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O cuidado em satide mental na atualidade MENTAL HEALTH CARE TODAY EL CUIDADO EN SALUD MENTAL EN LAACTUALIDAD Lucilene Cardoso’, Sueli Aparecida Frari Galera? RESUMO (© objetivo dese trabalho fo identicar as caractristieas s6elo-demograficas dos cu adores de pessoas que tiveram alta hospi- talar de internacto psiquidtrica. Foi reaiza~ do um estudo quantitative exploratério erm um servico ambulatoral de saide mental ‘8 amostra foi composta por pacientes legressos de internacdo e seus cuidadores. Foi utlizado um questiondrio ea pesquisa foi aprovade pelo CEP. De 48 pacientes legressos 21 possulam um cuidador. Todos os cuidadoresidentificacos eram familiares dos pacientes ea idade méia fo! de 46,5, anos. As mes eram a5 principais culdado- 13s er 38% dos casos. Casados ou amasia- ds representaram 61,9% dos cuidadores © apenas um cuidador ndotinna hos. Apri cipal fonte de renda foi trabalho eventual para 28,6%. Conhecer quem s30 0s culda- {ores dos pacientes egressos de internagio psiquistrica, hoe, possibitaidentiicar ca racterstcas que podem fomentar a deter- ‘minagio do melhor ratamento e suporte profssional ao culdado dessa cientla, DESCRITORES Sade mental Enfermagem psiqudtica Desinsttucionalzagio Cuidadores Familia "Patera Dour do Departamento de Enter Portugués! gts fri wascilo sireouey jm Paiquitia e lénces Humaras da Esccla ABSTRACT ‘The objective of thisstudy was to identify the sociodermographic characteristics ofcaegh cerstopeoplewhohavebeen discharged fom psychiatric hospitalization A. quantitative ex: ploratory study was performed at an outa: tient clinic of a mental health service, The sample consisted of patients who had been dlscharged and their caregivers. A question naire was used, andthe study was approved bythelocaresearchethics committee. Ofthe 48 discharged patients, 22 hada caregiver. ll theidentified caregivers were relatives ofthe patients, and their average age was 46.6, years In 3896 of cases, the patient's mother was the caregiver in terms of martal status, 61.9% of te caregivers were marred o v= Ing in commonéaw relationships, and only ‘one caregiver didnot have chilren,Themain source ofincome for 28.6% the participants was temporary keeping eventual jobs. By knowing who isthe caregiver of a patient ds charged from psychiatric hospitaliation it's possile to identify the characteristics that ‘may help to determine the best treatment ane professional support for that population, DESCRIPTORS ‘Mental health Psychiat nursing Deinstitutionalization Caregivers Family Recebido: 270172008 orovade: 08032010, TVNIDRIQ, ODLLAY RESUMEN Este trabajo objetvéidentiiar las carac teristias soclodemogrificas de culdadores de personas que tuvieron alta hospitalaria. de internacién psiquitrica.Estucio cuant tativo exploratori, realizado en servicio ambulatorio de salud mental. Muestra constituida por pacientes egresados de in- termacin y sus cuidadores. Se utilizd cues tionari, la investigacién fue aprobaca por fl CEP. De 48 pacientes egresados, 21 po seian cudador Todos los euidadores iden tiicados eran familiares de los pacientes, con edad media de 46,6 affos. Las madres eran as principales culdadoras, en 38% de los ca50s. Casados 0 cSnyuges representa- ‘on 61,9 de culdadores y solo un cuidador ‘no tena his. La principal fuerte de ingre- 505 fue el trabajo eventual para 28,6%. Co rnocer quiénes son los culdadores de los pacientes egresados deinternacién psiquis ‘rica, actualmente,posiilita identifier ce racteristcas que pueden colaborar en la leccin de mejor tratamientoy apoyo pro {esional para el cuidado de tales pacientes. DESCRIPTORES Salud mental Enfermeria psiquitrica Desinstituclonalizacién uidadores Familia Enfermagem de Ribeiro Preto 62 Unversdade do irmiagor Paiguiiea» Ciénies Huma Rev Esc Enferm USP 201%; 459-8071 wmcessspiroouspl INTRODUCAO A humanidade, desde os primérdios, tem dificuldade em lidar com as diferencas e com as dissondincias do senso e convivéncia comum. Na psiquiatria, o tratamento da lou- cura por vezes foi baseado na intolerancia frente aos com- portamentos dos doentes mentais tendo no cércere dos individuos uma op¢io para afugentar o diferente e prote- ger a sociedade’ Nas tiltimas décadas, os hospitals psiquidtricos deixa- ram de constituir a base do sistema assistencial, cedendo terreno 2 uma rede de servicos extra-hospitalares de crescente complexidade, visando 8 desconstrucéo do mo- delo até ento vigente. A internaco psiquistrica tornou- se mals criteriosa, com periodos mais curtos de hospi: talizaglo, favorecendo a consolidago de um modelo de atengdo 8 sale mental mais integrado, dinémico, aberto fe de base comunitéria Neste contexto, o paciente, sua familia e os profissio- nais dos servicos comunitérios passam a ser, cada vez mais, os principals provedores de cuidados em sade mental. Exigindo articu lagao entre diversos servigas da rede de sail de em seus diferentes niveis de atencio". Porém, no Brasil, como em muitos outros paises, esta rede de servicos ainda esta em desenvolvimento e carece de ampliacio da ‘talar mals préxima ao cotidiano de seus cli entes® Apesar desses avancos a assisténcia a0 doente mental ainda é marcada por um processo de sucessivas internagGes, caracte- Fzando um novo fenémeno conhecido como porta giratéria. Isto é, o doente alterna entre episédios agudos com internagao e periodos de estabilidade quando fica na comunidade" A demanda de cuidado em satide mental nio se res- tringe apenas a minimizarriscos de internago ou contro- lar sintomas, Atualmente, 0 cuidado envolve também ques- es pessoais, socials, emocionais e financeiras, relaciona das & convivéncia com o adoecimento mental. Tal culdado 6 cotidiano e envolve uma demands de atenco nem sem- pre prontamente assistida devido a intimeras dificuldades vvivenciadas tanto pelos pacientes e seus familiares, quan. to pelos profissionais e a sociedade em geral, tais como: escassez de recursos, inadequacdo da assisténcia profissi- ‘onal, estigmatizacao, violacao de direitos dos doentes, di ficuldade de acesso a programas profissionalizantes, etc" Além disso, cabe ressaltar a notéria complexidade do cuidado em satide mental, uma vez que, em muitos casos so necessérios tratamentos poli-medicamentosos, supor- te terapéutico e ocupacional de longo prazo. Nesse senti- do 0 processo de assisténcia destes pacientes deve ser otimizado visando a reabilitagio e interacdo psicossocial 0 cuidado em satide mental [6] decorrente de uma intrinseca relagao entre os servigos de satide, seus profissionais, 0 implantagdo de infra-estrutura extra-hospi- paciente e sua familia, considerando as particularidades de cada contexto cultural, social e econémico, esse sentido, a busca pela adequacao da assisténcia a0 ccuidado em satide mental tem suscitado indmeros questio- namentos acerca da proposta de desinstitucionalizago, uma vvez que esta proposta ainda nao foi devidamente consolida- da pelo modelo de atencéo proposto, gerando grande de- manda aos insuficientes servigos substitutivos de assistén- cia caracteristicamente comunitéria, abordagens assistenci als equivocadas até a desassis-téncia em alguns casos!” No Brasil, algumas das propostas da Politica Nacional de Satide Mental, apoiada na lei 10.2162, centram-se na qualifcacdo, expansao e fortalecimento da rede extra-hos: pitalar de servicos com assisténcia humanizada, como: Cen- tros de Atengdo Psicossocial (CAPS), Servicos Residenciais TTerapéuticos (SATs) e Unidades Psiquiatricas em Hospitals Gerais (UPHG); inclusio das agdes da satide mental na aten- (Go basica e a reinsergio social de pacientes longamente institucionalizados na familia e na comunidade, além da Reabilitagio Psicossocial®, Esta Reabilitagio consiste na utlizago de miltiplas téc nicas que visam potencializar as habilidades desta popula- 0, melhorar a interac3o do doente mental a sua rede social, garantir seus direitos como cidadio e sua adequagio também aos deve- res que esta condicdo exige de maneira a con- fluir para uma melhor gestdo do cuidado em salide mental”, ‘Ouseja, acuidado tem sido almejado, atra- vés da capacitacao de todos os sujeitos envol- vidos nesse processo (pacientes, familiares, profissionais e sociedade), a melhor compre: lender 2 doenca mental, quebrando as barrei- rasao cuidado digno destas pessoas adoecidas, qualificago da assisténcia& salide mental, res- taurando de acordo com os recursos dispont veis o potencial destes para vida auténoma em sociedade, 0 que destaca 0 papel fundamental do cuidador: pessoa, membro ou no da familia, ue, com ou sem re munerago, cuida do doente ou dependents no exerccio das suas aividedes dirs, tas como aimentagao,higlene pessoal, medicaglo de roina, acompanhamenta aos senv= {98 de Saide © demais seriges requeridos no cotidano - ‘como a ida a bancos ou farmacias, excludas as técnicas ou procedimentos identiicados com profissdes legalmente es- tabelecdas, partoulamente na area da enfermageny". Sendo portando, 0 cuidado em satide mental decorren- te de uma intrinseca relagdo entre os servigas de saude, seus profissionais, o paciente e sua familia, considerando as par- ticularidades de cada contexto cultural, social e econdmico. Entendendo que, em muitos casos, este cuidador esté inserido no ntcleo familiar destes pacientes é de suma im: portancia conhecer melhor quem so estes familiares cui- dadores, parceiros da assisténcia em satide mental, Pois, apesar do aspecto positive da promos dos lagos familia. res e sociais, essa responsabilizagio, muitas vezes, é mar- ‘cada pela sobrecarga dos cuidadores, devido & falta de ori- 2011, a59}087—1 www sousp.orrosusp! lentaglo e de apoio necessérios para o desempenho do pa- ppel que esses assumem no dia-2-dia, Por isso, acreditamos {que conhecer as caracteristicas pessoals e cotidianas dessa clientela pode fornecer importantes informagées para o pla rnejamento mais humanizado, compartilhado coletivo da assisténcia oferecida ao culdado em sade mental. Nessa pesquisa investigamos caracteristicas gerais das pes- s0as que auxliam o cuidado de portadores de transtornos imentais egressos de internacdo psiquidtrica junto @ um servi 9 extra hospitalar de saide mental. Pos, como enfermeiras, entendemos que esse é um recurso importante para a quali- ficagdo da assistncia e auxilio a0 cuidado em satide mental OBJETIVO O objetivo desse trabalho fol identificar as caracteristi- cas sociodemograficas dos cuidadores de pessoas com transtornos mentais que tiveram alta hospitalar de inter- nagdo psiquidtrica METODO Foi realizado um estudo exploratério, descrtivo, prospec- tivo, no periado entre dezembro de 2007 e abril de 2008. Esta pesquisa foi aprovada pelo Comité de Etica em Pesquisa do Centro de Sade Escols Joe! Domingos Machado da Faculda- cde de Medicina de Ribeir3o Preto - Universidade de Sio Paulo USP - (protocolo 254/CEP CSE FMRP-USP) © Local do estudo foi um Nucleo de Menta (NSM), unida- de de atendimento ambulatorial,na cidade de Ribeirdo Preto. ‘A populacio desse estudo é representada pelo univer- so de todos os pacientes e seus cuidadores, matriculados no referido servigo de satide mental ‘A amostra foi composta pelos cuidadores de todos os pacientes egressos de internagao psiquidtrica recente em lum servigo pliblico de assisténcia a satide mental, segun: do o reconhecimento destes pacientes. A definigao de cui- dador adotada nesse estudo foi baseada na Politica Nacio- nal de Saude, citada anteriormente'™ Na rotina deste servigo todos os clientes que passaram por internagao psiquidtrica so atendidos em consulta médica, para restabelecimento do seguimento assistenci- al extra-hospitalar. Os cuidadores foram abordados na pés- consulta de enfermagem para convite a pesquisa e preen- chimento do termo de consentimento live e esclarecido, Para a coleta de dados utilizamos um questionério que contemplou as seguintes varidvels: Diagnéstico do pacien: te egresso, ter um cuidador, vinculo do cuidador com 0 patiente; sexo do cuidador; Idade cuidador; Escolaridade cuidador; Estado civil do culdador; Nimero filhos do cul- dador; Trabalho do cuidador; Opinio do Cuidador quanto 8 importancia do tratamento com remécios. ‘Aanélise dos dados foi realizada através de medidas de tendéncia central no programa estatistico SPSS, versio 10.0, RESULTADOS No periodo, cingUenta e quatro pessoas com transtor- nos mentals receberam alta de internacao psiquldtrica. Isso representou uma média de treze internagdes ao més, isen- ‘0 0s casos em que o mesmo paciente necessitou de nova internago dentro desse periodo, Seis pacientes foram ex- cluidos do estudo devido a falta em consulta ou transfe- réncia para outro servigo, Entre os quarenta e oito pacientes investigados apenas vinte e um afirmaram ter e apresentaram uma pessoa que 0 auxiliam na manutencdo de seu tratamento, embora a ‘maioria deles (93,8%) morasse com seus familiares. Foram entrevistados os vinte e um culdadores dos quarenta e cito pacientes egressos de internagao psiquidtrica que aceita- ram participar da pesquisa, As caracteristicas sécio-demogréficas dos cuidadores estdo apresentadas na Tabela 1. Verificou-se assim, que @ maioria (56,25%) dos pacien- tes nio tinha ou no reconheceram ter um culdador na ocasido da pesquisa. Todos os pacientes que apresentaram cuidadores tinham diagnéstico transtorno mental grave e persistente sendo esquizofrenia 0 diagnéstico mais preva- lente na amostra (52,4%) ‘A maioria dos cuidadores eram mulheres (76,2%), ca sados (61,9%), possuia filhos (95,2%) e estudou até o pri- rmeiro grau completo (71,4%). Quatro cuidadores (19,0%) ‘tinham segundo grau incompleto e apenas um o segundo rau completo. Um cuidador possuia curso superior. A idade média foi 46,6 anos e variou de vinte e dols 2 sessenta e dois anos. O grau de parentesco do cuidador com © paciente foi assim distribuido: mes em 38% dos casos, itmos em 28,6%, esposos (as) em 23,8%. Houve um cuida- dor que era fiho do paciente e um que era sobrinho. Eram casados ou amasiados 61,9% dos culdadores, 19,0% leram vitivos (as). Separados ou divorciados representaram 14,396 da amostra e solteiros (4,8%). Quanto 20 ntimero de filhos 33,3 % possufam um filho e 33,3% possulam dois f- Ihos. Pacientes com trésfilhos ou mais somaram 28,6% da amostra. Apenas um cuidador néo tinha filhos. A principal fonte de renda entre os cuidadores foi otra- batho eventual (28,6%). A outra parte da amostra teve dis- ‘tribuigdo regular dos cuidadores sendo que quatro (19,054) ‘inam trabalho regular informal (sem registro em cartel- ra, quatro trabalho regular registrado e quatro eram apo- sentados. Havia trés cuidadores desempregados. Entre os vinte e um cuidadores entrevistados fol unani- me 2 opinio de que o tratamento medicamentoso no tra- tamento dos doentes mentais é importante. ‘201%; 45.3734 spr