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A CARGA TRIBUTÁRIA NO LUCRO PRESUMIDO

As empresas que não são obrigadas a apurar seus lucros pelo sistema de lucro real podem se
valer da opção pelo lucro presumido. Devem, para tanto, preencher dois requisitos básicos: o limite
de faturamento e não se enquadrar em atividades impedidas. Dentre elas destacamos:

- os bancos comerciais e de investimentos

- as cooperativas, corretoras de títulos, previdência privada aberta

- que usufruam de benefícios fiscais

- de factoring

- que explorem compra, venda e loteamento de imóveis

- que tenham rendimentos provenientes do exterior

Para se enquadrar no limite de faturamento anual a empresa não pode faturar mais do que R$
24.000.000,00 no ano, ou proporcionalmente R$ 2.000.000,00 mensais.

A opção pelo sistema é feita no ato de pagamento da primeira parcela do imposto de renda pessoa
jurídica apurado no primeiro trimestre no ano calendário, ou, em caso de início de atividade, no
primeiro trimestre de atividade. Deve-se ter, entretanto, certeza de que a opção é a melhor pois
uma vez feito o pagamento a atitude é irreversível para todo o ano calendário.

Para uma opção segura, o empresário deve prever o percentual de lucro que espera ter em relação
ao faturamento bruto, visto ser este a base para o cálculo do imposto. Não importa se ao final do
ano calendário for apurado prejuízo ou lucro muito inferior ao previsto. Para isso publicamos abaixo
a tabela de atividades.

Grupo Tipos de atividade


I Revenda para consumo de combustível derivado de
petróleo, álcool etílico carburante e gás natural
II Venda de mercadorias - Transporte de cargas - Serviços
hospitalares - Atividades imobiliárias - Atividade Rural -
Construção por empreitada com emprego de material
próprio - Industrialização com material fornecido pelo
encomendante - Outras atividades sem percentual
específico.
III Serviços de transporte (exceto cargas) - Serviços em geral
cuja receita bruta anual seja inferior a R$ 120.000,00
(exceto hospitalares, de transporte, de profissão
regulamentada)
IV Serviços em geral (inclusive mão-de-obra para construção
civil e profissão regulamentada) - Intermediação de
negócios - Administração, locação ou cessão de bens
móveis , imóveis e de direitos de qualquer natureza

É importante notar que quando uma empresa explorar mais de uma atividade, por exemplo, venda
e serviço, será aplicado o percentual relativo a cada faturamento individualmente.
A tabela abaixo já mostra o percentual prático a ser aplicado sobre a receita para os vários tipos de
atividades empresariais.

Atividade Lucro IRPJ CSLL CSLL


Presumido
(alíquota (percentual (alíquota 9%)
(percentual 15%) sobre a
sobre a receita (percentual
receita (percentual Bruta) prático sobre
Bruta) prático sobre a receita)
a receita)
I 1,6% 0,24% 12% 1,08%
II 8% 1,20% 12% 1,08%
III 16% 2,40% 12% 1,08%
IV 32% 4,80% 12% 1,08%

Quando houverem receitas financeiras e outros ganhos de capital deve-se aplicar a alíquota de
15% para o cálculo do Imposto de Renda (IRPJ) e de 9% para a Contribuição Social sobre o Lucro
Líquido (CSLL) sobre o valor bruto destas receitas. Mas não é só. Caso a empresa venha a apurar
"lucro presumido" superior a R$ 60.000,00, no trimestre, deve ainda calcular o valor do Adicional
de Imposto de Renda. Aplica-se então a alíquota de 10% sobre o excesso.

Para maior clareza, vamos supor uma construtora (faixa de 8% para o Lucro Presumido) que
faturou R$ 4.500.000,00 no trimestre e teve rendimentos de aplicações financeiras de R$
100.000,00.

Receita Valor Lucro Parcela PIS COFINS CSLL IRPJ Adicional


Presumido excedente IRPJ
(0,65%) (3,0%) (ver (ver (10%)
acima) acima)
Receita 4.500.000,00 360.000,00 300.000,00 29.250,00 135.000,00 48.600,00 54.000,00 30.000,00
bruta
Receita 100.000,00 100.000,00 100.000,00 650,00 3.000,00 12.000,00 15.000,00 10.000,00
financeira
Total 4.600.000,00 460.000,00 400.000,00 29.900,00 138.000,00 60.600,00 69.000,00 40.000,00

Tanto a CSLL como o IRPJ, e eventual adicional, devem ser pagos trimestralmente, enquanto o
PIS e o COFINS tem vencimento mensal (vide agenda de obrigações mensais).

A partir de 1998 não é mais permitido às empresas que optarem pelo lucro presumido a dedução
de incentivos fiscais como o PAT - Programa de Alimentação do Trabalhador.

Em relação aos rendimentos dos sócios, além do pró-labore estabelecido, os lucros apurados
poderão ser distribuídos sem qualquer tributação, seja no ato, seja na declaração de ajuste anual
de pessoa física, onde serão incluídos como rendimentos isentos.

Outras notícias sobre este assunto


LUCRO PRESUMIDO – ASPECTOS GERAIS

O QUE É O LUCRO PRESUMIDO?

É a forma de tributação simplificada do Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre o Lucro
(CSLL).

A sistemática de tributação pelo Lucro Presumido é regulamentada pelos artigos 516 a 528 do
Regulamento do Imposto de Renda (Decreto 3.000/99).

PESSOAS JURÍDICAS AUTORIZADAS A OPTAR

A PARTIR DE 2.003

A partir de 01.01.2003, a pessoa jurídica cuja receita bruta total, no ano-calendário anterior, tenha
sido igual ou inferior a R$ 48.000.000,00 (quarenta e oito milhões de reais), ou a R$ 4.000.000,00
(quatro milhões de reais) multiplicado pelo número de meses de atividade do ano-calendário
anterior, quando inferior a 12 (doze) meses, poderá optar pelo regime de tributação com base no
lucro presumido.

Este aumento de limite é válido para opção do lucro presumido a partir de 01.01.2003. Portanto, a
base da receita a ser considerada para fins de enquadramento pode ser a de 2.002.

Observe-se que o primeiro requisito é não estar obrigada ao regime de tributação pelo lucro real.
Assim, por exemplo as empresas de factoring e as que usufruam de benefícios fiscais, não
poderão optar pelo lucro presumido.

Acesse o tópico Lucro Real – Aspectos Gerais para obter a relação das empresas obrigadas ao
lucro real.

Base: artigo 46 da Lei 10.637/2002.

LIMITES ATÉ 31.12.2002

Até 31.12.2002, as pessoas jurídicas não obrigadas ao regime de tributação pelo lucro real, cuja
receita total, no ano-calendário anterior, tenha sido igual ou inferior a R$ 24.000.000,00, poderiam
optar pelo regime de tributação com base no lucro presumido (Lei 8.981/95, art. 44, Lei 9.065/95,
art. 1°, e Lei 9.249/95, art. 29, Lei 9.718/98, art. 13).

O limite previsto será proporcional ao número de meses do ano-calendário, no caso de início de


atividade (Lei 8.981/1995, art. 44, § 1°).

OPTANTE PELO REFIS

As empresas que aderiram ao Programa de Recuperação Fiscal (REFIS), de que trata a Lei
9.964/2000, poderão optar, durante o período em que ficaram submetidas ao REFIS, pelo regime
de tributação com base no lucro presumido (art. 9 do Decreto 3.431/2000). O disciplinamento da
matéria está na Instrução Normativa SRF 16/2001.

OCORRÊNCIA DE SITUAÇÃO DE OBRIGATORIEDADE AO LUCRO REAL DURANTE O ANO


CALENDÁRIO
A pessoa jurídica que houver pago o imposto com base no lucro presumido e que, em relação ao
mesmo ano calendário, incorrer em situação de obrigatoriedade de apuração pelo lucro real por ter
auferido lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior, deverá apurar o IRPJ e
CSL sob o regime de apuração do lucro real trimestral, a partir inclusive, do trimestre da ocorrência
do fato.

ALÍQUOTAS E ADICIONAL

A pessoa jurídica, seja comercial ou civil o seu objeto, pagará o imposto à alíquota de 15% (quinze
por cento) sobre o lucro presumido, apurado de conformidade com o Regulamento.

O disposto neste item aplica-se, inclusive, à pessoa jurídica que explore atividade rural.

ADICIONAL

A parcela do lucro presumido que exceder ao valor resultante da multiplicação de R$ 20.000,00


(vinte mil reais) pelo número de meses do respectivo período de apuração, sujeita-se à incidência
de adicional de imposto à alíquota de 10% (dez por cento).

O adicional aplica-se, inclusive, nos casos de incorporação, fusão ou cisão e de extinção da


pessoa jurídica pelo encerramento da liquidação.

O disposto neste item aplica-se, igualmente, à pessoa jurídica que explore atividade rural.

O adicional de que trata este item será pago juntamente com o imposto de renda apurado pela
aplicação da alíquota geral de 15%.

MOMENTO DA OPÇÃO

A opção pela tributação com base no lucro presumido será aplicada em relação a todo o período
de atividade da empresa em cada ano-calendário (Lei 9.430/1996, art. 26).

A opção será manifestada com o pagamento da primeira ou única quota do imposto devido
correspondente ao primeiro período de apuração de cada ano-calendário (Lei 9.430/1996, art. 26, §
1°).

A partir do ano-base de 1997, a empresa que houver iniciado atividade a partir do segundo
trimestre manifestará a opção com o pagamento da primeira ou única quota do imposto devido
relativa ao período de apuração do início de atividade (Lei 9430/1996, art. 26, § 2°).

MUDANÇA DE OPÇÃO

A partir de 1999 a opção pela tributação com base no lucro presumido será definitiva em relação a
todo o ano-calendário (Lei 9.718/1998, art. 13, § 1°).

Portanto, a empresa que efetuar o recolhimento do primeiro trimestre nesta opção, deverá manter
esta forma de tributação durante todo o ano.

PERÍODO DE APURAÇÃO
O imposto com base no lucro presumido será determinado por períodos de apuração trimestrais,
encerrados nos dias 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-
calendário (Lei 9.430/1996, artigos 1° e 25).

PRAZO E FORMA DE PAGAMENTO

O IRPJ e a CSLL devidos com base no Lucro Presumido deverão ser pagos até o último dia útil do
mês subsequente ao do encerramento do período de apuração trimestral. Assim, o IR devido no 1o.
trimestre/2.001 deverá ser pago até 30.04.2001 (se este dia não houver expediente bancário, então
o vencimento deve ser antecipado).

Utiliza-se o DARF normal (cor preta), com os seguintes códigos:

2089 - IRPJ

2372 - CSLL

Na hipótese do IR ou CSLL ser superior a R$ 2.000,00, poderá ser pago em até 3 quotas iguais,
mensais e sucessivas, observado o seguinte:

a) as quotas deverão ser pagas até o último dia útil dos meses subsequentes ao do encerramento
do período de apuração;

b) nenhuma quota poderá ter valor inferior a R$ 1.000,00;

c) o valor de cada quota (excluída a primeira, se paga no prazo) será acrescido de juros SELIC,
acumulada mensalmente, calculados a partir do primeiro dia do segundo mês subsequente ao
do enceramento do período de apuração até o último dia do mês anterior ao do pagamento, e
de 1% no mês de pagamento.

OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS PARA O LUCRO PRESUMIDO

A pessoa jurídica habilitada à opção pelo regime de tributação com base no lucro presumido
deverá manter (Lei 8.981/1995, art. 45):

I – Livro Caixa, no qual deverá estar escriturado toda a movimentação financeira, inclusive
bancária, ou escrituração contábil nos termos da legislação comercial;

II – Livro Registro de Inventário, no qual deverão constar registrados os estoques existentes no


término do ano-calendário;

III – em boa guarda e ordem, enquanto não decorrido o prazo decadencial e não prescritas
eventuais ações que lhes sejam pertinentes, todos os livros de escrituração obrigatórios por
legislação fiscal específica, bem como os documentos e demais papéis que serviram de base para
escrituração comercial e fiscal.

Nota: O prazo de decadência do Imposto de Renda é de 5 (cinco) anos.

IRPJ - LUCRO PRESUMIDO – CÁLCULO DO IMPOSTO

O IRPJ sobre o Lucro Presumido será pago sobre a base de cálculo presumida, à alíquota de 15%.
ADICIONAL

A parcela do Lucro Presumido (ou seja, a base de cálculo) que exceder ao valor resultante da
multiplicação de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) pelo número de meses do respectivo período de
apuração, sujeita-se à incidência de adicional de imposto à alíquota de 10% (dez por cento).

BASE DE CÁLCULO

PERCENTUAIS DE PRESUNÇÃO DO LUCRO SOBRE A RECEITA BRUTA

A base de cálculo do imposto e do adicional, decorrente da receita bruta, em cada trimestre, será
determinada mediante a aplicação do percentual de 8% (oito por cento) sobre a receita bruta
auferida no período de apuração, obedecidas as demais disposições (Lei 9.249/1995, art. 15, e Lei
9.430/1996, artigos 1° e 25, inciso I).

Nas seguintes atividades, o percentual será de (Lei 9.249/1995, art. 15, § 1°):

ESPÉCIES DE ATIVIDADES: Percentuais sobre a


receita
Revenda a varejo de combustíveis e gás natural 1,6%
· Venda de mercadorias ou produtos 8%

· Transporte de cargas

· Atividades imobiliárias (compra, venda, loteamento, incorporação e


construção de imóveis)

· Serviços hospitalares

· Atividade Rural

· Industrialização com materiais fornecidos pelo encomendante

· Outras atividades não especificadas (exceto prestação de serviços)


· Serviços de transporte (exceto o de cargas) 16%

· Serviços gerais com receita bruta até R$ 120.000/ano – ver nota (1)
· Serviços profissionais (Sociedades Civis - S/C, médicos, dentistas, 32%
advogados, contadores, auditores, engenheiros, consultores,
economistas, etc.)

· Intermediação de negócios

· Administração, locação ou cessão de bens móveis/imóveis ou direitos

· Serviços de construção civil, quando a prestadora não empregar


materiais de sua propriedade nem se responsabilizar pela execução da
obra (ADN Cosit 6/97).

· Serviços em geral, para os quais não haja previsão de percentual


específico
Comercialização de veículos usados ver nota (2)
No caso de exploração de atividades diversificadas, será aplicado sobre a 1,6 a 32%
receita bruta de cada atividade o respectivo percentual

Observação 1:

A partir de 01.01.2006, a base de cálculo do imposto será determinada mediante a


aplicação do percentual de 8% (oito por cento) sobre a RECEITA FINANCEIRA da
pessoa jurídica que explore atividades imobiliárias relativas a loteamento de
terrenos, incorporação imobiliária, construção de prédios destinados à venda, bem
como a venda de imóveis construídos ou adquiridos para a revenda, quando
decorrente de comercialização de imóveis e for apurada por meio de índices ou
coeficientes previstos em contrato (art. 34, da Lei 11.196/2005, que acresceu o §
4º, ao artigo 15, da Lei nº 9.249/95).

Observação 2:

Os contribuintes brasileiros se manifestaram contra o aumento de tributos e, em


31.03.2005, o poder executivo publicou a MP 243, revogando o aumento de
tributação previsto na MP 232 nos setores de serviços, transportes e agricultura.
Foi a vitória da Nação Brasileira ante a ganância dos governantes.

Portanto, não vigorou o aumento da base de cálculo do IRPJ de 32% para 40%
nas atividades de serviços, previsto na no art. 11 da MP 232, ora rejeitada.

NOTAS IMPORTANTES:

(1) Esta regra não se aplica às pessoas jurídicas que prestam serviços hospitalares e de
transporte, bem como às sociedades prestadoras de serviços de profissões legalmente
regulamentadas (Lei 9.250/1995, art. 40, parágrafo único). As empresas de serviços de
profissões regulamentadas são aquelas sujeitas à fiscalização e controle profissional, como
Advogados, Médicos, Dentistas, Músicos, Contabilistas, Auditores, Consultores,
Administradores, Economistas, Engenheiros, etc.

A pessoa jurídica que houver utilizado o percentual de 16% para apuração da base de cálculo
do imposto trimestral, cuja receita bruta acumulada até determinado mês do ano-calendário
exceder o limite de R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais), ficará sujeita ao pagamento da
diferença do imposto postergado, apurado pelo percentual de 32% em relação a cada trimestre
transcorrido. A diferença deverá ser paga até o último dia útil do mês subseqüente ao do
trimestre em que ocorreu o excesso, sem acréscimos legais.

(2) A pessoa jurídica que tenha como objeto social, declarado em seus atos constitutivos, a
compra de venda de veículos automotores, que pratique as vendas em consignação, terá
como base de cálculo o valor da diferença entre o valor de venda e o da compra (IN SRF
152/1998).

SERVIÇOS DE ANÁLISES CLÍNICAS E LABORATORIAIS

Aos serviços de análises clínicas e patológicas, a base de cálculo do IRPJ para determinação do
lucro presumido é de 32%, conforme as seguintes decisões DRF:

DECISÃO Nº 795 (6ª Região Fiscal), DE 28 DE JULHO DE 1997


Assunto: Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ
Ementa: Para o fim de se determinar a base de cálculo do imposto de renda, deve ser aplicado o
percentual de 32% (trinta e dois por cento) sobre a receita bruta relativa a atividade de prestação
de serviços de análises clínicas e patológicas.
Dispositivos Legais: Lei n° 9.249/95, art. 15, § 1°, III: PN CST n° 08/86.

DECISÃO N° 9E97R007 (9ª Região Fiscal), DE 10 DE JULHO DE 1997


Assunto: Imposto de Renda Pessoa Jurídica.
Ementa: LUCRO PRESUMIDO – BASE DE CÁLCULO – PERCENTUAIS DE DETERMINAÇÃO –
SERVIÇOS HOSPITALARES
Para determinação da base de cálculo do lucro presumido, no caso de pessoas jurídicas que
exercem atividades diversificadas, aplica-se o percentual correspondente a cada atividade, o qual,
a partir do ano-calendário de 1997, será de 8% sobre a receita bruta de prestação de serviços
hospitalares, e de 32% para os serviços de análises clínicas, de clínica médica, de exames
clínicos, serviços ambulatoriais, e correlatos.
Fundamentos legais: Lei n° 9.430/96, arts. 1° e 25; Lei n° 9.249/95, art. 15, §1°, III, a, e § 2°.
(DT 9ª RF – Marco Aurélio Chichorro Falavinha – Chefe da Divisão – DOU 12.09.1997 – p. 20301).

Desta forma, no caso de a pessoa jurídica explorar atividades diversificadas deverá ser aplicado
especificamente, para cada uma delas, o respectivo percentual previsto na legislação, devendo as
receitas serem apuradas separadamente (RIR/99, art. 223, § 3º).

CONCEITO DE RECEITA BRUTA

Para efeitos da sistemática de tributação pelo Lucro Presumido, a receita bruta compreende:

o produto da venda de bens nas operações de conta própria

o preço dos serviços prestados e

o resultado auferido nas operações de conta alheia* (Lei 8.541/1992, art. 14, § 3°).

* Nota: O resultado auferido nas operações de conta alheia são aquelas decorrentes de comissões
obtidas sobre representação de bens ou serviços de terceiros.

RECEITA BRUTA NA REVENDA DE VEÍCULOS AUTOMOTORES USADOS

A partir de 30.10.1998, as pessoas jurídicas que tenham como objeto social, declarado em seus
atos constitutivos, a compra e venda de veículos automotores, nas vendas de veículos, adquiridos
para revenda ou recebidos como parte do preço de venda de veículos novos ou usados, será
computada como receita a diferença entre o valor pelo qual o veículo usado houver sido alienado
(constante na nota fiscal de venda), e o seu custo de aquisição (constante da nota fiscal de
entrada) - Lei 9.716/1998, art. 5 e IN SRF 152/1998.

Assim, somente a diferença entre o preço de venda e o custo da aquisição do veículo automotor
usado é que fará parte da receita bruta.

RECEITA BRUTA NAS ATIVIDADES IMOBILIÁRIAS

Considera-se receita bruta nas atividades imobiliárias o montante efetivamente recebido em cada
período de apuração, relativo ás unidades imobiliárias vendidas.

DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA

Na receita bruta não se incluem (Lei 8.541/1992, art. 14, § 4°).


1. as vendas canceladas;

2. os descontos incondicionais concedidos (constantes na nota fiscal de venda dos bens ou da


fatura de serviços e não dependentes de evento posterior á emissão desses documentos);

3. os impostos não cumulativos cobrados destacadamente do comprador ou contratante dos


quais o vendedor dos bens ou o prestador dos serviços seja mero depositário. Estes impostos
são: o IPI incidente sobre as vendas e ao ICMS devido por substituição tributária.

RECEITA BRUTA - REGIME DE COMPETÊNCIA OU REGIME DE CAIXA

A receita bruta era considerada pelo regime de competência, ou seja, quando a receita era
auferida, independentemente da data de seu pagamento.

Porém, a partir da publicação da Instrução Normativa SRF 104/1998 (DOU 26.08.1998), passou-se
a admitir o regime de caixa para a tributação da receita bruta. Ou seja, é admissível a tributação da
receita bruta somente por ocasião do recebimento da mesma.

A tributação somente por ocasião do recebimento da receita está sujeita ás seguintes condições:

1) emissão da nota fiscal por ocasião da entrega do bem ou da conclusão do serviço;

2) caso seja mantida escrituração somente do Livro Caixa, neste deverá ser indicada, em
registro individual, a nota fiscal a que corresponder a cada recebimento;

3) caso seja mantida escrituração contábil, os recebimentos das receitas deverão ser
controlados em conta específica, na qual, em cada lançamento, deverá ser indicada a nota
fiscal a que corresponder o recebimento;

OUTRAS RECEITAS QUE DEVEM SER ADICIONADAS A BASE DE CÁLCULO DO LUCRO


PRESUMIDO

1. GANHOS DE CAPITAL E OUTRAS RECEITAS

Os ganhos de capital, os rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa (CDB, FIF, etc.) e
ganhos líquidos de aplicações financeiras de renda variável (ações, mercados futuros, etc.), as
demais receitas e os resultados positivos decorrentes de receitas não abrangidas pela receita
bruta, integrarão a base de cálculo para efeito de incidência do imposto e do adicional (Lei
9.430/1996, art. 25, inciso II).

Com relação aos rendimentos e ganhos líquidos de aplicações financeiras, por força do disposto
na IN SRF 25/2001, art. 33, § 9º, II, estas são tributadas pelo regime de caixa.

Não são tributáveis:

a) as recuperações de créditos que não representem ingressos de novas receitas, e cujas


perdas não tenham sido deduzidas na apuração do lucro real em anos anteriores;

b) a reversão de saldo de provisões anteriormente constituídas;

c) os lucros e dividendos decorrentes de participações societárias, caso refiram-se a períodos


em que os mesmos sejam isentos de imposto de renda (a partir de 1996).
O ganho de capital nas alienações de bens do ativo permanente e de aplicações em ouro não
tributadas como renda variável corresponderá à diferença positiva verificada entre o valor da
alienação e o respectivo valor contábil.

2. PARCELA DE REAVALIAÇÃO DE BENS OU DIREITOS

Na apuração de ganho de capital, os valores acrescidos em virtude de reavaliação somente


poderão ser computados como parte integrante dos custos de aquisição dos bens e direitos se a
empresa comprovar que os valores acrescidos foram computados na determinação da base de
cálculo do imposto (Lei 9.430/1996, art. 52). Os valores reavaliados são aqueles que, por força de
Laudo de Reavaliação, foram acrescidos ao valor contábil dos bens ou direitos.

3. VALORES DIFERIDOS NO LALUR

A pessoa jurídica que, até o ano-calendário anterior, houver sido tributada com base no lucro real,
deverá adicionar à base de cálculo do imposto, correspondente ao primeiro período de apuração
no qual houver optado pela tributação com base no lucro presumido, os saldos dos valores cuja
tributação havia diferido, controlados na parte "B" do Livro de Apuração do Lucro Real – LALUR,
corrigidos monetariamente até 31.12.1995 (Lei 9.430/1996, art. 54).

Ressalta-se, ainda, que a depreciação acelerada incentivada não deve ser adicionada de imediato
na apuração do lucro presumido, mas sim à medida em que a depreciação normal for adicionada
ao lucro líquido, conforme dispõe a solução de consulta nº 71, da 10ª Região Fiscal, de
09.05.2001:

SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 71 (10ª Região Fiscal), DE 9 DE MAIO DE 2001


Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ
Ementa: LUCRO PRESUMIDO – BASE DE CÁLCULO – DEPRECIAÇÃO
ACELERADA INCENTIVADA
Dos valores controlados na parte B do LALUR, a serem adicionados à base de
cálculo do imposto de renda, correspondente ao primeiro período de opção pelo
regime de lucro presumido, excluem-se os de depreciação acelerada incentivada.
O saldo dos valores correspondentes à depreciação acelerada incentivada deve
ser atualizado até dezembro de 1995 e permanecerá registrado no LALUR.
Havendo mudança na forma de tributação, do lucro presumido para o lucro real,
em anos-calendários subseqüentes, os valores que compõe o saldo deverão ser
baixados na medida em que os valores da depreciação normal forem adicionados
ao lucro líquido, para fins de determinação do lucro real, e sua conseqüente
tributação.
Dispositivos legais: Lei nº 8.383, de 1991, art. 46; Lei nº 8.643, de 1993, art. 2º; Lei
nº 9.430, de 1996, art. 54; Decreto nº 3.000, de 1999, art. 313; Parecer Normativo
CST nº 19, de 1982.
(DT 10ª RF – Vera Lúcia Ribeiro Conde – Chefe da divisão – DOU 25.06.2001 – p.
47)

4. RESULTADO DOS PREÇOS DE TRANSFERÊNCIA

Serão somadas, ainda, as seguintes receitas, relativamente ao 4º trimestre de apuração de cada


ano, conforme a IN SRF 93/1997, art. 36, VII a IX e parágrafo 10:

A. O resultado da aplicação dos percentuais de incidência sobre as receitas auferidas nas


exportações às pessoas vinculadas ou aos países com tributação favorecida que exceder ao valor
já apropriado na escrituração da empresa.
Nota: esta regra refere-se aos "preços de transferência". Exemplo: exportação de produtos
para país considerado paraíso fiscal, cujo cálculo do preço de transferência resultou em R$
100.000,00. Será acrescido á base de cálculo R$ 100.000,00 x 8% (percentual do Lucro
Presumido para venda de produtos) = R$ 8.000,00.

B. A parcela dos juros pagos ou creditados ás pessoas vinculadas ou domiciliadas em países com
tributação favorecida, que exceder ao limite calculado com base na taxa Libor, para depósitos em
dólares dos Estados Unidos da América, pelo prazo de seis meses, acrescido de três por cento
anuais a título de spread, proporcionalizados em função do período a que se referirem os juros,
quando pagos ou creditados a pessoa vinculada no exterior e o contrato não for registrado no
Banco Central do Brasil.

C. A diferença de receita, correspondente ao valor calculado com base na taxa a que se refere o
inciso anterior e o valor contratado, quando este for inferior, caso o contrato, não registrado no
Banco Central do Brasil, seja realizado com mutuária definida como pessoa vinculada domiciliada
no exterior.

Nota: os valores mencionados em A, B e C serão apurados com base nas


exportações realizadas e nos encargos ou nas receitas financeiras incorridos
durante o ano-calendário.

5. VARIAÇÕES CAMBIAIS

A partir de 01.01.2000, as receitas decorrentes das variações monetárias dos direitos de créditos e
das obrigações, em função da taxa de câmbio, serão consideradas, para efeitos da base de
cálculo, entre uma das seguintes opções:

1) no momento da liquidação da operação correspondente ("regime de caixa"); ou

2) pelo regime de competência.

Aplica-se a opção escolhida para todo o ano-calendário.

DEDUÇÕES DO IMPOSTO

Para efeito de pagamento, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido no período de
apuração, o imposto pago ou retido na fonte sobre as receitas que integram a base de cálculo, bem
como o imposto de renda pago indevidamente em períodos anteriores (art. 10 da Lei 9.532/1997).

LUCRO PRESUMIDO – CÁLCULO DA CSLL

Além do IRPJ, a empresa optante pelo Lucro Presumido deverá recolher a Contribuição Social
sobre o Lucro Presumido (CSLL), também pela forma presumida.

Não é possível, por exemplo, a empresa optar por recolher o IRPJ pelo Lucro Real e a CSLL pelo
lucro presumido.

Escolhida a opção, deverá proceder á tributação, tanto do IRPJ quanto da CSLL, pela forma
escolhida.

BASE DE CÁLCULO - A PARTIR DE 01.09.2003


A partir de 01.09.2003, por força do art. 22 da Lei 10.684/2003, a base de cálculo da CSLL, devida
pelas pessoas jurídicas optantes pelo lucro presumido corresponderá a:

12% da receita bruta nas atividades comerciais, industriais, serviços hospitalares e


de transporte;

32% para:

a) prestação de serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares e de


transporte;

b) intermediação de negócios;

c) administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e direitos de


qualquer natureza.

BASE DE CÁLCULO - ATÉ 31.08.2003

A base de cálculo corresponderá a 12% (doze por cento) da receita bruta da venda de bens e
serviços.

DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA

Da receita bruta poderão ser deduzidas as vendas canceladas, os descontos incondicionalmente


concedidos e os impostos não cumulativos cobrados destacadamente do comprador ou
contratante, e do qual o vendedor dos bens ou prestador dos serviços seja mero depositário (IPI e
ICMS Substituição Tributária).

A partir da publicação da IN 104/98 (26.08.1998), a receita bruta pode ser considerada pelo regime
de caixa.

ADIÇÕES Á BASE DE CÁLCULO

Deverão, ainda, ser somadas á base de cálculo:

1. os ganhos de capital, as demais receitas e os resultados positivos decorrentes de receitas


não compreendidas na atividade, inclusive:

a) os rendimentos auferidos nas operações de mútuo realizadas entre pessoas jurídicas


controladoras, controladas, coligadas ou interligadas, exceto se a mutuária for instituição
autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil;

b) os ganhos de capital auferidos na alienação de participações societárias permanentes em


sociedades coligadas e controladas, e de participações societárias que permaneceram no ativo da
pessoa jurídica até o término do ano-calendário seguinte ao de suas aquisições;

c) os ganhos auferidos em operações de cobertura ("hedge") realizadas em bolsas de valores, de


mercadorias e de futuros ou no mercado de balcão;

d) a receita de locação de imóvel, quando não for este o objeto social da pessoa jurídica, deduzida
dos encargos necessários à percepção da mesma;
e) os juros relativos a impostos e contribuições a serem restituídos ou compensados;

f) as variações monetárias ativas;

Nota: A partir de 01.01.2000, as receitas decorrentes das variações monetárias


dos direitos de créditos e das obrigações, em função da taxa de câmbio, serão
consideradas, para efeitos da base de cálculo, entre uma das seguintes opções:
1. no momento da liquidação da operação correspondente ("regime de
caixa"); ou
2. pelo regime de competência, aplicando-se a opção escolhida para todo
o ano-calendário.

g) juros remuneratórios do capital próprio pagos ou creditados por sociedade da qual a empresa
seja sócia ou acionista.

2. Os rendimentos e ganhos líquidos auferidos em aplicações financeiras de renda fixa e renda


variável.

3. O resultado do cálculo do preço de transferência, decorrentes de operações externas de


exportação ou mútuo com empresas vinculadas ou domiciliadas em países com tributação
favorecida. Nesta hipótese, será somada 12% da diferença da receita de exportações e o valor
integral da receita com mútuo apurados segundo as regras do IRPJ.

Observação 1:

A partir de 01.01.2006, a base de cálculo da CSLL será determinada mediante a aplicação do


percentual de 12% (doze por cento) sobre a RECEITA FINANCEIRA da pessoa jurídica que
explore atividades imobiliárias relativas a loteamento de terrenos, incorporação imobiliária,
construção de prédios destinados à venda, bem como a venda de imóveis construídos ou
adquiridos para a revenda, quando decorrente de comercialização de imóveis e for apurada por
meio de índices ou coeficientes previstos em contrato (art. 34, da Lei 11.196/2005, que acresceu o
§ 2º, ao artigo 20, da Lei nº 9.249/95).

ALÍQUOTAS DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

A partir de 01.02.2000 a alíquota é de 9% (nove por cento).

No período de 01.05.1999 a 31.01.2000, a alíquota era de 12% (doze por cento)

A alíquota da CSLL era de 8% (oito por cento) até 30.04.1999.

RECEITA BRUTA - REGIME DE COMPETÊNCIA OU REGIME DE CAIXA VINCULADO A


OPÇÃO DA TRIBUTAÇÃO DO IRPJ

Se, em decorrência da Instrução Normativa 104/1998, a empresa apurar o IRPJ no lucro


presumido segundo o regime de caixa sobre a receita bruta, deverá proceder ao cálculo da
tributação pela CSLL também pelo regime de caixa.

No caso de ter optado pelo tributação do IRPJ pelo regime de competência, fará a apuração da
CSLL segundo este regime.

Ou seja, a escolha entre regime de caixa e regime de competência, no IRPJ, vincula a forma de
apuração da CSLL.