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quem sou eu?


oi, tudo bem? acho que não nos apresentamos de forma apropriada
e imagino que você deva estar se perguntando quem sou eu. primei-
ramente, tenho que admitir que não tenho nenhum nome e que não
sou nada mais do que um conjunto de experiências pessoais que se
tornaram um livro. apenas posso te dizer que sou parecido com a
vida; uma caixinha cheia de surpresas, impossível de ser nomeada.
além disso, devo admitir que, se eu tiver alguma origem, é das inúmeras
“colisões” que ocorrem todos os dias entre os seres humanos; venho
de uma conversa interessante, de um abraço caloroso, de uma risada
bem dada, como também de uma lágrima salgada em um dia chuvoso.
entretanto, de qualquer forma, eu já me sinto bem tranquilo comigo mesmo
e suficientemente preparado para passar essa tranquilidade para frente.
fico feliz que você seja o primeiro a recebê-la. é um prazer te conhecer!

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seu guia
você é um universo de possibilidades

vida simples para mim é......................................................................4


1. carreira.............................................................................................7
2. tristeza............................................................................................17
3. amor...............................................................................................27
4. felicidade........................................................................................37
quem somos nós................................................................................48

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vida simples para mim é...
... encontrar abundância no essencial. é olhar ao redor e saber que
tenho tudo que necessito, tanto internamente como externamente.
é saber que vivo em paz e harmonia com o planeta em que habito,
consumindo de forma gratificante e consciente. é ter paciência comi-
go mesmo sempre que as coisas parecerem perder o controle, me
dando, portanto, a oportunidade de perdoar tudo que me impede
de seguir em frente. é compreender o tempo do universo e acreditar
que, independente de qualquer coisa, tudo está orquestrado para o
meu crescimento. é abraçar a suficiência que a vida me oferece. é dar
pequenos passos em uma estrada longa, nunca esquecendo de dançar
entre eles. é entender que não são os padrões que sustentam as nossas
identidades, mas sim as diferenças. é plantar uma semente de espe-
rança em toda terra que parece não ser fértil, e regá-la sempre com
amor e boa vontade. é, simplesmente, viver não acreditando no tempo
cronológico que a vida parece ter, e sim no momento presente, com
os pés fincados no chão e com um sorriso largo estampado nos lábios.

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porém, viver de forma simples, para mim, também significa que não
precisamos estar sempre 100% bem. porque ouvir e aceitar os sen-
timentos talvez seja, ao meu ver, o maior ato de simplicidade do ser
humano. assim, nos damos a oportunidade de aceitar o que se passa
entre nós e de, consequentemente, nos curarmos.
viver de forma simples é entender que precisamos estar curados
por dentro antes de querer curar o outro. é ser “egoísta” sem o
peso que a sociedade normalmente dá à palavra. é se amar e com-
partilhar esse amor. porque amar talvez seja o real significado de
simplicidade; aquele que atravessa as fronteiras do “meu” e “seu” e
encontra um “nós”. porque, vida simples, na verdade, pode ter di-
versas definições baseadas em inúmera perspectivas, mas de uma
coisa eu tenho certeza: todas elas são movidas pela interminável
chama do amor. amor para consigo mesmo e para com a vida.

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o que te move?
você já parou para se escutar e ouvir os reais anseios da sua alma?
já procurou saber o que faz seu coração bater mais rápido, e os
seus olhos brilharem com efervescência? se sim, como se sentiu? e
se não, eu te convido a entrar nessa jornada e pensar junto comigo.
você precisa viver de algo que transforme suas gotas de suor em paz e
realização. algo que te faça acordar de manhã e sirva como um com-
bustível único para o resto do seu dia. algo que trabalhe com a criativi-
dade que você esconde por trás de mil pensamentos antes de dormir.
para mim, nós devemos acordar a criança que habita em nós e nos
mover em sentido da nossa luz interior, de forma que seu brilho exter-
no se torne uma consequência e não obrigação, seja qual for a nossa
escolha para a vida.
olhe tudo que você já construiu ou pretende construir profissional-
mente e pense nisso como a sua própria construção.

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carreira...
“Eu quero trabalhar na área
de Direito, porque justiça é uma
coisa que hoje em dia faz falta.”
Leonardo, 20 anos, estudante

“Desde pequena eu sempre


me perguntei como eu poderia
ajudar o outro diretamente.”
Lara, 19 anos, estudante
de medicina

“Eu gosto de saber que


o que eu faço nunca me deixa na
monotonia. Todo dia é um desafio
e uma conquista diferente.”
Carlos, 54 anos, arquiteto

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carreira...
“Sempre me interessei pela
composição das coisas. Foi aí que eu
percebi que poderia construir também.”
Guiseppe, 89 anos,
ex-engenheiro

“Eu acredito que a câmera


seja meu maior combustível e as
lentes os meus verdadeiros olhos.”
Saulo, 27 anos, fotógrafo
e arquiteto

“Na maioria das vezes, os


animais me trazem mais calma
do que os seres humanos”
Priscilla, 36 anos, veterinária

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para refletir...
o que você mais gosta de fazer?
1.
2.
3.
4.
5.
você trabalha com alguma dessas coisas?
sim não
se não, por quê?

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o que te impede?
sei que a sociedade te faz pensar que você é menor do que imagi-
na. sei que você já deve ter ouvido de muitos que não iria conse-
guir; te disseram para você não seguir sua intuição e ir atrás daquilo
que te daria maior poder aquisitivo, aquilo que te faria “ser alguém
na vida”. sei que aí dentro de você existe uma abundância breve-
mente conhecida de sonhos e desejos que precisam ser explorados.
não quero que você me veja como um mecanismo clichê de autoa-
juda. não quero apontar para você caminhos ou direções que você
deva seguir. quero que você se pergunte, agora, neste momento,
o que te impede de ser ou fazer aquilo que deixa a sua alma voar.
se você tiver muitas razões para isso, mesmo assim, não desis-
ta. analisa-as com clareza e se questione, novamente, se elas
são tão significativas assim a ponto de se tornarem fatores lim-
itantes para sua vida. peço isso porque sei que, na maioria das
vezes, o que nos impede de voar é o peso que damos às coisas.

retire o peso. analise. e, se conseguir, voe.

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a dor...
acho que, de todas as dores, a dor da tristeza é a mais inexplicável.
ninguém é capaz de dizer evidentemente o que sente quando se sente
triste. nos reconhecemos em um constante estado de vazio que, por
alguns segundos, não se mostra esclarecedor nem tampouco efêmero.
parece que entramos em choque com o que somos, nos despedaçan-
do em um “mar” de desesperança, como cacos de vidros dispersos
num chão frio.
quanto estamos tristes, tudo aparenta ser algo sucetível a piorar o nos-
so quadro de tristeza, seja uma palavra vinda da boca alheia ou um
sonho que tivemos na noite anterior. o mundo parece estar constan-
temente contra nós mesmos, mostrando a impossibilidade de existir
soluções para esse sentimento inquietante.

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tristeza...

“Tristeza para mim são


três coisas: machucado, exame
de sangue e arrancar dente.”
Manuella, 7 anos

“Me sinto triste quando não


possuo mais estruturas para seguir
em frente, independente da
situação.”
Gabriel, 20 anos

“A tristeza me faz enxergar


a vidade forma diferente, encontran-
do soluções necessárias para os prob-
lemas.”
Leonardo, 20 anos

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tristeza...

“Ansiedade mental é algo que me


provoca tristeza. Fico presa aos
meus próprios pensamentos.”
Gabriella, 29 anos

“Tristeza, para mim, é algo rel-


ativo, uma vez que, sempre de-
pois da dor, vem o crescimento.”
Caroline, 19 anos”

“Quando estou triste tento


pensar que tenho dois olhos,
dois braços e dois ouvidos...”
Zidineia, 76 anos

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para refletir...
use essas linhas para desabafar qualquer coisa, seja uma
angústia, um pensamento ou uma alegria.
o mais importante é que você coloque para fora.

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a cura...
eu sei que, às vezes, quando nos sentimos tristes, precisamos de
lágrimas e urros desesperadores; às vezes, o silêncio é acalen-
tador e já basta. porém, apesar de toda dor e todo dano inex-
plicável que a tristeza pareça ser ou nos causar, ela é o gatilho
para a cura. ela é o fator que nos impulsiona a enxergar os confli-
tos que existem dentro das nossas maiores profundezas interiores.
sem as crises existenciais e, consequentemente, a tristeza, nunca
perceberíamos verdadeiramente aquilo que nos impede de crescer.
eu escolho ver a tristeza como uma nuvem, porque a mes-
ma nuvem que é capaz de nos afundar em “rios de lágri-
mas”, nos faz também perceber e admirar os desenhos do céu.

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amar?
parece ser substancialmente difícil definir conceitos que expliquem
esse verbo intransitivo, como diria o escritor modernista Mário de An-
drade. a que se deve essa intransitividade que atravessa as fronteiras da
gramática e alcança o mais súbito dos momentos? a que se deve essa
indefinição angustiante, essa capacidade de explicar o inexplicável
apenas com a vivência de um sentimento? acredito que eu ainda es-
teja em processo de descoberta e te convido a participar também.
amar, até então, tem sido uma experiência interessante em minha
vida. descubro e encontro a fonte latente do amor dentro de mim,
provavelmente enraizada em partes minhas que eu antes não aceita-
va; acredito que o real significado de amor resida em um verdadeiro
abraço consigo mesmo e com a abundância interior que somos ca-
pazes de oferecer. o externo é, então, apenas consequência, reflexo
da harmonia ou da desarmonia que permeia dentro de nós mesmos.

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amor...

“Quando eu amo me sinto


diferente e amado, mesmo
quando não há reciprocidade.”
Gabriel, 20 anos

“Acho o amor uma coisa


muito bonita, mas quando um
não quer mais tem que acabar.”
Zidineia, 76 anos

“Sinto amor quando sou


acolhida por alguém duran-
te os momentos difíceis.”
Gabriele, 17 anos

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amor...

“Amor, para mim, é um


constante aprendizado interno
que se reflete no externo.”
Juliana, 19 anos

“Acho que o maior amor


que podemos viver é aquele que
não é romântico, mas sim real.”
Anna, 53 anos

“Quando eu amo meu


coração bate muito rápido.”
Manuella, 7 anos

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para refletir...
de onde vem o amor para você?

dos outros de mim

por quê?

como o amor te faz sentir?

1.
2.
3.
4.
5.
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amor como encontro (?)
não minto quando digo que o amor é também um encontro de al-
mas e que ele reside no pequeno intervalo de tempo em que o outro
te olha e você olha de volta. em que os dedos se tocam sem per-
missão e permanecem ali, sentido minuciosamente a textura da pele
de cada um. porém, talvez, você não acha que essa vivência possa ser
muito mais duradoura e real no momento em que apenas se ter já
seja o suficiente? porque, acredito que, aprendendo a estar consigo
mesmo e, consequentemente, se amando, te propiciará uma vonta-
de inquietante de transbordar esse amor como água que não cabe
mais no copo. você vai desejar que outros se sintam dessa forma,
então vai permitir que essa água se transforme em rios e oceanos.
você simplesmente amará. sem espera. sem poder. sem se preocu-
par com a duração dos momentos, ou com a reciprocidade do senti-
mento. amará a todos e a todas porque, dentro de você, já não existe
mais espaço para tanto amor. e não precisará explicá-lo ou obrigar
que alguém o entenda, porque, se apenas você entender, já basta.

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felicidade?
desde criança, aprendemos o básico para viver, seja isso um simples
passo ou a leitura de uma palavra monossilábica. aprendemos a somar
e a subtrair e entendemos, por conta própria, como a matemática
se encaixa em nossas vidas. aprendemos um pouco de história e de
geografia, que nos permitem criar senso crítico sobre os assuntos e as
notícias que permeiam no mundo em que vivemos. alguns de nós, até
mesmo se dedicam a aprender sobre as teorias da física, os experimen-
tos da química e o funcionamento do ser humano por meio da biologia.
porém, apesar de aprendermos tantas coisas, ninguém nunca nos en-
sina um assunto chamado “felicidade”.
essa palavra é aquele tipo de coisa que o meio social representa como
uma utopia, uma idealização, sendo relacionada, nos dias de hoje, ao
consumo; é preciso consumir, seja um produto, um alimento ou até
mesmo o outro, para legitimar suas próprias felicidade e completude.
dessa forma, acho triste saber que a sociedade estimula esse pensa-
mento constantemente, porque, ao meu ver, a felicidade é exatamente
como o amor, não pode estar atrelada ao consumo, mas sim à autos-
suficiência de cada um.
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felicidade...

“Encontro a felicidade
em coisas simples e pequenas,
como gestos de amor...”
Gabriele, 17 anos

“Sou feliz por sempre ter o


apoio das pessoas que amo em
toda e qualquer situação.”
Marcella, 27 anos

“Felicidade, para mim, é uma


realização diária, tanto indi-
vual quanto coletiva.”
Renata, 19 anos

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felicidade...
“Felicidade para mim é
colocar os pés na terra e me
sentir conectada com todos os
seres do universo.”
Tessa, 19 anos

“Sempre fico feliz quando es-


tou no colo da mamãe.”
Manuella, 7 anos

“Não sei se amor é felicidade ou fe-


licidade é amor, mas sei que, defin-
itivamente, os dois andam juntos.”
Ivana, 77 anos

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-Mahatma Gandhi
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para refletir...
você se considera uma pessoa feliz?

sim não

por quê?

o que te faz feliz?

1.
2.
3.
4.
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feliz para mim...
...é aquele que vê tudo que o cerca como um motivo para agradecer.
é aquele que, independente das circunstâncias, compreende o tempo
das coisas e não se prende ao apego efêmero pelos bens materiais.
é aquele que tem empatia consigo mesmo e com o outro. é aquele
que percebe que a sua vida, em si, já é um motivo de felicidade.
porém, como já disse antes, não estou aqui para te doutrinar com um
pensamento fruto da minha breve experiência com a vida. quero te
propor uma reflexão, algo que te faça pensar o porquê de delegar a
sua felicidade a algo ou a alguém, ou de depositá-la nas mãos do futu-
ro, se as coisas ao seu redor podem ser, agora, no momento presente,
a legítima felicidade.

pare e pense!
é tudo uma questão de perspectiva.

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46
fim.

a jornada agora é você quem continua...

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quem somos nós?
Ellen Costa, Luiza Ferrero, Mylena Fernandes e
Suziane Novaes.

quatro garotas que estão em uma busca, assim como você, de


viver a vida de forma mais simples e leve. Com alguns tropeços
e vitórias no meio do caminho, nós criamos e realizamos sonhos
diariamente como estudantes de Comunicação Social na
Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ.

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de bem com a vida
RIO DE JANEIRO
2018

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