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Instruções

LEIA COM ATENÇÃO

1. Este Caderno de Prova, com páginas numeradas de 1 a 37, é composto de duas partes:

PARTE I: constituída de 50 (cinquenta) questões objetivas de múltipla escolha, cada uma com quatro alternativas, assim distribuídas:

01 a 10 – Clínica Cirúrgica

11 a 20 – Clínica Médica

21 a 30 – Ginecologia e Obstetrícia

31 a 40 – Pediatria

41 a 50 – Medicina da Família e Comunidade e Saúde Coletiva

PARTE II: constituída de 10 (dez) questões discursivas, assim distribuídas:

01 e 02 – Clínica Cirúrgica

03 e 04 – Clínica Médica

05 e 06 – Ginecologia e Obstetrícia

07 e 08 – Pediatria

09 e 10 – Medicina da Família e Comunidade e Saúde Coletiva

2. Caso o Caderno de Prova esteja incompleto ou tenha qualquer defeito de impressão, solicite ao fiscal que o substitua.

3. Sobre a Marcação do Cartão de Respostas da Parte I – Questões Objetivas

As respostas das questões objetivas devem ser, obrigatoriamente, transcritas com caneta esferográfica de tinta azul ou preta não porosa para o Cartão de Respostas, que será o único documento válido para correção. O Cartão de Respostas não será substituído por erro ou dano do candidato.

3.1. Para cada questão existe apenas uma alternativa que a responde acertadamente. Para a marcação da alternativa escolhida no CARTÃO DE RESPOSTAS, pinte completamente o círculo correspondente. Exemplo: Suponha que para determinada questão a alternativa C seja a escolhida.

N.º da

Questão

A
A
B
B
C
C
D
D

3.2. Marque apenas uma alternativa para cada questão.

3.3. Será invalidada a questão em que houver mais de uma marcação, marcação rasurada ou emendada, ou não houver marcação.

3.4. Não rasure nem amasse o CARTÃO DE RESPOSTAS.

4. Para responder às Questões Discursivas, poderão ser usados os espaços para rascunho neste caderno disponíveis logo após cada questão, mas as respostas definitivas deverão ser transcritas nas FOLHAS DE RESPOSTAS DEFINITIVAS das questões discursivas. Use caneta esferográfica de tinta azul ou preta não porosa.

5. Não haverá substituição de FOLHAS DE RESPOSTAS DEFINITIVAS das questões discursivas por erro ou dano do candidato.

6. A duração da Prova Escrita é 5 (cinco) horas, já incluído o tempo destinado ao preenchimento do CARTÃO DE RESPOSTAS das questões objetivas e das FOLHAS DE RESPOSTAS DEFINITIVAS das discursivas.

7. Será permitida a saída de candidatos da sala de prova somente após decorridas 2 (duas) horas do início da Prova Escrita. O candidato que insistir em sair da sala de Prova, antes de decorridas as referidas 2 (duas) horas, deverá assinar Termo de Ocorrência, declarando desistência do processo, que será lavrado pelo Coordenador do estabelecimento.

8. Na página 37 deste Caderno de Prova, encontra-se a Folha de Anotação do Candidato, a qual poderá ser utilizada para a transcrição das respostas das questões objetivas. Essa folha poderá ser levada pelo candidato para posterior conferência com o gabarito somente após decorridas 2 (duas) horas do início da prova.

PARTE I – QUESTÕES OBJETIVAS

Clínica Cirúrgica

QUESTÃO 01

– QUESTÕES OBJETIVAS Clínica Cirúrgica Q UESTÃO 01 Paciente 65 anos, com carcinoma espinocelular de lobo
– QUESTÕES OBJETIVAS Clínica Cirúrgica Q UESTÃO 01 Paciente 65 anos, com carcinoma espinocelular de lobo

Paciente 65 anos, com carcinoma espinocelular de lobo superior do pulmão direito é submetido à toracotomia posterolateral direita. Durante o procedimento cirúrgico, o paciente é mantido com intubação seletiva e ventilação monopulmonar à esquerda. Nessa situação, ocorrerá no pulmão

(A)

direito o efeito espaço morto, com atelectasia do pulmão esquerdo e hipertensão arterial pulmonar esquerda.

(B)

direito o efeito espaço morto, com ventilação do pulmão contralateral e tendência à diminuição da pressão parcial de oxigênio.

(C)

direito o efeito shunt, com atelectasia do pulmão direito e tendência ao aumento da pressão parcial de gás carbônico.

(D)

esquerdo o efeito shunt, com ventilação do pulmão esquerdo e aumento da concentração de bicarbonato no sangue arterial.

QUESTÃO 02

de bicarbonato no sangue arterial. Q UESTÃO 02 Paciente 27 anos, masculino, estivador, apresenta
de bicarbonato no sangue arterial. Q UESTÃO 02 Paciente 27 anos, masculino, estivador, apresenta

Paciente 27 anos, masculino, estivador, apresenta abaulamento da região inguinal, muito próximo ao púbis, que aumenta com a manobra de Valsalva, comprometendo o ânulo inguinal

deveria

ser feita com a sutura do(a)

As lacunas são corretas e respectivamente preenchidas com:

preconizava que a reconstrução da parede abdominal nas hérnias inguinais

ao ligamento

(A)

Bassini; indiretas; ligamento de Gimbernat; inguinal.

(B)

McVay; diretas; fáscia transversalis; pectíneo ou de Cooper.

(C)

Andrews; diretas; ligamento de Gimbernat; pectíneo ou de Gilbert.

(D)

Zimmerman; diretas; músculo oblíquo externo; inguinal.

QUESTÃO 03

diretas; músculo oblíquo externo; inguinal. Q UESTÃO 03 Paciente 13 anos, masculino, hígido, vítima de ferimento
diretas; músculo oblíquo externo; inguinal. Q UESTÃO 03 Paciente 13 anos, masculino, hígido, vítima de ferimento

Paciente 13 anos, masculino, hígido, vítima de ferimento corto-contuso com três centímetros de extensão em região mentoniana, profundo, com sangramento discreto, após queda da própria altura, há cerca de duas horas. Considerando o ferimento descrito no caso clínico, é correto afirmar que a fase

(A)

fibroblástica é a última a acontecer, inicia-se quarenta e oito horas após o trauma e compreende a liberação de fatores de crescimento pelas plaquetas.

(B)

exsudativa é a primeira a ocorrer, dura cerca de quatro dias e compreende a hemostasia, a migração de leucócitos e a epitelização.

(C)

Proliferativa é primeira a ocorrer, inicia-se uma semana após o trauma e compreende a hemostasia, a granulação e a contração da ferida.

(D)

exsudativa é a última a ocorrer, dura cerca de dez dias e compreende a síntese de colágeno, a granulação e a contração da ferida.

QUESTÃO 04

Q UESTÃO 04 Paciente masculino, 22 anos, encaminhado ao serviço de Pronto Socorro pelo Serviço Médico
Q UESTÃO 04 Paciente masculino, 22 anos, encaminhado ao serviço de Pronto Socorro pelo Serviço Médico

Paciente masculino, 22 anos, encaminhado ao serviço de Pronto Socorro pelo Serviço Médico de Urgência (SAMU), vítima de acidente motociclístico há trinta minutos, tendo colidido com poste de energia elétrica. À admissão: regular estado geral; pressão arterial 90 x 55 mmHg; frequência cardíaca 60 batimentos por minuto; frequência respiratória 14 movimentos por minuto; consciente; contactuando, referindo dor precordial intensa. Escala de coma de Glasgow igual a 15. Ausência de motricidade em membro inferior direito e de sensibilidade abaixo do plano da sínfise púbica no membro inferior esquerdo. A lesão produziu hemisecção medular

(A)

esquerda, acometendo o corno posterior cinzento da medula, a partir de T8.

(B)

esquerda, acometendo os fascículos grácil e cuneiforme, a partir de T6.

(C)

direita, acometendo os fascículos grácil e espinotalâmico, a partir de T10.

(D)

direita, acometendo os tratos corticoespinais e espinotalâmico, a partir de T10.

QUESTÃO 05

e espinotalâmico, a partir de T10. Q UESTÃO 05 O protocolo multimodal ACERTO (Aceleração da Recuperação
e espinotalâmico, a partir de T10. Q UESTÃO 05 O protocolo multimodal ACERTO (Aceleração da Recuperação

O protocolo multimodal ACERTO (Aceleração da Recuperação Total Pós-Operatória) é um programa que visa

acelerar a recuperação pós-operatória dos pacientes. Nesse sentido, uma premissa do protocolo ACERTO é:

(A)

Realização de preparo de colon para ressecções de intestino grosso.

(B)

Restrição do uso de cateter peridural para não provocar íleo adinâmico.

(C)

Restrição de líquidos intravenosos no período perioperatório.

(D)

Realimentação após a constatação de retorno de ruído hidroaéreos.

QUESTÃO 06

de retorno de ruído hidroaéreos. Q UESTÃO 06 J.G.J., 55 anos, feminina, hipermétrope, chega ao Pronto
de retorno de ruído hidroaéreos. Q UESTÃO 06 J.G.J., 55 anos, feminina, hipermétrope, chega ao Pronto

J.G.J., 55 anos, feminina, hipermétrope, chega ao Pronto Socorro Municipal no plantão noturno com visão

embaçada, dor ocular intensa, náusea, vômito, bradicardia e sudorese. O quadro clínico apresentado deve-se

(A)

ao glaucoma agudo.

(B)

ao descolamento de retina.

(C)

ao macroadenoma de hipófise.

(D)

à síndrome de Behçet.

QUESTÃO 07

hipófise. (D) à síndrome de Behçet. Q UESTÃO 07 A Epistaxe é considerada a emergência mais
hipófise. (D) à síndrome de Behçet. Q UESTÃO 07 A Epistaxe é considerada a emergência mais

A Epistaxe é considerada a emergência mais comum em otorrinolaringologia, ocorrendo pelo menos uma vez

em até 60% da população. A maioria desses episódios é de intensidade leve e autolimitada. Sobre a Epistaxe, assinale a afirmativa correta.

(A)

Apresenta distribuição bimodal, sendo mais frequente em menores de 10 anos e em maiores de 45 anos.

(B)

A maioria dos estudos evidencia uma variação sazonal na incidência, sendo mais frequente no verão.

(C)

A Epistaxe posterior é a mais comum, ocorrendo em 90 a 95% dos casos e tende a ser de menor intensidade e mais autolimitada.

(D)

A cauterização química ou elétrica é o tratamento de escolha mesmo que o ponto de sangramento não seja identificado.

QUESTÃO 08

Q UESTÃO 08 A Epifisiólise é caracterizada pelo alargamento e consequente enfraquecimento da camada hipertrófica da
Q UESTÃO 08 A Epifisiólise é caracterizada pelo alargamento e consequente enfraquecimento da camada hipertrófica da

A Epifisiólise é caracterizada pelo alargamento e consequente enfraquecimento da camada hipertrófica da

placa de crescimento proximal do fêmur. Mediante o estresse mecânico local, propicia o escorregamento da Epífese em relação ao colo femoral ou vice-versa. Qual alteração do movimento do quadril é mais característica de uma Epifisiólise?

(A)

Aumento da flexão e diminuição da rotação medial.

(B)

Extensão aumentada e diminuição da abdução.

(C)

Flexão diminuída e diminuição da rotação.

(D)

Flexão diminuída e aumento da rotação medial.

QUESTÃO 09

diminuída e aumento da rotação medial. Q UESTÃO 09 Paciente do sexo feminino, 20 anos, chega
diminuída e aumento da rotação medial. Q UESTÃO 09 Paciente do sexo feminino, 20 anos, chega

Paciente do sexo feminino, 20 anos, chega ao consultório relatando que apresentou seis episódios de infecção urinária no último ano. Concomitante refere que apresentou dor suprapúbica, ardor ao urinar, frequência urinária aumentada e odor fétido na urina. Esses sintomas ocorreram em todos os episódios de infecção urinária. Sobre esse caso clínico, assinale a afirmativa correta.

(A)

A infecção pode ocorrer por meios de transmissão sexual.

(B)

O diagnóstico é confirmado pela análise da urina coletada a qualquer hora do dia.

(C)

As principais bactérias causadoras de infecção do trato urinário são Escherichia coli.

(D)

A febre e os calafrios devem estar presentes também.

QUESTÃO 10

e os calafrios devem estar presentes também. Q UESTÃO 10 Paciente do sexo masculino de 70
e os calafrios devem estar presentes também. Q UESTÃO 10 Paciente do sexo masculino de 70

Paciente do sexo masculino de 70 anos chega ao Pronto Socorro Municipal após queda de uma escada. O mesmo encontra-se deitado em maca e com colar cervical. Ao exame físico: PA= 170/80 mmHg, FR= 10 mpm, pulso 68 bpm e com pontuação na Escala de Glasgow de 6. Apresenta hematoma no couro cabeludo, pupila esquerda dilatada e sem reação à luz. Também apresenta lesão cortante em membro superior direito.

Assinale a sequência adequada para o tratamento correto.

(A)

Manter máscara facial de O 2 5 L/min, hidratação endovenosa, solicitar tomografia computadorizada da

cabeça e solicitar avaliação do neurocirurgião.

(B)

Realizar intubação endotraqueal, hidratação endovenosa, solicitar tomografia computadorizada da cabeça e avaliação do neurocirurgião.

(C)

Manter máscara facial de O 2 10 L/min, hidratação endovenosa e encaminhar imediatamente para a realização de craniectomia para descompressão.

(D)

Realizar intubação endotraqueal, hidratação endovenosa e suturar lesão cortante em membro superior direito.

Clínica Médica

QUESTÃO 11

Clínica Médica Q UESTÃO 11 R.S.A., 26 anos, sexo masculino, solteiro, estudante de direito, natural e
Clínica Médica Q UESTÃO 11 R.S.A., 26 anos, sexo masculino, solteiro, estudante de direito, natural e

R.S.A., 26 anos, sexo masculino, solteiro, estudante de direito, natural e procedente de Cuiabá (MT). Previamente hígido, sem quaisquer comorbidades, bem como ausência de antecedente familiar de doença mental. História de cefaleia há 7 dias, de forte intensidade e primeira crise convulsiva do tipo generalizada tônico clônica há 5 dias, evoluindo com quadro de confusão e distúrbio comportamental flutuante. Ontem apresentou nova crise convulsiva, 3 crises nas últimas 12 horas. Deu entrada no HUJM com agitação psicomotora e desorganização do comportamento. Resultado de hemograma com linfocitose e TC de Crânio normal, RNM de crânio com contraste: Hipersinal em lobo temporal e córtex da ínsula à esquerda.

De acordo com o caso clínico, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

(

) Hipótese diagnóstica principal é epilepsia por esclerose mesial de lobo temporal, EEG deve ser solicitado assim como iniciar uso de fenobarbital regular e encaminhar paciente para o neurologista.

(

)

A aplicação de PCR para detecção de DNA viral no LCR forneceu o padrão ouro para o diagnóstico de encefalite por herpes simplex, sendo a primeira hipótese diagnóstica.

(

) Dengue é a arbovirose mais prevalente nas Américas, endêmica em quase todos os países tropicais/subtropicais e deve fazer parte da suspeita clínica a arbovirose neuroinvasiva.

(

)

Conduta sequencial é submeter paciente à coleta de LCR, RNM de crânio com espectroscopia para definição do diagnóstico de abcesso cerebral e iniciar antibioticoterapia de amplo espectro.

Assinale a sequência correta.

(A)

F, V, V, F

(B)

F, V, F, V

(C)

V, F, V, F

(D)

V, F, F, V

QUESTÃO 12

V (C) V, F, V, F (D) V, F, F, V Q UESTÃO 12 C.G.S., sexo
V (C) V, F, V, F (D) V, F, F, V Q UESTÃO 12 C.G.S., sexo

C.G.S., sexo feminino, 31 anos, admitida no PA com exacerbação de quadro de artralgia interfalangianas proximais das mãos, punhos, joelhos e tornozelos que iniciou há cinco meses. Há um mês notou a presença de febre diária, diarreia mucosa e HAS quando foi atendida na UPA e passou a usar Enalapril. HPP: 01 abortamento espontâneo na 11ª semana de gestação, TVP há 5 anos, história de ter apresentado há 3 anos quadro de púrpura em MMII com melhora espontânea em menos de 60 dias sem tratamento médico na época. Paciente nega hepatite, alterações cardiovasculares e/ou pulmonares. HF: sem histórico relevante.

Em relação ao quadro apresentado, assinale a afirmativa correta.

(A)

Lúpus eritematoso sistêmico é o diagnóstico devido ao envolvimento articular que é a manifestação mais frequente e hipertensão pulmonar a complicação mais comum, denominada síndrome do pulmão encolhido.

(B)

Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI) é a hipótese principal pelo predomínio no sexo feminino e equimose é o sinal característico, especialmente nos MMII. Os processos infecciosos, especialmente o pulmonar, tendem a exacerbar o quadro de PTI.

(C)

A doença de Hodgkin deve ser a primeira hipótese pelo quadro de febre, diarreia e dispneia em paciente com história de evento tromboembólico associado a abortamento prévio. Geralmente, afeta mais mulheres na 3ª década de vida.

(D)

Síndrome Antifosfolípide é a principal hipótese do caso, confirmada pela presença de um critério clínico,

trombose vascular; títulos moderados/altos de anticorpo anticardiolipina ou anticorpo anticoagulante lúpico devem ser investigados.

QUESTÃO 13

Q UESTÃO 13 J.P., sexo masculino, 19 anos, estudante de Arquitetura, morador no interior do Estado,
Q UESTÃO 13 J.P., sexo masculino, 19 anos, estudante de Arquitetura, morador no interior do Estado,

J.P., sexo masculino, 19 anos, estudante de Arquitetura, morador no interior do Estado, vem à consulta acompanhado de sua mãe, referenciados ao ambulatório de cardiologia do HUJM para investigação diagnóstica, pois há 20 dias teve um quadro de dor torácica compatível com síndrome coronariana aguda, sem alterações eletrocardiográficas de supradesnivelamento do segmento ST, mas com inversão da onda T em derivações precordiais. Enzimas cardíacas alteradas. Foi submetido ao cateterismo cardíaco que não evidenciou lesões obstrutivas nas artérias coronárias. Mãe relatou que o filho é hipertenso desde os 15 anos de idade quando “ele ficou muito aborrecido com a separação dos pais”. Iniciou também quadro de cefaleias constantes, palpitações e sudorese profusa e foi diagnosticado pelo médico do postinho como “transtorno de ansiedade e depressão pós-traumática”. Faz uso regular de losartana 50 mg 12/12h, hidroclorotiazida 25 mg ao acordar e fluoxetina 25 mg pela manhã. Afirmou que o filho sempre teve “pressão alta emocional”, sendo

o normal presssório para ele de PA 160/100 mmHg. Considerando o caso clínico, assinale a afirmativa correta.

(A)

O emprego de psicotrópicos, como benzodiazepínicos para controle ansiolítico associado a antidepressivo, fará o manejo adequado da patologia do paciente e resolverá as crises hipertensivas e de ansiedade do paciente.

(B)

Deve-se abordar o paciente, em consulta privativa, juntamente com a equipe da psicologia, sobre o uso de drogas estimulantes ou recreativas (cocaína, LSD, ecstase), pois elas estariam diretamente relacionadas ao infarto agudo do miocárdio com cateterismo coronariano sem alterações (Síndrome de Takotsubo).

(C)

A dosagem plasmática e urinária das catecolaminas e metanefrinas, bem como a realização de exame de imagem do abdome contrastado (tomografia computadorizada ou ressonância magnética) devem ser solicitadas frente à suspeita de feocromocitoma.

(D)

A estenose de artérias renais e síndrome carcinoide constituem os diagnósticos diferenciais neste caso e podem ser excluídos, solicitando-se, respectivamente, a ultrassonografia de vias renais e cintilografia com análogos de somatostatina (OCTREOSCAN).

QUESTÃO 14

com análogos de somatostatina (OCTREOSCAN). Q UESTÃO 14 Paciente masculino, 32 anos, portador de Diabetes Mellitus
com análogos de somatostatina (OCTREOSCAN). Q UESTÃO 14 Paciente masculino, 32 anos, portador de Diabetes Mellitus

Paciente masculino, 32 anos, portador de Diabetes Mellitus Tipo 1 descoberta há 20 anos, valvulopatia reumática e dupla troca de valvas tricúspide e mitral por valvas biológicas há 6 anos, foi internado em Unidade de Terapia Intensiva há 3 semanas devido grave quadro de cetoacidose diabética descompensada por sepse com foco a esclarecer. Foi intubado e adaptado ao respirador mecânico devido insuficiência respiratória aguda e iniciou medidas adequadas com ressuscitação volêmica, controle glicêmico rigoroso e insulinoterapia e emprego de antibioticoterapia empírica com ceftriaxona após coletas de culturas (hemoculturas e urinocultura). Houve mudança estrutural no laboratório e perderam as amostras de hemoculturas desse paciente e não houve crescimento microbiano nas amostras de urinocultura. Paciente mantendo há 3 dias quadro de febre superior a 37,8ºC e aparecimento de nodulações em subcutâneo e lesões

características de vasculite séptica em planta dos pés e palma das mãos. Diante da forte suspeita pela equipe médica do diagnóstico de Endocardite Infecciosa e de acordo com os Critérios de Duke, assinale a afirmativa correta.

(A)

Novas amostras de hemoculturas devem ser solicitadas, além da realização de ecocardiograma transtorácico que tem melhor acurácia no diagnóstico de Endocardite em paciente pós-trocas valvares.

(B)

Exame físico com sopro novo regurgitativo e evidência no ecocardiograma transesofágico de vegetação em valvas protéticas contemplam os critérios maiores de Duke esperados na Endocardite Infecciosa.

(C)

Sopro novo regurgitativo, febre superior a 37,6 C e êmbolos sépticos são critérios maiores de Duke e fecham o diagnóstico de Endocardite Infecciosa.

(D)

Um dos achados esperados no exame físico do paciente com valva protética e com suspeita de Endocardite Infecciosa é o aumento do sopro preexistente, constituindo um dos critérios menores de Duke.

QUESTÃO 15

Q UESTÃO 15 A.M.S., mulher 63 anos, é admitida na emergência com quadro de desorientação de
Q UESTÃO 15 A.M.S., mulher 63 anos, é admitida na emergência com quadro de desorientação de

A.M.S., mulher 63 anos, é admitida na emergência com quadro de desorientação de início há 3 dias, caráter flutuante e sonolência há pouco mais de 24 horas. Ao exame físico: PA: 100/50 mmHg, FC: 62 bpm, FR: 18 irpm, ACV RCR 2T, AR: MVUA com estertores crepitantes em ambas as bases, abdômen flácido, indolor, peristáltico, sem visceromegalias palpáveis, MMII com edema frio com cacifo 1+/4+ bilateralmente em porção distal. Exame Neurológico: MEEM = 17, pares cranianos sem alterações, reflexos tendíneos presentes e simétricos universalmente, desatenção e pensamento desorganizado. HPP: Doença de Parkinson há 18 meses, HAS com controle medicamentoso. A respeito do caso, analise as assertivas a seguir.

I- Condições como insuficiência cardíaca, hipóxia, hipercapnia, alterações tireoidianas, infecções, insuficiência renal e insuficiência hepática devem ser corrigidas, a fim de melhorar o funcionamento cerebral visto tratar-se de Delírium. II- Doença de Alzheimer é a principal hipótese devido ao processo degenerativo com acometimento inicial do hipocampo caracterizado por alterações cognitivas/comportamentais e preservação motora/sensorial nas fases avançadas. III- Redução dopaminérgica da Doença de Parkinson também pode comprometer a atenção, as principais características são lentificação cognitiva, apatia, comprometimento da memória e das funções executivas desde o início da doença. IV- Devido à redução da mobilidade da caixa torácica, elasticidade pulmonar, pressão ins e expiratória máximas, consequente ineficiência de tosse e mobilidade dos cílios do epitélio respiratório, facilita quadro de pneumonia.

Estão corretas as assertivas

(A)

I, III e IV, apenas.

(B)

I e IV, apenas.

(C)

II e III, apenas.

(D)

II, III e IV, apenas.

QUESTÃO 16

III, apenas. (D) II, III e IV, apenas. Q UESTÃO 16 M.A.F., 35 anos, sexo masculino,
III, apenas. (D) II, III e IV, apenas. Q UESTÃO 16 M.A.F., 35 anos, sexo masculino,

M.A.F., 35 anos, sexo masculino, agricultor, natural e procedente de Jangada (MT), solteiro, foi encaminhado ao ambulatório do HUJM com queixa de formigamento na perna e pé esquerdo com início há 10 meses e dificuldade para andar. Refere ainda que notou o aparecimento de algumas manchas não pruriginosas na mesma perna há 3 anos, as quais estão presentes até o momento. De acordo com o caso apresentado, assinale a afirmativa correta.

(A)

Hanseníase leva a processo inflamatório causado tanto pela ação do bacilo nos nervos, como pela resposta do organismo à presença do bacilo ou ambos, provocando lesões neurais, levando a incapacidades e deformidades.

(B)

Neuropatia diabética é a complicação mais comum do diabetes, de forma isolada ou difusa, nos segmentos distais, de instalação aguda ou crônica e a forma mais comum é a neuropatia sensitivomotora distal assimétrica.

(C)

Pitiríase Versicolo é uma micose superficial causada por um fungo, apresenta-se por mudança de cor da pele, redução da sensibilidade no local da lesão e alteração da cor desta quando exposta ao sol.

(D)

A ENMG é o padrão ouro para o diagnóstico do caso em questão e espera-se diminuição da velocidade de condução, prolongamento das latências distais, bloqueios de condução motora e dispersão temporal do potencial motor.

QUESTÃO 17

Q UESTÃO 17 J.M., sexo masculino, 67 anos, portador de HAS (uso de enalapril 10 mg
Q UESTÃO 17 J.M., sexo masculino, 67 anos, portador de HAS (uso de enalapril 10 mg

J.M., sexo masculino, 67 anos, portador de HAS (uso de enalapril 10 mg 2 vezes ao dia e hidroclorotiazida 25 mg ao dia), dá entrada no Pronto Atendimento hospitalar com história de tosse produtiva há 1 semana, hiporexia e febre não aferida. Relatou ainda “dor no peito” em pontada na base do hemitórax direito, principalmente com movimento de inspiração. Reside sozinho em uma comunidade ribeirinha e por isso nega contactantes sintomáticos respiratórios intradomiciliares. Nega internações ou uso de antibióticos prévios. Nega cirurgias ou longas viagens recentes.

EXAME FÍSICO: Regular Estado Geral, lúcido e orientado no tempo e espaço, prostrado, cooperativo, desidratado 2+/4+, anictérico, acianótico, febril (TAX: 38,7 C). PA: 148/67 mmHg, FR: 33 irmp, sem uso de musculatura acessória; AR: Murmúrio vesicular reduzido em 1/3 inferior de hemitórax direito, com presença de estertores crepitantes nesta topografia. Restante do exame físico sem alterações.

RESULTADO DE EXAMES LABORATORIAIS:

BIOQUÍMICA E ELETRÓLITOS: glicemia de jejum (88 mg/dL, VR: 60-99mg/dL); Colesterol Total (201 mg/dL, VR:

<200 mg/dL); triglicerídeos (164mg/dL, VR: <150 mg/dL), ureia nitrogenada (58 mg/dL, VR:7-20 mg/dL); sódio (142, mEq/L VR: 136-146 mEq/L); HEMOGRAMA (Eritrócitos 5,0 10¹²/L, VR: 4,3-5,6 10¹²/L), hemoglobina (11,9 g/dL, VR: 12-16 g/dL), hematócrito (35,7%, VR: 36-48%); Leucograma (Leucócitos 13,4 10³, VR: 3,54-9,06 10³), proteína C reativa (100 mg/L, VR:0,2-3,0 mg/L), lactato (54 mg/dL, VR: 4,5-14 mg/dL).

VR: Valor de referência

Em relação ao caso clínico, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

(

) Os achados semiológicos no exame físico de tórax deste paciente incluem frêmito tóraco-vocal reduzido em 1/3 inferior de hemitórax direito e percussão submaciça ou maciça na área da consolidação.

(

)

De acordo com o CURB-65, este paciente apresenta três fatores de gravidade para complicações na pneumonia e necessita ser internado na Unidade de Terapia Intensiva para tratamento.

(

)

Trata-se de uma pneumonia adquirida na comunidade (PAC) e o manejo terapêutico empírico inclui iniciar antibioticoterapia venosa com quinolona respiratória associada a um macrolídeo.

(

) Em suspeita de sepse pulmonar, deve-se coletar amostras de hemoculturas, GRAM e culturas do escarro, quando disponíveis, sempre objetivando confirmar o diagnóstico etiológico antes de iniciar o antibiótico direcionado ao patógeno.

(

) A radiografia simples de tórax constitui o método de imagem de escolha na abordagem inicial da pneumonia adquirida na comunidade, pela sua ótima relação custo-efetividade, baixas doses de radiação e ampla disponibilidade.

Assinale a sequência correta.

(A)

V, V, F, V, V

(B)

F, V, F, V, F

(C)

F, F, V, F, V

(D)

V, F, V, F, F

QUESTÃO 18

Q UESTÃO 18 Mulher, 55 anos, branca, obesa, foi admitida no Pronto Socorro com quadro de
Q UESTÃO 18 Mulher, 55 anos, branca, obesa, foi admitida no Pronto Socorro com quadro de

Mulher, 55 anos, branca, obesa, foi admitida no Pronto Socorro com quadro de dispneia aos mínimos esforços, iniciada há 5 horas, dor torácica ventilatório-dependente à esquerda. No atendimento inicial, apresentava agitação psicomotora, taquipnêica, baixa saturação de O 2 . HPP: Terapia de reposição hormonal há 6 meses. Ao exame físico, apresentava FC:

145 bpm, com ritmo regular, FR: 36 ipm, PA: 90/65 mmHg, Sat O 2 : 88%, Tax: 36,7 C. A ausculta cardíaca mostrava ritmo regular, 2T, com hiperfonese de B2 em foco pulmonar, sem sopros. No exame pulmonar, expansibilidade diminuída em bases, macicez em base esquerda e MV diminuídos difusamente. Abdome sem alterações, edema em MI direito (3+/4+) com dor a dorso-flexão. Qual assertiva corresponde ao caso clínico em questão?

(A)

Suspeita de Tromboembolismo Pulmonar, por obstrução aguda da circulação arterial pulmonar, com redução ou cessação do fluxo sanguíneo pulmonar, trombose venosa profunda é o evento básico e o Sinal de Homans que consiste na dorsiflexão do pé sobre a perna e o doente referir dor na massa muscular na panturrilha é o sinal semiológico esperado.

(B)

Bronquiectasia significa dilatação irreversível dos brônquios em consequência da destruição de componentes alveolares, normalmente acometendo segmentos ou lobos pulmonares difusamente. Ao exame físico, pode-se observar submacicez ou macicez que é o sinal semiológico explicado pela maior presença de ar nos alvéolos.

(C)

A dispneia/ortopneia pode ocorrer associada a sopro holossistólico de alta frequência e mais intenso no foco pulmonar, com irradiação para a região axilar sendo intensificado com a manobra de “handgrip” que define RVP; é encontrada na Insuficiência Mitral Crônica da doença reumática.

(D)

Estenose aórtica produz dor torácica acompanhada frequentemente por dispneia, presença de hipertrofia ventricular esquerda e redução da expansibilidade por dor. ECG e cintilografia pulmonar de ventilação e perfusão são os métodos não invasivos, classicamente utilizados para este diagnóstico.

QUESTÃO 19

utilizados para este diagnóstico. Q UESTÃO 19 D.E.M., sexo feminino, 33 anos, previamente hígida, deu
utilizados para este diagnóstico. Q UESTÃO 19 D.E.M., sexo feminino, 33 anos, previamente hígida, deu

D.E.M., sexo feminino, 33 anos, previamente hígida, deu entrada na emergência do hospital com queixa de dispneia súbita iniciada há 30 minutos, palpitações e dor torácica em pontada em base de hemitórax esquerdo. Apresentou tosse seca e escarros hemoptoicos antes da chegada ao hospital. Referiu início do quadro após discussão com o marido por problemas financeiros e familiares. O esposo quer ter filhos e ela não quer deixar de tomar seus anticoncepcionais, pois quer terminar a faculdade de contabilidade esse ano. Está para vir ao médico desde semana passada quando notou que sua perna direita estava ficando mais inchada e vermelha que a esquerda, mas devido à correria entre trabalho e faculdade, procuraria a UBS quando “tivesse uma folguinha”. Foi levada ao box da sala vermelha, monitorizada e instalado acesso venoso periférico. EXAME FÍSICO: Ansiosa, fácie de dor que piora à inspiração profunda, posição antálgica comprimindo o hemitórax esquerdo, lúcida e orientada no tempo e espaço, taquidispneica (FR: 35 irpm), uso de musculatura acessória, oximetria digital com saturação 89%, FC: 125 bpm com ritmo sinusal ao monitor cardíaco instalado. Ausculta Pulmonar com murmúrio vesicular uniformemente audível, sem ruídos adventícios. Aparelho cardíaco com bulhas normofonéticas, em dois tempos, ritmo cardíaco regular, sem extrassístoles ou sopros. Abdome: plano, peristáltico, flácido, indolor a palpação superficial e profunda, sem massas, visceromegalias palpáveis ou circulação colateral presente. Membros inferiores: presença de assimetria dos membros, edemaciado à direita 2+/4+ na perna, presença de calor, endurecimento e dor na panturrilha direita, pulso pedioso difícil de palpar devido edema em dorso de pé. Membro inferior esquerdo sem alterações.

Diante do caso clínico, assinale a afirmativa correta.

(A)

O sinal semiológico de Homans positivo determina o diagnóstico de trombose venosa profunda em membro inferior direito e autoriza iniciar antiagregação plena.

(B)

O diagnóstico de alveolite pulmonar pós-estresse emocional deve ser considerado frente à história clínica e a angiotomografia helicoidal de tórax confirmará o diagnóstico.

(C)

Deve-se solicitar doppler de membros inferiores para confirmação diagnóstica de trombose venosa profunda e, somente após o exame, iniciar heparina não fracionada ou de baixo peso molecular.

(D)

Os sinais e sintomas clínicos levantam a hipótese principal de tromboembolismo pulmonar e não se deve retardar o início da anticoagulação plena.

QUESTÃO 20

Q UESTÃO 20 D.J.S., sexo feminino, 42 anos, obesa Grau 1, com relato prévio de 6
Q UESTÃO 20 D.J.S., sexo feminino, 42 anos, obesa Grau 1, com relato prévio de 6

D.J.S., sexo feminino, 42 anos, obesa Grau 1, com relato prévio de 6 episódios de cólicas biliares no último ano e não conseguiu realizar USG abdominal solicitada na UBS, chega ao Pronto Atendimento do Hospital Municipal com dor tipo cólica e contínua em andar superior abdominal iniciada há 12 horas, piora progressiva, associada a náuseas, vômitos e febre com calafrios (Tax 38°C). Notou há 3 dias que “seus olhos e sua pele estavam ficando amarelados”. EXAME FÍSICO: Mal Estado Geral (MEG); orientada no tempo e espaço; FR: 29 irpm; FC: 112 bpm; PA: 105/72 mmHg; Tax: 38,4 °C; Ictérica 3+/4+, acianótica. AR: MVUA, sem ruídos adventícios. ACV: RCR, 2T, bulhas normofonéticas, sem sopros ou extrassístoles. Abdome: globoso, extenso panículo adiposo dificultando palpação; palpação superficial e profunda dolorosa difusamente, principalmente em hipocôndrio direito, pouco tenso, sem sinais de irritação peritonial, ausência de massas ou visceromegalias palpáveis. Ausências de abaulamentos ou circulações colaterais. MMII: sem edemas ou empastamentos. Pulsos simétricos e palpáveis, finos e rápidos. Extremidades aquecidas e perfusão capilar <2 segundos.

De acordo com o caso clínico apresentado, analise as afirmativas abaixo.

I-

A principal hipótese diagnóstica é colecistite aguda alitiásica.

II-

O diagnóstico e a terapêutica definitivos nesta patologia são obtidos com a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica.

III-

O exame físico abdominal desta paciente apresenta o sinal semiológico de Murphy.

IV-

Icterícia, febre com calafrios e dor abdominal constituem a Tríade de Charcot e definem a colangite não supurativa em curso.

V-

A colangiorressonância é método complementar de escolha diante da suspeita de obstrução dos ductos biliares por cálculos de origem biliar.

Está correto o que se afirma em

(A)

I, II e III, apenas.

(B)

I e III, apenas.

(C)

I, II, III, IV, V.

(D)

II, IV e V, apenas.

Ginecologia e Obstetrícia

QUESTÃO 21

II, IV e V, apenas. Ginecologia e Obstetrícia QUESTÃO 21 Paciente ANC, 28 anos, Gesta II,
II, IV e V, apenas. Ginecologia e Obstetrícia QUESTÃO 21 Paciente ANC, 28 anos, Gesta II,

Paciente ANC, 28 anos, Gesta II, Para I (cesárea), chega ao pronto atendimento com idade gestacional de 30 semanas, queixando-se de perda de líquido claro de moderada quantidade que se iniciara há duas horas. Nega dor e refere movimentação fetal normal. Ao exame físico, apresenta PA 110 x 70 mmHg, temperatura axilar 36,3C, frequência cardíaca 98 bpm. Ao exame obstétrico, apresenta feto único, longitudinal, dorso à esquerda, FCF 132 bpm. Ao exame especular, saída de líquido amniótico claro em moderada quantidade, confirmando o diagnóstico de amniorrexe prematura. A paciente foi internada e, após realizar exames, afastou-se infecção, foi observada boa vitalidade fetal e iniciou-se ciclo de corticoide para maturidade pulmonar. Diante do exposto, qual a conduta para o caso?

(A)

Realizar hemograma e PCR a cada sete dias, ultrassonografia a cada três semanas e programar o parto para 39 semanas.

(B)

Realizar hemograma e PCR a cada cinco dias, ultrassonografia semanal e programar o parto para 32 semanas.

(C)

Realizar hemograma, PCR e ultrassonografia diariamente e programar o parto após término do ciclo de corticoide.

(D)

Realizar hemograma e PCR a cada dois dias, ultrassonografia quinzenal e programar o parto para 36 semanas.

QUESTÃO 22

QUESTÃO 22 Na apresentação fetal, em relação aos pontos de referência e linhas de orientação, marque
QUESTÃO 22 Na apresentação fetal, em relação aos pontos de referência e linhas de orientação, marque

Na apresentação fetal, em relação aos pontos de referência e linhas de orientação, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

(

)

Na apresentação cefálica fletida, o ponto de referência fetal é o lâmbda e a sutura de orientação é a sutura sagital.

(

)

Na apresentação cefálica defletida de primeiro grau, o ponto de referência é a glabela e a linha de orientação é a sutura sagitometópica.

(

) Na apresentação cefálica defletida de terceiro grau, o ponto de referência é o mento e a linha de orientação, a facial.

(

)

Na apresentação córmica, o ponto de referência é o acrômio e a linha de orientação é o dorso.

Assinale a sequência correta.

(A)

V, F, V, V

(B)

V, F, F, V

(C)

F, V, V, F

(D)

F, V, F, F

QUESTÃO 23

V (C) F, V, V, F (D) F, V, F, F QUESTÃO 23 Em gestações diagnosticadas
V (C) F, V, V, F (D) F, V, F, F QUESTÃO 23 Em gestações diagnosticadas

Em gestações diagnosticadas clinicamente, 10% a 25% terminam em abortamento. Sobre o assunto, numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda.

1 - Ameaça de Abortamento

(

) Paciente com sangramento tipo cólica, colo com orifício

2 - Abortamento Inevitável

interno dilatado em 1 cm, sangramento abundante vermelho vivo, ultrassonografia demonstrando saco gestacional baixo, ao nível do canal endocervical.

3 - Abortamento completo

(

) Sangramento intenso, dor em baixo ventre tipo cólica

4 -Abortamento incompleto

persistente, colo entreaberto ao toque vaginal, ultrassonografia sugerindo presença de restos ovulares.

 

(

)

Sangramento discreto, dor tipo cólica, colo fechado ao toque vaginal, ultrassonografia demonstrando feto vivo com área de descolamento no saco gestacional.

(

)

Paciente com sangramento em pequena quantidade, indolor e ultrassonografia demonstrando cavidade uterina vazia.

Assinale a sequência correta.

(A)

4, 2, 1, 3

(B)

4, 2, 3, 1

(C)

2, 1, 3, 4

(D)

2, 4, 1, 3

QUESTÃO 24

1 (C) 2, 1, 3, 4 (D) 2, 4, 1, 3 QUESTÃO 2 4 A gravidez
1 (C) 2, 1, 3, 4 (D) 2, 4, 1, 3 QUESTÃO 2 4 A gravidez

A gravidez tubária representa mais de 95% das gestações ectópicas. Assinale a sua localização mais frequente na tuba uterina.

(A)

Intersticial

(B)

Fimbrial

(C)

Ampular

(D)

Ístimica

QUESTÃO 25

QUESTÃO 25 Paciente CSK, 25 anos, Gesta I, Para 0, com idade gestacional de 31 semanas,
QUESTÃO 25 Paciente CSK, 25 anos, Gesta I, Para 0, com idade gestacional de 31 semanas,

Paciente CSK, 25 anos, Gesta I, Para 0, com idade gestacional de 31 semanas, em acompanhamento no pré- natal de alto risco em virtude de crescimento intrauterino restrito. Na consulta atual, traz ultrassonografia com volume de líquido amniótico reduzido (maior bolsão de 0,5 cm) e Dopplervelocimetria demonstrando elevada resistência na artéria umbilical com sinais de centralização. A paciente já havia realizado ciclo de corticoide para maturidade pulmonar com 30 semanas. Qual a conduta para o caso?

(A)

Repetir ciclo de corticoide e interrupção da gestação.

(B)

Dopplervelocimetria diária e interrupção da gestação com 34 semanas.

(C)

Interrupção imediata da gestação.

(D)

Dopplervelocimetria diária e interrupção da gestação com 32 semanas.

QUESTÃO 26

e interrupção da gestação com 32 semanas. QUESTÃO 26 Em relação ao ciclo menstrual, marque V
e interrupção da gestação com 32 semanas. QUESTÃO 26 Em relação ao ciclo menstrual, marque V

Em relação ao ciclo menstrual, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

(

) Nas células da granulosa, os androgênios produzidos na teca são convertidos em estrogênios pela ação da enzima aromatase, mecanismo das duas células.

(

)

Os estrogênios têm a propriedade de reduzir os receptores de FSH na granulosa.

(

)

Na metade da fase folicular sob a influência do estrogênio, os níveis de LH se elevam juntamente com seus receptores nas células da teca.

(

) O LH estimulará a produção de estrogênio nas células da teca que inibirá a liberação de FSH pela hipófise.

Assinale a sequência correta.

(A)

V, V, F, F

(B)

V, F, V, F

(C)

F, F, V, V

(D)

F, V, F, V

QUESTÃO 27

F (C) F, F, V, V (D) F, V, F, V QUESTÃO 2 7 Paciente RDS,
F (C) F, F, V, V (D) F, V, F, V QUESTÃO 2 7 Paciente RDS,

Paciente RDS, 48 anos, refere ter sido histerectomizada aos 45 anos por miomatose uterina. Procura o

ambulatório de ginecologia referindo irritabilidade, insônia e fogachos com mais de cinco episódios ao dia, interferindo nas suas atividades habituais. Quais exames são imprescindíveis para se instituir a terapêutica?

(A)

Mamografia, ultrassonografia mamária, glicemia de jejum e lipidograma.

(B)

Ultrassonografia de abdome e mamária, glicemia de jejum e avaliação da tireoide.

(C)

Mamografia, densitometria, colonoscopia e glicemia de jejum.

(D)

Mamografia, Rx de tórax, lipidograma e ultrassonografia transvaginal.

QUESTÃO 28

lipidograma e ultrassonografia transvaginal. QUESTÃO 28 Paciente ASP, 25 anos, chega ao ambulatório de
lipidograma e ultrassonografia transvaginal. QUESTÃO 28 Paciente ASP, 25 anos, chega ao ambulatório de

Paciente ASP, 25 anos, chega ao ambulatório de anticoncepção para iniciar método contraceptivo adequado, pois refere que há seis meses apresentou quadro de trombose estando internada por sete dias em unidade de terapia intensiva. O método de escolha para essa paciente é:

(A)

Anticoncepcional hormonal oral combinado.

(B)

Dispositivo intrauterino de cobre.

(C)

Anticoncepcional hormonal oral com progestágeno.

(D)

Dispositivo intrauterino hormonal.

QUESTÃO 29

QUESTÃO 29 Paciente MAG, 51 anos, procura ambulatório de ginecologia referindo sangramento uterino anormal com início
QUESTÃO 29 Paciente MAG, 51 anos, procura ambulatório de ginecologia referindo sangramento uterino anormal com início

Paciente MAG, 51 anos, procura ambulatório de ginecologia referindo sangramento uterino anormal com

início há seis meses, com piora do quadro no último mês. Atualmente refere fraqueza e palpitações. Ao exame físico, apresenta: PA de 100 x 60 mmHg, hipocorada +++/4+, massa palpável 4 cm acima da sínfise púbica. Ao exame especular, apresenta colo uterino normal e, ao toque bimanual, aumento de volume uterino. Qual o melhor diagnóstico para o caso?

(A)

Cisto ovariano

(B)

Endometriose

(C)

Adenomiose

(D)

Miomatose

QUESTÃO 30

(C) Adenomiose (D) Miomatose QUESTÃO 30 As vulvovaginites são patologias frequentes no ambulatório
(C) Adenomiose (D) Miomatose QUESTÃO 30 As vulvovaginites são patologias frequentes no ambulatório

As vulvovaginites são patologias frequentes no ambulatório de ginecologia. Em relação aos achados do exame especular, numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda.

1- Tricomoníase

(

)

Secreção cervicovaginal mucopurulenta abundante e mucose cervical friável.

2- Vaginose bacteriana

(

) Corrimento vaginal branco acinzentado com odor fétido semelhante a peixe podre.

3- Candidíase

(

) Corrimento amarelo esverdeado bolhoso e colo em framboesa.

4- Gonococcia

(

) Secreção inodora, brancacenta, grumosa e aderente às paredes vaginais.

Assinale a sequência correta.

(A)

1, 2, 4, 3

(B)

4, 3, 2, 1

(C)

4, 2, 1, 3

(D)

2, 1, 3, 4

Pediatria

QUESTÃO 31

4, 2, 1, 3 (D) 2, 1, 3, 4 Pediatria Q UESTÃO 31 Qual a conduta
4, 2, 1, 3 (D) 2, 1, 3, 4 Pediatria Q UESTÃO 31 Qual a conduta

Qual a conduta adequada para avaliação do trato urinário ao confirmar o diagnóstico de uma infecção do trato urinário em um menino de 3 anos?

(A)

Iniciar com Uretrocistografia Miccional. Se normal, manter seguimento clínico. Se alterado, manter profilaxia antimicrobiana e realizar Ultrassonografia de rins e vias urinárias e Cintilografia Estática e Dinâmica.

(B)

Iniciar com Ultrassonografia de rins e vias urinárias. Se normal, manter seguimento clínico e profilaxia antimicrobiana. Se alterada, manter profilaxia antimicrobiana e realizar Cintilografia Estática e Dinâmica.

(C)

Iniciar com Ultrassonografia de rins e vias urinárias. Se normal, seguimento clínico. Se alterada, manter profilaxia antimicrobiana e realizar Uretrocistografia Miccional + Cintilografia Estática e Dinâmica.

(D)

Iniciar com Ultrassonografia de rins e vias urinárias e Uretrocistografia Miccional. Se ambas normais, seguimento clínico. Se apresentar refluxo, manter profilaxia antimicrobiana e realizar Cintilografia Estática. Se apresentar hidronefrose sem refluxo, realizar Cintilografia Estática e Dinâmica + Urografia Excretora.

QUESTÃO 32

Q UESTÃO 32 Durante visita domiciliar na sua região de atuação da Estratégia de Saúde da
Q UESTÃO 32 Durante visita domiciliar na sua região de atuação da Estratégia de Saúde da

Durante visita domiciliar na sua região de atuação da Estratégia de Saúde da Família, o Pediatra foi

questionado sobre o resultado do Teste do Pezinho. Questionam especificamente o resultado da Fenilalanina que mostra uma dosagem de 15mg/dL (Valor de referência: até 4 mg/dL). A lactente em questão encontra-se com 1 mês e 10 dias de vida. Qual é a orientação adequada para esse caso?

(A)

O exame é normal, não necessitando condutas adicionais.

(B)

Encaminhar para o Serviço de Referência em Triagem Neonatal. Essa dosagem indica, possivelmente, um caso de Hiperfenilalaninemia Benigna e a dieta a ser instituída é hipoproteica, suplementada por uma fórmula de aminoácidos isenta de Fenilalanina.

(C)

Encaminhar para o Serviço de Referência em Triagem Neonatal. Essa dosagem indica, possivelmente, um caso de Fenilcetonúria Leve e a dieta a ser instituída é hipoproteica, suplementada por uma fórmula de aminoácidos isenta de Fenilalanina.

(D)

Encaminhar para o Serviço de Referência em Triagem Neonatal. Essa dosagem indica, possivelmente, um caso de Hiperfenilalaninemia Benigna. Deve ser realizado acompanhamento clínico sem necessidade de dieta específica.

QUESTÃO 33

clínico sem necessidade de dieta específica. Q UESTÃO 33 Mariana nasceu com 2400g e teve uma
clínico sem necessidade de dieta específica. Q UESTÃO 33 Mariana nasceu com 2400g e teve uma

Mariana nasceu com 2400g e teve uma idade gestacional calculada de 35 semanas. Tem atualmente 16 dias

de vida. Quando se classifica essa recém-nascida em função da idade gestacional, peso ao nascer, e peso ao nascer por idade gestacional, qual a alternativa adequada para o caso? (utilize a figura abaixo)

(A)

Pré-termo; Baixo Peso; Adequado Para a Idade Gestacional.

(B)

Pré-termo; Peso Normal; Adequado Para a Idade Gestacional.

(C)

Pré-termo; Muito Baixo Peso; Grande Para a Idade Gestacional.

(D)

Termo; Baixo Peso; Pequeno Para a Idade Gestacional.

(D) Termo; Baixo Peso; Pequeno Para a Idade Gestacional. 13 de 37 – Revalidação de Diploma

QUESTÃO 34

Q UESTÃO 34 Pedro é um lactente de 8 meses e 15 dias, pesa 9 kg,
Q UESTÃO 34 Pedro é um lactente de 8 meses e 15 dias, pesa 9 kg,

Pedro é um lactente de 8 meses e 15 dias, pesa 9 kg, encontra-se em aleitamento materno e sua alimentação complementar está sendo oferecida de maneira adequada. Foi um recém-nascido de termo e adequado para

a idade gestacional. É uma criança hígida, com crescimento e desenvolvimento dentro de parâmetros da

normalidade e seu calendário vacinal está em dia. Não faz uso de fórmulas lácteas ou qualquer outro suplemento ou vitamina. Durante uma consulta de rotina, sua mãe questiona a necessidade de tratamento de anemia ferropriva visto que seu hemograma indicou Hemoglobina de 12,3 g/dL e Hematócrito de 38%.

Assinale a orientação correta a respeito da oferta de ferro e do estado vacinal adequado para a idade.

(A)

Prescrever 1 mg/kg/dia de ferro até completar 24 meses; BCG (1 dose); Hepatite B (1 dose); Penta (3 doses); Poliomielite IM (3 doses); Rotavírus (2 doses); Pneumocócica (2 doses) e Meningocócica C (2 doses).

(B)

Prescrever 3 mg/kg/dia de ferro até completar 24 meses; BCG (1 dose); Hepatite B (3 doses); Penta (3 doses); Poliomielite IM (3 doses); Rotavírus (2 doses); Pneumocócica (3 doses); Meningocócica C (2 doses)

e Febre amarela (1 dose).

(C)

Prescrever 1 mg/kg/dia de ferro até completar 24 meses; BCG (1 dose); Hepatite B (1 dose); Penta (3 doses); Poliomielite IM (3 doses); Rotavírus (2 doses); Pneumocócica (3 doses) e Meningocócica C (2 doses).

(D)

Prescrever 3 mg/kg/dia de ferro até completar 24 meses; BCG (1 dose); Hepatite B (1 dose); Penta (3 doses); Poliomielite IM (2 doses); Poliomelite VO (1 dose); Rotavírus (2 doses); Pneumocócica (2 doses) e Meningocócica C (2 doses).

QUESTÃO 35

(2 doses) e Meningocócica C (2 doses). Q UESTÃO 35 A tuberculose é uma doença altamente
(2 doses) e Meningocócica C (2 doses). Q UESTÃO 35 A tuberculose é uma doença altamente

A tuberculose é uma doença altamente prevalente no Brasil, com elevada morbimortalidade nas faixas etárias pediátricas, principalmente em crianças infectadas pelo HIV, indígenas e em imunodeficientes.

A respeito da tuberculose na infância, analise as afirmativas.

I-

Deve-se suspeitar de tuberculose em crianças com diagnóstico de pneumonia sem melhora com o uso de

II-

antimicrobianos. Febre, tosse produtiva contínua, perda de peso e às vezes hemoptises são as manifestações clínicas mais

III-

frequentes. Os achados radiográficos mais sugestivos da tuberculose pulmonar na infância são adenomegalias

IV-

mediastinais, imagens cavitadas de lobos superiores e infiltrados nodulares difusos. A prova tuberculínica (PPD) consiste na inoculação intradérmica de um derivado proteico do M. tuberculosis para medir a resposta imune celular a seus antígenos.

V-

A pesquisa do bacilo no escarro é o instrumento mais útil para o diagnóstico.

VI-

PPD de 10 mm em criança de 3 anos é diagnóstico de tuberculose latente e tem indicação de tratamento com isoniazida por 3 meses.

Está correto o que se afirma em

(A) II, III, V e VI, apenas.

(B)

I,

II, III e IV, apenas.

(C)

V

e VI, apenas.

(D)

I e IV, apenas.

QUESTÃO 36

Q UESTÃO 36 Paciente de 8 anos iniciou há 9 dias quadro de febre moderada, contínua,
Q UESTÃO 36 Paciente de 8 anos iniciou há 9 dias quadro de febre moderada, contínua,

Paciente de 8 anos iniciou há 9 dias quadro de febre moderada, contínua, acompanhada de cefaleia, mialgia muito importante e prostração. Atendido na Unidade Básica de Saúde, realizou a Prova do Laço que foi positiva e recebeu diagnóstico de dengue. Foram prescritos analgésicos, hidratação abundante e repouso. Hoje retorna à Unidade de Saúde e sua mãe relata que a febre desapareceu há 4 dias, mas continua muito prostrado, desde ontem começou a vomitar, sente dores constantes no abdome e tonturas quando se levanta. Ao exame clínico, estava sonolento, normotenso, com boa perfusão periférica, fígado doloroso à palpação e murmúrio vesicular diminuído em ambas as bases pulmonares.

Resultados dos exames laboratoriais solicitados:

Hemoglobina: 12,5g/dL; Hematócrito: 46%; Leucócitos: 5350/mm 3 ; Neutrófilos: 52%; Linfócitos: 36%; Eosinófilos: 3%; Plaquetas: 68000/mm 3 ; Albumina: 2,9 g/dL.

Em relação ao caso acima, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

(

(

(

(

(

(

Já no primeiro antendimento, a criança apresentava sinais de sangramento oculto, como evidenciado pela Prova do Laço positiva.

) A queda das plaquetas sugere a intensidade da perda de volume para o terceiro espaço e é um preditor da gravidade.

) Essa criança apresenta sinais de alerta de gravidade e achados clínicos que a classificam como Categoria C.

)

Deve-se iniciar imeditamente hidratação venosa vigorosa na Unidade Básica de Saúde e encaminhá- lo a uma unidade de maior complexidade para seguimento .

) Como a criança está na segunda semana da doença, já não é mais possível solicitar sorologia diagnóstica IgM e IgG, que só seriam positivas até o quinto dia.

)

Como o paciente já está na fase de convalescência da dengue, é provável que o quadro atual seja de complicação bacteriana, comum nos casos de dengue grave.

)

Assinale a sequência correta.

(A)

V, V, F, F, V, F

(B)

V, F, V, V, F, F

(C)

F, V, F, F, V, V

(D)

F, F, V, V, F, V

QUESTÃO 37

F, V, F, F, V, V (D) F, F, V, V, F, V Q UESTÃO 37
F, V, F, F, V, V (D) F, F, V, V, F, V Q UESTÃO 37

A icterícia própria do recém-nascido (ou icterícia fisiológica) é uma condição clínica em geral benigna e

reversível, mas sua acentuação exagerada pode ser danosa ao organismo. Sobre icterícia fisiológica, analise as afirmativas.

I-

A icterícia fisiológica inicia-se após as primeiras 24 horas de vida.

II-

A icterícia fisiológica é mais visível quanto menor for o tecido celular subcutâneo.

III-

A circulação enteropática da bilirrubina é um importante contribuinte para a icterícia fisiológica.

IV-

Diabetes materno, deficiência de zinco e magnésio podem elevar os níveis de bilirrubina.

Estão corretas as afirmativas

(A)

I, II e III.

(B)

II, III e IV.

(C)

I, II e IV.

(D)

I, III e IV.

QUESTÃO 38

Q UESTÃO 38 Paciente de 4 anos, proveniente de zona rural do interior do Mato Grosso,
Q UESTÃO 38 Paciente de 4 anos, proveniente de zona rural do interior do Mato Grosso,

Paciente de 4 anos, proveniente de zona rural do interior do Mato Grosso, é internado com história de febre e emagrecimento há 3 meses. Há cerca de um mês foi internado para tratamento de pneumonia por 10 dias, recebendo antibióticos e duas transfusões de concentrado de hemácias. Após a alta, ainda mantinha febre diária e emagrecimento e a mãe percebeu aumento do volume abdominal, palidez, apatia e perda do apetite. Ao exame físico, a criança apresenta panículo adiposo escasso, palidez cutâneo-mucosa de 3+/4+, petéquias na face e membros inferiores, discreta adenomegalia inguinal. Abdome volumoso, sem ascite, com fígado palpável a 6 cm da reborda costal direita (RCD) e baço a 8 cm da RCE.

Exames iniciais:

Hemoglobina: 6,4 g/dL Leucócitos totais:

VHS 64 mm/1ª hora PCR 81 mg/L

TGO 104 UI/L TGP 132 UI/L

2120/mm 3 Neutrófilos 150/mm 3 (7%) Linfócitos 1250/mm 3

Albumina 2,1 g/dL Globulina 4,8 g/dL

GGT 230 UI/L

(59%)

Eosinófilos 280/mm 3

(13%)

Plaquetas 58 000/mm 3

Radiografia de tórax: broncopneumonia à esquerda.

Sobre o caso acima, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

(

) O paciente apresenta quadro clínico e laboratorial compatível com o diagnóstico de linfoma, leishmaniose visceral e paracoccidioidomicose sistêmica.

(

)

A hipótese de paracoccidioidomicose é improvável pela ausência de lesões mucosas e pulmonares em forma de borboleta.

(

)

O diagnóstico mais provável é o de linfoma, pois tanto a leishmaniose visceral como a paracoccidioidomicose são doenças raras na infância.

(

) O mielograma com pesquisa de fungos e parasitas é o exame indicado para fazer o diagnóstico diferencial.

(

) Resultado positivo da sorologia para leishmaniose visceral (Leishmania sp) em qualquer título confirma o diagnóstico.

(

) Caso no mielograma sejam encontradas formas amastigotas de Leishmania sp, essa criança tem leishmaniose visceral com sinais de gravidade e indicação de Anfotericina lipossomal e antibióticos.

Assinale a sequência correta.

(A)

F, V, V, V, F, F

(B)

V, F, F, V, F, V

(C)

F, V, F, F, V, V

(D)

V, F, V, F, V, F

QUESTÃO 39

Q UESTÃO 39 Na prática diária, o conhecimento das manifestações clínicas e laboratoriais de doenças semelhantes
Q UESTÃO 39 Na prática diária, o conhecimento das manifestações clínicas e laboratoriais de doenças semelhantes

Na prática diária, o conhecimento das manifestações clínicas e laboratoriais de doenças semelhantes é fundamental para o diagnóstico e tratamento corretos. Em relação à doença e sua sintomatologia, numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda.

1-

Artrite idiopática juvenil

(

) Úlcera de mucosa, serosites, proteinúria, artrite, anemia hemolítica, anticorpo anti-Sm e antifosfolípide positivos.

2-

Doença reumática

(

)

Febre por pelo menos 5 dias, conjuntivite asséptica bilateral,

3-

Lupus eritematoso sistêmico

ressecamento nos lábios, alteração da mucosa oral, edemas nas mãos e pés e adenomegalia cervical.

 

(

)

Febre alta diária intermitente por mais de 15 dias, exantema

4-

Púrpura de Henoch-Schönlein

macular, atrito pericárdico, hepatoesplenomegalia, monoartrite após algumas semanas, fator reumatoide

5-

Doença de Kawasaki

negativo.

 

(

) Artrite migratória, nódulos subcutâneos, cardite e movimentos involuntários.

(

) Artrite transitória, lesões micro-hemorrágicas palpáveis, geralmente nas nádegas e membros inferiores que aparecem em surtos, hematúria.

Assinale a sequência correta.

(A)

1, 3, 2, 5, 4

(B)

3, 5, 1, 2, 4

(C)

2, 3, 4, 1, 5

(D)

3, 4, 1, 2, 5

QUESTÃO 40

(C) 2, 3, 4, 1, 5 (D) 3, 4, 1, 2, 5 Q UESTÃO 40 Criança
(C) 2, 3, 4, 1, 5 (D) 3, 4, 1, 2, 5 Q UESTÃO 40 Criança

Criança de 2 anos é levada ao Pronto Atendimento com quadro de dor nas pernas, na região lombar e nas mãos que se encontram endemaciadas. Febre baixa não aferida. Ao exame físico apresenta-se chorosa, não permitindo a mobilização dos membros e das mãos. Palidez 3+/4, escleras ictéricas. Frequência cardíaca: 154 bpm; baço palpável a 4 cm do RCE; edema no dorso das mãos e dedos, com discreta hiperemia. Exames laboratoriais iniciais – Hb: 6,5 g/dL; Htc: 19%; VCM: 78; Reticulócitos: 6%; Leucócitos totais:

18.640/mm 3 ; Neutrófilos: 48%; Linfócitos: 56%; Eosinófilos: 1%; Plaquetas: 180.000/mm 3 ; Bilirrubinas totais: 9,0 mg/dL; Bilirrubina Direta: 2,8 mg/dL; Bilirrubina indireta: 6,2 mg/dL; TGO: 40 UI/L; TGP: 51 UI/L.

Em relação ao quadro acima, o diagnóstico mais provável é:

(A)

Anemia falciforme em crise de falcização.

(B)

Hepatite viral com reação articular.

(C)

Anemia ferropriva em paciente com artrite idiopática juvenil.

(D)

Leucemia linfoide aguda.

Medicina da Família e Comunidade e Saúde Coletiva

QUESTÃO 41

da Família e Comunidade e Saúde Coletiva Q UESTÃO 41 A Estratégia de Saúde da Família
da Família e Comunidade e Saúde Coletiva Q UESTÃO 41 A Estratégia de Saúde da Família

A Estratégia de Saúde da Família do Sistema Único de Saúde tem seu foco de atuação na atenção primária à

saúde. A equipe é caracterizada pela multidisciplinaridade de profissionais, que desempenham seu trabalho dentro dos princípios do Sistema Único de Saúde. Qual princípio se define por meio da abrangência do território, do número de famílias que agrupam o número de pessoas, das visitas domiciliares e do cadastramento da população?

(A)

Princípio da Multiprofissionalidade com foco nas doenças

(B)

Princípio da Adscricão e Territorialização

(C)

Princípio da referência e de contrarreferências

(D)

Princípio da Territorialização de diagnósticos prevalentes

QUESTÃO 42

de diagnósticos prevalentes Q UESTÃO 42 João Pedro, 65 anos, veio à consulta na UBS, acompanhado
de diagnósticos prevalentes Q UESTÃO 42 João Pedro, 65 anos, veio à consulta na UBS, acompanhado

João Pedro, 65 anos, veio à consulta na UBS, acompanhado de sua filha gestante que mora com ele. Ela

informou ao médico que o pai, já há 10 dias, queixa-se de estar com simples resfriado, de estar tossindo muito ao adormecer, uma tosse seca, intensa com ruído inspiratório na forma de guincho, sentindo dores intensas pelo corpo e vômito. Entretanto, não teve diarreia, dispneia nem febre, sem história prévia semelhante. Foi diagnosticado com coqueluche. Seguindo orientação do Ministério da Saúde, qual a conduta de profilaxia para a filha contactante?

(A)

Quimioprofilaxia com azitromicina 500mg por dia por cinco dias.

(B)

Realizar campanhas vacinais como única ação preventiva à emergência de coqueluche no País.

(C)

Quimioprofilaxia com ampicilina sódica a 1000mg por 10 dias.

(D)

Reforço em gestantes a partir de 20 semanas.

QUESTÃO 43

Reforço em gestantes a partir de 20 semanas. Q UESTÃO 43 Maria Clara, portadora de Hanseníase,
Reforço em gestantes a partir de 20 semanas. Q UESTÃO 43 Maria Clara, portadora de Hanseníase,

Maria Clara, portadora de Hanseníase, encontra-se com PQT/MB. Trouxe seu esposo à UBS para avaliação.

Ele, por ser contactante, precisa fazer o exame físico dermatoneurológico. Após a consulta, encontra-se assintomático e normal. Com base nesse caso, o acompanhamento do contactante deve se dar em qual periodocidade, em qual tempo e com qual conduta?

(A)

Semestralmente, durante quatro anos e fazer uso de isoniazida 300 mg vo por dia, por 6 meses.

(B)

Semestralmente, durante dois anos com reavaliação.

(C)

Anualmente, durante três anos e administrar tríplice.

(D)

Anualmente, durante cinco anos e administrar BCG.

QUESTÃO 44

durante cinco anos e administrar BCG. Q UESTÃO 44 Carolina, com diagnóstico recente de Tuberculose Pulmonar
durante cinco anos e administrar BCG. Q UESTÃO 44 Carolina, com diagnóstico recente de Tuberculose Pulmonar

Carolina, com diagnóstico recente de Tuberculose Pulmonar já há uma semana, em tratamento com o esquema RIPE, mãe do RN Afonso, quer amamentar o bebê. Qual é a orientação a ser dada, em relação à amamentação e à doença?

(A)

Não amamentar e iniciar o esquema tríplice ao RN.

(B)

Não amamentar e esperar até que a mãe se torne não contagiante.

(C)

Iniciar isoniazida no RN e amamentar com máscara.

(D)

Aplicar BCG no RN e amamentar com máscara.

QUESTÃO 45

Q UESTÃO 45 Mayara, 28 anos, gestante em pré-natal de baixo risco, com acompanhamento no PSF-Santa
Q UESTÃO 45 Mayara, 28 anos, gestante em pré-natal de baixo risco, com acompanhamento no PSF-Santa

Mayara, 28 anos, gestante em pré-natal de baixo risco, com acompanhamento no PSF-Santa Efigênia. Em idade gestacional de 28 semanas, segundo filho, sendo seu último parto há 4 anos. Seu exame obstétrico é compatível com a idade gestacional, traz cartão de vacinas com esquemas vacinais completos. Observou-se que a última vacina administrada foi uma dose de reforço de dt, ainda na outra gestação. Com base nesse

caso, considerando o Programa Nacional de Imunização e a atual situação vacinal da gestante, qual a conduta adequada a ser tomada?

(A)

Vacinação de dtpa imediata.

(B)

Não necessita de prescrição de vacina.

(C)

Administrar até a 30ª semana gestacional a dose de reforço de dtpa.

(D)

Prescrever vacinação de dtpa antes de 15 dias da data prevista do parto.

QUESTÃO 46

antes de 15 dias da data prevista do parto. Q UESTÃO 46 Soledade, moradora do Bairro
antes de 15 dias da data prevista do parto. Q UESTÃO 46 Soledade, moradora do Bairro

Soledade, moradora do Bairro Pinheiros do Céu, trouxe seu filho Mário de 3 anos para consultar no PSF do bairro. Relata que a criança está com diarreia há 6 dias, 3 a 4 episódios/dia, grande volume, sem muco ou sangramento, sem relatos de náuseas ou vômitos. Ela amamentou Mário até os 9 meses, amamentação exclusiva, cartão de vacinas completo. No exame clínico, a criança encontra-se desidratada, olhos fundos sem lágrimas e diurese diminuída; ao exame físico, apresenta abdômen distendido e hipertimpânico, RHA aumentado e indolor à palpação, a genitália perianal com presença de dermatite. No exame laboratorial de coprologia funcional: presença de substâncias redutoras, ausência de leucócitos e pH fecal 4,5. De acordo com o preconizado pelo Ministério da Saúde, qual a conduta terapêutica para esse caso?

(A)

Hidratação em domicílio, oferecendo mais líquido que o habitual.

(B)

Encaminhar referência para hidratação venosa e avaliação da diurese.

(C)

Soro de reidratação oral, administrado de 4h, na UBS.

(D)

Orientação alimentar domiciliar.

QUESTÃO 47

(D) Orientação alimentar domiciliar. Q UESTÃO 47 A Lei N.º 8.142, de 28 de dezembro de
(D) Orientação alimentar domiciliar. Q UESTÃO 47 A Lei N.º 8.142, de 28 de dezembro de

A Lei N.º 8.142, de 28 de dezembro de 1990, “Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do

Sistema Único de Saúde (SUS} e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde e dá outras providências”. Quanto a essa lei, assinale a afirmativa INCORRETA.

(A)

O Conselho de Saúde, em caráter permanente e deliberativo, órgão colegiado composto por representantes do governo, prestadores de serviço, profissionais de saúde e usuários, atua na formulação de estratégias e no controle da execução da política de saúde na instância correspondente, inclusive nos aspectos econômicos e financeiros, cujas decisões serão homologadas pelo chefe do poder legalmente constituído em cada esfera do governo.

(B)

A Conferência de Saúde reunir-se-á a cada três anos com a representação dos vários segmentos sociais, para avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes para a formulação da política de saúde nos níveis correspondentes, convocada pelo Poder Executivo ou, extraordinariamente, por esta ou pelo Conselho de Saúde.

(C)

As Conferências de Saúde e os Conselhos de Saúde terão sua organização e normas de funcionamento definidas em regimento próprio, aprovadas pelo respectivo conselho.

(D)

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) terão representação no Conselho Nacional de Saúde.

QUESTÃO 48

Q UESTÃO 48 Cristiane, mãe de Roberto e Rogério, gêmeos de 6 meses de idade, procura
Q UESTÃO 48 Cristiane, mãe de Roberto e Rogério, gêmeos de 6 meses de idade, procura

Cristiane, mãe de Roberto e Rogério, gêmeos de 6 meses de idade, procura atendimento no PSF de seu bairro, porque ela notou que os meninos são diferentes e está muito preocupada. Informa que fez o pré-natal na

unidade sem nenhuma intercorrência e não teve qualquer problema no parto. Rogério foi o primeiro a nascer,

e logo nasceu Roberto. Ela diz que Rogério é muito esperto, sustenta a cabeça, consegue seguir as pessoas com o olhar, já senta com apoio, segura os brinquedos com as mãozinhas. Roberto sustenta a cabecinha apenas por alguns minutos, não senta mesmo apoiado, mas reage ao som e é muito sorridente, consegue observar um rosto muito proximamente a sua mãozinha, mas não consegue segurar os brinquedos. A partir dessas informações, qual a orientação a ser dada à mãe dos bebês?

(A)

Explicar à mãe que mesmo gêmeos podem ser diferentes.

(B)

Atendimento ambulatorial por conta do atraso no desenvolvimento dos gêmeos.

(C)

Dar o diagnóstico de um estado neurológico avançado.

(D)

Referência a uma avaliação neuropediátrica.

QUESTÃO 49

a uma avaliação neuropediátrica. Q UESTÃO 49 Paulo, 57 anos, mecânico, tem histórico de antecedentes
a uma avaliação neuropediátrica. Q UESTÃO 49 Paulo, 57 anos, mecânico, tem histórico de antecedentes

Paulo, 57 anos, mecânico, tem histórico de antecedentes pessoais de diabetes há poucos meses, também um

histórico de bebida alcoólica, e, às vezes, faz uso de drogas. Há dias vem sentindo fraqueza e muitas dores nas pernas, reclama que o simples toque provoca dores intensas, que lhe causam insônia. Diz que a dor se parece com algo que lhe queima as pernas, anda muito irritado, com dificuldades de concentração, redução da libido

e dores abdominais. Ao exame físico, apresenta sudorese e com tremores nas extremidades. Sinais vitais: FC 90, FR 22, PA 160x100 mmHg e temperatura de 37,20 o C. Qual é a neuropatia de Paulo?

(A)

Intoxicação por Chumbo

(B)

Uso abusivo de álcool

(C)

Hipovitaminose E

(D)

Diabetes Mellitus

QUESTÃO 50

Hipovitaminose E (D) Diabetes Mellitus Q UESTÃO 50 Ao estudar um sistema de saúde, costuma-se dividi-lo
Hipovitaminose E (D) Diabetes Mellitus Q UESTÃO 50 Ao estudar um sistema de saúde, costuma-se dividi-lo

Ao estudar um sistema de saúde, costuma-se dividi-lo em níveis de atenção. Sobre os níveis de atenção no sistema brasileiro de saúde, assinale a afirmativa correta.

(A)

A atenção terciária é a “porta de entrada” do SUS, tendo como objetivo a “Prevenção e Promoção”, com resolutividade aproximada de 85 a 90% dos casos quando bem realizada.

(B)

A atenção secundária no Brasil, no SUS, é feita pela Estratégia de Saúde da Família e alguns Centros de Saúde remanescentes.

(C)

O conceito de “atenção primária” surgiu na conferência internacional sobre cuidados primários de saúde, realizada em Alma Ata (ex URSS), em setembro de 1978.

(D)

A atenção primária é responsável pelo atendimento de maior “tecnologia bruta”, onde se tem os maiores gastos em virtude do uso de instrumentos de maior custo.

gastos em virtude do uso de instrumentos de maior custo. 20 de 37 – Revalidação de

PARTE II – QUESTÕES DISCURSIVAS

Clínica Cirúrgica

QUESTÃO 01

QUESTÕES DISCURSIVAS Clínica Cirúrgica Q UESTÃO 01 T.X., 65 anos, com colecistectomia agendada. A pressão
QUESTÕES DISCURSIVAS Clínica Cirúrgica Q UESTÃO 01 T.X., 65 anos, com colecistectomia agendada. A pressão

T.X., 65 anos, com colecistectomia agendada. A pressão arterial é 230/120 mmHg e o pulso, 60 bpm. Apresenta os seguintes exames: Hematócrito= 38%, Na = 140 mmol/L e K= 2,7 mmol/L. Refere que está em uso das seguintes medicações: propranolol e hidroclorotiazida. A partir das informações dadas, responda aos itens.

(I) -

Como deve ser feita e quais critérios devem ser considerados para a correta avaliação clínica pré- operatória desse paciente? (Valor: 1,0 ponto)

(II) -

Quais exames complementares devem ser solicitados, minimamente, para a correta avaliação desse paciente? Justifique e fundamente cientificamente sua resposta. (Valor: 1,0 ponto)

(III) - Considerando os critérios hemodinâmicos e/ou pressóricos desse paciente, qual é a orientação / conduta correta em relação à realização do procedimento proposto? Justifique e fundamente cientificamente sua resposta. (Valor: 2,0 pontos)

(IV) - Qual deve ser a correta monitorização transoperatória para esse paciente? (Valor: 1,0 ponto)

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QUESTÃO 02

17 18 19 20 21 22 23 24 25 Q UESTÃO 02 Paciente feminina, 34 anos,
17 18 19 20 21 22 23 24 25 Q UESTÃO 02 Paciente feminina, 34 anos,

Paciente feminina, 34 anos, moradora em zona rural, procura atendimento médico por estar “sentindo cansaço severo” que a impede de trabalhar “como antes”, sentindo “palpitações” nos últimos seis meses. Tonsilites estreptocócicas de repetição. Exame físico: pressão arterial de 110 x 60 mmHg; frequência cardíaca de 118 batimentos por minuto; sopro diastólico em foco mitral, rude (++/4+); estertores crepitantes em ambas as bases pulmonares, discreta dor à palpação profunda em hipocôndrio direito; edema perimaleolar bilateralmente (+/4+). Submetida a eletrocardiograma em seis derivações (abaixo).

Submetida a eletrocardiograma em seis derivações (abaixo). Considerando a história clínica e o eletrocardiograma,

Considerando a história clínica e o eletrocardiograma, responda aos itens.

(I) -

Qual o diagnóstico semiológico completo atual? (Valor: 1,5 ponto)

(II) -

Qual a classe funcional dessa paciente, segundo a classificação NYHA (New York Heart Association)? (Valor: 0,5

(III) -

ponto) Cite 2 (dois) aspectos eletrocardiográficos patológicos evidentes no exame acima. (Valor: 0,5 ponto).

(IV) -

Cite o tipo de tratamento cirúrgico indicado (Valor: 0,5 ponto) e os critérios para a sua indicação (Valor: 2,0 pontos).

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Clínica Médica

QUESTÃO 03

Clínica Médica Q UESTÃO 03 O TSH é o principal regulador da função tireoidiana, a biossíntese
Clínica Médica Q UESTÃO 03 O TSH é o principal regulador da função tireoidiana, a biossíntese

O TSH é o principal regulador da função tireoidiana, a biossíntese e a liberação de T3 e T4 são controladas por

mecanismos reguladores tipo feedback negativo que mantêm constante a síntese, o estoque e os níveis dos

hormônios no sangue.

A partir das informações dadas, responda aos itens.

(I) -

Faça um esquema do retrorregulação hormonal do eixo Hipófise-Hipotálamo-Tireoide. (Valor: 2,0

pontos)

(II) -

Identifique, nesse esquema, as alterações decorrentes da tireoidite de Graves desse eixo. (Valor: 2,0

pontos)

(III) -

Cite 4 (quatro) principais manifestações clínicas associadas à tireoidite de Graves. (Valor: 1,0 ponto)

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QUESTÃO 04

21 22 23 24 25 Q UESTÃO 04 Paciente C.A.M, feminino, 42 anos, foi levada por
21 22 23 24 25 Q UESTÃO 04 Paciente C.A.M, feminino, 42 anos, foi levada por

Paciente C.A.M, feminino, 42 anos, foi levada por seu esposo ao pronto atendimento do Hospital Municipal com queixa de cefaleia intensa difusa associada a náuseas e vômitos e iniciada há 2 horas. Ela descreve a dor como "a pior dor de cabeça da minha vida" e afirma que começou de repente, após uma discussão com a filha por problemas familiares. A cefaleia não teve melhora mesmo após tomar 2 comprimidos de 500mg de dipirona e a intensidade da dor agravou-se. Nega qualquer trauma, esforço físico intenso, alterações visuais, fotofobia ou crise convulsiva, mas afirma “estar sentindo o corpo quente”, iniciado minutos depois da precipitação da cefaleia e está muito preocupada em ser febre. Nega qualquer problema médico significativo pregresso. Nega qualquer cirurgia anterior e faz uso há 12 anos de contraceptivos orais. Afirma trabalhar como atendente de telemarketing e nega uso de drogas ilícitas, tabagismo ou etilismo. Religião católica, mas não frequenta a igreja. EXAME FÍSICO:

Regular estado geral, levemente ansiosa, inquieta, lúcida e orientada no tempo e espaço, desidratada 1+/4+, corada, Tax: 37,2°C. O pulso é regular (85 bpm), a PA é 150/85 mmHg (que ela afirma estar mais alto que o habitual), e a FR é 20 irpm. Neurológico: Escala de Coma de Glasgow 15, pupilas pequenas, de 2 mm, isocóricas e fotorreagentes. A força motora e os reflexos profundos são simétricos e sem clônus. Os olhos estão normais, com movimentos extraoculares normais e sem fotofobia ou nistagmos. Fundoscopia: normal. Nenhuma nodulação é detectada no exame do pescoço, mas apresenta leve rigidez de nuca. Exames do aparelho respiratório, cardíaco, abdominal sem alterações. As análises de hemograma, eletrólitos, bioquímica e a análise da urina são normais. Realizou tomografia computadorizada de crânio sem contraste (imagem abaixo).

computadorizada de crânio sem contraste (imagem abaixo). De acordo com o caso clínico, responda aos itens.

De acordo com o caso clínico, responda aos itens.

(I) -

Cite 2 (duas) manobras do exame neurológico que devem ser executadas em suspeita de irritação meníngea.

(II) -

(Valor: 1,0 ponto) Em caso de não possuir o exame de imagem disponível em seu pronto atendimento, como proceder à

(III) -

investigação para confirmação diagnóstica? (Valor: 1,5 ponto) Qual a principal hipótese diagnóstica para o caso descrito? (Valor: 1,0 ponto)

(IV) -

Considerando os dados clínicos e radiológico disponíveis, cite 3 (três) diagnósticos diferenciais. (Valor: 1,5 ponto).

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Ginecologia e Obstetrícia

QUESTÃO 05

Ginecologia e Obstetrícia Q UESTÃO 05 Esquematize o fluxograma de diagnóstico de Diabetes Mellitus gestacional em
Ginecologia e Obstetrícia Q UESTÃO 05 Esquematize o fluxograma de diagnóstico de Diabetes Mellitus gestacional em

Esquematize o fluxograma de diagnóstico de Diabetes Mellitus gestacional em situação de viabilidade financeira e disponibilidade técnica total, conforme orientações do Ministério da Saúde do Brasil. (Valor: 5,0

pontos)

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QUESTÃO 06

Q UESTÃO 06 Descreva a classificação BI-RADS® (4.ª edição) em relação aos achados da mamografia,
Q UESTÃO 06 Descreva a classificação BI-RADS® (4.ª edição) em relação aos achados da mamografia,

Descreva a classificação BI-RADS® (4.ª edição) em relação aos achados da mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética. (Valor: 5,0 pontos)

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Pediatria

QUESTÃO 07

Pediatria Q UESTÃO 07 A asma é uma doença inflamatória das vias respiratórias, que se caracteriza
Pediatria Q UESTÃO 07 A asma é uma doença inflamatória das vias respiratórias, que se caracteriza

A asma é uma doença inflamatória das vias respiratórias, que se caracteriza por obstrução reversível dessas

vias. É doença crônica muito comum na infância e motivo frequente de atendimento em unidades de Pronto Atendimento.

A partir das informações dadas, responda aos itens.

(I) -

Cite 5 (cinco) sinais de crise asmática grave. (Valor: 2,5 pontos)

(II) -

Esquematize a sequência de tratamento da asma aguda grave na unidade de atendimento. No caso de medicações, cite a via de administração. (Valor: 2,5 pontos)

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Espaço para rascunho

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QUESTÃO 08

23 24 25 Q UESTÃO 08 Criança do sexo masculino, 9 anos completos, está sendo avaliada
23 24 25 Q UESTÃO 08 Criança do sexo masculino, 9 anos completos, está sendo avaliada

Criança do sexo masculino, 9 anos completos, está sendo avaliada no ambulatório da Unidade de Atenção Básica. O escolar apresenta 45 kg e 140 cm de altura.

Utilizando as curvas de crescimento da Organização Mundial de Saúde (OMS), responda aos itens.

(I) -

Estabeleça o diagnóstico nutricional dessa criança em função de Peso, Altura e Índice de Massa corporal

(II) -

(IMC). (Valor: 3,0 pontos) Cite 3 (três) orientações gerais a serem feitas à família e à criança em função desse diagnóstico. (Valor:

2,0 pontos)

Curvas de crescimento da OMS

( Valor: 2,0 pontos) Curvas de crescimento da OMS 30 de 37 – Revalidação de Diploma
31 de 37 – Revalidação de Diploma de Médico Graduado no Exterior 2018 – UFMT/FM

31 de 37 – Revalidação de Diploma de Médico Graduado no Exterior 2018 – UFMT/FM – 2.ª Etapa – Prova Escrita – Caderno A

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Medicina da Família e Comunidade e Saúde Coletiva

QUESTÃO 09

da Família e Comunidade e Saúde Coletiva Q UESTÃO 09 Dione, 25 anos, grávida de 3
da Família e Comunidade e Saúde Coletiva Q UESTÃO 09 Dione, 25 anos, grávida de 3

Dione, 25 anos, grávida de 3 meses, foi ao PSF Jardim das Flores fazer pré-natal. Na consulta com a médica de família, ela referiu ter tido tratamento adequado de sífilis primária há mais de 4 anos. O exame solicitado de VDRL deu positivo de 1/128.

A partir das informações dadas, responda aos itens.

(I) -

Explique o diagnóstico. Pertence a algum grupo ou síndrome? (Valor: 1,0 ponto)

(II) -

Considerando o exposto, seria reação cruzada, doença atual, infecção pregressa ou cicatriz sorológica?

(III) -

Justifique. (Valor: 2,0 pontos) Quais seriam as devidas condutas? (Valor: 2,0 pontos)

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QUESTÃO 10

22 23 24 25 Q UESTÃO 10 Dona Renata Najura procurou a UBS responsável pelo seu
22 23 24 25 Q UESTÃO 10 Dona Renata Najura procurou a UBS responsável pelo seu

Dona Renata Najura procurou a UBS responsável pelo seu bairro para consultar-se com a médica dra. Jaqueline Fasta. Dona Renata é manicure, relatou que, durante seu trabalho, tinha notado uma “mancha mais branca” em seu braço direito. Notara também que tinha queimado essa “mancha enquanto cozinhava há 10 dias e não tinha sentido nada na mancha”. Negou traumas físicos prévios no MSD. Relatou também que seu falecido pai (morreu de “infarto fulminante” há 05 anos) tinha tratado de “lepra” há cerca de 06 anos. Refere que nunca casou e sempre morou com os pais. Dra. Jaqueline percebeu, ao exame físico da Dona Renata, uma lesão hipocrômica com ausência de pelos, sensibilidade térmica, tátil e dolorosa praticamente ausentes, localizada no antebraço anterior direito. Também notou os nervos ulnar direito e auricular posterior direito espessados na paciente.

Após análise do caso, responda aos itens.

(I) -

Qual é o diagnóstico mais provável? Qual é a sua classificação (operacional)? Trata-se de uma doença

(II) -

a ser notificada? Justifique. (Valor: 2,0 pontos) Descreva o tratamento (medicamentos, dose, prazo) para esse caso. (Valor: 3,0 pontos)

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COMENTÁRIOS DAS QUESTÕES

1)

Na intubação seletiva e ventilação monopulmonar à esquerda ocorre o efeito shunt no pulmão direito, condição na qual os alvéolos pulmonares à direita são perfundidos normalmente com sangue, porém não são ventilados, acarretando em atelectasia pulmonar à direita. A diminuição da área de trocas gasosas no pulmão atelectasiado leva ao aumento da pressão arterial parcial de gás carbô- nico. Já o efeito espaço morto acontece quando a ventilação no pulmão é maior que a perfusão.

2)

a)

Na técnica de Bassini o assoalho inguinal enfraquecido é fortalecido através da

sutura do tendão conjunto e o arco músculo aponeurótico do transverso no liga- mento inguinal.

b) O reparo de McVay pode ser utilizado para o reparo de hérnias inguinais ou

femorais. Realiza-se uma incisão da fáscia transversal na região do triângulo de Hesselbach para acesso ao espaço pré-peritoneal e exposição do ligamento pec- tíneo (ligamento de Cooper). O tendão conjunto é então suturado ao ligamento de Cooper do tubérculo púbico lateralmente até a borda da bainha femoral ao cruzar o ligamento de Cooper.

c) Na técnica de Andrews (também denominada de técnica do jaquetão/Bassini

modificada), o funículo fica acima da aponeurose do oblíquo externo. Os tempos

são iguais ao Bassini, porém altera no fechamento da parede posterior. A fáscia do oblíquo externo não se aproxima ao ligamento inguinal.

d) Na técnica de Zimmerman realiza-se a sutura da fáscia transversalis à cinta ile-

opectínea, iniciando-se no nível do púbis e terminando na borda do anel inguinal interno.

O ligamento de Gimbernat é sinônimo de ligamento lacunar, consiste na extre- midade medial do ligamento inguinal que passa inferiormente ao funículo esper- mático e se fixa a fáscia pectínea próximo ao tubérculo púbico.

3)

As fases da cicatrização seguem a sequência inflamatória (exsudativa), prolifera- tiva e maturação. A fase exsudativa é a primeira a acontecer, dura aproximada- mente 3 dias. Os principais componentes dessa fase são o aumento da perme- abilidade vascular e o recrutamento celular. A epitelização (também chamada de migração) refere-se à proliferação de células basais e migração de células epiteliais que ocorrem na ponte de fibrina dentro de um coágulo. A fase seguin- te, fibroblástica, consiste em proliferação de fibroblastos, acúmulo de substância fundamental e produção de colágeno. Os fibroblastos são transformados a partir de células mesenquimais locais e estão geralmente presentes na ferida em 24 horas e predominam no décimo dia de pós-operatório. A última fase é a de ma- turação, fase em que ocorre remodelamento de colágeno, contração da ferida e repigmentação.

4)

A hemisecção medular é caracterizada pelo déficit motor e da propriocepção ip-

silateral à lesão, além da perda da sensibilidade térmica e dolorosa contra-lateral.

A perda de motricidade está relacionada ao acometimento do trato corticoespi-

nhal, relacionado ao controle motor, e a perda de sensibilidade, ao trato espino- talâmico, relacionado a sensibilidade tátil, temperatura e dor.

5)

a)

O protocolo ACERTO não preconiza preparo para cirurgias colônicas pois o

preparo mecânico do cólon espolia o paciente, principalmente o idoso, com rela- ção a hidratação e eletrólitos. Em decorrência disso costuma-se elevar o volume

de hidratação com líquidos cristaloides no perioperatório.

b) Preconiza-se que o controle álgico no pós-operatório seja realizado preferen-

cialmente sem o uso de opioides sistêmicos. Os mesmos podem ser utilizados por outras vias, sobretudo, as via peridural, seja através de cateteres para analge- sia implantados no momento da anestesia (analgesia por cateter peridural), seja a analgesia controlada pelo paciente através da infusão por bombas de PCA.

c) Recomenda-se evitar o excesso de líquidos intravenosos no perioperatório. A

sobrecarga hídrica tem demonstrado elevar a morbidade e mortalidade opera-

tórias. A oferta excessiva de fluídos endovenosos, sobretudo soluções cristaloides com sobrecarga de sódio, tem demonstrado relação com ganho de peso, forma- ção de edema, dificuldade na cicatrização das anastomoses, deficiência de fato- res de coagulação, aumento na permanência hospitalar, diminuição da função intestinal e complicações cardio-pulmonares.

d) Quanto a dieta no pós-operatório, inicia-se precocemente. Nos casos de ci-

rurgias com anastomose gastrintestinal, entero-entérica, entero-cólica e colorre-

tal se o paciente não estiver apresentando vômitos, dieta líquida é oferecida no mesmo dia da operação, caso contrário, inicia de rotina no primeiro dia pós-ope- ratório, não sendo necessário a presença de ruídos hidroaéreos.

6)

a)

A rapidez e o grau de elevação da pressão intra-ocular no glaucoma de ângu-

lo

fechado determinam os sintomas. Os pacientes podem apresentar sintomas

como: alteração visual, halos em volta das luzes, cefaleia, dor ocular de forte in-

tensidade, náuseas ou vômitos.

b) No descolamento da retina pode haver criação de imagens irregulares de for-

mas negras flutuantes (moscas) ou cintilações de luz, visão pode ficar embaçada

ou perda de visão periférica.

c) O macroadenoma de hipófise pode levar à compressão do quiasma óptico,

levando a perda de campo visual.

d) A síndrome de Behçet é uma vasculite sistêmica. A uveíte é uma característi-

ca dominante desta síndrome.

7)

a) A epistaxe parece ter uma distribuição etária bimodal, com a maioria dos

casos ocorrendo antes dos 10 anos de idade ou entre os 45 e os 65 anos de idade.

b) Há variação sazonal, com predominância nos meses de inverno. Fatores

sazonais que afetam a epistaxe incluem a incidência de infecções do trato respi- ratório superior, rinite alérgica e alterações

c) na mucosa associadas a flutuações de temperatura e umidade.As hemor-

ragias nasais anteriores são de longe as mais comuns. Uma grande proporção é autolimitada e pode ser gerenciada definitivamente no cenário da atenção pri- mária. Até 90% envolvem a área do plexo de Kiesselbach.

d) Se uma fonte de sangramento anterior for visualizada, o tratamento de pri-

meira linha consiste em cauterização química ou elétrica.

8)

A epifisiólise proximal do fêmur é o descolamento do fêmur proximal, que pode ser agudo, subagudo ou crônico. A cabeça do fêmur fica no acetábulo e o fêmur desloca-se anterior e lateralmente. Costuma se manifestar com claudicação e dor no quadril, coxa e ou joelho. Nem sempre há trauma evidente antecedendo, e, quando este ocorre, pode ser trauma leve. Crianças com epifisiólise proximal do fêmur têm perda da rotação interna do quadril e obrigatoriamente da rotação ex- terna com flexão do quadril. O tratamento é cirúrgico.

9)

O

quadro clínico da paciente descreve sintomas de cistite aguda, a E. coli é a

bactéria mais comum causadora de cistite (75 a 95% dos casos). Febre, calafrios, rigidez e outros sinais de doença sistêmica não são compatíveis com o diagnósti- co de cistite aguda simples e aumentam a possibilidade de pielonefrite ou outra complicação da ITU. Cistite entre mulheres é extremamente comum. A menor distância do ânus à uretra provavelmente explica por que as mulheres correm maior risco de infecções do trato urinário (ITUs) do que os homens. Entre mulhe- res saudáveis, os fatores de risco para cistite incluem relações sexuais recentes e história de ITU. Outras comorbidades, como diabetes mellitus e anormalidades estruturais ou funcionais do trato urinário, também podem aumentar o risco de cistite.

10)

O quadro clínico apresentado é sugestivo de TCE com possibilidade de hemorra-

gia associada (Glasgow 6, hematoma em couro cabeludo, pupila esquerda dila- tada e não fotorreagente). Para questões de conduta em trauma segue sempre a sequência do algoritmo ABCDE do ATLS, com necessidade de assegurar via aé- rea (Glasgow 6) e avaliação com tomografia de crânio e Inter consulta com Neu- rocirurgião.

11)

Alternativa 1 – falsa. Paciente previamente hígido evoluindo com quadro de cefa- leia progressiva e quadro de alteração comportamental, precedendo os episódios convulsivos. É imperativo descartar causas infecciosas, metabólicas e/ou estrutu- rais inicialmente. Pacientes com epilepsia por esclerose mesial de lobo temporal costumam ter convulsões desde a adolescência e, caracteriza-se por episódios focais e, a associação com quadros comportamentais psiquiátricos não está com- pletamente elucidada. Os achados clássicos de RNM são esclerose hipocampal e atrofia hipocampal com aumento do sinal em T2. Alternativa 2- verdadeira. A encefalite herpética deve ser suspeitada em pacientes com quadro agudo neurológico (alteração de consciência, déficits focais, hemi- paresias, ataxias ou convulsão) e febre. O LCR costuma mostrar pleocitose linfocí- tica e aumento de proteínas. O achado de lesão na RNM em lobo temporal é for- te evidência de encefalite herpética. Nesse contexto, são diagnósticos diferenciais encefalites virais de outras etiologias, outras infecções por herpes-vírus. O padrão ouro é a realização de PCR para detecção de herpes-virus no LCR. Alternativa 3 – Dentro dos diagnósticos diferencias de encefalite por herpes- vírus entram as demais encefalites virais, incluindo as arboviroses. Nesse subgrupo, a dengue é considerada a arbovirose mais prevalente. O diagnostico pode ser com- provado por sorologia, cultura ou PCR no LCR. Alternativa correta. Alternativa 4 – Paciente com alteração do nível de consciência e cefaleia, tem quadro possivelmente de origem central. Deve inicialmente ser submetido à TC de crânio e LCR para avaliar possíveis etiologias infecciosas e tumorais, bem como realização de bioquímica sérica para exclusão de encefalopatias metabóli- cas. Alternativa incorreta.

12)

a)

A hipótese de LES não pode ser descartada, podend a paciente apresentar o

quadro de SAF secundária. Entretanto, dentro do quadro clínico de LES, as ma- nifestações cutâneas são mais frequentes ( encontradas em 75% ) e, os quadros articulares ocorrem em aproximadamente 60% dos pacientes. Além disso, a al-

ternativa segue incorreta ao descrever a hipertensão pulmonar como complica- ção mais comum. A HAP é vista em 4% dos pacientes. Já a síndrome do pulmão encolhido ocorre em aproximadamente 6% dos pacientes e, não está associada a HAP, mas sim à miopatia/ miosite do diafragma. Alternativa incorreta.

b) Pacientes com PTI costumam ser assintomáticos e, na presença de sin-

tomas, encontramos pacientes com sangramentos e fadiga, normalmente. A presença de púrpura de membros inferiores + TVP + abortamento precoce tem como principal hipótese SAF. Alternativa incorreta.

c) Pacientes com linfoma de Hodgkin normalmente são portadores de linfade-

nopatias assintomáticas. Na presença de sintomas, podemos documentar sinto- mas B, caracterizados por febre + perda ponderal + sudorese noturna. Alternativa incorreta.

d) Paciente com antecedente de TVP + perda gestacional precoce ( antes de 12

semanas ) + lesão purpurica em MMII é quadro compatível com SAF. Para confir-

mação diagnóstica, deve-se realizar mensuração repetida ( Com intervalo de 12 semanas) de anticorpos anticardiolipina IgM e IGG e anticoagulante lupico.

13)

a) Paciente jovem com quadro de hipertensão refrataria ao tratamento insti-

tuído e com a tríade clássica de feocromocitoma ( cefaleia + sudorese + taquicar- dia). Além disso, a hipótese de hipertensão relacionada a síndrome de ansiedade deve ser diagnóstico de exclusão. Alternativa incorreta.

b) Pacientes com feocromocitoma podem desenvolver cardiomiopatia por

excesso de catecolaminas, comportando-se igualmente a Takotsubo. O paciente

em questão deve ter excluídas outras causas para hipertensão secundaria, entre- tanto, o quadro é classicamente associado ao feocromocitoma. Alternativa incor- reta.

c) Paciente com hipertensão de características secundárias ( paciente jovem,

com descontrole pressórico), evoluindo com a tríade clássica de feocromocitoma ( cefaleia + sudorese + taquicardia) e, surgimento de cardiomiopatia secundaria ao estresse por catecolaminas ( cardiomiopatia de Takotsubo). Nesse caso, para o

diagnóstico, deve-se realizar a dosagem de catecolaminas plasmática e urinaria e TC de abdome para localização de tumor. Alternativa correta.

d) A estenose de artérias renais é causa secundaria de hipertensão e, deve ser

excluídas quando iniciamos a investigação de possível causa secundária. Para a identificação de estenose de artérias renais, procede-se o USG com doppler de artérias renais e, não o USG de vias urinarias. Alternativa incorreta

14)

a)

O ETT ( ecocardiograma transtoracico) aumenta a chance de diagnostico de

endocardite infecciosa (EI) em pacientes com prótese valvar, entretanto, quando comparado ao ETE ( ecocardiograma transesofagico), tem menor sensibilidade

(17-36% e 86-92%, respectivamente). Alternativa incorreta.

b) Para o diagnostico definitivo de EI, paciente deverá apresentar 2 critérios

maiores ou 1 critério maior e 3 critérios menores ou 5 critérios menores. São consi- derados critérios maiores para o diagnóstico de EI: hemocultura positiva ( 2 resul- tados positivos em hemocultura para microrganismos típicos OU hemocultura persistentemente positiva) e envolvimento endocárdico (vegetação em ecocar-

diograma OU abscesso OU deiscência parcial nova de valva protética ou ainda novo sopro valvar). Alternativa correta.

c) Conforme dito anteriormente, são critérios maiores de Duke ( hemoculturas

positivas e envolvimento endocárdico). Entre os critérios menores, destaca-se: fe-

bre superior a 38°C, predisposição ( uso de drogas endovenosas, lesão valvar pré-

via ou prótese valvar), fenômenos vasculares ( embolia arterial, infarto pulmonar séptico, aneurisma micótico, hemorragia intracraniana, hemorragia conjuntival ou lesões de Janeway), fenômenos imunológicos ( glomerulonefrite, nódulos de osler, machas de Roth e fator reumatoide positivo), microbiologia positiva ( que não se enquadram nos critérios maiores). Alternativa incorreta.

d) Caracterização de novo sopro ou piora de sopro conhecido é critério maior

de Duke para o diagnostico de EI. Alternativa incorreta.

15)

Alternativa I – para a caracterização do delirium, faz-se necessário o encontro de distúrbio de atenção desenvolvido em poucas horas a dias , associado a alteração cognitiva, sendo a causa não associada a patologia preexistente conhecida. Nes- se contexto, faz-se fundamental, em quadros de delirium a pesquisa de possíveis fatores predisponentes. Trata-se de etiologia comum para delirium, causas meta- bólicas, infecciosas, medicamentosas, eventos vasculares agudos, falência orgâ- nica ( incluindo insuficiência cardíaca, falência hepática, doenças pulmonares e renais). Alternativa correta. Alternativa II – O quadro é de estado confusional agudo. Trata-se de delirium. Para a caracterização de demência de Alzheimer, deveríamos encontrar paciente com déficit cognitivo progressivo e crônico, com alteração de memoria recente. Alternativa incorreta. Alternativa III – as alterações cognitivas na doença de Parkinson costumam com- prometer o individuo com doença avançada. A fisiopatologia da demência na doença de Parkinson não está completamente elucidada. Entretanto, correlacio- na-se com perda de neurônios colinérgicos e redução de atividade colinérgica, podendo também ocorrer com o aumento de drogas anticolinérgicas. Alternativa incorreta. Alternativa IV – Na patogênese do desenvolvimento da pneumonia, são fatores predisponentes relacionados ao hospedeiro: idade avançada, presença de doen- ças pulmonares crônicas, doenças associadas a macroaspiaracao (alteração do nível de consciência), condições imunossupressoras ( Diabetes, HIV, transplan- tados). Todos os fatores listados associam-se a disfunção respiratória. Alternativa correta.

16)

a)

A hanseníase é doença infeciosa causada pelo Mycobacterium leprae e en-

volve pele e nervos periféricos. O diagnostico deve ser suspeitado na presença de lesões cutâneas com perda de sensibilidade. Nas formas crônicas, as deformida- des podem ser encontradas. Alternativa correta.

b) A neuropatia diabética é a complicação mais comum dos pacientes com

doença prolongada. A polineuropatia simétrica distal é a forma mais comum e,

caracteriza-se por comprometimento sensitivo-motor distal em “luvas e botas”. Alternativa incorreta.

c) A pitiríase versicolor é infecção fúngica caracterizada por hipo ou hiperpig-

mentação cutânea ou ainda, pela presença de maculas eritematosas em tronco e extremidades superiores. Caracteristicamente, a sensibilidade está preservada. Alternativa incorreta.

d) Para o paciente em questão, em que a principal hipótese é hanseníase, o

diagnostico será realizado através de biopsia das lesões e PCR. Alternativa incor- reta.

17)

Alternativa 1 – falsa. Paciente da questão apresenta tosse produtiva + febre + dor

pleurítica + ausculta pulmonar sugestiva de consolidação em 1/3 inferior de he- mitórax direito. Nessa condição, encontramos aumento do frêmito tóraco-vocal e macicez a percussão. Alternativa 2 – De acordo com o CURB-65, definimos os seguintes critérios de gravidade no tratamento da pneumonia adquirida na comunidade: confusão mental, ureia > 20mg/dL, frequência respiratória ³ 30 irpm, pressão arterial ( blood pressure) com sistólica < 90mmHg ou diastólica ≤ 60mmHg e idade ³ 65 anos. Pacientes com 3 a 5 critérios devem ser tratados em ambiente hospitalar. O paciente preenche 3 critérios de gravidade, devendo ser internado para trata- mento. Alternativa incorreta. Alternativa 3 – O paciente do enunciado apresenta indicação para tratamento em ambiente hospitalar. Não apresenta o paciente, entretanto, risco para pseu- domonas e, portanto, poderá receber quinolona respiratória associada a macroli- deo. Alternativa correta. Alternativa 4 – em pacientes com sepse pulmonar, preconiza-se coleta de he- moculturas e cultura de secreção com realização de GRAM e, em casos de maior gravidade, realizar também testes sorológicos para detecção de pneumonia por Legionella. Entretanto, tais medidas não devem atrasar o inicio da antibioticote- rapia. Alternativa incorreta. Alternativa 5 – em pacientes com suspeita de quadro respiratório infeccioso pneumônico, realiza-se a radiografia de tórax para exclusão de complicações e, para confirmação radiológica do quadro. Trata-se de exame de melhor custo be- neficio. Alternativa correta.

18)

a)

Paciente da questão evolui com dispneia aguda. Apenas com essa informa-

ção, deveríamos considerar como principal hipótese o tromboembolismo pul- monar (TEP). Para aumentar a suspeita diagnostica, o caso é referido em mulher obesa com inicio precoce de reposição hormonal que chega com dispneia súbita, dessaturacao, taquicardia e hipotensão. Há ainda, ausculta sugestiva de hiperten- são pulmonar. E, a presença de edema unilateral de membro inferior direito com

dor a dosi-flexão ( sinal de Homans positivo), fornece mais dados para a confirma- ção diagnóstica. Alternativa correta.

b) Pacientes com bronquiectasias costumam ter quadros crônicos de tosse

produtiva. O quadro costuma caracterizar-se por evolução a meses ou anos. Es- tertores são comuns nos pacientes. Alternativa incorreta.

c) Na insuficiência mitral, há sopro holossistólico, apical com irradiação p/ axila,

timbre aumentado, aumenta de intensidade c/handgrip, B1 hipofonética / pre-

sença de B3 (sobrecarga de volume)/ e desdobramento de B2. Alternativa incor- reta.

d) A estenose aórtica sintomática costuma cursar com dispneia, sincope e

angina aos esforços. Esses sintomas são encontrados em pacientes com doença crônica e, marcam pior prognostico. O diagnostico é estabelecido através de eco- cardiograma. Alternativa incorreta.

19)

a) A presença de sinal de Homans positivo é altamente sugestivo de trombose

venosa profunda, devendo ser confirmado por USG doppler de membro inferior, entretanto, em paciente com quadro sugestivo de tromboembolismo pulmonar

e sinal clínico de TVP, o tratamento está autorizado, devendo ser realizado com

anticoagulação plena. E, o exame confirmatório na questão é a angioTC de tórax. Alternativa incorreta.

b) Paciente em questão evolui com dispneia súbita e empastamento de pan-

turrilha. O diagnostico mais provável é tromboembolismo pulmonar. E, tratando-

-se de paciente de alto risco, de acordo com o escore de Wells, a angiotomografia de tórax com protocolo para artéria pulmonar poderá confirmar o diagnostico. Alternativa incorreta.

c) Paciente com alta probabilidade para TEP de acordo com o escore de Wells,

portanto, devera ser submetida a angioTC de artéria pulmonar. Alternativa incor- reta.

d)

Tratando-se de dispneia súbita e empastamento de panturrilha em pacien-

te

taquicárdica e taquipneica, a principal hipótese é TEP e, a paciente deverá ser

anticoagulada imediatamente. Alternativa correta.

20)

I - Errada. A principal hipótese para o caso é a Colangite aguda.

II - Correto. A tríade de Charcot é caracterizada pela icterícia, febre e dor em hi- pocôndrio direito. Segundo a diretriz da American Society of Gastrointestinal Endoscopy, a CPRE é indicada em situações como no caso, paciente ictérico com suspeita de obstrução biliar (manobras terapêuticas apropriadas devem ser reali-

zadas durante o procedimento) e coledocolitíase III - Errado. Para verificar se há um sinal de Murphy, o paciente é solicitado a ins- pirar profundamente, enquanto o examinador palpa a área da fossa da vesícula biliar logo abaixo da borda do fígado. A inspiração profunda faz com que a vesí- cula biliar desça em direção aos dedos examinadores, pressionando-os, o que, em pacientes com colecistite aguda, comumente leva a um aumento do descon- forto e ao paciente recuperando o fôlego. Não há descrição desta manobra no enunciado da questão, apenas de dor abdominal à palpação.

IV - Correto. A tríade de Charcot é caracterizada pela icterícia, febre e dor em hi-

pocôndrio direito.

V - Correto. A colangrioRM é o método de escolha para avaliar paciente com sus-

peita para coledocolitíase.

21)

Trata-se de diagnóstico de Ruptura Prematura de Membranas Ovulares pré-ter- mo. Como o enunciado não revela nenhuma urgência ou suspeita de infecção, a conduta deve ser conservadora. O monitoramento materno é feito por controle

diário de sinais vitais e controle laboratorial periódico para sinais infecciosos. No caso do feto, é feito controle clínico (movimentação fetal, batimento cardíaco fe- tal diários e, em alguns casos, perfil biofísico fetal) e ultrassonográfico, com inter- valo a depender da vitalidade fetal.

a) Errada. O controle laboratorial para controle infeccioso deve ser feito a cada

48h e a ultrassonografia deve ser pelo menos quinzenal. Ademais, o tempo para

resolução da gestação deve ser com 34 ou 36 semanas, a depender da referência, ou se houver alguma intercorrência que necessite antecipação do parto.

b) Errada. O controle laboratorial para controle infeccioso deve ser feito a cada

48h e, na ausência de intercorrências, o parto deve ser programado com 34 ou 36 semanas, a depender da referência.

c) Errada. Não há benefício em realizar controle diário laboratorial, pois aumenta

custos e acarreta procedimentos desnecessários para paciente, e a o intervalo en- tre as ultrassonografias deve ser diminuído apenas se necessário. Ademais, sem indicação clínica ou obstétrica, deve-se programar o parto para 34 ou 36 sema- nas, a depender da referência. d) Correta. O controle laboratorial deve ser feito a cada 48h, ultrassonografia com intervalo de duas semanas e programação de parto após maturidade pulmonar com 36 semanas (algumas referências, como o ACOG, advogam que o parto deve ser programado com 34 semanas)

22)

Primeira afirmativa - Errada. Nas apresentações cefálicas fletidas, o ponto de refe-

rência fetal é o occipício (fonte: Trat. de Obstetrícia da FEBRASGO, 2018), sendo o lâmbda o ponto de reparo. A linha de orientação é a sutura sagital. Segunda afirmativa - Errada. Nas apresentações cefálicas defletidas de primeiro grau o ponto de referência é o “bregma”. A linha de orientação é a sutura sagito- metópica. Terceira afirmativa - Correta. Nas apresentações cefálicas defletidas de terceiro grau o mento é o ponto de referência e a linha deorientação é a linha facil. Quarta afirmativa - Correta. Nas apresentações córmicas, o ponto de referência é o Acrômio e a linha de orientação o dorso Não há alternativa para esta questão, portanto é passível de recurso.

23)

Ameaça de abortamento - ocorre sangramento, normalmente discreto, com colo fechado. À ultrassonografia, é possível observar feto vivo, com batimentos cardía- cos presentes e geralmente área de descolamento do saco gestacional. Abortamento inevitável - sangramento está ativo na maioria das vezes e pode es- tar associado a cólicas em baixo ventre. O colo encontra-se dilatado e, em alguns casos, o material já está no canal cervical. Abortamento completo - normalmente o diagnóstico é realizado após um epi- sódio de sangramento que não está ativo no exame especular e, ao toque, o colo está impérvio. Ao realizar ultrassonografia, não se observa embrião ou saco ges- tacional, mas material heterogêneo com eco endometrial menor que 2cm (consi- derando-se a cavidade uterina “vazia”). Abortamento incompleto - o colo pode estar impérvio ou entreaberto com ou sem cólica. É possível observar sangramento, não necessariamente ativo e, à ultrassonografia, observa-se conteúdo heterogêneo com ecoendometrial > 2cm (sugestivo de restos ovulares).

A ordem das afirmativas cujas descrições mais se adequam aos quadros clínicos está na alternativa D

24)

a) Errado. A gestação intersisticial, de elevada morbidade, representa aproxima-

damente 2,4 a 4,7% das gestações ectópicas. b) Errado. Apenas 11,1% das gestações ectópicas localizam-se na porção fimbrial

da tuba.

c) Correto. A gestação tubária ampolar corresponde a 70% dos casos de gestação

ectópica, portanto, localização mais frequente;

d)

Errado. Apenas 12% dos casos localizam-se na região ístmica.

25)

A questão apresenta um caso de Restrição de Crescimento Intra Uterino (RCIU)

precoce com oligoâmnio. Em ultrassonografia obstétrica com Dopplervelocime- tria, há aumento da resistência vascular na artéria umbilical, entretanto, não há

discriminação deste valor ou se há diástole zero ou reversa. Embora o enunciado diz ter “sinais de centralização”, não especifica o exame da Artéria Cerebral Média, tampouco exame de Ducto Venoso, que são determinantes para definir o segui- mento deste feto. Trata-se de conduta controversa, com divergências na literatu- ra e tema de discussão entre especialistas da área. Os protocolos mais recentes não levam em consideração o volume de líquido amniótico e, pelos dados expos- tos, seria possível controle de vitalidade até 34 semanas (ACOG Practice Bulletin n. 204, Fev. 2019), neste caso a resposta mais adequada seria a alternativa B. En- tretanto, em “Zugaib Obstetríca - 3º edição, 2016”, a alternativa C estaria correta, pois nesta referêcia, RCIU com oligoâmnio é indicação de resolução da gestação

a partir da viabilidade.

26)

Primeira afirmativa - Verdadeira. Segundo a teoria das duas células, o colesterol é convertido em androstenediona e testosterona (androgênios) na célula da teca e estes são convertidos em estrogênio, pela ação da enzima “aromatase”, na célula da granulosa. Segunda afirmativa - Falsa. O ciclo menstrual é controlado por mecanismos de feedback. Na metade da fase folicular, o aumento da secreção do FSH estimula a produção de estradiol que, por sua vez, age por feedback negativo no hipotála- mo e na hipósfise levando à diminuição do FSH circulante, entretanto, o estradiol não exerce ação direta sobre o número de receptores de FSH. Porém, se consi- derarmos que o FSH age por feedback sobre os próprios receptores e o estradiol diminui a secreção de FSH pela hipófise, esta alternativa pode ser considerada correta. (Speroff et al., “Clinical Gynecologic Endocrinology and Infertility” - Eighth Edition, 2010) Terceira afirmativa - Falsa. Durante a metade da fase folicular, o aumento na secreção de estradiol diminui a secreção de FSH e LH por meio de feedback ne- gativo. Com o aumento progressivo da produção de estradiol pela célula da gra- nulosa ocorre o pico deste hormômio cerca de 24h antes da ovulação, já na fase tardia do período folicular, o que leva a uma inversão do feedback, que passa de negativo para positivo e precede o pico de LH e FSH. Portanto, a elevação de LH devido o estradiol ocorre apenas no final da fase folicular, e não no meio. (Speroff et al., “Clinical Gynecologic Endocrinology and Infertility” - Eighth Edition, 2010). Terceira afirmativa - Falsa. O LH, ao se ligar aos seus receptores nas células da teca, estimula a conversão de colesterol e androgênios. Se considerarmos a segunda afirmativa correta, a resposta seria a alternativa A. Caso contrário, não há alternativa possível.

27)

a) Correta. a Terapêutica hormonal (TH) eleva o risco de Câncer de mama, portan-

to, a avaliação da mama, principalmente por meio da mamografia, é imprescin- dível para início da terapêutica. Sabe-se também que a TH via oral pode elevar os níveis de triglicerides, portanto, é recomendável a mensuração destes antes de iniciar a terapêutica. Embora o TH possa melhorar os níveis de colesterol (aumen-

to do HDL e diminuição LDL), é recomendável o perfil lipídico para avaliar risco cardiovascular. A TH parece diminuir o risco de diabetes tipo 2, entretanto, o diag- nóstico desta doença é necessário a fim de estimar o risco cardiovascular para definir a terapêutica mais indicada. b) Incorreta. A ultrassonografia de abdome e avaliação da tireóide não entram na propedêutica para definir TH.

c) Incorreta. Densitometria óssea e colonoscopia não são imprescindíveis para

avaliar possibilidade de TH. d) Incorreta. O RX de tórax não traz nenhuma informação relevante para TH. Em- bora útil para avaliação de ovários, não há necessidade de ultrassonografia trans- vaginal, principalmente em paciente histerectomizada.

28)

a) Incorreta. Os anticoncepcionais orais combinados têm como contraindicação

absoluta histórico de trombose, uma vez que aumentam o risco de tromboem- bolismo.

b) Correta. O DIU de cobre não age por ação hormonal, portanto, não aumenta o