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CURSCURSOO PPRÁTICRÁTICOO DEDE MemMemororizizaçaçãoão

22 aa EDIҪÃOEDIҪÃO

Universo dos Livros Editora Ltda.

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HERBERT MORONI E MARCOS GÓIS

CURSO PRÁTICO DE Memorização

2 a EDIҪÃO

São Paulo

2011

HERBERT MORONI E MARCOS GÓIS CURSO PRÁTICO DE Memorização 2 a EDIҪÃO São Paulo 2011

© 2011 by Universo dos Livros

Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998.

Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da editora, poderá ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros.

Diretor-Editorial

Luis Matos

Assistente-Editorial

Noele Rossi Talita Gnidarchichi

Preparação Fernanda Batista dos Santos

Revisão

Fabiana Chiotolli

Arte

Stephanie Lin

Capa

Zuleika Iamashita

Ilustrações

Candida Bitencourt Haesbaert

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Curso prático de memorização / Herbert Moroni e Marcos Góis. – 2ª ed. – São Paulo : Universo dos Livros, 2011. 160 p.

ISBN: 978-85-7930-242-8

1. Memorização. 2. Mneumônica. I. Góes, Marcos. I.Título.

CDD 153.14 22

Introdução

A proposta deste curso é ajudá-lo a fazer melhor proveito da sua memória.

Para isso, em primeiro lugar, é necessário o seu interesse. É por este motivo que, no começo deste curso, avaliaremos a sua motivação para melhorar sua memória. Assim que você estiver convicto de que é possível ter uma memória melhor e mais confiável e tiver interesse e motivação real para melhorar sua memória, apresentaremos quais nutrientes seu cérebro precisa para trabalhar corretamente. Isso porque, sem os nutrientes adequados, você não consegue ter o melhor rendimento do seu cérebro. Você deve saber quais alimentos o ajudarão em períodos de estudo intenso, como preparação para vestibular e concursos. Se seu cérebro não tiver a “energia” para trabalhar, será impossível fazer melhor uso dele, por isso considero estas

informações de vital importância logo no começo. O mesmo vale para o condicionamento físico, sendo que você também conhecerá algumas doenças que podem lhe impedir de usar seu cérebro corretamente. Após, trataremos a respeito da concentração – mecanismos e exercícios que o ajudarão a se concentrar melhor.

A partir daí, apresentaremos uma série de técnicas e, principalmente, o que considero um

grande diferencial na proposta desse material: como aplicar essas técnicas no estudo de diversas matérias. Como você sabe, estudar matemática é diferente de estudar português. As técnicas o ajudarão a memorizar imagens, nomes e feições, compromissos, trechos musicais, poesias, versos, discursos, números e fórmulas. Aprenderá também sobre como otimizar o estudo, fixar o que lê, a ortografia, aprender idiomas. Em resumo, após compreender melhor o funcionamento do cérebro, você será apresentado a uma série de técnicas que ajudará nas mais diversas tarefas do seu dia-a-dia. Além disso, mostraremos técnicas que o ajudarão a fazer cálculos mentais. Apresentaremos também algumas “brincadeiras” que serão de grande valia, ajudando-o a ter mais confiança em sua memória. Você deve realizar uma lição do curso a cada dia. Não deixe de executar os exercícios, pois eles farão com que, no final do curso, você tenha um rendimento muito superior da sua memória. Bom estudo!!!

Herbert Moroni e Marcos Gois

Primeiro dia Vale a pena investir tempo com este assunto?

Para responder esta pergunta, devemos considerar a revolução provocada inicialmente pelo lançamento, em 1983, do computador pessoal com mouse pela empresa americana APPLE e consolidada pelos games e pela Internet. Esta tecnologia tem desenvolvido habilidades inacreditáveis (leitura mais rápida, memória ampliada, criatividade, velocidade de pensamento etc.), a ponto de sequer conseguirmos medir e acompanhar essas mudanças nas pessoas. Crianças passaram a ser consideradas hiperativas, quando, na verdade, elas apenas não se adaptam a um sistema de ensino que não acompanha tais mudanças. Para exemplificar, utilizaremos uma anedota: um português, da época dos descobrimentos, caiu no mar e foi tragado por uma onda que o lançou no futuro. Ele teria aparecido na praia de Copacabana de nossa época. Com os trajes tradicionais, as pessoas que o encontravam acreditavam que ele estava com uma fantasia carnavalesca. Ele, por sua vez, desesperou-se em ver mulheres despidas, carruagens sem cavalos e portas (elevadores) que “tragavam” as pessoas. Desesperado, correu como um louco pela Avenida Atlântica até encontrar uma escola onde se refugiou, lugar em que pode ser encontrado até hoje. Por conta de a escola estar exatamente como as de sua época (usa-se ainda o giz nos quadros), consegue se entender muito bem com os mestres, apenas reclamando das carteiras que, no seu tempo, eram estofadas. Portanto, quero fazer-lhe um desafio: todos os dias, reserve um tempo para estudar o texto e fazer os exercícios sugeridos. A leitura ou estudo do texto deve ser realizado sempre no mesmo horário. Já os exercícios podem ser feitos em outros horários, durante o dia, sempre antes de iniciar o próximo dia. Mas é importante ler e entender os exercícios durante o tempo que você reservou diariamente para trabalhar conosco. Como o pintor, que necessita molhar o pincel para poder utilizar cores novas, você também necessita exercitar a sua mente para acompanhar essas transformações. Garanto que sua vida vai mudar para melhor em todos os aspectos. Mas é necessário que você se agende. Por isso, desafio você a marcar uma hora em que estaremos juntos diariamente. Cada exercício criará novas conexões mentais em seu cérebro, desenvolvendo habilidades que lhe proporcionarão resultados impressionantes. E, no futuro, quando você atingir a melhor idade (acima de 60 anos), poderá perceber a importância desse investimento. Para completar, tente responder as perguntas a seguir:

Falta tempo para estudar? (Se a resposta for positiva, elimine algo, porque pincel sujo não cumpre seu propósito). Você é ambicioso e deseja compreender todas as novas realidades do mundo informatizado? Você está devidamente motivado? (Se a resposta for negativa, observe tudo o que está deixando de conquistar por falta de habilidades mentais).

Você gostaria de ter mais tempo para descansar e se divertir? (Por incrível que possa

Você gostaria de ter mais tempo para descansar e se divertir? (Por incrível que possa parecer, as pessoas com maior habilidades mentais estudam menos e aprendem mais, sobrando mais tempo para a família e para o lazer).

Qualquer que seja a sua idade, poderá sempre dizer que dispõe de uma memória mais flexível e fiel e estará sempre aumentando seu valor pessoal.

Lembre-se: quanto mais utilizar sua memória, mais fiel ela lhe será.

Para tirarmos proveito de nossa memória, não é inútil conhecer alguns princípios essenciais do funcionamento do cérebro, bem como a sua estrutura. De fato, sabe-se, hoje, que as lembranças ficam gravadas na memória praticamente por toda a

vida, ou seja, as informações não são destruídas. O que nos falta é a capacidade para reencontrá- las ou lê-las.

O cérebro humano possui cerca de dez bilhões de neurônios, ou seja, as células nervosas do

nosso organismo que apresentam maior complexidade e estrutura funcional.

O contato que ocorre entre dois neurônios é chamado de sinapse.

Dentritos são ramificações dos neurônios, semelhantes a galhos, que podem receber e transmitir informações, além de serem o meio por onde os neurônios se conectam, formando a sinapse. Para que as informações se movimentem, existem os axônios, que servem como “cabos elétricos”. Estes “cabos” são cobertos por uma substância chamada de mielina, que serve para

isolar a informação a fim de tornar mais eficiente sua transmissão.

A regra é que cada neurônio possua um axônio e vários dentritos. O axônio se liga ao dentrito

de um outro neurônio, enquanto, da mesma forma, os vários dentritos do neurônio conectam-se com axônios de outros neurônios. O conjunto forma uma extraordinária rede (a rede neural), capaz

de armazenar, transmitir e associar informações e conhecimento. Quanto maior esta rede, mais eficiente é o seu cérebro. A boa notícia é que existem exercícios que ampliam sensivelmente esta rede. São estes exercícios que você fará diariamente.

O cérebro funciona como qualquer órgão do nosso corpo e, para seu perfeito funcionamento, é

bom assegurar-lhe uma certa higiene que estudaremos oportunamente. É necessário também mantê- lo em atividade se não desejamos deixá-lo “enferrujar”. Este é, precisamente, o objetivo deste

trabalho.

Você pode melhorar consideravelmente a sua memória

Assim como a ginástica do corpo desenvolve e fortifica os músculos, também os exercícios deste trabalho desenvolverão e fortificarão a sua memória. Mas, para desenvolver um músculo, é importante aplicar determinados princípios que farão com que o seu esforço tenha um resultado máximo com um mínimo de energia. Portanto, aplique as técnicas que lhe ensinaremos e ficará com uma excelente memória. É o que resumimos pela seguinte fórmula:

BOAS TÉCNICAS + EXERCÍCIOS = BOA MEMÓRIA

E, assim, terminamos nosso primeiro dia. Estamos felizes por você ter aceito nosso desafio. Faça o exercício-teste nº 1 e lembre-se:

Todos possuem memória.

A

memória é uma função do cérebro.

O

cérebro funciona como os outros órgãos.

Boas técnicas + exercícios = Boa memória.

Exercício-teste nº 1

Eis um quadro com objetos. Observe-o atentamente durante dois minutos. Depois, sem olhar o quadro, escreva seguidamente os objetos que lembrar.

olhar o quadro, escreva seguidamente os objetos que lembrar. Anote o resultado. Se tiver fixado menos

Anote o resultado. Se tiver fixado menos de dez nomes, a sua memória é claramente insuficiente. Se retiver 10 a 15, você se encontra numa média boa. Se tiver fixado de 16 a 18, é muito boa. Se retiver 19 ou 20, parabéns. Mesmo assim, ainda aprenderá com nosso trabalho a lembrar uma lista bem maior.

Segundo dia Como assegurar ao cérebro condições de funcionamento favoráveis?

O nosso cérebro recebe uma quantidade considerável de sangue – 2.000 a 2.200 litros em 24

horas – o que representa cerca de 400 vezes o volume total de sangue em nosso corpo. O sangue, como se sabe, necessita de oxigênio. Para facilitar o seu trabalho intelectual e, principalmente, para que a sua memória funcione bem, é necessário assegurar ao sangue uma oxigenação suficiente, que possa ser aproveitada pelo cérebro. Como? Por um lado, separando pelo menos um dia por semana de ar livre. Por outro, durante o trabalho ou estudo, procurando respirar mais lenta

e profundamente. A postura é muito importante: ao se sentar, certifique-se de que seu quadril

esteja totalmente encostado no encosto do assento. Nunca trabalhe ou estude com as pernas cruzadas, pois isso reduz muito a circulação sanguínea e, consequentemente, a oxigenação do cérebro. Outra providência importante é a questão da hidratação, já que a maioria das pessoas não toma

a quantidade de água suficiente e acaba sofrendo os efeitos de uma desidratação difícil de

diagnosticar. A água é importante para a pele e principalmente para o bom funcionamento do cérebro, sendo que a ansiedade provocada pela pouca ingestão de água pode atrapalhar muito a sua capacidade de concentração. Devemos beber diariamente pelo menos dois litros de água e evitar refrigerantes e cafés com muito açúcar. Eu, por exemplo, coloco na porta da geladeira quatro garrafas de meio litro de água e vou tomando durante o dia. Pode ter certeza de que esta dica irá ajudá-lo muito a se concentrar e ter um melhor desempenho mental. E não venha com a desculpa de que não gosta de beber água, pois ela é fundamental para o desenvolvimento de nossa

inteligência. Consequentemente, a primeira regra a observar, para que a sua memória seja melhor,

é a seguinte:

1. Assegure-se de que está dando ao seu cérebro a oxigenação e hidratação suficientes.

A segunda regra a seguir é a de dormir sempre no mesmo horário. Apesar de cada pessoa

necessitar de uma quantidade de sono diferente – alguns por causa do tipo de alimentação necessitam de menos tempo de sono – o mais importante é sempre dormir no mesmo horário. Pessoas que variam o horário de descanso acabam por prejudicar a sua capacidade de assimilação nos dias seguintes, em que houve uma mudança de ritmo. Portanto, segunda regra de higiene da memória:

2. Durma tempo suficiente no mesmo horário.

Será o tabaco prejudicial à memória? A resposta é variável, de acordo com os indivíduos. É evidente que o grande fumante, que saiba servir-se de sua memória, terá aparentemente uma

memória melhor que um não fumante que não a tenha treinado corretamente. Porém, se pretender fazer comparações entre indivíduos que possuam características comuns, verifica-se uma influência nefasta do tabaco sobre a memória.

O fumante tem, por vezes, a impressão de que seu cigarro o ajuda a concentrar-se e a

raciocinar. Isso até pode ser verdadeiro durante alguns instantes, mas a longo prazo tudo leva a

crer que o tabaco prejudica a memória, especialmente depois dos 40 anos, período em que, entre os que se queixam de falta de memória, os grandes fumantes são mais numerosos que os não fumantes. Portanto, terceira regra:

3. Evite fumar.

Finalmente, desconfie do álcool, pois, se você deseja manter a sua memória em bom funcionamento, deverá evitá-lo. É indiscutível que a regular absorção de álcool conduz a um enfraquecimento da memória. Mesmo sob uma ligeira influência de álcool, ocasional, a fixação das lembranças fica fortemente diminuída. Quanto mais álcool se absorve, menos as lembranças se registram e se fixam. É necessário evitar qualquer absorção de álcool mesmo sob forma ligeira (vinho, cerveja etc.), especialmente quando temos que estudar ou quando temos de frequentar cursos, assistir a uma conferência etc. Então, observe a quarta regra:

4. Evite o álcool.

A atividade cerebral é acompanhada de mudanças e transformações químicas. É de bom

entendimento que as substâncias que satisfazem às necessidades dos músculos não são as mesmas que satisfazem às do cérebro. Numerosas experiências estabeleceram que as células nervosas e cerebrais têm necessidade de cálcio, já que um empobrecimento excessivo em cálcio provoca perturbações nervosas que vão do simples nervosismo à insônia e às câimbras. É este o motivo por que alguns sedativos têm como base o cálcio. Por outro lado, constatou-se que a atividade psíquica se fazia acompanhar de uma perda de ácido fosfórico e de sais de cálcio nas urinas. É necessário compensar essas perdas de preferência através da alimentação: os laticínios (queijo, ovos e leite), o gérmen de trigo, as amêndoas, nozes e avelãs trazem ao organismo um bom equilíbrio fósforo-cálcio. Um outro elemento importante para o bom funcionamento da memória é o magnésio. Porém, é, infelizmente, um elemento que se encontra em quantidades limitadas nos nossos alimentos. Encontra-se, no entanto, no pão integral, no gérmen de trigo, no chocolate, nos legumes verdes e em algumas águas minerais. Barras de chocolate podem fazer milagres para uma pessoa desanimada. O desânimo que nos aflige em momentos de tédio nos estudos pode ser eliminado bebendo água e ingerindo barras de chocolate. Uma outra substância importante para o cérebro é o ácido glutâmico, que algumas vezes é chamado de ácido da inteligência. No estado natural, encontra-se no fígado, no leite e na levedura de cerveja. Finalmente, as vitaminas do grupo B favorecem e facilitam o trabalho intelectual. Podem ser encontradas no iogurte, na levedura de cerveja, nas avelãs, nas amêndoas e no gérmen de trigo. Em caso de trabalho intelectual intenso, temos vantagem em consumir esses alimentos ou mesmo suplementos vendidos nas farmácias, à base de fósforo, de ácido glutâmico e de vitaminas

B12.

Não aconselhamos a utilização de alguns excitantes intelectuais que dão uma “chicotada” temporária, sempre seguida de prostração. Não abuse do café (beba-o com pouco açúcar), além de que é melhor beber sucos a refrigerantes. A quinta regra é:

5. Confie na sua memória e se alimente adequadamente.

Portanto, se pretende melhorar a sua memória: tenha confiança nela e faça-a funcionar. A fé e a confiança sempre precedem os milagres, porém a falta de confiança nos condena ao fracasso. Lembre-se:

1. Dê oxigênio e água ao seu cérebro.

2. Durma tempo suficiente no mesmo horário.

3. Evite fumar.

4. Evite o álcool.

5. Confie na sua memória e se alimente adequadamente.

Exercício-teste nº 2

Eis aqui o mesmo exercício que o exercício-teste nº 1, mas com uma lista de 20 nomes. Leia esta lista e estude-a durante dois minutos. Tente seguidamente recapitulá-la ordenadamente. Se tal não lhe for possível, então enumere as palavras de que se lembrar:

teia

uvas

toalha

unha

pia

ducha

mãe

doce

taco

hora

dados

TV

alho

duna

tubo

chão

time

noz

cão

touro

Se fixar de 18 a 20, estará bem, pois poderemos ensiná-lo a memorizar uma lista bem maior; de 15 a 17, ainda está bem; de 10 a 14, está na média; abaixo de 10, demonstra que não sabe servir- se da sua memória. Anote o resultado.

Terceiro dia Particularidades de algumas memórias

Parabéns por estar cumprindo à risca o nosso desafio. No terceiro dia, iniciaremos nosso trabalho conhecendo um pouco a amnésia, a astenia e a ciclotimia. Todos já ouvimos falar de casos de amnésia, em que o doente tem um comportamento perfeitamente normal em todas as circunstâncias, mas perdeu totalmente a lembrança do seu passado. O fato é que o amnésico reencontra suas lembranças, por vezes, sob a influência de um choque físico ou emocional. Há uma outra doença da memória que não se pode ignorar, pois todos nós estamos sujeitos a ela um ou outro dia: a astenia. Astenia é simplesmente: uma fadiga excessiva do cérebro que lhe provoca um funcionamento deficiente. A astenia é bastante frequente no caso de sobrecarga intelectual, especialmente nos estudantes que se preparam para um exame. Em um grau menor, ela provoca nevralgias, enxaquecas, náuseas etc. Num caso de astenia, o doente não pode tirar do cérebro, e especialmente da memória, um rendimento superior a um quarto do que ele obtém normalmente. Seguindo os princípios de higiene expostos neste trabalho e aplicando os métodos de memorização, você evitará a astenia. É necessário dizer algo acerca da ciclotimia, porque muita gente é ciclitímica. A ciclotimia traduz-se por uma sucessão de estados de euforia e de estados de depressão ou por uma sucessão de períodos de grande atividade cerebral e de períodos de grande indolência. Quando se encontra no período ascendente, o ciclotímico é capaz de fazer grandes esforços, age e concentra-se mais facilmente, retém tudo e trabalha de maneira eficaz, sem que isso lhe custe. Depois, sobrevém uma fase descendente, em que o esforço se torna penoso. Quando adolescente, trabalhei em uma agência bancária onde todo final de mês eu ficava dentro do cofre fazendo uma conferência de documentos. Muito tempo depois, e mesmo sem estar dentro do cofre, sempre na mesma data, sentia-me desanimado e sufocado. Eu havia desenvolvido um comportamento ciclotímico. Venci este problema a partir do momento em que compreendi o mecanismo do reflexo condicionado, concentrando nesta data o maior número possível de tarefas agradáveis para diluir o problema e fazendo exercícios de programação mental como o que vou sugerir a seguir.

Exercício-teste nº 3

Eis um exercício muito simples: consiste em reencontrar o seu emprego de tempo, durante o dia anterior, detalhando de forma contínua, de modo a obter um quadro completo de tudo o que fez, viu, ouviu. Se tiver uma “falha” de memória, faça outra coisa e recomece a procurar dentro de um quarto de hora ou meia hora.

Você contará com a sua memória para pensar fazer amanhã uma determinada coisa. Por exemplo, telefonar para uma pessoa. Imagine-se, pois, amanhã, regressando à casa. No momento em que abrir a porta é necessário que pense em telefonar. Não anote isso em parte alguma, nem faça um nó em seu lenço. Simplesmente, hoje, pense no seu regresso de amanhã e peça à sua memória que o ajude na referida tarefa. Veja telefone em sua mente, associe a ação a algum objeto de sua casa. Use a sua imaginação. Veja a cena do telefonema e do objeto de sua casa em movimento, em dimensões absurdas. Certamente, quando amanhã você se defrontar com o objeto ou com o telefone, por associação o seu cérebro o lembrará de fazer o telefonema. O cérebro sempre trabalha por associação. Quando for imaginar alguma coisa, destaque a imagem colocando-a em movimento em sua mente. Também podemos imaginar modificando o volume, altura, comprimento e peso das coisas. Existe também uma dinâmica de transformação, duas coisas que se fundem originando uma terceira. Ou quando alguma coisa se transforma por si mesma, o envelhecimento, por exemplo. Pode também explorar a quantidade das coisas e ativar a sensibilidade: cheiro, tato, cor, sabor e som.

memória depende da nossa capacidade de criar imagens

e som. memória depende da nossa capacidade de criar imagens Exercício-teste nº 5: Programação mental Apenas

Exercício-teste nº 5: Programação mental

Apenas uma boa alimentação não é o suficiente para se garantir um bom desempenho mental, ou seja, é fundamental administrar toda ansiedade tóxica. A maioria das pessoas não percebe que muitas vezes sequer respira adequadamente. A melhor respiração evidentemente é aquela que exige esforço abdominal, portanto evite cruzar as pernas em momentos de reflexão, porque isto pode interferir na plena circulação sanguínea. Diariamente, exercite algum tipo de programação mental, já que isto poderá lhe proporcionar momentos de inspiração, bem como livrá-lo da ansiedade. Desenvolverá, consequentemente, um grande poder de concentração que possibilitará otimizar a sua atividade mental. Siga os seguintes passos:

1. Escolha uma música agradável que desperte em você sentimentos e lembranças agradáveis:

evite as canções que lembram tristeza ou saudade.

2. Escolha também alguma situação pela qual você já passou que seja alegre e motivadora. Por exemplo: a lembrança de um passeio no campo ou numa praia.

3. Sente-se, a coluna vertebral deve permanecer reta, quadril totalmente acoplado no encosto da cadeira, joelhos levemente entreabertos, braços e mãos sobre as pernas e permaneça com os olhos fechados. Inspire profundamente, segure um pouco e depois expire, a princípio pense em cada parte de seu corpo, imaginando e procurando relaxá-la. Comece pelos pés e suba devagar até o couro cabeludo. Procure manter-se concentrado na sua postura e respiração, relaxando cada parte de seu corpo.

4. Imagine-se revivendo a situação que escolheu previamente. Procure trazer para o momento presente as sensações e emoções que sentiu ao passear na praia, por exemplo. Lembre-se dos aromas, as sensações na pele, os sons.

se lembre dos problemas e limitações, pois o objetivo desse exercício é exatamente eliminar estas dificuldades. 6. Quando a seleção de músicas indicar que o tempo estipulado passou, levante-se e faça alguma coisa que aprecie muito, como cantar uma canção, comer um doce que goste, assistir a um filme, ou seja, permita-se um prêmio que o deixe ainda mais feliz.

Faça diariamente este exercício por 15 minutos sempre que se sentir ansioso. Fuja da angústia, da tristeza e das lembranças dolorosas, pois esses sentimentos são verdadeiros vampiros de nossa alma.

Exercício-teste nº 6

Este exercício treinará sua memória olfativa, por isso é muito útil, precisamente porque temos somente raras ocasiões para desenvolver a nossa memória dos perfumes e odores. Este exercício vai começar a desenvolver a sua sensibilidade criando novas conexões mentais que serão utilizadas também para outras coisas. Obtenha uma dezena de perfumes diferentes (amostra de perfumaria, por exemplo) ou, para começar, itens de sua casa, como detergentes, sabonetes, alimentos, pasta de dente etc. Pegue três amostras e tente distingui-las e designá-las pelo respectivo nome. Depois, complete com uma quarta, quinta e assim sucessivamente até que possa, sem se enganar, tomar qualquer das dez amostras e dizer qual seu nome correto. Este exercício é especialmente recomendado a todos que, na sua atividade profissional, trabalhem com produtos que tenham odor (alimentos, produtos cosméticos, químicos etc.). Tome como exemplo produtos de limpeza como OMO, Ajax, Veja etc. É interessante distinguir cada um destes produtos pelo seu cheiro peculiar. Este é um exercício difícil, execute-o e verá como melhorará sua memória olfativa. Com certeza, também estará desenvolvendo o seu cérebro.

Exercício-teste nº 7: c oncentração

Pegue um objeto (chave, objeto de adorno etc.): observe-o com atenção durante 30 segundos, depois feche os olhos e tente representá-lo mentalmente, de maneira clara e precisa. Se alguns detalhes não estiverem perfeitamente claros, nítidos, observe de novo o objeto tomado, torne a fechar os olhos e tente representá-lo novamente. Faça isto até que possa representá-lo mentalmente, com nitidez.

Exercício-teste nº 8: c oncentração

Reproduza mentalmente as feições de uma pessoa que vê frequentemente: verificará que só tem uma visão geral delas, uma impressão genérica, mas que os pormenores lhe escapam. Você completará a observação quando reencontrar a referida pessoa e recomeçará o exercício, até que obtenha uma representação perfeitamente nítida.

Quarto dia Como desenvolver seu poder de concentração

Saber concentrar-se é indispensável ao desenvolvimento da sua memória. Concentração é manter a atenção sobre um assunto determinado sem se distrair com outros pensamentos. Ainda que, naturalmente, se trate da mesma faculdade, podemos classificar a concentração que usaremos para memorizar em dois tipos:

Concentração Imediata: necessária para observar com cuidado um documento, uma paisagem, um acontecimento, um espetáculo, um monumento, um quadro etc. Concentração Prolongada: necessária para estudar, aprender, reter, redigir, calcular, pensar, refletir etc.

A concentração imediata exige que seja praticada à vontade, instantaneamente e em todas as

circunstâncias, além de que também requer a aptidão para mudar de assunto rapidamente. Por exemplo, se lhe apresentam quatro ou cinco pessoas, sucessivamente, você se concentra em seus nomes e em suas feições durante breves momentos, depois ficará atento ao que as pessoas disserem ou mostrarem etc.

A concentração prolongada usada para o estudo ou a reflexão necessita de um outro treino. De

momento, vamos desenvolver a nossa concentração imediata à custa ou com a ajuda de alguns exercícios. Estes exercícios podem melhorar o seu poder de concentração até um grau extraordinário, mas é necessário fazê-los com muita atenção. Talvez lhe pareça difícil, mas não se preocupe. Faça-os,

simplesmente, o melhor que puder.

Exercício-teste nº 9: c oncentração

Eis um exercício conhecido pelo nome de “prateleiras cerebrais”. Você escolhe três assuntos diferentes para reflexão: por exemplo, um projeto que tem; um assunto científico ou literário e uma lembrança pessoal (férias, viagem etc.). Dedique três minutos de reflexão a cada um dos três assuntos. Durante os três primeiros minutos, pense somente no assunto nº 1, passe depois ao assunto nº 2 e não pense em outra coisa; finalmente, passe ao assunto nº 3. É necessário não se distrair durante cada fase e, sobretudo, não pensar nos dois outros assuntos.

Exercício-teste nº 10: c oncentração

Tente este interessante exercício que desenvolverá o seu poder de concentração e atenção auditiva. Escute ou ouça o rádio e vá diminuindo o volume, aos poucos, até regular seu aparelho o mais baixo possível para compreender, suficientemente, o que se diz. Por conta da fraca intensidade do som, você será obrigado a concentrar-se. Não prolongue este exercício por mais de três minutos.

eflexo condicionado O conhecimento deste fenômeno ajuda-nos a compreender melhor o motivo de alguns exercícios,

eflexo condicionado

O conhecimento deste fenômeno ajuda-nos a compreender melhor o motivo de alguns

exercícios, de certos métodos, de determinados hábitos que nos auxiliam a dispor de uma memória mais eficiente. De momento, torna-se necessário saber que acidentes (choques e traumatismos cranianos), suficientemente graves para atingir o cérebro, causam perturbações de memória em zonas determinadas. Por exemplo, em consequência de um acidente, uma pessoa pode perder a sua memória auditiva (ficando incapacitada de fixar uma ária musical ou uma canção), enquanto a sua memória visual ou a táctil não se modificam em absolutamente nada. Pensou-se, portanto, que algumas zonas do cérebro comandavam a memória auditiva, outras a memória visual etc. Pouco a pouco, pode-se localizar os pontos precisos do cérebro que correspondem a toda a espécie de atividade: intelectual, motora etc.

Algumas pessoas que tiveram partes de seu cérebro comprometidas por algum acidente, depois de um trabalho de fisioterapia, descobriram que estas partes que não realizavam funções por estarem avariadas foram substituídas. Ou seja, parte do cérebro não comprometida “aprendeu” novas tarefas e a pessoa se recuperou.

Exercício-teste nº 11: concentração

Escolha um poema, leia-o lenta e atentamente, fixando-se em cada palavra importante de forma a evocar, precisamente, a imagem correspondente. Não se deixe distrair por associações estranhas, sem relação com o poema. Eis um poema para podermos começar:

Boileau:

Segundo a nossa ideia é mais ou menos obscura

A

expressão segue-a, ou menos clara ou mais pura.

O

que concebemos bem, enuncia-se claramente.

E as palavras, para dizer, chegam facilmente.

Foi o russo Pavlov que mostrou que o cérebro, como o resto do nosso organismo, possui reflexos. Sabe o que é um reflexo corrente? Por exemplo, ao tocar inadvertidamente num prato quente, a mão retrai-se instantânea e abruptamente, sem que a sua vontade tenha tido oportunidade de intervir no comando desse gesto.

O reflexo é, portanto, uma reação motora (de movimento) a uma influência sensitiva (de

sensação). A sensação de picada provoca um movimento de recuo por parte do membro picado. Esses reflexos explicam-se por ligações diretas realizadas pelas fibras nervosas entre zonas sensíveis e os músculos motores. Pavlov introduziu e fixou na goela de um cão uma fístula colocada no orifício do canal das glândulas salivares de maneira a poder medir a produção de saliva destas glândulas. Nos dias seguintes, ele dava um assobio e após alguns instantes dava um pedaço de carne ao cão, o que provocava no animal a salivação. Após 15 dias de repetição deste ato, assobiou, mas não deu a carne, porém a saliva se produziu igualmente. Tudo se passava como se o assobio se tivesse tornado para cão o excitante da produção de saliva. Dizemos que o assobio se tornou um “excitante condicionador” e a produção de saliva um

“reflexo condicionado” pelo assobio. Este reflexo é adquirido, não inato. Pavlov multiplicou as experiências deste gênero e constatou que esses reflexos condicionados são muito fáceis de se estabelecer no homem. O importante para nós é sabermos utilizar o Reflexo Condicionado a nosso favor. Mas como? Se precisarmos estudar para uma prova, separamos um tempo para o estudo diariamente, sempre no mesmo horário e local. Procure usar a mesma mesa, cadeira, iluminação, procure criar as mesmas circunstâncias de estudo para todos os dias, atente para os detalhes. Assim nosso cérebro, sempre naquele horário e local, se estimulará mais rápido e facilmente através do Reflexo Condicionado. Nosso estudo pode render muito, com pouco tempo. Na verdade, pela minha experiência, o tempo de estudo não é o mais importante e sim a qualidade do mesmo. Já vi pessoas que estudavam por cinco horas seguidas e que tinham um rendimento muito baixo, inferior a uma hora, enquanto pessoas que estudavam apenas por uma hora tinham um alto rendimento. Lógico que essa mesma pessoa que estudava uma hora poderia ter um rendimento muito maior se estudasse as cinco horas, mas nem sempre dispomos de tanto tempo para o estudo, temos outras diversas tarefas, que necessitam de nossa atenção e, se podemos render mais com menos tempo, podemos utilizar o tempo restante para outras tarefas. Utilize o Reflexo Condicionado para seus estudos, faça um teste.

Exercício-teste nº 12: c oncentração

Eis um exercício de concentração bastante fácil, mas, no entanto, excelente: conte, de trás para frente, partindo de 200 até 2 e saltando os números de três em três: 200, 197, 194, 191, 188 etc.

Exercício-teste nº 13: c oncentração

Elabore a lista das últimas 15 pessoas com quem falou, partindo do momento em que está fazendo este exercício até que chegue até a 15ª pessoa.

Quinto dia O processo normal de memorização

Os três fatores que antecedem o registro de ideias, fatos ou elementos são:

Observação ou Impressão; Associação ou Imaginação; Repetição.

É nesta ordem que se torna necessário pô-los em ação. Se omitir um destes fatores, não

significa que seja incapaz de reter ou fixar, mas sempre que desejar fixar qualquer coisa, é indispensável seguir o processo normal e completo: impressão, associação e repetição. Quando alguém nos é apresentado, normalmente não nos esquecemos de sua fisionomia, mas acabamos por esquecer o seu nome. Isto se explica porque a impressão da imagem foi maior, por mais tempo, enquanto o som do nome foi menor, apenas alguns segundos em que o nome foi-nos

falado. Se lembrarmos de algum nome e não de outros, também foi por causa de uma má-impressão, associação e repetição.

É o que explica, por exemplo, a fixação do nome de certa pessoa que encontramos em uma

reunião, enquanto não lembramos do nome de uma outra pessoa presente na mesma reunião e que conhecemos. Verifica-se que concedemos uma atenção suficiente à pessoa (impressão), provavelmente estabeleceram-se, na sua mente (consciente ou inconscientemente), certas associações alusivas, e o seu nome foi mencionado várias vezes (ou você mesmo o repetiu, para si próprio).

No segundo caso, não se prestou atenção suficiente (uma impressão deficiente) ou não se realizou associação alguma, não ouvindo ou repetindo o seu nome. As condições de registro diferentes correspondem a intensidades de lembranças diferentes.

correspondem a intensidades de lembranças diferentes. ixe bem as impressões Veremos, a seguir, como fixar as

ixe bem as impressões

Veremos, a seguir, como fixar as lembranças corretamente.

Tenha intenção e preste atenção

A primeira condição para fixar bem as impressões é o querer. Para isso, é necessário ter um interesse verdadeiro pela pessoa ou pela informação que pretendemos lembrar. Sentiremos sempre grande dificuldade em fixar a atenção sobre uma coisa que não nos interessa. É por essa razão que não conseguimos lembrar do nome de pessoas que já encontramos em certas ocasiões, mas que não nos interessaram realmente. Do mesmo modo, se não temos a prévia intenção de vir a lembrar de qualquer coisa, corremos o risco de não prestar atenção suficiente. Isto explica o porquê da grande dificuldade em evocar determinadas coisas que vimos anteriormente, mas de que não tivemos a intenção de lembrar

posteriormente. Exemplo: quantas pessoas havia ontem na pastelaria que você foi? Ou padaria? Açougue?

É o próprio Freud pai da Psicanálise que nos ensina esta regra:

A intenção é fator essencial para toda a recordação e para todo o esquecimento.”

Lembrarmos das coisas que temos interesse em recordar posteriormente e esquecermos o que temos (nós ou o nosso inconsciente) intenção de esquecer. Em termos mais simples, a regra de Freud diz, no plano prático: para reter qualquer coisa, é necessário querê-la conscientemente.

Para fixar bem as impressões, é necessário saber concentrar-se

Para se dispor de uma boa memória, é indispensável fixar convenientemente a atenção, treinando-se no sentido de não se deixar distrair o espírito. É o que designamos por “concentração”.

É por isso que já lhe recomendamos exercícios de concentração. Esse tipo de exercício, ainda

que não ponha a memória em ação, contribui largamente para seu bom funcionamento.

Para facilitar a recordação ou lembrança, c rie imagens fortes

Se marcar uma peça de metal com uma punção, a marca será mais profunda quanto mais forte tiver sido a pancada. Acontece o mesmo com a memória. Uma imagem será mais bem fixada quanto mais forte e intensa tiver sido a impressão. Se um dia tiver visto um avião despedaçar-se no solo em chamas, jamais esquecerá. Se vir uma pessoa afogar-se, sem que lhe possa prestar socorro, jamais a esquecerá. É o motivo por que se torna necessário tentar associar a imagens fortes as noções de que não queremos esquecer-nos. Suponhamos, por exemplo, que um dos seus clientes mais importantes lhe pede para telefonar no próximo sábado, depois do jantar. Indicaremos aqui como ajudar a sua memória a lembrar-se relativamente de tal telefonema. Mas, para já, é necessário saber que se eliminam os riscos do esquecimento se, mentalmente, conseguir associar a chamada telefônica a uma imagem forte. Imagine, durante um instante, o telefonema ao seu cliente e “veja-o” em vias de assinar o cheque para liquidação de uma encomenda. Inversamente, imagine o seu cliente, colérico, a expulsá-lo do seu escritório, censurando-o por ter esquecido o telefonema combinado. Tudo isso lhe toma apenas alguns segundos e, no entanto, estas associações de imagens, tão simples, podem melhorar sua memória, sem esforço penoso da sua parte. Você pode também imaginar alguma coisa que, com certeza, se defrontará durante este jantar do exemplo: uma associação dessa imagem, por exemplo, à mesa do jantar de sua casa, com o cliente contrariado, garantirá que a recordação se fixará de maneira eficiente. Mais adiante explicaremos como é que as associações de imagens podem lhe prestar serviços consideráveis em todos os domínios em que sua memória se exerce. A regra que acabamos de expor explica por que interessa, sempre, utilizar imagens mentais fortes, e até esquisitas, pois o que é forte ou esquisito fica mais bem gravado na memória.

Exercício-teste nº 14

Escolha uma matéria, de um autor conhecido pelo seu estilo árido e abstrato, sobre um assunto que, talvez, não lhe desperte tanto interesse. A matéria pode estar em um livro, jornal ou revista. Comece lendo, à princípio, uma dezena de frases. Depois, retome cada frase, não passando à

seguinte sem ter compreendido profundamente o sentido do que lê. Se for necessário, recorra a um dicionário. Marque um tempo, dez minutos, e se concentre em realizar essa tarefa. No final, faça uma revisão mental do que leu. É um dos melhores exercícios de desenvolvimento da sua capacidade mental.

Exercício-teste nº 15

Este exercício tem o objetivo de aperfeiçoar a sua concentração na leitura. Escolha um livro que esteja disposto a ler (devemos lembrar que a simples leitura de textos é uma ótima maneira de desenvolver a memória). Vá para uma página-modelo, que é a página mais comum do livro. Talvez seja necessário folhear o livro para encontrar esta página. Marque quanto tempo você demora em ler esta página em segundos e depois em minutos. O tempo varia bastante de livro para livro em virtude das diferentes diagramações apresentadas pelas editoras. Por dedução, estabeleça quantas páginas-modelo possui este livro. Multiplique o total de páginas-modelo do livro pelo tempo que você demorou em ler apenas uma. Às vezes, uma página com ilustração ou incompleta no início de um capítulo deva ser considerada meia página e o seu valor acumulado com outra página incompleta para ser considerada uma página-modelo. Pode ser difícil no início, mas, com a prática, você aprenderá a fazer essa avaliação rapidamente. O tempo obtido nesta multiplicação é o tempo que demorará em ler o livro. Saber o quanto demoramos a ler um livro possibilitará o planejamento do tempo diário da leitura e melhorará a nossa capacidade de nos concentrarmos nesta leitura.

Sexto dia O processo normal de memorização (continuação)

Sexto dia O processo normal de memorização (continuação) observação Observe bem Quando se trata de lembrar

observação

Observe bem

Quando se trata de lembrar de qualquer coisa, a atenção deve tomar uma forma mais precisa: a observação. Para que se recorde bem de determinado quadro de um mestre, não basta que se limite a prestar-lhe uma certa atenção. Para começar, é preciso fazer uma ideia de conjunto e, depois, torna-se necessário estudar-lhe os pormenores. A partir do momento em que se trate de fixar qualquer coisa que comporta diferentes elementos ou diferentes aspectos, tem de se observar. Veremos, também, ao estudar a associação, que esta carece às vezes da observação de outros elementos, além da noção ou objeto a fixar. Para aprender a melhor observar, treine-se a examinar as coisas sob os seus diferentes aspectos e diferentes sentidos: veja o panorama geral e a cor, toque, sinta, prove, escute, examine o peso, o volume, a dureza etc. Quanto maior for o número de sentidos em ação, mais facilmente se recordará. A observação da coisa a fixar é essencial, pois é esta primeira observação que produzirá um registro inicial desta coisa na memória, ou seja: não se pode encontrar, posteriormente, na sua memória o que lá não tiver posto. As lacunas da nossa memória provêm, em grande parte, de um registro defeituoso, isto é, de uma impressão deficiente. Quando quiser fixar um trecho ou uma poesia, deve observar atentamente a escolha das palavras, o ritmo das frases. Deixe que se formem no seu espírito as imagens sugeridas pelo autor. Para se reterem as palavras, as ideias, é necessário dar-lhes imagens. Para se conservarem abstrações, é necessário tentar concretizá-las, tentar “vê-las” sob a forma de imagens. Quando se tratar de reter noções ou fatos múltiplos, pode-se facilitar o seu registro através de abreviaturas e esquemas. É graças a símbolos e esquemas que se pode fixar mais facilmente as reações químicas ou as experiências de física e as fórmulas matemáticas. Mas estes símbolos e abreviatuas podem ajudá-lo também em domínios diferentes. Procure aplicações na sua profissão.

Como observar?

“Observar”. Todos sabemos o que isso significa e, no entanto, geralmente observamos muito mal. Suponhamos que você devia observar, por um momento, a “Opera” (de Paris), por exemplo. Se proceder conforme 99 pessoas em cada 100, deixará sem dúvida que o seu olhar vá do comprimento para a largura, da altura para a base, de um pormenor para outro etc. Se, 48 horas depois, lhe for pedida uma descrição preciosa da “Opera”, terá imensa dificuldade em fazê-la. Por quê? Porque olhou, mas não observou. Para isso:

1.

Comece por observar as formas gerais: retangulares, triangulares, esféricas, assim como o modo em que estão distribuídas.

2. Examine as dimensões e as proporções: comprimento em relação à altura etc.

3. Examine a arquitetura: fachada, ângulos, janelas andares, tetos etc.

4. Examine os detalhes: molduras, esculturas, ferragens, motivos decorativos etc.

Procedendo desta maneira, você faz uma observação verdadeira, que deixará na sua memória uma impressão duradoura. Este método de observação não é válido, unicamente, em relação aos monumentos, já que se aplica a tudo: paisagens, quadros, objetos, plantas, feições etc. Passe sempre pelas seguintes fases:

Observação da forma geral, do volume; Observação e avaliação das dimensões e proporções; Estrutura geral, aspecto, estilo, cores etc.; Exame das diferentes partes e componentes; Exame dos pequenos pormenores no interior dessas partes.

Para se fixar essas observações eficientemente, é muito vantajoso colocar, simultaneamente, a si mesmo, as perguntas e formular as respectivas respostas, como os exemplos a seguir:

Qual a forma do teto? O teto tem forma triangular.

A altura é mais importante que a largura? Não: a altura é inferior, em cerca de um quarto.

Quantas colunas há? Há oito colunas na fachada, que representam batalhas da antiguidade etc.

Exercício-teste nº 16

Leia o trecho a seguir com atenção e depois responda o questionário. Você pode olhar o texto para tirar as dúvidas, pois não é um exercício de memorização e sim de atenção.

“Próximo de Londrina, no dia 10 janeiro último, produziu-se um descarrilamento de uma composição de trens-tanques que se encontrava, à tarde, num entreposto. Dos 38 vagões que compunham a composição, 16 continham combustível e 18 continham vinho. Dois vagões- cisternas de 40 metros cúbicos de combustível e quatro dos de vinho danificaram-se, o que teve por consequência uma porção de combustível espalhada sobre a via férrea, atingindo também a estrada lateral. Tal derrame provocou a derrapagem, para um fosso, de uma caminhonete carregada com dez toneladas de azeite. Felizmente não houve que assinalar nenhum ferido em estado grave, tendo o motorista da caminhonete sofrido somente ligeiras contusões.”

Questionário Resposta às seguintes perguntas:

1. Onde se produziu o descarrilamento?

2. Havia mais vagões de vinho ou de combustível?

3. Quantos vagões de vinho ficaram danificados?

5.5.

AoAo ttodo,odo, quanquantostos vagõesvagões tinhtinhamam aa comcomposiposição?ção?

6.6. EmEm queque mmomenomentoto dada viaviagemgem teveteve llugugarar oo acacididente?ente?

ApenApenasas depoidepoiss dede escreverescrever asas rrespostas,espostas, veriverifiqufiquee oo rresultadoesultado ee oo quanquantoto vocêvocê nãonão prestouprestou atenção.atenção.

RespostasRespostas

1.1. EmEm umum ententreporepostosto próximopróximo àà cidadecidade dede LonLondridrina.na. ÉÉ imimportanteportante destacardestacar que,que, tratantratando-sdo-see dede respostaresposta relrelacionadaacionada àà localilocalizzação,ação, estaesta resposrespostata devedeve serser comcompleta,pleta, ouou seja,seja, apenasapenas “entreposto”“entreposto” ouou “Londrina”“Londrina” devedeve serser consideradaconsiderada errerrada,ada, porqueporque emem perguntasperguntas dede localizaçãolocalização devemosdevemos citarcitar todastodas asas coordenadascoordenadas queque estiveremestiverem prpresentesesentes nono texto.texto.

2.2. EstaEsta éé mmuitouito ffácilácil,, obviaobviammententee aa resrespostaposta éé dede vinho,vinho, poispois 1818 éé mmaisais qqueue 16.16. DDescoesconfnfieie dede todatoda aa respostaresposta óbvia,óbvia, poipoiss elaelass podempodem terter oo objetivoobjetivo dede desdesviarviar aa suasua atatenençãoção ee provocarprovocar erroerro nnasas prpróxóximimasas rrespostas.espostas.

3.3. Quatro.Quatro. ContinuContinuee desdesconfiando.confiando.

4.4. EstaEsta éé umumaa perperguguntntaa engenganadora.anadora. HouveHouve apenasapenas oo derderramerame dede combucombustívelstível NovamNovamentente,e, eueu nnãoão corrcorreriaeria riscosriscos ee resresponponderiaderia “apenas“apenas derramderramouou comcombubustível”stível” parapara nãonão dardar oportuoportunnidadeidade dede meme tiraremtirarem pontoponto porpor serser aa respostaresposta incompleta.incompleta. DestacarDestacar queque apenasapenas houvehouve oo derrderramamamamententoo dede comcombustívelbustível podepode serser imimportanteportante emem situaçõessituações eelilimminatóriasinatórias VVocêocê haviahavia repareparadorado queque apenasapenas dederrarrammouou comcombustívelbustível ouou sese coconfnfunundiudiu ee ppensouensou ququee houvehouve derramamentoderramamento dede vinho?vinho?

5.5. 38.38. OO ffatoato dede oo resultadoresultado dada somasoma dede 1616 mmaisais 1188 serser 3434 nãonão justificajustifica oo seuseu erroerro PodePode haverhaver quatroquatro locomotivaslocomotivas puxandopuxando aa composição.composição.

6.6. ChChegamegamosos àà resposrespostata mmaisais polpolêmêmicaica AA palapalavravra “aci“acidente”dente” ee nnãoão aa palavrpalavraa “desca“descarrirrilamenlamento”to” ee aa compreensãocompreensão dodo queque significasignifica aa palavrapalavra “momento“momento”,”, determinandodeterminando oo tempo,tempo, coloca-noscoloca-nos aa únicaúnica respostaresposta possível:possível: nono momentomomento dada viagemviagem dada cacaminhoneteminhonete emem queque elaela estavaestava passandopassando pelopelo locallocal dodo desdescarricarrilamlamenentoto éé ququee aconaconteceuteceu oo acidentacidente.e. SeSe vocêvocê lerler oo textextoto comcom atenatenção,ção, perceberáperceberá queque oo ttremrem estavaestava parado,parado, nnãoão podenpodendodo enentãotão oo descarrilamendescarrilamentoto servirservir comcomoo resposta.resposta.

SétimoSétimo diadia OO processoprocesso normalnormal dede memorizaçãomemorização (continuação)(continuação)

ClassificaçãoClassificação

OO regregistroistro dasdas ideiasideias,, dasdas noçõesnoções ee dosdos fatosfatos éé facilitadofacilitado pelapela classclassificação,ificação, queque conconsiste,siste, porpor umum lado,lado, emem agruparagrupar oo conjuntoconjunto dede dadosdados semelhantessemelhantes,, porpor outro,outro, ligarligar essesesses dadosdados aa umum grupogrupo maismais geral.geral. AA classificaçãoclassificação podepode serser feitafeita mentalmente,mentalmente, porém,porém, casocaso sese tratetrate dede noçõesnoções complexas,complexas, éé recomendávelrecomendável fazer-sefazer-se umum quadroquadro sinóptico.sinóptico. OO quadroquadro sinópticosinóptico éé dede usouso geral.geral. OuOu seja,seja, enquantenquantoo oo esquemaesquema ouou asas abreviaturasabreviaturas sãosão somentesomente transcriçõestranscrições simplificadassimplificadas dede dadosdados queque sese prestamprestam àà esquematizaçãoesquematização ouou abreviatura,abreviatura, oo quadroquadro sinópticosinóptico podepode empregar-seempregar-se sempresempre queque sese pretendapretenda tterer umauma visãovisão dede conjuntoconjunto dede umauma questão,questão, mmesesmmoo ccomomplplexa.exa. FazerFazer umum quadroquadro sinópticosinóptico éé simplesmentesimplesmente elaborarelaborar ooss assuntosassuntos dede formaforma aa exporexpor osos títulostítulos ee subtítulossubtítulos emem umauma determinadadeterminada ordemordem cronológica.cronológica. TrabalharemosTrabalharemos osos quadrosquadros sinópticos.sinópticos. Tomando,Tomando, comocomo exemplo,exemplo, aa HistóriaHistória dede Portugal,Portugal, poderiapoderia sese estabelecerestabelecer umauma primeiraprimeira linha,linha, ouou primeiraprimeira gerageração,ção, dede umum quadroquadro sinóptico,sinóptico, dada seguinteseguinte maneira:maneira:

FFuunndadaçãçãoo ddaa nnacacioionnalalididadadee ppororttuugguuesesaa (D(D HHenenririququee nnoo CConondadadodo PPororttuucacalelennsese))

10109797

AA 11ªª DDiinnaassttiiaa ((DD AAffoonnssoo HHeennrriiqquueess –– 11ºº RReeii ddee PPoorrttuuggaall))

11114433

AA 22ªª DDiinnaassttiiaa ((DD JJooããoo II))

11338855

AA 33ªª DDiinnaassttiiaa ((DD FFeelliippee II))

11558800

AA 44ªª DDiinnaassttiiaa ((DD JJooããoo IIVV))

11664400

AA RReeppúúbblliiccaa

11991100

AA RReevvoolluuççããoo NNaacciioonnaall ((OO EEssttaaddoo NNoovvoo))

11992266

TabelaTabela 7.1.7.1.

Seguidamente,Seguidamente, conhecendoconhecendo bembem esteeste quadro,quadro, vocêvocê aproaprofundaráfundará cadacada umum dosdos principaisprincipais pontospontos ee teráterá novosnovos quadrosquadros sinópticos.sinópticos. PorPor exemplo,exemplo, emem relarelaçãoção àà 1ª1ª Dinastia,Dinastia, criamoscriamos umum itemitem dada segundasegunda linhlinhaa ouou segusegunndada geração,geração, cadacada tópicotópico dodo quadroquadro antanteriorerior podepode serser desdobradodesdobrado dede acordoacordo comcom esteeste primeiroprimeiro exemplo:exemplo:

1ª1ª DinastiaDinastia

Séc.Séc. XIIXII

Séc.Séc. XIIIXIII

Séc.Séc. XIVXIV

ConferênciaConferência dede SamoraSamora –– 11431143 ConquConquisistata dede SaSantntaréarémm ee LisboaLisboa –– 11471147 AA SantaSanta SéSé reconhecereconhece aa D.D. AfonsoAfonso II OO títulotítulo dede ReiRei –– 11791179 ConquistaConquista dede SilvesSilves –– 11891189

MorteMorte dede D.D. SanchoSancho II –– 12111211 CortesCortes dede CoimbraCoimbra –– 12111211 NavasNavas dede TTolosaolosa –– 12121212 TomadaTomada dede AlcácerAlcácer dodo SalSal –– 12171217 ConquistaConquista dede ElvasElvas –– 12291229 ConquistaConquista dodo AlgarveAlgarve –– 12491249

FundaçãoFundação dada OrdemOrdem dede CristoCristo –– 13191319 1ª1ª ExExpediçãopedição àsàs CanCanáriasárias –– 13351335 BatalhaBatalha dodo SaladoSalado –– 13401340 SobeSobe aoao tronotrono D.D. FernandoFernando –– 13671367 AliançaAliança InglesaInglesa –– 13731373 LLeiei dasdas SesmSesmariasarias –– 13751375 MorteMorte dede D.D. FernandoFernando –– 13831383

TabelaTabela 7.2.7.2.

Lembre-se:Lembre-se: qualquerqualquer assuntoassunto devedeve serser transportadotransportado parapara umum quadquadroro sinópticosinóptico parapara facilitarfacilitar oo estuestudo.do.

ExExercício-testeercício-teste nºnº 1717

EsteEste exercícioexercício éé semelhantesemelhante aoao exercício-testeexercício-teste nºnº 11 ObserveObserve atentamenteatentamente oo quadroquadro dede objetosobjetos dodo exercício-testeexercício-teste nºnº 11 durantedurante doisdois minutos,minutos, criancriandodo imagensimagens mentaismentais ee classificandoclassificando porpor gruposgrupos como,como, porpor exemplo:exemplo:

CoisasCoisas queque podpodeemm seserr colocadascolocadas nana bboca:oca: lápis,lápis, cachocacho dede uvas,uvas, cachocacho comcom 1212 bananas,bananas, biscoito,biscoito, cachimcachimbobo (5(5 itenitens).s). CoisasCoisas queque possuempossuem cabocabo dede sese segurar:segurar: tridente,tridente, machado,machado, tacotaco dede golfe,golfe, pernaspernas dede pau,pau, raqueteraquete dede tênistênis (4(4 itens).itens).

Coisas com números: camisa 10, calendário, nota de 20 reais, automóvel, casa com número 5, quadro (você pode pintar um número nele), (6 itens). Coisas que você se senta ou coloca: cadeira, óculos, luvas, escorregador (4 itens).

Depois de dado o exemplo, faça a sua própria classificação, escolhendo o critério e o número de itens que quiser. Classificar auxilia a memorizar.

Exercício-teste nº 18

Este exercício é também semelhante ao exercício-teste nº 1. Observe atentamente o quadro de objetos do exercício-teste nº 1 durante dois minutos, criando imagens mentais e classificando-os por grupos como no exercício anterior:

e classificando-os por grupos como no exercício anterior: s associações Crie associações É este o verdadeiro
e classificando-os por grupos como no exercício anterior: s associações Crie associações É este o verdadeiro

s associações

Crie associações

É este o verdadeiro segredo das boas memórias. William James escreveu:

O Segredo de uma boa memória é o segredo de formar associações múltiplas e diversas com qualquer elemento que desejemos fixar… Cada associação torna-se um complexo ao qual o elemento está ligado, constituindo, assim, um meio de trazê-lo à superfície, se lá não estiver.”

A associação é indispensável para fixar as lembranças e depois para a respectiva recordação. As associações não têm, necessariamente, que ser naturais ou lógicas. Se pretender lembrar do nome de uma pessoa, tente fazer o maior número possível de associações a respeito dessa pessoa e do seu nome. Exemplo: tente conhecer a profissão da pessoa e diga para si mesmo “o Sr. Pedro inspetor de venda, como o meu amigo Ricardo”. Observe a sua fisionomia e estabeleça associações: “tem um bigode tão grande como uma escova de unhas, este senhor Pedro”. Quando lhe foi apresentado,

ele conversava com uma amiga de sua esposa, a Sra. Marta. Pense: “ o Pedro é também amigo da Sra. Marta”. Torne a “vê-los” a conversar, no canto do salão, onde se encontravam quando você entrou. Pense que o seu nome, Pedro, assemelha-se ao de um dos seus clientes, Pedro, mas que, fisicamente, são muito diferentes. Assim, você realizou associações múltiplas. As melhores associações para nomes de pessoas são as auditivas. O que o nome Pedro lhe sugere? Pedra, pedrada, pedreira. É só imaginar o Pedro em uma cena em que ele leva uma pedrada ou está com pedras.

Oitavo dia O processo normal de memorização (continuação)

Parabéns por ser pontual e ter chegado até aqui! As instruções e os exercícios devem estar mexendo com a sua cabeça. Começaremos o dia de hoje fazendo um exercício de associação.

Exercício-teste nº 19

Faça associações com os nomes e sua referência auditiva. A este elemento auditivo chamaremos de “facilitador”:

Exemplo: Pedro – Pedra. Transforme o Pedro em um homem de pedra. Faça que ele e as pedras entrem em movimento. Aumente o volume ou a dimensão dele e da pedra, as medidas de tamanho devem ser alteradas em sua imaginação. Veja-os em sua mente em grande quantidade. O facilitador Pedra e o nome Pedro poderão ter a sua imagem alavancada se você, ao imaginar, usar as alavancas:

Alavanca de movimentar; Alavanca de transformar; Alavanca de alterar a dimensão ou forma; Alavanca de aumentar a quantidade.

Eis alguns exemplos para você se exercitar:

André/Andar;

Carmem/Carne;

Décio/Desce;

Francisco/Cisco;

Marcos/Marca.

Com o auxílio de um dicionário, você poderá encontrar qualquer facilitador. Às vezes, é um pouco forçado, mas depois de determinar um facilitador para determinado nome, use sempre o mesmo. Para se lembrar de levar consigo, para viagem, o seu aparelho elétrico de barba, associe o aparelho à sua mala. Pense por exemplo: a mala é de couro liso, portanto, não tem necessidade de se barbear. Imagine, então, a mala a ser barbeada com o aparelho elétrico. Novamente, é ridículo, mas dá resultado. No caso, a mala, que é um elemento que você com certeza terá que levar, serve como facilitador. Usando as alavancas, a imagem será ainda mais forte. Quando, mais tarde, for buscar a mala, se lembrará automaticamente de seu aparelho de barbear porque fez uma associação. De igual modo, quando procurar lembrar de qualquer coisa, evoque as ideias ou as circunstâncias que lhe estão associadas. Para se recordar de um verso de que se esqueceu, pense nos versos precedentes ou seguintes e

recite-os. Para se lembrar do lugar em que arrumou a sua máquina fotográfica, tente lembrar-se quando a utilizou a última vez. Veja-se usando-a, depois, veja-se chegando em casa e colocando-a à entrada, pensando mais tarde: vou arrumá-la. Terá, assim, fortes possibilidades de descobrir onde a arrumou. Para relembrar o nome de alguém, reveja essa pessoa nas circunstâncias em que a encontrou na última vez, recorde as suas palavras e os seus gestos. Tente fazer reviver as circunstâncias do seu encontro. Se imaginar o seu rosto ou a sua imagem com o facilitador, o nome vem automaticamente. Proceda sempre deste modo para se recordar. Não tente lembrar-se, brutalmente, do que pretende: tente, contínua e calmamente, pense nos pormenores ligados ao assunto, produza associações, contorne o problema sem o atacar de frente e não se esqueça de usar sempre os facilitadores e as alavancas.

Exercício-teste nº 20

Quando estiver deitado, estendido, deixe os seus olhos dirigidos para o teto. Trace, em pensamento, um A grande no teto, um A de 50 centímetros ou de um metro. Quando o “vir” claramente, “apague-o”, e passe à letra B; depois, à letra C. Não ultrapasse quatro ou cinco letras da primeira vez. É necessário, evidentemente, não se deixar distrair e arrastar por outros pensamentos. Mais tarde, fará este mesmo exercício, com o maior número de letras possível, até que possa se distrair, não perdendo, porém, a clareza das imagens das letras que está reproduzindo, mentalmente, no teto.

Exercício-teste nº 21

Novamente, tente pensar em fazer algo durante o dia de amanhã. Para lhe dar uma ajuda, procure associá-lo a várias ações que tem a certeza de que vá realizar amanhã, ou, então, tente associar esta coisa a objetos diferentes que tem a certeza de que verá amanhã (a sua escova de dente, os cadarços dos sapatos, a porta do seu escritório etc.). Assim, provocará, sem dúvida, associações que, espontaneamente, o farão pensar amanhã no que necessitava recordar-se. Estes elementos são os facilitadores e é necessário que você alavanque a imagem. Se repetir esse exercício diariamente, chegará um momento em que não terá que realizar esse esforço, pois o seu cérebro terá se condicionado.

Exercício-teste nº 22

Eis um exercício destinado ao desenvolvimento das suas faculdades de síntese e de recordação. Para localizar os dados que procurará, tente fazer associações, evocar as ideias anexas que possam relacionar-se com as ideias que pretende trazer à superfície. Pegue uma folha de papel e escreva o título de um assunto do qual já tenha conhecimento. Por exemplo, o Canadá, Napoleão, o câncer, a fotografia, as plantas verdes etc. Depois, tente agrupar, anotando na folha, todos os conhecimentos que você tem sobre o assunto. Ligue também todas as lembranças que possua a tal respeito.

Exercício-teste nº 23

Leia, durante dois minutos, a lista das palavras a seguir indicadas com o objetivo de fixar o maior número possível:

chapéu

escritório

chave de parafusos

telefone

casa

arroz

cacto

lápis

gato

bolo

casaco

livro

envelope

renda

farol

dinheiro

botão

anzol

enguia

meia

Tente agora dizer esta lista de palavras ordenadamente. Não o conseguirá, sem dúvida. Tente, então, recordar-se do maior número de palavras desta lista. Verificará que lhe faltam muitas. Por quê? Porque você empregou simplesmente um método deficiente, mau. Classificando em grupos, talvez melhore bastante. Mas estudaremos agora como fixar as palavras pelo método das associações de imagens. Este método é muito interessante, é uma excelente aplicação do que acabamos de dizer acerca das associações.

O método da associação de imagens

Se desejar reter uma lista, a do exercício-teste nº 23, por exemplo, na ordem e sem esforço, pode proceder da forma seguinte: crie uma série de associações, em cadeia, partindo da primeira e terminando na última. Estas associações serão, necessariamente, extravagantes, divertidas. A única regra que conta é a visualização correta e clara das associações efetuadas. Forme imagens claras na sua mente, porque são elas que vão ajudar a fixar as palavras. Por exemplo, podemos usar entre dezenas de possíveis associações, a cadeia de associações descrita a seguir:

Imagine um chapéu de coco, no qual está colocado um telefone. O receptor deste aparelho está cheio de espinhos, porque é um cacto. Este receptor-cacto é difícil de se usar pelo senhor que está telefonando, não considerando o fato de ele ter a boca cheia de bolo; mas, surpresa: neste bolo há um pequeno envelope que se abre e de onde sai muito dinheiro. Uma das notas cai no chão e transforma-se numa enguia que se salva refugiando-se no escritório. Este escritório tem um estilo particular, porque tem forma de uma casa, cuja chaminé é formada por um lápis enorme, que parece com um foguete. Ele dispara, voa e vai contra o casaco de um homem, casaco este curioso porque é todo feito de renda e pendurado no botão do centro está uma enorme meia, na qual está amarrada, por sua vez, uma chave de parafusos. Esta chave de parafusos é também uma chave-

foguete que voa e vai de encontro a uma tigela de arroz que um gato está comendo. Este gato “coloca” um livro na cabeça, foge e refugia-se no farol de um automóvel. Este farol projeta a sua potente luz sobre um anzol gigante.

Não se esqueça de usar as alavancas.

Podem acontecer falhas, por experiência própria, quanto a um furo na revisão. Geralmente, não esquecemos este ponto novamente, porque tomamos os devidos cuidados na próxima associação.

Nono dia O processo normal de memorização (continuação)

No método das associações, podemos encontrar imensas aplicações no campo das ciências naturais, da física, da geografia. Tomemos, por exemplo, as principais indústrias da Bélgica. Comece por fazer um quadro sinóptico, ou simplesmente uma lista das palavras a reter. Seguidamente, irá associá-las em cadeia pelo método anteriormente preconizado. Faça a experiência conosco:

Indústria da Bélgica: siderúrgicas e indústrias do zinco, indústria do chumbo, cerâmica, vidreira, indústria do cristal, têxtil, construções mecânicas, indústria química, indústria alimentar, cal e cimentos, couros e peles. Para facilitar este agrupamento, procederá por símbolos:

a siderúrgica será simbolizada por uma viga de aço;

a palavra vitral representará a indústria vidreira; uma bala de revólver, a indústria o chumbo; um barracão, a indústria do zinco; um balão de destilação representará a indústria química; uma porção de salsichas, a indústria alimentar;

o têxtil será simbolizado por uma bobina de fio, o cal e o cimento, por um muro;

o couro, por um sapato; as peles, por uma pele (para adorno feminino);

o cristal, por uma taça; e

a indústria de construções mecânicas, por um motor.

Daqui se extrai a seguinte lista: viga de aço, vitral, bala de revólver, barracão, balão de destilação, salsichas, bobinas, muro, sapato, pele, taça de cristal e motor. Deixo, a seu cuidado, a construção da cadeia de associações (uma viga de aço voando sobre um vitral, quebrando o vidro e enchendo o barracão de estilhaços etc.). Para evitar a confusão entre países diferentes, não atribuirá o mesmo símbolo à mesma indústria: a indústria do couro será simbolizada, segundo os países, por uma luva, um cinto, uma mala de senhora etc. Além disso, relacionará o primeiro nome da cadeia ao nome do país. Por exemplo, você poderá visualizar um conjunto de vigas de aço que firme a palavra Bélgica; veja, seguidamente, estas vigas deslocar-se e quebrar alguns vitrais etc. Não tenha receio de construir associações audaciosas ou, até, idiotas, pois o importante é “ver” bem as imagens elaboradas. Misture imagens em movimento (como o lápis, a chave de parafusos, o livro do nosso primeiro exemplo) com imagens fixas, já que isso facilita a memorização das palavras. Não se preocupe se demorar um pouco para fazer as imagens agora, com a prática, usando o método das “associações de imagens”, chegará a construir as cadeias em dois ou três minutos, em muitíssimo menos tempo do que através do estudo mecânico clássico ou tradicional.

Exercício-teste nº 24

Construa uma cadeia de associações de imagens com a lista das principais indústrias belgas, servindo-se das palavras-chave indicadas no texto. Mas faça, neste exercício, apenas com as duplas. Depois, cubra com as mãos a primeira coluna e verifique se, automaticamente, você se recorda da segunda coluna. Depois cubra a segunda coluna e repita. Por fim, faça uma associação com todas. Contudo, fazendo uma com as outras, fica mais fácil.

Siderúrgicas

Indústrias do zinco

indústria do chumbo

cerâmica

vidreira

indústria do cristal

têxtil

construções mecânicas

indústria química

indústria alimentar

cimentos

couros e peles

indústria alimentar cimentos couros e peles repetição Tabela 9.1. A repetição é um princípio

repetição

Tabela 9.1.

A repetição é um princípio conhecido do funcionamento da memória, já que é um método que as

crianças empregam quando começam a aprender qualquer coisa.

A repetição é um potente fator de memorização. Pondo em jogo os reflexos mecânicos do seu

cérebro, ela pode permitir a lembrança de coisas que não apresentam qualquer atrativo ou interesse e às quais não elaborou associação alguma. Desta forma, até pode, à custa de repetição,

reter um poema numa língua que lhe é totalmente desconhecida, por exemplo. Esta memória, puramente mecânica, é bem melhor nas crianças que nos adultos, pois, com o envelhecimento, ela diminui. Em compensação, a capacidade de fazer associações aumenta com o decorrer dos anos. Então, o que se perde por um lado é largamente compensado pelo outro.

A repetição desempenha um papel importante na fixação das lembranças – e isso em qualquer

idade. Repita o que acaba de aprender e faça-o com intervalos. Não deseje “armazenar” tudo de uma vez; pelo contrário, volte à “carga” várias vezes. Quando estudar qualquer coisa, reveja, sempre que possível, o que aprendeu. Para fixar um

nome, uma morada, repita-os mentalmente, várias vezes ao mesmo tempo, procure elaborar associações. S. Tomás de Aquino dá-nos o seguinte conselho, na sua Summa Theologica:

É necessário meditar frequentemente no que queremos fixar.”

Já Aristóteles anota que:

O tempo, sobretudo, é destrutivo.”

As nossas lembranças são corroídas, pouco a pouco, pelo tempo, se nada fizermos para impedir isso. O remédio é simples: a revisão.

para impedir isso. O remédio é simples: a revisão. evise o que aprendeu e a lembrança

evise o que aprendeu e a lembrança adquirirá novo vigor

Cuidado, pois ler duas vezes o mesmo texto não é tão bom quanto ler dois textos de autores diferentes sobre o mesmo assunto. Revisar uma coisa lendo nunca será tão eficiente quanto revisar mentalmente sem o auxílio de anotações. Agora, para que a revisão não seja demasiadamente morosa, é necessário prepará-la. Cadernos pessoais, contendo os versos que deseja reter, as datas, os números, as frases mnemônicas, os quadros sinópticos de matérias estudadas, das várias disciplinas etc. são elementos que o ajudarão a refrescar, em pouco tempo, as lembranças que iam apagar-se. Do mesmo modo, destacando as passagens essenciais de uma obra com grifos ou anotações no livro ou num caderno específico (eu prefiro o caderno, para não rabiscar o livro), ficará mais fácil pois poderá rever em uma hora, em vez de ter que reler integralmente. Várias das técnicas que iremos lhe apresentar neste curso terão o objetivo de ajudá-lo nas suas revisões. Mais à frente, poderá fazer revisões mentais, que lhe permitirão fixar muito melhor as informações retidas. Você já pode fazer isso usando a técnica antes apresentada como “Associação de Imagens”, bastando selecionar palavras que o ajudem a lembrar do conteúdo estudado, conhecido como palavras-chave. Faça isso durante o estudo, memorize as palavras- chave usando a técnica de “Associação de Imagens” e depois com intervalos cada vez maiores faça a revisão mental das palavras. Verá que, a cada revisão, a fixação é muito melhor. Mais adiante, você aprenderá técnicas que facilitarão o estudo quando o conteúdo a ser estudado for grande, como para um concurso, por exemplo.

Exercício-teste nº 25

Fixe, pelo método das associações de imagens, a lista das 20 palavras a seguir:

carro

remo

sino

camisa

chocolate

cordel

leiteira

montanha

calçada

avião

árvore

jornal

carvão

cofre

garfo

óculos

rei

lâmpada

leão

balança

Décimo dia A Lei de Jost

O psicólogo Jost estudou a rapidez da memorização de um texto em função do número de

leituras feitas. Mostrou que, por exemplo, se um livro for lido seis vezes, ininterruptamente, fixa-se muito menos do que se as seis leituras forem feitas com dez minutos de intervalo.

Outros psicólogos, como Pierón, procuraram o intervalo ideal, aquele que daria os melhores resultados. Suas experiências provam que, conforme o que se tem que fixar, o intervalo entre as leituras deverá variar de dez minutos a 16 horas. Abaixo de dez minutos, a releitura é supérflua e, acima de 16 horas, uma parte já foi esquecida.

É preciso não tomar isso “ao pé letra”, porque esta regra prova simplesmente que é interessante

quando se deseja memorizar com maior rapidez possível: por exemplo, retomar à noite o estudo feito pela manhã.

Durante o seu estudo, separe um tempo para as revisões. Eu sempre procuro fazer isso e revisar da seguinte forma: revejo o que estudei de uma a 16 horas, depois no dia seguinte, então na semana seguinte, depois no mês seguinte e depois de seis meses torno a revisar. Aumento o espaço, porque a cada revisão a matéria é mais bem fixada, ficando retida por mais tempo.

O tempo de revisão nunca é um tempo perdido, porém, a falta de revisão sim, porque

proporciona o esquecimento. Isto é um fato: se deseja aprender alguma coisa é importante revisar; para a revisão não ser demorada, faça-a com organização. Já vi alguns cursos preparatórios para o vestibular que apenas mostravam a matéria uma vez por semestre, e pude concluir que a maior parte dos alunos passava após dois anos de preparação, ou seja, após rever quatro vezes. Claro que tem alunos que passam antes, mas com certeza eram os que já tinham uma bagagem maior nos estudos, para os quais o curso serviu apenas como revisão. Outros cursos preparatórios que acompanhei faziam com que o aluno revisasse a matéria até seis vezes em um ano. Esses tinham um ótimo nível de aprovação no final de cada ano. Concluindo, organize suas revisões de forma a não esquecer o conteúdo estudado. Se está aprendendo, ao mesmo tempo, inglês, contabilidade, álgebra, direito e geografia, fracione o seu tempo de estudo em sessões bastante curtas: meia hora, por exemplo, para cada matéria, de forma a alternar a revisão e o estudo com suficiente rapidez, após o primeiro estudo. Procure também ter intervalos durante os estudos, por exemplo, pare por dez minutos após uma hora de estudo. Vamos falar mais sobre isso ainda no curso.

Em resumo, no plano prático, a Lei de Jost exprime-se da seguinte forma: é necessário fazer uma revisão de modo que a leitura precedente tenha ainda um traço claro, mas, por outro lado, tardia de modo que a revisão não represente um esforço supérfluo.

Agora que você já aprendeu os três fatores de memorização (Impressão, Associação e Repetição), vejamos algumas aplicações práticas, a primeira delas será como memorizar nomes e feições. Consegue imaginar o quão bom seria lembrar dos nomes de todas as pessoas que você conhece? Como você se sente quando uma pessoa, que lhe conheceu há muito tempo e pouco conversaram, encontra com você e lembra do seu nome? E aqueles professores que na primeira ou segunda aula

á sabem os nomes de todos os alunos da sala, sejam 10, 30, ou mais alunos? Geralmente ficamosnome? E aqueles professores que na primeira ou segunda aula admirados com isso, não? Você lembraria

admirados com isso, não? Você lembraria do nome dessa pessoa também? A partir de hoje vai lembrar, sim. Vamos começar a colocar em prática o conteúdo que aprendemos até agora. Em geral, não nos esquecemos das feições dos indivíduos: é o nome que não conseguimos relacionar com o rosto. Isto acontece porque:

O nome é um elemento abstrato e artificial; Em relação ao rosto, basta “reconhecer”, já o nome é preciso “recordar”; A imagem fica mais tempo exposta aos seus sentidos do que o som do nome da pessoa.conseguimos relacionar com o rosto. Isto acontece porque: ecordar é mais difícil do que reconhecer, não

ecordar é mais difícil do que reconhecer, não concorda?exposta aos seus sentidos do que o som do nome da pessoa. De qualquer modo, o

De qualquer modo, o método a seguir permitirá que você recorde tanto do nome como do rosto simultaneamente. Sempre que conhecer uma pessoa, preste atenção nas seguintes regrinhas:

Atente bem à pessoa: não se distraia quando alguém lhe é apresentado; Escute bem o nome: e tente vê-lo mentalmente; Observe bem o rosto: e repita o nome mentalmente ou, se isso lhe for possível, verbalmente: Tenho muito prazer em conhecê-lo, Sr. Carlos. Observe os detalhes: rosto, mãos, vestuário etc. Faça associações com pormenores e repita o nome: essas associações podem ser artificiais, divertidas e até ridículas. Interesse-se por essa pessoa: tente aprender o maior número possível de coisas a seu respeito. Terá assim oportunidade de voltar a fazer associações. Use um facilitador e associe este facilitador com a pessoa: assim, quando a reconhecer, o nome será lembrado. Por exemplo: Carlos/Carros, este homem deve ser visualizado com um carro. Use também as alavancas mentais (transformar, redimensionar, movimentar e multiplicar).

Assim que tiver um pouco de treino, os itens que acabei de ensinar poderão ser executados rapidamente, e para várias pessoas que lhe forem apresentadas sucessivamente. Não serão necessários mais do que quatro ou cinco segundos para fazer as associações. Suponha que você se encontre em uma recepção ou participe de um congresso e deseja memorizar o nome de 10, 20, 30 ou mais pessoas. Essa técnica é baseada no método de associação de imagens e dele já demos exemplos. O processo consiste em fazer imediatamente uma associação entre a pessoa que está diante de você e uma palavra que tenha uma assonância parecida com o respectivo nome. Como já explicamos, você encontrará para cada nome um facilitador. Veja a lista de nomes a seguir, tomados por acaso,

e proceda desta forma:

Clemente;

Gastão;

Gaspar;

Mario;

Pedro;

Moreira.

Clemente: nome com o qual pode associar-se “cimento” ou “que mente”; Gastão: nome com o qual pode associar-se “glutão” ou “gastador”; Gaspar: nome com o qual pode associar-se “gastar” ou “raspar”; Mario: nome com o qual pode associar-se “marinho” ou “mar”; Pedro: nome com o qual pode associar-se “pedra” ou “preto”; Moreira: nome com o qual pode associar-se “amoreira” ou “amora”.

Bem entendido, o importante é representar bem, para si, as coisas que imagina. Utilize as alavancas mentais (transformar, redimensionar, movimentar e multiplicar).

Veja o Sr. Clemente, que está à sua frente, transformando-se subitamente em uma estátua de cimento. Veja o Sr. Moreira comendo amoras, muitas amoras. O essencial é andar rapidamente e visualizar de forma clara, na imaginação, as associações que foram feitas.

Exercício-teste nº 26

Tente lembrar do nome dos professores que teve desde os 15 anos de idade. Verá que, em geral, foram os professores que lhe ensinaram as suas matérias preferidas que você conseguirá recordar. Isto prova que a afetividade desempenha um papel muito importante quanto à intensidade da lembrança.

Exercício-teste nº 27

Pegue a sua agenda e faça uma lista de 20 amigos e, com o auxílio de um dicionário, encontre um facilitador para cada nome e aplique as alavancas mentais em cada um deles.

Décimo primeiro dia Como fixar os seus compromissos

Hoje você aprenderá a usar sua memória para lembrar de compromissos com hora marcada, como uma agenda. Para tanto, basta criar associações entre cada uma das coisas que planeja fazer, na ordem em que deseja fazê-las. Exemplo: suponha que você deva, ao sair de casa, passar no correio para expedir uma encomenda. Depois, telefonar ao Rafael para marcar uma entrevista. Também precisa lembrar de comprar envelopes. Seguidamente, às 9h30min, o seu cliente, Sr. Felipe, vai atendê-lo. Quando sair deste, você planeja, às 10h30min, se encontrar com outro cliente, o Sr. Monteiro. Às 11h30min, você deverá estar na rodoviária para esperar um colaborador da firma. Para memorizar esses compromissos, você pode fazer como se segue: tente visualizar em seu pensamento, ao sair de casa, você dizendo a sua esposa: “vou ao correio”. Imagine-se depois no balcão das “Encomendas Registradas”. Veja o funcionário do correio lhe devolvendo o troco do seu dinheiro lhe dizendo: “telefone ao Rafael”. Quando tiver finalizado o telefonema, imagine-se estrebuchando encima de montanhas de envelopes. No primeiro envelope, você lê: “Felipe 9h30min”. Em seguida, imagine o Sr. Felipe despedindo-se de você dizendo: “o Monteiro o espera às 10h30min”. Depois, imagine-se, ao sair do encontro com o Sr. Monteiro, vendo um letreiro enorme, cravado na porta com uma flecha que diz: “rodoviária”. Conforme se verifica, é inútil procurar fazer associações complicadas, pois é preciso apenas alguns segundos para estabelecer todas as associações necessárias. Mais uma vez lembro: o importante é ver as imagens criadas na mente. Ao sair de casa, você pensará imediatamente em ir ao correio e a cada compromisso as imagens puramente artificiais voltarão no momento oportuno para lembrar o que você tem que fazer. Cada situação será um facilitador para a sua memória. Mas, lembre-se: o cérebro apenas grava as coisas que você imagina.

O segredo da memória está em saber criar imagens

Se, por acaso, tiver em qualquer momento hesitação em lembrar-se do compromisso, basta retomar a cadeia de associações desde o começo, fazendo uma revisão, e você descobrirá geralmente o que falta, a menos que não tenha visualizado corretamente algum dos compromissos.

Como fixar o lugar onde você guarda suas coisas

Quando deseja lembrar de algo guardado, é necessário ter isso em mente no momento em que se está guardando o objeto para fazer a associação. Exemplo: você arrumou as fotografias das férias em uma gaveta da escrivaninha da mesa no escritório. Elas estão ao lado do seu passaporte e de uma fita métrica portátil.

Visualize então a imagem de um passaporte em que haja uma fotografia em cada página. Imagine em seguida toda uma série de fotografias arrumadas em fila, e você ao lado com a sua fita métrica medindo o respectivo comprimento total. Também aqui as associações não têm qualquer significado, apenas a função de associar, no seu cérebro, as fotografias, o passaporte e a fita métrica de forma que no futuro você possa lembrar facilmente onde estão estes objetos.

Como fixar uma lista de compras a fazer

Se você precisa memorizar uma lista de compras, não hesite em recorrer à técnica de associação de imagens. Você pode usar a técnica mesmo que tenha que memorizar várias listas referentes a vários locais onde deseja fazer as compras. Deste momento em diante, abandone as listas de compras e de compromissos e procure utilizar sua memória juntamente às técnicas aqui apresentadas. Lembre-se de que quanto mais você usa e confia em sua memória, melhor ela fica e mais fácil você faz associações e aprende tudo o que deseja.

Exercício-teste nº 28

Eis uma lista de compras:

Caderno

Tinta

Laranjas

Queijo

Torradas

Manteiga

Refrigerante

Algodão hidrófilo

Xarope para tosse

Pasta de dentes

Tabela 11.1.

Forme, tão rapidamente quanto possível, as associações de imagens. Primeiro em duplas: cubra com a mão a primeira coluna e tente, ao olhar a palavra da lista visível, lembrar automaticamente a outra. Inverta a coluna que você cobriu. Depois de fazer em duplas, faça agora uma associação com todas. Dentro de uma hora, tente reconstituir a lista.

Como fixar uma música ou um trecho musical

A memória auditiva encontra-se, em geral, muito desenvolvida em músicos. Sabe-se que Mozart reconstituiu, de memória, o Misere da Capela Sixtina, depois de, somente, duas audições. Por vezes, o dom musical desenvolve-se ao mesmo tempo em que uma boa memória musical.

Mas nem sempre isso acontece. Cita-se, por exemplo, o caso de Paderewski, o célebre pianista polaco que, quando criança, não era capaz de reter uma obra musical melhor que qualquer outro. Embora Paderewski já fosse um músico, ele não tinha memória musical superior à normal. Isto porque ele não tinha treinado corretamente. Um professor soube ajudá-lo neste sentido, desde então sua memória musical se desenvolveu prodigiosamente, e muito rápido ele pôde aprender sinfonias inteiras, com apenas 15 anos. Este e outros exemplos mostram-nos que a memória desenvolve-se através de treino e compreensão. Analise um trecho musical. Decomponha-o em partes diferentes e compreenda o sentido profundo e o encadeamento. Então, será fácil fixá-lo. De um modo geral, para fixar qualquer obra musical, siga os seguintes conselhos:

1. Ouça o trecho todo uma vez, atentamente, para adquirir uma impressão geral.

2. Ouça novamente. Agora, procure analisar as diferentes partes, os diferentes movimentos. Preste atenção às semelhanças e diferenças que possam existir entre as várias partes. Se necessário, ouça de novo as partes semelhantes uma após a outra.

3. Escute novamente o começo e o fim.

4. Tente reconstituir, cantarolando, o começo e o fim.

5. Ouça, outra vez, para fixar trechos.

6. Anote as “falhas” que porventura existam.

7. Escute novamente o conjunto e tente reconstituí-lo inteiramente.

Embora este método seja muito mais simples na prática que no papel, sem maiores esforços você obterá resultados satisfatórios em apenas uma única sessão. Pelo menos no princípio, você poderá, por exemplo:

Executar o 1º e 2º passos no primeiro dia; Os 3º e 4º passos no segundo dia; No terceiro dia, os 5º e 6º passos; No quarto dia, o 7º passo.

Cada sessão deve durar 20 minutos. Com a experiência, você vai verificar que os primeiros trechos são bem mais difíceis de serem fixados. Com o tempo, fará progressos consideráveis, confirmando mais uma vez que, quanto mais exercitar o cérebro, mais conexões cerebrais serão criadas e mais habilidades desenvolvidas. Muito esforço agora realizado conscientemente passará a ser feito de forma automática, sem esforço.

Exercício-teste nº 29

Pratique o exercício de memória auditiva descrita no texto. Ouça um trecho musical ou uma música. Tente reconstituir o início, cantarolando-o. Depois, tente reconstituir a parte final. Torne ouvir a música a fim de fixar outros trechos intermediários. Em seguida, ouça-o novamente a fim de preencher quaisquer “falhas” que porventura tenha notado. Deverá chegar a conhecer todo o trecho ou música de cor. Se não conseguir numa única sessão, que deve durar no máximo 20 minutos, retome no dia seguinte.

Décimo segundo dia Como fixar o que lê

Para fixar o que lê, primeiramente você tem que estar disposto a ler. Isso parece óbvio, mas é um problema comum, se você não quer ler, se não está disposto a fazê- lo, ficará distraído e não conseguirá se concentrar, ou seja, este é o primeiro ponto a se observar. Se aplicar o que o ensinamos, poderá antes da leitura calcular o tempo para planejar melhor a leitura. Para isso, basta ler uma página que seja modelo e multiplicar o total pelo número de páginas do seu texto. Saberá o tempo que precisa reservar para a leitura planejada, o que pode ser um fator determinante no resultado. Em seguida, tenha, por exemplo, um lápis ao seu alcance e marque os parágrafos ou passagens mais importantes, as ideias-chave, as noções que deseja memorizar com precisão. Assim que terminar a sua leitura, releia todos os parágrafos ou trechos marcados lateralmente ou sublinhados, feche o livro e tente reconstituí-los. Se o conteúdo for longo, reveja todos os dias a parte marcada na véspera e, para consolidar, faça uma revisão semanal. Se for necessário fixar um certo número de ideias de maneira precisa e ordenada, poderá utilizar as tabelas de chamada ou método das localidades, técnicas as quais logo aprenderá. Deste modo, você terá um conhecimento particular da obra lida, da qual terá também uma boa visão de conjunto.

Como fixar o que deve estudar

Quando se tratar de estudar, sistematicamente, qualquer matéria, proceda da seguinte forma:

Assegure-se de que compreende bem tudo o que lê: não passe a outro parágrafo antes de ter compreendido claramente o sentido do precedente. Tenha a intenção de fixar o que estuda: é sempre o mesmo princípio. Primeiramente, é necessário querer, realmente, para poder. Interesse-se pelo que deve estudar: não se contente em ler. Reflita nos resultados que poderão advir desse estudo. Pense nas aplicações ou no proveito prático que dele poderá extrair posteriormente.

Não estude muito de uma vez: é inútil fazer um enorme esforço para aprender muito de uma só vez. Estudando uma é inútil fazer um enorme esforço para aprender muito de uma só vez. Estudando uma quantidade confortável de matéria de cada vez, aprenderá sem esforço. Por exemplo, no caso de ter de aprender 120 versos, faça quatro sessões de estudo de 30 versos, de 20 minutos cada, por exemplo, e não uma única sessão de duas horas para aprender tudo de uma só vez.

Não decomponha demais o que aprender: não se trata de noção oposta à transmitida no item anterior. Apenas quero deixar claro não se trata de noção oposta à transmitida no item anterior. Apenas quero deixar claro que você deve se preocupar também em não perder a noção de conjunto. Se tiver 30 versos a aprender, torna-se necessário não fracionar demais,

por exemplo, não estude dois versos de cada vez; divida o estudo em três grupos de 10 versos, por exemplo. Se não fizer isso, perderá a noção de conjunto e terá mais tarde dificuldade em reencontrar o encadeamento entre os versos.

Procure estudar sempre no mesmo horário: estudando, diariamente, no mesmo horário, o seu cérebro se habituará a registrar ou captar nesta estudando, diariamente, no mesmo horário, o seu cérebro se habituará a registrar ou captar nesta hora. Torna-se uma espécie de reflexo condicionado que gera pré-disposição para o estudo. Assim você aprenderá mais rapidamente e com menos esforço. À noite, antes de dormir, é um ótimo momento para o estudo. Do mesmo modo, também, de manhã, ao despertar, é um momento excelente.

Faça revisões com frequência: recapitule várias vezes o que aprendeu. Reveja três, quatro, cinco vezes as mesmas coisas, recorrendo, recapitule várias vezes o que aprendeu. Reveja três, quatro, cinco vezes as mesmas coisas, recorrendo, para isso, às anotações, sublinhadas, ou notas tomadas acerca da matéria assimilada.

É no fim das 24 horas seguintes ao seu estudo que você tem maior probabilidade de esquecimento. Não deixe, pois, passar mais de 24 horas antes de uma revisão. Mas não reveja antes de cinco ou seis horas após a primeira leitura (Lei de Jost).

cinco ou seis horas após a primeira leitura (Lei de Jost). ara aprender melhor um texto

ara aprender melhor um texto difícil

Para fixar melhor o sentido de um texto que lhe parece difícil, tente o método seguinte: leia, atentamente, cada frase e escreva-a à sua maneira, no seu estilo, de um modo mais simples, mesmo que seja mais “diluída”, isto é, mesmo que o respectivo sentido seja menos intenso, ou até ligeiramente diferente. Quando reler seu próprio texto, ficará espantado como o assunto tornou-se familiar e de muito fácil assimilação. Este método pode ser usado pelos pais que queiram, por exemplo, auxiliar os filhos a compreender melhor um poema difícil. Embora os jovens retenham com relativa facilidade coisas que não entendem bem, ao reescrever em palavras simples uma poesia difícil, ele tirará melhor partido da sua capacidade de memorização. Isto é obviamente aplicável também a qualquer trecho em prosa de autores “poucos acessíveis”.

Exercício-teste nº 30

Pegue um livro instrutivo ou um artigo de revista de caráter documentário e leia-o durante 10 a 15 minutos (com lápis na mão), procedendo como foi indicado na lição. Quando a sua leitura terminar, releia as passagens marcadas e sublinhadas. Você verificará que esta leitura lhe deixou uma impressão muito mais durável que numerosas leituras empreendidas anteriormente.

Exercício-teste nº 31

Tente lembrar-se do nome de pelo menos seis dos seus colegas de infância, com quem mantinha relações entre os cinco e dez anos.

Conclusão

Para concluir, gostaria de relembrar que, para fixar o que lê, você deve:

Estar disposto a ler, para melhorar a concentração;entre os cinco e dez anos. Conclusão Para concluir, gostaria de relembrar que, para fixar o

Marcar, com as palavras-chave, frases e trechos importantes, ou seja, tenha sempre em mão um lápis e um caderno, caso não queira ou não possa fazer anotações no próprio livro; Sempre releia os pontos marcados após a leitura, pois o ajudará muito a fixar o conteúdo. Estes também são de grande valia para futuras revisões.Com relação ao estudo, não esqueça de: Compreender tudo o que lê: tenha em mão

Com relação ao estudo, não esqueça de:

Compreender tudo o que lê: tenha em mão um dicionário; não passe à frente se não compreender o conteúdo. Se tenha em mão um dicionário; não passe à frente se não compreender o conteúdo. Se o material em questão for muito difícil de compreensão, procure um outro que introduza ao assunto. Isso é muito comum em livros técnicos, porque alguns são bem difíceis de assimilar. Nesses casos, você pode pegar um livro, por exemplo, que introduza o assunto de forma a ajudá-lo na compreensão do material proposto ao seu estudo.
na compreensão do material proposto ao seu estudo. Tenha a intenção de fixar o que estuda Tenha a intenção de fixar o que estuda antes de começar a fazê-lo: isso parece inútil, mas não o é; antes do estudo, tenha consciência de que precisa fixar o conteúdo, porque isto informará ao cérebro que ele é importante para você.
informará ao cérebro que ele é importante para você. Reflita sobre o material estudado: pense a Reflita sobre o material estudado: pense a respeito dele, como aplicá-lo no seu dia-a-dia ou nas tarefas propostas, pois isso ajuda o cérebro a fazer associações e fixa ainda melhor o conteúdo.
a fazer associações e fixa ainda melhor o conteúdo. Decomponha seu estudo em partes: um tempo Decomponha seu estudo em partes: um tempo muito grande de estudo não ajuda na memorização. Nunca fique mais de uma hora seguida estudando, você pode, por exemplo, a cada 50 minutos de estudo, fazer uma pausa de dez minutos. Fique atento para não perder a visão de conjunto do conteúdo do seu estudo: isso acontece quando você decompõe demais o seu estudo. Fique atento quanto a isso. Procure estudar sempre no mesmo horário: isso ajuda muito nos estudos. É como programar seu cérebro a estar pronto para o estudo sempre naquele horário. Quando você começa o estudo, o seu rendimento começa baixo, vai erguendo até atingir o nível ideal, e depois de um tempo vai diminuindo. Quando você estuda sempre no mesmo horário, o tempo inicial é bem mais curto, ou seja, você fica mais tempo na linha ideal de rendimento.

Revisões: nunca esqueça delas. Se você não revisar, não vai memorizar. Para as revisões, procure utilizar nunca esqueça delas. Se você não revisar, não vai memorizar. Para as revisões, procure utilizar palavras-chave e anotações para que as mesmas sejam mais produtivas. Quando for estudar um texto difícil, procure escrever as frases, após ler, com suas palavras. Isso pode não parecer útil, mas faça o teste e notará como a compreensão é melhorada.

Décimo terceiro dia A concentração – parte 1

Já aprendemos um pouco, nos tutoriais anteriores, sobre a concentração e fizemos vários exercícios de concentração voluntária. Vamos agora aprender a nos concentrar para o estudo, reflexão ou redação.

Todo treino de memória deve começar por um treino de concentração

Quanto mais fácil for a sua concentração, mais rápida e profunda será a memorização. Muitas pessoas se queixam (talvez você seja uma delas) da sua capacidade de concentração. Mas você verá que, seguindo os métodos que lhe ensinarei, a sua capacidade de concentração se multiplicará. Antes de tudo, observe que você é capaz de se concentrar por um período de tempo limitado sobre tudo o que lhe agrada: pode se concentrar na capa de uma revista na banca de jornal, na manchete de um jornal, em uma propaganda ou um programa de televisão, uma pessoa que está passando na rua etc. Isso prova que seu poder de concentração está submetido ou depende da sua vontade. Agora, note que você pode se concentrar facilmente sobre tudo o que lhe interessa. Quando você lê um artigo acerca de algo que lhe interessa ou apaixona, seja sobre o time que você torce, seu filme preferido, aquela receita que você sempre quis aprender ou sobre a vida de um ator de novela, você não tem dificuldade de concentração. Faremos então uma lista sobre o que é difícil e fácil para você se concentrar:

Concentração Fácil

Concentração Difícil

Tabela 13.1.

Escreva em um papel ou imprima a tabela anterior e faça uma lista dos assuntos que você sente necessidade de se concentrar. Anote aqueles nos quais você consegue se concentrar facilmente à esquerda e os de difícil concentração à direita. Existem nove hipóteses em dez de que na coluna da esquerda estejam listadas as coisas que mais lhe interessam e na da direita aquelas que você tem menos interesse ou que conhece superficialmente. Este pequeno e simples teste ajuda-o a compreender a necessidade de se interessar pelos métodos através dos quais poderá aumentar o seu poder de concentração. Responda agora esta pergunta: Qual é o sentido profundo de “Concentração” ? A concentração é a faculdade que torna possível fixar a atenção em um assunto ou ocupação, inibindo que esta atenção seja desviada para outros assuntos. Em outras palavras, a concentração permite que, entre todas as imagens e pensamentos que possam evoluir do nosso cérebro, façamos uma escolha a favor do que decidimos dar nossa atenção, repelindo os outros.

A dificuldade não está em escolher o assunto no qual pretende se concentrar, mas sim em eliminar o aparecimento de pensamentos que desviem nossa atenção.

Assim, a concentração é uma ação de defesa contra pensamentos “intrusos”. Então, para se concentrar melhor, você precisa se armar contra os pensamentos “invasores” do seu cérebro. Vamos então aprender a primeira etapa para nos concentrarmos. Antes de tudo, saiba que não se pode obter concentração sobre quaisquer condições. Ou seja, se você precisa se concentrar para o estudo, é necessário, para começar, se isolar do mundo exterior, escolhendo um ambiente favorável. Este ambiente precisa ser calmo, com boa iluminação, temperatura normal e silêncio. Escolha um assento confortável, em que se sente direito, e uma mesa com a altura adequada. Nada pior para a perda da concentração que telefone tocando, dores nas costas e no pescoço devido a má postura e acima dos olhos pela iluminação inadequada. Este ambiente de trabalho é importante por duas razões:

Fixe bem este ponto: ao se tratar de concentração para o estudo, escolha o ambiente propício para a concentração e habitue-se a ele.

Em geral, não se pode concentrar e estudar sem que estas condições de calma e conforto sejam respeitadas; Com esse ambiente favorável, você criará em si um reflexo condicionado de concentração.

Já falamos sobre o reflexo condicionado em outros tutoriais: se você estudar sempre nos mesmos horários e condições, seu corpo se acostumará a entrar no estado necessário ao estudo com essas condições. Isso também serve para a concentração, já que sabemos que ela é imprescindível para os estudos. Existem algumas pessoas que têm maior facilidade para concentração e estudo em circunstâncias e locais adversos. Mesmo que você seja uma dessas pessoas, procure seguir o

princípio que aprendemos nesta lição e verá que multiplicará sua capacidade de aprendizado. Agora, mesmo que você não tenha um local tão propício à concentração, pode treinar seu corpo com um pouco mais de dificuldade, porque você deve levar em conta as circunstâncias que tem à sua disposição. Mesmo assim, procure utilizar sempre os mesmos horários, local e condições. Falo isso porque às vezes temos dificuldades em encontrar um local com o silêncio que julgamos

necessário à nossa concentração, mas isso não é o fim do mundo: com um pouco de treino você conseguirá se desligar dos “barulhos” externos. Para isso, ainda assim é importante horário, local

e condições, sendo que, quando falo em condições, digo em relação à mesa, às cadeiras, aos

blocos de anotações, ou seja, às coisas habituais que são sempre necessárias quando se dedica ao estudo.

Conclusão

Hoje salientamos novamente a importância da concentração para os estudos e relembramos que

o reflexo condicionado pode ser usado para ajudar nossa concentração. Aprendemos que temos maior facilidade de concentração em assuntos do nosso interesse, ou seja, é importante que nos interessemos pelo que queremos estudar. Também aprendemos hoje o primeiro princípio sobre a concentração que é relacionada ao ambiente: um local apropriado facilita a concentração.

Exercício-teste nº 32

Feche os olhos e represente para si mesmo o algarismo 1. Quando ele estiver claramente no seu pensamento, passe para o algarismo 2 e apague perfeitamente do seu pensamento a imagem do algarismo 1. Continue assim até o algarismo 10.

Décimo quarto dia A concentração – parte 2

Vamos relembrar o primeiro princípio que aprendemos a respeito da concentração para os estudos:

Não se pode obter concentração sob quaisquer condições, ou seja, você precisa de um ambiente adequado aos estudos para facilitar sua concentração, a hora em que você estuda também pode ser utilizada para incentivar a concentração por meio do reflexo condicionado. Agora, o nosso segundo princípio para a concentração é:

Agora, o nosso segundo princípio para a concentração é: limine as causas materiais de distração e

limine as causas materiais de distração e interrupção

Afaste do seu ambiente de estudo tudo o que pode lhe distrair. Como já falamos, quando você estiver estudando, deve ficar longe do telefone, do livro de romance que está lendo etc. Não se coloque em frente a uma janela, pois, além da luz no rosto, você poderá se distrair com assuntos diversos. Procure evitar ao máximo o vaivém das pessoas que o cercam, já que são os pequenos pormenores que têm grande importância quando queremos melhorar nossa concentração. E, é claro, fique longe da televisão e rádio e, por fim, elimine fatores materiais pessoais, como a fome, a sede etc. Se você ficar parando para beber água ou comer biscoito, interromperá seu ritmo de trabalho. Beba um grande copo de água, coma um biscoito (de germe de trigo) ou um pedaço de chocolate antes de começar a estudar, ou então tenha um copo de água e biscoitos ao seu alcance (mas não sob os seus olhos). Tudo isso pode parecer óbvio, mas se você for interrompido uma vez pelas informações da rádio, duas por uma pessoa que entra, mais uma porque precisa ir beber água e mais três por assuntos adversos existentes na rua, sob essas circunstâncias não diga que não sabe ou não consegue se concentrar. Diga, sim, que não se coloca nas condições em que a concentração é possível. De hoje em diante, coloque esses dois princípios em prática em todas as circunstâncias que deseja se concentrar corretamente, já que estes princípios não valem somente para o estudo. Vamos agora fazer um exercício para favorecer a sua concentração auditiva, ajudando a desenvolver a sua memória musical.

Exercício-teste nº 33

Ouça uma música, escutando atentamente, e faça uma lista do maior número possível de instrumentos que conseguir identificar que participaram da composição. Antes de continuar, responda mentalmente a seguinte pergunta: você está em forma para realizar um trabalho intelectual seguido? Em outros dias, comentamos a respeito da irrigação do sangue e seu papel na oxigenação do

cérebro. Falamos também sobre os elementos químicos necessários à atividade cerebral e à astenia. Se você não respeita (voluntariamente ou não) as regras de higiene que ensinamos ou se encontra em um estado de fadiga excessiva, não procure concentrar-se para o estudo. Se insistir, vai apenas se fatigar mais. Portanto, quando estiver fatigado, você não deve avançar no seu estudo. Se não se sentir em razoável forma física, não procure a concentração, porque ela vai fugir de você. Repouse, levante-se no outro dia uma hora mais cedo e, antes de se deitar, vá respirar um pouco de ar fresco, passeando por cerca de meia hora se puder. Pode ser, e geralmente acontece, que, apesar de uma boa higiene cerebral, você não se sinta em completa e boa forma física e mental um dia ou outro. Nestas ocasiões, é necessário simplesmente fazer uma pequena cura de “refrescamento” antes de iniciar o trabalho. Faça assim: dez minutos de marcha, depois tome uma ducha (ou um banho morno de imersão). Se, por acaso, não tiver possibilidade de tomar uma ducha, refresque totalmente o rosto. Em seguida, beba um copo de água fresca, ou leite, ou chá frio (se o suportar facilmente) e, então, verificará que está novamente em condições para o estudo e se concentrará facilmente. Para finalizar, não se esqueça do terceiro princípio:

Concentre-se apenas quando sua forma física o permitir

Abordaremos agora as condições interiores de uma boa concentração: as condições psicológicas, fatores emocionais, sentimentais e subjetivos que interferem para comandar ou não a concentração. A não concentração pode ser encarada como um reflexo de defesa contra os assuntos que não nos agradam suficientemente. Isto é, o seu subconsciente repele o estudo ou a leitura que lhe desagrada. Com isso, chegamos à seguinte conclusão: é necessário que o assunto sobre o qual se queira concentrar lhe agrade. Mas, como sabemos, muitas vezes precisamos estudar algo que muitas vezes não nos agrada. Quando isso acontece, você precisa tomar consciência da importância daquele estudo para você. Examine cuidadosamente as razões que o impedem de estudar, o diploma que pretende obter, a situação que deseja alcançar, a admiração dos seus superiores, resumindo, reveja o que constitui o seu objetivo, o seu alvo. Penetre bem nesta imagem e neste objetivo antes de iniciar o estudo. Para facilitar esse esforço e melhorar a fixação do seu objetivo melhorando a concentração, você pode fazer da seguinte forma: pegue duas folhas de papel e, sobre uma, você escreverá o que lhe acontece se conseguir estudar com qualidade, alcançando assim seu objetivo; já na outra, você escreve o que acontece se não se concentrou. Você pode até desenhar alcançando seu objetivo e o contrário. Coloque as duas folhas de papel diante dos olhos e observe-as bem. Assim, ele vai ser fixado em sua mente, tanto pela motivação da conquista como pela dor do fracasso. Portanto, o quarto princípio da concentração é: penetre bem na finalidade que atingirá graças à sua concentração.

Conclusão

Para se obter uma boa concentração, você deve aplicar os quatro princípios que estudamos:

você deve aplicar os quatro princípios que estudamos: Escolher um ambiente propício; Eliminar as causas materiais

Escolher um ambiente propício; Eliminar as causas materiais de distração;

Estar seguro da sua boa forma física; Penetrar bem no seu objetivo ou finalidade. Exercício-teste

Estar seguro da sua boa forma física; Penetrar bem no seu objetivo ou finalidade.

Exercício-teste nº 34

Pegue um objeto qualquer e examine-o, preocupando-se com seu fabricante e com as suas origens, mesmo remotas. Exemplo: uma faca. É feita de madeira e de aço. A madeira foi talhada, perfurada etc.; e a lâmina é em aço, que provém do ferro e do carvão etc. Veja até onde pode se aprofundar em relação a todas as partes constitutivas do objeto em questão. A dificuldade consiste precisamente em não se deixar distrair.

Exercício-teste nº 35

Este é um exercício interessante que pode ser realizado em momentos que não tenha nada a fazer e prova que sua memória pode melhorar consideravelmente. É um excelente exercício para o desenvolvimento imediato da memória. Pegue um baralho e tire uma carta. Identifique-a e coloque de volta no baralho. Pegue outra carta, identifique a primeira que tirou e depois esta nova carta. Coloque-a de volta. Pegue uma terceira carta. Identifique as duas primeiras e depois esta terceira. Coloque-a novamente no baralho. Faça isso sucessivamente. Anote o seu “score” na primeira vez que executou o exercício. Vai ver que, graças ao seu treino, sua memória melhorará muito brevemente. Posteriormente, você pode fazer o mesmo exercício, tirando duas ou três cartas por vez. Qual o número de cartas que acumula sem começar a esquecer?

Décimo quinto dia A concentração – parte 3

Aprenderemos um exercício novo para a concentração. Aposto que, muitas vezes, você quer se concentrar em uma determinada leitura e, apesar dos esforços, frase após frase, a sua atenção se desvia e você verifica que não progride, tendo que ler muitas vezes para compreender o que está lendo. Concordamos que é um esforço penoso ler desta forma. Isto pode ser proveniente de duas causas diferentes que já analisamos, mas pode também acontecer devido a um outro fator: você não tem base suficiente de conhecimento para abordar o assunto em questão. Se tentarmos ler uma matéria sobre a qual não possuímos base suficiente, não conseguiremos compreender, perdendo assim a concentração. Faça então algumas leituras preparatórias, lendo obras ou estudando conteúdos que servem de introdução ao que se pretende estudar. Você verá que ganhará tempo desta forma, pois vale muito mais este procedimento que tentar progredir penosamente na leitura de uma obra ou matéria que ainda não está totalmente ao seu alcance. Também pode acontecer que o que atrapalha sua compreensão não seja o assunto, mas sim o vocabulário do autor da obra ou material em questão. Neste caso, consulte um dicionário sempre que precisar (eu, particularmente, sempre escrevo em um papel o significado de uma palavra que acabei de procurar no dicionário, para consultá-la novamente se precisar durante o estudo e para futuras revisões). Compreenda que não deve deixar de consultar um dicionário sempre que tiver dúvidas a respeito de uma palavra, então, tenha-o sempre ao seu alcance quando estiver estudando. Seja para o entendimento do assunto da obra ou para efeitos de vocabulário, não se esqueça do quinto princípio para a concentração:

Certifique-se de que dispõe dos conhecimentos básicos indispensáveis à leitura que empreende

Você já aprendeu acerca da importância dos seus objetivos pessoais e que sua concentração será maior de acordo com a importância que dá ao assunto a ser estudado. No entanto, para que sua concentração seja perfeita, é necessário um interesse imediato ao que lê ou estuda. Como se apaixonar por aquilo que deve ler ou estudar? Primeiramente, penetrando bem nas vantagens que terá desse estudo de forma direta. Exemplo:

um livro de iniciação à filosofia permite a compreensão das obras dos filósofos célebres. Seguidamente, faça a si mesmo as seguintes perguntas: por que foi escrito este livro? Qual a finalidade do autor? Quem era ele?

Em resumo, procurando o sentido da obra ou do conjunto das obras do autor, você encontrará um interesse mais forte na sua leitura e a sua concentração será melhor. Por isso, nunca deixe de ler os prefácios e o índice dos livros. O autor procura fazer compreender em algumas páginas por que motivo escreveu o livro e o que pretendeu apresentar, explicar ou demonstrar. Quanto ao índice, é bom lê-lo para se ter uma visão do conjunto da obra. Então, o sexto princípio: procure desenvolver o seu interesse imediato pela obra que vai ler.

Conclusão

Terminamos, assim, a exposição dos seis princípios da concentração para o estudo. Não busque a concentração para o estudo sem eles, a saber:

Escolher o seu ambiente; Eliminar as causas de distração; Estar em boa forma física; Penetrar bem na finalidade; Ter conhecimentos de base; Aumentar o seu interesse imediato.

Para se recordar destes seis pontos, construiremos uma “concatenação” com as duas ou três primeiras letras de cada palavra-chave (destacada em itálico). Obtemos a seguinte mnemônica:

AMDISFOR-FINCONINT. Para reencontrar uma melhor concentração, quando, durante o estudo, se distrair, faça o seguinte:

Estabeleça profundamente a consciência do seu objetivo pessoal; Volte para o local exato em que perdeu a concentração e marque-o com o lápis; Certifique-se de que não tenha sido a dificuldade de compreensão que causou a perda de concentração, pois, se este for o caso, tente compreender perfeitamente o sentido antes de prosseguir, mesmo que precise consultar outros materiais. Se não for o caso, retome a leitura e assinale sempre que perder a concentração. Com mais de três passagens assinaladas na mesma página, é inútil prosseguir.quando, durante o estudo, se distrair, faça o seguinte: Neste caso, suspenda o estudo por 15

Neste caso, suspenda o estudo por 15 minutos. Tome um ar, ande um pouco, beba um pouco de chá ou água fresca e procure na lista AMDISFOR-FINCONIT quais as causas que o impedem de se concentrar. Assim que as localizar, terá também encontrado o remédio. Tudo que aprendemos sobre concentração para os estudos pode ser aplicado no lado profissional também, para a elaboração de um relatório ou preparação de uma exposição. Para terminar o estudo sobre os problemas da concentração, recomendo evitar duas coisas:

problemas da concentração, recomendo evitar duas coisas: A leitura-devaneio; A leitura- embaladora . A

A leitura-devaneio;

A leitura-embaladora.

A leitura-devaneio acontece quando você, simplesmente, se distrai por uma ideia ou palavra que encontra. Não se deixe conquistar pelo devaneio ou sonho. Aliás, isso vai contra tudo o que aprendemos sobre a concentração. É necessário criar em si mesmo o seguinte reflexo condicionado: quando se lê, é indispensável que isso signifique para você obrigação de se concentrar. Vai sonhar? Feche o livro, mude de lugar, instale-se em um sofá confortável, e sonhe. Mas proíba a si mesmo a mistura “leitura-sonho ou devaneio”. É uma mistura envenenada.

A leitura-embaladora acontece quando você lê antes de dormir. Não tenho por que me opor

quanto a isso, desde que você suspenda conscientemente a leitura quando começar a se sentir sonolento. Não use a leitura para passar do estado de vigília para o semi-sono, abandonando às pressas a leitura antes de adormecer profundamente.

Exercício-teste nº 36

Este exercício tem como objetivo melhorar sua noção de tempo através da memória. Marque um período de 30 segundos e tente contar de 1 a 30 ao mesmo tempo (um número por segundo). Recomece, sem olhar para o relógio (salvo no começo e no fim). Verifique, logo que a sua contagem terminar no número 30, se está atrasado ou adiantado. Tente de novo, para retificar o seu ritmo, se necessário.

Como aprender idiomas

Se você quer aprender a falar uma língua diferente, é necessário chegar a “pensar” nessa língua, o que significa que seus pensamentos deverão se exprimir diretamente usando as palavras desse idioma sem passar por uma tradução do português para o idioma. Isso parece, à primeira vista, muito difícil, no entanto conseguirá fazer através do método que vou lhe ensinar. Para pensar na língua, é preciso por um lado ter vocabulário suficiente e por outro transformar as palavras em frases de um modo automático. As duas coisas são, antes de tudo, uma questão de memória mecânica, porque se sua memória se torna lógica, você perde toda a espontaneidade necessária para falar o novo idioma.

É este o motivo pelo qual você não deve fixar uma palavra em inglês, por exemplo, como sendo

tradução de uma palavra portuguesa. Você deve fazer exatamente o contrário, ou seja, associar a palavra inglesa diretamente à noção

ou à imagem do objeto correspondente. Isso significa que você não precisa aprender repetindo:

bread – pão; bread – pão; bread – pão etc., mas sim representar para si mesmo, visualmente, a imagem de pão e repetir bread, bread, bread. Desta maneira, associará diretamente a noção da ideia de pão e não a palavra pão ao seu significado em inglês. Porém, isso somente é um primeiro progresso ao seu estudo de um novo idioma.

Décimo sexto dia Como aprender idiomas (continuação)

Para falar inglês, você precisa saber como constituir as frases conforme as regras do idioma em questão. As aplicações das regras de sintaxe e de gramática devem vir de forma espontânea também, ou seja, sem esforço de reflexão. Para conseguir isso, você precisa conhecer, de memória, algumas frases que se apliquem à regra em questão. Mas é necessário, antes de mais nada, dominar um vocabulário básico com pelo menos 200 palavras no idioma que deseja aprender para se aperfeiçoar na pronúncia e gramática.

O aprendizado de qualquer idioma deve sempre seguir a seguinte ordem:

Desenvolva a compreensão de um vocabulário básico com, no mínimo, 200 palavras; Aperfeiçoe a pronúncia assistindo a filmes e ouvindo músicas; Gradativamente, utilize leituras, iniciando até mesmo com textos infantis, para aos poucos dominar a gramática.

Em um idioma estrangeiro, primeiro entendemos, depois falamos e, apenas no final, escrevemos. Não atropele essas fases, pois pode atrapalhar o seu desenvolvimento.

Não conseguiremos neste texto nos aprofundar no estudo das três fases, mas, se possibilitarmos uma maneira de dominar rapidamente um vocabulário de 200 palavras, já terá sido um grande começo. Para fixar o vocabulário estrangeiro, você pode por vezes estabelecer uma ligação com uma palavra portuguesa que tenha a mesma consonância que a palavra estrangeira. Pode também estabelecer associações com palavras portuguesas fáceis de determinar pela sua aproximação ou afinidade. No quadro a seguir a palavra da primeira coluna é o significado ou tradução; a coluna do meio é o facilitador, ou seja, uma palavra em português que nem sempre tem algum significado parecido com a tradução, mas cuja imagem associada com a palavra em inglês criará o reflexo condicionado que possibilitará o domínio do idioma; e, na terceira coluna, temos a palavra em inglês.

A associação deve ser feita com as palavras nas duas primeiras colunas, automóvel e carro:

crie a imagem bem nítida na sua mente e use as alavancas, (transformar, redimensionar, movimentar e multiplicar). Quando falar automóvel, a ideia carro surgirá automaticamente, pois um automóvel é um carro caro, valioso. Imagine a sua bagagem em um saco. Para isso, utilize as alavancas. Veja, na sua mente, o ato de escrever com uma pena. Ao abrir uma porta, você bate o pé e sente muita dor, então, sempre que estiver diante de uma porta teremos dor que lembra door. E assim por diante. Adquira um dicionário da língua que você deseja aprender e elabore um quadro com o auxílio de um dicionário de português.

Primeiro a palavra em português, em segundo lugar o facilitador, que você encontrará no dicionário da língua portuguesa, que deve ter um som parecido da palavra no idioma que você deseja desenvolver. Para auxiliar, lembre-se que você não deve procurar relações com a letra vogal e sim no valor da sílaba consoante. Palavras com T e D são muito parecidas, também tem sons parecidos: M e N, L e LH, CH e X e J, C e Q, F e V e P e B. Você pode ir ao dicionário para buscar não apenas o significado, mas palavras com sons parecidos para servirem de facilitadores. Comece com as palavras do quadro e depois amplie:

Tabela 16.1.

Exercício-teste nº 37

Encontre as palavras que permitirão estabelecer uma associação de som com ou sem sentido entre as palavras portuguesas e inglesas. Encontre o facilitador para:

Desgosto/Grief;

Elogio/Praise;

Garrafa/Bottle;

Guloso/Greedy;

História/Story.

Como fixar a ortografia e evitar os erros

Como se sabe, existe o hábito de separar a ortografia gramatical da ortografia do uso. A ortografia gramatical consiste em dar às palavras terminações que são comandadas pelas regras de gramática: indicação do gênero ou número para os artigos, os substantivos, os adjetivos, os pronomes e os verbos. Para se possuir uma boa ortografia, é necessário conhecer a gramática.

Como fixar as particularidades de ortografia das alavras

Como fixar as particularidades de ortografia das alavras Para conhecer a ortografia de uma palavra, é

Para conhecer a ortografia de uma palavra, é necessário consultar um dicionário. Mas, como você sabe, geralmente suas dúvidas são semelhantes. Por exemplo, em relação à palavra “atraso”, escreve-se com “s” ou “z”? E como evitar que se recaia nos mesmos erros? Para evitar as dúvidas, eis um bom método, que é muito simples e baseia-se no método das associações de imagens. Suponha que tenha dúvida se a palavra “atraso” é com a letra “s” ou “z”. Primeiro certifique-se no dicionário: é com “s”. Agora, para jamais esquecer, estabeleça uma associação com uma palavra que sabe perfeitamente que se escreve com “s”, exemplo, “caso”. Então crie uma associação de imagens entre “atraso” e “caso”. Exemplificando: imagine um colega que é despedido dado o seu “atraso” constante por causa do seu “caso”, ou que o professor o suspende por um motivo único – um “caso” de “atraso”. Esta imagem, ou outra qualquer (dentro dos princípios que já aprendemos sobre associação de imagens), o levará a fixar para sempre a ortografia de “atraso”.

Do mesmo modo, por exemplo, em relação à palavra “prazo”. Associe esta palavra a outra que tenha um “z”, exemplo, “juízo”. Você pode imaginar-se comprando um automóvel que tem “prazo” de 20 anos para pagar dizendo a si mesmo sobre o vendedor do carro: ele perdeu o “juízo” ao dar-me tal “prazo”. Assim ficam ligados “juízo” e “prazo” e jamais se esquecerá que “prazo” se escreve com “z”. É necessário salientar que as aplicações deste método são extremamente vastas: comece a

artir de hoje a praticá-los. .

Tratando-se de listas de palavras que constituam exceção a uma regra, pode-se construir concatenações ou frases, mesmo infantis, reunindo tais palavras.

s concatenaçõesou frases, mesmo infantis, reunindo tais palavras. Agora vamos estudar, para variar, a forma mais primária,

Agora vamos estudar, para variar, a forma mais primária, a mais simplista dos recursos mnemônicos, as concatenações. Desde os primeiros anos, na escola, que recorremos a mnemônica, por exemplo, a lista dos Césares (imperadores romanos) será mais fácil de fixar se lembrarmos das três palavras seguintes cujas sílabas correspondem à primeira sílaba do nome de um imperador: Césautica, Claunegalo, Vivestido. Este aglomerado de sílabas não tem sentido, mas o ritmo das três palavras torna-as fáceis de reter. Estas cadeias de palavras chamam-se concatenações. No caso, os imperadores são: César, Augusto, Tibério, Calígula, Cláudio, Nero, Galba, Otão, Vitélio, Vespasiano, Tito, Domiciano. As cores do arco-íris, na sua ordem espectral, podem ser memorizadas usando a palavra VLAVAAV. Então, as cores são: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta.

Décimo sétimo dia As concatenações (continuação)

As concatenações são relativamente fáceis de elaborar, além de que podem ser formadas, especialmente, para fixar listas de palavras e nomes. Os especialistas em venda ensinam aos seus alunos que, para triunfar em vendas, é necessário:

Captar a atenção;

para triunfar em vendas, é necessário: Captar a atenção; Criar o interesse; Suscitar o desejo; Provocar

Criar o interesse;

Suscitar o desejo; Provocar a ação.

Você se lembrará facilmente dessas quatro frases pensando em AIDA. Veja outro exemplo a seguir: para recordar as principais cidades de um itinerário ou para se lembrar do nome de cinco a dez pessoas que encontrar, ou que participarem em uma conferência. Entretanto, tratando-se de listas extensas, reconheço que as concatenações são insuficientes. Por isso, ensinarei métodos bem mais eficazes.

Exercício-teste nº 38

Construa uma concatenação para reter as sete maravilhas do Mundo Antigo:

Colosso de Rodes; Pirâmides do Egito; Júpiter olímpico, de Fídias; Templo de Diana, no Éfeso; Mausoléu de Halicarnasso; Farol de Alexandria; Jardins Suspensos da Babilônia.

Você só pode empregar uma sílaba para cada maravilha.

Como estudar a História

Para se fixar bem a História é necessário, como nas outras matérias, compreender o que se estuda. E para se compreender a História é necessário o estudo progressivo, indo do geral para o particular. Se você ignorar toda a História Europeia e começar a estudar o Congresso de Viena terá imensa dificuldade, já que não será capaz de ligar os fatos. Isto é, faltará o poder para elaborar associações, para relacionar. O estudo da Historia só será, pois, eficaz desde que seja feito progressivamente. É por isso que, nos primeiros anos de estudo da matéria, se ensina toda a História em um ou dois anos, enquanto, posteriormente, se aprofunda tudo, período por período.

Se você está tendo dificuldades no estudo de História, primeiramente pegue um livro de iniciação à História. Estude-o bastante, pois terá, então, a trama indispensável para a compreensão da História, podendo permitir-se aprofundar neste ou naquele passo com êxito. Esta necessidade de passar do geral para o particular adiciona-se ao fato de os conhecimentos se sucederem no tempo, assim como um filme conduz-nos ao uso de quadros sinópticos para o estudo.

Exercício-teste nº 39

Pegue um livro de História, do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio, e faça um quadro sinóptico dos nossos presidentes.

Como estudar a Geografia

Assim como a História, são necessários bons conhecimentos gerais antes de se poder estudar os pormenores da Geografia.

O que muitos estudantes não veem é que a Geografia não é uma descrição de dados

independentes, mas, pelo contrário, existe uma ligação entre a maioria dos fatos que se têm de

aprender.

A Geografia Física, quando bem compreendida, permite quase imediatamente que você consiga

deduzir que os recursos agrícolas e os minerais dão lugar a indústrias bem determinadas. O conjunto dos recursos naturais e o da indústria condicionam, quase automaticamente, o comércio que terá por finalidade a exportação dos produtos do país e a importação daqueles que lhe faltem (deduzidos por exclusão de partes). Por consequência, o mais importante para compreender bem a Geografia é estudar a fundo a Geografia Geral (programa do ensino fundamental ou das escolas técnicas), pois, desta forma, o estudo de cada país ou região, ou de qualquer ramo específico da Geografia, torna-se mais fácil. Você também usará os quadros sinópticos no estudo da Geografia, destacando os encadeamentos lógicos sempre que possível. Em Geografia, é importante compreender bem as “ordens de grandeza”, já que isto facilita a fixação dos números que se tem que conhecer, elaborando associações ou comparações. Eis um exemplo de concatenação a seguir: os oito planetas do Sistema Solar – Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Podemos formar a seguinte frase usando a primeira letra de cada planeta: Mãe, Vê, Tenho Memória: Já Sei Uns Oito planetas.

Como estudar a Matemática

Para se ter êxito em Matemática, é necessário primeiro conhecer bem os teoremas e as fórmulas.

A resolução dos problemas faz intervir a inteligência, o raciocínio e a intuição, mas estas

faculdades nada valem se não conhecer a fundo o “programa”, a matéria teórica de que a parte prática se alimenta.

Uma vez mais, a memória deve estar a serviço da inteligência, senão esta ficará impotente.

A Geometria

Para aprender Geometria, é necessário em primeiro lugar compreendê-la. Consequentemente, o estudo de qualquer lição pressupõe a compreensão completa da matéria. Se notar lacunas no

entendimento da matéria, em geral, não fique constrangido: comece por pegar seu primeiro livro de Geometria. A resolução de problemas é fácil, a partir do momento em que se domina bem a matéria e tem na memória as fórmulas. Mais adiante, você aprenderá um método para recordar estas fórmulas.

Em Matemática, o erro corrente é contar-se demasiado com a inteligência e raciocínio, não se importando com a memória.

A Matemática, apesar de ter apoio principal na inteligência e na intuição, tem de recorrer sempre a conhecimentos anteriores, já adquiridos: é exatamente aqui que se localiza a necessidade da intervenção da memória. Uma mente desenvolvida pelos exercícios desse programa terá facilidade em solucionar problemas matemáticos. Higiene e cuidados pessoais já ensinados e exercícios que aumentam as suas conexões mentais são muito importantes.

O cálculo mental

Um excelente exercício para se habituar a “brincar” com os algarismos é a prática do calculo mental. Você não calcula mentalmente com mais frequência provavelmente por não ter hábito. Existem numerosas operações de cálculo mental que poderá dominar completamente e com eficácia. Apenas como exemplo, a adição, para a qual existem livros curiosos, com excelentes ideias para o cálculo mental: deve-se adicionar 235 + 661, porém sem pôr a adição por escrito. Portanto, terá de fazê-la mentalmente. Para isso, não se torna obrigatório proceder como por escrito, isto é, partindo dos algarismos da direita para a esquerda. É necessário partir da esquerda para a direita, assim:

200 + 600 = 800

30 + 60 = 90

5 +

1 =

6

resultado = 896

Quando há “transportes” (das unidades para as dezenas, por exemplo), é necessário tê-las em conta:

375

+ 248

300

+ 200 = 500 40 = 110 = 610

70 +

5 +

8 =

13

Seja finalmente:

610 + 13 = 623

Conclusão

Habitue-se, portanto, ao cálculo mental e verificará que lhe dará maior facilidade em todos os ramos da Matemática. E, na vida prática, o cálculo mental lhe ajudará em muitos serviços, pois facilita bastante a memorização de algarismos.

Décimo oitavo dia Como estudar a Física e a Química

O estudo destas ciências comporta duas partes:

e a Química O estudo destas ciências comporta duas partes: O estudo de dados materiais, de

O

estudo de dados materiais, de fatos, de observações e de experiências;

O

estudo de esquemas, fórmulas e problemas.

Para o estudo de dados materiais e dos fatos, você aplicará, exatamente, os mesmos métodos que adotamos para a Geografia e a História. Para o estudo dos esquemas e fórmulas, aconselho a memorização direta, de preferência a qualquer método mnemônico. Para tanto, seguirá o processo Impressão – Associação – Repetição. Constituirá, também, para si um caderno de esquemas e fórmulas que aprenderá, fazendo revisões pelo método cumulativo-repetitivo. Como em Matemática, o êxito dos problemas de Física e Química depende estritamente do conhecimento profundo das fórmulas, isto é, o que aprendeu em Matemática é aplicável aqui. A mnemônica pode auxiliá-lo a memorizar as fórmulas e os vários exercícios desenvolverão conexões mentais importantes para a habilidade de calcular. Porém, é a prática repetitiva de resolver problemas que consolidarão o aprendizado de ciências exatas. Além do método geral de estudo, que aprendeu até aqui, você aprenderá as ciências naturais com a ajuda dos seguintes meios:

Quadros sinópticos, a fim de ter uma imprescindível visão de conjunto e fixar as subdivisões; Elaboração de esquemas simplificados; Concatenações, para fixar os nomes dos gêneros, das espécies, das famílias etc.; Método cumulativo-repetitivo, para reter os quadros sinópticos, os esquemas e as concatenações. Para facilitar a aplicação deste método, fará, bem entendido, um caderno especial no qual consignará todos os elementos a fixar – quadros sinópticos, esquemas e concatenações. quadros sinópticos, esquemas e concatenações.

Exercício-teste nº 40

Eis um exercício para a memória visual: veja as “Atualidades” da TV ou cinema e, duas horas depois, anote em uma folha a lista de todas as imagens que possa evocar claramente no seu pensamento.

Como reter um poema

Quando se aprende um poema, acontece, frequentemente, de se fixarem mais facilmente estrofes ou grupos de versos graças ao ritmo e às rimas. Mas também acontece que quando se para entre duas estrofes, é porque não existe sequência lógica entre elas. Ou, então, se não há estrofes, para-se logo que o autor, em um dado local, muda

o assunto, o sentido ou a ideia. É isto, exatamente, que torna um texto mais difícil que outro. Eis um sistema muito eficaz para remediar essas “falhas” e que é empregado por inúmeros atores quando têm que aprender uma longa tirada ou extenso monólogo. Já no meu caso, geralmente, é a ausência de ligação lógica entre as duas passagens que provoca

a “falha” de memória. Você mesmo irá muito simplesmente estabelecer uma ligação artificial entre as palavras em que se perde o encadeamento. Esta ligação será ou não lógica, poderá até mesmo ser absurda. Como sempre, para se recordar corretamente das “ligações”, é preciso representá-las, para si mesmo, em pensamento, de uma maneira bem figurada.

para si mesmo, em pensamento, de uma maneira bem figurada. s articulações numéricas – Tabelas d

s articulações numéricas – Tabelas d e chamad a – parte

1

Você aprenderá agora um método mnemônico de aplicação extremamente vasta: o método das articulações numéricas. Estudaremos este sistema progressivamente, a fim de fazê-lo assimilar sem esforço excessivo e, sobretudo, de modo a familiarizar-se completamente com este método. Para ter o maior resultado possível com este método, é necessário que consiga “brincar” com as equivalências “algarismos-articulações” e que traduza, instantaneamente, os algarismos em sons e as letras em algarismos. Não tenha medo, pois verá que é muito simples e útil.

As articulações numéricas

O princípio é o seguinte: é evidente que é mais fácil fixar palavras que tenham um significado do que números ou palavras abstratas. Então, este método consiste em representar os números em palavras. Vejamos um exemplo bem simplificado: no primeiro exercício, temos um grupo de 20 palavras que podem perfeitamente sugerir uma articulação numérica. Sabemos que é uma forma forçada, mas nos serve neste momento para a compreensão do princípio. Utilizaremos os primeiros dez

itens:

1. Lápis: a imagem do lápis sugere o número 1;

2. Óculos: são duas lentes;

3. Tridente: possui três dentes;

4. Cadeira: quatro pernas;

5. Luva: cinco dedos;

6. Cachimbo: o número 6 lembra um cachimbo;

7. Machado: em pé, lembra o número 7;

8. Cacho de uvas: o cacho sugere o número 8;

9. Taco de golfe: em pé, lembra o 9;

10. Jogador com camisa 10: número 10.

Essas dez palavras são um exemplo de articulações numéricas, que são muito úteis nas revisões

e mesmo no processo de memorização. Tomemos por exemplo a lista de compras do exercício-teste nº 28:

Caderno

Tinta

Laranjas

Queijo

Torradas

Manteiga

Refrigerante

Algodão hidrófilo

Xarope para tosse

Pasta de dentes

Tabela 18.1.

As associações foram simples, feitas de item com item da lista, primeiramente em colunas uns com os outros. Cada um se torna facilitador do outro. Cobrindo com a mão uma das colunas e visualizando qualquer item da lista, o outro é lembrado automaticamente. Mas podemos ter uma lista fixa de palavras para memorizar, sendo que elas também se referem a um número:

1. Lápis: caderno;

2. Óculos: tinta;

3. Tridente: laranjas;

4. Cadeira: queijo;

5. Luva: torradas;

6. Cachimbo: manteiga;

7. Machado: refrigerante;

8. Cacho de uvas: algodão hidrófilo.

9.

Taco de golfe: xarope para tosse;

10.

Jogador com Camisa 10: pasta de dentes.

A primeira coluna é uma tabela feita com articulações numéricas. Se associar uns com os

outros, ao pensar no item oito (cacho de uvas), imediatamente pensará em algodão hidrófilo, desde que tenha feito a associação e a alavanca mental necessárias (transformar, redimensionar,

multiplicar e movimentar).

A vantagem é que, além de lembrar o item associado, podemos saber a ordem em que ele se

encontra na lista. Os peritos em memória realizam exercícios de associações em tabelas previamente assimiladas, que facilitam a memorização. Esta tabela é apenas um exemplo, já que é muito limitada.

Exercício-teste nº 41

Crie associações da tabela de chamada sugerida a pouco com a lista de compras e verifique se você consegue recordar-se dos itens. Quando cobrir a lista de compras com as mãos e se dirigir a qualquer nome da primeira lista, deverá lembrar-se da lista. Faça a verificação de forma aleatória, ou seja, fora de ordem. Perceberá que, mesmo assim, saberá qual a ordem do item na

lista por causa da articulação numérica. Não é necessário dominar essa tabela de dez números, já que é usada apenas como exemplo, além de que existem tabelas bem mais elaboradas. Podemos dizer que essa tabela é uma articulação visual, pois os números são sugeridos pela imagem da coisa. Exemplo, os óculos é indicado pelo número dois porque possui duas lentes.

DécimoDécimo nononono diadia AsAs articulaçõesarticulações numéricasnuméricas –– TabelasTabelas dede chamadachamada –– parteparte 22

InIniciiciaremosaremos oo ddiaia dede hojehoje jájá comcom uumm exercícexercício,io, queque éé mmuitouito imimportanteportante parapara suasua mmememóriória.a.

ExExercício-testeercício-teste nºnº 4242

AlgumasAlgumas vezes,vezes, seráserá precisopreciso queque vocêvocê copiecopie umum textotexto dede umum livrolivro ouou dede umum artigoartigo dede jornaljornal ouou dede revistas.revistas. EstaEsta podepode serser umauma ótimaótima ocasiãoocasião parapara ffortificarortificar aa suasua concentraçãoconcentração ee aa suasua memória.memória. ParaPara tanto,tanto, emem vezvez de,de, simplesmente,simplesmente, copiarcopiar duasduas ouou trêstrês palavraspalavras dede cadacada vez,vez, habitue-sehabitue-se progressivamprogressivamenentete aa copiarcopiar frasefrase aa ffrase,rase, oo queque ffaráará queque ggananhhee temtempopo ee oo ajuajudarádará aa fixfixarar oo ququee copia.copia. EstaEsta maneiramaneira dede procederproceder habitua-ohabitua-o aa assimilarassimilar ouou aabrangerbranger mentalmentementalmente umum númeronúmero máximomáximo dede elementoselementos emem umum mínimomínimo intervalointervalo dede tempo.tempo. Faça,Faça, hoje,hoje, oo seguinteseguinte exercício:exercício: peguepegue umum livrolivro ouou revistarevista ee copiecopie cercacerca dede 3030 linhas,linhas, reproduzindoreproduzindo frasefrase aa frase.frase. LeiaLeia umauma linhalinha inteira,inteira, depoisdepois aa copiecopie integralmenteintegralmente ee assimassim porpor diante.diante.

ExExercício-testeercício-teste nºnº 4343

EsteEste éé umum jogojogo praticadopraticado pelospelos escoteiros,escoteiros, queque vocêvocê poderápoderá realizarrealizar comcom algunsalguns amigosamigos ouou comcom seusseus filhos.filhos. SeSe vocêvocê praticarpraticar umum pouco,pouco, poderápoderá surpsurpreenderreender aa todos.todos. ColoqueColoque sobresobre aa mesamesa 2020 objetos,objetos, semsem queque osos participarticipantespantes vejam.vejam. QuandoQuando tivertiver terminado,terminado, peça-ospeça-os parapara entrarentrar ee deixedeixe-os-os observarobservar osos objetosobjetos porpor doisdois minutos.minutos. EmEm seguida,seguida, cubracubra osos objetosobjetos comcom umauma toalha.toalha. CadaCada uumm será,será, então,então, convidadoconvidado aa escreverescrever aa lislistata dosdos objetosobjetos dede queque sese lembra.lembra. AqueleAquele queque tivertiver oo maiormaior númeronúmero dede acertosacertos fazfaz umauma novanova exposiçãoexposição dede objetos,objetos, juntando-lhejuntando-lhe oo tirando-lhetirando-lhe unidades.unidades. TenhaTenha atençãoatenção aa partirpartir dede então:então: nãonão inscrevainscreva nana lilistasta objetosobjetos queque jájá nãonão estãoestão nana mesa.mesa. SeSe vocêvocê utilizarutilizar osos recursosrecursos queque lhelhe indicamos,indicamos, classificanclassificandodo ee utilizandoutilizando umauma tabelatabela dede chamadachamada parapara ancorarancorar cadacada objeto,objeto, poderápoderá demonstrardemonstrar grandegrande capaccapacidadeidade dede memóriamemória superiorsuperior aa todostodos queque nãonão contamcontam comcom oo mesmomesmo recurso.recurso. JáJá explicamosexplicamos oo queque éé umauma tabelatabela dede chamada.chamada. UmUm exeexemplomplo queque demosdemos foifoi umauma compostacomposta porpor dezdez palavraspalavras queque temtem umauma relaçãorelação visualvisual comcom númerosnúmeros,, queque éé consideradaconsiderada comocomo umauma articulaçãoarticulação numéricanumérica utilizandoutilizando oo critériocritério visual.visual. AA tabelatabela queque usamosusamos comocomo exemploexemplo podepode serser usadausada comocomo exercícioexercício dede desenvolvimentodesenvolvimento ee aprendizado,aprendizado, masmas reprepitoito queque existemexistem tabelastabelas bembem melhores.melhores. AA seguir,seguir, háhá umum exemploexemplo dede tabelatabela dede chamada,chamada, compostcompostaa porpor articulaçõesarticulações numéricasnuméricas auditivas,auditivas, parapara vocêvocê melhormelhor compreendercompreender oo princípio.princípio. LembramosLembramos queque estaesta tabelatabela tambémtambém éé apenasapenas provisóriaprovisória parapara efeitoefeito dede exexercíciercíciosos intintrodutrodutórios,órios, jjáá ququee temtemosos exemexemplosplos mmelhoreselhores ququee vocêvocê aplicaráaplicará emem seusseus estudosestudos depoisdepois dede terminarmosterminarmos esseesse desafio.desafio.

aplicaráaplicará emem seusseus estudosestudos depoisdepois dede terminarmosterminarmos esseesse desafio.desafio.

1.1.

Rum;Rum;

2.2. Arroz;Arroz;

3.3. Japonês;Japonês;

4.4. Prato;Prato;

5.5. Cinto;Cinto;

6.6. Freguês;Freguês;

7.7. Canivete;Canivete;

8.8. Biscoito;Biscoito;

9.9. Automóvel;Automóvel;

10.10. Pastéis.Pastéis.

EstasEstas articulaçõesarticulações numéricasnuméricas têmtêm comocomo critériocritério oo sosom,m, ouou seja,seja, asas palavraspalavras rimamrimam umasumas comcom asas outras.outras.

ExExercício-testeercício-teste nºnº 4444

EsteEste exercícioexercício consisteconsiste emem dominardominar aa tabelatabela numéricnuméricaa anterior,anterior, aa pontoponto dede associarassociar qualquerqualquer palavrapalavra aoao númnúmeroero correscorresponpondendente.te. EExxememplo:plo: serser penpensarsar oo númnúmeroero 8,8, deverádeverá lemlembrar-brar-sese dede biscoibiscoito.to. TTenentete comcom:: 2,2, 4,4, 6,6, 88 ee 10.10. AAgoragora osos nnúmúmeroseros ímparesímpares ee depoisdepois aleatoriamaleatoriamentente.e. EssaEssa aindaainda éé umauma tabelatabela preparatóriapreparatória parapara aa tabelatabela dede chchamadaamada queque sugeriremossugeriremos queque vocêvocê utilizeutilize emem seusseus estudos.estudos.

ComoComo memorizarmemorizar númernúmerosos

AgoraAgora estabeleceremosestabeleceremos umauma maneiramaneira dede relacionarmosrelacionarmos todostodos osos principaisprincipais fonemasfonemas comcom osos números.números. NaNa língualíngua portuguesa,portuguesa, utilizamosutilizamos umauma lingulinguagemagem parapara falarmosfalarmos ee outraoutra diferentediferente parapara osos números.números. NaNa língualíngua hebraica,hebraica, porpor exemplo,exemplo, osos númeronúmeross sãosão representadosrepresentados pelaspelas letras.letras. Assim,Assim, alguémalguém queque saisaibaba aa lílíngnguaua hhebraebraica,ica, aoao llerer umum textexto,to, tamtambémbém estáestá visvisualizanualizandodo umumaa ssériériee dede números.números. EstaEsta propriedadepropriedade dodo idiomaidioma hebraicohebraico facilifacilitata muitamuita aa memóriamemória parapara númerosnúmeros dede alguémalguém queque tenhatenha domíniodomínio dessadessa língua.língua. PodemosPodemos criarcriar umauma mmaneiraaneira parapara queque aconteçaaconteça oo mesmomesmo nana língualíngua portuportuguguesa.esa. CadaCada umum dosdos dezdez algarismos,algarismos, dede zerozero aa nove,nove, teráterá sosonsns queque oo representam.representam. ComCom aa ajudaajuda destasdestas consoantes,consoantes, podepode-se-se traduztraduzirir umum númnúmeroero emem uummaa papalavlavra.ra. AsAs vogais,vogais, oo “h”“h” mudomudo ee osos sonssons nasaisnasais (on,(on, na,na, emem etc.)etc.) nãonão têmtêm traduçãotradução ouou representação.representação. Exemplo:Exemplo:

44 == r5r5 == l.l.

5454

éé iguigualal aa l-r,l-r, ouou seja,seja, “ler”“ler” ouou “lar”.“lar”.

4545

éé r-l,r-l, ouou seja,seja, “rol”“rol” ouou “ralo”.“ralo”.

454454 éé r-l-r,r-l-r, ouou seja,seja, “reler”.“reler”.

SeSe éé necessárionecessário recordarrecordar queque determinadodeterminado assuntoassunto sese encontraencontra nana páginapágina 454454 dede suasua enciclopédia,enciclopédia, éé muitomuito maismais fácilfácil lembrarlembrar dada palavrapalavra “reler”“reler” associandoassociando comcom oo assuntoassunto emem questão.questão. SeguSeguee aa lilistasta dasdas consoantconsoanteses corrcorrespondentesespondentes aosaos dezdez algarialgarismsmos.os. TTenhenhaa emem mmententee queque chamaremoschamaremos asas consoantesconsoantes dede “articulações”,“articulações”, porqueporque sãosão osos sonssons queque contamcontam ee nãonão aa própriaprópria ortografia,ortografia, porpor exemexemplo:plo: “g”“g” emem JorgeJorge teráterá oo mmesmoesmo valorvalor queque “j”“j” porqueporque temtem oo mmesmoesmo somsom VVejaeja aa lislistata::

00

ss,, zz,, çç,, cc ((qquuaannddoo ssee pprroonnuunncciiaa ““çç””)),, ssss

11

tt,, dd

22

nn,, nnhh

33

mm

44

rr

55

ll,, llhh

66

jj,, gg ((qquuaannddoo ssee pprroonnuunncciiaa ““jj””)),, cchh

77

q,q, cc ((ququanandodo sese pproronnuunnciciaa ““kk”)”),, gg(c(comomprproonnúúnnciciaa ““gguue”e”),), gguu,, kk

88

ff,, vv

99

pp,, bb

TabelaTabela 19.1.19.1.

AprenderemosAprenderemos hojehoje nestanesta listalista apenasapenas osos quatroquatro primprimeiroseiros números:números:

00

ss,, zz,, çç,, cc ((qquuaannddoo ssee pprroonnuunncciiaa ““çç””)),, ssss

11

tt,, dd

22

nn,, nnhh

33

mm

TabelaTabela 19.2.19.2.

EisEis comocomo AAimiméé PariPariss cricriadorador dodo sistemsistemaa oo ajajuudada aa fixarfixar aa ararticuticulaçãolação prprincipalincipal queque

corresponde a cada algarismo:

c

pouco lhe falta para ter a forma de um zero

s

assemelha-se a dois zeros sobrepostos

z

é a letra inicial do zero

t, d

tem apenas uma haste e são dentais

n

tem duas hastes

m

tem três hastes

Tabela 19.3.

É absurdo, mas é eficaz. Nos exercícios, aprenderemos a manejar estar articulações e a sua transcrição. Exemplo:

data = d – t = 11 Dominó = d – m – n = 132

Inversamente:

20 = n – s = noz, nós, nice etc.

Exercício-teste nº 45

Escreva a respectiva tradução em algarismos ou números: centena (0212), dama (13), demônio (132). Tente sozinho com: Marisa, Brasil, pulga, dourado, azul, pipoca, carnaval, leve e ferro. Você também pode treinar a tradução em números das palavras que encontrar durante o dia. Para auxiliar, a princípio elabore um cartão com as dez articulações, pois, para se ter uma boa memória, é fundamental conseguir ter um completo domínio dessas articulações.

Vigésimo dia As articulações numéricas – parte 3

Começaremos este dia com um exercício.

Exercício-teste nº 46

Encontre várias palavras para traduzir os números indicados a seguir:

10

17

21

31

50

88

70

3020

Tabela 20.1.

O 3020, Micenas, pode parecer difícil, porém, com um pouco de prática, você até achará muito divertido. Ao encontrar alguma dificuldade, recorra ao auxílio de um dicionário.

Aprenderemos, agora, três novos números com as respectivas articulações:

4

r

5

l, lh

6

j, g (quando se pronuncia “j”), ch

Tabela 20.2.

Eis também o conselho de Aimé Paris para fixá-los:

l

representa o número 5, porque L representa o 50 em algarismo romano

j

manuscrito, tem uma curva como o número 6

Tabela 20.3.

Mas o melhor para fixá-los são os exercícios de aplicação que veremos a seguir.

Exercício-teste nº 47

Traduza em números, como no exemplo:

Deite-os: 110

Faça sozinho, agora, os próximos:

Lerei à noite Comprarei no mercado Ração Carroça Dois gatos na rua Carta Russo O
Lerei à
noite
Comprarei
no
mercado
Ração
Carroça
Dois gatos
na rua
Carta
Russo
O caminho
de Deus
Loção de
barbear
Caos

Exercício-teste nº 48

Tabela 20.4.

Encontre pelo menos cinco palavras para traduzir cada um dos números:

Tabela 20.5. Aprenderemos agora os três últimos números: 7 q, c (quando se pronuncia “k”),

Tabela 20.5.

Aprenderemos agora os três últimos números:

7 q, c (quando se pronuncia “k”), g(compronúncia “gue”), gu, k

8 f, v

9 p, b

Tabela 20.6.

Eis também o conselho de Aimé Paris para fixá-los:

k

assemelha-se a um 7 ou ka-sete

f

manuscrito, o número 8 tem dois anéis

p

assemelha-se a um 9 voltado ao contrário e do avesso

Tabela 20.7.

Atenção com as vogais: na formação das palavras ou frases mnemônicas, há que notar que as vogais colocadas no começo de uma palavra podem facilitar a respectiva transcrição, já que por convenção não tem articulação numérica. Por exemplo: 15 pode ser não somente “telha” ou “dela”, mas também “otelo”, ou “ideal” ou “Itália”. Do mesmo modo, o zero (que se traduz por “s” ou “z”) poderá ocasionar que o número 51 seja “leite”, por exemplo, mas também poderá ser “sólido” (051) ou “solda” (051).

Exercício-teste nº 49

Traduza em números as expressões: hospital, vaca, dente, café, cabide, “ao beber não dirija”, caneca, revólver, sabão e menino.

Como fixar datas em História

É muito fácil fixar numerosas datas transcrevendo-as em articulações

Será suficiente transcrever os três últimos algarismos de uma data, porque se sabe, normalmente, se o acontecimento ocorreu antes ou depois de Jesus Cristo. Seguem-se os exemplos:

Fundação de Roma: 752 a.C. 752 = k – l – n, o que sugere a palavra “colina”, que origina a frase: “Roma foi fundada entre sete colinas”. Batalha de Poitiers: em Poitiers, Carlos Martel expulsou os sarracenos das comunas francesas (732). Depois da morte de Joana d’ Arc: a situação da França parecia tão sem remédio (1431).

Desta forma você pode, sem dificuldade, encontrar frases deste gênero para todas as datas históricas que desejar reter.

Para fixar as datas c omplexas

Em geral, para se fixar datas, basta reter os dois últimos algarismos, visto que o século é normalmente conhecido. Mas há acontecimentos na História de Portugal, por exemplo, como a Reconquista da Independência, que, obrigatoriamente, se é necessário fixar a data precisa: o dia, o mês e o ano. Para estas datas, seguiremos a ordem seguinte:

No fim da frase colocaremos, como usualmente, as articulações numéricas que correspondem ao ano; No começo da frase, as três primeiras articulações indicarão o dia e o mês. Se o dia comportar um único algarismo, colocaremos em primeira articulação o som S ou Z, traduzidos por zero.mês e o ano. Para estas datas, seguiremos a ordem seguinte: Quanto aos meses, serão traduzidos

Quanto aos meses, serão traduzidos pelos códigos seguintes:

Janeiro = 1 = t, com exclusão do “d”, reservado para dezembro; Fevereiro = 2 = n; Março = 3 = m; Abril = 4 = r; Maio = 5 = l; Junho = 6 = j, ch; Julho = 7 = k, c (duro, com pronúncia de “q”); Agosto = 8 = f ( com exclusão do “v”, reservado para novembro); Setembro = 9 = p, b; Outubro = 10 = 0 = s, z; Novembro = v; Dezembro = d.

Exemplos:

20 de junho = n s j 5 de maio = s l l 1º de dezembro de 1640 = Reconquista da Independência – no começo da frase aparecerá “t d” e no fim “r s”.

Poderíamos formar esta frase mnemônica: “Todos os portugueses, nesse dia, aclamaram os heróis.” Estamos acostumados a soluções primárias e com o processo repetitivo. No início, você se sentirá incomodado, terá que pensar e recorrer ao dicionário. Mas esse é o grande objetivo do nosso desafio: transformar o seu pensamento. Pensar com velocidade, criatividade e eficiência depende de conexões neurais. Você não estará apenas adquirindo um conhecimento para aplicar numa prova ou no trabalho, mas também desenvolvendo habilidades cognitivas que transformarão sua vida.

plicando a técnica das articulações numéricas em ciências naturais

técnica das articulações numéricas em ciências naturais Aprenderemos a memorizar os seguintes conceitos de ciências

Aprenderemos a memorizar os seguintes conceitos de ciências naturais:

a memorizar os seguintes conceitos de ciências naturais: O esqueleto humano se compõe de 211 ossos;

O esqueleto humano se compõe de 211 ossos; Existem 33 vértebras.

Essas vértebras são classificadas em cinco grupos:

7 vértebras cervicais;

12 vértebras dorsais;

5

vértebras lombares;

5

vértebras sacras;

4

vértebras coccídeas.

Para memorizar que o esqueleto humano se compõe de 211 ossos, podemos traduzir 211 em uma palavra usando a técnica das articulações numéricas. Esta palavra pode ser anotado. Em que n significa 2, t significa 1 e d também significa 1, conforme as regras da técnica de articulação numérica que você a aprendeu.

Já para memorizar o número total de vértebras (33), podemos usar a palavra mamãe, já que

esta possui duas letras m, cada uma significando um número três. Para memorizar o número de vértebras dos cinco grupos em que se classificam as vértebras, construiremos uma pequena frase iniciada por mamãe (33) e composta das articulações seguintes:

Nossa frase pode ser:

Tabela 20.8.

“Mamãe, quando não leio, lira.”

A lira, instrumento musical muito frágil e sensível, é facilmente associável à vértebra,

igualmente frágil e sensível, o que permitirá, no caso de esquecimento do significado e objetivo

da frase, recordá-la com facilidade. Tente você mesmo um outro exemplo, mas lembre-se de que

as frases mnemônicas são extremamente pessoais, isto é, uma frase que faz sentido para mim e me ajuda a memorizar e recordar pode não ter o mesmo efeito para você. É por este motivo que você deve criar suas próprias frases. Este estudo pode lhe parecer um pouco longo, mas você verificará em breve que atingirá resultados fantásticos com o conhecimento da tabela de chamadas.

Coragem e paciência!

Vigésimo primeiro dia Aplicação à Geografia

Aprenderemos utilizando os seguintes exemplos de Geografia:

Aprenderemos utilizando os seguintes exemplos de Geografia: O rio Reno e o Elba têm o mesmo

O rio Reno e o Elba têm o mesmo comprimento, 1.127 km;

A produção de trigo é de 35 milhões de toneladas nos EUA e 70 milhões de toneladas na

Rússia.

Vamos ao exemplo do processo de aplicar os facilitadores. Com relação ao rio Reno e o Elba,

é fácil encontrar a frase, veja:

“O Reno e o Elba são dois rios teutônicos.” Ou seja, t – t – n – c = 1.127

Lembre-se de que você pode usar um dicionário a fim de ajudá-lo a encontrar palavras para suas frases mnemônicas, além de que isso também o ajuda a enriquecer seu vocabulário, já que aprenderá o significado de outras palavras. Para fixação da produção de trigo, poderíamos usar as seguintes frases:

“Nos EUA, o trigo é mole” (35). “Na Rússia, o trigo é quase inesgotável” (70).

). “Na Rússia, o trigo é quase inesgotável” ( 70 ). ixando números de telefone Este

ixando números de telefone

Este é um problema comum que encontramos no nosso dia a dia. Porém, você verá agora como transcrever números de telefone de forma mais fácil. Você traduzirá os algarismos pelo sistema das articulações numéricas, fazendo uma frase em relação com a morada, ou com o nome, ou com a profissão, ou com o caráter, ou com os hábitos da pessoa cujo número de telefone pretende fixar. Estas frases curtas podem parecer absurdas, mas fixam-se facilmente e por muito tempo.

Você não precisa usar esta técnica apenas para números de telefone, mas sim para qualquer número que queira associar a uma pessoa. Veja o exemplo de uma frase em que queremos associar

o número 48 71 70 a uma pessoa chamada João Cruz, advogado:

48 71 70 – João Cruz (advogado) – “frequentemente revê códigos”. A “tabela de chamada” técnica, que aprenderemos a seguir, possibilita igualmente a retenção de números de telefone, seguindo um método um pouco diferente. Eu, particularmente, prefiro usar esta técnica, mas você deve usar qual apreciar mais. Com a tabela de chamadas, você já terá palavras que representam números memorizados, que facilitará a criação das frases mnemônicas. Veremos mais sobre o assunto adiante.

Exercício-teste nº 50

Arranje uma lista de números de telefone de cinco dos seus amigos e encontre frases mnemônicas que o ajude a memorizar estes números.

Tabela de chamada

Suponha que você tenha decorado 100 palavras, em ordem e de forma que consiga identificar qualquer número relacionado a cada palavra. A tabela de chamadas é esta lista. Como você já sabe, números são abstratos e difíceis de memorizar, a menos que demos um significado a eles, relacionando eles com palavras, por exemplo, que são concretas e fáceis de memorizar. Usando esta tabela você conseguirá memorizar facilmente uma lista de até 100 itens e saber como relacionar cada item com sua posição, porque cada item da lista estará associado a uma palavra que você conhece e sabe qual número ela representa. Este é um método fantástico que uso no meu dia a dia com muita facilidade e para praticamente qualquer coisa. Em minha opinião, as cartas do Tarô, que são muito parecidas com o nosso baralho, se analisarmos, são muito mais um sistema numérico de memorização relacionado com a Bíblia e com o alfabeto hebraico do que um jogo de sorte, ou um sistema para adivinhar o futuro. Por exemplo: os naipes do Tarô e do baralho podem ser associados às alavancas que usamos para intensificar as imagens relacionadas aos facilitadores:

Paus: no Tarô, é o fogo que pode ser associado ao processo de transformação. Em tudo que o fogo atinge, haverá transformação. A argila fica dura e os metais ficam mais resistentes. Sem contar que os alimentos ficam mais seguros e saborosos. Até a esterilização pode ser feita com o auxílio do fogo. Ouros: no Tarô, é a terra, que pode ser associada ao processo de multiplicação. É na terra que plantamos a semente que se multiplicará e nos fornecerá o alimento. Copas: no Tarô, é o naipe da água, associado ao processo de medida e redimensionamento das coisas. Para modelar alguma coisa, nós a deixamos líquida, pois assim podemos dar a forma que desejarmos. Na alavanca da dimensão, alteramos propositalmente a altura, largura ou comprimento, ou seja, o volume, para podermos intensificar a imagem mental e proporcionar melhor memorização.

Espada: no Tarô, podemos associar ao ar, já que a espada corta o ar que representa no Tarô, podemos associar ao ar, já que a espada corta o ar que representa o movimento. Nada melhor do que o ar, vento, brisa ou furacão para representar o movimento das coisas.

Também podemos, entre outras coisas, perceber que os Arcanos Maiores do Tarô e suas 22 cartas possuem uma relação direta com as 22 letras do alfabeto hebraico, 22 capítulos do Apocalipse, além de que cada arquétipo ainda evoca diretamente uma parte da Bíblia. Por exemplo, entre muitos:

A carta seis do Tarô, “Os amantes”, pode sugerir a história vivida por Davi e a mulher de

Urias;

A carta oito, “A força”, lembra Sansão e o leão e também Dalila que o traiu;

A carta um, “O mago”, evoca Adão dando nome a todas as coisas e assim por diante.

Não é o Tarô que usaremos como tabela de chamadas, mas acredito que padres e sábios dos

tempos antigos fizeram outro uso do Tarô, bem diferente do uso atual de simplesmente ler a sorte. Elaboraremos a nossa própria tabela. Para isso, utilizaremos as articulações numéricas já desenvolvidas em exercícios passados. Será necessário que tenhamos total domínio da lista fonética, ou seja, das relações que existem criadas artificialmente para possibilitar a cada número, e depois ampliando infinitamente, um equivalente em palavras. Vamos rever esta lista fonética:

0 s, z, ç, c (quando se pronuncia “ç”), ss

1 t, d

2 n, nh

3 m

4 r

5 l, lh

6 j, g (quando se pronuncia “j”), ch

7 q, c (quando se pronuncia “k”), g(compronúncia “gue”), gu, k

8 f, v

9 p, b

Tabela 21.1.

Com ela, podemos elaborar uma lista infinita de palavras e frases, cada uma representando um número em ordem crescente. Se o primeiro item da sua lista, que você mantém em sua mente, for “tia” e se o primeiro objeto da lista a memorizar é “camisa”, você estabelecerá uma associação como qualquer uma destas:

estabelecerá uma associação como qualquer uma destas: A minha camisa só é lavada pela minha tia

A minha camisa só é lavada pela minha tia (pode visualizar sua tia lavando sua camisa, lembre-se das alavancas para fazer a associação, exagere no tamanho da tia e na quantidade de camisas, por exemplo, de forma que a imagem seja absurda, tornando mais fácil a retenção pelo cérebro).

Esta camisa foi prenda da minha tia . Procederá do mesmo modo com relação ao

Esta camisa foi prenda da minha tia.

Procederá do mesmo modo com relação ao segundo objeto e assim por diante. Se lhe perguntarem em seguida qual é o primeiro objeto da lista, saberá que é o que está associado à palavra tia, reencontrando, sem esforço, a associação feita e, consequentemente, o objeto em questão.

Mas como saber de cor 100 palavras e o seu número em ordem?

Vamos por partes: primeiramente você utilizará as articulações numéricas para escolher quais palavras usará (a seguir, há um exemplo das dez primeiras palavras). Fique à vontade para mudar a palavra, desde que siga as regras da técnica das articulações numéricas que já aprendeu:

1

tia

2

unha

3

mãe

4

hora

5

alho

6

chá

7

cão

8

uva

9

pia

10

doce

Tabela 21.2.

Você verá que esta tabela é fácil de fixar, uma vez que as palavras traduzem sua transposição (articulação numérica).

Aprenda os dez primeiros números da tabela de chamada e, depois de bem-aprendidos, passe ao próximo exercício.

Exercício-teste nº 52

Tente fixar, tão rápido quanto consiga, as dez palavras seguintes, em ordem, usando a tabela de chamada. Proceda rapidamente, associando em pensamento as duas imagens, embora lhe pareça estranha e ridícula a associação elaborada.

Palavras: livro, café, pão, chave de parafusos, tacho, cadeira, pintura, cortina, cinema e caracol.

Vigésimo segundo dia Tabela de chamada (continuação)

Aprenderemos a seguinte lista da tabela de chamadas:

11

dado

12

duna

13

time

14

touro

15

toalha

16

ducha

17

taco

18

TV

19

tubo

20

noz

Tabela 22.1.

Certifique-se de dominar a lista anteriormente mostrada antes de prosseguir. Poderá, para isso, relacionar esses itens com os anteriores.

Exercício-teste nº 53

Fixe as dez palavras a seguir com o apoio da segunda lista da tabela de chamadas, ou seja, os números de 11 a 20.

Palavras: papel, lápis, laranja, caneta, charuto, cesto, agulha, garrafa, azeite e vinho.

Exercício-teste nº 54

Quais são as palavras da tabela de chamada que correspondem aos seguintes números: 8 – 3 – 9 – 2 – 5 – 7 – 4 – 1 – 6 – 11?

Aprendamos agora os números da terceira lista da tabela de chamadas. Você poderá associar esta continuação da lista aos números anteriores. Trabalhar com essa lista por si só é um dos melhores exercícios mentais que eu conheço, comparado ao Xadrez e à leitura.

21

nata

22

nenê

23

Nemo

24

Nero

25

anel

26

anjo

27

nhoque

28

noiva

29

nabo

30

missa

Exercício-teste nº 55

Tabela 22.2.

Quais são as palavras da tabela de chamada que correspondem aos seguintes números: 3 – 12 –

13 – 2 – 17 – 15 – 5 – 7 – 6 – 18 – 16 – 8 – 14 – 11 – 9 –1 – 19 – 20 – 30 – 29?

Exercício-teste nº 56

Quais as palavras da tabela de chamadas que correspondem aos seguintes números: 1 – 3 – 5 – 6 – 7 – 12 – 13 - 14 – 15 – 19 – 21 – 22 – 28 – 30 – 19?

Aprenderemos, agora, a quarta lista da tabela de chamadas:

31

moto

32

mina

33

mamão

34

muro

35

mola

36

maca

37

magia

38

mofo

39

mapa

40

rosa

Tabela 22.3.

Aprenda a continuação da lista da tabela de chamada:

41

rato

42

urina

43

ramo

44

rir

45

rolo

46

rocha

47

rico

48

rifa

49

roupa

50

laço

51

lata

52

lona

53

limão

54

lírio

55

lula

56

loja

57

louco

58

luva

59

lupa

60

casa

Tabela 22.4.

Agora que você aprendeu a tabela de chamada do item 1 ao 60, aprenderemos uma aplicação interessante do uso dela. As palavras da tabela de chamadas atuam como “ganchos” na sua memória, em que você “engancha” as informações que quer memorizar, o que facilita muito o processo de memorização por facilitar as associações entre os neurônios.

por facilitar as associações entre os neurônios. “volta” dos 50 Nomes É a volta que você

“volta” dos 50 Nomes

É a volta que você pode agora realizar diante de seus amigos e familiares. Esta proeza foi praticada nos palcos por ilusionistas que não tinham nem mais nem menos memória que você. Para tanto, basta conhecer corretamente a tabela de chamada. Solicite a um dos espectadores que anote em uma folha as palavras que forem citadas pelos outros espectadores, tendo cuidado de a cada palavra atribuir um número de ordem. Naturalmente, ele começará por um, dois, três e assim por diante. Depois, cada espectador fornece uma palavra de cada vez, à cadência de cinco em cinco segundos, por exemplo. Suponhamos que as primeiras palavras citadas forem:

1

livro

2

telefone

3

tecido

4

papel

5

roda

6

lâmpada

Tabela 22.5.

À medida que é dado um nome, você estabelece uma associação com a tabela de chamada. Lembre-se de exagerar no tamanho e proporção, fazendo que a imagem da associação seja absurda, além de utilizar as alavancas, pois isto facilita a memorização. Exemplo:

1 A minha tia dentro de um GRANDE livro.

2 Você atende ao telefone com unhas ENORMES.

3 O tecido das roupas da mãe são SUPER pesados.

4 O relógio (horas) tinha uma ENORME capa de papel.

5 Um alho GIGANTE atravessou uma roda de fogo.

6 O chá parecia faiscar quando iluminado pela lâmpada.

Tabela 22.6.

Estas associações foram feitas ao acaso em dois ou três segundos. Para melhor fixar, é preciso, como já sabemos, visualizá-las, isto é, ao mesmo tempo em que elabora a associação, você tem que vê-la no seu pensamento. Quando tiver chegado ao número 50, você poderá, em seguida e sem dificuldade, recitar os 50 nomes, recorrendo, na ordem, a sua tabela de chamada:

Tia lembrará livro;

Unha lembrará telefone.

Praticamente, quando tiver efetuado esta volta duas ou três vezes, poderá recitar os 50 nomes à cadência de uma palavra por segundo, por vezes, certamente necessitará de dois ou três segundos

para reencontrar a associação que tiver criado, mas não demorará e surpreenderá muito com a sua capacidade de memorização. Mas há algo mais importante no seu êxito, algo que vai surpreender ainda mais os seus espectadores. Suponha que um espectador pergunte uma palavra aleatória, como a 24ª ou a 33ª, por exemplo. Para você, na tabela de chamadas, a 24ª é Nero, ou seja, através desta palavra você rapidamente encontrará a palavra associada a Nero e assim por diante.

Vigésimo terceiro dia Tabela de chamada (continuação)

Para iniciar o trabalho de memorização de listas, comece com 20 nomes. Você não terá muitas dificuldades para fazer este exercício com 100 palavras, no entanto, muitas palavras cansa um pouco seu “auditório”, além de que conseguirá efeito sensivelmente idêntico. Para o desenvolvimento de seu cérebro, é bom que você pratique um pouco com 20 palavras de início. Perceba como você pode usar esta técnica para seus estudos, pois, facilmente, você pode memorizar listas de palavras-chave que o ajudam a lembrar de todo conteúdo. E poderá revisar estas palavras mentalmente, uma a uma, com o auxílio da tabela de chamadas. Pense no resultado em assimilação que você consegue com uma revisão mental. Além disso, se não lembrar de alguma palavra-chave ou conteúdo relacionado a ela, você no seu próximo período de estudo se dedicará àquele item específico que não conseguiu lembrar, ganhando muito mais tempo de estudo para novos conteúdos. Apenas deve ter um cuidado especial na classificação de seus estudos, não misturando assuntos para não confundir a tabela. Lembre-se de que a tabela é apenas um facilitador de revisão e que as perguntas da matéria serão feitas baseadas no conteúdo. Depois de algumas revisões, você nem precisará usar a tabela, passando a utilizá-la apenas para assuntos novos. Lembre-se do que já aprendemos sobre a Lei de Jost e a importância das revisões mentais.

sobre a Lei de Jost e a importância das revisões mentais. roezas com sua memória –

roezas com sua memória – A “volta” dos dez números de

quatro algarismos

Eis outra “volta” também de efeitos espetaculares, que você poderá realizar quando tiver um pouco de treino em relação à “volta” das 50 palavras e logo que estiver apreendido todas as palavras da tabela de chamada, de 1 a 100. No entanto, para se treinar, você deve efetuá-la a partir de agora, selecionando convenientemente os números que utilizará. Você pede que lhe sejam fornecidos dez números de quatro algarismos. Por exemplo:

1

2343

2

7581

3

6217

4

2141

5

3628

6

8710

7

4413

8

7115

9

8334

10

2737

Tabela 23.1.

Em seguida, proceda do seguinte modo: utilizando a tabela de chamada de um a nove e, para o dez, usando a palavra “só”, que corresponde, na realidade, a zero, evocará mentalmente as duas palavras que correspondem aos dois grupos de dois algarismos, que formam cada número de quatro algarismos. Exemplo:

2343: decompõe-se em 23 – 43, ou seja, nome e ramo na tabela de chamada. Associará, então, nome e ramo à palavra tia (nº 1 da tabela de chamada).

Por exemplo:

“O meu nome está escrito num ramo e a minha tia tenta descobri-lo a todo custo.”

Em relação ao número seguinte, procederá de forma idêntica, e assim por diante. Desse modo, você fixará, facilmente, dez números e poderá, como anteriormente, citar o 7º número, ou dar a ordem de determinado número citado por alguém. O dez foi substituído por zero porque o grupo 10 pode figurar nos números citados, o que complicaria as coisas e poderia originar confusões. No entanto, com um pouco mais de treino, você consegue usar o dez também. Se praticar frequentemente este exercício, pode tentar a experiência com dez números de seis algarismos, o que não é tão fácil quanto parece. Tenha em mente que, para ter êxito nestas “voltas”, você precisa primeiramente visualizar as associações ou conexões rapidamente. Porém, o receio de formular uma associação estúpida, idiota ou incoerente inibe o principiante e o faz perder tempo. É preciso fazer a associação rapidamente de forma a utilizar os três ou quatro segundos seguintes para “visualizar” a associação. Para evitar enganar-se na ordem dos algarismos, torna-se vantajoso proceder sempre na mesma ordem, ou seja, da esquerda para a direita, de cima para baixo, do centro para o exterior.

Assim, no nosso exemplo, primeiro é preciso colocar o nome no ramo e depois a tia procurando. Desta maneira, no momento da reconstituição, não enfrentamos o risco de traduzirmos ramo, nome em vez de nome, ramo. Para além deste exercício de volta, é claro que este exercício poderá ser útil a você para fixar números na vida profissional ou escolar.

Exercício-teste nº 57

Fixe as seguintes palavras:

1

queijo

2

gato

3

revista

4

chave

5

bota

6

passaporte

7

cerveja

8

ampola

9

viola

10

mesa

11

janela

12

trave

Tabela 23.2.

Fixe os seguintes números:

1

3107

2

3541

3

2316

4

1218

5

4320

Tabela 23.3.

Tabela de chamada (continuação)

Assimile a continuação da tabela de chamadas:

61

jato

62

china

63

gema

64

jarro

65

jaula

66

chuchu

67

cheque

68

chuva

69

juba

70

casa

71

cota

72

cana

73

cama

74

carro

75

quilo

76

queijo

77

coco

78

café

79

copo

80

fuso

Tabela 23.4.

Mas a mnemônica, por meio da sua constante prática, constitui uma excelente ginástica mental, fazendo que você se habitue a manejar com rapidez as associações, além de treinar e desenvolver o poder da imaginação e concentração. Então, você não deve subestimar o interesse da mnemônica, que contribui indiretamente para dar mais eficiência à sua memória pura. Aprenda agora a continuação da tabela de chamada:

81

fita

82

vinho

83

fumo

84

vara

85

vala

86

ficha

87

faca

88

favo

89

fiapo

90

poço

Tabela 23.5.

Exercício-teste nº 59

Este exercício tem por finalidade ajudá-lo a desenvolver a sua memória táctil. Pegue diferentes amostras de tecidos, de preferência tecidos lisos, porque no início é mais fácil do que com tecidos felpudos, e tente reconhecê-los com os olhos fechados, tocando, apalpando. Seguidamente, quando tiver conseguido perfeita identificação, faça o mesmo exercício com amostras de um mesmo tecido, mas em qualidades diferentes. Não esqueça este exercício. Apesar de ele parecer inútil aos que não encontram utilização na profissão, efetivamente, a memória táctil pode ajudar acessoriamente em numerosas circunstâncias. Você também pode fazer este exercício com amostras de papel ou materiais polidos como mármore, aço polido, vidro etc.

Vigésimo quarto dia Tabela de chamada (continuação)

Chegamos ao fim da tabela de chamada de 100 números. Segue, então, a última lista para você memorizar, mas se quiser poderá utilizar uma tabela maior, precisando apenas para isso escolher as articulações. Nos momentos de dificuldade, recorra ao dicionário ou utilize duas palavras:

91

peito

92

pano

93

puma

94

pêra

95

bala

96

beijo

97

pico

98

povo

99

pipa

100

taças

Tabela 24.1.

A tarefa de memorizar as 100 palavras com certeza lhe pareceu um pouco fastidiosa, mas o conhecimento da tabela de chamada permitirá que realize novos empreendimentos.

ara fixar instantaneamente uma série de números de dois algarismos É preciso, naturalmente, ter domínio

ara fixar instantaneamente uma série de números de dois algarismos

É preciso, naturalmente, ter domínio da tabela de chamada. Suponhamos que você deseja fixar uma série de números começando por: 7, 12, 16, 53. Estes números correspondem às palavras cão, Tina, tacho, lima. Você tem agora que optar entre dois métodos:

, lima . Você tem agora que optar entre dois métodos: Associar estas palavras em cadeia,

Associar estas palavras em cadeia, pelo método de associação de imagens; ou Associar com a própria tabela de chamada, na ordem numérica.

O método dos locais

Este método é mais fácil de aplicar que a tabela de chamadas, mas se aplica dificilmente a palavras abstratas e a números. No entanto, é muito prático para a fixação de listas de objetos. Escolha um cômodo da sua casa que conheça perfeitamente, seu quarto, por exemplo, e atribua um número de ordem a cada uma das partes seguintes:

1 a porta pela qual entra

2 a parede situada à esquerda, ao entrar

3 o canto localizado entre a parede esquerda e a parede da frente

4 a parede da frente

5 a janela

6 o canto situado entre a parede da frente e a da direita

7 a parede da direita

8 o canto seguinte

9 o assoalho

10 o teto

Tabela 24.2.

Para fixar uma lista de objetos em uma certa ordem – por exemplo, pão, gato, telegrama, alho –, você deve colocar em imaginação o pão em frente à porta, o gato na frente da parede da esquerda,

o telegrama no canto seguinte ou sobre um móvel que ocupe esse canto, o alho defronte à parede

da frente ou sobre um móvel ali situado etc. Como pode perceber, você deve associar cada palavra com um local do cômodo. Este processo

é extremamente simples e a experiência mostra que você fixará sem dificuldade os objetos assim colocados.

A vantagem deste sistema está no fato de que ele evita fazer uma verdadeira associação.

Para reter 100 nomes, basta escolher dez cômodos ou locais que conheça bem e que

referenciará e adaptará para cada dezena. Por exemplo:

O

seu quarto para os números 1 a 10.

A

sala de jantar para os números de 11 a 20.

A

cozinha para os números de 21 a 30.

O

banheiro para as divisões de 31 a 40.

A

varanda para as palavras de 41 a 50.

O

escritório para as palavras de 51 a 60. E assim por diante.

Sendo cada divisão classificada da forma indicada, você poderá executar a volta dos 50 nomes ainda com mais facilidade que pela tabela de chamada, mas com a condição de pedir aos seus amigos unicamente nomes de objetos concretos. Na prática, o sistema de locais permite memorizar listas que lhe sejam enumeradas, mesmo rapidamente. Se desejar atingir o virtuosismo na utilização da sua memória, o método dos locais o ajudará bastante. Graças a este método, você poderá fixar instantaneamente 100 números de dois ou quatro algarismos. Mais adiante você saberá como fixar a ordem das cartas de um baralho que são folheadas a sua frente em uma partida, ou jogar de memória uma partida de damas ou xadrez. De qualquer modo, será interessante para você constituir 30 ou 60 locais – o ideal será 100 – e aprendê-los gradualmente.

Exercício-teste nº 60

Elabore uma lista dos 20 primeiros locais e aprenda-a.

Exercício-teste nº 61

Execute um exercício com 20 palavras escolhidas aleatoriamente (cidade, calça, padre, violeta, formiga, desejo, lâmpada, sapato, bananas, caderno, computador, rádio, caneta, borracha, céu, cemitério, polícia, anjo, bica, cangaço), colocando as palavras em cada um dos locais 1, 2, 3 etc. (não recorra à tabela de chamadas). Você verá até que ponto se obtém rápidos resultados com este método.

Como fixar 100 números de dois algarismos ou 100 números de quatro algarismos