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CLEYSSON RAICHERT

FÁBIO ALEXANDRE MEDVID


HENRIQUE STEFFENS
KAUAN WIDDERHOFF RIBEIRO DA SILVA

PROJETO DE SISTEMA SUSTENTÁVEL DE TRATAMENTO DE EFLUENTES NO


CENTRO POLITÉCNICO – UFPR

Pesquisa apresentada à disciplina de Saneamento


Urbano II do Curso de Arquitetura e Urbanismo da
Universidade Federal do Paraná.

Orientadora: Profa. Dra. Heloise Garcia Knapik

CURITIBA
2018

1
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO………......……....…………...………………….........……….……......3
2 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE PROJETO....……….……………………….....3
2. 1. CÓRREGO DO AVIÁRIO...................................................................................3
2. 2. CENTRO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTOS..........................................4
2. 3. SETOR DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLOGIA.............................5
3 TIPO DE TRATAMENTO ESCOLHIDO.................................................................7
3. 1. IMAGENS UTILIZADAS PARA A CONCEPÇÃO DO TRATAMENTO..............10
4 MEMORIAL DE CÁLCULO.…...........…………………………..……………….........12
4.1. RESERVATÓRIO DE ÁGUAS DE PLUVIAIS PARA FINS NÃO-POTÁVEIS.....12
4.2. TRATAMENTO DE ESGOTO SANITÁRIO.........................................................13
4.3. CÁLCULO DE WETLANDS................................................................................15
4.4. TABELAS UTILIZADAS PARA A REALIZAÇÃO DOS CÁLCULOS...................16
5 CONCLUSÃO.............................................................................................….......19
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...........................................................….......20

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1. INTRODUÇÃO

Frente à demanda cada vez maior dos seres humanos por água e ao descaso
com o meio ambiente no processo de expansão da área ocupada por pessoas surge
a necessidade de serem revistos tanto o impacto resultante de tal processo como as
técnicas empregadas para possibilitá-lo. Nesse contexto, iniciativas criativas,
sustentáveis e economicamente viáveis para o tratamento de água tornam-se
particularmente relevantes.
O presente trabalho, apresentado como requisito parcial de nota para a
disciplina de Saneamento Urbano II e orientado pela Profa. Dra. Heloise Garcia
Knapik, tem como objetivo gerar uma proposta para o tratamento de efluentes
gerados nas porções do Centro de Educação Física e Desportos (CED) e do Setor
de Educação Profissional e Tecnologia (SEPT), sendo ambos blocos integrantes do
Centro Politécnico da UFPR, localizado em Curitiba, Paraná. A metodologia adotada
foi a de “Project Based Learning”, na qual os alunos buscam soluções para
problemas reais e são orientados pelo professor em sala de aula.

2. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE PROJETO

2. 1. CÓRREGO DO AVIÁRIO

Como já citado, o projeto realizado engloba duas áreas, a do Centro de


Educação Física e Desportos e a do Setor de Educação Profissional e Tecnologia.
Ambas as porções do terreno contem trechos da microbacia do Córrego do Aviário,
a qual faz parte da bacia do rio Belém e engloba aproximadamente 2,69 km²,
passando por áreas, além do centro politécnico, por partes do campus Botânico da
UFPR, da FIEP, da PUC-PR e áreas comerciais e residenciais dos bairros Prado
Velho, Jardim Botânico, Guabirotuba, Jardim das Américas e da comunidade da Vila
Torres (CARVALHO, OLIVEIRA, 2014).
As razões para a escolha desta área de projeto são que a microbacia, além
de intensamente impermeabilizada e velada em galerias, está recebendo carga de
esgoto de modo ilegal, embora não se saiba qual a sua origem, sendo esta condição
uma das razões para a realização do projeto. Além disso, busca-se uma melhor
3
eficiência do aproveitamento de água do Centro Politécnico e o estudo de soluções
projetuais, visto que este é um dos objetivos do ensino de Arquitetura da UFPR.

2. 2. CENTRO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTOS

O terreno da área do CED é particularmente acidentado, e contem dois


campos de futebol, uma academia, a secretaria do centro, 2 quadras poliesportivas
descobertas, uma quadra poliesportiva fechada, uma pista de corrida, uma cancha
de futebol de areia, uma piscina coberta e uma quadra de tênis descoberta, estando
estas duas últimas sob manutenção por tempo indeterminado. Quanto ao uso do
espaço, foram obtidos os seguintes dados através da Secretaria do Centro de
Educação Física e Desportos (sendo todos os dados referentes ao 2° semestre de
2017):

Número de alunos da academia: 550 alunos.


Quadras: aproximadamente 1100 empréstimos.
Campos oficiais: aproximadamente 100 empréstimos.
Campo fut 7: 38 empréstimos.

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2. 3. SETOR DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLOGIA

Em comparação à área do CED, a área compreendida pelo SEPT é


consideravelmente menor, sendo, no entanto, muito mais intensamente ocupada,
englobando salas de aula, uma cantina, espaços administrativos e oficinas. Quanto
ao uso da área, foram obtidos os seguintes dados através da secretaria do curso de
Tecnologia em Comunicação Institucional.

Turno matutino:
Número de alunos: 367.
Tecnologia em Comunicação Institucional: 150 alunos.
Tecnologia em Luteria: 86 alunos.
Técnico em Petróleo e Gás Integrado ao Ensino Médio: 90 alunos.
Técnico em Agente Comunitário de Saúde – Pós Médio: 41 alunos.

Turno vespertino:
Número de alunos: 157.
Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas = 156 alunos

Turno noturno:
Número de alunos: 951.
Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas = 276 alunos.
Tecnologia em Gestão Pública = 119 alunos.
Tecnologia em Gestão da Qualidade = 155 alunos.
Tecnologia em Negócios Imobiliários = 125 alunos.
Tecnologia em Produção Cênica = 127 alunos.
Tecnologia em Secretariado = 149 alunos.

Total de alunos: 1474.

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FIGURA 1 – VISTA AÉREA DO CENTRO POLITÉCNICO DA UFPR, COM A ÁREA DO CED
DESTACADA EM AMARELO, E A DO SEPT, EM CIANO

FONTE: GOOGLE MAPS (2018)

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3. TIPO DE TRATAMENTO ESCOLHIDO

O processo de tratamento, tanto na área do SEPT como na do CED, divide-se


em 3 etapas. A escolha de tal processo justifica-se pela sua simplicidade, viabilidade
econômica, e por ser adequado a um sistema descentralizado de tratamento para a
área em estudo, buscando um patamar sanitário adequado a partir de um sistema
alternativo sustentável.
O sistema de wetlands é particularmente interessante por sua pequena
demanda de área, baixos custos de operação e manutenção e por seu valor
pasisagístico.

 Tratamento primário por tanque séptico: segundo a NBR 7229/1993, consiste


em uma unidade cilíndrica ou prismática retangular de fluxo horizontal, para
tratamento de esgotos por processos de sedimentação, flotação e digestão;
 Tratamento secundário por filtro anaeróbio: segundo a NBR 13969/1997,
consiste em um reator biológico onde o esgoto é depurado por meio de
microorganismos não aeróbios, dispersos tanto no espaço vazio do reator
quanto nas superfícies do meio filtrante. Este é utilizado mais como retenção
dos sólidos
 Tratamento terciário por sistema de wetlands: segundo a Sezerino e Phillip
(2004), consiste em filtros plantados com espécies de macrófitas – com
potencial de redução dos contaminantes do esgoto. Especificamos para o
projeto as macrófitas Typha spp (figura 2), visto que tal variedade é a mais
utilizada em sistemas wetlands no Brasil, Além disso, para intensificar o valor
paisagístico do sistema foi acrescentada a macrófita Nymphaea elegans, o
lírio da água (figura 3).

As áreas escolhidas para a implantação do sistema levam em consideração a


topografia, usando a gravidade para transportar o efluente gerado até sua
destinação final. Esta será o rio, que será aberto e receberá um tratamento
paisagístico para caracterizar o espaço e transformá-lo em um local de convívio para
os que passam pela região (Figuras 4 e 5).

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FIGURA 2 – Typha spp

DISPONÍVEL EM: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Typha_sp._(pale_brown)_3.jpg

FIGURA 3 – Nymphaea elegans

DISPONÍVEL EM: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Seerose_auf_Kuba.jpg

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FIGURA 4 – IMPLANTAÇÃO DO PROJETO

IMAGEM PRODUZIDA PELOS ALUNOS

FIGURA 6 – ESQUEMA DO PROJETO

IMAGEM PRODUZIDA PELOS ALUNOS


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3. 1.. IMAGENS
S UTILIZAD
DAS PARA
A A CONC
CEPÇÃO DO
D TRATA
AMENTO

FIGURA
FIGU 7 – FUNCIONAM
F MENTO GER
RAL DE UM TANQUE SÉ
ÉPTICO

FO
ONTE: NBR 7229/1993
7

FIGURA
RA 8 – DIME
ENSÕES DO
OS TANQUES
S SÉPTICOS
S

FO
ONTE: NBR 7229/1993
7
10
FIGURA 9 – DETALHES
S E DIMENS
SÕES DE UM
M TANQUE SÉPTICO
S DE
E CÂMARA ÚNICA
Ú

FO
ONTE: NBR 7229/1993
7
FIGURA 10
0 – JUNÇÃO
O LAJE DE FUNDO/
F PAR
REDES LATE
ERAIS

FO
ONTE: NBR 7229/1993
7

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4. MEMORIAL DE CÁLCULO

A partir dos dados obtidos na pesquisa de campo, fez-se uma estimativa de


quantos alunos usam o espaço do CED efetivamente por dia. Foram considerados
um ⅓ dos alunos 550 (184 usuários/dia), 15 usuários por empréstimo de quadras
(aproximadamente 92 usuários/dia). 30 usuários por empréstimo do campo de
futebol (7 usuários/dia).
Considerando-se um consumo por pessoa de 50 Litros/dia, foi constatado um
consumo de 73700 litros/dia de água no SEPT (50 x 1447 alunos), e 14150 litro/dia
de água no CED. Para calcular-se a capacidade de reuso de águas pluviais para fins
não potáveis utilizou-se o método Azevedo Neto e o método prático inglês,
analisando os valores obtidos adotamos um volume de 80 m³ para o SPET e 18 m³
no CED.

4.1. RESERVATÓRIO DE ÁGUAS DE PLUVIAIS PARA FINS NÃO-POTÁVEIS

Média anual de pluviosidade = 1390 mm


Consumo diário (litros/dia) = 50 per capita
Área projeção telhados CED=1275m²
Área projeção telhados SEPT= 300m²
---------------------------------------------------------
Demanda por água CED = 14150 (litros/dia)
Demanda por água SEPT = 73700 (litros/dia)
Total = 87850 (litros/dia) = 87,850 m³
---------------------------------------------------------
Método Azevedo Neto - V = 0,042 x P x A x T
A telhado = 1275 m² - p/T = 1
---------------------------------------
SEPT = V=0,042x1390x 1275 x T
V= 74,5 m³ com T=1

CED = V =0,042x1390x 300 x T


V 17,5 m³ com T=1

12
---------------------
Método prático inglês - V = 0,05 x P x A

SEPT = V= 0,05 x 1390 x 1275


V = 88,6 m³

CED = V = 0,05 x 1390 x 300


V= 20,9 m³

-----------------------------------------
Valores adotados = volume de 80 m³ - SPET
volume de 18 m³ - CED
==========================================

4.2. TRATAMENTO DE ESGOTO SANITÁRIO

1 ° -Cálculo Tanque Séptico


V = 1000 + N ( CT + K Lf ) - ( ABNT/NBR/7229/93)

V = Volume útil, em litros


N = Número de pessoas ou unidades de contribuição
C = Contribuição de despejos, em litro/pessoa x dia ou litro/unidade x dia
T = Período de detenção, em dias
K = Taxa de acumulação de lodo digerido em dias, equivalente ao tempo de
acumulação de lodo fresco
Lf = Contribuição de lodo fresco, em litro/pessoa x dia ou em litro/unidade x dia
( NBR 7229/1993)

(SEPT) V = 1000 + 1474 x (50 x 0,5 + 65 x0,2)

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V = 57012 litros = 57 m³

cilindro = profundidade entre 1,8 e 2,8 metros _ + 30 cm câmara de gases


diâmetro entre 10 e 4,3 metros
prismático = dimensões ~ 5x6 , 8x4 - para 1,8 metros de profundidade
dimensões ~ 4X5 , 7X3 - para 2,8 metros de profundidade

(CED) V= 1000 + 283 x ( 50 x 0,5 + 65 x 0,2)


V = 11754 = 11,8 m³

cilindro = profundidade entre 1,8 e 2,8 metros _ + 30 cm câmara de gases


diâmetro entre 1,45 e 1,16 metros
prismático = dimensões ~ 3X2,2 ou 2,5X2,6 para 1,8 metros de profundidade
dimensões ~ 2X2,1 m ou 1,5X2,8 m - para 2,8 metros de profundidade
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
---------

2° - Cálculo Filtro Anaeróbio


_ V = 1,60 N C T
V = Volume útil ( meio filtrante )
N = Número de contribuintes
C = Contribuição de despejo, em litro/pessoa x dia
T = Período de detenção, em dias
_ S= V/1,2
S = Seção horizontal em metros²
V = Volume útil em m³
_ D=(4xS)/
_ H = h + h1 + h2
(h) a altura total do leito filtrante (valor fixado em 1,20 metros);
(h1) a altura da calha coletora (adotado 0,10 metros);
(h2) a altura sobressalente, em metros (adotado 0,20 metros);

--------------------

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SEPT - V= 1,6 x 1474 x 50 x 0,5= 58960 litro = 59 m³
S= 59/1,2= 49,2 m
cilíndrico = D= 8 m
prismático = 7 x 7,03 m
profundidade = H= 1,2 + 0,10 + 0,20 = 1.5 metros

CED - V = 1,6 x 283 x 50 x 0,5 = 11320 litros = 11,3 m³


S= 11,3/1,2= 9,4 m²
cilíndrico = D= 3,5m
prismático = 3x3,13 m
profundidade = H= 1,2 + 0,10 + 0,20 = 1.5 metros

4.3. CÁLCULO DE WETLANDS

0,5 m² de WCFH per capita

SEPT= 737 m² uma área com um raio de ~15,3 metros


CED= 141,5 m² uma área com um raio de ~ 6,7 metros
TOTAL = 878,5 m² uma área com um raio de ~16,8 metros

15
4.4. TABELAS
S UTILIZAD
DAS PARA
A A REALIZ
ZAÇÃO DO
OS CÁLCU
ULOS

TABE
ELAS PARA C
CÁLCULO DO
D ESGOTO
O SANITÁRIO
O

FON
NTE: NBR 13969/1997

16
FON
NTE: NBR 13969/1997

FON
NTE: NBR 13969/1997

17
FON
NTE: NBR 13969/1997

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5. CONCLUSÃO

Quanto à realização do trabalho, percebe-se que o maior ganho foi seu


caráter prático, útil na formação de um estudante de arquitetura. Buscou-se, na
solução adotada, uma solução que incorporasse tanto um preço relativamente baixo
como uma noção de conservação ambiental, o que torna-se cada vez mais relevante
frente aos desafios criados pelo impacto humano no planeta. A atividade acabou por
englobar de modo geral todos os conteúdos abordados na disciplina, servindo como
uma interessante conclusão.
A decisão de deixar o rio aberto foi particularmente difícil, visto que busca-se
por meio do exercício não pautar-se por ideais, mas sim pelo caráter prático da
solução. Se por um lado há custos em jogo para deixar o rio aberto e tal atitude
possa ser vista como controversa devido à sua pouca vazão, por outro, sua abertura
serve como um pequeno, porém relevante, gesto para aproximar o ser humano do
caráter natural do ambiente que frequenta.
Por fim, o estudo de sistemas wetlands pode ser visto como uma valiosa
estratégia para integrar-se um valor paisagístico ao tratamento de água e direciona
um maior interesse quanto às espécies vegetais empregadas em um projeto e seu
potencial para melhorar sua qualidade ambiental se utilizado em conjunto com
técnicas antrópicas. Esta é uma poderosa aliança.

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6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CARVALHO, L. T.; OLIVEIRA, F. IMPERMEABILIZAÇÃO E USO DO SOLO


URBANO: ESTUDO DE CASO NA MICRO-BACIA CÓRREGO DO AVIÁRIO –
Revista Geonorte, Edição Especial 4, V.10, N.1, p.504-509, 2014.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NRB 7229/1993: informação


e documentação – referências – elaboração. Rio de Janeiro, 1993.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NRB 13969/1997:


informação e documentação – referências – elaboração. Rio de Janeiro, 1997.

SEZERINO, P. H.; BENTO, A. P.; DECEZARO, S. T.; PHILIPPI, L. S. Experiências


brasileiras com wetlands construídos aplicados ao tratamento de águas
residuárias: parâmetros de projeto para sistemas horizontais. Mar, 2015.
Disponível em:
<https://www.researchgate.net/publication/281341178_Experiencias_brasileiras_com
_wetlands_construidos_aplicados_ao_tratamento_de_aguas_residuarias_parametro
s_de_projeto_para_sistemas_horizontais>

WIKIMEDIA COMMONS. File:Typha sp. (pale brown) 3.jpg. Disponível em: <
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Typha_sp._(pale_brown)_3.jpg> Acesso em:
14/06/2018.

WIKIMEDIA COMMONS. File:Seerose auf Kuba.jpg. Disponível em: <


https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Seerose_auf_Kuba.jpg> Acesso em:
14/06/2018

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