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O ACESSO À LEITURA E A APROPRIAÇÃO CULTURAL

CALDAS, ROSANGELA FOMENTINI, RASTELI, ALESSANDRO

CALDAS, R. F.

Prof. Dra. da UNESP/Marília, Departamentos de Biblioteconomia, Arquivologia e Pós-


graduação em Ciência da Informação. Linha de Pesquisa: Gestão, Mediação e Uso da
Informação.

RASTELI, A.

Doutorando no curso de Pós-graduação em Ciência da Informação, UNESP/Marília.


Linha de Pesquisa: Gestão, Mediação e Uso da Informação.

Endereço para correspondência

RASTELI, A.

R: Isamu Egashira, 480 – B: José Teruel - Cep: 17527-575 – Marília/SP.

Tel. (014) 99742-3780 – alessandrorasteli@yahoo.com.br

Grupo de Trabalho – GT2

Usuário da informação em contexto digital


Resumo

Vivemos numa época com novas formas de comportamentos comunicativos. Cada vez
mais, ferramentas de comunicação e informação tornam o fluxo informacional mais
sofisticado e complexo, requerendo competências específicas, necessárias para a
apropriação social do conhecimento. Nesse universo informacional, livros impressos
caminham lado a lado com tipologias textuais eletrônicas. Através de revisão de
literatura, descreve a democratização das informações através de equipamentos culturais
como as bibliotecas e escolas. Conclui-se que o acesso às informações nunca se
mostraram relevantes para a elite governamental, cuja nova ordem indica a necessidade
de investimentos em educação (escolas e bibliotecas) para a diminuição das
desigualdades sociais e das formas de dominação que foram determinadas ao longo da
história da civilização.

Palavras-chave: Texto eletrônico; Gêneros textuais digitais; Leitura e novas


tecnologias; Acesso à informação; Leitura – desenvolvimento social.

Abstract
We live in an era with new forms of communicative behaviors. Increasingly,
communication tools and information make the information flow more sophisticated
and complex, requiring specific skills necessary for the social appropriation of
knowledge. In this informational universe, printed books go hand in hand with
electronic text types. Through literature review, describes the democratization of
information through cultural facilities such as libraries and schools. It follows that
access to information never to be relevant to the ruling elite, whose new order indicates
the need for investment in education (schools and libraries) for the reduction of social
inequalities and forms of domination that were determined throughout history of
civilization.

Keywords: Electronic text; Digital textual genres; Reading and new technologies;
Access to information; Reading - social development.

Introdução
Na história da gestão pública, o Brasil vem enfrentando um grave e doloroso
problema no que tange ao ambiente externo organizacional: a exclusão social. Tal fato
gera um grande impacto no desenvolvimento humano, sendo que hoje, ainda boa parte
da população brasileira não está alfabetizada e, mesmo entre aqueles que já são
alfabetizados, muitos não possuem as competências necessárias para participarem com
efetividade nas práticas sociais de leitura e escrita.
Atualmente, a leitura é reconhecida como atividade significativa no processo de
apropriação do conhecimento, pois sugere uma visão mais ampla das linguagens
informacionais. Considera-se com Martins (1986) a leitura como um processo de
compreensão de expressões formais e simbólicas existentes não apenas no processo de
linguagem escrita. Dessa maneira, o ato de ler caracteriza-se também como
acontecimento histórico e cultural, levando em consideração a participação do indivíduo
enquanto possuidor de uma história individual e singular em seu processo de apreensão
cultural.
Contextualizar a leitura conduz à reflexão de questões de poder, de relações
sociais, de informações ideológicas, possibilitando uma múltipla significação em seu
processo de apreensão pelo indivíduo que será o interlocutor de ações que promoverão a
construção de uma sociedade mais politizada. O leitor passa a ser mediado pelo texto,
pelas informações e pelos dispositivos produtores de sentidos, como as bibliotecas.
O desenvolvimento cultural de um povo remete ao acesso as leituras, a produção
cultural e ao despertar de uma consciência crítica perante a realidade. O acesso às
informações torna-se vital para a apropriação do conhecimento que redundará na
transformação da realidade circunscrita pelo indivíduo quer seja mais justa e igualitária.
Após a promulgação da Lei de Acesso à Informação em 2011, que permite o
acesso de qualquer pessoa, física ou jurídica às informações oficiais, Serpellone (2014)
discute que a cultura do segredo ainda é muito grande nesta área pública. As pessoas
ainda têm muita dificuldade de fornecer informações entendendo-se esta como uma
questão cultural latente diante de um processo histórico vivenciado pela sociedade
brasileira o qual apenas uma parte populacional poderia ter acesso as ideias e
informações. O poder estava voltado para classes dominantes.
Ao proferir sobre a democratização do conhecimento, que somente começou a
ter sua abertura à partir do pós-guerra, emergiu-se o apoio do Estado junto a importantes
aparelhos culturais como escolas, bibliotecas públicas, escolares e populares, centros de
cultura, centros de documentação, museus. Essas esferas podem atuar na disseminação
da informação, no incentivo à leitura, na produção de modos culturais diversos, não
podendo esquecer o acesso às informações digitais.
No universo comunicacional, várias são as linguagens e suportes que fazem
parte dos fluxos comunicacionais e informacionais, requerendo cada vez mais da
sociedade o domínio das práticas de leitura, escrita e letramento digital. Além do mais,
para Santos Neto (2000), a utilização dos meios eletrônicos e das tecnologias de
comunicação precisa ser pensada com a finalidade do pleno desenvolvimento humano.
Se a introdução da escrita conduziu a uma cultura letrada, nos meios onde ela
floresceu, de igual modo, a introdução da escrita eletrônica, pela sua importância, está
conduzindo a uma cultura eletrônica, com uma nova economia da escrita
(MARCUSCHI, 2010).
Nessa tônica, as formas de comunicação alteraram-se. Nesta cultura eletrônica,
os olhos deslocam-se das páginas impressas dos livros para também fixarem-se nas telas
dos equipamentos eletrônicos, sendo que as informações eletrônicas competem, em
importância, entre as atividades comunicativas, ao lado do papel e do som.
Diante desse espectro, o desenvolvimento de práticas sociais como a leitura e
escrita suscitam debates tanto sobre questões como a democratização ao acesso, quanto
as competências necessárias visando a inserção do individuo na coletividade.
Desse modo, este estudo se propõe a realizar através de revisão de literatura,
reflexões acerca do acesso às informações na denominada “sociedade da informação”.
Socialmente, as informações veiculam-se em livros impressos, caminhando lado
a lado com as tipologias textuais eletrônicas, tornando-se também relevante considerar a
democratização da leitura considerando os suportes de informação como o livro e os
conteúdos digitais.

O Brasil e a Sociedade da Informação


Tanto tempo após a revolução da palavra impressa, expressiva parte da
população da América Latina e do Caribe, ainda hoje, não tem acesso aos livros e as
bibliotecas (SUAIDEN, s./d.). Nessa configuração, essas populações se valem das
informações orais, pois devido ao analfabetismo e principalmente a baixa qualidade do
ensino, não se pode ler e, principalmente, interpretar as informações.
A oralidade da informação, por sua vez, suscita mais vazão a manipulação e
desinformação, uma vez que as populações de analfabetos funcionais não conseguem
avaliar a informação oral, criando um processo de dependência dessa linguagem,
veiculadas principalmente pela televisão e o rádio. O individuo que é dependente
informacional jamais será um produtor de informação, pois não saberá apropriar-se
devidamente das informações construindo significados, o que leva ao conhecimento.
Entre os vários motivos que se podem alegar, referem-se principalmente as
práticas pedagógicas nas escolas e a falta de infraestrutura informacional, composta
pelas bibliotecas infantis, escolares, públicas, centros de cultura, museus. Faltam
investimentos para a execução de politicas culturais nesses ambientes.
Na sociedade industrial as bibliotecas não puderam participar da agenda do
governo e muito menos criar uma política de informação, uma vez que a informação
nunca foi vista como insumo de transformação. De tal modo, os espaços informacionais
dedicaram-se aos trabalhos com as metodologias quantitativas: número de usuários,
número de consultas, número de empréstimos domiciliares, numa visão de mediação
custodial etc.
Já na chamada “sociedade da informação” tem-se a crença que a riqueza pode
ser propiciada pela produção do conhecimento. A apropriação das informações tange ao
desenvolvimento social, pois na construção do conhecimento obtêm-se a geração de
empregos, renda e a melhoria da qualidade de vida. Neste aspecto social, os espaços
informacionais passam a ter suas responsabilidades acrescidas, pois as informações
veiculam-se em variados suportes informacionais.
O adiantamento de países da América Latina e do Caribe depende cada vez mais
de perspectivas de gerar conhecimento e competências necessárias para impulsionar a
inovação econômica e social, assim como para adicionar seu efeito no crescimento
econômico, na inclusão social e digital e sustentabilidade ambiental.
A evolução dos suportes da palavra escrita culminou numa cultura digital,
propiciando novas formas de construção de sentido. Porém, parte expressiva da
população no Brasil ainda não tem acesso à internet, ficando à margem das inovações
tecnológicas.
Através da pesquisa Uso de tecnologias da informação e comunicação em
bibliotecas públicas (2013), constatou-se que a entre a população de menor poder
aquisitivo, somente 14% dos brasileiros das classes sociais D e E são usuários de
internet, entre estes usuários, 69% acessa a rede em centros públicos de acesso a
tecnologia. O principal motivo que impede boa parte dos brasileiros de acessar a
internet é o alto custo dos equipamentos e da conexão à rede (FUNDAÇÃO
PENSAMENTO DIGITAL, 2013).
Retifica-se que a cidadania, assim como maiores oportunidades na educação, no
desenvolvimento cultural, profissional e participação social e digital dependem cada vez
mais da democratização do acesso às informações, estando elas em qualquer suporte e
linguagem.
Pressupõe-se que a sociedade da informação seja caracterizada pela partilha de
dados e pelo acesso à informação, onde existirá a comunicação realizada com maior
velocidade e facilidade. Entretanto, refletir sobre a sociedade da informação implica em
delinear alguns aspectos: os custos de acesso aos meios de comunicação são ainda
elevados; dificuldades para os indivíduos com poucos rendimentos ou sem letramento
digital para utilizar as TICs plenamente; pessoas cujas faixas etárias não acompanharam
o avanço das novas tecnologias e não fazem ideia de como fazer uso delas.
De maneira indelével, vivemos em tempos marcados pelo alto fluxo de
informações no ciberespaço, mas não no que diz respeito a democratização e
acessibilidade desses conteúdos. Baseado nessa realidade, Almeida Júnior (2009)
argumenta não existir a chamada sociedade do conhecimento ou sociedade da
informação.
Suaiden (2000) apregoa existir um crescimento da literatura sobre sociedade da
informação, mas, na verdade, não há um crescimento do acesso à informação. Ainda
que no final da década de 80, especialistas tenham afirmado que a sociedade da
informação seria uma sociedade voltada para o compartilhamento dos recursos e para o
bem-estar social, verifica-se atualmente que as desigualdades aumentam e, os donos do
poder são os donos dos meios de comunicação.
Historicamente o acesso à informação no Brasil sempre foi definido pelo poder
aquisitivo, corroborando que a educação e a cultura nunca foram prioridades dessa elite
dominante. Haja vista a ausência de investimentos nas salas de aulas das escolas
públicas, apresentando lousa, giz e nada mais. Ainda não faz parte da cultura na
educação brasileira aliar à biblioteca escolar a sala de aula, como também o trabalho
interdisciplinar entre os componentes curriculares.
A partir do inicio do século XIX, ocorrem implantações para a criação de
bibliotecas por âmbitos governamentais. Porém, os locais eram improvisados, os
acervos desatualizados, compostos quase sempre por doações (atualmente, ainda muitas
bibliotecas públicas vivem de doações por aqueles que querem se livrar de materiais
bibliográficos desatualizados).
A imagem da biblioteca pública desde esse período passou a ser vista de forma
negativa, cujas afirmações eram de que se tratava de locais de castigo ou para uma
pequena elite composta de eruditos. Até pouco tempo atrás alguns comentavam que se
um sujeito lê-se muito, poderia acabar “atrapalhado das ideias”. Para uma cultura que
dissemina tal noção da aquisição da palavra escrita, portanto, das informações e do
conhecimento, parece compreensível os índices relevantes de analfabetismo.

As bibliotecas e o uso das tecnologias


Ainda abordando dados da pesquisa O uso de tecnologia na gestão das
bibliotecas públicas (2013), promovida pela Fundação Pensamento Digital juntamente
com a Fundação Bill e Melinda Gates e o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas
(SNBP), destaca-se que a informatização do catálogo do acervo das bibliotecas e o uso
de redes sociais e blogs para divulgação do programa (agenda) das bibliotecas foram
identificados como os “usos de tecnologia” mais frequentes e significativos nas
bibliotecas públicas pesquisadas. Além disso, a pesquisa constatou que publicar o
catálogo informatizado na internet possibilitando a consulta e disponibilidade de uma
obra a partir de suas casas ou qualquer outro ponto de acesso à internet é privilégio de
poucas bibliotecas públicas no país.
Em decorrência, o panorama das bibliotecas públicas e escolares brasileiras
geram angústias aos gestores locais, pois seus acervos físicos muitas vezes são
obsoletos (pela ausência de investimentos na aquisição de materiais bibliográficos) e os
equipamentos informáticos disponíveis aos leitores, são inexistentes e/ou sofrem pela
falta de manutenção. Existe ainda o quadro de funcionários responsáveis pelo setor que
em alguns casos não é formado pela presença do bibliotecário, mas por professores
readaptados na Secretaria da Educação e que são destinados a trabalhar em espaços
denominados de Salas de Leitura, que na verdade, muitas vezes são apenas locais para
projeções de vídeos e reuniões do corpo docente. Outras funções haveriam de ser dadas
aos professores readaptados, já que esses docentes, além de não possuírem formação
específica para gerir esses espaços informacionais, acabam assumindo os espaços dos
profissionais da informação.
Longe de se adequarem numa cultura informacional e digital, esses espaços
denominados por bibliotecas não fazem sentido para a sociedade e muitos menos ao
corpo estudantil, resultando em repositórios estanques, sem a menor perspectiva de se
efetivarem práticas inclusivas de leitura e escrita e de se mediar informações.
Abarcando outros equipamentos informacionais como bibliotecas de faculdades
e universidades na perspectiva da cultura digital têm-se as bibliotecas digitais. Esses
espaços virtuais são essenciais em cursos que possuem a modalidade a distância, para
tanto o “Decreto nº 5.622, de 9 de novembro de 2005” veio estabelecer o oferecimento
de bibliotecas adequadas, com acervo on-line que atendam a seus estudantes. Porém, em
uma avaliação preliminar (RECK, 2010), constatou que sites de bibliotecas digitais de
Universidades públicas brasileiras não atendem totalmente às recomendações de
acessibilidade do Governo Federal.
O papel desempenhado pelas bibliotecas neste inicio do século XXI, seriam de
suma importância, que além do acervo físico de qualidade, poderiam permitir o acesso à
computadores em rede, disponibilizar acervos digitais, proporcionar consultas aos
catálogos digitais (OPACs), realizar programas de mediação da leitura e efetivação de
amplas produções de manifestações artísticas.
Parece ser ideal para uma biblioteca nesta contemporaneidade, oferecer desde
livros impressos a e-books ou ainda, várias ações como a Advocacy que tem por
objetivo advogar em causa da biblioteca de modo planejado e estratégico com a função
da melhoria dos espaços informacionais junto aos poderes públicos e privados para que
se avancem cada vez mais na alfabetização e democratização da informação.

O livro impresso e o digital


Articulando sobre a cultura eletrônica, podem-se trazer à tona questões
relevantes sobre o futuro do livro impresso. O livro continua a evoluir enquanto novos
meios para distribuir os textos são desenvolvidos. Quando a sociedade letrada realizou a
transformação dos manuscritos para os livros impressos, após um período, houve uma
explosão de variedade e escolha na medida em que era fácil produzir um livro com
várias cópias que pudessem ser facilmente transportadas. Na conclusão de Logan
(2012), uma explosão semelhante está ocorrendo com as “novas mídias” pela facilidade
com que produtos de mídia, seja texto, áudio ou vídeo, podem ser duplicados e
transmitidos.
Para Darnton (2010, p. 88), a melhor defesa que pode ser feita em relação aos e-
books tem relação com a publicação acadêmica, não em todos os campos, mas num
número considerável de áreas das ciências humanas e sociais onde se tornou
proibitivamente caro produzir monografias convencionais.
Logan (2012), admite que o livro está vivo e permanecer ao lado das mídias
digitais. No entanto, a eletrificação e depois a digitalização da informação resultaram
em novos padrões de uso da informação.
O tempo gasto com livros pode diminuir, mas o tempo
gasto na leitura pode realmente aumentar considerando-
se toda a leitura envolvida em “novas mídias” com o
uso da web, dos blogs, textos de e-mail, mensagens,
mensagens instantâneas e leitura de texto associado a
jogos eletrônicos (LOGAN, p. 229, 2012).

Em última análise, as mídias digitais estimulam ainda mais a escrita e a leitura,


já que um dos aspectos essenciais da mídia virtual é a centralidade da escrita, pois a
tecnologia digital depende totalmente dela.
Portanto, o acesso às tecnologias de comunicação e informação, a produção de
conteúdos, a melhoria da infraestrutura informacional (composta de bibliotecas infantis,
escolares, publicas, especializadas e universitárias), a aplicação de metodologias de
competência em informação e a compreensão de que a inclusão na sociedade da
informação tem um grande significado na melhoria da qualidade de vida, são as
questões mais relevantes na formulação de políticas públicas para a nossa sociedade.
O acesso à informação na nova era, significa o investimento adequado para
diminuir as desigualdades sociais e as formas de dominação que foram dominantes na
história contemporânea.

Considerações finais

No curso da história, o acesso livre às informações sempre esbarrou em ordens


diversas como: Sociais, culturais, econômicas, políticas ou religiosas.

Figura 1. Apropriação cultural e o desenvolvimento humano

Fonte: os autores.
Compreende-se que através do acesso democrático às informações, nas mais
variadas manifestações de linguagens e suportes, possam redundar na apropriação
cultural gerando o desenvolvimento social.
Em se tratando da evolução dos suportes da palavra escrita, as bibliotecas
brasileiras (públicas e escolares) pouco contribuíram para a democratização do acesso à
informação. Nessa era mediada pelas TICs, a importância das bibliotecas para o acesso
a todos os formatos de textos passa a ser de vital importância para a apropriação das
informações em prol da construção do conhecimento. A biblioteca existente no âmbito
escolar, principalmente na esfera pública, também tem se omitido tanto na formação do
leitor como no acesso às informações impressas e digitais que ocasionam as práticas que
desenvolvem uma apropriação cultural.
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