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ENTREVISTAS - IRMANDADE DA ADAGA NEGRA - GUIA OFICIAL DA SÉRIE

ENTREVISTA COM WRATH

J.R.: Você acha que a glymera representa uma ameaça a você como rei?

Wrath: Olha, presta atenção! Eu não gosto deles nem nunca gostei, mas não os quero
mortos. No momento, eles estão fragmentados, fora de Caldwell, e estão lutando para
se manter. Quanto mais tempo isso durar, melhor para mim, porque ganho mais tempo
para tomar as rédeas da melhor maneira. Enquanto eu tiver uma base de apoio entre o
grupo maior de civis, estará tudo bem. E, convenhamos, a glymera não se preocupa com
inclusão, por isso os vampiros civis não se sentem aliados dela.

J.R.: O que espera do futuro?

Wrath: Mudança. Phury está totalmente certo, precisamos nos adaptar se quisermos
sobreviver, e as regras antigas estão nos matando. Eu já acabei com a escravidão. Estou
mudando as regras a respeito dos soldados e da Irmandade. As Escolhidas foram
libertadas. E há centenas de outras coisas que preciso refazer, repensar, reorganizar.
Pág. 117

J.R.: Você está feliz? Sei que as coisas estão difíceis no momento, mas está mais feliz
do que era alguns anos atrás?

A linha de pesca de repente se estica e Wrath se concentra em puxar uma truta de água
doce. O peixe brilha e parece escorregadio nas mãos grandes do rei, e ele quase o perde
enquanto tenta tirá-lo do anzol.

J.R.: Que peixe bonito.

Wrath: Sim, e teimoso também. (Ele se inclina para frente e coloca o peixe na água,
segurando-o com cuidado.) Você perguntou se estou feliz? Bem, depois daqui, vou para
minha casa quente e minha shellan está me esperando por lá. Vamos comer, isso se
Layla não tiver ateado fogo à cozinha, e então vou para a cama com Beth. Vou transar
com ela por uma hora, talvez mais, depois vou dormir com ela em meus braços. (Ele
solta a truta e observa quando ela se afasta correnteza abaixo.) Está pronta para ir?

J.R.: Sim, e agradeço pela entrevista.

PÁG. 118

ENTREVISTA COM RHAGE

J.R.: Então você ainda precisa se recuperar depois disso. (Rhage faz um “dã” e esfrega
a barriga de novo.) Certo, pergunta tola. Está mais fácil para você agora? Lidar com a
besta?

Rhage: Bem… sim e não. Eu não reluto mais quando ela sai, e isso parece reduzir o
tempo que fico mal depois. Mas ainda tenho que passar por isso até certo ponto –
principalmente se faço… como posso dizer? Um lanchinho. O bom é que não me
preocupo tanto mais com a besta transformar meus irmãos ou os garotos num McLanche
Feliz. É estranho. Desde que Mary chegou, a besta está se ajustando às pessoas. Não
sei se isso faz muito sentido. É como se depois de nossa união, a besta fosse capaz de
ver as pessoas como amigos ou inimigos em vez de pensar que todo mundo é comida,
sabe?

J.R.: Que alívio.

Rhage: Caramba, eu costumava passar o tempo todo preocupado com isso. Então, sim,
estou melhor em muitos aspectos. Antes eu ficava muito pior. Agora? Vou conseguir me
levantar dentro de três horas. Ainda vou ter indigestão, mas aquelas dores horríveis no
corpo não duram tanto. (balança a cabeça) Mas preciso dizer que mesmo se ainda fosse
difícil de lidar com ela, não importaria para mim.

J.R.: Não?

Rhage: Tenho Mary. Por isso, mesmo que a besta me parta ao meio para sair, desde
que eu consiga me recompor o suficiente para estar com ela, tudo bem pra mim.

J.R.: Que bonito.

Rhage: Ela também é.

pág. 141 e 142.

ENTREVISTA COM ZSADIST

J.R.: Você sabe para onde estamos indo.

Z.: (ri baixinho) Puxa, é mesmo?

J.R.: Você não é o tipo de homem que apenas dirige por dirigir.

Z.: Talvez eu tenha virado a página.

J.R.: Não. É apenas a sua natureza, e não é algo que precisa ser consertado.

Z.: (olhando para mim) E onde pensa que vamos?


J.R.: Não importa. Sei que você vai nos fazer chegar lá e voltar em segurança e que vai
valer a pena.

Z.: Vamos torcer para isso acontecer.

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Pensei que ele estivesse sendo cuidadoso com a maneira com que tocava as roupas de
bebê por serem roupas de bebê, mas, na verdade, ele tratava todos os produtos com o
mesmo respeito. Ele parece um assassino frio e sua expressão é tão sombria quanto o
negro de seus olhos, suas mãos, porém, não são violentas. Quando pegava alguma
coisa de uma prateleira, arara ou vitrine e não queria mais, devolvia onde estava.

E quando encontrava uma blusa que tinha sido guardada de qualquer maneira ou um
livro que estava torto na prateleira, ele os acertava.

Z. tem uma alma gentil. No fundo, ele é como Phury.

PÁG. 164

ENTREVISTA COM BUTCH

J.R.: Eu não sabia que você gostava disso.

Butch: Eu costumava fazer modelos quando era criança. De aviões e de carros também.
A questão é que algumas Pessoas gostam de ler, mas sou um pouco disléxico, por isso
ler nunca foi relaxante – era muito difícil acertar as letras. Com modelos, é uma maneira
de me concentrar quando estou acordado. (sorri para mim) Com isso, faço também
alguma coisa com as mãos, e você sabe como me sinto em relação a isso. (Pega o
foguete e o coloca na base de lançamento, escorregando-o num poço vertical. Faz mais
ajustes.) Pode trazer os fios da ignição? São os dois montes amarrados.

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J.R.: (Levo os fios, e quando ele estica o braço para pegá-los, percebo o dedo mínimo
torto da mão direita.) Posso perguntar uma coisa?

Butch: Claro que sim. É para isso que servem as entrevistas, certo?

J.R.: Você sente saudade de alguma parte de sua vida Antiga?

Butch: (hesita um pouco para desenrolar os fios) A resposta que primeiro vem à minha
mente é não. É o que penso primeiro. (continua desenrolando, então pega o foguete do
lançador e prende os fios na parte de baixo) E a verdade é que estou mais feliz como
estou agora. Mas isso não quer dizer que não gostaria de fazer algumas coisas que fazia
antes. Um jogo do Red Sox num sábado à tarde, com o sol no rosto e uma cerveja gelada
na mão era bem legal.

J.R.: E sua família?

Butch: (a voz fica séria) Não sei. Acho que sinto falta da próxima geração. Por exemplo,
gostaria de saber como são os filhos de Joyce e o que eles farão da vida. Os outros
também. Acho que podia voltar para visitar minha mãe de vez em quando – mas não
quero piorar a condição mental dela, e acho que minha visita não ajudou muito.
(escorrega o foguete de volta à base) Mas continuo indo ao túmulo de Janie.

J.R.: É mesmo?

Butch: Sim.
PÁG. 187

Butch: (baixinho) V.

J.R.: O que disse?

Butch: Você me perguntou o que mais me surpreendeu, e foi ele. (Pega mais um foguete
da bolsa. Este é muito maior e tem o logotipo da Lagavulin na lateral.) Agora, esse bad
boy é mais potente. Ele sobe quase o dobro do primeiro, por isso trouxe isto. (pega um
binóculo). Minha visão está bem melhor do que quando eu era um ser humano, mas não
chego nem aos pés dos Irmãos, por isso preciso do binóculo. Gosto de ver os
paraquedas se abrindo.

J.R.: (desesperada para perguntar a ele sobre V., mas respeitando seu distanciamento)
Quanto tempo você demora em construí-los?

Butch: Cerca de uma semana. Phury pinta o lado de fora. (Vai até a plataforma e monta
o foguete. Quando retorna, indica a caixa de ignição.) Primeiro as damas, certo?

Fazemos a contagem regressiva e desta vez estamos coordenados. Quando ficamos em


pé e vemos o foguete subir ao céu, sinto que ele está prestes a dizer algo:

Butch: Sou apaixonado por Marissa. Mas sem o V., eu estaria morto. E não só por causa
dos poderes de cura que ele tem.

J.R.: E foi isso o que mais surpreendeu você?

Butch: (vira o binóculo na direção do foguete) A questão é que aquele relacionamento


com V. não se ajusta com o meu jeito, e nem deveria… apesar de às vezes eu até querer
que se ajustasse. Parece que seria menos importante se fôssemos apenas melhores
amigos ou irmãos. Já é bem difícil ficar vulnerável a uma pessoa, como a sua esposa.
Mas ver esse cara por aí, enfrentando redutores… Olha, eu receio perder os dois e
detesto isso. V. sai sozinho às vezes e não posso estar com ele, e fico de olho no meu
telefone o tempo todo até ele chegar em segurança. Algumas noites, Jane e eu
passamos sentados, lado a lado no meu sofá, no Buraco, olhando para frente. (pausa)
É uma porcaria, para falar a verdade. Mas preciso dos dois para ser feliz.
Pág. 189 e 190.

ENTREVISTA COM VISHOUS

Vishous acerta a lâmina com a mão brilhante de novo e então repete os movimentos.
Depois de um tempo, enfia a peça de metal de novo na areia e termina sua cigarrilha.

Enquanto termina de fumar, eu sinto que estou invadindo seu espaço sem realizar a
tarefa para a qual estou ali. O silêncio se estende e eu penso em todas as perguntas que
poderia fazer a ele, como... Como você se sente a respeito de Jane ser um fantasma?
Você está preocupado por não poderem ter filhos? Como estão as coisas com sua mãe?
Como é para você estar comprometido com uma pessoa em especial? Você sente falta
do estilo de vida do sadomasoquismo? Ou continua a praticar com Jane? E Butch? O
relacionamento entre vocês mudou?

Acontece que sei que as respostas não seriam diretas, e o silêncio que vem depois de
cada pergunta se tornaria cada vez mais profundo.

Eu observo enquanto ele lida com a lâmina, alternando o calor e as batidas, até estar
evidentemente satisfeito e colocar a adaga sobre a mesa de carvalho. Eu me pergunto
se agora a entrevista vai começar de verdade... mas ele fica em pé e sai para pegar
algumas peças de metal que estão no canto. Percebo que vai começar mais uma lâmina.

J.R.: Acho melhor eu ir.

V.: É.

J.R.: (piscando rapidamente) Cuide-se.

V.: Sim, você também.

Pág. 214 e 215.

[...] V. e eu nunca nos demos bem, e estou começando a perceber que nunca nos
daremos. Não é que eu não goste dele. Longe disso.

Para mim, V. é como um diamante. Você pode se sentir impressionado e cativado por
ele e querer observá-lo por horas, mas ele nunca vai tratá-lo bem. Assim como V., um
diamante não é brilhante só porque alguém o comprou – essa função é simples
subproduto da incrível pressão exercida sobre suas moléculas. Todo esse brilho vem
dele e de sua rigidez. E ambos continuarão existindo muito tempo depois de todos nós
termos partido.

Pág. 215.

ENTREVISTA COM PHURY

J.R.: Aposto que você dá presentes maravilhosos de aniversário, não é? Você é gentil e
muito atencioso.

Phury: (rindo) Acho que me saio bem.

J.R.: Você também embrulha bem os presentes, não é?

Phury: Na verdade, Z. é o melhor nisso.

J.R.: Quem no mundo faria isto por você? (esticando os braços e mostrando
ao redor).

Phury: Muitas pessoas. Cormia. Meus Irmãos. As Escolhidas e também... eu.


Se você pensar na minha recuperação... (pausa) Pode parecer esquisito, mas todo
aquele esforço de parar com as drogas foi um presente para mim. Por exemplo, neste
momento, você está feliz por estar aqui, mas é difícil também, certo? (eu confirmo) Bem,
a recuperação dói demais às vezes, e é triste e solitário também, mas mesmo nos
momentos mais difíceis, eu me sinto grato e feliz por estar passando por isso. (sorri
brevemente) Com Cormia, a mesma coisa. Fazer a transição e deixar de lado as regras
das Escolhidas não tem sido fácil para ela. Não é simples reestruturar sua vida toda. Ela
e eu... meio que nos unimos com isso. Estou refazendo a maneira com que vivo, sabe,
deixando de ser o viciado que fui por duzentos anos e descobrindo quem sou de verdade.
Ela está fazendo a mesma coisa. Nós crescemos e triunfamos juntos.
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J.R.: Você acha que as outras Escolhidas encontrarão companheiros?

Phury: (franzindo a testa) Sim. Mas qualquer macho que se aproximar tentando farejar
qualquer coisa terá de passar por mim antes.

J.R.: (rindo) Você será tão linha dura quanto Z. com Nalla, não é?

Phury: Elas são minhas fêmeas. Todas elas. Cormia é minha companheira, e eu a amo
de uma maneira diferente e profunda, mas continuo sendo responsável pelo futuro das
outras.

J.R.: Algo me diz que você vai realizar um ótimo trabalho cuidando delas.
Phury: Veremos. Espero que sim. Mas posso dizer que a respeito dos hellrens delas, vou
escolhê-los por caráter, não linhagem.

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FINAL DA ENTREVISTA

Fritz se aproxima, abre a porta da sala e me leva de volta para a Mercedes. Antes de
entrar no veículo, olho para a fachada cinza da mansão. Há luzes acesas que podem ser
vistas em quase todas as janelas, evidências de que apesar do exterior sóbrio, há muita
vida e alegria do lado de dentro.

Entro na parte de trás, e quando Fritz fecha a porta, vejo que há uma pequena bolsa de
couro preto no lugar onde eu deveria estar sentada. Quando o mordomo entra, pergunto
o que é aquilo, e ele responde que se trata de um presente para mim. Começo a
agradecer, mas ele balança a cabeça e diz que não é dele.

Quando a divisória se fecha entre nós, eu pego a bolsa, retiro o laço da ponta e despejo
o conteúdo na palma da minha mão.

É uma pequena adaga negra, ainda quente. O trabalho do artesão é de tirar o fôlego...
todos os detalhes, desde o cabo até a ponta afiada, foram perfeitamente executados, e
a arma em miniatura brilha. O artesão com certeza demorou muito tempo nesse trabalho.
Dedicou-se com muito cuidado e carinho para terminá-la.

Eu envolvo a adaga com a mão quando a Mercedes parte e nos afastamos das
montanhas, voltando para o “mundo real”.
PÁG. 239

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