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A ARTE DE SER IMPERFEITO – UMA OPINIÃO E UMA EXPLICAÇÃO

UMA OPINIÃO SOBRE O LIVRO

A Arte de Ser Imperfeito, poesias - 1998, do poeta Marco Antônio Struve mostra
mais uma vez a facilidade que o autor tem em revelar. Mas, é o modo de como se coloca, a
forma usada para revelar que faz de sua poesia uma expressão singular. É um poeta
elaborado, fecundo em imagens, cenários, memórias, emoções. Elaborado não porque
depende ou usa métodos ou formas acadêmicas mas sim, porque seu intelecto é fecundo.
Tem como construir o universo das palavras de maneira limpa, breve e sutil. Diz com
clareza. Emociona com farturas de sentimentos. Nada é vulgar em seu canto poético. Tudo
é humano, íntimo, revelador. Não há esforço para mostrar a alma. Tudo vem como
confissão.
Marco Antônio Struve nasceu poeta. Isto ocorreu pela constante capacidade que o
poeta tem, sempre teve, desde a infância, de ver alem, ver mais, penetrar a alma de
pessoas, seres, coisas, chuva, vento, verdes, ... ... primaveras, outonos e muito mais.

Apolônia Gastaldi
Poeta
Promotora cultural.

Janeiro de 99

UMA EXPLICAÇÃO SOBRE A EXPOSIÇÃO E A RELAÇÃO DOS ARTISTAS

Marco Antônio Struve

Nada mais lisonjeiro do que o que acontece comigo, ou com minha poesia. Nunca fiz mais
do que me divertir, escrevendo apenas o que dava para escrever, focando-me sobre as
coisas mais banais, escolhidas perfeitamente ao acaso dentro de minhas memórias.

Juntar a pintura de Arian Grasmüch e a escultura de Pita Camargo com a minha poesia
trata-se de uma empresa concebida de forma completamente leviana, sem nenhuma
intenção profunda, alem de partir das palavras e ir até as coisas.

Vão nos recriminar, por um lado, por esperarmos ver nossas idéias saírem das palavras
para adquirirem outras formas, outros materiais, prever sua forma de envelhecer, buscar
um certo ponto de vista eterno, sereno, mais ao mesmo tempo de uma forma casual,
efêmera, suscetível de questionamentos.

Sob certo aspecto, a vida de uma estatua, de um poema ou de um quadro, começa no dia
em que fica pronto. Conclui-se no momento em que graças aos cuidados do escultor
adquiriu sua forma definitiva, foi lapidada, polida. Assim também, quando o poema
escorre para o papel em sua forma definitiva. Assim também, quando o pintura,
pigmentada de paixão e cores é esquadrada.
A partir daí, escultura, poesia e pintura iniciam sua vida própria. Experimentando períodos
de adoração, admiração, amor, desprezo ou indiferença, graus sucessivos de erosão e uso,
até se reduzirem ao estado bruto do qual foram arrancados.

A beleza tal como desejou um cérebro humano tem a si acrescentados uma beleza
involuntária, associada aos acasos da historia, aos efeitos de causas naturais e do tempo,
perfeitas pela própria ação do olhar. O homem inteiro está ali, sua colaboração inteligente
com o universo, sua luta contra ele, e essa derrota final em que o espirito desprendesse da
obra para sobreviver por si própria.

Este é o objetivo principal desta exposição: colocar lado a lado obras que de um certo
modo se completam, interagem relacionando-se umas as outras ao mesmo tempo em que
tenham vida própria, independentes umas das outras e até de seus autores.

Por que “A Arte de Ser Imperfeito”? A perfeição é um caminho que só conduz à solidão.
Amamos por não sermos capazes de suportar a solidão, e por este mesmo motivo tememos
a morte. Mas a solidão é um exercício e a memória dos homens se assemelha aos viajantes
que de tempos em tempos precisam se desfazer de suas bagagens inúteis. É assim que
surge minha poesia, destas faxinas na memória, deste deixar as lembranças antigas para
recolher novas.

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