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TRIBUNAL DE JUSTIÇA
PODER JUDICIÁRIO
São Paulo

Registro: 2019.0000219018

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/sg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 2157479-95.2018.8.26.0000 e código B7B94C0.
ACÓRDÃO

Vistos, relatados e discutidos estes autos de Agravo de Instrumento nº


2157479-95.2018.8.26.0000, da Comarca de São Paulo, em que é agravante
COOPERATIVA HABITACIONAL DOS BANCÁRIOS DE SÃO PAULO -
BANCOOP, são agravados ARLETE CORREIA DE LUCIA BARROS, EDSON
DE SOUZA, LEANDRA FRANCO DE OLIVEIRA, GREICE CRISTINA DE
OLIVEIRA, VERA LUCIA DEBONI, JOSE CARLOS MALDONADO,
WALASSE FERRAZ COSTA, MARIA REGINA MACEDO, DANIEL
MALDONADO, ERICA FERREIRA CARILLO, DEVANIR CARDIM JUNIOR,
MARCIO HERNANDEZ, MARCELO SALLES, RINALDO BARBOSA FORTES,
VICENTE TEXEIRA, FERNANDA DE CAIRES VIANA, ALBERTO BORGES
MORAES, TÂNIA SANTOS ROSA BORGES MORAES, RAMATIS BRAGA
REIS, RITA DE CASSIA DAMICO, ANA CLAUDIA DE SOUZA, SUELI

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ELCIO TRUJILLO, liberado nos autos em 26/03/2019 às 16:22 .
MARIA LEITE, VALDIR ANTONELLI, VERA LUCIA PEREIRA, ODILON DE
CARVALHO ALVES CONSERVA, VIVIANE MILANI MANARINI, ANA
MARIA DE OLIVEIRA e PAULO SINION LOPES.

ACORDAM, em 10ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de


Justiça de São Paulo, proferir a seguinte decisão: "Negaram provimento ao recurso.
V. U.", de conformidade com o voto do Relator, que integra este acórdão.

O julgamento teve a participação dos Exmos. Desembargadores


JOÃO CARLOS SALETTI (Presidente sem voto), SILVIA MARIA FACCHINA
ESPÓSITO MARTINEZ E COELHO MENDES.

São Paulo, 26 de março de 2019.

ELCIO TRUJILLO
RELATOR
Assinatura Eletrônica
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AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 2157479-95.2018.8.26.0000

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Comarca de São Paulo
Agravante: Cooperativa Habitacional dos Bancários de São
Paulo - Bancoop
Agravados: Arlete Correia de Lúcia Barros e outros

Voto nº 35664

TUTELA DE URGÊNCIA Ação de obrigação de fazer e


não fazer, fundada em inexistência de relação cooperativa

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ELCIO TRUJILLO, liberado nos autos em 26/03/2019 às 16:22 .
entre as partes Abstenção de votação de quaisquer itens
em assembleia que deliberem sobre a possibilidade de
dissolução da agravante - Deferimento - Presença dos
requisitos exigidos pelo art. 300, do Código de Processo
Civil/2015 Probabilidade do direito alegado e do perigo
de dano demonstrados - Decisão mantida AGRAVO
NÃO PROVIDO.

Vistos.

Trata-se de agravo de instrumento interposto contra r.


decisão às fls. 174/176 que, em ação de obrigação de fazer e de não-fazer,
deferiu a tutela provisória de urgência para determinar à ré agravante que
se abstenha de votar os itens I, II e IV da pauta da assembleia designada
para 31.07.2018 e de qualquer item relacionado à respectiva dissolução
(processo nº 1077460-13.2018.8.26.0100 39ª Vara Cível do Foro Central Cível da Comarca da
Capital).

Em busca de reforma, sustenta a agravante a ausência


dos requisitos autorizadores da tutela de urgência.

O pedido de suspensão do cumprimento da r. decisão


atacada foi indeferido fls. 197/199.

Contraminuta fls. 210/218.

Agravo de Instrumento nº 2157479-95.2018.8.26.0000 -Voto nº 35664 2


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A d. Procuradoria Geral de Justiça manifestou-se pelo


não provimento do recurso fls. 221/223.

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É o relatório.

Consta dos autos que a ré agravante convocou


assembleia para a votação de itens que tratam da possibilidade de sua
dissolução, o que poderia prejudicar os adquirentes dos imóveis com
eventual responsabilização pela ingerência dos ex-dirigentes da
cooperativa, pretendendo estes a suspensão da votação desses itens em
assembleia.

O pedido de tutela de urgência foi deferido para


determinar à ré que se abstenha de votar os itens I, II e IV da pauta da

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ELCIO TRUJILLO, liberado nos autos em 26/03/2019 às 16:22 .
assembleia designada para 31.07.2018 e de qualquer item relacionado à
respectiva dissolução r. decisão de fls. 174/176.

Daí o presente agravo.

O recurso não comporta acolhimento.

Dispõe o novo Código de Processo Civil:

“Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando


houver elementos que evidenciem a probabilidade do
direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do
processo.

§1o Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode,


conforme o caso, exigir caução real ou fidejussória
idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa
vir a sofrer, podendo a caução ser dispensada se a parte
economicamente hipossuficiente não puder oferecê-la.

§2o A tutela de urgência pode ser concedida


liminarmente ou após justificação prévia.

§3o A tutela de urgência de natureza antecipada não


será concedida quando houver perigo de irreversibilidade
dos efeitos da decisão.”

Da leitura do referido dispositivo legal, depreende-se

Agravo de Instrumento nº 2157479-95.2018.8.26.0000 -Voto nº 35664 3


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que a concessão da tutela de urgência deve observar determinados


requisitos, de forma cumulativa, a saber: 1) a probabilidade do direito

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alegado; 2) o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

Pois bem.

“Prova inequívoca é aquela a respeito da qual não mais


se admite qualquer discussão. A simples demora na solução da demanda
não pode, de modo genérico, ser considerada como caracterização da
existência de fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação,
salvo em situações excepcionalissímas” (STJ-1ª Turma, REsp 113.368-PR, Rel. Min.
José Delgado, j. 7.4.97, deram provimento, v.u., DJU 19.5.97, p. 20.593), sendo que “Só a
existência de prova inequívoca, que convença da verossimilhança das
alegações do autor, é que autoriza o provimento antecipatório da tutela
jurisdicional em processo de conhecimento” (RJTJERGS 179/251).

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Hipótese verificada no presente caso.

Essa análise pressupõe “(...) saber se é mesmo


provável que o dano poderá vir a acontecer caso não concedida a medida,
se sua ocorrência é iminente, se a lesão é pouco grave ou seus efeitos são
irreversíveis, se o bem que o autor pretende proteger tem primazia sobre
aquele defendido pelo réu (o que envolve a questão atinente à importância
do bem jurídico) (...)” (José Miguel Garcia Medina in Direito Processual Civil Moderno, Ed. RT,
2015, p. 472).

Na lição de Luiz Guilherme Marinoni, “o juiz, quando


concede a tutela sumária, nada declara, limitando-se a afirmar a
probabilidade da existência do direito, de modo que, aprofundada a
cognição, nada impede que o juiz assevere que o direito que supôs existir
na verdade não existe” (A antecipação da tutela. São Paulo, Malheiros, 2004, 8ª ed., p. 35).

A alegada legitimidade da votação dos itens


relacionados à deliberação sobre a sua dissolução deverá ser demonstrada
pela agravante no decorrer do processo, sendo que cuidarão as partes da
demonstração probatória segura no sentido de dar amparo às respectivas
teses, sendo patente também a possibilidade de reversão da medida.

Por outro lado, o perigo de dano ou o risco ao resultado


útil do processo derivam dos possíveis prejuízos advindos das deliberações
e decisões tomadas na assembleia convocada, notadamente quanto à

Agravo de Instrumento nº 2157479-95.2018.8.26.0000 -Voto nº 35664 4


Relator
ELCIO TRUJILLO

Agravo de Instrumento nº 2157479-95.2018.8.26.0000 -Voto nº 35664


Assinado digitalmente
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possível dissolução da cooperativa e seus consectários legais.

Ante o exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo.

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