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01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

Elaboração do PMMA: Diagnóstico


Site: Ambiente de cursos - Planos Municipais da Mata Atlântica
Curso: Plano Municipal da Mata Atlântica - Bloco 03
Livro: Elaboração do PMMA: Diagnóstico
Impresso por: Valner Wasilewski da Silva
Data: quinta, 1 Nov 2018, 18:34

Sumário
1. Introdução
2. 1ª dimensão: Remanescentes de Mata Atlântica
3. 2ª dimensão: Vetores de desmatamento ou destruição da MA
4. Análise de Risco Climático
5. 3ª dimensão: Capacidade de Gestão
6. 4ª dimensão: planos e programas
7. Mapeamentos
8. Sistematização do Diagnóstico

1. Introdução
Realizada a etapa 1 de preparação para o processo, o Grupo de Trabalho pode então conduzir a elaboração do
PMMA, sempre atento ao Programa de Trabalho e orientação estratégica prévia, além da participação social
ampla, e o que pode garantir a implementação do Plano.

QUESTÕES NORTEADORAS ETAPA 2

(i) Quais as oportunidades e desafios para conservação e recuperação da Mata Atlântica no município
(diagnóstico)?

(ii) Onde e como atuar para potencializar as oportunidades e minimizar os desafios (áreas e ações
prioritárias)?

A Etapa de Elaboração do PMMA pode assim ser dividida em duas sub-etapas, a do diagnóstico, e a de
planejamento que inclui a priorização de áreas e ações. 

Diagnóstico da situação atual

Nesse módulo vamos abordar a etapa de Elaboração de Diagnóstico da Situação Atual. Conforme os tópicos vão
sendo abordados, você terá a oportunidade de examinar trechos de planos já elaborados.

Além disso, de agora em diante, é interessante que você acompanhe o curso junto com a apostila, que traz uma
proposta de modelo de PMMA que procura ser ao mesmo tempo sintético e completo (clique aqui para baixar
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a apostila). Utilizaremos exercícios e exemplos baseados em um município modelo, mas você pode começar a
realizar o diagnóstico para o seu município, pensando sempre em como você pode conseguir o mesmo tipo de
informação.

Toda vez que se faz um planejamento, é importante conhecer a situação atual. Saber exatamente qual é o nosso
ponto de partida, para conseguir estabelecer um caminho para atingir nossos objetivos.

O diagnóstico da situação atual tem como objetivo caracterizar e analisar, de maneira objetiva, a situação da
Mata Atlântica no município, de forma a subsidiar o planejamento necessário para que sejam alcançados os
objetivos específicos do PMMA pré-definidos na etapa 1.

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Lembrando que o artigo 43 do Decreto 6.660 de 2008 estabelece que o PMMA deve conter:

I - diagnóstico da vegetação nativa contendo mapeamento dos remanescentes em escala de 1:50.000


ou maior (mais detalhada);

II - indicação dos principais vetores de desmatamento ou destruição da vegetação nativa.

Assim, o diagnóstico da situação atual deve conter minimamente essas duas dimensões: 1) a análise da
realidade existente dos remanescentes de Mata Atlântica e das áreas de vegetação nativa degradadas, e 2) a
indicação dos vetores de pressão potencialmente causadores de desmatamento e degradação desses
remanescentes. A essas dimensões se somam outras duas, também fundamentais para o diagnóstico (ainda que
não explicitadas no decreto): 3) a análise da capacidade de gestão, e 4) os planos e programas que se relacionam
de alguma forma com o PMMA.

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Figura: Dimensões do diagnóstico PMMA.

O diagnóstico da situação atual deve contemplar, dessa forma, informações referentes às quatro dimensões
apresentadas. O nível de detalhamento e aprofundamento das informações dentro de cada dimensão dependerá
dos recursos humanos e financeiros disponíveis, informações existentes, prazos factíveis e as vocações dos
municípios, conforme já analisado e definido na Orientação Estratégica Prévia elaborada na etapa 1.

Um bom diagnóstico é essencial para o planejamento e implementação do PMMA, mas é preciso dosar tempo e
recursos nessa etapa, pois sempre é possível aprofundar ou levantar informações posteriormente, incluindo
como ações específicas na implementação do Plano. 

Muitas vezes, as equipes envolvidas na elaboração dos Planos ficam ansiosas por conseguir toda informação
existente no mundo sobre o Município e sobre as áreas de Mata Atlântica do município, dos municípios vizinhos
e do contexto mundial etc..

Cuidado, é necessário um balanço inteligente. Pouca informação vai gerar um plano pobre e com pouca chance
de dar certo na prática. Excesso de informação leva a um plano gigantesco (que ninguém vai ler) e muitas vezes
confuso. No limite, o trabalho de coletar informações pode ser tão grande que nunca se chega ao plano de
verdade.

Muita calma nessa hora! É preciso ser prático, e focar nas informações que são importantes para a conservação e
recuperação da Mata Atlântica, seja como argumento ou elemento político para a implantação do plano, ou como
elemento técnico para priorização ou definição de alternativas.
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Uma alternativa é produzir dois documentos separados: O plano, propriamente dito, e um relatório técnico de
diagnóstico com todas as informações que foram levantadas e usadas para elaborar o plano, mas que não
precisam estar no texto do plano.

O PMMA de Porto Seguro (BA) é um bom exemplo disso. Foram produzidos vários relatórios técnicos de
diagnóstico e apenas o resumo entrou no texto do plano. Veja os relatórios e os PMMAs , também disponíveis
em nossa biblioteca.

O Diagnóstico deve responder ao mínimo as seguintes questões:

Como e onde está a Mata Atlântica hoje no município?


Quais os vetores de pressão?
Quais os planos/ legislação relacionados que já existem?
Qual a capacidade de gestão do município?

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Nos próximos blocos, vamos trabalhar com o diagnóstico. É preciso ressaltar que existem algumas informações
do diagnóstico que são obrigatórias, outras precisam ser coletadas porque ajudam a fazer um plano melhor,
embora não sejam exigidas por lei. No texto faremos o destaque das informações que são obrigatórias.

É interessante iniciar o diagnóstico buscando os planos e programas já existentes no município e sua


região, pois eles podem trazer muitas informações, dados e mapeamento já realizados e subsidiar o
diagnóstico do PMMA. Lembre-se de focar nas definições da orientação estratégica prévia e objetivos
específicos pré-definidos na etapa I.

Baixe o documento com informações complementares sobre a importância e onde encontrar


informações para os levantamentos e mapeamentos (clique aqui).

2. 1ª dimensão: Remanescentes de Mata Atlântica


QUESTÕES NORTEADORAS

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Primeira dimensão do diagnóstico

(i) Onde e como está a Mata Atlântica hoje no município?

Corresponde ao diagnóstico da localização e situação dos remanescentes de Mata Atlântica no município,


devendo levantar informações não apenas da flora, mas sempre que possível também da fauna associada,
dentre outros indicadores de biodiversidade. Aspectos do meio físico relacionados com a manutenção dos
remanescentes também devem ser levantados.

ITEM EXIGIDO PELA LEGISLAÇÃO

Levantamento dos remanescentes de MA

Mapear os remanescentes de Mata Atlântica;


Descrever seu grau de conservação ou degradação;
Indicar quais estão em áreas urbanas ou rurais;
Ainda que não exigido por lei, convém também:

DEMAIS ITENS QUE PODEM ENRIQUECER O DIAGNÓSTICO

Remanescentes de MA

Indicar a existência de corredores a serem preservados nos limites do município;


Indicar a existência de remanescentes integrados com municípios vizinhos.

Áreas de risco e de fragilidade ambiental

Identificar e/ou mapear as áreas de risco e de fragilidade no município (mapa de fragilidade ambiental
e áreas de risco);
Indicar seu estado de conservação ou degradação;
Considerar, sempre que possível, demais áreas susceptíveis e de aptidão à urbanização.

Meio físico

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Identificar e mapear o clima, o relevo e os recursos hídricos do município e entorno de acordo com as
bacias hidrográficas e áreas de mananciais existentes (mapa de clima, hidrografia e relevo).

Fitofisionomias originais

Identificar e mapear as fitofisionomias encontradas no município (mapa de vegetação).

Levantamentos de vegetação

Identificar e mapear áreas de ocorrência de:

1. espécies ou espécimes vegetais endêmicos e/ou ameaçados;


2. espécies de uso tradicional (principalmente por povos indígenas e populações tradicionais);
3. espécies de valor simbólico para a população ou grupos sociais.

Levantamentos de fauna

Identificar e mapear áreas de ocorrência de:

1. espécies animais endêmicos e/ou ameaçados;


2. espécies de uso tradicional (principalmente por populações indígenas e tradicionais);
3. espécies de valor simbólico para a população ou grupos sociais.

Áreas protegidas em imóveis rurais

Identificar e mapear as APP e reservas legais, que devem estar averbadas em cartório ou registradas
no CAR;
Comparar, se possível, a relação das áreas averbadas ou registradas com o número total de imóveis
rurais no município e avaliar o seu estado de conservação e a necessidade de restauração de reservas
legais degradadas;
Utilizar a base de dados pública dos imóveis cadastrados no SiCAR no município e o mapeamento do
déficit ambiental nos APPs hídricos (solicitar ao MMA).

Áreas protegidas urbanas

Identificar e mapear APP urbanas, principalmente aquelas em áreas não consolidadas;

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Identificar e mapear áreas verdes urbanas, como praças, jardins e áreas vazias com cobertura florestal,
entre outras.

Unidades de Conservação

Identificar as unidades de conservação e suas zonas de amortecimento, quando existentes;


Identificar áreas tombadas no município.
Identificar propostas de criação de unidades de conservação.

Populações tradicionais

Identificar e mapear terras indígenas, quilombolas e de outras comunidades tradicionais localizadas


parcialmente ou totalmente no município.

Atrativos naturais, histórico-culturais arqueológicos

Identificar os atrativos naturais, histórico-culturais e arqueológicos, incluindo atrações turísticas, de


beleza cênica e patrimônios.

Áreas já definidas como prioritárias para conservação

Indicar e mapear as áreas já identificadas como prioritárias para conservação em outros


planos/estudos. Sugere-se verificar se há áreas prioritárias em nível estadual.

Terras públicas

Identificar e mapear terras públicas com potencial de conservação da MA.

Viveiros existentes e outras iniciativas

Identificar e mapear viveiros de mudas nativas e iniciativas de restauração da MA em curso no


município.

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Abaixo podem ser observados dois exemplos de mapas de remanescentes de Mata Atlântica: Conceição da
Barra (ES)  e Olímpia (SP):

Figura: Cobertura Florestal de Conceição da Barra (ES)

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Figura: Remanescentes de vegetação nativa de Olímpia (SP). Fonte: PMMA Olímpia

Além dos remanescentes de vegetação nativa, as áreas protegidas em imóveis rurais são fundamentais para o
diagnóstico. O CAR (Cadastro Ambiental Rural) é um instrumento do Código Florestal (Lei 12.651/2012) que cria
um registro de todos os imóveis rurais no país, integrando suas informações numa base de dados (clique aqui
para acessar o Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural) para viabilizar a regularização ambiental, garantir o
controle, monitoramento e combate ao desmatamento. Contudo, há diversas lacunas no instrumento,
principalmente em relação aos territórios tradicionalmente ocupados, que também devem ser englobados no
diagnóstico. Você sabe como funciona o CAR das populações tradicionais? Assista o vídeo abaixo:

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Você sabe como funciona o Cadastro Ambiental Rural (CAR) das populaçõ…

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Todas as informações levantadas nesse item que forem passíveis de espacialização devem ser
mapeadas a parte ou ao menos integradas ao mapa de remanescentes de Mata Atlântica.

Veja mais informações sobre levantamentos e mapeamentos em Informações Complementares à


apostila (clique aqui)

Também veja mais sobre mapeamentos no item 7 nesse módulo.

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O Atlas de Remanescentes da Mata Atlântica da SOS Mata Atlântica pode ser um ponto de partida
para mapear os remanescentes do município. Bem como mapa de cobertura vegetal MMA e Inventário
Florestal Nacional (SFB)

Conheça também o projeto MapBiomas,  uma iniciativa multi institucional envolvendo universidades,
ONGs e empresas de tecnologia que se uniram para contribuir com o entendimento das
transformações do território brasileiro a partir do mapeamento anual da cobertura e uso do solo no
Brasil: clique aqui. 

3. 2ª dimensão: Vetores de desmatamento ou


destruição da MA
QUESTÕES NORTEADORAS

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Segunda dimensão do diagnóstico

(i) Quais os vetores de pressão potencialmente causadores de desmatamento e destruição dos


remanescentes de Mata Atlântica?

A determinação dos  principais vetores de desmatamento e de degradação de áreas e ameaça à


biodiversidade  deve indicar os processos econômicos e sociais, além das principais demandas por espaço, no
território do Município, causadoras de pressão por desmatamento da Mata Atlântica, ou pela
degradação. Corresponde aos fatores antrópicos e climáticos responsáveis pela situação atual de fragmentação e
degradação da Mata Atlântica no município, principalmente daqueles que ainda agem ou podem vir a agir como
vetores de desmatamento ou de destruição dos remanescentes atuais. Esses aspectos podem ser levantados
através de um mapa de uso e ocupação do solo, já existente, ou elaborado para o PMMA, levando em
consideração o crescimento demográfico, as mudanças climáticas, a expansão urbana e das atividades
agrossilvopastoris etc.

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ITEM EXIGIDO PELA LEGISLAÇÃO

A indicação dos principais vetores de desmatamento ou destruição de remanescentes é obrigatória, de


acordo com o artigo 43 do Decreto 6.660/2008. Com base no diagnóstico da situação dos
remanescentes de Mata Atlântica no município, devem ser indicados os principais vetores de
desmatamento ou destruição de remanescentes, de degradação de áreas e de ameaça à
biodiversidade, levando em conta, entre outros aspectos, os processos de desenvolvimento municipal,
o impacto das atividades econômicas sobre os recursos ambientais, as principais demandas por
espaço, o processo de uso e ocupação do território municipal e as consequências da mudança do
clima. Os vetores de desmatamento ou destruição de remanescentes podem ter consequências reais
ou potenciais. No caso particular das consequências reais já observadas, a metodologia da cadeia de
impacto (uma forma de estudar causas e efeitos) pode ser utilizada. Outros métodos, como mapa
falado, podem ser usados para avaliar, de forma participativa, tanto impactos reais quanto potenciais.

Principais levantamentos que podem auxiliar no diagnóstico de vetores:

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Demografia

Identificar, analisar e mapear (quando possível):

A existência de núcleos urbanos e distritos;


A existência de ocupações irregulares (independente do status social);
A existência de projetos aprovados ou planejados de condomínios, loteamentos e conjuntos
habitacionais
Tendências de crescimento populacional no município e nos municípios vizinhos;
Tendências na urbanização da população;
Áreas que possam estar submetidas a processos relevantes de migração de pessoas.

Questões fundiárias

Identificar, analisar e mapear (quando possível):

Imóveis rurais, principalmente em relação ao tamanho, tipo de posse e situação no Cadastro


Ambiental Rural (CAR)
Assentamentos de reforma agrária (instalados e pretendidos);
Situação e tendência de parcelamento do solo urbano e rural.

Infraestrutura

Identificar, analisar e mapear (quando possível) a infraestrutura existente ou planejada de:

Transporte: rodovias, ferrovias, portos, hidrovias e transporte aéreo;


Geração de energia: hidrelétricas (incluindo pequenas centrais), parques eólicos, termelétricas;
Linhas de transmissão de energia;
Óleo e gás – poços de extração, oleodutos, gasodutos;
Água e esgoto: adutoras de água, estações de tratamento de água e esgoto;
Resíduos: aterros sanitários, rotas e vias de acesso aos aterros, lixões irregulares.

Aspectos econômicos

Identificar, analisar e mapear (quando possível) os impactos reais e potenciais das atividades econômicas
atuais, levando em consideração que:

Indústria, agropecuária, turismo, comércio são exemplos de atividades com potencial de degradação;
A ampliação da atividade econômica e a expansão territorial destas podem causar impacto sobre os
remanescentes de Mata Atlântica.

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Mudança do clima

Identificar, analisar e mapear (quando possível) sinais já percebidos e os prováveis impactos futuros da
mudança do clima sobre os remanescentes de MA e as pessoas que nela vivem, levando em
consideração:

O aumento de temperatura, do nível de mar e de eventos extremos, como chuvas intensas e


estiagens prolongadas, além de alterações nas precipitações;
A identificação de áreas de risco ou com fragilidades;
Os impactos sobre as estratégias de conservação e recuperação da vegetação no município;
O impacto em relação as pessoas que vivem no município.

Ver mais no item 4

Exploração de recursos naturais

Identificar, analisar e mapear (quando possível) a ocorrência, ilegal ou legal, de:

Extração vegetal, incluindo madeira, coleta de frutos e partes de plantas;


Caça e captura de animais;
Pesca;
Extração de minérios, incluindo areia;
Captação de água, incluindo os represamentos.

Algumas informações básicas e onde encontrar:

a) Informações gerais demográficas e geográficas: População (tendência de crescimento e migração, divisão rural
e urbana etc.) e área total do município. Essas informações são facilmente obtidas no IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística).

b) Localização e inserção regional e microrregional: o município faz parte de alguma região característica, como
regiões metropolitanas, áreas turísticas ou regiões administrativas? Que influências sofre de cidades vizinhas? É
dependente de outros municípios? Como são os acessos ao município? Aqui é importante o uso de mapas.

Clique aqui para ver como a descrição dos itens (a) e (b) foi feita no PMMA de Caxias do Sul.

c) Núcleos Urbanos existentes no território municipal: o município tem distritos, povoados, vilas ou bairros
afastados que podem ser caracterizados como áreas efetivamente urbanizadas? Isso é importante porque pode
haver pressão para implantação de infraestrutura na direção desses núcleos. Também as regras de corte de
vegetação podem ser diferentes em cada distrito, em função de características físicas, por exemplo, existência
de áreas de preservação permanente, ou por conta de legislação municipal. É muito importante marcar
exatamente os limites entre área urbana e área rural. Mapas e fotos aéreas podem ser muito úteis.

d) Principais Atividades Econômicas


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Devem ser destacadas as principais atividades econômicas, por exemplo: se há indústria, quais são os principais
produtos, e se há grandes fábricas que predominam e geram um número significativo de empregos; se há
agricultura, quais as principais culturas; se há serviços, incluindo turismo e centros comerciais. Por fim, a
proporção entre essas atividades também pode ser um dado importante.

Essas informações também podem ser obtidas no  IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)  e nos
próprios planos e programas municipais, com destaque para o Plano Diretor (se existente).

Você pode ver como essas informações foram colocadas no PMMA de Igrejinha (clique aqui).

e) Estrutura fundiária e utilização da terra no Município

A regularização fundiária tem se mostrado como um dos aspectos mais complexos na gestão de florestas e
áreas protegidas em geral, e em particular na Mata Atlântica. Por isso é importante conhecer:

a) o nível de regularização das propriedades, ou seja, se são posses ou são terras com registro no cartório de
imóveis;

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b) distribuição de propriedades grandes, pequenas e médias;

c) proporção de terras públicas e privadas.

Os órgãos do governo ligados à agricultura e à reforma agrária podem ser boas fontes de informação. No caso de
municípios que tenham Unidades de Conservação, muitas vezes os estudos realizados para elaboração dos
planos de manejo já contêm essa informação.

Clique aqui para ver como a descrição dos núcleos urbanos e da estrutura fundiária foi feita no município de
Donna Emma.

Como contraponto, você pode ver também como os municípios de Ilhéus (clique aqui) e Jardim (clique aqui)
trataram a questão.

Note que é importante relatar quando há questões não resolvidas. Não devemos temer a explicitação dos
conflitos, pois explicitando-os aumentam as chances de que sejam resolvidos.

f) Caça e Captura de animais

Em relação à exploração de recursos naturais, observe o exemplo da "Carta da Caça Paulista" (clique aqui para
abrir o arquivo ampliado), onde foi possível identificar e mapear a ocorrência dos diversos atos de caça (caçar,
perseguir, apanhar, matar, utilizar e transportar):

Figura: Carta da Caça Paulista. Fonte: Azevedo, O.A.B et al. UFSCAR,


2018

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Os vetores identificados podem ser sistematizados em um quadro, conforme exemplo sugerido na


apostila e abaixo.

Veja mais informações sobre levantamentos e mapeamentos em Informações Complementares à


apostila (clique aqui)

Para mapeamento dos vetores, veja mais no item 7

Alguns exemplos estão na tabela abaixo. Tente analisar se eles estão presentes no seu município. É importante
concentrar-se  apenas  nos projetos e fatores que possam interferir. Empreendimentos, estradas, e outros
projetos que não interfiram especificamente com a Mata Atlântica  não precisam ser incluídos. Os vetores de
pressão também podem ser mapeados em relação aos fragmentos de Mata Atlântica (ver item 7), indicando
posteriormente, prioridades de ação.

EXEMPLOS DE ASSUNTOS

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PROBLEMAS ATUAIS

POTENCIAIS PROBLEMAS (FUTUROS)

Aumento populacional e migrações

Explicar se existem locais com taxa de crescimento populacional mais alto e/ou recebimento de aporte
significativo de migrantes

Explicar o que o aumento populacional e de fluxos migratórios impactarão os remanescentes atuais de


MA, como maior pressão sobre recursos naturais e demanda por áreas habitáveis e produtivas

Expansão imobiliária urbana regular

Explicar se há interferências de condomínios, loteamentos ou empreendimentos habitacionais existentes


nos remanescentes atuais de MA

Explicar quais as interferências de condomínios, loteamentos ou empreendimentos habitacionais e


comerciais aprovados ou em aprovação sobre os remanescentes atuais de MA, como áreas a serem
desmatadas devido a determinado(s) empreendimento(s)

Expansão imobiliária urbana irregular (ocupações)

Explicar se há interferências das ocupações irregulares atuais sobre os remanescentes de MA

Explicar quais os impactos do aumento de novas ocupações irregulares, como potencial desmatamento,
uso de recursos naturais e impactos decorrentes de ocupações irregulares no entorno ou dentro de áreas
verdes e APPs

Expansão imobiliária regular

Explicar se há expansão imobiliária legal que esteja causando desmatamento no presente ou que possa
causar desmatamento no futuro

Explicar quais itens de plano diretor ou zoneamento permitem esse desmatamento

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Intensificação da ocupação do solo em áreas rurais

Explicar se há interferências de parcelamento de imóveis rurais, de assentamentos de reforma agrária e


de ocupações irregulares sobre os remanescentes de MA

Explicar quais os impactos de projetos aprovados ou previstos de assentamentos, de parcelamento de


imóveis rurais, bem como ocupações irregulares no entorno ou dentro de remanescentes de MA, como
potencial desmatamento, uso de recursos naturais e impactos

Infraestrutura existente e prevista para transporte de pessoas e produtos

Explicar os impactos de ruas, estradas, avenidas, ferrovias, portos e aeroportos existentes sobre os
remanescentes de MA

Explicar os impactos de projetos previstos ou aprovados de ruas, estradas, avenidas, ferrovias, portos e
aeroportos sobre os remanescentes de MA

Infraestrutura existente e prevista para geração e transmissão de energia

Explicar os impactos da infraestrutura existente (hidrelétricas, PCHs, parques eólicos, termelétricas,


linhas de transmissão etc.) sobre os remanescentes de MA

Explicar os impactos da infraestrutura existente (hidrelétricas, PCHs, parques eólicos, termelétricas,


linhas de transmissão etc.) sobre os remanescentes de MA

Infraestrutura de saneamento (água, esgoto, lixo)

Impactos da infraestrutura e/ou da falta de infraestrutura necessária para o saneamento básico (água,
esgoto, lixo) sobre os remanescentes de MA, com ênfase em aterros, lixões e descartes de lixo no
entorno e nos remanescentes, bem como na poluição dos cursos d’água por esgoto não tratado e uso
irregular de água de água

Impactos de novos projetos de infraestrutura para o saneamento básico (água, esgoto, lixo) sobre os
remanescentes de MA, com ênfase em novos aterros, estacoes de tratamento de água e esgoto,
canalização de cursos d’água etc

Atividades agropecuárias

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Impactos decorrentes das atividades agropecuárias  atuais, incluindo degradação de remanescentes,


erosão do solo, focos de incêndio, invasão de capim etc

Identificar a intensificação e expansão das atividades agropecuárias e os impactos decorrentes desse


processo,  como desmatamento, fragmentação etc

Atividades madeireiras

Impactos decorrentes das atividades madeireiras legais e ilegais, incluindo invasão de espécies exóticas, 
desmatamento etc

Impactos decorrentes da expansão das atividades madeireiras legais e ilegais, incluindo desmatamento,
fragmentação, perda de biodiversidade, redução de espécies nativas em APP e RL etc

Atividades minerárias

Impactos decorrentes das atividades minerárias legais e ilegais, incluindo contaminação de água e solo,
erosão, degradação etc.

Impactos decorrentes da expansão das atividades minerárias legais e ilegais, incluindo desmatamento,
contaminação de água e solo, erosão, degradação etc.

Atividades industriais

Impactos decorrentes das atividades industriais, incluindo poluição do solo, da, água e do ar etc

Impactos decorrentes da expansão das atividades industriais, incluindo desmatamento, poluição do solo,
da água e do ar etc

Serviços e turismo

Impactos decorrentes do setor de serviços, principalmente do turismo, sobre os remanescentes de MA

Impactos decorrentes da expansão do setor de serviços, principalmente do turismo predatório, sobre os


remanescentes de MA

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Caça e extrativismo

Identificar as principais áreas impactadas pela caça e extrativismo vegetal, bem como as espécies mais
utilizadas

Captura e tráfico de animais silvestres e plantas nativas

Identificar as principais áreas impactadas pela captura e tráfico de animais silvestres e plantas nativas,
bem como as espécies mais visadas

Mudança do Clima

Identificar os impactos atuais decorrentes das mudanças graduais de temperatura e precipitação


pluviométrica, bem como da ocorrência de eventos extremos

Identificar os potenciais impactos decorrentes da continuidade ou aumento das mudanças graduais de


temperatura e precipitação pluviométrica, bem como do aumento de eventos extremos

Outros fatores (O GT pode incluir quantos vetores desmatamento ou destruição da vegetação nativa
forem necessários)

4. Análise de Risco Climático


As pressões ocasionadas ou amplificadas pela Mudança do Clima podem ser incluídas conjuntamente com os
vetores de pressão ou o plano pode prever um capítulo a parte descrevendo e diagnosticando a questão (como
fez Porto Seguro, por exemplo).

Lembrando que existe uma dupla ligação entre ecossistemas e a mudança do clima:

1. A mudança do clima e outras pressões antrópicas colocam em risco os serviços prestados pelos
ecossistemas.
2. Serviços dos ecossistemas podem contribuir para reduzir a vulnerabilidade da população à mudança do
clima.

http://www.ambiental.etc.br/cursos/mod/book/tool/print/index.php?id=131 25/51
01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

Como vimos, a mudança do clima pode afetar a população do município e os ecossistemas. Igualmente, os
PMMAs podem contribuir – através da proteção de “infraestrutura verde” – para reduzir riscos no município em
relação a impactos da mudança do clima. Para planejar as áreas e ações prioritárias do PMMA é importante
diagnosticar quais os principais impactos da mudança do clima no município.

Ou seja, o diagnóstico deve tentar responder às seguintes questões:

- quais impactos biofísicos e socioeconômicos são observados no município (ou parte dele)? É necessário agir?

- Como a mudança do clima agrava os problemas existentes (fatores climáticos e não climáticos)?

- Quais questões poderão ser mais importantes a curto prazo? E a longo prazo?

Um bom exemplo são os fragmentos de Mata Atlântica que por si só são bastante vulneráveis, e que num
cenário de MC podem ter sua vulnerabilidade aumentada se as temperaturas médias ficam mais altas. Ou áreas
costeiras degradadas, que podem sofrer ainda mais erosão com aumento do nível do mar ou aumento de chuvas
torrenciais. Para complementar o diagnóstico e direcionar as ações pertinentes no âmbito do PMMA de Porto
Seguro (BA), foram analisadas as vulnerabilidades do município à mudança do clima a partir dos resultados do
projeto "Adaptação baseada nos ecossistemas em regiões marinhas, terrestres e costeiras como forma de
melhorar as condições de vida e conservação da biodiversidade face às mudanças climáticas”. (Relatório
Mudanças Climáticas contido nos Documentos Complementares  do PMMA de Porto Seguro (BA) - em nossa
biblioteca).

Para este diagnóstico, é importante buscar fontes de informação disponíveis e seguras, tentando visualizar

http://www.ambiental.etc.br/cursos/mod/book/tool/print/index.php?id=131 26/51
01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

tendências de mudança no clima local. Em municípios litorâneos pode ser importante avaliar a dinâmica costeira
também.

Importante praticar a interpretação dos dados (considerar limitações dos modelos, analisar diferentes cenários,
leitura correta de gráficos e dados). Há várias fontes que podem ser usadas, com resolução bem pequena, mas
que mostram as tendências e podem ajudar a definir ações prioritárias, como:

O relatório de análise de vulnerabilidade feito pela CI: Clique aqui.

Mudanças Climáticas e Eventos Extremos: Clique aqui.

No link a seguir podem ser obtidos os 3 volumes do Relatório Nacional da Avaliação do Painel Brasileiro de
Mudanças Climáticas - PBMC: Clique aqui.

O Projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas na Mata Atlântica (MMA/GIZ) disponibilizou recentemente


projeções de impactos das mudanças climáticas com base nos dados recentes do IPCC e do INPE para toda a
Mata Atlântica e também dados de estudos da vulnerabilidade biofísica.

Foram criados   mapas espacializados de potenciais impactos biofísicos, também denominados “mapas de
potenciais impactos biofísicos da mudança do clima”, para a Mata Atlântica em geral em relação aos intervalos
de tempo (1960-1990, 2011-2040, 2041-2070 e 2071-2100), a partir de dados de modelagem climática
provenientes das rodadas do modelo regional ETA-20km (e quando aplicável 5km; vide 3.d) e considerando os
cenários de emissão 4.5 e 8.5 RCP do 5º relatório do IPCC, para cada um dos seguintes potenciais impactos
biofísicos:

Mudanças no balanço hídrico (somente considerando tendências nas variáveis precipitação, evapotranspiração
e reserva/armazenamento);
Mudanças na distribuição espacial de fitofisionomias;
Mudanças na cobertura vegetal;
Mudanças no zoneamento agro-climático;
Evolução da erosão hídrica;
Inundações (tendências sem modelagem hídrica, baseado em historial de eventos);
Movimentos de massa;
Distribuição de vetores de doenças tropicais. 

Clique aqui para acessar os dados dos estudos do projeto sobre  Impactos da Mudança do Clima na Mata
Atlântica

Para pensarmos em medidas de adaptação com base nos ecossistemas, precisamos entender quais as pressões
que podemos esperar e qual o estado dos ecossistemas, justamente o essencial do diagnóstico para o PMMA.
Uma possível metodologia é utilizar o modelo DPSIR (detalhado embaixo), que analisa diferentes pressões e as
forças motrizes sobre o ecossistema, o estado dos mesmos, e como isto influencia a vulnerabilidade do sistema
socioeconômico.

http://www.ambiental.etc.br/cursos/mod/book/tool/print/index.php?id=131 27/51
01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

Mas com a diferença de incluirmos a “lente climática” no nosso diagnóstico, tentando avaliar os riscos
climáticos. Para isso, precisamos identificar as áreas sensíveis do município e avaliar o risco (conforme
apresentado na figura abaixo e descrito no módulo I).

http://www.ambiental.etc.br/cursos/mod/book/tool/print/index.php?id=131 28/51
01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

O estudo não precisa ser exaustivo e deve basear-se nos dados disponíveis e, em boa parte, na percepção das
pessoas sobre mudança do clima e como isso tem afetado ou pode afetar (causar impactos) em regiões do
município. Trata-se de identificar fatores que contribuem para aumentar ou reduzir o risco climático no município
(ou partes dele), incluindo-se importantes ecossistemas e os serviços que eles fornecem.

Análises de risco climático indicam os motivos para municípios terem riscos altos ou baixos, facilitando assim a
identificação de ações para trabalhar exatamente estes riscos.

As análises identificam as diversas pressões climáticas e não climáticas em um sistema socioeconômico e suas
causas (indutores), o que permite prever no PMMA ações que ajudem a reduzir o risco atual e futuro.

A análise de risco não precisa ser um processo complicado. Se possível recomenda-se analisar os
componentes de risco climático mencionados no gráfico acima (exposição, sensibilidade, capacidade
adaptativa, vulnerabilidade), para explorar os diferentes motivos que influenciam o risco.

Recomenda-se também considerar  as diferentes dimensões do risco climático (econômica, social e ecológica).

Uma boa forma de analisar a vulnerabilidade é elaborar uma matriz como exemplificado abaixo:

Sistema de interesse 

Ex. Abastecimento de água da cidade

Fatores de estresse climático 

- períodos de seca

- chuvas irregulares

Potenciais impactos biofísicos (considerar também a sensibilidade) 

- incêndios mais frequentes nas florestas que protegem o manancial

Potenciais impactos socioeconômicos (considerar também a sensibilidade) 

- diminuição e racionamento de água para consumo humano e para produção agrícola e industrial;

- aumento de doenças relacionadas

Cálculo da vulnerabilidade e da necessidade de ação em uma escala de 1-5 (considerar capacidade de


adaptação)

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01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

5 – altamente vulnerável, possibilidade de racionamento no abastecimento de água.

Com essa matriz, podem ser pensadas no plano de ação as áreas prioritárias (aquelas com maior risco) e
medidas de adaptação baseadas em ecossistemas.

Cartazes sobre Adaptação à mudança do clima baseada em Ecossistemas


no planejamento. Projeto Biodiversidade e Mudança do Clima na Mata Atlântica. Clique aqui.
Método de Análise Participativa de Risco à Mudança do Clima, MMA, 2018. Clique aqui.
Climate Change Adaptation and Mitigation Methodology (CAM). ICEM.
Clique aqui.

Atualização do zoneamento agrícola de risco climático – Negócios da Terra.

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01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

Atualização do zoneamento agrícola de risco climático

http://www.ambiental.etc.br/cursos/mod/book/tool/print/index.php?id=131 31/51
01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

“Not just another nature film" (“Não é apenas mais um filme sobre a natureza”) (5 minutos, WWF 2010).

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01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

5. 3ª dimensão: Capacidade de Gestão


QUESTÕES NORTEADORAS

Terceira dimensão do diagnóstico

(i) Qual a capacidade de gestão do município para conservar e recuperar a Mata Atlântica?

Corresponde ao arcabouço normativo, aos arranjos institucionais e ao cenário político responsáveis pela gestão
ambiental do município.

Esta dimensão não está incluída nas obrigações legais. No entanto, entende-se que sem um diagnóstico nessa
dimensão a viabilidade das ações propostas no PMMA pode ser questionável. Essa dimensão do diagnóstico é a
que permite ser criativo nos mecanismos de implantação das opções técnicas presentes no PMMA.

A avaliação da capacidade de gestão no município é importante, porque para implantar as ações previstas no
plano serão necessários recursos técnicos, humanos e financeiros. Um plano que não leve em conta a
capacidade da estrutura municipal tem grande chance de falhar e de não atingir os seus objetivos. Além disso, é
preciso que haja competência em política e articulação institucional, a fim de compatibilizar os interesses dos
vários atores sociais envolvidos e promover a sinergia entre a administração municipal, e entre a administração
municipal e a sociedade, para que os objetivos de conservação e recuperação da Mata Atlântica sejam atingidos.

Os seguintes aspectos devem ser levados em conta:

Quadro legal em vigor

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01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

Levantar e descrever de forma breve a legislação em vigor no município e as diretrizes ambientais


capazes de promover a aplicação das normas de proteção e conservação da Mata Atlântica. Essa
legislação abrange:

Legislação municipal ambiental;


Legislação municipal sobre zoneamento e uso e ocupação do solo;
Outras legislações municipais relacionadas;
Legislações estaduais e federais de interesse.

Gestão ambiental

Verificar questões referentes à administração municipal e à estrutura pública voltadas à gestão


ambiental, tais como:

Os órgãos públicos envolvidos;


Os mecanismos de participação e controle social existentes;
As interações políticas pertinentes;
Os processos e procedimentos existentes na prefeitura que podem se relacionar com o PMMA;
O mapeamento de atores estratégicos do ponto de vista técnico e político dentro da administração
pública municipal.

Questão: existe uma boa chance de o PMMA incluir ações que devam ser operacionalizadas por outros
órgãos da Administração municipal que não a de meio ambiente? O sistema de planejamento e gestão
municipal favorece essa interação?

Capacidade e demanda da gestão municipal para o PMMA

Levantar e avaliar a capacidade e demanda da gestão municipal para a elaboração e implementação do


PMMA, incluindo:

Recursos financeiros e Fontes de financiamento existentes e potenciais (ver quadro a seguir);


Pessoal disponível e necessário;
Infraestrutura e equipamentos disponíveis e necessários;
Serviços externos atuais e desejáveis.

questões: A Prefeitura tem uma secretaria ou departamento responsável pela gestão ambiental? Qual o
nível hierárquico desse órgão? A Administração municipal tem técnicos com qualificação e competência
suficiente, incluindo pessoal operacional como mateiros, motoristas e técnicos de manutenção; pessoal
técnico em áreas essenciais como biologia, ecologia, geografia, geologia, saneamento, educação,
sociologia e política? A Administração municipal tem equipamentos tais como veículos, computadores,
ferramentas e outros materiais necessários para estudos de campo e para gerenciamento de
informação? A Prefeitura tem acesso à internet e a bancos de dados, inclusive informações cartográficas,
que permitam a gestão do Plano Municipal da Mata Atlântica?

http://www.ambiental.etc.br/cursos/mod/book/tool/print/index.php?id=131 34/51
01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

Capacidade de articulação institucional: o PMMA poderá avançar mais rapidamente se as ações puderem
contar com apoios de instituições externas à Administração municipal, tais como universidades,
empresas e associações de empresas, ONGs ambientalistas, órgãos da Administração Estadual e
federal, entre outras. Pergunta-se: como está a capacidade da Administração municipal em promover a
interação com essas instituições, em benefício da conservação e recuperação da Mata Atlântica?

Exemplo de mecanismos que podem apoiar o PMMA:

Existem alguns recursos, projetos e programas governamentais (federais e estaduais) e não


governamentais que podem representar oportunidades para elaboração e implementação do PMMA,
entre eles:

Cadastro Ambiental Rural – CAR – pode ser uma oportunidade para direcionar alguns esforços do
PMMA na regularização ambiental das propriedades, com apoio do estado e governo federal (ver
exemplo do PMMA de Caxias do Sul);

http://www.ambiental.etc.br/cursos/mod/book/tool/print/index.php?id=131 35/51
01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

Projetos dos Comitês de Bacias Hidrográficas – podem gerar recursos para implantação de ações do
PMMA, por exemplo;
Compensações ambientais – podem gerar recursos para implantação de ações do PMMA ou serem
direcionadas para as áreas prioritárias, por exemplo;
Pagamento por Serviços Ambientais;
Projetos de Carbono; REDD – podem gerar recursos para restauração e conservação de áreas;
Zoneamento Ecológico-Econômico dos estados – podem trazer informações, mapeamentos e
discussões importantes para o PMMA;
Fundos estaduais e municipais de meio ambiente;
Fundo Clima e outros fundos relacionados a Mudanças do Clima;
Fundo de Restauração do Bioma Mata Atlântica, previsto na Lei da Mata Atlântica;
Financiamentos para a adequação ambiental das propriedades rurais como PRONAF Floresta e
Programa de Agricultura de Baixo Carbono.

Muitas vezes, os municípios carecem de recursos para aprofundar estudos sobre a Mata Atlântica.

Uma capacidade muito importante que a Administração municipal precisa ter é a de articular com atores sociais
que possam contribuir com os Planos Municipais da Mata Atlântica. Uma alternativa a ser considerada é o
estabelecimento de parcerias com universidades para a realização desses estudos. Primeiro, porque interessa às
universidades fazer pesquisa, uma de suas atividades-fim. Segundo, porque as agências de financiamento de
pesquisa como FAPESP em São Paulo ou a FINEP, que é federal, oferecem programas de pesquisas relacionadas
à Mata Atlântica , o que abre a possiblidade de se obter recursos a fundo perdido. Essa é uma boa alternativa
para se promover estudos mais aprofundados e a longo prazo, a serem sugeridos no PMMA. Além disso, o
monitoramento dos resultados do plano também pode interessar às Universidades como objeto de estudo,
trazendo recursos humanos e materiais adicionais aos recursos existentes na Administração municipal.

Um exemplo bacana é Maringá que envolveu a universidade para realização de vários levantamentos tanto na
elaboração (diagnóstico) quanto monitoramento e implementação do PMMA (clique aqui para ver a apresentação
de resultados).

Veja como a capacidade de gestão foi estudada no município de Ilhéus (clique aqui).

Veja mais informações sobre levantamentos e mapeamentos em Informações Complementares à apostila (clique
aqui).

6. 4ª dimensão: planos e programas


QUESTÕES NORTEADORAS

Quarta dimensão do diagnóstico

(i) Quais os planos e programas relacionados que já existem?

Corresponde aos planos e programas que incidem sobre o território do município e se relacionam de alguma
forma com a Mata Atlântica local. Também não está incluída nas obrigações legais, mas é essencial para
estabelecer possibilidades criativas e viabilizar as ações propostas. Os planos existentes podem muitas vezes ter
http://www.ambiental.etc.br/cursos/mod/book/tool/print/index.php?id=131 36/51
01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

sinergia com o PMMA, nesse caso ocorrem oportunidades para compartilhar recursos e obter apoio político. Em
outros casos pode haver conflitos e divergências, o que possivelmente vai requerer atuação política para
encontrar soluções de consenso e superar barreiras.

O conhecimento dos principais planos e programas, de âmbito federal, estadual, regional ou municipal,
em execução ou em elaboração, auxiliará na formulação das propostas do PMMA seja para ampliar ou
reforçar ações já existentes ou previstas, seja para evitar duplicidade de ações ou propostas
divergentes para uma mesma área.

Para o PMMA são de especial interesse os planos, programas e projetos que direta ou indiretamente
tenham relação com a restauração e conservação ambiental no município. Não é preciso fazer uma
avaliação exaustiva dos planos e programas, mas cabe avaliar em que medida podem ser
convergentes, divergentes ou complementares aos objetivos do PMMA. Pode ser importante realizar o
levantamento desses planos no início do diagnóstico, pois podem ser fontes importantes de
informações para os demais itens de diagnóstico.

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01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

O Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica pode ser beneficiado pela pré-existência de
outros planos que podem ter ações já implantadas ou planejadas que convergem para os mesmos objetivos. Por
outro lado, pode haver planos que envolvam expansão urbana, viária ou de outras atividades econômicas que
necessitem de interferência em áreas de Mata Atlântica, prevendo algum tipo de desmatamento.

Ao avaliar cada um dos planos, deve-se perguntar: (1) Quais informações contidas nesses planos são úteis para a
elaboração do Plano Municipal da Mata Atlântica? (2) No que o(s) plano(s) existente(s) contribui(em) para a
conservação e recuperação da Mata Atlântica? (3) O(s) plano(s) favorece(m) algum vetor de pressão sobre a Mata
Atlântica?

Aproveite para ver como um município menor - Igrejinha (clique aqui) e um maior - Curitiba (clique
aqui) examinaram os planos e programas existentes.

Os principais planos que precisam ser verificados são:

Plano Diretor Municipal – PDM

Áreas de expansão urbana


Áreas de preservação ambiental
Infraestrutura viária
Áreas de habitação, indústria e serviços

Plano Municipal de Saneamento Básico

Recursos hídricos explorados

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01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

Obras de saneamento previstas


Recuperação de mananciais

Plano Municipal de Redução de Riscos

Mapeamento de áreas de fragilidade geológica (sujeitas a deslizamentos)


Mapeamento de áreas sujeitas a inundação
Infraestrutura administrativa para planos de emergência
Recursos existentes
Populações que potencialmente precisam ser deslocadas

Plano Municipal de Habitação

Novas áreas e projetos habitacionais


Expansão para zona rural
Ocupação de áreas a serem protegidas ou recuperadas

Planos de Bacia Hidrográfica

Informações técnicas e de diagnóstico


Identificação de vetores de pressão
Ações previstas para recuperação de mananciais
Represamentos e barramentos previstos
Projetos de infraestrutura
Atividade agropecuária

Planos de Manejo de Unidades de conservação

Informações sobre remanescentes


Zoneamento e Zonas de Amortecimento
Ações já planejadas (sinergia)

Planos federais ou estaduais com impacto na Mata Atlântica

Planos do Ministério do Meio Ambiente


Projetos do Ministério do Planejamento (ex. PAC)

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01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

Zoneamento Ecológico e Econômico


Projetos sobre orla marítima
Planos relativos à infraestrutura
Planos relativos à mineração
Planos relativos à atividade agropecuária
Planos de gestão de riscos
Planos de adaptação a mudanças climáticas
Etc.

Programas de educação ambiental

Educação ambiental formal (escolas)


Educação ambiental informal (mídia, empresas)
Ambientalização do currículo de cursos de formação profissional (técnico / superior)

Outros planos

Planos específicos previstos em legislação estadual (ex. Planos Ambientais municipais nos estados do
RS e PR)
Planos metropolitanos

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01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

Exemplo de sistematização dos planos e programas é dado na apostila do curso.

Veja mais informações sobre levantamentos e mapeamentos em Informações Complementares à


apostila (clique aqui)

Algumas informações sobre planos específicos:

a) Plano Diretor Municipal e instrumentos de zoneamento

O Plano Diretor é exigido pelo Estatuto da Cidade (Lei 10.257/ 2001), para municípios com mais de 20 mil
habitantes; integrantes de regiões metropolitanas e aglomerações urbanas ou de áreas de especial interesse
turístico; localizados na área de influência de empreendimentos com significativo impacto ambiental ou incluídos
no cadastro nacional de áreas de risco, e contém diretrizes gerais e instrumentos de política urbana, de uso e
ocupação do solo urbano, bem como normas de ordenamento da ocupação do território municipal.

O Plano Diretor, e a correspondente legislação urbanística municipal, contém diretrizes e normas de zoneamento
urbano, indicando quais os usos e atividades podem ser desenvolvidas em quais áreas do município, assim como
determinações quanto aos índices de ocupação do solo (quanto cada terreno pode ser edificado).
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01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

Conhecer o que o Plano Diretor e os instrumentos de zoneamento permitem ou proíbem na cidade é importante
para identificar áreas já protegidas, ou relativamente protegidas, e potenciais vetores de pressão.

Plano Diretor (PD) & Plano Municipal da Mata Atlântica (PMMA) - CASAMENTO PERFEITO DE
PLANEJAMENTO TERRITORIAL MUNICIPAL - clique aqui

b) Plano Municipal de Saneamento Básico

Muitos municípios têm planos de saneamento básico, já que tais planos são requisitos para que os municípios
tenham acesso aos programas nacionais de saneamento ambiental.

Os Planos Municipais de Saneamento Básico podem conter ações que convergem com a proteção da Mata
Atlântica, por exemplo, para preservação de mananciais, despoluição de rios ou no que tange à educação
ambiental. Por outro lado, obras de infraestrutura de saneamento tais como captação e represamento de água,
redes de adução, entre outras, podem requerer desmatamento de áreas de Mata Atlântica.

http://www.ambiental.etc.br/cursos/mod/book/tool/print/index.php?id=131 42/51
01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

Além disso, esses planos costumam ter informações úteis, com potencial de economia de trabalho de coleta de
informações para o PMMA.

c) Planos de Bacia Hidrográfica

No Brasil, a gestão dos recursos hídricos é estruturada de acordo com as bacias hidrográficas. Para cada bacia
hidrográfica é estabelecido um comitê para gestão dos recursos hídricos e uma agência de bacia que
operacionaliza as decisões do comitê. Um dos instrumentos de gestão das bacias hidrográficas são os planos de
bacia.

Esses planos têm um potencial grande de ter ações convergentes com o objetivo de preservar a Mata Atlântica
por envolverem a proteção e recuperação de mananciais. Além disso, muito das informações de meio físico, de
Áreas de Preservação Permanente (APPs) e frequentemente também de saneamento, podem ser encontradas
nesses planos.

No entanto, o desenvolvimento dos planos não é uniforme em todas as bacias, às vezes são mais amplos, outras
vezes mais superficiais, dependendo de fatores políticos regionais e locais.

d) Planos de Manejo de Unidades de Conservação

Trata-se de Unidades de Conservação como parques, reservas e outros tipos de Unidades de Conservação
previstas no Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC (Lei 9.985/2000).

Por determinação legal, as Unidades de Conservação previstas no SNUC devem ter planos de manejo. A
elaboração de tais planos envolve a obtenção de informações muito similares as que são necessárias para os
Planos da Mata Atlântica. A interação com tais planos deve ser forte, principalmente se as áreas de conservação
forem de Mata Atlântica.

Além disso, em certos casos, parques urbanos, que não são Unidades de Conservação previstas no SNUC,
também podem ter planos diretores de gestão, comparáveis aos planos de manejo, que trazem informações
úteis.

e) Outros planos

O Zoneamento Ecológico-Econômico - ZEE é um instrumento para planejar e ordenar o território, harmonizando


as relações econômicas, sociais e ambientais que nele acontecem. Demanda um efetivo esforço de
compartilhamento institucional, voltado para a integração das ações e políticas públicas territoriais, bem como
articulação com a sociedade civil, congregando seus interesses em torno de um pacto pela gestão do território.
Nem todos os estados possuem o ZEE, mas a tendência é que todos os estados elaborem seus Zoneamentos.
Quando existentes ou em fase de elaboração, são importantes instrumentos de consulta, pois para elaborá-los
são realizados vários diagnósticos, além de conterem as diretrizes para cada região.

A existência de programas de educação ambiental e da Agenda 21 Local pode ter uma interface importante
como contribuição para o PMMA.

7. Mapeamentos
Mapeamento das informações

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01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

A montagem de um Sistema de Informações Geográficas (SIG) com informações sobre a área completa do
Município (área urbana e rural) é uma etapa essencial para gerenciar as informações necessárias à elaboração do
PMMA e monitorar a implementação e resultados das ações contidas no documento.

Para entender um pouco mais, leia as apresentações abaixo:

- Conceitos Cartográficos para trabalhar

- Introdução ao Sensoriamento Remoto

- Introdução ao SIG

- Estruturando o SIG para suporte ao PMMA

Para ter acesso ao conjunto de mapas elaborados e disponibilizados pela FBDS - Fundação Brasileira de
Desenvolvimento Sustentável, clique aqui. Esta coleção traz mapas das APPs municipais, uso do solo em APPs,
hidrografia (massas d'água, rios e nascentes), e uso do solo geral para diversos estados. Abaixo um exemplo de
mapa dessa coleção do município de Tenente Portela (RS):

Figura: Uso do Solo do Município Tenente Portela (RS). Fonte: FDBS, 2012

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01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

Agora vamos elaborar os mapas para o seu município!

Baixe aqui o tutorial para ajudar nos mapeamentos a partir do Google Earth.

Não esqueça que em informações complementares você encontra dados e mapeamentos


específicos para o seu Estado. 

http://www.ambiental.etc.br/cursos/mod/book/tool/print/index.php?id=131 45/51
01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

Glossário Cartográfico - FUNDAÇÃO IBGE. 


Clique aqui.

                

8. Sistematização do Diagnóstico
Esta seção deve ser um resumo dos tópicos principais do diagnóstico. O ideal é apresentar os resultados do
diagnóstico e conduzir a análise de forma participativa (em oficina de planejamento ou consulta pública). Os
destaques dos resultados do diagnóstico serão a base para o estabelecimento do plano propriamente dito. A
sistematização participativa pode incluir a complementação de informações levantadas previamente, trazendo
dados que muitas vezes não estão disponíveis em bases oficiais.

Nessa consolidação é importante a abordagem sistêmica, de modo que o diagnóstico não seja só uma colagem
de dados de cada disciplina (biologia, urbanismo, meio físico), mas sim um conjunto coeso, tendo como
objetivos:
http://www.ambiental.etc.br/cursos/mod/book/tool/print/index.php?id=131 46/51
01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

a caracterização e análise das vantagens e limitações existentes no território municipal em relação à Mata
Atlântica; 
a identificação dos aspectos positivos (facilitadores) e negativos (barreiras) da proteção da Mata Atlântica, nos
âmbitos interno e externo ao município; 
a verificação das possibilidades futuras de conservação dos remanescentes florestais e recuperação de áreas
degradadas. 

Dessa forma, não basta levantar os problemas existentes. É necessário identificar os principais aspectos
positivos ou vantagens atuais – os pontos fortes – e aspectos negativos ou limitações – os pontos fracos –
existentes no município, entendidos como fatores facilitadores ou barreiras da conservação dos remanescentes
da Mata Atlântica e da recuperação de áreas degradadas.

O agrupamento desses aspectos positivos e negativos em temas de importância para o planejamento facilita a
análise e orienta as etapas seguintes do processo de elaboração do PMMA. É recomendável considerar,
minimamente, os itens previstos para cada uma das quatro dimensões do diagnóstico: situação dos
remanescentes de Mata Atlântica, vetores desmatamento ou destruição da vegetação nativa, capacidade de
gestão e planos e programas relacionados.

É preciso verificar, também, os fatores externos ao município que podem afetar, positiva ou negativamente, o
tratamento a ser dado aos remanescentes da Mata Atlântica e às áreas degradadas. Esses fatores externos são
as oportunidades e ameaças para o processo de recuperação ou conservação da Mata Atlântica.

Há várias ferramentas para a sistematização das conclusões da avaliação da situação atual, destacando as
oportunidades e desafios. A maioria delas organiza as informações sob a forma de uma matriz de planejamento,
como a Análise SWOT ou FOFA – Forças, Oportunidades, Fragilidades e Ameaças, ou a Metaplan - Estruturação
Visualizada de Ideias.

A escolha do método participativo a ser utilizado deve considerar os prazos, recursos, objetivos e dimensão do
universo de atores e instituições que participarão. Técnicas de moderação podem facilitar bastante os debates
para a ratificação do diagnóstico.

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01/11/2018 Elaboração do PMMA: Diagnóstico

Um exemplo de apresentação em forma de SWOT encontra-se na apostila do curso.

No Módulo I apresentamos informações mais detalhadas sobre os principais métodos participativos e


as características de cada um. É importante revisitar esses métodos para avaliar qual o mais
interessante no seu município.

Matriz de Planejamento, como a Análise SWOT/FOFA – Forças, Oportunidades, Fragilidades e Ameaças ou a


METAPLAN – Estruturação Visualizada de Ideias.

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Essas matrizes servirão para orientar o planejamento, com a definição de áreas e ações prioritárias, como será
explicado no módulo IV.

As Forças Impulsoras para a conservação da biodiversidade na Mata Atlântica decorrem das seguintes situações:

Possibilidade de formação de Corredores ecológicos através de APPs e Reservas Legais e fragmentos de


vegetação nativa de Mata Atlântica, com os Programas de Regularização Ambiental (PRAs) e CAR;
Empreendimentos imobiliários que geram valor agregado, pela melhoria da qualidade de vida, através de
ampliação de áreas verdes, preservação das APPs e formação de parques lineares urbanos;
Ampliação de recursos e compromissos assumidos internacionalmente para restauração (por exemplo
PLANAVEG; Protocolo de Paris; AbE);
Existência de áreas significativas com vocação para criação de UCs públicas e privadas (RPPNs e ARIEs);
Existência de áreas/atrativos naturais com potencial para as modalidades de turismo da natureza (ecoturismo,
aventura, rural);
Atividades e usos de recursos naturais sustentáveis existentes ou potenciais compatíveis com a conservação
da biodiversidade na Mata Atlântica;
Existência de demandas sociais locais em prol da conservação;
Demanda de empresas por restauração florestal em programas de neutralização de emissões de Carbono;
Demanda de empresas por restauração florestal como compensação ambiental no licenciamento de projetos
de infraestrutura e outros;
Programas de proteção/recuperação de florestas fomentados por Comitê de Bacia.
.

Dentre os fatores de pressão aos remanescentes de Mata Atlântica normalmente encontrados nos Municípios
que se constituem em Forças Restritivas reais ou potenciais, destacam-se os seguintes:

Grande Fragmentação com remanescentes menores que 100 ha, não viáveis a médio e longo prazo;
Expansão urbana sobre áreas contendo remanescentes florestais e outras formas de vegetação nativa;
Mudança do clima. Ecossistemas mais sensíveis podem desaparecer (como por exemplo Campos de Altitude),
além disso as mudanças do clima podem trazer muitos prejuízos às cidades e agricultura;
Expansão de aglomerados urbanos informais em áreas de APP e áreas de risco;
Expansão das atividades de agropecuária;
Atividades minerárias e de extração de areia em leitos de rios;
Expansão das atividades de turismo e lazer sobre áreas de vegetação nativa;
Obras de infraestrutura;
Captura e tráfico de animais silvestres e plantas nativas;

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Exploração de espécies ameaçadas de extinção;


Desmatamentos clandestinos.

Os resultados da sistematização dos dados e informações devem ser apresentados em um Relatório Técnico do
Diagnóstico da Situação Atual. Sugere-se que o Relatório seja ratificado pelos atores locais, mediante uma
Oficina de Planejamento ou consulta pública, organizada com essa finalidade.

Caso seja programada oficina ou consulta pública, o Relatório Técnico do Diagnóstico deve ser
disponibilizado para conhecimento e análise dos atores sociais por um período de 15 a 30 dias, antes da
realização do evento programado para a sua ratificação, período que deve ser respeitado também para a
divulgação do evento e envio de convites aos atores sociais locais.

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Técnicas de moderação podem facilitar bastante os debates para a ratificação do Diagnóstico.

Pode ser estipulado um prazo para a incorporação de ajustes ou complementações consideradas


importantes para o enriquecimento do Relatório Técnico do Diagnóstico.

Veja os exemplos desta análise nos PMMAs elaborados (disponíveis em nossa biblioteca):

- Curitiba (PR) - pg. 115-116 - III-Definição da visão de futuro desejada.

- Igrejinha (RS) - pg. 67-70 - 8. Sistematização e apresentação dos resultados do diagnóstico.

- Jardim  (MS) - pg. 71-73 - Tabela 5 - Matriz de Planejamento, elaborada em oficina participativa.

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