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5 TESES SOBRE “ORDEM SENHORIAL E CRESCIMENTO FEUDAL”

1ª TESE – Ponto 1) A construção dos “Temores do ano mil” (intro)

Logo no início do capítulo, Baschet traz uma breve – ainda que significativa –
discussão a respeito do imaginário posterior que se formou envolta da passagem do ano
999 para o ano 1000 na Idade Média. De maneira geral, existiu até o século XIX e XX
uma crença, iniciada em fins do século 16 no livro Annales Ecclesiastici do cardeal César
Baronius, a respeito do que a historiografia chamou de “Terrores do ano mil”, ou seja:
imaginar, no nosso próprio tempo, que a grande maioria dos medievais temia que o
arrebatamento e o Apocalipse aconteceriam quando se completasse um milênio da Paixão
de Cristo, data que se concretizaria por volta de 1030-40 d.C.
Apesar de alguns autores medievais, como o Abbon de Fleury, terem escrito
certos presságios e temores em referência a concretização do primeiro milênio após a
Paixão de Cristo, a ideia de que a passagem para o ano 1000 representou um terror
generalizado na Europa medieval é uma construção renascentista e iluminista, tendo se
iniciado somente no século XVII. No século XIX, o historiador Jules Michelet lembrou
da entrada maciça de pessoas em mosteiros neste período da passagem do século X para
o século XI, concluindo então que haveria uma crença geral de que os medievais
imaginavam o fim do mundo (na concepção cristã) na virada do ano 1000. Um precedente
medieval para o “bug do milênio” de 1999 para 2000.
Neste sentido, a discussão pode ser fomentada na constatação de que a antiga
crença historiográfica dos “Temores do ano mil” de forma generalizada na Europa
medieval é uma construção muito a posteriori, datando somente de 1598 e se cristalizando
no século XVII. Assim, temos para a discussão mais um exemplo da visão que a Idade
Moderna formulou, um “pré-conceito” da Idade Média, uma vez que são os autores
modernos que buscam realizar um julgamento cultural dos medievais, imbuídos de uma
visão antiaristocrática (aristocracia associada ao medievo) e anticlerical (por conta da
guerra contra a Igreja e as instituições do Antigo Regime, como a monarquia).
A discussão em torno do “imaginário do ano 1000” é também um exemplo de
história do imaginário, uma vez que permite-nos realizar uma experiência de psicologia
coletiva na História, adquirindo a sapiência para compreender não somente as realizações
das pessoas na história, mas se preocupar com o estudo daquilo que os homens pensavam
na história.
Por outro lado, apesar de haver algumas poucas fontes eclesiásticas que falam
de uma aparente chegada do Anticristo na passagem do milênio, autores contemporâneos
ao acontecimento, como o monge Raul Glaber, haviam antes notado uma espécie de
reflorescimento espiritual, uma afirmação cada vez maior da espiritualidade cristã sobre
a Europa, demonstrando que não havia somente essa crença na escatologia construída
somente no século XVII falando sobre a Idade Média. Raul Glaber escreveu que:

“[...] como se aproximava o terceiro ano que se seguiu ao ano mil, vê em quase toda a
terra [...] renovarem-se as basílicas das igrejas; embora a maior parte, muito bem
construída, não tivesse nenhuma necessidade disso, uma emulação levava a comunidade
cristã a ter uma igreja mais suntuosa do que as outras. Era como se o próprio mundo fosse
sacudido e, despindo-se de sua vetustez, tenha-se coberto por toda parte com um vestido
branco de igrejas. Então, quase todas as igrejas [...] e mesmo os pequenos oratórios das
aldeias foram reconstruídos ainda mais bonito pelos fiéis”.

Também a partir de fins do século X e princípios do XI (ano 1000), cresceu


muito o número de representações do Deus pregado na cruz, o que não era uma simples
idade artística, e sim uma expressão de uma nova espiritualidade, da qual nos fala Raul
Glaber: um mundo novo, na aurora do milênio, com um toque de otimismo. “Longe de
afundar nas trevas e no obscurantismo, o Ocidente do ano mil faz-se luminoso e inaugura
um novo começo. ”
Ponto 2) Os cavalos: inovação rural e elemento que dinamiza relações entre os campos e
a cidade (p. 104)

No meio rural medieval, os cavalos gradualmente passam a substituir os bois na


tração animal, pois são capazes de puxar um aparelho mais pesado por duas horas a mais
do que os bois. Entre os séculos IX e XI, desenvolve-se as ferraduras dos animais. Fora
do período de cultivo, os cavalos prestam serviços na entrega de mercadorias e transporte
de pessoas, favorecendo a vinda de camponeses à cidade e a comercialização de seus
produtos. Além da ajuda nos solos pesados, o uso dos cavalos dinamiza as relações
campo-cidade, bem como terá um papel fundamental na questão das guerras medievais
(ponto futuro).

Ponto 3) Algumas inovações técnicas medievais (p. 105)

A Idade Média presenciou, também, algumas inovações de procedimentos que


já existiam anteriormente, mas se aprimoraram. Muito pelo fato de que a Antiguidade
dispunha da escravidão como técnica + rentável. O declínio dela tornou mais urgente o
recurso a energias laborais alternativas. Neste sentido, pode-se citar o moinho d’água, não
mais o manual movido por escravos. A ascensão do moinho d’água acompanha o declínio
da escravidão. O século XIII é o momento de generalização do uso dos moinhos d’água.
Desenvolvimento também significativo é a utilização de metais, uma inovação
em relação a um uso mais fraco de metais pelos romanos. Minas de ferro se multiplicam,
decorrendo uma produtividade maior de machados, enxadas, foices, peças para os arados,
ferraduras, bem como espadas e armas em geral.
Um último fator citado que teve efeito na Idade Média foi a mudança climática.
Tem início um aquecimento do clima europeu por volta de 900 d.C., que se prolonga até
o século XIII, favorecendo uma elevação dos níveis de água subterrânea, tendo
consequências no aumento da instalação de aldeias e células por toda a Europa,
dependentes de um poço com acesso à água subterrânea. Ainda, cria condições favoráveis
para o cultivo de cereais. O aquecimento climático na Europa, junto com a inovação
agrícola (o arado de cavalos, sistema trienal, etc) favorece o desenvolvimento rural na
Idade Média Central, uma Europa ruralizada.
2ª TESE – Ponto 1) Os Nobres e a figura do Cavaleiro Medieval (Milites)

O que viria a ser conhecido como os nobres “cavaleiros medievais”, objeto tão
latente no imaginário contemporâneo, é na verdade, de início (nos séculos VII e VIII),
milícias que são contratadas, quase como de forma mercenária, para proteger os castelões,
os senhores que tinham morada nos castelos. Como a posse de terra era uma das principais
formas de garantir riqueza no período medieval, a partir dos séculos XI e XII essas
milícias começam a receber terras como forma de recompensa por seus serviços de
proteção, por seus papéis em guerras feudais (lembrando que os campos de batalha entre
um senhor feudal e outro não era igual às batalhas de grandes reinos Nacionais, com um
exército profissional composto por milhares, antes: eram algumas centenas de cavaleiros,
muitos dos quais contratados, que se digladiavam em campos abertos).
Desse modo, o que, afinal, é o cavaleiro medieval? Sobretudo, ele é um nobre,
que a partir do período da Baixa Idade Média, recebe terras por seus suseranos devido ao
cumprimento de seus deveres como cavaleiro e guarda. Assim, ocorre gradualmente uma
fusão entre os que já eram nobres de nascimento (muitos descendentes de grandes famílias
do período Carolíngio), que pertenciam a linhagens de donos de terras, e os novos
cavaleiros, até antes milites que faziam escoltas e prestavam serviços aos castelões. Neste
período da Idade Média, chega-se mesmo a se tornar “difícil reivindicar-se nobre sem ser
cavaleiro e a designação como miles [como um cavaleiro, agora com posses] termina por
ser considerada até mais valorosa do que a antiga terminologia de nobilis ou princeps. ”
(p. 111).
De forma sintética, a partir dos séculos XI e XII, os cavaleiros vão tornando-se
os “novos nobres”, donos de terra. Os nobres, antes, faziam parte de uma aristocracia cuja
legitimação para a continuidade de suas condições de nobreza dava-se por origens
principescas, ou seja, eram detentores de terras cujos descendentes foram duques ou
príncipes e cujas terras foram ganhas por governantes do Império Carolíngio, e muitas
vezes essas origens dinásticas são elaboradas de uma forma mítica – um suposto ancestral
mítico, que fora um grande rei ou guerreiro –, contribuindo para a legitimação presente
para o nobre e sua linhagem perpetuarem a administração de seus hectares de terra, em
sua família há séculos.
É neste sentido de ter os cavaleiros recompensados com terras que tem início
também a visão mais tradicional que fazemos do sistema de vassalagem feudal.
O cavaleiro que irá ganhar um título de nobre e terras de seu suserano recebe sua
espada das mãos de um nobre, hierarquicamente superior, que em seguida realiza o gesto
de colação, ou seja, um golpe sob a nuca ou o ombro com a empunhadura ou lateral da
espada, rito de passagem que simboliza a entrada do cavaleiro para o grupo dos nobres.
O ritual de adubamento (pois não é outro senão este o nome do processo) é precedido por
uma noite de orações na igreja, o que demonstra o papel do cristianismo na confecção do
sistema feudal e dos cavaleiros cristãos – a espada que o mesmo recebeu é depositada no
altar e benzida pelo padre. Dessa forma, pode-se “insistir sobre o papel fundamental da
Igreja na estruturação da ideologia cavalheiresca” (p. 112). (Lembrar de rei Arthur e
Lancelot, seu principal campeão.)

Ritual de vassalagem (p. 123): Na primeira parte, essa homenagem se faz


mediante a oralidade: a declaração do novo vassalo como "homem" do senhor que lhe
doa um feudo. O vassalo posta-se ajoelhado, com suas mãos juntas com às do senhor -
gesto que, numa duração mais longa, muda a própria forma cristã de realizar a oração,
não mais com os braços separados e as mãos elevadas, mas com as mãos juntas, sugerindo
um tipo de relação vassálica entre o fiel e Deus, o senhor. Na segunda parte, ocorre um
juramento sob a Bíblia e um beijo entre vassalo e senhor, "por vezes nas mãos, mas com
mais frequência na boca". Ao fim, a transmissão do feudo é expressa através da entrega
de algum objeto simbólico, como uma porção de terra, um bastão, um galho ou um ramo
de palha.
Ponto 2) Os torneios e as guerras medievais (p.113)

O conceito de “faide”, que Baschet relembra, elucida uma vingança de uma


injustiça entre senhores feudais, inclusive pode nomear as lutas fratricidas nas cortes. As
“pequenas” batalhas entre senhores, com o objetivo de correção de alguma injustiça,
ocorre mais com a finalidade de capturar e trocar inimigos do que matar. Em todo caso,
a guerra é um compromisso feito “à cavalo”, sendo considerada indigna à pé, ainda que
ao longo dos séculos, os cavaleiros e senhores tenham reconhecido a aliança com milícias
camponesas que lutam à pé. Com todo o equipamento, um cavaleiro chega a carregar 15
quilos.
Entre os nobres, existem os torneios a partir do século XII. Torneios são
batalhas-rituais, como um esporte, que pode resultar em morte. São cavaleiros de facções
aristocráticas que se digladiam, com o objetivo de derrubar os adversários das selas. No
entanto, constantes repressões da Igreja sobre os torneios faz os mesmos se transformarem
em “justas” entre dois cavaleiros, destinados a quebrar a lança do oponente.

O detalhe reproduzido no bordado de Bayeux deixa, ao longo de toda sua


extensão (setenta metros de largura), muito bem evidenciado o clã dos cavaleiros
normandos, mostrando o armamento do típico cavaleiro do século XI: cota de malha,
escudo, capacete que protege o nariz e lança de arremesso. (p.116)
3ª TESE: Encelulamento e Sistema Senhorial

É consenso entre os medievalistas que a Europa medieval é, sobretudo, uma


Europa rural, uma Europa da terra, cuja economia é dependente das condições climáticas,
do uso de animais, charruas e vilões (ou camponeses) para o bom proveito das plantações
e colheitas. Na parte sul da Europa, o asno e o burro foram os principais animais de tração
nas colheitas; no Norte, o século XII testemunha uma gradual substituição do boi pelo
cavalo como animal de tração nas plantações, o que permite um acréscimo de duas horas
a mais de trabalho e produção agrícola, contribuindo para que mais rendimentos e cereais
entrassem, à longo prazo, no pequeno estoque de cada família e do senhorio. Entre 900 e
1300, no campo da climatologia, um clima marcado por uma elevação das temperaturas
e por uma umidade menor favoreceu muito bem a cultura de cereais, que dava origem ao
alimento mais consumido na Idade Média, o pão.
Neste contexto de produção rural, a figura do “CASTELO” medieval adquire
uma importância significativa. O fenômeno pode ser descrito como “encastelamento” ou
“encelulamento”, o ato de se centrar dentro de uma célula, neste caso um espaço em
comum que continha a aldeia, composta por vilões encarregados do trabalho produtivo
na agricultura, o senhorio, o território sob jurisdição do senhor do castelo, que engloba o
próprio castelo e as terras camponesas ao redor, e a paróquia, que junto com o cemitério
se torna o centro da aldeia medieval, vistoriada pelo castelo.
O termo sistema senhorial, inclusive, pode ser substituto do tradicional termo
“sistema feudal”. O motivo? O sistema “feudal” denota o caráter estritamente jurídico
em que um feudo é doado para um vassalo pelo seu suserano, sendo que o vassalo pode
ser um cavaleiro. Neste sentido, o senhorio abrange o próprio funcionamento interno do
feudo, pois um senhorio significa, de forma geral, “domínio de um senhor”, o senhor
castelão. Ele compreende as terras, os homens, as rendas, e também o sistema de
exploração das terras e produção dos camponeses, bem como os direitos que o senhor
daquele domínio exerce sobre a aldeia que está em sua jurisdição, como a cobrança de
impostos em bens em troca de proteção, entre outras.
No interior dos senhorios, existem as aldeias, ou vilas, e antes do que chamar os
medievais de “camponeses” (os próprios não se identificavam assim), os habitantes das
aldeias e vilas eram chamados de vilões, termo que só posteriormente no medievo passa
a ter conotação pejorativa. Uma das características que se desenvolveu nas aldeias dos
domínios senhoriais nos séculos XII e XIII (como consta nas páginas 139 e 140), são as
cartas de franquia que estabelecem as obrigações que o castelão do senhorio tem para
com seus dependentes, os vilões que estão “encelulados” envolta do castelo e da igreja.
Assim, apesar de muitas vezes estas cartas de franquia serem também usadas
como documentos que dão legitimação ao poder senhorial sobre os aldeões, ainda assim
nos mostra um aspecto do sistema senhorial aonde os camponeses não necessariamente
aceitam passivamente a “dominação” do senhor, antes: estabelecem dinâmicas que
permite que a aldeia consiga “organizar-se independentemente do castelo e da igreja” (p.
140), que juntos formam as três células fundamentais do senhorio. Nestas cartas de
franquia, por exemplo, exprime-se o direito dos camponeses usufruírem das pastagens
para seus animais aonde a colheita acaba de ser realizada, bem como determinadas
práticas de caça (limitadas) e jogos, como brigas de galo.
Assim como o castelo, a aldeia e a Igreja compõem o senhorio. Muitas vezes o
cemitério da aldeia pode ser mesmo anterior à Igreja, e esta é uma tradição recorrente: a
Igreja ser construída num local próximo aonde já existe um cemitério. Na Antiguidade
greco-romana, o culto aos mortos era prestado em geral de forma íntima dentro do seio
familiar, pois os mortos eram de fato vistos como uma substância que continuava viva,
portanto tratados com temor e mesmo repulsa. No cristianismo medieval, os mortos
acabam sendo também inseridos dentro de um espaço quase-urbano, os cemitérios
próximos às igrejas, nas aldeias que faziam parte de um domínio senhorial.

4ª TESE: As cidades medievais

(p. 147) A partir dos séculos XII e XIII, pode-se dizer, de acordo com Baschet e
Jacques Le Goff, que se impõe finalmente uma Europa urbana. Isto significa uma gradual
ruptura com as terminologias até então empregadas, aquela Europa “rural” que vigorou
por toda a Alta Idade Média. No século XIII por excelência, os êxodos para as cidades
dão origem ao que a historiografia chamou de desenvolvimento urbano nas grandes
cidades europeias.
Além disso, o crescimento populacional em centros urbanos dá matriz para dois
outros fenômenos: a renovação do comércio e dos mercadores e a implementação do
saber, o acesso às universidades e escolas urbanas. A própria Igreja, que mantinha uma
tradição de criticar os grandes centros urbanos, por conta da associação com a versão
bíblica da Babilônia, permite uma otimista abertura em relação à infiltração nas cidades
– se antes os centros eram vistos como locais pútridos, de encontros de mercadores,
banqueiros e etc, o própria método de ensino cristão chamado Escolástica é desenvolvido
numa cidade, dentro das universidades, e os frades das ordens mendicantes aceitas pela
Igreja também atuam nas cidades, realizando trabalhos voluntários, como serviços de
lixeiro (conforme escrito na página 151, alguns lixeiros eram associados à santo Antônio,
podendo eles ter direito à livre circulação).
De fato, a cidade medieval é eclética. É “normal encontrar, no interior das
muralhas das cidades medievais, terras cultivadas e mesmo gado, o que, junto com a
presença de torres e, muitas vezes, de um castelo, atenua a distinção entre o mundo urbano
e o mundo rural” (p. 151). Há, nas cidades, diversas tavernas, a praça pública, as torres
com sinos, e também ruas com prostíbulos organizados pela própria administração, a fim
de garantir um serviço coletivo útil à paz pública (p. 151). Um provérbio alemão medieval
anunciava: “O ar da cidade liberta”. A própria prostituição foi um meio de controlar os
excessos de um mundo cheio de celibatários, religiosos ou jovens em geral; a Igreja
medieval chegou a fundar a ordem feminina de Maria Madalena para acolhimento das
prostitutas nas cidades, e o ato de casar-se com uma prostituta, ao invés de ser visto como
pecado, era uma obra de mérito.
A Vida na Cidade. Os Efeitos do Bom Governo (c. 1337-1340), de Ambrogio
Lorenzetti. Na pintura, a cidade de Siena está retratada. No topo da imagem, andaimes e
trabalhadores evidenciam: a cidade está num contínuo crescimento. A cidade é o reino
dos poderosos e dos ricos. Camponeses comercializam; há um professor lecionando numa
sala de aula, uma sapataria em funcionamento e outras corporações, demonstrando uma
cidade eclética e em constante movimento. A roda formada pelas mulheres (perceber o
tamanho delas em relação aos camponeses) representa a ociosidade, um nada-fazer - o
círculo de mulheres dançando ao ar livre da cidade evidencia alguma comemoração
pública, e seus tamanhos e vestes indicam tratar-se de pessoas mais abastadas. Assim, na
concepção medieval de cidade, os mais ricos conseguem o lazer após um duro trabalho,
geralmente nobres.