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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E

TECNOLOGIA DO ESPÍRITO SANTO


COORDENADORIA DE ENGENHARIA MECÂNICA

CIARA BARCELOS ZANELATO


NATALÍCIO FILIPE LEÃO
WILLIANA GUIMARÃES

DIMENSIONAMENTO TEÓRICO DE UMA REDUTORA DE


TRANSMISSÃO PARA VEÍCULO BAJA

SÃO MATEUS
JUL/2015
CIARA BARCELOS ZANELATO
NATALÍCIO FILIPE LEÃO
WILLIANA GUIMARÃES

DIMENSIONAMENTO TEÓRICO DE UMA REDUTORA DE


TRANSMISSÃO PARA VEÍCULO BAJA

Trabalho realizado pelos alunos


do curso de Engenharia
Mecânica, e apresentado ao
componente curricular de
Elementos de Máquina II como
requisito parcial de avaliação.

Prof. M.Sc.João Paulo Barbosa

SÃO MATEUS
JUL/2015
Sumário

1. Introdução ...................................................................................................... 4
1.1 Redutor ..................................................................................................... 4
2. Metodologia .................................................................................................... 4
2.1. Potencia e Torque Inicial .......................................................................... 5
2.2. Engrenagem............................................................................................. 6
2.3. Eixos ........................................................................................................ 8
2.4. Rolamentos ............................................................................................ 10
3. Resultados ................................................................................................... 12
4. Conclusão .................................................................................................... 14
Referências ...................................................................................................... 15
Anexos ............................................................................................................. 16
1. Introdução

O Baja é um veículo off-road para competição cuja maioria do


dimensionamento depende de fatores padronizados por regras da organização
(SAE). O motor, por exemplo, é padrão e de baixa potência, mas a transmissão
é um fator opcional para a equipe.
Levando em consideração aspectos das provas, a equipe SamaBaja opta por
utilizar a transmissão CVT Comet 780, cujosistema de transmissão é
continuamente variável promovendo alteração de velocidade e torque de
acordo com a rotação de suas polias.
Porém, o torque e a velocidade na saída da CVT ainda não são as solicitadas
no eixo de movimentação das rodas. Com o intuito de transformar/adaptar as
variáveis utiliza-se uma redutora.

1.1 Redutor

O redutor tem por objetivo básicoreduzir a rotação do eixo e aumentar o torque,


sendo aplicado em vários segmentos industriais.Dentre os diversos tipos de
redutores, o site Industria Hoje relata que os principais são:

- Por engrenagens cônicas, usadas em eixos concorrentes;


- Por parafuso sem-fim: usadas em eixos reversos e
- Por engrenagens cilíndricas: empregada entre eixos paralelos.

A redutora do veículo off-road deve suportar os impactos da prova, e portanto,


deve ser robusta. Os dentes helicoidais são preferíveis por proporcionar menor
vibração e ruído e melhor distribuição de forças pelos componentes

O objetivo é dimensionar teoricamente componentes de uma redutora


específica para o veículo off-road da equipe Sama Baja do Instituto Federal do
Espírito Santo – Campus São Mateus.

2.Metodologia

Segundo Budynas e Nisbett (2008) não há uma sequencia exata de etapas a


seguir para um projeto. Desta forma, em algumas etapas do dimensionamento
foram realizadas escolhas de testes e ao final foram discutidos os resultados
obtidos e propostas melhorias a fim de garantir um bom projeto.
2.1. Potencia e Torque Inicial

Dados experiência de prova, sabe-se que a velocidade máxima alcançada na


máxima rotação da CVT é de aproximadamente 70 Km/h.Sendo a altura do
pneu 0,52 m, determina-se, para fim de cálculo inicial, que a rotação requerida
na saída da redutora é de aproximadamente 700 rpm.

A partir da curva de rotação e potencia do motor, mostradana Fig. (1), e da


relação de transmissão da CVT utilizada – que varia de 3,7 a 0,7 - estimou-se a
rotação em rpm na saída da CVT. A rotação máxima encontrada foi de 5589,8
rpm, resultando assim, em uma relação de transmissão de aproximadamente 8.

Figura 1: Rotação versus potência do motor. Fonte: Briggs&Stratton

Dada a alta relação de transmissão, opta-se por 2 pares de engrenagem e


portanto 3 eixos, visando uma melhor compactação do equipamento. A Tab. (1)
a seguir mostra a potência e o torque obtidos em cada eixo através das Eq. (1)
e Eq. (2), e a Tab. (2) as eficiências consideradas.

𝑃𝑜𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝐸𝑖𝑥𝑜 = 𝑃𝑜𝑡𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎 𝐶𝑉𝑇 ∗ 𝐸𝑓𝑖𝑐𝑖𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑠(𝜂) (1)

30000 ∗ 𝑃𝑜𝑡𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎 𝐸𝑖𝑥𝑜


𝑇𝑜𝑟𝑞𝑢𝑒 = (2)
𝜋 ∗ 𝑟𝑜𝑡𝑎çã𝑜 𝑑𝑜 𝑒𝑖𝑥𝑜

Tabela 1: Eficiências Utilizadas

Eficiência
CVT 0.84
Par de engrenagens 0.98
Par de rolamentos 0.99
Fonte: Melconian, 2008.
Tabela 2: Valores de Potência e Torque para os eixos

Eixo 1 Eixo 2 Eixo 3


Potencia max. [hp] 4.62 4.44 4.31
Potencia min.[hp] 7.45 7.15 6.94
Torque max. [N.m] 60.92 165.78 458.39
Torque min. [N.m] 10.28 27.98 77.35

Na tabela acima, o sufixo min. reporta ao maior valor de velocidade e menor


torque na saída do terceiro eixo (entrada da roda) e o sufixo max. representa a
menor velocidade e maior torque.

2.2. Engrenagem

A Tab. (3) mostra os números de dentes selecionados, bem como a relação de


transmissão obtida pela Eq. (3), onde 𝑖 é a relação de transmissão,𝑍1 𝑒 𝑍3 o
número de dentes do pinhão e 𝑍2 𝑒 𝑍4 o número de dentes da coroa no seu
respectivo engrenamento.

𝑍2,4
𝑖1,2 = (3)
𝑍1,3

Tabela 3: Número de dentes das engrenagens e respectiva relação de


transmissão

Engrenagem
1 2 3 4
Nº de dentes 18 51 20 57
Relação de transmissão 2.83 2.85

A Tab. (4) representa os parâmetros estabelecidos pela equipe para a forma


das engrenagens. A dureza do material foi obtida pela tabela da página 108 do
livro Melconian (2008). Outras propriedades do material estão no anexo.
Tabela 4: Parâmetros Estabelecidos

1º Par 2º Par
Material SAE 8640 SAE 8640
Dureza Brinell[HB] 6530 6530
Duração prevista[h] 1000 1000
Ângulo de Hélice[β] 20 20
Ângulo de Pressão[α] 20 20
Módulo Ferramenta[m] 2 3
Fator de Característica Elastica [f] 1512 1512

Dadas as Eq. (4), Eq. (5), Eq. (6), Eq. (7) e Eq. (8) e os dados obtidos
anteriormente, pode-se então preencher a Tab. (5) com o dimensionamento
parcial das engrenagens.

𝑍∗𝑚
𝑑𝑜 = (4)
cos 𝛽

60 ∗ 𝑛𝑒 ∗ ℎ
𝑊= (5)
106
0,487 ∗ 𝐻𝐵
𝑃𝑎𝑑𝑚 = 1⁄ (6)
𝑊 6

𝑀𝑡 𝑖+1
𝑏 ∗ 𝑑𝑜2 = 0,2 ∗ 𝑓 2 ∗ 2 ∗ (7)
𝑃𝑎𝑑𝑚 ∗ 𝜑𝑝 𝑖

2 ∗ 𝑀𝑡
𝐹𝑡 = (8)
𝑑𝑜

Tabela 5: Dimensões da engrenagem

Coroa
Pinhão 1 Coroa 1 Pinhão 2
2
max min max min max min max min
Diâmetro
Primitivo 38.31 108.55 63.85 181.97
[mm]
Fator de
Durabilidade 32.43 309.59 32.43 309.59 11.45 109.27 11.45 109.27
[W]
Pressão
Admissível 1780.79 1222.67 1780.79 1222.67 16299 5834.51 16299 5834.51
[Padm]
Largura
6.2 2.2 6.2 2.2 4 1.4 4 1.4
Mínima [mm]
Força
Tangencial 3180.2 536.65 5192.7 876.27
[N]
Pela Tab.(5) podemos analisar que a força tangencial na velocidade máxima
exigida não influencia no dimensionamento por ser menor do que a força
exigida na velocidade mínima. Portanto, para fins de simplificação, serão
considerados para o dimensionamento dos demais elementos, apenas os
esforços referentes ao maior torque dos eixos.

Para análise de tensão máxima no pé do dente (𝜎𝑚𝑎𝑥 ) foi utilizada a Eq. (9),
sendo 𝑏 a largura da engrenagem, 𝑚 o módulo da ferramenta, 𝑒 o fator de
carga (considerado igual a 1) e 𝜑 o fator de correção de hélice obtido em
função da variável 𝛽 (𝑎𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜 𝑑𝑒 ℎé𝑙𝑖𝑐𝑒), cujo valor encontrado pela tabela da
página 134 do livro Melconian (2008) foi de 1,35:

𝐹𝑡 ∗ 𝑞
𝜎𝑚𝑎𝑥 = (9)
𝑏∗𝑚∗𝑒∗𝜑

onde as tensões obtidas deveriam ser menores do que a tensão do material.


No entanto isso não ocorreu, e assim teve-se que redimensionar as
engrenagens, optando-se por alterar, para todos, a largura𝒃 para 𝟐𝟎 𝒎𝒎. Com
isso, recalculando a Eq. (9), obteve-se tensões abaixo das tensões admissíveis
do material.

2.3. Eixos

Para o dimensionamento do eixo, faz-se necessário o cálculo dos máximos


momentos atuantes no eixo.

Com base nas forças atuantes da engrenagem e nas reações dos roletes,
foram traçados os momentos atuantes no eixo conforme as Fig. (2), Fig.
(3),Fig. (4),

(a ) (b )
Figura 2: Momento no Eixo 1- (a) Plano Vertical e (b) Plano Horizontal.
(a) (b)
Figura 3: Momento no Eixo 2- (a) Plano Vertical e (b) Plano Horizontal.

(a) (b)
Figura 4: Momento no Eixo 3 - (a) Plano Vertical e (b) Plano Horizontal.

Para o eixo foi escolhido o aço SAE 4340 com tempêra a 850º, que possui 80
MPa de tensão admissível de flexão (𝜎𝑎𝑑𝑚 ) e 65 MPa de tensão admissível de
torção (𝜏𝑎𝑑𝑚 ). Com esses dados obtém-se o coeficiente de Bach 𝑎 igual a
1,231 conforme a Eq. (10).
𝜎𝑎𝑑𝑚
𝑎= (10)
𝜏𝑎𝑑𝑚

O diâmetro mínimo 𝑑 do eixo é obtido a partir das equações a seguir (Eq.(11),


Eq. (12) e Eq. (13)), onde 𝑀𝑟 é o momento resultante entre os máximos
momentos aplicados nos planos vertical e horizontal e 𝑀𝑖 é o chamado
momento ideal.

2 2
𝑀𝑟 = √𝑀𝑉(max) + 𝑀𝐻(max) (11)

𝑎 2
𝑀𝑖 = √𝑀𝑟 + ( ∗ 𝑀) (12)
2
3 𝑀𝑖
𝑑 ≥ 2,17 ∗ √ (13)
𝜎𝑎𝑑𝑚

Os diâmetros mínimos obtidos pelas equações e os diâmetros normatizados a


partir do tamanho dos rolamentos estão especificados na Tab.(6).

Tabela 6: Diâmetros dos Eixos

Diâmetro Mínimo Diâmetro Recalculado


Eixo 1 19.0331 mm 20 mm
Eixo 2 27.5352 mm 28 mm
Eixo 3 33.9943 mm 35 mm

2.4. Rolamentos

Dos tipos disponíveis de rolamentosno mercado, escolheu-se o tipo Rolamento


Fixo de Esferas. Foi selecionado por possuir giro mais silencioso, boa
adequação para cargas axiais e principalmente pelo seu custo reduzido e
excelente disponibilidade para trocas.

A Tab.(7) mostra as forças radiais e axiais exigidas nos rolamentos dos 3 eixos.
Essa forças foram obtidas através das reações de apoio e forças atuantes na
engrenagem. A força axial foi considerada em todos os rolamento a fim de
garantir o esforço extremo. A Fig.(5) mostra a disposição dos rolamentos.

Figura 5: Disposição dos rolamentos na redutora.


Tabela 7: Forças Radiais e Axiais nos rolamentos da redutora

Força Radial Força Axial


Rolamento A 1599 N 1157.49 N
Eixo 1
Rolamento B 1873 N 1157.49 N
Rolamento C 4216 N 778.235 N
Eixo 2
Rolamento D 4561 N 778.235 N
Rolamento E 3541 N 1833.68 N
Eixo 3
Rolamento F 5002 N 1833.68 N

A partir das forças citadas anteriormente, determina-se a Capacidade de Carga


Dinâmica (𝐶) de acordo com o dimensionamento proposto por Melconian
(2008) e os resultados encontram-se na Tab.(8).

Tabela 8: Carga Dinâmica obtida nos rolamentos

Rolamento
A B C D E F
Carga [kN] 10,39 12,34 15,06 16,29 9,77 11,87

Obtidas as Capacidades de Cargas Dinâmicas nos rolamentos, verificou-se o


catálogo da empresa SKF a fim de obter o mister rolamento para cada
exigência. Na Fig. (6) encontra-se parte do catálogo.

Figura 6: Parte do Catálogo de rolamentos. Fonte: SKF.


Os rolamentos considerados estão em destaque na Fig.(5) e foram
selecionados pela Carga Dinâmica obtida na Tab.(8) e pelo diâmetro mínimo
dos eixos verificados na Tab.(6). Os rolamentos estão especificados no
catálogo em anexo.

3. Resultados
Com os dados obtidos pelo dimensionamento teórico utilizou-se o
softwareSolidEdge ST7 para visualização em 3D e verificação das dimensões
(Fig.(7) ).

Figura 7: Vista Isométrica da Redutora em 3D

A Fig. (8) mostra em vista frontal os pinhões (em vermelho) e as coroas (em
verde) com as disposições dos eixos e dos rolamentos. Os rolamentos em 3D
foram importados do site do fabricante (SKF). Os demais elementos foram
criados. A Fig. (9) mostra a vista lateral com destaque para os rolamentos de
esferas.
Figura 8: Vista Frontal da Redutora

Figura 9: Vista Lateral da Redutora


4.Conclusão

Para a realização desse projeto, foi necessário um contínuo feedbackdas


etapas para verificação e consequentemente adaptações das partes
posteriores e assim, com os dados de entrada foi possível dimensionar a
redutora, que era o objetivo inicial.

Durante as etapas do projeto ao aplicar os conceitos dos livros, verificou-se


que a maioria das escolhas depende do próprio projetista, destacando a
importância da experiência do engenheiro no determinado projeto.

Ressalta-se que para a fabricação faz-se necessário o cálculo de outros


parâmetros, como altura do pé do dente, raio do pé do dente, entre outros.

Apesar de bem projetado, há necessidade de melhoramentos na diminuição da


massa das engrenagens e redimensionamento dos eixos com aplicação de
outros materiais. Essas e outras adaptações são propostas para um trabalho
contínuo e em conjunto com a equipe Sama Baja.
Referências

Budynas, R.G. Nisbett, J.K. Elementos de Máquina de Shigley. 8 ed. Porto


Alegre: AMGH, 2011.

Melconian, S. Elementos de Máquina.9 ed. São Paulo: Érica, 2008.

Industria Hoje. Disponível em: <http://www.industriahoje.com.br/redutor-


velocidade> Acesso em: 24 jul 2015.
Anexos