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritor José Carlos Sibila, é um prazer contarmos com a sua parti- cipação no projeto Divulga Escri- tor, conte-nos o que o encanta no estilo de escrita do “Realismo Má-

gico”, também conhecido como “Realismo Fantástico”? J. C. Sibila - O que me atrai no rea- lismo mágico é a viabilidade de in- terferência de acontecimentos fan- tásticos em uma narrativa realista. Quando não encontro possibilida- des narrativas no realismo, procuro

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me auxiliar da magia para estabe- lecer a minha estrutura narrativa. É um gênero associado em geral à ficção latino-americana, mas que ocorre também em romances de outras procedências. Na América- -Latina encontram-se exemplos na obra de Gabriel Garcia Márquez. Na

DIVULGA ESCRITOR Europa autores como Milan Kun- dera, Fay Weldon, Angela Carter, Jeanette Wisterson introduziram

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DIVULGA ESCRITOR Europa autores como Milan Kun- dera, Fay Weldon, Angela Carter, Jeanette Wisterson introduziram o
DIVULGA ESCRITOR Europa autores como Milan Kun- dera, Fay Weldon, Angela Carter, Jeanette Wisterson introduziram o

Europa autores como Milan Kun- dera, Fay Weldon, Angela Carter, Jeanette Wisterson introduziram o fantástico na literatura com grande entusiasmo. Particularmente, acho fundamental que o fantástico não perca o vínculo com a realidade.

Em que momento pensou em es- crever “Criaturas”?

J. C. Sibila - No início de 2001 edi-

tei o meu primeiro livro de contos pela editora Nativa, com uma série de dez contos que inseriam numa narrativa ficcional os elementos do realismo mágico que me permitiam fazer uma leitura fantástica da reali- dade. Em todos os contos as descri- ções e diálogos fixam-se de forma obsessiva a superfície do universo narrado, mas sempre há elementos que fogem à realidade, como se fos- se um olhar além dela.

Após a publicação desta obra, dando sequência ao acervo literá-

rio do autor José Carlos Sibila foi publicado “Uma alma a procura de um corpo” conte-nos o que o inspirou a escrever o enredo que compõe o livro.

J. C. Sibila - A situação fantástica

do personagem levou-me a desen- volver este romance. É a estória de um jovem com dupla personalidade

que se vê aprisionado em um lugar

que não consegue identificar. Sua única possibilidade de descoberta e liberdade é viajar para o passado.

Qual a mensagem que você quer

levar ao leitor através da leitura desta obra literária?

J. C. Sibila - Quero apenas lembrar

que existem atitudes que perma- necem eternamente conosco e não basta escondê-las. Às vezes preci- samos viajar para outros tempos e espaços para revisitar os aconte- cimentos. Magicamente vamos ao encontro de alguma realidade es- condida. Mas é sempre bom lem- brar que essa viagem não precisa ri- gorosamente de um tom dramático. Muitos dos meus textos caminham pela comédia.

Soube que temos livro novo no

prelo, pode nos contar um pouco sobre o que vamos ter em breve para leitura?

J. C. Sibila - Trata-se de um roman-

ce, também na linha do realismo mágico e o título é “O homem sem passado”. o personagem, após viver muitos anos em um manicômio, é solto e não consegue se lembrar de nada além do presente. um grupo de pessoas procura então lhe dar outro passado que lhes convém, para que ele assuma algumas dívi-

das sociais cometidas pelo grupo.

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O que é referência no romance “O

Homem sem passado”?

J. C. Sibila - O fantástico e a hipó-

tese provável de que cada um preci- sa do passado para seguir a vida no presente.

Além de escritor você trabalha com direção de peças teatrais e Cinema, qual a principal diferença de um texto adaptado para o cinema de um texto adaptado para o teatro?

J. C. Sibila - Penso que a pureza de gêneros, estilos e suportes está um tanto superada. Nas especificida- des das estruturas narrativas tenho

a impressão que o texto teatral é

para estórias a serem vividas e só ganham corpo quando a vida lhes

é

dada pelos atores. Já o cinema e

o

romance têm características pre-

dominantemente narrativas. Mas há que se ter cautela quanto a estas afirmações para que não se tornem regras duras e imutáveis.

Com tantas atividades artísticas, conte-nos o que mais chama a sua atenção em um texto?

J. C. Sibila - A verossimilhança é o

elemento fundamental no texto fic- cional.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor José Carlos Sibila. Agradecemos sua

participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você dei-

xa para nossos leitores?

J. C. Sibila - Procurem ler, assistir,

presenciar e ouvir obras que levem

o receptor à seguinte reflexão; “em que isso me modificou”? Serviços:

Email do autor: jcsibila@yahoo. com.br - Link para compra do li- vro UMA ALMA A PROCURA DE UM CORPO - https://lp-books.

com/loja/literatura/uma-alma-a-

-procura-de-um-corpo/

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DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritor Luiz Amato Luiz Amato, nascido em abril de 1956, paulista, casado,

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DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritor Luiz Amato Luiz Amato, nascido em abril de 1956, paulista, casado, tem
DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritor Luiz Amato Luiz Amato, nascido em abril de 1956, paulista, casado, tem

ENTREVISTA

DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritor Luiz Amato Luiz Amato, nascido em abril de 1956, paulista, casado, tem

Escritor Luiz Amato

Luiz Amato, nascido em abril de 1956, paulista, casado, tem formação na área de exatas. Seu interesse por literatura vem desde muito jovem. É atuante no comércio filatélico. Gosta de destacar sua paixão por rock pesado, heavy metal e blues. Guitarrista nas horas vagas.

No universo literário, destaca-se como autor da Série

A Grande Aventura, S.A.G.A.

É também autor de vários contos: Psicos - Fronteira

Final - Deus é mesmo Brasileiro - Louco? Quem? Eu? - Herói Urbano - Felicidade, um conto de Amor - O Plantonista – Amor, somente Amor e outros mais, publicados no livro Lua Cheia, pela plataforma Create Space da Amazon.com (USA).

Boa leitura!

Fonte: Blog Gettub.com.br Por Carlos Barros

O que é o FLAL? Luiz Amato - Festival de Literatu- ra e Artes Literárias. É um even- to 100% online, gratuito, que tem como metas principais, divulgar a literatura e aproximar o público lei- tor, do escritor.

Como surgiu o festival? Luiz Amato - Eu participei de um outro evento, o qual eu considero muito bom, de nome; projeto um dia a R$ 0,00 da Ge Benjamim, onde os autores disponibilizam seus escritos a custo zero para os partici- pantes. A partir dele, desenvolvi o FLAL.

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Qual a maior dificuldade em criar um evento desse nível? Luiz Amato - Para a criação, pra- ticamente nenhuma. Agora para gerir, muitas. Um exemplo: A co- municação com os participantes. Foi criado, em janeiro de 2016, um grupo exclusivo para isso, onde são postadas todas as informações

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DIVULGA ESCRITOR para o desenvolvimento das ações necessárias. Estamos a duas sema- nas do início

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DIVULGA ESCRITOR para o desenvolvimento das ações necessárias. Estamos a duas sema- nas do início do
DIVULGA ESCRITOR para o desenvolvimento das ações necessárias. Estamos a duas sema- nas do início do

para o desenvolvimento das ações necessárias. Estamos a duas sema- nas do início do Festival, mas ainda recebo perguntas do tipo: Para que serve a entrevista?

O que o público poderá encontrar no festival? Luiz Amato - Nesta edição, somos 161 escritores (as) dos mais variados estilos, onde 72 deles, participarão de bate-papos, sextas e sábados, em tempo real. O público poderá per- guntar o que quiser. Temos também as entrevistas publicadas durante os dias da semana, no período do evento, onde os autores respondem às perguntas enviadas pelo público. Adicionamos nesta 2ª edição, entre- vistas com profissionais da área li- terária, e um evento que chamamos de pré FLAL, onde os participantes inscritos enviam textos, que são pu- blicados anonimamente. O público pode comentar e avaliar.

Como é a interação entre o públi- co e os autores? Luiz Amato - Ela ocorre, principal- mente, durante os bate-papos, onde o público, em um sistema de per- guntas e respostas em tempo real, obtém informações sobre os mais variados quesitos, do autor partici- pante.

Qualquer um pode participar? Luiz Amato - Sim, tanto como au-

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tor, como público ou como membro da coordenação do evento (traba- lho voluntário).

Quem fornece os prêmios dos sor- teios? Luiz Amato - Os autores. Nós pedi- mos aos mesmos, dentro da medida do possível (não existe obrigatorie- dade), que doem brindes (livros, marcadores, botons, etc), para sor- tearmos ao público participante. Em escala bem menor, também direcionado ao público, recebemos doações de terceiros.

Como enxerga a literatura nacio- nal atual? Luiz Amato - Eu sempre gosto de usar esse termo: Somos um vul- cão prestes a entrar em erupção. A quantidade de obras, com qualida- de excelente, é muito grande. Te- mos escritores (as) com nível para sucesso mundial.

O que pensa do trabalho das edi- toras quanto a obras nacionais? Luiz Amato - Sem generalizar, resu- mo em duas palavras: Faturamento e Rotina: A editora é uma empresa, e como todo negócio visa faturamen- to. O mesmo tem à plena garantia ao se editar uma obra estrangeira, já consagrada, de venda fácil. Aconte- ce que esse procedimento, acaba se tornando uma rotina. Para que per- dermos tempo e arriscarmos inves-

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timentos com textos (mesmo com qualidade excepcional) de ilustres desconhecidos, se podemos faturar com títulos e autores (as) conheci- dos do púbico.

De onde pensa que vem a resis- tência de alguns leitores quanto a obras nacionais? Luiz Amato - Com certeza do to- tal desconhecimento do que é, e, da qualidade da literatura nacional. Já li um comentário que dizia “Nossa, que ruim este livro, tinha que ser um autor nacional”. Quem teceu esse comentário, esquece que gene- ralizar é errado. Se um não presta, não significa que todos não pres- tam. Um outro detalhe. Os estran- geiros que aqui chegam, já foram insistentemente preparados, para ter excelência em sua qualidade.

Haverá o FLAL 3? Luiz Amato - Eu penso que sim, pois, mesmo o festival sendo recen- te, está na 2ª edição, já atingiu pa- tamares para figurar no calendário nacional de eventos culturais. Pode ser que eu não faça mais parte da organização coordenação, mas con- tinuará divulgando e mostrando que a cultura é o maior tesouro de um ser humano.

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DIVULGA ESCRITOR Escritora Margarida Lorena Zago Participação especial A Sublimidade do Amor Onde há ternura
DIVULGA ESCRITOR Escritora Margarida Lorena Zago Participação especial A Sublimidade do Amor Onde há ternura

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DIVULGA ESCRITOR Escritora Margarida Lorena Zago Participação especial A Sublimidade do Amor Onde há ternura se

Escritora Margarida Lorena Zago

Participação especial

A Sublimidade do Amor

Lorena Zago Participação especial A Sublimidade do Amor Onde há ternura se manifestando, Um ato de
Lorena Zago Participação especial A Sublimidade do Amor Onde há ternura se manifestando, Um ato de
Lorena Zago Participação especial A Sublimidade do Amor Onde há ternura se manifestando, Um ato de

Onde há ternura se manifestando,

Um ato de coragem em meio às trevas, Um gesto de amor lhe abençoando, Um sorriso em meio às lágrimas, Uma mão estendendo carinho, Um colo, um seio, acolhendo, Onde a sublimidade se faz mister,

E a alegria expande-se em Luz,

Na escuridão ou no esplendor de um dia, Onde o impossível se torna possível, Haverá sempre uma grande mulher, Acalentando em seu coração,

A mais brilhante dádiva do Amor,

Que se desvela em nobreza e carinho Faça sol, chuva, frio ou calor,

Nada impedirá esta guerreira do amor, Abdicar de sua doação,

À criatura que ela gerou,

Dando sentido à vida,

E completude ao Amor,

Então preste Atenção:

É com certeza a sua Mãe!

E completude ao Amor, Então preste Atenção: É com certeza a sua Mãe! www.divulgaescritor.com | abr/mai

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54 DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Entrevista sobre Direitos Autorais com Doutora Mary Angela MARY ÂNGELA MARQUES BRUNO,

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54 DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Entrevista sobre Direitos Autorais com Doutora Mary Angela MARY ÂNGELA MARQUES BRUNO,

ENTREVISTA

54 DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Entrevista sobre Direitos Autorais com Doutora Mary Angela MARY ÂNGELA MARQUES BRUNO,

Entrevista sobre Direitos Autorais com Doutora Mary Angela

MARY ÂNGELA MARQUES BRUNO, nascida aos 04 de junho, na cidade de São Paulo- Capital – SP, mais precisamente no Bairro de Santo Amaro, onde vive até os dias atuais. Graduou-se em Biomedicina e pós Graduou-se em Patologia Clínica, pela OSEC – Organização Santamarense de Educação e Cultura. Atualmente é ADVOGADA e Sócia do Escritório Marques Bruno Advogados Associados. É Membro Efetiva da Comissão da Mulher Advogada e da Comissão de Direito Eletrônico e Crimes de Alta Tecnologia da OAB/SP. Coordenadora Adjunta da Comissão da Mulher Advogada da OAB Santo Amaro. Membro da Comissão de Direitos e Defesa dos Animais da OAB Santo Amaro. Membro do Conselho Diretor da ACSP Distrital Sul, Integrante do Conselho Diretor IASA (Instituto Advogados Santo Amaro) e da AASP (Associação dos Advogados de São Paulo).

Boa leitura!

Fonte: Revista Acadêmica Online Por Giuliano de Méroe

Qual a definição de direitos auto- rais? E o que todo autor deveria sa- ber ou nunca esquecer em relação à proteção de sua Obra? Dra. Mary Bruno: Direito autoral é um conjunto de prerrogativas confe- ridas por lei à pessoa física ou jurídica criadora da obra intelectual, para que ela possa gozar dos benefícios morais

e patrimoniais resultantes da explora- ção de suas criações. O direito autoral está regulamentado pela Lei de Direi- tos Autorais (Lei 9.610/98) e protege as relações entre o criador e quem utiliza suas criações artísticas, literá- rias ou científicas, tais como textos, livros, pinturas, esculturas, músicas, fotografias etc. Os direitos autorais são divididos, para efeitos legais, em direitos morais e patrimoniais.

Embora a lei não determine obri- gatoriamente o registro, todo au- tor não deveria esquecer nunca de registrar a sua obra, pois adotando essa postura ficará muito mais fácil a defesa dos direitos do autor. O au- tor deve ter muito cuidado ao apre- sentar essa obra, até para possíveis patrocinadores. Antes, ele deve re- gistrar na Biblioteca Nacional. Por- que o que acontece, às vezes, é de

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DIVULGA ESCRITOR uma pessoa ficar interessada pelo projeto, ter uma ideia do que aque- le

DIVULGA ESCRITOR

DIVULGA ESCRITOR uma pessoa ficar interessada pelo projeto, ter uma ideia do que aque- le autor

uma pessoa ficar interessada pelo projeto, ter uma ideia do que aque- le autor escreveu e depois montar com outra equipe.

O registro de uma obra na Biblio- teca Nacional não é obrigatório para seu uso ou publicação. Sen- do facultativo, quais as vantagens desse registro? Dra. Mary Bruno: A vantagem é que no caso da existência de um con-

flito ou dúvida sobre autoria da obra ,

o registro facilita muito a defesa.

Quando determinada obra não for registrada, o que seria necessário para comprovação de sua autoria? Dra. Mary Bruno: Em princípio seria necessário um termo de res- ponsabilidade, aonde todos os que vierem a ter acesso àquela obra, de- verão assiná-lo.

Em casos onde determinadas pes- soas tiverem acesso à uma obra

sem autorização e está não estiver registrada, como poderíamos pro- var a autoria? Dra. Mary Bruno: Em uma situ- ação dessa a autoria será provada através de uma medida judicial, com apresentação de testemunhas

e outros manuscritos anteriores ou

até mesmo os próprios arquivos de computadores. E se eventualmente não houver o registro serão admiti- dos qualquer meio de prova permi- tido em direito, tais como: emails, documentos entre outros.

Até que ponto podemos classificar uma obra como similar a outra? E o que caracteriza o plágio? Dra. Mary Bruno: Nesses casos adota-se o critério da subjetividade, pois se apresenta fora de um con- texto, sendo impossível sabermos se houve ou não o plágio. E, para dirimir esta questão necessária se faz a figura de um perito para fazer tal aferição.

Revista Academica On Line: É pos-

sível realizar a transferência dos di- reitos de um autor para outro? Dra. Mary Bruno: Os direitos mo- rais não são negociáveis, autor é o senhor possuidor e detentor desses direitos que impedem essa trans- ferência. Mas em contrapartida, é possível a cessão de direitos patri- moniais que vão lhe garantir o rece- bimento de uma remuneração.

É possível que uma obra de autor

vivo, seja administrada por tercei- ros, sem prévia consulta ao autor? Dra. Mary Bruno: Como disse an- teriormente o autor é sempre o se- nhor possuidor da obra, logo sem

a prévia autorização do autor não é

possível que haja a administração. Porém, ocorrendo a morte do au-

tor, caberia aos herdeiros autorizar

o não esse posicionamento.

Se porventura uma obra for re- vendida, objetivando a obtenção de lucro, o autor deverá ser remu- nerado? Dra. Mary Bruno: Logicamente que sim, pois essa situação pode- mos definir como sendo o chamado direito de sequencia. Exemplifican- do: Se uma novela for vendida para outro país , o autor tem o direito le- gal de remuneração.

Sabemos que uma mesma obra pode ser utilizada em diferentes mídias, dessa forma como conci- liar a utilização dela? Dra. Mary Bruno: Sabemos que um contrato firmado para uma mí- dia específica pode restringir novos contratos para suportes diferentes. Por esse motivo, tais contratos de- verão ser interpretados de forma restritiva. Por exemplo, se estiver estipulado que determinada obra só é liberada para ser prensada em forma de livro, para que eventual- mente se torne um e-book, será ne- cessária a elaboração de um novo contrato com clausulas específicas.

Quando um contrato previr a uti-

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lização específica numa mídia e for utilizado em outra, como o au- tor deverá agir? Dra. Mary Bruno: Comprovada essa situação o autor terá o direito de fazer cessar esse uso indevido e consequentemente será indenizado por perdas e danos.

Qual seria o foro competente para dirimir questões que envolvam di- reitos autorais? Dra. Mary Bruno: Depende da si- tuação, mas em regra geral o Códi- go de Processo Civil dita às regras de competência, que é a Justiça Es- tadual. Porém se estivermos dis- cutindo o título da obra, se even- tualmente alguém registrou como marca no INPI, aí a competência será na esfera Federal.

Com o surgimento da rede mun- dial de computadores (internet), qual seria o impacto, sofrido nas questões que envolvam direitos autorais? Dra. Mary Bruno: Pois bem, ouso dizer que o impacto foi avassalador, pois as pessoas passaram a ter aces- so a todo e qualquer conteúdo que antes não tinham. Porém ainda não existe a consciência plena de que o autor, deva ser retribuído.

Como se regulamenta o direito autoral na internet hoje no Brasil? Dra. Mary Bruno: Essa é uma questão de grande relevância ! Com advento do Marco Civil da Internet, que nada mais é do que a lei que regulamenta o uso da Internet no Brasil, deliberadamente excluiu de seu âmbito de aplicação às questões relativas ao direito autoral e aca- bou limitando-se a dispor que, até a entrada em vigor de lei específica, ficaria valendo as regras de direito autoral vigente de 1998. Portanto, não há ainda, regulamentação espe- cifica para o direito autoral na inter- net. É importante dizer que na oca- sião da elaboração do Marco Civil da Internet houve certa polêmica

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56 sobre o tema, entretanto acabou-se deixando passar uma oportunidade ímpar de esclarecer está questão. A

sobre o tema, entretanto acabou-se deixando passar uma oportunidade ímpar de esclarecer está questão. A aplicação por analogia, das normas de 1998 ao âmbito da internet pode resultar em enrijecimento injustifi- cado da proteção autoral. Dessa for- ma, atos aparentemente ingênuos e, em tese, inofensivos do nosso coti- diano podem acabar configurando ato ilícito.

Como podemos falar sobre direito autoral na internet , se nesse am- biente virtual, o conhecimento, informação, conteúdo são com- partilhados, reaproveitados e uti- lizados sem precedentes e em uma velocidade assustadora? Dra Mary Bruno: Como podemos perceber estamos diante de uma si- tuação delicada, e por esse motivo é que as leis sobre direitos autorais devem buscar um equilíbrio. Sem sombras de dúvida que a proteção dos direitos autorais é de suma im- portância, mesmo no âmbito da internet. Tanto é fato que a Cons- tituição Federal garante expressa- mente tais direitos. Mas em contra- partida, importante se faz elucidar , que tais direitos não são absolutos, tanto que a própria Lei de Direitos Autorais traz algumas hipóteses (restritas) de uso de obras intelec- tuais independente de autorização prévia. Além disso, a Constituição também protege (no mesmo artigo, inclusive), o direito à liberdade de expressão e de informação. Logo, há que se balancear a tutela do direito autoral na internet com as liberda- des conferidas ao usuário.

na internet com as liberda- des conferidas ao usuário. DIVULGA ESCRITOR Poderíamos dizer que existem pa-

DIVULGA ESCRITOR

as liberda- des conferidas ao usuário. DIVULGA ESCRITOR Poderíamos dizer que existem pa- íses com legislação

Poderíamos dizer que existem pa- íses com legislação mais avançada e menos avançada sobre o tema? Dra Mary Bruno: Primeiramente precisamos definir o que se entende por legislação avançada! Vários pa-

íses possuem legislações específicas,

e que regulamentam de forma am-

pla os direitos autorais na internet, mas nem sempre as leis represen- tam um avanço. Nos Estados Uni- dos, por exemplo, vigora um rígido sistema de notificação e retirada do conteúdo, pelo qual um determina- do provedor de acesso é incentiva- do a remover o conteúdo de tercei- ros, a partir de uma comunicação extrajudicial de um suposto ilícito. Em compensação na França, exis- te uma lei específica para tentar bloquear a livre disseminação de conteúdo via sistema de comparti- lhamento peer to peer. No Canadá,

a regra diz, em um primeiro mo-

mento, ser necessária a ocorrência de uma notificação ao suposto in- frator, e não a imediata remoção extrajudicial do conteúdo suposta- mente ilícito. Enfim, podemos per- ceber que o rigor das leis de direitos autorais varia de acordo com o país, sendo que em muitos já há regula- mentação - ainda que seja contro- versa - sobre o assunto.

Poderíamos dizer que existe uma tendência no enrijecimento das leis que regulamentam o direito autoral na internet ou um afrou- xamento delas? Dra. Mary Bruno: No âmbito aca- dêmico, inúmeras são as criticas no tocante ao enrijecimento das leis de direitos autorais, até mesmo em vir- tude do atual contexto sócio cultural do avanço tecnológico na sociedade da informação. Em que pesem essas

pertinentes críticas, as leis regula- doras dos direitos autorais na in- ternet, caminham claramente para

o enrijecimento, principalmente no

Brasil. Por esse motivo necessário se faz, um rigoroso acompanhamento do contexto legislativo do país, pois

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existe um polemico esboço de pro- posta de atualização da lei autoral, engavetado há muito tempo. E sen- do assim, acredito que seria neces- sário um adequado balanceamento entre a proteção autoral e as liber- dades do usuário de internet.

No universo cibernético se even- tualmente uma pessoa pegar uma foto de um desconhecido do Face- book, imprimir e vender, estaria ela violando um direito autoral? Dra. Mary Bruno: Sim. Pois quan- do uma pessoa cria um trabalho, por exemplo, ao tirar uma fotogra- fia, tem o direito de autor automá- tico. Quando faz upload para uma plataforma como Facebook ou Ins-

tagram, muitas vezes aceita sem ler ou sem entender completamente termos de uso escrito em uma lin- guagem rebuscada que querem di- zer: que você cede o uso, embora

a propriedade continue sendo sua.

Desta forma, se terceiros não auto- rizados comercializarem essa foto, caracteriza-se a violação do direito autoral.

Sobre os portais de internet , po- deríamos dizer que na prática são “depósitos” de links de outros meios ou publicações? Dra. Mary Bruno: Eu diria que sim, porque geram tráfego de visi- tas com conteúdos que não foram criados por eles, mas fazer o link de outros conteúdos com um vín- culo é completamente legal. Assim concluo que inevitavelmente a lei sempre correrá atrás da realidade da internet e os usuários devem aprender a se proteger e a proteger

suas obras, porque é impossível que

a legislação avance na mesma velo- cidade que a tecnologia.

Participe do projeto Divulga Escritor www.divulgaescritor.com

DIVULGA ESCRITOR Escritora Nell Morato Participação especial Amor sem limite Amor. Pode-se mensurar o amor?
DIVULGA ESCRITOR Escritora Nell Morato Participação especial Amor sem limite Amor. Pode-se mensurar o amor?

DIVULGA ESCRITOR

DIVULGA ESCRITOR Escritora Nell Morato Participação especial Amor sem limite Amor. Pode-se mensurar o amor? Quantificar

Escritora Nell Morato

Participação especial

Amor sem limite

Amor. Pode-se mensurar o amor? Quantificar o sentimento? E quando que você percebe que é verdadeiramente amado? Ou que retribui o amor que recebe? Acre- dito não ser na mesma proporção que o amor da maternidade. Os la- ços que unem uma mãe a seu filho são imensuráveis. Naturalmente que existem exceções na natureza humana. Vou falar do amor ver- dadeiro. Eu aprontei muito na infância.

Cresci livre envolvida pela natureza rústica e os animais da fazenda. E assim, eu passava os dias sem te- mer absolutamente nada. Existiam regras, muitas regras, não pode isso por causa daquilo, e assim por dian- te. Meus pais diziam o que não se

podia fazer e o motivo

a escolha,

quase sempre era nossa, minha e de minhas irmãs. Minha não, eu era uma guria de três anos e não podia fazer nada. Para quase tudo eu era muito pequena e poderia me ma- chucar. Todos os dias pela manhã eu saia de casa com meu pai para o “galpão”, tipo um escritório com de- pósito anexo. Eu tinha uma ligação de extrema adoração pelo meu pai. Tão forte, que desde “bebê” eu vivia

atrás dele pela casa e por determi- nação da minha mãe eu ia, com cer- cadinho e fraldas, para o tal galpão

com o meu pai. Eu ia trabalhar Um dia pela manhã, meu pai

foi chamado pelo “seu” Onofre para

ir à plantação, que precisavam dele

por lá. “Seu” Onofre era um em- pregado da fazenda e me chamava de guriazinha. Eu não tinha au- torização para ir à plantação, nem acompanhada de meu pai. Ele dizia

que era perigoso para uma guria tão pequena. Saímos os três do galpão e meu pai disse que eu deveria ir para casa. Reclamei que queria ir junto com ele, mas não adiantou. Fiquei ali parada olhando meu pai e o seu Onofre. Que droga! Não podia ir

Estava zangada, sen-

à plantação

tei no chão, bati os pés na grama e

minhas pequeninas mãos arranca-

vam tufos do gramado

direção que eles seguiram e não os

Olhei na

avistei. Então eu decidi desobede- cer ao meu pai e segui rumo a tal

E acabei internada no

hospital da cidade Quando meu pai entrou em

casa comigo em seus braços, minha mãe ficou muito assustada. Decidi- ram que eu precisava de um banho

e depois seguiríamos, de charrete

até a casa do meu tio, que morava

à beira da estrada e tinha uma ca-

plantação

mionete, para que nos levasse até o hospital. Eu estava intoxicada com o ve-

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neno das plantas. Pareciam mar- garidas e na verdade era piretro. A

flor era usada para a fabricação de inseticidas e medicamentos veteri- nários. Fiquei internada dois dias. Meu pai voltou para a fazenda e a minha mãe ficou ali comigo. Era uma situação nova para mim. Minha cabeça doía muito e

a pele delicada que esteve em con-

tato com as flores, estava vermelha

e ardia muito. Minha mão estava

ligada num soro, que descia lenta- mente. Eu dormia, acordava e via o rosto da minha mãe sorrindo para mim. Estava sempre ali, bastava eu

abrir os olhos e lá estava ela, velan- do por mim. O semblante sereno

e afetuoso, as mãos carinhosas afa-

gando meus cabelos ou acarinhan- do meu rosto. Eu sentia o amor dela por mim. Como se estivesse ainda dentro dela, de tão protegida

eu me sentia. E pela primeira vez eu percebia que era parte dela. Que eu

a amava e precisava dela. Ao final dos dois dias, meu pai retornou para nos levar para casa. Fez menção de me tomar em seus braços e eu apenas o beijei no ros- to e o abracei com meus pequeni- nos braços. Disse-lhe que iria no “colinho” da minha mãe. Eles me amavam e não existia disputa pelo meu carinho. Sequer passava pela cabeça deles tamanha desfaçatez. E eu sempre preteri a minha querida mãe, pela forte ligação que tinha com meu pai. E não se pode mensurar o amor de uma mãe pelo seu filho. É um amor que ultrapassa todas as bar- reiras e supera todas as dificulda- des. Mãe é um amor sem limite.

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DIVULGA ESCRITOR

58 DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritor Paulo Marsal Paulo Marsal, 32, é casado com a Assistente Social
58 DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritor Paulo Marsal Paulo Marsal, 32, é casado com a Assistente Social

ENTREVISTA

58 DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritor Paulo Marsal Paulo Marsal, 32, é casado com a Assistente Social

Escritor Paulo Marsal

Paulo Marsal, 32, é casado com a Assistente Social Viviane Marsal, viveu em Winnipeg, Canadá, onde frequentou a Universidade de Manitoba, possui os títulos de MBA Internacional em Gestão Estratégica de Negócios e de Bacharel em Administração de Empresas. Não obstante, apesar da sólida formação na área de negócios, o escritor sempre demonstrou afeição por história e filosofia. Hoje é Diretor de Operações (COO), docente para o nível superior, além de ser estudioso da área de negócios. Participou de diversos livros como consultor técnico e produtor intelectual de prefácios e posfácios. Desde jovem é aficionado por Mitológica Nórdica, quadrinhos, animações e filmes, principalmente os de ação, artes marciais e épicos. Certamente, tal fascínio atrelado à leitura e muitas pesquisas, o gabaritaram para dar vida ao livro Oluap: O Guerreiro, leitura obrigatória aos que esperam uma literatura leve, de qualidade e ação.

Boa leitura!

uma literatura leve, de qualidade e ação. Boa leitura! Outra coisa que valoriza a obra são

Outra coisa que valoriza a obra são as ilustrações, as quais foram muito bem concebidas pelo meu amigo Emílio Yamazaki do Estúdio Escola Modelo Design.”

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritor Paulo Marsal, é um pra- zer contarmos com a sua partici- pação no projeto Divulga Escri- tor, conte-nos o que o motivou a ter gosto pela Literatura Épica? Paulo Marsal - Desde pequenino sou fanático por mitológica nórdi-

ca e contos que versam sobre a ida- de média, principalmente a respeito dos vikings, por outro lado, além dos textos, sou fascinado pelos fil- mes, séries e animes do gênero. Por- tanto, não havia outro caminho que não o de escrever um épico, no caso sobre os escandinavos do Século IX (risos).

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Em que momento pensou em es- crever “Oluap: O Guerreiro”? Paulo Marsal - Sempre quis es- crever um livro, principalmente depois que ingressei no meio aca- dêmico como docente, todavia, apesar de ser Mestre em Adminis- tração de Negócios (MBA), não me via escrevendo sobre o assunto. A

ideia do Oluap surgiu após um con- vite de um amigo Professor Dr. em Filosofia, quem também é diretor na Dialógica Editora e escreveu meu Prefácio, Wagner Guedes. Após al- gumas negociações, dei vida à obra, que foi aceita em primeira instância pelo Conselho Editorial e precisou de poucos ajustes para ser publicada.

DIVULGA ESCRITOR

de poucos ajustes para ser publicada. DIVULGA ESCRITOR Quais os principais desafios para escrita da obra?

Quais os principais desafios para escrita da obra? Paulo Marsal - Por se tratar de um épico, os maiores desafios foram as pesquisas de ambientação e voca- bulário, pois há bastantes palavras oriundas dos vikings ou de portu- guês arcaico que foram inseridas, além de cidades e costumes, tudo isso mesclado com a maneira con- temporânea de escrever.

como um, então depois de tanto pesquisar e “matutar”, resolvi inver- ter o meu nome, daí Oluap. Oluap de Nordvestland é um jo-

De que forma estes desafios foram

vem de família humilde, que caiu nas graças do Rei Ragnar (olha o

superados?

Ragnar aqui! [risos]) e por conta

Paulo Marsal - Com muito foco, determinação, estudo e carinho, não há outra forma de fazê-lo.

disso, passou por treinamentos não só militares, como também intelec- tuais e filosóficos, neste contexto, a personagem se tornou um feroz ba-

O

que mais o encanta em “Oluap:

talhador que busca seus ideais com

O

Guerreiro”?

astúcia e coragem.

Paulo Marsal - A forma cativante e direta da narrativa, sem muito pre- ciosismo ou escassez de detalhes re- levantes ao enredo. Rápido e direto! (risos) São 232 páginas que podem ser lidas em poucas horas. Outra coisa que valoriza a obra são as ilus- trações, as quais foram muito bem concebidas pelo meu amigo Emílio Yamazaki do Estúdio Escola Mode- lo Design.

Como foi a escolha do título, quem é o Guerreiro Oluap? Paulo Marsal - É uma história en- graçada, pois todos os nomes “vi- kings” que passavam pela minha cabeça já haviam sido usados por outros autores ou historiadores, a exemplo Ragnar e Erik, que no fi- nal entraram no livro, porém como personagens coadjuvantes. Eu pre- cisava de um nome inédito, que se- não “viking”, que ao menos soasse

Onde podemos comprar o seu li- vro? Paulo Marsal - No momento Olu- ap: O Guerreiro está disponível para encomendas nas Livrarias Nobel e Cultura, pronta entrega na Dialó- gica Editora e na unidade do Sho- pping Santana da Livraria Nobel, seguem os links para compra on-li- ne: http://www.livrariacultura.com.

br/p/oluap-o-guerreiro-46124756

http://www.dialogicaeditora.com.

br/#!product/prd1/4314622645/

oluap%3A-o-guerreiro Em breve estará nas Livrarias Cia. dos Livros, Martins Fontes Paulista, Leitura e Curitiba, todas para compra a pron- ta entrega ou on-line.

Quais os seus principais objetivos como autor? Paulo Marsal - Quero que meus li-

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vros sejam uma boa fonte de entre- tenimento aos leitores, pois se trata de um texto leve e de qualidade, modéstia à parte (risos).

Você que já morou no Canadá, como você vê o mercado literário brasileiro? Paulo Marsal - Na minha singela opinião, há preconceito contra os autores brasileiros da nova geração, valorizamos apenas aqueles “mons- tros sagrados”, como Machado de Assis, um dos meus preferidos, in- clusive, e esquecemos de nossos contemporâneos, contudo, super valorizamos os escritores estran- geiros, alguns com toda a razão, mas em via de regra, nem todos são melhores que os brasileiros, assim como acontece no cinema ou nos quadrinhos. Como agravante, o brasileiro não é muito acostumado a ler, acredito que 2 a cada 10 fa- zem da leitura um hábito, tanto que nossas principais livrarias têm dei- xado de lado os livros e optado por outras formas de entretenimento como música, games e filmes, ainda há aquelas que em suas lojas físicas nem mais livros têm.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom co- nhecer melhor “Oluap: O Guer- reiro” do autor Paulo Marsal. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Paulo Marsal - Que continuem len- do, divulgando e participando do Projeto Divulga Escritor, que é uma fantástica iniciativa, e que se divir- tam lendo o meu livro (risos). Serviços: paulohmmarsal@gmail. com - www.facebook.com/paulo- marsalautor - www.oluapolivro. com.br

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DIVULGA ESCRITOR Escritora Onã Silva Participação especial Onã Silva, a Poetisa do Cui- dar, Colunista
DIVULGA ESCRITOR Escritora Onã Silva Participação especial Onã Silva, a Poetisa do Cui- dar, Colunista

DIVULGA ESCRITOR

DIVULGA ESCRITOR Escritora Onã Silva Participação especial Onã Silva, a Poetisa do Cui- dar, Colunista do

Escritora Onã Silva

Participação especial

ESCRITOR Escritora Onã Silva Participação especial Onã Silva, a Poetisa do Cui- dar, Colunista do site

Onã Silva, a Poetisa do Cui- dar, Colunista do site DIVULGA ESCRITOR, tem um currículo de atuação na área de enfermagem,

educação, cultura, saúde; sendo autora de vários li- vros e ganhadora de pre- miações. Mas, é o seu cur-

rículo de mãe que a renova, diariamente, com poesias e poeticamente ao lado do seu lindo nino cachos de ouro. Anjinho Minho

Mãezinha Minha

é um

livro mas também uma ex- pressão de amor mútua de- mostrada por ambos: a ma- mãe escritora e o nino (o anjinho) como ilustrador.

a ma- mãe escritora e o nino (o anjinho) como ilustrador. Capa do livro Anjinho Minho

Capa do livro Anjinho Minho Minha

Mãezinha

A poesia “Anjinho, anjinho meu

Anjinho Minho” publicada no livro Anjinho Minho

Mãezinha Minha

anjinho meu Anjinho Minho” publicada no livro Anjinho Minho Mãezinha Minha 60 www.divulgaescritor.com | abr/mai |

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DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritor Pedroom Lanne Pedroom Lanne é webwriter, mestre em Comunicação Social e

DIVULGA ESCRITOR

DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritor Pedroom Lanne Pedroom Lanne é webwriter, mestre em Comunicação Social e
DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritor Pedroom Lanne Pedroom Lanne é webwriter, mestre em Comunicação Social e

ENTREVISTA

DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritor Pedroom Lanne Pedroom Lanne é webwriter, mestre em Comunicação Social e

Escritor Pedroom Lanne

Pedroom Lanne é webwriter, mestre em Comunicação Social e especialista em novas mídias, mas, sobretudo, Doom player, dinossauro da era dos BBS e amante fervoroso de ficção-científica de um modo geral, fã e apaixonado pela literatura do fantástico. É esta justa paixão que guia Pedroom em sua obra de estreia como escritor romancista através da ficção-científica – o título “Adução” –, uma narrativa que ultrapassa as fronteiras de seu entusiasmo pelo conhecimento e aflora em palavras sua linha de pensamento que converge na busca de um mundo onde sabedoria, fé e utopia convivem harmonicamente. Como inspiração, Pedroom é leitor e aficcionado por autores póstumos como Poe, Wells, Verne e Monteiro Lobato, e contemporâneos como S. King, J. Anson e Érico Veríssimo. Diz que seus livros prediletos são “Histórias Extraordinárias”, “Christiane F.”, “1984” e “Laranja Mecânica”, e o melhor filme que já viu, pois, além de leitor e escritor é também cinéfilo, foi “Rapa Nui”.

Boa leitura!

é também cinéfilo, foi “Rapa Nui”. Boa leitura! Que o leitor atual consiga tirar vantagem de

Que o leitor atual consiga tirar vantagem de algo que há pouco tempo era impossível:

manter contato com o escritor via Internet, sobretudo os novos escritores.”

Por Shirley M. Cavalcante (SMC) Pedroom Lanne - A trama desse li- vro me veio à cabeça no dia 22 de

Escritor Pedroom Lanne é um pra- zer contarmos com a sua partici- pação no projeto Divulga Escritor, conte-nos em que momento pen- sou em escrever o seu livro “Adu- ção, o Dossiê Alienígena”?

Dezembro de 2012 quando estive visitando a cidade São Thomé das Letras em Minas Gerais (Brasil), por ocasião daquela que deveria ser a data do “fim do mundo” previsto no calendário maia. Em outras pa-

www.divulgaescritor.com | abr/mai | 2016

lavras, a inspiração para escrever “Adução” veio no primeiro dia do reinício da conta longa do calendá- rio maia. Costumo dizer que essa história foi plantada na minha men- te por algum alienígena, não só pela ocasião em que a imaginei, também pelo fato da cidade de São Thomé

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ser um ponto turístico conhecido por supostas visitações e contatos de seres extraterrestres. Verdade é que estive lá de férias com minha esposa, ela que não conhecia o lo- cal, pois, se o mundo fosse mesmo acabar, talvez lá fosse um bom lugar para se estar caso algum alienígena se dispusesse a nos salvar. É claro

que digo isso de brincadeira, verda- de é que o mundo não acabou e eu tive essa súbita inspiração quando

lá estive, se isso teve alguma influ-

ência do além, não existe nenhuma prova material ou consciente do fato, eu prefiro acreditar que o lugar me inspirou, apenas isso.

Quais os principais desafios para escrita do enredo que compõe a obra? Pedroom Lanne - O grande desafio foi abordar temas que estão com- pletamente fora da minha área de conhecimento, especialmente para desenvolver o universo imaginário no qual vivem os alienígenas da história que desenvolvi, o mundo quântico, habitado pela espécie que denominei Quanticus-sapiens, pois tive que me basear nas mais recen- tes teorias da física quântica para desenvolvê-lo. Um desafio para um mero comunicólogo cuja afinidade com a matemática é praticamente nula.

De que forma estes desafios foram superados? Pedroom Lanne - Imaginação e intuição são as palavras-chave para a superação desse desafio, mas não

só. Tive que pesquisar muitos sítios

e buscar várias referências sobre

física quântica, matemática e as- tronomia para compor uma histó- ria que fosse coerente com as teo- rias atuais. Hoje, a Internet facilita bastante esse trabalho, de forma que consegui superar essas dúvidas sem precisar recorrer a entrevistas com professores e pesquisadores do assunto. Consegui reunir as in- formações que precisava sozinho,

Consegui reunir as in- formações que precisava sozinho, DIVULGA ESCRITOR somente consultei um especialis- ta, um

DIVULGA ESCRITOR

as in- formações que precisava sozinho, DIVULGA ESCRITOR somente consultei um especialis- ta, um professor de

somente consultei um especialis- ta, um professor de física, que me ajudou a confirmar a coerência dos

assuntos da forma como os abordei.

O mesmo vale para os campos das

biomédicas e da psicologia, outras duas áreas de grande apelo dentro da história que escrevi, das quais obtive muitas informações junto a especialistas de ambas.

O que mais o encanta em “Adução, o Dossiê Alienígena”? Pedroom Lanne - É difícil, como autor, dizer o que mais encanta em minha obra. Talvez o forte da obra seja o que mais “desencanta”, pois,

em grande parte, a história se trata de uma crítica ou sátira dos nossos conceitos de vida e sociedade. A partir de uma perspectiva conscien-

te mais evoluída que a nossa, tento

expor o que os alienígenas pensa-

riam de nossa existência atual aqui

na Terra. Da mesma forma, eu ques-

tiono nossas utopias de um mundo mais desenvolvido, de modo que o universo alienígena que imaginei também tem suas falhas e os seus limites, difere-se do nosso apenas por praticar uma ética diferenciada

e mais refinada que a nossa, e, claro, pela tecnologia, que é super, hiper, ultra-avançada.

Que temas são abordados nesta obra?

Pedroom Lanne - Embora pareça que não, o tema mais forte da obra

é a evolução das espécies, pois a

aventura não se resume ao drama dos personagens humanos (terrá- queos) que utilizei para compor o

enredo da história, se trata de como

e o quanto uma espécie precisa

evoluir em termos tecnológicos e genéticos para conseguir habitar o

espaço. Nesse sentido, os protago- nistas humanos formam um elo de nossa civilização atual com a civi- lização alienígena futurista (tendo como pano de fundo uma história sobre viagem no tempo), enquanto

a história que narro, aquela que me

veio a mente quando estava em São Thomé das Letras, é a história dos alienígenas, de como eles evoluíram como espécie até um dia conquista- rem e habitarem o espaço.

Qual a mensagem que você quer transmitir ao leitor através do en- redo que compõe a obra, nos apre- sente os principais personagens e sua missão? Pedroom Lanne - Não posso dar detalhes sobre os protagonistas humanos da história, pois tiraria a graça da leitura já no princípio do livro. Posso apenas dizer que eles foram escolhidos e modelados con- forme o tema que queria abordar que é, como enfatizei anteriormen- te, a história dos alienígenas, inclu- sive a data de partida da história e as características dos mesmos fo- ram delineadas com esse objetivo, por isso, posso dizer, eles são norte- -americanos que vivem no ano de 1978 – não porque quis escrever uma história “americanófila” ou criar algo que tivesse apelo para o mercado dos EUA, o próprio desen- volvimento da história vai desmen- tir essa aparência inicial, poderia dizer, até, que a história não tem nada de norte-americana, se trata de uma “armadilha” para os norte- -americanos. Quanto a mensagem que quero transmitir, muito sim- ples, mostrar que muitos de nos- sos valores, que as dores de nossa sociedade atual são mesquinhas e ultrapassadas, que uma existência em nível cósmico implica em dei- xarmos tudo isso para trás.

Como você vê o mercado literário Nacional? Pedroom Lanne - No Brasil, pés- simo. Embora exista um boom de novas publicações e autores, muito em função das facilidades que se tem para publicar um livro hoje em dia, ou mesmo se publicar na Inter- net, em termos de mercado, a coisa continua ruim por aqui. Digo que continua em função do que ouço de

Revista Divulgar Escritor | www.divulgaescritor.com | out/nov | 2015

DIVULGA ESCRITOR
DIVULGA ESCRITOR

como escritor, navegar por todas minhas páginas na web e nas mídias sociais que participo:

http://www.pedroom.com.br Site da Amazon, sítio de melhor oferta para compra do livro ou do ebook “Adução, o Dossiê Alieníge- na”: E a fanpage do livro no Face- book: - http://www.facebook.com/ aducao.livro

Participe do projeto Divulga Escritor www.divulgaescritor.com

do projeto Divulga Escritor www.divulgaescritor.com outros escritores que já estão nessa estrada há décadas

outros escritores que já estão nessa estrada há décadas sem conseguir um mínimo espaço de destaque. Aqui no Brasil, e temo que em Por- tugal o cenário não seja muito di- ferente segundo alguns relatos que testemunhei em blogs lusos, só há espaço para os best-sellers, sobre- tudo os livros estrangeiros. Aposto que nas livrarias de Portugal o es- tande de maior destaque no mo- mento seja dos livros de Star Wars e da Marvel, ou seja, exatamente como acontece por aqui.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom co- nhecer melhor o escritor Pedroom Lanne. Agradecemos sua partici- pação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Pedroom Lanne - Que prestigiem os novos autores, tem muita coi- sa boa e substancial surgindo mas ainda carente de pessoas que se in- teressem. Que o leitor atual consiga tirar vantagem de algo que há pouco tempo era impossível: manter con- tato com o escritor via Internet, so- bretudo os novos escritores. Pensem que, como o amor, um bom livro pode surgir onde menos se espera. Quanto ao meu livro, peço ao leitor que venha se aventurar por minhas palavras, que tenha perseverança na leitura, pois retratar a inteligência alienígena não é simples, e qualquer dificuldade que criei foi proposital para ilustrar exatamente isso, ainda assim, passível de ser compreendi- da ao longo do texto. Somente no final o entendimento será comple- to, pois é justamente o que quero expressar com a palavra que deno- mina a obra: adução. Faço um apelo ao publico feminino, pois essa obra é uma obra universal que perpassa por temas que, creio, a sensibilidade da mulher irá saber apreciar melhor que os homens. Vou deixar o link de meu site pessoal, a raiz de tudo, de onde qualquer surfista virtual po- derá conhecer melhor o meu perfil

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DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora Rijarda Giandini Rijarda Giandini, brasileira de Fortaleza, casada com Giovanni

DIVULGA ESCRITOR

DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora Rijarda Giandini Rijarda Giandini, brasileira de Fortaleza, casada com Giovanni
DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora Rijarda Giandini Rijarda Giandini, brasileira de Fortaleza, casada com Giovanni

ENTREVISTA

DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora Rijarda Giandini Rijarda Giandini, brasileira de Fortaleza, casada com Giovanni

Escritora Rijarda Giandini

Rijarda Giandini, brasileira de Fortaleza, casada com Giovanni

e

mãe de Artur. Historiadora

e

Internacionalista, mora no

Restelo, em Lisboa, desde 2014,

para um doutorado em História Contemporânea. É diretora do

Instituto da Cidade, em Fortaleza

e membro do Conselho da Camera

di Commércio Italo-Brasiliana do Nordest. Traduziu adaptou o conto infantil “Il Principe Felice”, de Oscar Wilde, para o português e realidade brasileira. Escreveu o livro de Poesia “Inquietude”, ambos inéditos. Possui capítulos de livros e artigos em revistas sobre Cidades Sustentáveis.

Boa leitura!

em revistas sobre Cidades Sustentáveis. Boa leitura! As impressões que relato são reais. Direitos e deveres,

As impressões que relato são reais. Direitos e deveres, em todos os momentos, observados com o espírito desarmado. Viver Lisboa não é nenhum sacrifício. Ao contrário. Amar é uma consequência.”

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritora Rijarda Giandini, é um prazer contarmos com a sua parti- cipação no projeto Divulga Escri- tor, conte-nos o que a motivou a se encantar por Lisboa? Rijarda Giandini - O prazer é meu

em fazer parte, agora como escrito- ra, de um projeto que acompanho já algum tempo. Parabéns à equipe pelo “Divulga Escritor”. O meu en- cantamento pela cidade é algo sem- pre em estado latente, às vezes “des- coberto” nas entrelinhas de alguns escritores que muito prezo como

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Camões, Eça, Pessoa, Saramago, Sophia, Cecília, dentre alguns. Con- fesso que sou uma amante do Rio Tejo. O Tejo me é fascinante pelo que tem de história, de conquistas, de rebuliços e por sua calma cortan- do uma cidade que existe indissoci- ável do seu rio. Para mim Lisboa é

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DIVULGA ESCRITOR a moldura do Tejo. As cores refle- ele estivesse em competição. Fo- também

DIVULGA ESCRITOR

DIVULGA ESCRITOR a moldura do Tejo. As cores refle- ele estivesse em competição. Fo- também muitos

a

moldura do Tejo. As cores refle-

ele estivesse em competição. Fo-

também muitos descuidos urbanos,

Quais os principais desafios para

tidas em suas águas acompanham

mos ver uma apresentação de fado

lixo nas ruas, um quê de desconfor-

as

seja o meu primeiro encantamento.

idiossincrasias do tempo. Talvez

gante. As ruelas, becos e escadarias,

e uma amiga, professora de Direito Internacional, a Renata em dueto

to, que foram fascinantes porque são reais. Perdi-me nesta cidade,

Depois tem a própria cidade. E por

de fado

digo

que este livro é uma

como nos perdemos nas grandes

ela tornei-me uma flaneur diurna.

grande celebração à amizade.

paixões. Fiz um sem número de fo-

Lisboa é solar, com cores espetacu- lares; a conformação urbana é insti-

geralmente nos surpreendem. Por outro lado, tivemos uma boa re- cepção dos lisboetas. Especialmente

Como é viver e amar Lisboa? Rijarda Giandini - Viver e Amar Lisboa não é difícil por nenhuma situação. Ressalto sempre que a ci- dade, seja ela qual for, é acolhedo-

Rijarda, que temas são abordados

tografias que ajudaram a captar al- gumas emoções, deslumbramentos, encantamento e algumas tristezas geradas por maus tratos urbanos. E com elas fiz a escrita interpretando este meu olhar. Resultou em uma

da

Universidade por onde faço um

ra na proporção da nossa relação

obra agradável que se lê rápido e

doutorado em História Contempo- rânea. Acredito que foram as jun- ções ou confluências de uma cidade que por não ser perfeita, limpa, é real e preserva ainda alguns modus vivendi muito fascinantes.

respeitosa com ela. Neste livro eu apresento um jeito de chegar e per- manecer como parte do todo. Fiz valer meus direitos, inclusive para a bolsa de estudos, reclamei quando necessário, sugeri quando assim foi possível. Participei como voluntária

que faz sonhar. As fotografias assim como fragmentos e noticias do livro estão no blog www.rijardagiandini. wordpress.com

escrita do livro?

Em que momento pensou em es-

de ações da minha Junta de Fregue-

Rijarda Giandini - O desafio maior

crever “Viver e Amar Lisboa”?

sia. O livro foi escrito sem que nin-

é

sempre começar. Não só a escri-

Rijarda Giandini - Acredito que foi na primeira vez que vi o Rio Tejo

guém soubesse de sua existência. As impressões que relato são reais.

ta. Dar o primeiro passo. Concreti- zar as ideias, as intenções. Não há

da

minha janela. Senti uma emoção

Direitos e deveres, em todos os mo-

receita porque é um processo in-

forte e indescritível, como se hou- vesse ancestralidade. Apropriei- -me deste canto do Tejo. Contudo, demorei a encontra-lo fisicamente. Mantive com ele uma relação ceri- moniosa. “Um resguardo de meni-

na

faceira”.

mentos, observados com o espíri- to desarmado. Viver Lisboa não é nenhum sacrifício. Ao contrário. Amar é uma consequência.

em nesta obra literária?

dividual e absolutamente pessoal, único. Escrevi o livro entre os me- ses de Agosto de 2014 e Setembro de 2015. Propositadamente, optei por fazer com as primeiras impres- sões, os primeiros olhares, virgens olhares, sem conceitos preestabe-

O

mais forte, porém, foi o desejo

Rijarda Giandini - Dividi o livro

lecidos. Andei durante 9 meses a

em compartilhar este meu momen-

em dois grandes capítulos. O pri-

pé ou em meios públicos, que são

to

com outras pessoas. Pensei em

meiro é o “Viver Lisboa” no qual eu

bons. Tive a companhia quase sem-

contar, em primeira pessoa, a mi-

nha experiência de brasileira, classe

o

processo de escrita servir como

relato as principais situações prová- veis, como as questões de Educação,

pre do Giovanni e do Artur, o que tornou o processo mais real, lúdico

média, com filho pequeno, marido

Saúde, moradia, supermercados,

e

compartilhado. Porém, o maior

músico. Talvez muitas pessoas pu-

transportes, diversão e entreteni-

desafio foi conciliar o primeiro

dessem inspirar-se ou beneficiar-se

mento sem custos, etc. Este é um

ano do doutorado com o processo

com algumas situações que viven- ciamos. Outro sentimento que ma-

livro para quem tem um orçamento controlável. Procurei apresentar al-

literário. Não por este último, mas porque foi um ano em que mudei

chuca é a questão da saudade que

ternativas de viver bem sem gastar

o

foco da minha investigação duas

bate forte, principalmente, dos ami- gos mais próximos e da família. Daí

uma espécie de catarse. Comecei

além. As palavras diferentes, as im- prescindíveis, a gentiliza e a rude- za dos portugueses, dentre outros temas. O outro Capítulo é o “Amar

vezes. E cada vez pressupõe novas pesquisas, encontrar orientadores, além das aulas curriculares. Tive, também, uma boa dose de sorte.

a

passear com os amigos como se

Lisboa”. Nele apresento uma Lis-

Todos os orientadores tanto do Bra-

aqui estivessem. Levei-os comigo

boa margeada pelo Tejo. Adentrei

sil quanto de Portugal apoiaram-

em várias locais. Por exemplo: se ví- amos uma corrida, em que Lisboa

os bairros, as freguesias, buscando os espaços ainda pouco explora-

-me nas decisões. E a Universidade sempre esteve presente quando as-

é

pródiga, pensávamos no Marcos,

dos pelo turismo tradicional. Visi-

sim necessitei. Enfim, depois de um

nosso amigo brasileiro, morador de Florença, na Itália. Era como se ali

tei capelas, monumentos, parques, jardins. Descobri preciosidades. Vi

ano, havia já a definição da Tese, to- das as cadeiras cumpridas com boas

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DIVULGA ESCRITOR notas e o livro na editora. As noites insones, o desleixo emocional com

DIVULGA ESCRITOR

DIVULGA ESCRITOR notas e o livro na editora. As noites insones, o desleixo emocional com os

notas e o livro na editora. As noites insones, o desleixo emocional com os amigos, o cansaço e uma tendini- te forte, tornaram-se troféu de um ano rico em desafios.

De que forma estes desafios foram superados? Rijarda Giandini - Não havia pen- sado nesta pergunta. Muito interes- sante. Foram muitos papeis desem- penhados simultaneamente. Penso que somente o ser Mulher tem esta capacidade intrínseca de fazer mui- tas coisas ao mesmo tempo. Sou uma fã incondicional do Femini- no. E não tenho nenhum discur- so sexista. Acho que temos nossos papeis sociais e temporais, que vão exercidos. Eu sou muito determi- nada e rápida. Fui e sou produto da minha história. Além das questões propriamente da produção cientí- fica e literária, há a lida doméstica. Há o filho de 8 anos, suas necessida- des e expectativas. Todos os percur- sos estão relatados no livro. Talvez o meu melhor recurso hu- mano seja o meu marido por sua generosidade conjugal importante neste meu tempo. E a nossa fé na Providência que nos acalma e nos faz crer no melhor caminho.

Onde podemos comprar o seu li- vro? Rijarda Giandini - O livro encon- tra-se disponível em livrarias e para todos em língua portuguesa através dos sites Chiado Editora; Wook; Bertrand.

Quais os seus principais objetivos como escritora? Rijarda Giandini - Conversar com mais gente. Acho que é quase uma necessidade atávica de falar, de tro- car, compartilhar. Gosto de gente. Continuo acreditando que é a maior invenção da Natureza. E se possível falar coisas interessantes, leves, gen- tis. Exercitar um lado de literatura aprazível que faça viagens de olhos abertos. Lembro-me que na minha

que faça viagens de olhos abertos. Lembro-me que na minha infância, quando privada dos bens essenciais,

infância, quando privada dos bens

essenciais, eu lia. Eram tempos de quase absoluta escassez no Nordes-

te do Brasil. E estas viagens através

da leitura, foram fundamentais para sedimentar ou pavimentar o meu caminho. Sem as leituras, prova- velmente, meu destino construído seria outro. Gostaria de ser uma viagem prazerosa para as pessoas.

O livro Viver e Amar Lisboa, é leve,

é gentil. Não há teses ou discussões aprofundadas. Claro que sou histo-

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riadora e vou costurando a narrati- va com as informações abalizadas e dentro do contexto.

Em seu perfil vimos que é apaixo- nada por Itália e Lisboa, em sua visão, conte-nos quais os encantos que os diferenciam? Rijarda Giandini - A Itália é minha primeira paixão fora do Brasil. Sou encantada com suas cidades peque- nas, iguais, de gente que carrega o seu peso. Gosto do sul da Itália, do

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mar, das pedras

fui para um sabático que se prolon- gou por quatro anos! Ali aprendi a

colher uvas e fazer a sagrada trans- formação em vinho; azeitonas, em pés seculares, colheras para o azei- te de oliva. Fazer a salsa de pomo- doro (molho de tomate) plantados por mim. É um amor maduro este pelas pequenas cidades italianas. Faço meu percurso ao menos uma vez por ano. Giovanni é italiano, do Norte, e é a síntese da minha rela- ção calma, arrebatadora e perene com o País. Com Lisboa, foi algo mais contemporâneo, acho, por conta do meu olhar de hoje. Ela, a cidade, de repente apresentou-se como uma conformação dos meus anseios. Um amor à primeira vis- ta, talvez. Lembro-me que quando chegamos para o primeiro encontro com a direção da minha Univer- sidade, o aeroporto surpreendeu- -nos pela beleza, grandiosidade do shopping internacional e pelo me- trô dentro do aeroporto. Ali fomos recebidos, em pintura em azulejos, por grandes personagens portugue- ses, nos dando às boas vindas. O primeiro encantamento. Em nos- so segundo dia de morada, fomos a um supermercado e um senhor com não menos de 80 anos, nos deu uma “boleia”(carona) sem que

eu

gentil.

foi para o sul que

pedisse

vejo

a

cidade

Como demonstro no livro Lisboa é uma alternativa muito interessante para quem quer ter uma experiên- cia de moradia. Em termos de custo da vida é relativamente menor do que a Itália e do que o Brasil. Como qualidade de vida é superior nos dois casos.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom co- nhecer melhor a autora Rijarda Giandini. Agradecemos sua par- ticipação no projeto Divulga Es- critor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Rijarda Giandini - Fico sempre contente quando entre no site do

Giandini - Fico sempre contente quando entre no site do DIVULGA ESCRITOR Projeto e vejo mais

DIVULGA ESCRITOR

sempre contente quando entre no site do DIVULGA ESCRITOR Projeto e vejo mais e mais livros

Projeto e vejo mais e mais livros e au- tores em nossa língua. Tenho muito orgulho de pertencer a esta grande Pátria chamada Língua Portuguesa. Somos um. Divulguem a boa litera- tura, este é o critério. Ler, escrever, ler. Incentivar o nosso cérebro à lei- tura. Quanto ao meu livro “Viver e Amar Lisboa” gostaria que fosse útil para provocar um belo sorriso, para sonhar, para planejar seu estudo nas terras de Camões, e para viajar de olhos bem abertos ou fechados em noites de sonhos. Contatos da auto- ra - Rijarda@icloud.com Facebook: Rijarda Giandini / Viver e Amar Lisboa - www.rijardagian- dini.wordpress.com

Participe do projeto Divulga Escritor www.divulgaescritor.com

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Fragmentos do Livro

Rio Tejo:

“De frente para a Torre de Belém, sem aproxi- mar-me, deixo voar as gaivotas. Vejo as naus saindo em busca do ouro, das terras, das

gentes, das especiarias. Sempre a eterna busca que nos faz levantar dia

a dia. Os homens por-

tugueses, deixam suas mulheres, seus meninos, suas fomes para saciar em outras paragens. “ “Andando! Assim come-

ço a conhecer a cidade. Sem pressa ou pré- -conceitos concebidos

e cheios de pecados.

Como o corpo da pessoa amada, percorro sem juízos. Simplesmente, admirando as curvas, as dobras, os montes. Não

há o certo ou o menos.” “Adentrei nos meandros da vida em Lisboa, suas dificuldades, institui- ções, supermercados, lojas e mercados. Como estudante de doutorado, esposa e mãe vivenciei

e fiz valer meus direitos

de bolsa de estudo, de subsídios, de cidadã e, os correspondentes, deve- res. Viver Lisboa é uma face da moeda. A outra, Amar Lisboa, é quase uma consequência.”

Por José Sepúlveda DIVULGA ESCRITOR DIVULGA ESCRITOR SOLAR DE POETAS A Gaveta E ra frequente
Por José Sepúlveda DIVULGA ESCRITOR DIVULGA ESCRITOR SOLAR DE POETAS A Gaveta E ra frequente

Por José Sepúlveda

DIVULGA ESCRITOR

DIVULGA ESCRITOR

Por José Sepúlveda DIVULGA ESCRITOR DIVULGA ESCRITOR SOLAR DE POETAS A Gaveta E ra frequente reunirmo-nos
Por José Sepúlveda DIVULGA ESCRITOR DIVULGA ESCRITOR SOLAR DE POETAS A Gaveta E ra frequente reunirmo-nos

SOLAR DE POETAS

A Gaveta

E ra frequente reunirmo-nos naquela salinha, primariamente concebida para escritório do ministro do Evangelho que deveria servir na nossa pequenina Igreja da Rua do Pinhal.

Mas o espaço só raramente foi utilizado para esse fim, sendo frequentemente usado como arquivo ou sala de apoio e fortuitamente para usar o sanitário ali exis- tente. Havia ali dois sofás individuais, uma cadeira de apoio e a cadeira que servia à robusta secretaria de ma- deira ali existente. Uma estante era usada para alojar

alguns livros e pastas de arquivo da secretaria da Igreja. Num canto, uma porta de acesso ao tal lavabo de apoio

à sala. E era ali que por norma nos reuníamos para cava- quear um pouco antes de cada reunião. Entre os frequentadores do espaço estava o Né Pin-

to, um invisual, membro assíduo e dedicado da Igreja e que duas vezes por semana - fora os dias em que andava

a calcorrear por todos os recantos da cidade - se deslo- cava a pé de sua casa situada a uns dois bons quilóme-

tros, fizesse chuva ou fizesse sol. Percorria as ruas com uma ligeireza tal que surpreendia qualquer passante que quase sempre o saudava com carinho:

- Bom dia, Né…

- Bom dia - respondia, chamando sempre pelo nome os seus interlocutores.

- Vais até a Igreja?

- Vou por aí. É preciso alimentar a alma…

O Né era operário numa fiação onde exercia com grande profissionalismo a função de revisor de tecidos. Deliciávamo-nos a ouvir as suas histórias às vezes ro- cambolescas e experiências de vida interessantíssimas. Quando abríamos a gaveta, saltava-nos à vista uma

perfuração no fundo da mesma. Nos convívios que na- quela salinha iam acontecendo quase sempre a história da gaveta da secretaria vinha a tema de conversa e ami- úde gracejávamos com o “descuido “ de certo operário que de forma pouco profissional tinha deixado a gaveta com esse buraco inusitado no interior e que a atravessa- va em toda a sua largura. Como foi possível ter passado despercebido? Ó Joaquim, tira lá una minutos para - arranjar isso, pá! – gracejavam os presentes para o homem tapa-furos lá do sítio. Durante muito tempo, negligentemente, a gaveta permaneceu assim, sem que vivalma tivesse o descorri- mento de a mandar consertar. E os comentários iam-se sucedendo sem que ninguém tomasse qualquer inicia- tiva para colmatar o problema. Um dia calhou ao Né Pinto sentar-se na cadeira da secretária. Chegou um pouco mais atrasado e o seu lu- gar habitual estava ocupado. Alguém, gentilmente, lhe ofereceu a cadeira da secretária. No meio daquela cavaqueira reparamos a dado mo- mento que a mão do Né , sorrateiramente, se infiltrava na gaveta até que atingiu o famigerado buraco. Um pe- sado silêncio se fez sentir na sala e todos os olhares se dirigiram espantados para ele. Abriu-a, tateou o forro e detetou o orifício. Silente, estendeu a mão direita por debaixo da gaveta até chegar mesmo lá ao fundo. Tateou de novo, agarrou na ponta do forro e com um brilho nos olhos, empurrou-o em direção a si, recolocando-o no seu devido lugar:

- Já está. - desabafou. Abriu-a com um sorriso nos lábios e, perante a es- tupefação dos presentes, desabafou: - Temos gaveta!

www.divulgaescritor.com | fev/mar | 2016

www.divulgaescritor.com | abr/mai | 2016

Revista Divulgar Escritor | www.divulgaescritor.com | out/nov | 2015

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70 DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora Silvia Ligabue Formada em Psicologia desde 1989, possui Certificação

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70 DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora Silvia Ligabue Formada em Psicologia desde 1989, possui Certificação
70 DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora Silvia Ligabue Formada em Psicologia desde 1989, possui Certificação

ENTREVISTA

70 DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA Escritora Silvia Ligabue Formada em Psicologia desde 1989, possui Certificação

Escritora Silvia Ligabue

Formada em Psicologia desde 1989, possui Certificação Internacional Wellness Coaching pelo National Wellness Institute. Especializada em Promoção da Saúde pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e Pós-graduada em Terapia Cognitiva com base construtivista pela Universidade Paulista com curso de extensão na Universidade do Minho-Braga-Portugal (1996) e Co-fundadora da Sociedade Brasileira de Terapia Cognitiva. Além de autora do livro “Faça Escolhas, não terceirize sua vida”, lançado pela editora Autografia em 2015. Colaboradora do capítulo 10, Depressão, do livro, “A poderosa, a vida da mulher pode ser melhor a cada dia” Paulo Cezar Fernandes David, editora Olivier – 2003 colaboradora do artigo, Pressão para ser bem-sucedido pode destruir seus planos de felicidade, e textos mensais em qualidade de vida, autoconhecimento entre outros temas na UOL.

Boa leitura!

autoconhecimento entre outros temas na UOL. Boa leitura! Que as escolhas nos concedem uma sensação de

Que as escolhas nos concedem uma sensação de liberdade e de resgatar nosso próprio poder.”

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritora Silvia Ligabue, é um prazer contarmos com a sua par- ticipação no projeto Divulga Es- critor, conte-nos o que a motivou a escrever o seu livro “Faça esco- lhas, não terceirize sua vida”?

Silvia Ligabue - Gostaria desde já agradecer minha participação neste projeto que venho acompanhando a algum tempo e que tenho muito res- peito. Sou psicóloga clinica a mais de 25 anos , tenho uma consultoria em Qualidade de vida no trabalho e sou Coaching em bem estar.

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Acredito muito na prevenção e tra- tamento, em viver uma vida com qualidade, com mais leveza e então resolvi falar de tudo isso, de plantar uma semente em cada leitor com esta leitura e é claro que as escolhas cabem a cada um sobre o carinho que querem seguir.

DIVULGA ESCRITOR Amo escrever desde sempre e além de textos que escrevo para sites es-

DIVULGA ESCRITOR

DIVULGA ESCRITOR Amo escrever desde sempre e além de textos que escrevo para sites es- tou
DIVULGA ESCRITOR Amo escrever desde sempre e além de textos que escrevo para sites es- tou