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As Eras da Qualidade

A gestão da qualidade vem sendo aplicada por diversas organizações do mundo todo,
independente do seu porte, atividade ou segmento de atuação no mercado.
Os princípios que norteiam a gestão da qualidade foram difundidos a partir da década de
1950, mas somente nas últimas décadas no século XX, passaram a ser solvidos pelas
organizações. Inicialmente, a atividade era voltada somente para a inspeção; atualmente,
as atividades associadas a qualidade são consideradas fundamentais para o
gerenciamento estratégico.
Podemos notar que a gestão da qualidade passou por uma evolução, que pode ser
dividida em quatro eras:
Inspeção: A qualidade do produto era verificada ao final do processo produtivo, ou seja,
a inspeção era realizada por um funcionário que examinava produto a produto. Não se
buscava analisar a causa dos problemas e defeitos apresentados, apenas havia a
separação dos produtos “bons” e “defeituosos”. Os produtos defeituosos eram
eliminados, o que ocasionava alto grau de desperdício e refugo ao processo.
Controle Estatístico da Qualidade: Foi iniciado pelo estatístico Walter Shewhart, através
de seus estudos passa-se a utilizar ferramentas e técnicas estatísticas para avaliar,
através da amostragem, a qualidade dos produtos e do processo produtivo. Surge no
cenário da Segunda Guerra Mundial com a ascensão da Revolução Industrial. Devido a
produção massificada e ao aumento da escala produtiva, realizar as inspeções em todos
os produtos fabricados de maneira completa torna-se inviável, desse modo, utilizando o
controle estatístico, torna-se possível escolher certa quantidade de produtos para
inspeção, onde as características dessa amostragem seriam expandidas a todo o lote.
Garantia da Qualidade: O fim da Segunda Guerra Mundial estabeleceu mudanças
significativas no mundo todo. Após a guerra, os americanos enfrentaram sucesso em sua
economia, no entanto, o Japão estava destruído, necessitava se reerguer e melhorar a
reputação de seus produtos. Por meio dos estudos de Edwards Deming e mais tarde
Joseph Juran, a qualidade passou a ser bem aceita nas organizações japonesas. Juran,
incorporou uma nova perspectiva à qualidade. Até aquele momento, as atividades
relacionadas a qualidade tentavam garantir ao produto a perfeição técnica. A nova
abordagem relacionava a satisfação do cliente quanto à adequação ao uso do produto. A
responsabilidade quanto a qualidade passou a ser global, compreendendo toda a
organização. A qualidade passa a ser abordada desde a etapa de desenvolvimento do
projeto do produto até chegar ao consumidor final, e todos os funcionários, de todos os
níveis hierárquicos, devem estar envolvidos e comprometidos com as atividades de
melhoria da qualidade.
Gestão Estratégica da Qualidade: Nas duas últimas décadas do século passado, a
qualidade passou a ser notada como uma disciplina de caráter estratégico, sua visão foi
ampliada e hoje é considerada uma arma que a organização dispõe para obter vantagem
competitiva face aos concorrentes. A gestão da qualidade total é uma abordagem que
objetiva a melhoria contínua de seus processos, produtos e serviços, atingindo todo o
meio organizacional. Os projetos de melhoramento contínuo buscam fortalecer a
produtividade e a rentabilidade da organização, diminuir os custos, eliminar
desperdícios, gargalos, retrabalhos, reclamações e devoluções nos processos e em
atividades que agreguem valor ao cliente, fornecer produtos e serviços com perfeição
que proporcionem satisfação às necessidades dos clientes interno e externo.
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/administracao/as-eras-da-gestao-
da-qualidade/73490

Para entender sobre qualidade, é necessário conhecer o significado de seu termo. A


palavra qualidade, vem do latim ‘qualitate’. Os principais autores sobre o tema, como
Deming, Crosby, Juran e Feigenbaun, procuraram defini-la de acordo com uma série de
princípios, os quais devem ser adequados para a implantação da qualidade nas
organizações.
A norma brasileira ABNT NBR ISO 9000, define qualidade como:
“Grau no qual um conjunto de características inerentes satisfaz a requisitos”.
A qualidade de um produto ou serviço pode ser mensurada, quando essa, atende às
necessidades de seus clientes de forma agradável. Além disso, cada pessoa tem uma
visão diferente no momento de comprar um produto ou desfrutar de um serviço, pois,
estarão baseadas naquilo que aprenderam, nas suas expectativas e também em suas
necessidades, que poderão ser distintas.
O conceito de Gestão da Qualidade foi evoluindo com o passar do tempo, a medida
em que as pessoas tornaram-se mais exigentes em suas avaliações.

O que é Gestão da Qualidade?


A Gestão da Qualidade é uma gerência focada na qualidade da produção e dos serviços
de determinada empresa.
Inicialmente, surgiu na Segunda Guerra Mundial, para corrigir os erros dos produtos
bélicos, mas anteriormente o termo utilizado era “Controle de Processos”. Com sua
evolução, passou a denominar-se Garantia da Qualidade, utilizando normas específicas
para cada etapa. Após isso, surgiu o Controle da Qualidade, no início do século XX por
Frederick Taylor e Ford.
Atualmente, os consumidores exigem cada vez mais qualidade dos serviços e produtos
que adquirem. Por isso, surgiram ferramentas do governo para auxiliar na defesa do
consumidor. No Brasil, por exemplo, existe o Sistema Nacional de Informações de
Defesa do Consumidor (SINDEC), sistema do Ministério da Justiça que realiza a
gestão dos atendimentos realizados pelo Procon; e o site Consumidor.gov, uma
plataforma que faz a integração entre empresa e consumidor, com o objetivo de ajudá-
los a solucionar os problemas de consumo. Essa plataforma está sob a supervisão dos
Procons e da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça.
O fato é que em todo e qualquer lugar é preciso haver fiscalização quanto a qualidade
do produto. Um alimento estragado, por exemplo, pode levar alguém a óbito.
Tendo em vista os aspectos abordados, pode-se concluir que as empresas e instituições
precisam de uma gestão da qualidade.

História da Gestão de Qualidade


Desde a Antiguidade, a qualidade possui diferentes formas de acordo com o tipo de
negócio. Nos séculos XVIII e XIX, os artesãos relacionavam a qualidade de um produto
ao fato de atender às necessidades de seus clientes.
Com a Revolução Industrial, os artesãos perderam clientela, assim, a mão de obra de
trabalhos manuais foi substituída por trabalhos mecânicos, sendo necessário inspecionar
todos os processos, dando início ao modelo do Taylorismo, de produção em série.
Na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), foram encontrados vários defeitos em
produtos bélicos, mesmo havendo pessoas responsáveis pela supervisão da qualidade
destes produtos.
Na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a indústria foi impulsionada a produzir
materiais bélicos de qualidade. Foi nesse período, que o controle estatístico da
qualidade destacou-se. Assim, em 1931, W. A. Shewart, em uma publicação, decidiu
mostrar alguns conceitos sobre qualidade. Walter Andrew Sherwart, físico, engenheiro e
estatístico norte-americano, também conhecido como “Pai do controle estatístico da
qualidade”, iniciou estudos sobre a qualidade nas indústrias e demais locais de
produção. Desenvolveu o CEP - Controle Estatístico de Processo, e criou o ciclo PDCA,
método usado para resolver problemas, controlar e melhorar processos de forma
constante. O Japão foi um dos países que destacou-se, pois houve a necessidade da
melhoria de seus produtos.
Em 1950, o americano Edwards Deming surgiu com o método de controle estatístico no
Japão, introduzindo-o a técnicos e engenheiros. Em 1954, Joseph Juran contribuiu com
a evolução da qualidade para os japoneses. Outros autores também ajudaram a formar
esse conceito, e nas décadas de 70 e 80, as potências mundiais da época, Estados
Unidos e Japão, aprimoraram os processos da qualidade, de maneiras distintas.
A partir daí, organizações do mundo todo implementaram os modelos de Gestão da
Qualidade. A partir do século XX, os consumidores tornaram-se cada vez mais
exigentes, cobrando qualidade do produto.

Gestão de Qualidade no Brasil


Esse modelo começou a ser implantado no Brasil a partir de 1990. Através dele, a
organização passou a adquirir novas competências como: aprender novos
procedimentos, ter atitudes diferenciadas, interação com o público interno e externo e
também com o mercado.
Além disso, a década de 90 trouxe o início da utilização das normas ISO 9000, bem
como, o Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade, criado pelo Governo
Federal com o objetivo de auxiliar na competitividade dos produtos brasileiros. Vários
Estados do Brasil implantaram e criaram programas da qualidade.

Curso Superior em Gestão de Qualidade


O Curso em Gestão da Qualidade, em sua maioria, tem a formação de tecnólogo, com
duração de 02 anos.
O profissional responsável pela área, participará de todos os processos que fazem parte
da produção industrial, a fim de trazer maior qualidade e produtividade para os serviços.
Há cursos específicos para a área de qualidade dos serviços, e não somente na área
industrial, tais como Gestão da Qualidade em Saúde, Ambiental, etc. Mas, tratando-se
do Curso de Gestão da Qualidade, o aluno aprenderá como trabalhar em indústrias de
diversos segmentos.
Disciplinas que podem ser estudadas são Informática, Administração, Matemática
Aplicada, Gerenciamento de Processos, Gestão de Recursos Humanos, Métodos
Estatísticos Aplicados, Metrologia, dentre outras.
O mercado de trabalho para esse profissional está disponível em indústrias,
principalmente, petroquímica, alimentícia e automobilística, com a finalidade de
implantar e manter um Sistema de Gestão da Qualidade. Já pequenas empresas e
instituições financeiras podem contratar esse profissional para manter a qualidade dos
seus serviços.
Ele implantará os padrões e normas aceitos internacionalmente. Além disso, poderá
fazer auditorias externas e internas para auxiliar a empresa em seus processos de
trabalho.
O SEBRAE também disponibiliza cursos de Gestão da Qualidade, para que empresários
e gerentes possam implementar a qualidade em seu negócios.
http://gestao-de-qualidade.info/

História da Qualidade
A “qualidade” pode ser definida como: 1. Aquilo que caracteriza uma pessoa ou coisa e
que a distingue das outras; 2. Modo de ser; 3. Atributo, predicado, aptidão; 3. Melhoria
contínua, conformidade com os requisitos e adequação ao uso, observados critérios
como custos, controles internos e prazos, dentre outros. Esta última, bem mais recente.

Podemos dizer que a história da qualidade começou com a Revolução Industrial e a


disseminação da produção em série. Mas há quem “viaje” um pouco mais e remeta esta
preocupação aos tempos de Hamurabi e seu código que condenava à morte qualquer
construtor que construísse uma casa que desmoronasse por não ser sólida o suficiente,
matando o morador (falta de qualidade...).

De qualquer forma, um ponto é unanimidade: a qualidade como conhecemos hoje só


surgiu por causa da segunda guerra mundial. Naquela época já existia uma certa
preocupação com a qualidade dos produtos, o que significava garantir que todos os
produtos fabricados teriam as mesmas características e não apresentariam defeitos, na
medida do possível. Para isso, foram criados os inspetores de qualidade, responsáveis
por inspecionar produto por produto. Ufa! O método não muito eficiente (é fácil
perceber por que...) foi logo substituído pelas “técnicas estatísticas de controle da
qualidade”, criadas por Walter Andrew Shewhart que, então, trabalhava na Western
Eletric, por volta de 1920.

Por ocasião da II Guerra, os EUA incentivaram a utilização dos métodos estatísticos de


Shewhart pelos seus fornecedores ajudando a disseminar os novos métodos de controle
de qualidade no mundo.

Finda a guerra, surgem os japoneses. Com uma dívida para pagar devido à derrota, os
japoneses começam a investir em suas industrias. O que fez com que os japoneses logo
se sobressaíssem foi o fato de que a maioria de sua população era estudada, possuía pelo
menos o nível médio, ao contrário dos americanos, e eram disciplinados, o que facilitou,
e muito, o desenvolvimento de suas indústrias. Onde entra a qualidade nisso?

Bem, os japoneses, como dependiam das exportações para conseguir comprar


praticamente tudo de que necessitavam e ainda pagar sua dívida, se viram diante do
desafio de vender a outros mercados com preços menores, produtos de qualidade igual
ou superior.
Para os japoneses, que tinham uma lógica de preços diferente da americana, o método
de inspeção do produto pronto mesmo que por técnicas estatísticas de controle de
qualidade era ineficiente e ainda encarecia o produto. Enquanto para os ocidentais o
preço é igual ao custo mais a margem de lucro, “p=c+m”, para os japoneses a equação
se invertia, era o custo igual ao preço menos a margem, c=p-m. Ou seja, para os
japoneses o preço era definido antes mesmo da fabricação e os projetistas eram
responsáveis por encontrar um meio de produzir dentro daquele custo estipulado, logo
deveriam ser eliminadas todos os itens que não agregassem valor ao produto:
desperdício, tempo ocioso, troca de ferramentas, sujeiras e contaminações, lotes de
produção, estoques em trânsito, defeitos, falhas e inspeções.

Assim, os japoneses desenvolveram um método de controle de qualidade que ao invés


de encontrar e eliminar as peças defeituosas buscava evitar que os defeitos ocorressem.
Os responsáveis pela revolução japonesa da qualidade foram a JUSE (Union of
Japanese Scientists and Engineers) e os estatísticos W. E. Deming, Shewhart, Kaoru
Ishikawa e Joseph M. Juran.
Nos anos seguintes, Armand V. Feigenbaun lançou o livro “Total Quality Control:
engineering and management” do qual surgiu o conceito de TQC. Philip B. Crosby,
criou o conceito de “defeito-zero” no qual tudo pode ser bem feito da primeira vez.

O próximo grande passo da história da qualidade pode ser chamado de “normalização”.


A partir de 1987, com a criação da ISO9000, o que houve foi nem tanto uma mudança
de conceitos ou abordagem (embora tenha havido), mas uma popularização
impressionante em meio às indústrias das certificações dos “sistemas de garantia da
qualidade” segundo padrões adotados internacionalmente.

Arquivado em: Administração, Indústria, Qualidade, Serviços

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