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ANHANGUERA EDUCACIONAL

UNIDADE DE SOROCABA

PARASITOLOGIA VETERINÁRIA APLICADA

BRUNA ANGÉLICA FURQUIM

FRANCINE RODRIGUES DA SILVA

PORTIFÓLIO

Portfólio apresentado ao curso de Medicina


Veterinária da Faculdade Anhanguera de
Sorocaba.

Professor: Rodrigo Gonzales Rodrigues.

Sorocaba

2018
Sumário

Introdução ................................................................................................................... 4

1.0 ESTRONGILÍDEOS PULMONARES................................................................. 5

1.1 Ciclo Exógeno .................................................................................................. 5

1.2 Ciclo Endógeno ............................................................................................... 5

1.3 Sintomas .......................................................................................................... 6

1.4 Patogenia ....................................................................................................... 6

1.5 Diagnóstico ..................................................................................................... 6

1.6 Tratamento ....................................................................................................... 7

2.1 Ordem Ascarida................................................................................................. 7

2.2. Ascaris suum .................................................................................................... 7

2.3 Parascaris equorum ......................................................................................... 8

2.4 Sub Família Toxocarinae .................................................................................. 9

2.4.1 Toxicara Canis.................................................................................................. 9

2.4.2 Toxocara cati .................................................................................................... 9

2.4.3 Toxocara leonina .............................................................................................. 9

3.0 Ordem Rabdithida - ........................................................................................ 10

3.1 Familia Habronematidae ................................................................................ 10

3.1.1 Habronema muscae ....................................................................................... 10

3.1.2 Draschia magastoma...................................................................................... 11

3.2 Família Oxyridae ............................................................................................ 11

3.2.1 Oxyuris equi.................................................................................................... 11

3.3 Família Onchocerdidae .................................................................................. 11

3.3.1 Dirofilaria immitis ............................................................................................ 11

4.0 Ordem Enoplida ............................................................................................. 12


4.1 Familia Trichuridae ........................................................................................ 12

4.1.1 Trichuris sp. ..................................................................................................... 12

5.0 Ordem Dioctophymatida ................................................................................. 13

5.1 Família Dioctophymatidae .............................................................................. 13

5.1.2 Dioctophyma renale........................................................................................ 13

6.0 Gênero Strongyloides ..................................................................................... 13

6.1 Strongyloides sp ............................................................................................. 14

7.0 Farmacologia dos Antiparasitários ................................................................. 15

7.1 Farmacologia dos anti-helmínticos ................................................................. 17

7.2 Classe ............................................................................................................ 17

8 - Artigo sobre parasito de preferência: ................................................................... 19

Referências Bibliográficas ......................................................................................... 22


Introdução
Este trabalho em portfólio tem como principal meta apresentar o material
ministrado em aula pelo Professor Rodrigo G. Rodrigues

Parasitologia é uma ciência que atua na área da saúde, biologia, veterinária,


zoonoses, onde se estudada morfologia, ciclos de vida e reprodução dos parasitas.
Estuda também a relação parasita com seu hospedeiro intermediário e hospedeiro
definitivo.

Foi apresentado esse bimestre os principais parasitas nematodas das


Ordens:

- Estrongilídeos Pulmonares.

- Ascarida.

- Rabdithida.

- Enoplida.

- Dioctophymatida.

- Strongyloides.
1.0 ESTRONGILÍDEOS PULMONARES

A família Metastrongylidae é composta de parasitas pulmonares de ciclo


indireto, que atingem brônquios e pulmões e são parasitos de aspecto delegado,
brancos e longos com cápsulas buscais longas e reduzidas e bolsas copuladoras
também reduzidas.

Gênero Metastrongylus spp.

São parasitas HD - suínos; HI- minhocas que habitam brônquios e


bronquíolos, são longos e finos e possuem cerca de 6 mm.

São machos de espículo longo e fino com ausência de gubernáculo e ponta


anterior com 2 lábios trilobados.

1.1 Ciclo Exógeno

Heteroxênicos - HI minhoca.

A minhoca ingere os ovos, dentro da minhoca em 10 a 30 dias ocorrem as


mudas L1-L2-L3, sendo que a L3 pode sobreviver até 7 anos. Os ovos podem
sobreviver até 1 ano no solo, sobretudo em regiões frias.

1.2 Ciclo Endógeno

Mecanismo de infecção do HD: a ingestão do hospedeiro intermediário


infectado por L3, que irá atravessar a parede intestinal para chegar aos gânglios
linfáticos mesentéricos, mudando para L4. Via circulação sanguínea ou linfática as
L4 irão atingir o coração e os pulmões.

PPP = 4 semanas.
1.3 Sintomas

- Infecções leves - assintomáticos

- Tosse

- Sufocação

- Redução do apetite

- Emagrecimento

- Complicação por pneumonia bacteriana

Nota: Os sinais clínicos mais comuns tendem a aparecer em indivíduos


jovens com má alimentação e resistência diminuída.

1.4 Patogenia

- Petéquias pulmonares

- Obstrução dos bronquíolos resultando em enfisema e pneumonia

- Vermes que morrem nos bronquíolos = nódulos confundidos facilmente


com tuberculose.

- Mais comum em animais de 4 a 6 semanas.

1.5 Diagnóstico

- Ovos nas fezes -larvados e com casca espessa

- Necropsia - parasitos adultos nos brônquios


1.6 Tratamento

- Desverminações.

- Controle da população de minhocas.

- Criação em estabulação.

2.1 Ordem Ascarida


É um nematoda, que pertence a:

Ordem: Ascaridida

Família: Ascaridae

A família Ascaridae possuí as principais características:

- 3 lábios desenvolvidos, circulando o orifício oral;

- ovo elíptico com casca espessa;

- Faz migração pelo pulmão;

- Infecção ocorre pela ingestão de ovos contendo a L2;

2.2. Ascaris suum


São grandes namatodas, (machos 15 a 25 cm e fêmeas 20 a 40 cm)
desprovidos de asa caudal, espiculos iguais, papilas pré e pós- cloacais.

Tem como hospedeiros os suínos, ficando localizado (quando já adultos) na


luz do intestino delgado.

Os hospedeiros podem apresentar alguns sinais, sendo eles:


- Retardo no crescimento;

- Infecções maciças (obstrução intestinal);

- Alterações de apetite;

- Cólica;

- Vômito;

- Lesões hepáticas (icterícia);

Diagnóstico é realizado através do método de Willis (flutuação simples)

Sua profilaxia pode ser feita tratando os animais parasitados, higienização


de mãe, filhotes e do local.

2.3 Parascaris equorum


Tem um tom branco, amarelado e seu ovo é redondo com casca espessa e
rugosa.

São de menores ( em comparação com o parasito anterior) os machos


podem chegar até 28cm e as fêmeas até 50cm.

Tem como hospedeiro os Eqüídeos, ficando localizado no intestino delgado.

Sintomas:

- Enterite;

- Obstrução;

- Cólica;

O diagnóstico é feito com a técnica de Gordon e Whitlock (MCMaster).


2.4 Sub Família Toxocarinae

2.4.1 Toxicara Canis


Hospedeiro: Cães

Local: Intestino delgado

Infecção se da através da ingestão de larvas L2, que passa pelo fígado


causando lesões. Também conhecida como: Larva migrans visceral.

Podem causar:

- Pneumonia;

- Enterite mucóide;

- perfuração com peritonite.

O diagnostico se dá através do método de Willis (flutuação)

2.4.2 Toxocara cati


Hospedeiro: Gatos

Idêntico ao Toxocara Canis (Diagnósticos, sintomas e localização)

2.4.3 Toxocara leonina


Hospedeiro: Felinos e Caninos

Local: Intestino delgado

Diagnostico: idem anteriores


3.0 Ordem Rabdithida -
Taxonomia:

Dominio: Eucariontes

Reino: Animalia

Filo: Nematotheiminthes

Classe: Nematoda

Ordem: Rhabtida

Subordem: Spirurina

3.1 Familia Habronematidae


Diagnóstico:

- ovos larvados;

- feridas;

A profilaxia deve ser realizada através de esterqueiras e tratando as feridas


dos animais.

3.1.1 Habronema muscae


Hospedeiro definitivo: equinos

Hospedeiro Intermediario: moscas (principalmente Musca domestica)

Local: Estômago

Tamanho pequeno

Machos tem cauda espiralada, asa caudal, papilas pedunculadas e um


espículo cinco vezes maior que o outro.

Cápsula bucal bem desenvolvida e com 2 paredes curtas e retas.

Período Pré Patente de 2 meses


3.1.2 Draschia magastoma
Hospedeiros e local idênticos ao anterior

Características quase iguais ao anterior, exceto pela cápsula bucal bem


desenvolvida e afunilada, com duas reentrâncias (constrição cefálica).

3.2 Família Oxyridae

3.2.1 Oxyuris equi


Hospedeiro Definitivo: eqüinos.

Local: Intestino grosso.

Tem tamanho médio.

Macho tem espículo e asa caudal.

Ovos operculados, ovais e amarelados.

Periodo pré patente de 4 a 5 meses.

Diagnóstico: McMaster.

3.3 Família Onchocerdidae

3.3.1 Dirofilaria immitis


Hospedeiro Definitivo: Cães.

Hospedeiro Intermediário: Pernilongo Culex sp.


Local: Coração direito e artéria pulmonar.

Tamanho médio de 12 a 30cm.

Macho tem a extremidade posterior espiralada, um espículo grande e outro


pequeno e papilas pré e pós cloacais.

Pode atingir o pulmão, causando deficiência respiratória, pneumonia,


intolerância a exercícios e/ou tosse crônica branda.

Ocorre principalmente em áreas litorâneas e áreas onde tem lagos.

Diagnóstico: Método de knott, gota espessa, Snap.

4.0 Ordem Enoplida

4.1 Familia Trichuridae

4.1.1 Trichuris sp.


Hospedeiros Defininitivos:

- T. suius: suino

- T. vulpis: cão

- T. discolor: bovino e bubalino

- T. ovis: Ovino

- T. trichuria: Homem

Local: Ceco

Tem tamanho pequeno a médio (2 a 7 cm).

Formato anterior simples e mais afilada que a posterior (chicote) .

Grandes infestações causam lesões na mucosa cecal, podendo ocorrer


infecção secundária.
Diagnóstico: Willis

5.0 Ordem Dioctophymatida

5.1 Família Dioctophymatidae

5.1.2 Dioctophyma renale


Hospedeiro definitivo: Carnívoros (Mais comum: cães)

Hospedeiro Intermediários: Anelídeos e peixes dulcíolas.

Local: Rins

Localização errática: cavidade abdominal(e órgãos abdominais), pleura,


peritônio, tecido subcutâneo e próstata.

Femêas podem atingir até 1mt.

Machos apresentam uma pequena bolsa copuladora.

Causam insuficiência renal, podendo levar a óbito.

Quando fica na cavidade abdominal pode causar peritonite.

Diagnóstico: Ovos na urina.

Tratamento: Remoção cirúrgica.

6.0 Gênero Strongyloides


Taxonomia:

Dominio: Eucariontes

Reino: Animalia
Filo: Nematotheiminthes

Classe: Nematoda

Ordem: Rhabtida

Família: Strongyloididae

Gênero: Strongyloides

6.1 Strongyloides sp
Hospedeiros definitivos:

- S. westeri: Equinos.

- S. ransomi: Suinos.

- S. papillosus: Bovinios.

- S. stercoralis: Homem, cão e gato.

Local: Intestino delgado (diminui a absorção de nutrientes atrasando o crescimento)

Ocorre nos primeiros dias de vida.

Tem tamanho pequeno (podem ter menos de 1cm)

Fêmeas partenogenéticas, (não precisam de macho para reproduzir) com boca


trillabiada.

Suas larvas te esôfago filariforme (reto e fino), ocupando um terço do tamanho do


corpo.

Contagio:

contato com a pele, ingestão de alimento contaminado ou contaminação


transplacentária.

Sintomas: lesões no local de contato, inflamação local, dermatite, caso atinja o


pulmão podem causar pneumonia, causam erosões intestinais e enterite catarral.
Podem fazer dois ciclos:
Ciclo parasitário direto:

Onde a fêmea libera o ovo larvado pelas fezes no ambiente(L1), até atingirem o
hospedeiro (L3) pela pele, onde o corre o Ciclo de Loss (L3 > coração > pulmão>
brônquios> L3 vira L4 > traquéia> laringe> e são deglutidas > tubo digestivo> L4
vira L5.

Ciclo no ambiente: Após as larvas com 2 gametas eclodirem nas fezes,


desenvolvem esôfago rabditiforme, amadurecem no e se alimentam de material
orgânico no ambiente, onde ocorre a reprodução e produção de machos e fêmeas,
gerando assim larvas contaminantes L3 (podem gerar larvas tanto filariformes como
rabditiforme).

Diagnostico:

Técnica de McMaster: ruminantes, eqüinos e suínos

Técnica de Baermann: cães, gatos e humanos.

7.0 Farmacologia dos Antiparasitários

As contaminações causadas por parasitas são mais difíceis de serem


tratadas do que as infecções bacterianas, e vários dos fármacos antiparasitários
podem causar graves efeitos toxicológicos no organismo do paciente, especialmente
em células que apresentam uma atividade metabólica mais elevada, como: células
neuronais, tubulares renais ou intestinais e células tronco da medula óssea.

O tratamento para a leishmaniose pode ser feito mesmo com a doença


estando em estado grave, durante o processo de cura deverão ser utilizados
antibióticos como antimoniato de N-metiglucamina, anfotericina-B lipossomal e
desoxicolato de anfotericina-B.

Anfotericina-B foi originalmente extraído de streptomyces nodosos, uma


bactéria filamentosa, a administração é feita por meio de via intravenosa ou tópica,
tendo formulações orais em seu desenvolvimento. A anfotericina-B age ligando-se
aos esteróis da membrana celular do fungo sensível, alterando a sua permeabilidade
e alterando sua permeabilidade e provocando extravasamento dos componentes
intracelulares. As membranas dos animais superiores também contêm esteróis e isto
sugere que a dano às células humanas e de fungos podem ter mecanismos em
comum. Os efeitos colaterais podem incluir, muito frequentemente, uma séria reação
após a infusão (1 á 3 horas após a aplicação), que consiste em um quadro de febre
alta, calafrios, náuseas, vômito, sonolência e fraqueza generalizada. O dano renal
poderá ser grave e irreversível á toxidade renal com formulações lipossômicas.
Desequilíbrios eletrolíticos como hipocalemia e hipomagnesemiatambém são
bastante comuns. No fígado, o aumento das enzimas hepáticase hepatotoxidade
(incluindo a insuficiência hepática fulminante). Enquanto que, no sistema circulatório
várias formas de anemia e outras discrasias sanguíneas (leucopenia,
trombocitopenia), arritmias cardíacas graves (fibração ventricular).

Diuréticos ou Cisplatina:aumento da toxicidade renal e aumento dos riscos


de hipocalemia.

Corticosteroides: a umen to do risco de hipocalemia.

Fármacos citostáticos: o aumento do risco de dano renal, hipotensão e


bronco espasmos.

Outros medicamentos nefrotóxicos como os aminoglicosídeos, possuem


maior risco de dano renal grave.

Ao fármacos utilizados no tratamento da malária podem possuir vários locais


de ação irvários locaisdeação: os fármacos usados para tratar a crise aguda da
malária agem no parasitas do sangue e eles curam as infeções pelos parasitas, que
não possuem um estágio exo-eritrócíto.

Os fármacos usados para a quimioprofilaxia agemnos merozoítos emergindo


das células hepáticas. Já os fármacos usados para a cura radical são os ativos
contra os parasitas no fígado, e alguns fármacos irão agir nos gametócitos e que
evitam a transmissão pelo mosquito.
A cloroquina é a mesma substância utilizada como antirreumático e
antiarrítmico. É perigoso pois utilizamos os equilíbrios elétricos para o coração, e o
paciente apresentar alguma cardiopatia, deve tomar mais cuidado ao ingerir esse
fármaco pois pode ocorrer uma cardiotoxidade, pois o efeito principal é o efeito
arrítmico.

7.1 Farmacologia dos anti-helmínticos

Possui três principais grupos de helmintos(vermes) - os nematódeos,


cestódeos e trematódeos, que infectam os humanos. Como acontece em todos os
regimes antibióticos os fármacos anti-helmínticos são dirigidos contra alvos
metabólicos que estão presentes nos parasitas, mas, que estão ausentes ou
possuem certas características diferentes nos hospedeiros.

Normalmente os helmínticos que ficam parasitados em locais físicos como o


TGI, é possível apresentar mais eletividade na parte do fármaco, assim, a
substância não precisa ser absorvida e distribuída sistematicamente. Porém caso o
parasita consiga se locomover ou esteja na corrente sanguínea, o fármaco deverá
ser distribuído sistematicamente.

7.2 Classe

Benzimidazól

- Apresenta distúrbios de TGI, sintomas alérgicos, febre, tontura, sonolência,


cefaléia e erupções cutâneas.

- Não deve ser usado em mulheres grávidas ou crianças menores de 2 anos


de idades.
- Inibe a polimerização da β-tubalina, interferindona captação de glicosede
250 á400x.

- Mais seletivo para células helmínticas.

- Absorção oral de 10%.

- Metabolismo hepático asulfonas que éoprincípio ativo.

Praziquantel

- Nenhum efeito farmacológico clinicamente relevantes em homens ou


mulheres.

- Altera a homeostasia do cálcio no helminto.

- Provoca contração da musculatura e paralisia.

- Bem absorvido pela via oral.

- Metabolismo hepático.

Piperazina

- Raros distúrbios de TGI, broncoespasmos e urticária.

- Inibição neuromuscular reversível do verme.

- Atua como GABA.

- Os vermes paralisados sai expelidos do organismo ainda vivos.

- Parcialmente absorvida pela via oral.

Niclosamida

- Raramente apresenta sintomas de náuseas ou vômito.

- Administrada em uma dose única.

- Absorção mínima do fármaco á partir do trato intestinal.

Dietilcarbamazina
- Apresenta distúrbios de TGI, artralgias, dores de cabeça, fraqueza,
aumento dos gânglios linfáticos, tontura, taquicardia e de distúrbios gastrointestinais
e/ou respiratórios.

- Absorção oral, distribuída ao longo de todas as células e tecidos do corpo,


com excessão do tecido adiposo.

- Parcialmente metabolizada pelo organismo, sendo excretada através da


urina e eliminada do corpo dentro de 48 horas.

Ivermectina

- Pode apresentar sinais de erupções cutâneas, febre, tontura, dores de


cabeça, dor nos músculos ou nas articulações e inchaço nos gânglios linfáticos.

- Em geral, a droga é muito bem tolerada pelo organismo.

- Mata o verme através da abertura de canais de cloreto ativado por


glutamato.

- Liga-se ao receptor nicotínico aumentando a sua transmissão e o levando


a um estado de paralisia, ou a receptores de GABA.

8 - Artigo sobre parasito de preferência:

Dirofilariose Immits

A Dirofilariose é popularmente conhecida como "verme do coração", na


realidade seu agente pertence a ordem Spirurida, Superfamília Filaroidea, Família
Filariidae e gênero Dirofilaria.

É uma doença vascular pulmonar, podendo causar tromboses e fibroses.


Sua incidência é maior em áreas litorâneas, pelo clima e facilidade de
encontrar uma maior população de seu agente transmissor, que são os mosquitos
do gênero Culex.

Seus hospedeiros intermediários são as fêmeas dos mosquitos, que se


contaminam ao sugar sangue contaminados com larvas L1, que penetram na
mucosa estomacal evoluindo para a L2 até a L3, onde se migram para o aparelho
bucal, sendo liberadas pela saliva durante o repasto sanguíneo.

Após o contato do hospedeiro contaminante com o hospedeiro definitivo a L3


entra pelo tecido subcutâneo e levam aproximadamente dois meses para evoluírem
para a L5 e assim migrando para a corrente sanguínea pela corrente periférica, até
chegarem no coração onde se tornam L5, ou seja, jovens adultas, após 6 meses de
infecção o hospedeiro já tem boa parte do coração e pulmão tomados pelos vermes.

A dirolafiliose também é uma Zoonoses, ou seja, também pode contaminar o


homem.

Casos de dirofilariose pulmonar humana têm sido diagnosticados em


diferentes regiões do Brasil, em adultos entre 40 e 60 anos, e já ultrapassam 50 em
todo o país, caracterizando uma doença emergente. As lesões são normalmente
diagnosticadas em exames de rotina e podem ser confundidas com neoplasias
pulmonares. Pouco mais de 50% dos pacientes apresentam sintomas decorrentes
da presença do nódulo pulmonar. Febre, tosse, dor no peito, infecções pulmonares e
hemoptise são alguns dos mais freqüentes. A importância em saúde pública,
contudo, não está associada à doença clínica que a D. immitis produz em humanos,
mas à gravidade das doenças que os achados radiográficos sugerem existir, o que
requer um extenso trabalho de acompanhamento clínico culminando freqüentemente
com toracotomia17 22. Considerando que a ocorrência dessa enfermidade guarda
relação com a alta prevalência de infecção na população canina7, uma busca ativa
em indivíduos daquela área poderia revelar novos casos da doença humana.(
GARCEZ et al., 2006)

Determinou-se a freqüência da dirofilariose canina em 310 (158 machos e


152 fêmeas) cães oriundos da cidade de São Paulo (154) e do litoral paulista (156).
O levantamento foi realizado por meio da técnica de Knott (pesquisa de microfilárias)
e do teste de ELISA para detecção de antígenos circulantes solúveis. Vinte e cinco
(8,0%) amostras apresentaram-se positivas utilizando-se os dois métodos para D.
immitis, seis (3,9%) da cidade e 19 (12,2%) da área litorânea. Detectou-se
positividade ao Knott em 19 (6,1%) amostras, quatro de São Paulo e 15 do litoral, e
12 (3,9%) reagentes ao ELISA, quatro de São Paulo e oito do litoral; seis (1,9%)
amostras foram positivas pelos dois métodos, duas em São Paulo e quatro no litoral.
A percentagem de cães positivos pelo método de Knott no litoral foi maior do que em
São Paulo (P<0,05), porém ao teste de ELISA os casos positivos foram
eqüivalentes. A infecção patente (microfilarêmica) prevaleceu sobre a infecção
oculta (amicrofilarêmica), portanto não houve grande freqüência de cães infectados
provavelmente por não se tratar de áreas de alta endemicidade, onde a ocorrência é
maior que 10%.( SOUZA, N.F. and LARSSON, M.H.M.A.,2001)

Sinais clínicos: Pode ser assintomático no inicio, já em cães intensamente


infectados, podem estar apáticos e há perda gradual de condição corporal e
intolerância ao exercício.
Eles podem apresentar tosse débil crônica com hemoptise, e nos estágios
posteriores da doença tornam-se dispneicos e podem desenvolver edema e ascite.
Diagnóstico: Realizado através do teste de ELISA, e analise dos sintomas.

Tratamento: A recomendação habitual é que os cães infectados sejam


tratados primeiro por via intravenosa com tiacetarsamida, 2 vezes/dia durante um
período de 2 dias, ou por via intramuscular com melarsamida por dois dias para
remover os vermes adultos; reações tóxicas não são incomuns após esse
tratamento em razão da morte e desintegração dos vermes do coração e do
embolismo resultante; a atividade dos cães deve ser restrita por um período de 2 a 6
semanas. Em casos mais graves os vermes devem ser retirados de maneira
cirurgica.
Referências Bibliográficas

RODRIGUES, Profº Rodrigo Gonzales Rodrigues. “Slides ministrados em


Aula”. Parasitologia Geral 2018 (Encontros 8 ao 15)
http://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-
epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-transmitidas-por-agua-e-
alimentos/doc/parasitas/strongiloides.pdf

Referências do artigo:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0037-
86822006000400003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0037-
86822006000400003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-09352

Taylor M.A., Coop R.L, Wall R.L., "Parasitologia Veterinária (Quarta


Edição)(Tradução José Jurandir Fagliari e Thais Gomes Rocha), Editora Guanabara,
pag. 2430-2435