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Modelagem geoestatística do depósito de

minério de Fe da Mina de Capanema, MG.

Disciplina: Modelagem geoestatística de Depósitos Minerais


Nome: Laíza Maietto Lauriano
N° USP: 9795612

Universidade de São Paulo


Sumário

1.Introdução
2.Objetivo e Metodologia
3.Resultados e interpretações
3.1 Base de dados
3.2 Estatística Descritiva
3.3 Análise Geoestatística
3.4 Validação Cruzada
3.5Modelo de Blocos
3.6 Krigagem
3.7 Cálculo do volume do minério
4. Modelagem da Mina de Capanema 3D
4.1 Modelagem 3D
4.2 Cálculo do volume das litologias
5. Conclusão

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1. Introdução
O presente trabalho da disciplina de Modelagem Geoestatística de Depósitos
Minerais visa a aprendizagem e entendimento de métodos de interpretação de furos de
sonda para a realização de uma modelo geológico tridimensional e a interpretação dos
dados para posteriormente realizar a krigagem ordinária através do software ISATIS e
uma modelagem 3D pelo software DATAMINE. Para posterior comparação de volume.
Inicialmente, após obter a base de dados, fez-se uma revisão bibliográfica da
região em estudo, Mina de Capanema em MG e sobre seu minério de Fe em questão,
para melhor conhecimento e interpretação desta.

2. Objetivo e metodologia
O cálculo do volume de minério se deu, em primeira instância de uma verificação da
base de dados, em seguida, por meio do software Isatis, foi feita a análise estatística e
geoestatística, validação cruzada, modelo de blocos e krigagem. Com os dados da
krigagem e o teor de corte do minério de Fe de 59,8% (Rocha mestrado, 1999) foi
possível calcular através do Excel o seu volume.
Para fazer uma modelagem 3D da mina de Capanema, foi utilizado o software
Datamine, que consistiu em plotar os dados e através de uma interpretação geológia
seccional dos dados de amostragem de cada litologia, foi possível fazer strings e em
seguida uni-las modelando assim, através do wireframe (modelada como uma malha
triangulada de pontos). Por fim também foi possível calcular o volume do minério.

3. Resultados e interpretações

3.1 Base de dados


A base de dados utilizada é da Mina de Capanema, MG. O minério analisado se
trata do Ferro e os furos de sondagem estão bem distribuídos em uma direção
preferencial, como é possível observar na (Figura 1). Com um total de 747 amostras e
furos realizados conforme uma malha regular 28,28x28,28x13m.
Antes de qualquer análise houve uma verificação do banco de dados (assay,
colar, survey), foram encontrados furos duplicados, locais sem dados (vazios) e foi
arrumado o padrão com da identificação dos furos.

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Figura 1: Mapa de dados utilizado.

3.2 Estatística Descritiva


Inicialmente as bancadas foram regularizadas, já que os tamanhos das
amostras variam ao longo dos furos de sondagens e elas precisam ter o mesmo suporte
amostral, ou seja devem ter o mesmo tamanho. Estas foram regularizadas para
intervalos de 13m que corresponde à altura da bancada da Mina de Capanema em lavra
à céu aberto e mínimo de 8 metros.
Para o entendimento estatísticos do minério de Fe foi necessário primeiramente
fazer uma análise estatística, utilizando o software ISATIS. Foram então obtidas as
medidas de tendência central e medidas de dispersão.
Com a observação dos dados obtidos (Figura 2) é possível observar as medidas
de tendência central média que é de 50,49 como é de se esperar ao observar o
histograma, o desvio padrão foi de 14,11, representado a raiz quadrada da variância e
mostrando um alto valor representativo de dados que distam da média. Por outro lado, o
coeficiente de variação (desvio padrão/média) deu em torno de 0,28 como este não está
tão elevado é possível deduzir que reflete uma razoável homogeneidade dos dados, com
isso, o desvio padrão embora alto não distância tanto da média.

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Figura 2. Histograma e análise estatística

Além disso, é possível observar pelo histograma uma distribuição assimétrica


negativa, como é de se esperar para tal variável já em geral na natureza ocorre que
grandes quantidades de valores altos de teor de Fe. Com um truncamento à direita já que
o minério de Hematita tem uma composição Fe2O3, representando assim, no
histograma apenas o Fe.

3.3 Análise geoestatística


É necessário para entender a distribuição e comportamento espacial de uma
variável regionalizada, aquela que apresenta localização, continuidade espacial, suporte
e anisotropia. A partir desta análise consegue-se obter o variograma.
A função variograma permite calcular o variograma experimental que representa
a variância espacial entre amostras separadas por distâncias predefinidas.

A representação gráfica deste resultado também recebe o nome variograma


experimental e a partir dele é possível interpretar propriedades que descrevem o

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comportamento das variáveis regionalizadas (Yamamoto, 2001), conforme pode ser
observado na Figura 3.

Figura 3: Representação gráfica do variograma.

Para o cálculo do variograma, incialmente foi feita a análise estrutural


escolhendo 4 direções, essas são respectivamente 0°/0°, 45°/0°, 90°/0°, 135°/0°, para
verificar a existência de anisotropia no domínio.
Foi então colocado os parâmetros que devem ser fornecidos para o cálculo do
variograma. Como o valor do domínio, campo geométrico (metade do domínio),
tolerância angular (ângulo que permite a utilização de pontos ao redor da linha que
estabelece a principal direção), tamanho do passo (distância entre duas amostras, foi
utilizada á diagonal), número de passos (campo geométrico dividido pelo tamanho do
passo) e tolerância do passo (tolerância acrescida ou subtraída do passo)
Domínio: 3000m
Campo geométrico: 1500m
Tolerância angular: 22,5deg
Tamanho do passo: 100m
Número de passos: 15
Tolerância do passo: 0,5
Como também o cálculo do variograma na vertical 0°/90° com os seguintes parâmetros:
Domínio: 300m
Campo geométrico: 150m
Tolerância angular: 22,5deg
Tamanho do passo:13m
Número de passos: 11

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Tolerância do passo: 0,5

Figura 4: Variograma para 0°/0°, 45°/0°, 90°/0°,135°/0° e 0°/90°

Após a análise e verificação de todas as direções (Figura 4), foi possível


identificar que a direção 135°/0° é a que apresenta uma melhor estruturação comparada
às demais. Então tal direção foi escolhida para o posterior ajuste (Figura 5).

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Figura 5: Variogramas para as direções 135°/0°, 45°/0° e 0°/90°

Em seguida, foi ajustado o modelo teórico do variograma (Figura 6), este passo é
fundamental para que exista uma função que descreve a correlação espacial entre os
dados e posteriormente será utilizado para calcular os valores de semivariância espacial
que serão necessários para a organização do sistema de krigagem.
Os variogramas apresentam anisotropia mista.
Parâmetros para o ajuste:
Número de estruturas: 3
Efeito pepita: 25
Modelo: Esférico

Estrutura 2 Estrutura 3 Estrutura 4


Amplitude (U) 210 320
Amplitude (V) 230 260 280
Amplitude (W) 37 45 45
Patamar 140 25 27
Rotação 135 135 135

O ajuste foi feito através de 4 estruturas, todas rotacionadas á 135°/0° sendo que
a primeira estrutura é considerada o efeito pepita, a segunda com todas as direções do
domínio, definiu e ajustou o comportamento próximo à origem do variograma, foi
usado menor variância e amplitudes menores para um melhor ajuste. A terceira

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contendo todas as direções do domínio também e ajustando a amplitude de maior valor
e a de menos. Por fim a quarta estrutura ajustando a de amplitude intermediária.

Figura 6: Modelo ajustado

3.4 Validação cruzada


Após o ajuste do variograma é preciso verificar se o modelo está adequado, ou
seja, aferir o ajuste e definir os parâmetros de vizinhança.
Coeficiente de correlação: 0,542

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N° de dados utilizados: 364
Parâmetros de vizinhança (Elipse de busca):
U V W
320m 200m 45m

Mínimo número de amostras:


Número de setores angulares horizontais: 4
Número ideal de amostras por setor: 3

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Figura 7: Validação cruzada resultados.

3.5 Modelo de blocos


Com a delineação do volume para em seguida calcular o valor médio do minério
de Fe é necessário fazer um modelo de blocos (Figura 8).
Tamanho dos blocos (X, Y, Z): 50x50x13
Número de blocos (X, Y, Z): 43x58x48

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Figura 8: Modelo de blocos

3.6 Krigagem
Para a estimar os teores de Fe do depósito foi feita a krigagem ordinária.
Utilizando o modelo teórico do variograma já calculado, assim como o modelo
tridimensional e os mesmos parâmetros de vizinhança definidos através da validação
cruzada (Figura 9, 10).
A krigagem apresenta uma suavização global e se mostra o mais eficaz quando
com uma malha regular com grande dispersão (Figura 11).

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Figura 9: Krigagem

Figura 10: Krigagem.

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Figura 11: Histograma com os dados originais e histograma após a krigagem
A krigagem ordinária, como já foi dito, produz estimativas suavizadas, de tal
modo que valores mais altos são subestimados e valores mais baixos, superestimados.
Além desses valores é possível observar a suavização através das bordas do histograma.

3.7 Cálculo do volume do minério


Para o cálculo do volume do minério de Fe, a partir dos dados do ISATIS.
Finalizada a krigagem, os dados foram exportados e através do Excel foi possível filtrar
e somar os volumes com teores acima do teor de corte de 59,8 (Rocha mestrado, 1999)

4 Modelagem 3D da Mina de Capanema


Através do software DATAMINE, foi possível modelagem uma figura 3D
representativa da geologia interpretada da região.

4.1 Modelagem 3D
Os corpos intrusivos em azul (Figura 12,) foram interpretados como lentes se
não houvesse continuidade da litologia nos furos da frente ou atrás. O pouco
aparecimento do corpo de filito (rosa) também foi motivo para interpretá-lo como uma
lente. Já o minério de Fe apresentou-se como lente e algumas vezes foi interpretado
como corpos maiores. Os demais, itabirito (laranja) e a hematita intemperizada
(marrom) por apresentarem em muitos furos formavam grandes corpos.

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Foto 12: Modelo 3D da Mina de Capanema

Litologia Sigla
Filito FIL
Hematita (Minério de HE/HEA
Fe)
Intrusiva IN
Itabirito SI/SAI/SIIN/SIP
Hematita intemperizada WH
(Estério)

4.2 Cálculo do Volume


Para o DATAMINE foi necessário o cálculo do volume de todo os corpos:
Minério de Fe: 8.833.530m³
Hematita intemperizada: 2.085.041m³
Filito: 2.085.041m³
Intrusiva: 1.024.920m³
Itabirito:29.556.778m³

5 Conclusão
Através do cálculo do volume pelos dados obtidos através do ISATIS (39.942.500
m³) e o volume obtido pelo DATAMINE (8.833.530m³). É possível inferir que que
houve uma subestimação dos dados através da interpretação da modelagem do modelo
geológico feita no DATAMINE. Os corpos foram interpretados como pequenas lentes,
com isso, pode ter reduzido este volume observado pelo cálculo no ISATIS.

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