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Livro Eletrônico

Aula 00

Código de Organização Judiciária p/ TJ-CE - Todos os Cargos


Professor: Felipe Petrachini

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Legislação Especial para o TJ-CE - Todos os Cargos
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Prof. Felipe Cepkauskas Petrachini Aula 00

AULA 00 – Apresentação do Edital, Proposta do


Curso e Introdução ao Código de Organização Judiciária

SUMÁRIO PÁGINA

Sumário
Apresentação: ................................................................................................. 1
0
Meus Pãezinhos .............................................................................................. 3

Considerações sobre o Curso ......................................................................... 4

1. Introdução à Estrutura do Poder Judiciário do Estado do Ceará ................. 7

1.1 Órgãos do Poder Judiciário.................................................................... 9

1.2 Da Divisão Judiciária ........................................................................... 10

2. Código de Organização Judiciária do Estado do Ceará ............................ 15

2.1 Da Justiça da 2ª Instância.................................................................... 16

Apresentação:

Olá a todos. Eu me chamo Felipe e serei o responsável pelo curso de Noções


de Direito e Legislação no que diz respeito aos diplomas específicos do Tribunal.

Tenho 24 anos e atualmente exerço o cargo de Auditor Fiscal de Tributos do


Município de São Paulo. Sou formado em Direito pela Universidade de São Paulo,
mais conhecida como Largo São Francisco. E sim, isso significa que perdi horas de
sono ao longo de meses a fio para fazer a FUVEST. Bons tempos aqueles... :P

Ingressei no serviço público em 2009, no cargo de Assistente Técnico


Administrativo do Ministério da Fazenda. Fiquei mais de dois anos no cargo, onde

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aprendi desde furar papel até os meandros mais específicos da ciência do Direito
Tributário. De tanto choramingar, a partir de fevereiro comecei a supervisionar parte
do setor onde trabalhava, ganhando um aumento singelo (sim, essas coisas existem
no serviço público se você for ambicioso).

Em abril de 2012 fui nomeado para o cargo de Técnico Judiciário Área


Administrativa do Tribunal Regional do Trabalho. Lembro até hoje que mesmo
estando na posição 1237, e já passados mais de três anos da prova, ainda assim
chegou minha vez. Mas lógico, se tivesse ido melhor, teria sido chamado mais cedo
:P.

Passei em 16º lugar no concurso de AFTM de São Paulo, onde atualmente


estou, ingressando na Prefeitura lá para agosto de 2012.

E, para terminar, é com grande alegria que comunico que passei no concurso
do ICMS-SP de 2013, dentro da lista (embora no fim da lista :P), para onde estou
considerando ir!

Fora isso, fui chamado para ser Oficial de Justiça do Tribunal de Justiça de
São Paulo (não lembro a posição de cabeça, mas demorou pacas pra chamar e eu
já estava na Prefeitura quando isso aconteceu) e Escrevente Técnico Judiciário na
Circunscrição de Mauá, que também é longe pacas de onde eu moro. Fiquei na lista
de excedentes de Técnico do INSS (8º lugar em Atibaia) e da ANAC (que nem
lembro que colocação eu fiquei, mas fui bem mal :P). Também fiquei em 4º lugar no
concurso de Assistente de Licitação para a FURP (Fundação do Remédio Popular),
concurso este do qual também não pude assumir e, fui chamado para ser Técnico
da SPPREV, em um concurso bastante peculiar :P (se tiver a curiosidade, pegue a
lista de aprovados e veja as notas do pessoal, coisa de louco :P), e, por fim, fui
nomeado em 2010 (ou 11 :P) para exercer o cargo de Técnico do Ministério Público
da União.

Mas pra fazer tudo isso, não precisa ser gênio. Alias, boa parte dos meus
conhecidos me tomam por alguém bastante "desligado", de maneira que alguns
ainda se espantam em saber que eu ainda não me esqueci de respirar. O que eu
sou, em verdade é teimoso.

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E pra ser bem sincero, já levei fumo também em concurso :P. Fui tão mal na
prova do BACEN da época que prestei o concurso que fiquei com vergonha. Mas foi
só vergonha, não desisti por causa disso, nem você deve se sua vez ainda não
chegou. Alias, o desastre da época foi o que me animou a estudar mais
profundamente disciplinas como contabilidade geral, que me auxiliaram anos depois
na obtenção do cargo de Auditor Fiscal, o qual exerço hoje.

A vaga está lá disponível para quem quiser pegar, e já adianto: não é


necessário nenhum lampejo de genialidade ou dom divino (embora ambos ajudem
muito). Eu tive a oportunidade de conhecer pessoas muito talentosas, e a maior
parte delas não quer virar funcionário público. Para o resto de nós, sobra a certeza
de que a dedicação e o empenho são os únicos fatores que fazem a diferença entre
passar ou não.

Quer dizer, quase. Material também é bom ter. Não adianta nada estudar
feito um condenado se você não estiver estudando a matéria certa. Você confiou
neste material para aplicar o seu esforço. Eu vou te dar uma dor de cabeça que
valha o gasto :P.

Chega de conversa, mãos a obra.

Meus Pãezinhos

Atendendo a uma orientação do site, reproduzo abaixo o seguinte informe:

---------------

Observação importante: este curso é protegido por direitos autorais


(copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a legislação
sobre direitos autorais e dá outras providências.

Grupos de rateio e pirataria são clandestinos, violam a lei e prejudicam os


professores que elaboram os cursos. Valorize o trabalho de nossa equipe
adquirindo os cursos honestamente através do site Estratégia Concursos ;-)

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É um tanto ameaçador, mas é a mais pura verdade. Seu professor é formado


em Direito e atesta a ilicitude da conduta :P.

Mas, não é só isso: o curso toma tempo do seu querido professor, e ele usa
o suado dinheirinho de vocês para comprar duas coisas: livros novos e pãezinhos.

Livros novos pois sei que, ao mesmo tempo em que eu me atualizo, as


bancas também o fazem, e o nosso objetivo é estar a frente da banca, e não ser
engolido por ela (quando o predador é mais rápido que a presa, já sabem o que
acontece).

Pãezinhos pois tanto eu como aqueles que amo e prezo precisam comer. E
pãezinhos são as coisas mais baratas em que consigo pensar em comprar :P.

Considerações sobre o Curso

E aqui chegamos ao tão esperado momento de conhecer o que é que raios o


seu examinador quer de você.

Vamos dar uma olhada no edital:

Código de Organização Judiciária do Estado do Ceará,

título I (Justiça de Segunda Instância);

capítulo II (Órgãos do Tribunal de Justiça);

capítulo III (competência do Tribunal de Justiça);

capítulo X (Presidente do Tribunal de Justiça);

título II (Justiça de primeira instância);

capítulo I (Composição);

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título V (Organização, classificação, atribuições e disciplina dos


serviços auxiliares do Poder Judiciário);

subtítulo II (Serviços auxiliares da Justiça de primeiro grau);

capítulo IV (Secretarias de Varas);

capítulo V (Auxiliares das secretarias das Varas);

subtítulo VII (Serviços de Justiça e Serventuários);

capítulo I (Servidores de Justiça);

capítulo III (Concursos, nomeações, remoções e permutas);

capítulo IV (Compromisso, posse, exercício e matrícula);

capítulo VI (Licenças e férias).

E olha que alegria: seu edital previu expressamente os títulos que exigirá na
prova. Isso é uma gentileza rara, que deve e será aproveitada.

Pois bem, o que é que reparamos com a esta nobre seleção de artigos por
parte do examinador?

Se você observar bem, os artigos selecionados no Código de Organização


Judiciária apresentam você ao seu novo local de trabalho. Você terá de estudar a
estrutura do próprio Poder Judiciário, e os diversos funcionários que atuam no
Tribunal (seus futuros colegas de trabalho).

Esta seleção de artigos foi feita com caráter prático: seu examinador exige
que você saiba o que você realmente irá utilizar no seu novo emprego. Nada de
conhecimento sobe jurisprudência minoritária, nada sobre o cabimento de
denunciação à lide em questões de estado, e menos ainda aquele voto vencido
quentíssimo em Agravo de Instrumento em sede de Embargos Infringentes. Aqui
você verá o que VOCÊ deverá fazer quando entrar no serviço público!

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Ah sim: por mais que eu adore discutir os efeitos Sumula Vinculante nº 13 e


as impressões de Kelsen a respeito da Ciência do Direito (sem ironia nenhuma, as
rodas de bar ficam bastante animadas com estes temas :P), vou cortar esta parte
toda para vocês e ir direto ao ponto :P! Com direito a comparações esdrúxulas,
vícios de linguagem (pra que né?) e uma abordagem tão coloquial que chega a ser
criminosa :P! Brincadeira, mas eu nem sempre fui Bacharel em Direito, e sei que a
última coisa que vocês precisam agora é uma tijolada legislativo-jurisprudencial.

Se tiver dúvidas, por favor, o fórum serve para isso :P. Só recomendo que se
concentre em passar, então, procure ficar no feijão com arroz. Sua carreira será
bem longa e você terá a oportunidade de aprender com mais tempo. Nosso objetivo
agora é assinar a posse e colocar o salário no bolso!

Lembre-se também de que este curso é voltado para TODOS OS CARGOS


(conforme previsão do edital), e assim o sendo, a tendência é que o examinador
faça as mesmas perguntas em todas as provas (como ocorreu em 2008), quando
muito havendo diferença entre as questões de nível médio e nível superior.

Isto significa dizer que a banca não pretende inovar nesta disciplina. Vai ser
letra da lei, e letra da lei! :P.

Mais um ponto: seu professor costuma dar preferência para as aulas


teóricas. Neste curso específico, irei abordar toda a teoria primeira, e depois,
voltarei a cada uma das aulas, acrescentando questões e avisando vocês. Desta
forma, no começo, não estranhem se suas aulas só tiverem teoria. As questões
virão depois (prometo!)

Um conselho final antes de começarmos: funcionário de Tribunal adora


prazo! Todo e qualquer prazo que passar pela sua frente, pode anotar, porque
provavelmente vai cair!

Vamos começar.

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1. Introdução à Estrutura do Poder Judiciário do


Estado do Ceará

Nesta aula 00, nós não iremos abordar diretamente os artigos solicitados pelo
seu examinador (talvez um ou outro, como um gostinho do que virá).

Ou seja: ele pulou todo, mas absolutamente todo o contexto no qual o Código
de Organização está imerso. Não falou sobre a organização do Poder Judiciário,
criação de comarcas, você pulou inclusive a parte que fala sobre os Juízes (já se
imaginou entrando no Judiciário sem nem mesmo saber o que é um Juiz?) Você
atravessaria um curso padrão sobre esta disciplina sem nem mesmo saber para que
raios serve o dito código.

E como eu sempre digo, quanto menos você souber, mais terá que decorar, e
decorar é péssimo :P.

Como não é minha intenção, esta Aula 00 servirá para te apresentar


adequadamente ao Código de Organização Judiciária e ao próprio Poder Judiciário
Estadual, de maneira que, quando chegarmos aos artigos solicitados pelo
examinador, muitas daquelas dúvidas elementares que brotariam em seu espírito já
estarão sanadas.

E melhor ainda: este conteúdo foi solicitado em todos os cargos. O que


significa isto? Significa que você deve saber o básico do básico do Código de
Organização. Seu examinador não tem a intenção de torturá-lo com detalhes. Em
todo caso, sanar todas as dúvidas é vital se você quiser seu espaço no serviço
público estadual :P. O fórum está lá para isto!

Se você não for muito fã desta proposta de conhecer a estrutura do Poder


Judiciário, pode ir direto ao capítulo 2 desta aula, pois já começaremos a ver um
pouco do que foi exigido no edital aqui mesmo na Aula 00.

Daqui pra frente, trabalharemos com o texto compilado da Lei 12.342/1994,


que institui o Código de Organização Judiciária do Ceará.

O link para leitura do texto completo é este:


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(http://www7.tjce.jus.br/editora/wp-content/uploads/2013/01/Codigo_de_Organizacao.pdf)

Provavelmente ninguém te avisou ainda, mas se você não estudar o Código


pela versão compilada, acabará estudando diversos artigos já revogados do texto. E
ninguém quer que isso aconteça :P.

Segundo ponto importante: daqui por diante, a expressão “Tribunal de


Justiça” se referirá apenas ao órgão do Poder Judiciário composto por
Desembargadores e pelo Presidente do Tribunal, e não mais à estrutura toda do
Poder Judiciário.

Você verá logo mais que existe um órgão do Poder Judiciário do Estado que
==0==

se chama justamente “Tribunal de Justiça”. Se eu não fizer esta diferenciação, você


certamente vai ficar doido :P.

Vamos começar:

Art. 1º - Este Código dispõe sobre a divisão e a organização


judiciária do Estado do Ceará, bem como sobre o regime
jurídico da magistratura e a organização dos serviços
auxiliares da Justiça, observados os princípios
constitucionais que as regem.

Muita gente negligencia a importância do primeiro artigo de uma lei. Grifei-o


todo em colorido para que você não faça a mesma coisa :P. No artigo 1º está tudo
aquilo que o Código de Organização Judiciária pretende abordar.

As disposições iniciais mostram para que, exatamente, para o que Código foi
elaborado. Tê-las em mente fará com que você elimine questões absurdas, e
aprenda a raciocinar dentro da estrutura do texto. E, raciocinando desta forma, um
belo dia tudo que está aqui fará sentido intuitivamente (é assim que funcionam as
leis :P).

Como eu disse, o Código de Organização Judiciária te apresenta ao seu


novo local de trabalho, mostrando as estruturas hierárquicas, órgãos que
compõem o Poder Judiciário do Estado, e os membros da cúpula diretiva do
Tribunal (tais como o Presidente do Tribunal, e o Corregedor-Geral).

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Nele também constam regras para criação de fóruns, as atribuições de cada


um dos funcionários da justiça estadual, suas competências e atribuições, as
funções dos auxiliares da justiça (calma que nós os conheceremos), o expediente
dos órgãos do Poder Judiciário, e tudo, tudo, absolutamente tudo que um servidor
deve saber sobre o local em que trabalha.

É isto o que torna este Código tão útil e necessário, e a razão dele constar
hoje no seu edital.

1.1 Órgãos do Poder Judiciário

Vamos conhecer alguns órgãos do Poder Judiciário agora:

Art. 2º - A administração da Justiça compete ao Poder


Judiciário, pelos seus órgãos, com a colaboração dos
serviços auxiliares judiciais.

Art. 3º - São órgãos do Poder Judiciário:

I - Tribunal de Justiça;

II - as Turmas Recursais dos Juizados Especiais Cíveis e


Criminais;

III - os Tribunais do Júri;

IV - Juízes de Direito;

V - Juízes de Direito Auxiliares;

VI - Juízes Substitutos;

VII - Juízo Militar

VIII - Juizados Especiais Cíveis e Criminais;

IX - Juizados de Violência Doméstica e Familiar Contra a


Mulher;

X - a Justiça de Paz;

XI - outros órgãos criados por lei.

Calma que você logo logo se acostumará com estes órgãos. Apenas se
lembre: um único Juiz, sozinho e completamente desacompanhado, também é um
órgão do Poder Judiciário!
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Ah sim, caso todos estes órgãos não sejam suficientes, o Tribunal de Justiça
ainda pode propor (mediante proposta de lei) a criação de outros órgãos na
estrutura do Poder Judiciário:

Parágrafo único - Mediante proposta do Tribunal de Justiça,


a lei poderá criar Tribunal inferior de Segundo Grau e
outros órgãos, observados os requisitos e competência
previstos no sistema legal vigente.

Por fim, temos um clássico que todo Código de Organização faz constar em
alguma parte do texto:

Art. 4º - Para assegurar o cumprimento e a execução dos


seus atos e decisões, poderão os órgãos judiciários
requisitar o auxílio da polícia civil ou militar, devendo a
autoridade a quem for dirigido o pedido prestá-lo, sem
inquirir do fundamento da requisição.

Decisão se cumpre, não se questiona :P.

1.2 Da Divisão Judiciária

Calma que não ficaremos aqui remoendo os requisitos para uma comarca ser
elevada ou rebaixada dentro da estrutura judiciária. Ocorre que, quando formos
estudar os Juízes de Direito, perceberemos a importância que ganham as
entrâncias na evolução da vida funcional dos Magistrados.

Além do mais, se você nunca estudou o assunto, imagino que o termo


"comarca" não lhe seja familiar :P.

Bom, como é que o Poder Judiciário se estrutura, de maneira a atender


satisfatoriamente todos os jurisdicionados que se encontram sob sua disciplina?
Veja você mesmo:

Art. 5º - A divisão judiciária compreende a criação,


alteração e a extinção de unidades judiciárias, sua
classificação e agrupamento.

Art. 6º - Para fins de administração do Poder Judiciário, o


território do Estado do Ceará tem como unidades
judiciárias as comarcas, termos judiciários e distritos
judiciários. As comarcas são agrupadas em zonas judiciárias.

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Você tem o esquema básico de estrutura administrativa do Poder Judiciário


aqui. Especificamente quanto às zonas judiciárias, o texto do Código foi revogado
pela Lei 12.698/1997.

Art. 7º - As comarcas, devidamente classificadas, bem


como os termos judiciários e distritos judiciários do
Estado do Ceará são as constantes do quadro único,
anexo a esta lei.

Art. 8º - A Secretaria Geral do Tribunal de Justiça manterá


um fichário de todas as comarcas, termos, distritos e
zonas, com a indicação da extensão territorial, número de
habitantes, número de eleitores, distância em relação à
Capital e cidades vizinhas, vias de comunicação, receita
tributária, número e espécie de feitos distribuídos e
julgados em cada ano.

Bom, vamos conhecer as comarcas, termos judiciários e distritos judiciários,


direto naquilo que nos interessa:

Art. 9º As Comarcas do Estado do Ceará ficam


classificadas em 3 (três) entrâncias, denominadas: entrância
inicial, entrância intermediária e entrância final, sendo
enquadradas, com os respectivos ofícios do foro extrajudicial,
em:

I - entrância inicial, formada pelas comarcas atualmente de 1ª


e 2ª. entrâncias;

II – entrância intermediária, formada pelas atuais comarcas


de 3ª entrância;

III - entrância final, formada pela Comarca de Fortaleza.

Parágrafo único. As Comarcas de Caucaia, Maracanaú, Sobral


e Juazeiro do Norte, atualmente de 3ª entrância, ficam
classificadas como de entrância final.

Guarde bem esta classificação das entrâncias. Isto não vai cair na prova,
mas questões a respeito de Magistrados podem muito bem ser objeto de cobrança,
e as entrâncias estão relacionadas à evolução do Magistrado na carreira.

Sem falar que a denominação em si pode ser utilizada em absolutamente


todas as questões, como pano de fundo para outra questão. É o seu novo local de
trabalho, convém conhecê-lo :P.

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Pois bem:

Art. 10 - Em cada município haverá sede de comarca,


dependendo a sua implantação do cumprimento dos requisitos
estabelecidos nesta Lei, mediante apuração pelo Tribunal de
Justiça.

Parágrafo único - A comarca ainda não implantada


constituirá um termo judiciário, na forma do artigo 15 deste
Código.

Muito bem, preste atenção agora: todo município tem o que se chama de
"sede de comarca". Para simplificar a história, pense na sede como o local onde a
comarca será implantada, se um dia aquele município cumprir os requisitos para
implantação (previstos no artigo 11). Enquanto este município não cumprir os
requisitos, teremos ali uma outra figura da estrutura do Poder Judiciário: o termo
judiciário.

Assim, uma comarca não implantada é um termo judiciário.

Agora, o que é que de tão importante precisa ter uma comarca para que
possa ser chamada de comarca? Pense o seguinte: a implantação e manutenção de
uma estrutura administrativa de qualquer repartição pública depende do dispêndio
de recursos.

Como é o seu dinheiro, enquanto contribuinte de impostos, que está em jogo,


somente compensa gastá-lo se a demanda daquela localidade justificar a
implantação da complexa estrutura em que consiste uma comarca.

Assim, as preocupações do artigo 11 dizem respeito à estrutura daquele


município, sua população (que, afinal, será a usuária dos serviços públicos
prestados) e o volume de feitos que irão circular por aquela estrutura. Veja só:

Art. 11 - São requisitos essenciais para a implantação de


comarca:

a) população mínima de 10.000 (dez mil) habitantes;

b) arrecadação estadual, proveniente de tributos, superior


a cinco mil vezes o valor da unidade fiscal do Estado do
Ceará;

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c) mínimo de 200 (duzentos) prédios na sede;

d) mínimo de 2.000 (dois mil) eleitores inscritos;

e) volume de serviços forenses equivalente a 100 (cem)


processos judiciais, no mínimo.

Existem outros requisitos, de ordem técnica, que também são verificados


pelo Tribunal, em especial, a existência de prédio que acomode todos os serviços
prestados pelo Poder Judiciário, mas não há motivos para te incomodar com isto :P.

Uma comarca instalada com base no cumprimento dos requisitos mínimos


será uma comarca de entrância inicial (ou ainda a antiga 1ª entrância). É, por
exemplo, onde os Juízes que acabaram de se tornar titulares de Vara (ou, melhor
ainda, que deixaram de ser Juízes Substitutos) vão começar a trabalhar.

Como você deve imaginar, são comarcas pequenas, ideias para o nosso
colega Magistrado que ainda começa a carreira iniciar sua longa jornada de
aprendizado :P.

Agora, existem comarcas maiores, e é o próprio Código quem fixa o critério a


elevação da comarca ao status de 2ª e 3ª entrância (denominação alterada pela Lei
14.407/2009 para entrância inicial e intermediária). Tudo se baseia em tamanho e
volume de serviço:

Art. 13 - Para a elevação de comarca à segunda ou à


terceira entrância, devem ser observados os seguintes
requisitos:

a) população mínima, respectivamente, de 25.000 (vinte e


cinco mil) habitantes ou 12.500 (doze mil e quinhentos)
eleitores e 45.000 (quarenta e cinco mil) habitantes ou
15.000 (quinze mil) eleitores, apurada pela última estimativa
oficial;

b) arrecadação estadual mínima proveniente de tributo,


superior, respectivamente, a treze mil (13.000) e vinte e
cinco mil (25.000) vezes o valor da unidade fiscal do Estado
do Ceará, relativo ao ano anterior;

c) movimento forense, respectivamente, de duzentos (200)


e quatrocentos (400) feitos judiciais, que exijam sentença
de que resulte coisa julgada com relação ao último ano;

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d) existência de edifícios públicos com capacidade e


condições para funcionamento do Fórum, da cadeia
pública e casas para residência do Juiz e do Promotor de
Justiça, de acordo com a nova entrância e que integrarão
o domínio do Estado.

e) extensão territorial.

E pequenos detalhes agora:

§ 1º - Na receita tributária compreende-se a totalidade dos


tributos recebidos no município ou municípios
componentes da comarca, acrescida das cotas de
participação;

§ 2º - Se um dos requisitos não alcançar o quantitativo


mínimo mas, dele se aproximar, a critério do Tribunal de
Justiça, poderá ser proposta a elevação de entrância da
comarca.

§ 3º - Os Juízes das comarcas que sofrerem elevação de


entrância permanecerão nas respectivas funções até
serem removidos ou promovidos.

Resta falar dos Termos Judiciários e dos Distritos Judiciários. Coisa rápida:

Art. 15 - O município cuja comarca ainda não estiver


implantada constituirá um termo judiciário, permanecendo,
enquanto nessa condição, vinculado a uma comarca
implantada.

§ 1º - Os termos judiciários são os constantes do Quadro


único, anexo a esta lei.

§ 2º - Os serviços judiciais dos termos judiciários ficam


afetos ao Juízo da Comarca à qual estão vinculados.

Retomando: termo judiciário é um município cuja comarca ainda não foi


implantada. Por questões de organização, os feitos que ali correm e questões que
digam respeito a seu funcionamento serão de responsabilidade da comarca à qual o
termo judiciário está vinculado.

Art. 16 - Cada distrito judiciário terá, pelo menos, um ofício de


registro civil de pessoas naturais e um juizado de paz.

§ 1º - A instalação do distrito ter-se-á por feita com a posse da


primeira pessoa que ocupar o cargo de Oficial do Registro Civil
de Pessoas Naturais.
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§ 2º - O cargo de Oficial do Registro civil de Pessoas Naturais


será provido após concurso público de provas, elaborado na
conformidade de ato regulamentar baixado pelo Tribunal de
Justiça.

§ 3º - O cargo de juiz de paz será exercitado nos distritos


judiciários.

Um distrito judiciário corresponde à área de atuação do Juiz de Paz, ou,


melhor dizendo, delimita a competência de atuação do Juiz de Paz dentro de
determinada área territorial do estado.

Com isto, meu caro, você já sabe onde está pisando. Tudo que vimos até
agora não será diretamente cobrado na sua prova, mas são termos que serão
utilizados nas questões, e que se você não conhecer, vai sofrer para responder,
mesmo sabendo a resposta :P

2. Código de Organização Judiciária do Estado do


Ceará

Surpresa! Vou dar um gostinho do que serão as próximas aulas do curso,


explicando algo que foi solicitado DIRETAMENTE no edital. Se você pulou tudo que
falei antes por não acreditar muito naquela parada de imersão no Poder Judiciário,
talvez queira começar a ler o material a partir daqui :P.

Para não esvaziar o conteúdo da Aula 01, hoje é só uma amostra do que está
por vir.

Ah sim: boa parte das disposições a respeito do funcionamento do Tribunal


de Justiça encontra-se não no Código de Organização Judiciária e sim no
Regimento Interno do Tribunal. Quando for conveniente, trarei trechos do próprio
regimento, para que você entenda, efetivamente, o funcionamento do Tribunal.

Podemos começar com a Justiça de Segunda Instância.

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2.1 Da Justiça da 2ª Instância

Art. 21 – A composição, a organização e o funcionamento dos


órgãos julgadores do Tribunal de Justiça serão disciplinados
no regimento interno do Tribunal.

§ 1º - Funcionarão três (03) Câmaras Cíveis Isoladas e


duas (02) Câmaras Criminais Isoladas, todas ordinalmente
enumeradas.

§ 2º - Cada uma das Câmaras Isoladas constituir-se-á de


quatro (04) Desembargadores.

§ 3º - As Câmaras Reunidas, Cíveis e Criminais, são


integradas pelos membros das respectivas Câmaras
Isoladas.

§ 4º - O Conselho da Magistratura tem a composição


definida no art.37, § 1º, deste Código.

E começamos muito bem a matéria. Como eu disse anteriormente, a


estrutura do Tribunal de Justiça enquanto órgão do Poder Judiciário está
disciplinada no Regimento Interno do Tribunal, de tal forma que o nosso Código aqui
não traz muitos detalhes sobre o seu funcionamento.

E pode apostar: eles aparecem no Código de Organização sem maiores


explicações. Por esta razão você me escolheu como professor :P.

Convém aqui mostrar como se divide o Tribunal de Justiça, para que você
não seja pego desprevenido. O próximo trecho é do Regimento Interno do Tribunal:

Art. 4º. O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará tem como


órgãos julgadores: (Redação modificada pelo Assento
Regimental nº 36, de 05 de maio de 2011)

I – o Tribunal Pleno;

II – o Órgão Especial;

III – as Câmaras Cíveis Reunidas;

IV – as Câmaras Criminais Reunidas;

V – a Primeira, a Segunda, a Terceira, a Quarta, a Quinta, a


Sexta, a Sétima e a Oitava Câmaras Cíveis Isoladas;

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VI – a Primeira e a Segunda Câmaras Criminais Isoladas;

VII – o Conselho da Magistratura.

Você já deve ter reparado que as Câmaras Cíveis isoladas vão da 1ª a 8ª no


Regimento Interno, quando o Código previa apenas 3 câmaras. Contudo, o número
de desembargadores originalmente previsto no código foi alterado (atualmente
temos 43 Desembargadores), e o Regimento Interno optou por rever a estrutura do
Tribunal (afinal, é a sua tarefa).

Nós veremos apenas os órgãos do Tribunal de Justiça necessários ao


entendimento do que está no Código, e de forma esparsa ao longo do curso. Mas
você já conhece a estrutura.

As disposições do artigo 22 a 28 referem-se à substituição de


Desembargadores.

Art. 22 - As substituições de desembargadores far-se-ão de


acordo com o disposto no Regimento Interno do Tribunal
de Justiça, observadas as disposições deste Código.

Art. 23 - O Presidente do Tribunal de Justiça é substituído


pelo Vice-Presidente e este e o Corregedor, pelos demais
membros desimpedidos na ordem decrescente de
antiguidade.

Você será apresentado ao Presidente do Tribunal de Justiça e ao Corregedor


ao longo do curso. Eles são importantíssimos na estrutura de qualquer Poder
Judiciário, e convém conhecê-los, em especial quando precisarmos estudar o Título
V, já que boa parte das decisões ali previstas passa pelo crivo destes dois
Desembargadores.

§ 1º - Aplicam-se as normas aqui dispostas à substituição


eventual do Presidente, Vice-Presidente e Corregedor
Geral, por motivo de impedimento, ausência, licença ou
férias, ressalvado o caso de vacância estabelecido no
artigo 52 deste Código.

§ 2º - O Desembargador que exercer a Presidência, em


substituição, por período superior a trinta (30)dias,
devolverá para redistribuição os feitos em seu poder e
aqueles em que tenha lançado relatório, bem como os que pôs
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em mesa para julgamento, mediante compensação. Os feitos


em que seja revisor passarão ao substituto legal.

O Presidente do Tribunal é uma figura bastante atarefada. Ele é chefe do


Poder Judiciário, tomando toda sorte de decisões administrativas que digam
respeito ao órgão. Fora isto, ainda terá de participar do Tribunal Pleno e do Órgão
Especial. Seria desumano ainda obrigar o Desembargador a manter em dia todos os
processos que tem de relatar e julgar :P.

Por esta razão, se a substituição perdurar por mais de 30 dias, este


Desembargador que substitui o Presidente deve devolver os feitos que estão em
seu poder. A distribuição será compensada posteriormente (quando cessar a
substituição, novos processos serão distribuídos diretamente àquele
Desembargador, para compensar os que foram devolvidos), mas ao menos ele
poderá exercer em paz as atribuições da Presidência.

Art. 24 - Os membros do Conselho da Magistratura, exceto


o seu Presidente, nos casos de licença ou impedimentos,
serão substituídos pelos respectivos suplentes.

Art. 25 – As substituições de Desembargadores, a qualquer


título, por período superior a trinta (30) dias, far-se-ão de
acordo com o disposto no regimento interno do Tribunal
de Justiça.

§ 1º - O julgamento que tiver sido iniciado prosseguirá,


computando-se os votos já proferidos, ainda que o
magistrado afastado seja o relator;

Os órgãos do Tribunal de Justiça são colegiados. O que quer dizer que são
compostos por mais de um Desembargador. É através de um processo de votação
que os julgamentos são tomados.

Contudo, é sempre possível que um Desembargador seja designado para


substituir outro, em especial no que diz respeito aos cargos de direção do Tribunal.
Busca-se, no entanto, preservar ao máximo o funcionamento habitual de cada
órgão.

Assim, se um Desembargador já votou, e foi designado, seu voto já se


encontra pronto e o julgamento prosseguirá com aquele voto já emitido. Isto ocorre

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para se evitar que, com uma simples substituição de Desembargador, a orientação


da Câmara mude, mudando, por consequência o julgamento da causa.

Se um Desembargador tem entendimento x sobre determinado assunto, e


este entendimento prevalece na Câmara de forma não unânime, a vinda de um
suplente com o entendimento y pode alterar o resultado da votação.

Há também uma tendência a respeitar as decisões já tomadas por


Desembargadores, evitando-se que as substituições sirvam como meio de sobrepor
decisões.

§ 2º - Somente quando indispensável para decidir nova


questão surgida 0no julgamento, será dado substituto ao
ausente, cujo voto, então, não se computará.

Busca-se respeitar a decisão do Desembargador que deixou a Câmara para


substituir outro. Contudo, seu voto, quando proferido, levava em conta o
conhecimento que se tinha até então do caso.

Se, por qualquer razão, for indispensável decidir nova questão, será preciso
recompor a composição da Câmara (dando substituto ao ausente), para que nova
votação seja feita. E como esta nova questão não era de conhecimento do
Desembargador que dela se ausentou, seu voto não pode mais ser computado.

É raro, e busca-se evitar ao máximo esta ocorrência, mas existe a previsão


no Código.

[artigos 26 a 28 foram revogados]

Parágrafo único - A convocação far-se-á mediante sorteio


público levado a efeito pelo Tribunal Pleno, dentre os
Juízes de Direito da comarca da Capital, integrantes da
primeira quinta parte da lista de antiguidade.

Veja como tudo está ligado (e daí a importância de se conhecer não só os


artigos que caem em provas, mas alguns outros que explicam a origem das coisas).

Para entendermos a disposição do parágrafo único, vamos dar uma


olhadinha no que diz respeito a Constituição Federal sobre a promoção de Juiz ao
cargo de Desembargador.
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Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal


Federal, disporá sobre o Estatuto da Magistratura, observados
os seguintes princípios:

[...]

II - promoção de entrância para entrância, alternadamente, por


antigüidade e merecimento, atendidas as seguintes normas:

[...]

b) a promoção por merecimento pressupõe dois anos de


exercício na respectiva entrância e integrar o juiz a
primeira quinta parte da lista de antigüidade desta, salvo se
não houver com tais requisitos quem aceite o lugar vago;

Como eu disse anteriormente, o conhecimento sobre o funcionamento das


entrâncias é fundamental para entender a progressão do Magistrado ao longo da
carreira. Quando o Juiz atinge a entrância final (dentre as quais, a da Comarca de
Fortaleza), ele está a um passo de poder se tornar um Desembargador do Tribunal
de Justiça.

Agora, não seria desejável que este Magistrado já tivesse alguma experiência
quando se tornasse Desembargador? Conhecimento técnico ele obviamente tem,
pois levou vários anos para chegar à entrância final. Mas um pouco de vivência da
rotina do Tribunal também ajuda.

Por esta razão, quando é necessário substituir um Desembargador, costuma


se convocar um Juiz de Direito que já possua requisitos para se tornar, um dia
Desembargador.

Desta forma, é efetuado sorteio dentre os Juízes de Direito da Capital (que é


uma entrância final) dentre aqueles que integrem a primeira quinta parte da lista
de antiguidade (pois estes são os Juízes aptos a serem promovidos por
merecimento, de acordo com a Constituição Federal).

Tudo que você vê existe por um motivo.

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Pois bem, a aula de hoje fica por aqui. O objetivo era mostrar a metodologia
que utilizo, permitindo que você julgue se sou ou não o professor ideal para guia-lo
nesta disciplina.

Até a próxima

Felipe

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