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Universidade Agostinho Neto

Faculdade de Letras

Aulas de Pós Graduação

Prof. Me. Manuel Ribeiro Sebastiao 1


Prof. Me. Manuel Ribeiro Sebastiao 2
Formação Académica
•Doutorando em Administração e Finanças; (Florida Christian University – Nª 4212-02) “Defesa de tese
PhD 6 de Dezembro 2013 - EUA”;

•Mestre em Finanças Empresariais - Master of Science in Business (FCU – Florida Christian


University – Nr. [4212-01]);

•Mestre em Projectos de Investimento; (MBA – BBS, Brazilian Business School - Escola Internacional de
Negocio – Brazil);

•Licenciado em Contabilidade e Administração; (UAN - Universidade Agostinho Neto, Faculdade


de Economia Nº [70894]);

•Técnico Médio em Contabilidade & Administração Publica; (IMEL – Instituto Médio de Economia
de Luanda Nº [001854]);

•Licenciado pelo Ministério das Finanças como Técnico de Conta com a licença Nº [3211].

•Contabilista Sénior (SOF – Serviços de Organização e Finanças); Gestão Financeira;

•Contabilidade de Custos / Analítica; Fiscalidade;


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FISCALIDADE

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2. A FISCALIDADE E A CONSTITUIÇÃO: FONTES DE DIREITO FISCAL
2.1. Noção e modalidades de Fontes de Direito:

A Actividade Tributária do Estado é realizada de acordo


com as Normas consagradas pelos Órgãos com poder
Legislativo.

No sentido Técnico-Jurídico, por Fontes de Direito,


pretende-se expressar a forma como se criam e se
manifestam as Normas Jurídicas.

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2. A FISCALIDADE E A CONSTITUIÇÃO: FONTES DE DIREITO FISCAL
2.1. Noção e modalidades de Fontes de Direito:

As Fontes de Direito positivo que tradicionalmente se


enumeram são várias:
A Lei,
O Costume (nas Sociedades Tradicionais é a base do Direito Tradicional
Costumeiro),
A Jurisprudência,
A Doutrina,
Os Tratados Internacionais,
Etc.

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2. A FISCALIDADE E A CONSTITUIÇÃO: FONTES DE DIREITO FISCAL
2.1. Noção e modalidades de Fontes de Direito:

A esse propósito está generalizada a conclusão segundo a


qual, actualmente, entre nós, só a Lei, em sentido amplo, a
que se acrescentam os Tratados Internacionais, é Fonte de
Direito Fiscal. Há, porém, que ter hoje em conta também o
Direito Comunitário, isto é, o Direito no âmbito da CPLP,
T1
SADC, CEAC, etc.

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Diapositivo 7

T1 (14) Quando se fala aqui em Lei em sentido amplo alude-se a qualquer "disposição genérica provinda dos órgãos estaduais competentes" (n.º 2
do art.º 1.º do Código Civil) ou, dizendo melhor, a qualquer texto ou fórmula emanada dos ógãos competentes que contenha regras jurídicas. É
o que costuma ser designado por Lei em sentido material, que engloba não só os actos legislativos procedentes dos órgãos que exercem
funções legislativas (de que os exemplos principais são as Leis da Assembleia da República, os Decretos-Leis do Governo e os Diplomas
Legislativos Regionais) como também os Regulamentos (Decretos Regulamentares, Portarias e Despachos Normativos). Ao lado da Lei em
sentido material fala-se, porém, de um conceito mais restrito - o de Lei em sentido formal - para designar apenas as Leis emanadas do órgão
legislativo por excelência, que é a Assembleia da República.
Toshiba; 26-02-2012
2. A FISCALIDADE E A CONSTITUIÇÃO: FONTES DE DIREITO FISCAL
2.1. Noção e modalidades de Fontes de Direito:

Analisaremos aqui apenas as chamadas Fontes Intencionais


ou Voluntárias de Direito Fiscal e pela seguinte ordem, que
é a da respectiva hierarquia: T2

Lei constitucional;
Direito Comunitário (próprio dos casos da CPLP, SADC, CEAC,…
Tratados Internacionais;
Leis;
Decretos-lei;
Decretos Legislativos Regionais (não aplicável ao caso angolano);
Regulamentos (Externos: objectivados para os contribuintes).
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Diapositivo 8

T2 (15) No caso particular de Portugal versus União Europeia, tem sido questionado se o Direito da União Europeia prevalece sobre a Constituição
em face do que dispõe o Tratado de Roma (art.º 6.º) e no n.º 4 do art.º 8.º da Constituição da República Portuguesa, posição que tem sido a
seguida pelo Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias. Concordamos, porém, com a opinião de Jorge MIRANDA em MIRANDA, Jorge &
MEDEIROS, Rui (2005), "Constituição Portuguesa Anotada", Tomo I, Coimbra, Coimbra Editora, págs. 86-95, no sentido de que os princípios da
Constituição Material continuam a ocupar o primeiro grau da hierarquia normativa.
Toshiba; 26-02-2012
2. A FISCALIDADE E A CONSTITUIÇÃO: FONTES DE DIREITO FISCAL
2.2. Lei Constitucional:

A Lei Constitucional é importante como Fonte de Direito Fiscal


porque define os princípios tributários fundamentais que devem
enquadrar o Sistema Fiscal.

Desde sempre os textos constitucionais se preocuparam com os


impostos, mas parece que modernamente essa preocupação assume
contornos mais visíveis.

Desde logo, como consequência da noção de Estado de Direito, que


“envolve basicamente a ideia de que, na realização dos seus fins, o
Estado deve exclusivamente utilizar formas jurídicas, de que
sobressai a Lei Formal” ou, dito de outro modo, o Estado de Direito
tem por fim o Direito e actua segundo o Direito, isto é, tendo a
justiça por fim e a Lei como meio da sua realização.
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2. A FISCALIDADE E A CONSTITUIÇÃO: FONTES DE DIREITO FISCAL
2.2. Lei Constitucional:

Assim, as Leis Constitucionais procuram definir quem


tem competência legislativa nos aspectos fundamentais
relacionados com o Sistema Fiscal, reservando essa
competência, nos sistemas (políticos) representativos,
para os Parlamentos, o que de algum modo configura um
modelo de auto-tributação pois são os representantes
directos dos cidadãos (os Deputados da Nação) a definirem
os elementos essenciais dos impostos.

Por outro lado, as Constituições procuram reflectir os


ideais de justiça, próprios de cada País e de cada
momento histórico, que devem enquadrar o Sistema Fiscal.
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2. A FISCALIDADE E A CONSTITUIÇÃO: FONTES DE DIREITO FISCAL
2.2. Lei Constitucional:

Assim, o Processo Tributário assenta em determinados


princípios gerais de carácter universal também conhecidos por
Princípios Gerais de Direito Fiscal.

Nesta linha, a Constituição da República define três princípios


fundamentais relativamente aos impostos:
O Princípio da Legalidade (tributária),
T3
O Princípio da Igualdade e
O Princípio da Não Retroactividade da Lei Fiscal;

Para além destes, alguns autores sistematizam ainda os Princípios da


Tipicidade,
Anualidade e
da Eficiência e Eficácia funcionais do Sistema Fiscal.
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Diapositivo 11

T3 (16) Há autores que defendem a existência de outros princípios constitucionais fiscais, como, por exemplo, o princípio da anualidade e o
princípio da eficiência e eficácia funcionais do Sistema Fiscal.
Toshiba; 26-02-2012
2. A FISCALIDADE E A CONSTITUIÇÃO: FONTES DE DIREITO FISCAL
2.2. Lei Constitucional;
2.2.1. Princípio da Legalidade:

Entre nós o Princípio da Legalidade encontra-se reflectido no


art.º 101.º e 102.º, n.º 1 da Constituição.

Dispõe, com efeito, o art.º 101.º:


“O Sistema Fiscal visa satisfazer as necessidades financeiras do Estado e
outras entidades públicas, assegurar a realização da política económica e
social do Estado e a proceder a uma justa repartição dos rendimentos e
da riqueza nacional.”

Por sua vez o art.º 102.º, n.º 1, dispõe o seguinte:


“Os impostos só podem ser criados por Lei, que determina a sua
incidência, a taxa, os benefícios fiscais e as garantias dos contribuintes.”
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2. A FISCALIDADE E A CONSTITUIÇÃO: FONTES DE DIREITO FISCAL
2.2. Lei Constitucional;
2.2.1. Princípio da Legalidade:

A doutrina tem assinalado que o Princípio da Legalidade


em matéria fiscal comporta três aspectos:

i) A preeminência (ou proeminência) da Lei;

ii) A reserva absoluta da Lei formal; e

iii) A tipicidade fechada.

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2. A FISCALIDADE E A CONSTITUIÇÃO: FONTES DE DIREITO FISCAL
2.2. Lei Constitucional;
2.2.1. Princípio da Legalidade:

De acordo com a Preeminência da Lei – que não é exclusiva do Direito


Fiscal -, só a Lei é fundamento da actividade da administração, sendo
em face dela que se pode aferir da validade dos actos praticados pela
administração fiscal – só a Lei pode legitimar qualquer actividade
tributária e esta tem de ser conforme à Lei.

A propósito costuma sublinhar-se que a preeminência da Lei comporta


uma dimensão positiva (exigência de observância da Lei) e uma
dimensão negativa (proibição de desrespeito ou de violação da Lei).

E importa ter em conta, quanto a esta prevalência da Lei, que ela


existe não só quanto à criação de impostos e definição dos seus
elementos essenciais (incidência, taxas, benefícios fiscais e garantias
dos contribuintes), mas também quanto à liquidação e cobrança dos
impostos.

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2. A FISCALIDADE E A CONSTITUIÇÃO: FONTES DE DIREITO FISCAL
2.2. Lei Constitucional;
2.2.1. Princípio da Legalidade:

Outra consequência – Reserva de Lei Formal -, reflecte a concepção de


que só uma Lei Formal – Lei da Assembleia da República – pode criar
impostos, cabendo-lhe determinar a incidência, as taxas, os benefícios
fiscais e as garantias dos contribuintes.

Ou seja, só a Assembleia da República directamente ou mediante


autorização legislativa ao Governo – que tem de definir o objecto, o
sentido, a extensão e a duração da autorização, que pode ser prorrogada –
pode criar impostos e definir os seus elementos essenciais.

Esta Reserva de Lei Formal é, além disso, uma Reserva Absoluta, na


medida em que, relativamente aos elementos essenciais dos impostos, se
está perante uma lex stricta pois a Lei Formal não deve conter apenas o
fundamento da conduta da administração mas todos os elementos que
permitam tomar uma decisão no caso concreto (17). T4

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Diapositivo 15

T4 (17) Fala-se em Reserva Relativa de Lei quando a conduta da administração embora se funde na lei não está nesta completamente regulada,
confiando-se ao órgão de aplicação do Direito (administrador ou Juiz) o critério de decisão do caso concreto.
Toshiba; 26-02-2012
2. A FISCALIDADE E A CONSTITUIÇÃO: FONTES DE DIREITO FISCAL
2.2. Lei Constitucional;
2.2.1. Princípio da Legalidade:

Não há, em consequência qualquer margem para


“discricionariedade ou disponibilidade do tipo tributário pela
administração fiscal” – ao órgão encarregado de aplicar a norma
está vedada qualquer valoração pessoal já que a decisão obtém-se
por dedução da própria Lei, “subsumindo o facto na norma.”

Daí que, como se verá, esteja vedada a analogia nos domínios em


que existe Reserva Absoluta de Lei Formal.

A Reserva de Lei tem, porém, de ser visualizada quanto à sua razão


de ser, que é a da segurança jurídica, cujo conteúdo material se
relaciona com a protecção da confiança dos particulares.
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2. A FISCALIDADE E A CONSTITUIÇÃO: FONTES DE DIREITO FISCAL
2.2. Lei Constitucional;
2.2.1. Princípio da Legalidade:

Finalmente, em decorrência directa da Reserva Absoluta da Lei


Formal, a chamada Tipicidade Fechada significa que para um
determinado facto ou acontecimento poder ser qualificado como
facto gerador de um imposto tem de corresponder a um dos tipos
inseridos pelo legislador nas normas de incidência correspondentes,
o que é, às vezes, designado por “princípio do numerus clausus
tributário” ou regra do “nullum tributum sine lege.”

Assim, para que um determinado “facto” ou “situação” seja


tributado terá de corresponder, em todos os seus elementos
relevantes, ao tipo abstracto definido na Lei, bastando que um
deles não se verifique para que não haja lugar a tributação.

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2. A FISCALIDADE E A CONSTITUIÇÃO: FONTES DE DIREITO FISCAL
2.2. Lei Constitucional;
2.2.1. Princípio da Legalidade:

Também aqui se está perante uma explicitação do princípio da


legalidade que visa a segurança jurídica e que tem de aferir-se em
face desta.

Considera-se, por isso, que nada impede o legislador de definir


a incidência de um imposto de forma abrangente, desde que
conceptualmente correcta e dela resulte uma determinação
objectiva do imposto, previsível pelo contribuinte.

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2. A FISCALIDADE E A CONSTITUIÇÃO: FONTES DE DIREITO FISCAL
2.2. Lei Constitucional;
2.2.2. Princípio da Igualdade:

A Constituição estabelece também o Princípio da


Igualdade, que comporta quer a generalidade quer a
uniformidade dos impostos.

Assim, de acordo com o art.º 88.º da Constituição,


estabelece-se que “Todos têm o dever de contribuir para as
despesas públicas e da sociedade, em função da sua
capacidade económica e dos benefícios que aufiram, através
de impostos e taxas, com base num sistema tributário justo e
nos termos da lei”, o que tudo postula a generalidade na
tributação – todos os cidadãos estão obrigados ao
pagamento de impostos (18). T5
Prof. Me. Manuel Ribeiro Sebastiao 19
Diapositivo 19

T5 (18) Embora estejamos perante um princípio de igualdade jurídica e não de igualdade tributária, esta pode considerar-se que decorre daquela.
Seria porém preferível que, à semelhança de muitas Constituições estrangeiras, também a Constituição Angolana consagrasse uma disposição
específica à igualdade fiscal.
Toshiba; 26-02-2012
2. A FISCALIDADE E A CONSTITUIÇÃO: FONTES DE DIREITO FISCAL
2.2. Lei Constitucional;
2.2.2. Princípio da Igualdade:

Mas esta generalidade está associada indissoluvelmente à


capacidade contributiva de cada indivíduo (“ability to pay”) e,
por isso, só deve pagar impostos quem tem capacidade para
tanto, o que em algumas Constituições está especificamente
referido.

Desenvolvendo este princípio, SÁ GOMES (1996) vê nesta


generalidade da tributação duas funções:
Uma função garantística, no sentido de que só devem ficar sujeitos a
tributação os que podem pagar impostos e
Uma função solidarística, no sentido de que, desde que tenham
capacidade contributiva, todos devem pagar impostos na medida
dessa capacidade.

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2. A FISCALIDADE E A CONSTITUIÇÃO: FONTES DE DIREITO FISCAL
2.2. Lei Constitucional;
2.2.2. Princípio da Igualdade:

O Princípio da Igualdade impõe também a uniformidade


na tributação, que significa que a repartição dos
impostos pelos cidadãos deve basear-se no mesmo
critério, ou seja seguindo o mesmo critério para todos.

Esta uniformidade traduz-se


quer na Igualdade Horizontal – os indivíduos nas mesmas
condições devem pagar os mesmos impostos,
Quer na Igualdade Vertical – os indivíduos em condições
diferentes devem pagar impostos diferentes.

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2. A FISCALIDADE E A CONSTITUIÇÃO: FONTES DE DIREITO FISCAL
2.2. Lei Constitucional;
2.2.2. Princípio da Igualdade:

O Princípio da Igualdade impõe que ninguém seja


privilegiado pelo Sistema Fiscal.

São assim inconstitucionais os privilégios fiscais, o que é uma


situação muito diferente dos benefícios fiscais.

Como se verá mais adiante, só são considerados benefícios


fiscais “as medidas de carácter excepcional instituídas para
tutela de interesses públicos extra-fiscais relevantes que sejam
superiores aos da própria tributação que impedem”, o que
significa que é o objectivo constitucionalmente relevante
prosseguido pelo benefício fiscal que justifica a derrogação ao
Princípio da Igualdade.
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2. A FISCALIDADE E A CONSTITUIÇÃO: FONTES DE DIREITO FISCAL
2.2. Lei Constitucional;
2.2.2. Princípio da Igualdade:

O Princípio da Igualdade definido na Constituição integra


o que num sentido mais amplo os economistas designam por
Princípio da Equidade.

É que a Igualdade Tributária tem um evidente conteúdo


económico e alguns tratadistas põem mesmo em causa que
exista um estrito Princípio da Igualdade Jurídica em matéria
tributária e outros preferem falar em Princípio da Justiça.

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2. A FISCALIDADE E A CONSTITUIÇÃO: FONTES DE DIREITO FISCAL
2.2. Lei Constitucional;
2.2.3. Princípio da Não Retroactividade da Lei Fiscal:

Hoje em dia, é pacífico que a Constituição estabelece o


Princípio da Não Retroactividade da Lei Fiscal.

Com efeito, em face da proibição constitucional de


impostos que tenham natureza retroactiva (n.º 2 do art.º
102.º da Constituição), uma Lei Fiscal que o estabeleça é
inconstitucional.

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2. A FISCALIDADE E A CONSTITUIÇÃO: FONTES DE DIREITO FISCAL
2.2. Lei Constitucional;
2.2.4. Princípio da Tipicidade da Lei Fiscal:

Este princípio decorre do Princípio da Legalidade e expressa


que os elementos essenciais do Imposto, como sejam
incidência,
taxas,
benefícios fiscais e
garantias dos contribuintes

Devem estar tipificados na Lei ou seja, existe um numerus


clausus tributário fechado.

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2. A FISCALIDADE E A CONSTITUIÇÃO: FONTES DE DIREITO FISCAL
2.2. Lei Constitucional;
2.2.5. Princípio da Anualidade Fiscal:

Com este princípio estabelece-se a obrigatoriedade de


que os impostos a cobrar aos cidadãos devem ser
aprovados anualmente na Assembleia Nacional.

E tendo em conta este princípio que a Assembleia Nacional


aprova todos os anos o Orçamento Geral do Estado que,
como sabemos é um documento onde estão previstas as
Receitas (e dentre elas os impostos) e Despesas a realizar
nesse período.

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2. A FISCALIDADE E A CONSTITUIÇÃO: FONTES DE DIREITO FISCAL
2.2. Lei Constitucional;
2.2.6. Princípio da Eficiência e Eficácia Fiscal:

A finalidade dos Impostos é a mobilização de Receitas


para satisfazer as necessidades financeiras do Estado.

Os Órgãos da Administração Fiscal devem exercer as


suas actividades para alcançar as metas estabelecidas no
OGE (eficiência) bem como devem utilizar
racionalmente os recursos materiais e humanos
necessários para atingir este objectivo (eficácia).

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FIM

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