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FACULDADE METROPOLITANA DE MANAUS

BACHARELADO EM ENGENHARIA CIVIL


TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
_______________________________________________________________________________

ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA - UMA VISÃO TÉCNICA CORRETIVA


DAS BARREIRAS E PATOLOGIAS EXISTENTES NO CENTRO DE
CONVENÇÕES DE MANAUS PARA PESSOAS EM CADEIRA DE RODAS

Acadêmico: CARLOS ALBERTO CHAVES JÚNIOR

MANAUS/AM
2017

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BACHARELADO EM ENGENHARIA CIVIL
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
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CARLOS ALBERTO CHAVES JÚNIOR

ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA - UMA VISÃO TÉCNICA CORRETIVA


DAS BARREIRAS E PATOLOGIAS EXISTENTES NO CENTRO DE
CONVENÇÕES DE MANAUS PARA PESSOAS EM CADEIRA DE RODAS

Trabalho de Conclusão de Curso submetido à


banca examinadora do Curso de Bacharelado
em Engenharia Civil, da Faculdade
Metropolitana de Manaus - FAMETRO, como
requisito obrigatório à obtenção da graduação
em Engenharia Civil.

Orientador: Prof. David Cardoso

MANAUS/AM
2017
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FICHA CATALOGRÁFICA

C512a Chaves Júnior, Carlos Alberto.

Acessibilidade Arquitetônica - Uma visão técnica corretiva das barreiras e


patologias existentes no Centro de Convenções de Manaus para pessoas em
cadeira de rodas. / Carlos Alberto Chaves Júnior. Manaus: FAMETRO - 2017.
50p.

Orientador: Prof. David Cardoso dos Santos, MSc.

Trabalho de conclusão de Curso apresentado como requisito para obtenção do


título de Bacharel em Engenharia Civil pela Faculdade Metropolitana de Manaus
– FAMETRO, 2017.

1. Engenharia Civil. 2. Barreiras arquitetônica. 3. Acessibilidade. 4. Espaços


adequados. I. Santos, David Cardoso. II. Faculdade Metropolitana de Manaus.
III. Título.

CDU: 624:340.134-056.37

Responsável Técnico: Biblioteca FAMETRO

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CARLOS ALBERTO CHAVES JÚNIOR

ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA - UMA VISÃO TÉCNICA CORRETIVA


DAS BARREIRAS E PATOLOGIAS EXISTENTES NO CENTRO DE
CONVENÇÕES DE MANAUS PARA PESSOAS EM CADEIRA DE RODAS

Trabalho de Conclusão de Curso submetido à banca examinadora do Curso


de Bacharelado em Engenharia Civil, da Faculdade Metropolitana de Manaus -
FAMETRO, como requisito obrigatório à obtenção da Graduação em Engenharia Civil.

BANCA EXAMINADORA

________________________________________________________
Examinador: Jacqueson Costa Santos
Faculdade Metropolitana de Manaus - FAMETRO

________________________________________________________
Examinador: Igor Bezerra de Lima
Faculdade Metropolitana de Manaus - FAMETRO

________________________________________________________
Examinador: Fabrício de Amorim Rodrigues
Faculdade Metropolitana de Manaus - FAMETRO

Trabalho de Conclusão de Curso aprovado em: ________/________/_________

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DEDICATÓRIA

Dedico esse trabalho à minha esposa Marcelle Braga, que ao longo desses
anos esteve ao meu lado, apoiando e incentivando minha caminhada para realizar
nossos sonhos.
À minha filha Carla Chaves, minha principal motivação para ser um homem
melhor, a quem desejo ser um espelho de determinação e luta na busca de
conhecimento.
Aos meus pais, Carlos Chaves e Maria Linda, que foram os responsáveis por
minha formação e a quem devo respeito, carinho e gratidão.
Aos meus irmãos Carla, Gilson, Creuza e Rodrigo, minhas primeiras
referências de amizade.
À toda minha família, pois sempre acreditaram que eu venceria mais uma
etapa na minha vida.

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AGRADECIMENTOS

Primeiramente agradeço a Deus, a Ele toda honra e toda glória, sem suas
bênçãos eu não teria chegado até aqui.
À minha esposa Marcelle Braga, pelo amor, companheirismo, compreensão e
incentivo recebido ao longo desta caminhada.
Ao meu pai Carlos Chaves e a minha mãe Maria Linda, pelos conselhos,
orações e principalmente pelos exemplos, pois são esses valores que formam o
caráter. A minha eterna gratidão aos meus pais.
Aos meus professores, com muita dedicação e competência conduzem sua
profissão. Eles foram nossos facilitadores na aprendizagem e nos auxiliaram no
caminho da pesquisa e da construção do conhecimento.
A cada um dos meus colegas de curso, agradeço pela companhia e por
compartilharmos lutas e vitórias.
À Faculdade Metropolitana de Manaus, à diretoria acadêmica, corpo docente,
administrativo e todos os demais, que direta ou indiretamente contribuíram para
realização deste sonho.
Ao Dr. Robério Braga, Secretário de Estado da Cultura, e aos funcionários da
Secretaria de Estado da Cultura – SEC, que autorizaram o uso do centro de
Convenções de Manaus – Sambódromo como objeto de estudo de caso para
elaboração desse trabalho.

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RESUMO

Esta pesquisa aborda as barreiras arquitetônicas que se constituem obstáculos no


meio urbano e edificações, os quais dificultam a livre circulação de pessoas que
sofrem de alguma incapacidade transitória ou permanente, e enfatiza a acessibilidade
como possibilidade e condição para essas pessoas usufruírem com segurança e
autonomia os espaços adequados segundo a norma NBR 9050/2015. Teve como
objetivo analisar o espaço físico, na parte arquitetônica do Centro de Convenções de
Manaus, de acordo com os critérios e parâmetros técnicos estabelecidos pela norma
de acessibilidade NBR 9050/2015. O estudo adotou a pesquisa de natureza qualitativa
com fins descritivos e meios bibliográfico e de campo. Os resultados indicaram que o
Centro de Convenções de Manaus não atende de forma plausível o público que
recebe, especialmente as pessoas com alguma deficiência, foram identificadas várias
patologias e as mais evidentes são as barreiras arquitetônicas que limita pessoas em
cadeira de rodas a ter a sua liberdade e autonomia para livre acesso às áreas internas
e externas do Centro de Convenções. Entretanto, a acessibilidade é um elemento de
grande valor para a melhoria das condições de locomoção e qualidade de vida de um
público que busca inclusão e espaços urbanos, público ou privado, sem barreiras.

Palavras-chave: Barreiras Arquitetônicas; Acessibilidade; Espaços Adequados.

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Símbolo internacional de acesso............................................................. 15


Figura 2 - Dimensões referenciais para cadeira de rodas........................................ 15
Figura 3 - Dimensões referenciais para pessoas em cadeira de rodas.................... 15
Figura 4 - Pedestre ao lado de uma pessoa em cadeira de rodas – Vistas frontal
e superior............................................................................................... 16
Figura 5 - Duas pessoas em cadeira de rodas – Vistas frontal e superior................ 16
Figura 6 - Sinalização de estacionamento para pessoas com deficiência............... 17
Figura 7 - Dimensões adequadas de um banheiro acessível.................................. 18
Figura 8 - Altura adequada da pia para pessoas em cadeira de rodas..................... 18
Figura 9 - Modelos de barras de apoio utilizadas em sanitários............................... 19
Figura 10 - Exemplo de calçada acessível para cadeirante..................................... 20
Figura 11 - Centro de Convenções de Manaus....................................................... 24
Figura 12 - Calçada do acesso principal do Centro de Convenções........................ 25
Figura 13 - Estacionamento do Centro de Convenções.......................................... 26
Figura 14 - Área dos sanitários................................................................................ 26
Figura 15 - Circulação interna dos sanitários.......................................................... 27
Figura 16 - Caixa de inspeção................................................................................ 28
Figura 17 - Arquibancadas do Centro de Convenções........................................... 28
Figura 18 - Estacionamento do Centro de Convenções.......................................... 29
Figura 19 - Rampa de acesso................................................................................. 30
Figura 20 - Acesso inadequado ao Centro de Convenções de Manaus.................. 31
Figura 21 - Rampa inadequada............................................................................... 31
Figura 22 - Portaria do Centro de Convenções........................................................ 32
Figura 23 - Porta de acesso aos sanitários masculino e feminino........................... 33
Figura 24 - Largura da porta de acesso aos sanitários masculino e feminino.......... 33
Figura 25 - Sanitário para pessoas com deficiência - PCD..................................... 34
Figura 26 - Altura da bancada dos banheiros masculino e feminino...................... 35
Figura 27 - Acesso aos camarotes......................................................................... 35
Figura 28 - Escadas de acesso para as arquibancadas......................................... 36

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LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS

ABNT- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS


CONTRAN - CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO
CRPG - CENTRO DE REABILITAÇÃO PROFISSIONAL DE GAIA
IBDD - INSTITUTO BRASILEIRO DOS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
NBR - NORMA BRASILEIRA REGULAMENTADORA
PCD - PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
PNE - PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS
SEC - SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO..................................................................................................... 10

OBJETIVO GERAL............................................................................................. 11
OBJETIVOSESPECÍFICOS............................................................................... 11

1 METODOLOGIA............................................................................................... 12

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA........................................................................ 13
2.1 Pessoas com Deficiência Motora e seu Universo de Barreiras...................... 13
2.2 NBR – 9050 - Legislação para Pessoas em Cadeira de Roda.................... 13
2.3 Acessibilidade Arquitetônica e Comunicacional nos Espaços Públicos 19
2.4 Barreiras e Patologias existentes nos Espaços Públicos para Pessoas em
Cadeira de Roda............................................................................................ 22

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO.......................................................................... 24
3.1 Histórico do Centro de Convenções de Manaus Professor Gilberto Mestrinho 24
3.2 Mapeamento das patologias e barreiras arquitetônicas existentes no Centro
de Convenções de Manaus para pessoas em cadeira de rodas...................... 25
3.3 Proposta do Projeto Técnico para pessoas em cadeira de rodas ter
autonomia no Centro de Convenções de Manaus.......................................... 29
3.4 Proposta do Projeto Técnico para pessoas em cadeira de rodas ter
autonomia no Centro de Convenções de Manaus.......................................... 37

CONCLUSÃO........................................................................................................ 39

REFERÊNCIAS..................................................................................................... 41

APÊNDICES.......................................................................................................... 43

ANEXO I - Ofício da Faculdade Metropolitana de Manaus - FAMETRO................ 44


ANEXO II - Ofício da Secretaria de Estado de Cultura........................................... 45
ANEXO III - Termo de Autorização de Uso - parte 1............................................... 46
ANEXO IV - Termo de Autorização de Uso - parte 2.............................................. 47
ANEXO V - Termo de Autorização de Uso - parte 3.............................................. 48
ANEXO VI - Termo de Autorização de Uso - parte 4.............................................. 49
ANEXO VII - Publicação do Diário Oficial - DOE.................................................... 50

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INTRODUÇÃO

Diariamente, um grande número de pessoas com deficiência física enfrenta


diversos obstáculos, seja para se locomover, obter informações, se comunicar ou
utilizar equipamentos.
Historicamente, até o século XV, as referências sobre a população com algum
tipo de deficiência estavam integradas às concepções místicas. A partir do século XVI
na Europa, teve início um movimento de valorização dessa parcela da população.
No século XIX nos Estados Unidos, pessoas com deficiência, em especial os
veteranos que sofreram algum tipo de limitação física, devido a Guerra Civil norte
americana, passaram a receber atenção específica. Ao longo do século XX, foi
observado um avanço na área de programas de reabilitação específicos. Nos dias
atuais, século 21, é possível visualizar uma tendência de igualdade de direitos em
relação às pessoas com deficiência em diversas partes do mundo.
No Brasil, a luta pela melhoria da qualidade de vida e da acessibilidade por
parte das pessoas com deficiência é incansável, e mesmo amparados por projetos de
leis, ainda enfrentam muitas dificuldades, especialmente o de se locomover em
espaços públicos.
Sob a luz desse contexto, foi considerado o seguinte problema: Pessoas em
cadeira de rodas tem acessibilidade adequada no Centro de Convenções de Manaus?
A importância do tema se encontra na atualidade e seriedade. É relevante
para o campo social, pois de modo geral, a acessibilidade vem sendo uma
preocupação constante para os governos que buscam aplicar e adequar
acessibilidade em espaços públicos, construção, ampliação e reforma de edifícios,
dispondo de legislação e normas técnicas para isso. Como futuro profissional, a
atenção desperta para o desenvolvimento de projetos na área da construção de
espaços públicos ou privados que permita que pessoas com deficiência, definitiva ou
temporária, possam frequentar espaços adequados de forma independente. Logo,
acredita-se que este estudo se justifica por contribuir com informações relevantes para
o desenvolvimento correto de projetos.

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OBJETIVO GERAL

Analisar o espaço físico, na parte arquitetônica do Centro de Convenções de


Manaus, de acordo com os critérios e parâmetros técnicos estabelecidos pela Norma
de Acessibilidade NBR 9050/2015.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Levantar, através de mapeamento, as patologias e barreira existentes na parte


arquitetônica do Centro de Convenções de Manaus para pessoas em cadeira
de rodas;
 Analisar os acessos, áreas comuns e áreas de uso privativo do Centro de
Convenções de Manaus em conformidade com a legislação existente;
 Mostrar, através de projeto técnico, as melhorias para a pessoa em cadeira de
rodas ter autonomia no uso proposto.

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1 METODOLOGIA

A natureza da pesquisa se caracterizou de forma qualitativa, pela necessidade


de se buscar dados junto à administração do Centro de Convenções de Manaus
(Sambódromo), como também, obter autorização da Secretaria de Estado de Cultura
– SEC para realizar o registro fotográfico.
Quanto à finalidade, a pesquisa se constituiu descritiva, pois o pesquisador
não interferiu nos resultados dos itens coletados.
Em relação aos meios, foram utilizados dois tipos de pesquisa para obtenção
dos dados, a bibliográfica e de campo. A pesquisa bibliográfica foi necessária para o
desenvolvimento do referencial teórico que serviu para fundamentar esse estudo, e a
busca ocorreu por meio de elementos impressos e digitais.
A pesquisa de campo foi imprescindível para a obtenção do registro
fotográfico, observação e mapeamento das barreiras existentes na parte arquitetônica
do Centro de Convenções de Manaus para pessoas em cadeira de rodas.
Para obtenção dos dados da pesquisa de campo, utilizou-se como
instrumento de coleta uma entrevista não estruturada, aplicada junto à administração
do Centro de Convenções de Manaus.
Os dados obtidos por meio de registro fotográfico foram analisados de acordo
com os critérios e parâmetros técnicos estabelecidos pela Norma de Acessibilidade
NBR 9050/2015. E a partir dos levantamentos das barreiras arquitetônicas existentes
e dos registros fotográficos obtidos, foi possível estabelecer as formas corretivas
dentro da legislação vigente de acessibilidade, o qual forneceu subsídios para
elaboração do projeto proposto.
Os resultados são apresentados em forma textual e projetual, amparados pelo
registro fotográfico com o objetivo de proporcionar melhor compreensão das respostas
obtidas por meio da pesquisa de campo.

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2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 Pessoas com Deficiência Motora e seu Universo de Barreiras

Conforme Broadus (2012), o número de pessoas, no mundo todo, com algum


tipo de deficiência física é em torno de 10 a 12%, aproximadamente de 700 a 800
milhões de pessoas. 90% desse número, vivem nos países em desenvolvimento e
estão em idade produtiva.
Holanda et al. (2015) apontam que mais de 13 milhões de pessoas
apresentam algum grau de deficiência motora. Esse número constitui parcela
expressiva da população requerendo ações governamentais e da sociedade civil para
garantir sua reinserção social. A resolução 45/91, proposta pela Assembleia Geral da
Organização das Nações Unidas, estabeleceu como meta, uma sociedade inclusiva
até o ano de 2010. Entretanto, as pessoas com deficiência ainda enfrentam
dificuldades de ordem social, econômica, cultural, como também, a falta de
acessibilidade nas ruas e edificações.
No Brasil em 2010, de acordo com Gomes e Emmel (2016), eram
aproximadamente 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Esse número
aponta que quase 24% da população apresentaram algum tipo de deficiência: visual,
auditiva, motora e intelectual. Pessoas com deficiência (PCD) fazem parte de uma
parcela da população economicamente ativa. Com base nisso, os movimentos de
inclusão social, em várias partes do mundo, buscam a melhoria da qualidade de vida
e da acessibilidade das PCD.
Barbosa (2016) assevera que as dificuldades de mobilidade das pessoas com
deficiência podem causar sentimentos de inferioridade e promover comportamento
inibidor da mobilidade e movimentação, causando situação de reclusão.

2.2 NBR - 9050 - Legislação para Pessoas em Cadeira de Rodas

Acessibilidade, de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas -


ABNT – NBR 9050 (2015, p. 2), consiste na possibilidade e condição de alcance,
percepção e entendimento para utilização com segurança e autonomia de espaços
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mobiliários, edificações, equipamentos urbanos, transportes, informação e


comunicação, sistemas e tecnologias, serviços e “instalações abertos ao público, de
uso público ou privado de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por
pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida”.
Paim (2015) cita que a acessibilidade, de acordo com a Lei Brasileira de
Inclusão no 13.146, de 6 de julho de 2015, artigo 53, é um direito que garante à pessoa
com deficiência ou com mobilidade reduzida viver de forma independente e exercer
seus direitos de cidadania e de participação social. Segundo o autor, o artigo 54
estabelece que:

São sujeitas ao cumprimento das disposições desta Lei e de outras normas


relativas à acessibilidade, sempre que houver interação com a matéria nela
regulada: I - a aprovação de projeto arquitetônico e urbanístico ou de
comunicação e informação, a fabricação de veículos de transporte coletivo, a
prestação do respectivo serviço e a execução de qualquer tipo de obra,
quando tenham destinação pública ou coletiva (2015, p. 47).

Segundo a ABNT – NBR 9050 (2015), a indicação de acessibilidade nas


edificações, mobiliário, espaços e nos equipamentos urbanos deve ser feita por meio
do símbolo internacional de acesso – SAI, que consiste em um pictograma branco
sobre fundo azul, podendo também ser aplicado na versão em branco e preto e o
símbolo deve estar sempre voltado para o lado direito. Não pode sofrer modificação,
estilização ou adição.
O símbolo internacional de acesso (Figura 1) deve indicar a acessibilidade aos
serviços e identificar espaços, edificações, mobiliário e equipamentos urbanos, onde
existem elementos acessíveis ou utilizáveis por pessoas com deficiência ou com
mobilidade reduzida. Esta sinalização deve ser afixada em local visível ao público,
principalmente em locais como entradas, áreas e vagas de estacionamento de
veículos, áreas de embarque e desembarque de passageiros com deficiência,
sanitários, áreas de assistência para resgate, áreas de refúgio, saídas de emergência,
conforme, áreas reservadas para pessoas em cadeira de rodas, equipamentos e
mobiliários preferenciais para o uso de pessoas com deficiência. Os acessos que não
oferecem condições de acessibilidade devem possuir informação visual, indicando a
localização do acesso mais próximo (ABNT – NBR 9050, 2015).
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Figura 1: Símbolo internacional de acesso

Fonte: ABNT – NBR 9050 (2015)

De acordo com a ABNT – NBR 9050 (2015), as dimensões referenciais para


cadeiras de rodas, sejam manuais ou motorizadas sem reboque podem ser
observadas na Figura 2. A largura mínima frontal das cadeiras esportivas ou
cambadas é de 1,00 m. As dimensões referenciais para pessoas em cadeira de rodas,
motorizadas ou não, é de 0,80 m por 1,20 m no piso (Figura 3).

Figura 2: Dimensões referenciais para cadeira de rodas

Fonte: ABNT – NBR 9050 (2015)

Figura 3: Dimensões referenciais para pessoas em cadeira de rodas

Fonte: ABNT – NBR 9050 (2015)

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Os parâmetros referenciais para área de circulação em linha para pessoas em


cadeira de rodas são apresentados nas Figuras 4 e 5. A dimensão da largura se aplica
também às crianças em cadeiras de rodas infantis. As dimensões necessárias para a
manobra de cadeira de rodas com pedestre ao lado é de 1,20 a 1,50 m. Para a
circulação de duas pessoas em cadeiras de rodas, é necessário um espaço de 1,50 a
1,80 m (ABNT – NBR 9050, 2015).

Figura 4: Pedestre ao lado de uma pessoa em cadeira de rodas – Vistas frontal e superior

Fonte: ABNT – NBR 9050 (2015)

Figura 5: Duas pessoas em cadeira de rodas – Vistas frontal e superior

Fonte: ABNT – NBR 9050 (2015)

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As áreas de qualquer espaço ou edificação de uso público ou coletivo devem


ser servidas de uma ou mais rotas acessíveis. A rota acessível é um trajeto
contínuo, desobstruído e sinalizado, que conecta os ambientes externos e
internos de espaços e edificações, e que pode ser utilizada de forma
autônoma e segura por todas as pessoas. A rota acessível externa incorpora
estacionamentos, calçadas, faixas de travessias de pedestres (elevadas ou
não), rampas, escadas, passarelas e outros elementos da circulação. A rota
acessível interna incorpora corredores, pisos, rampas, escadas, elevadores
e outros elementos da circulação (ABNT – NBR 9050, 2015, p. 54).

Conforme a ABNT – NBR 9050 (2015), as vagas reservadas para


estacionamento de veículos para pessoas com deficiência devem ser sinalizadas e
demarcadas (Figura 6). É necessário um espaço adicional de circulação com no
mínimo 1,20 m de largura, quando afastadas da faixa de travessia de pedestres.

Figura 6: Sinalização de estacionamento para pessoas com deficiência

Fonte: ABNT – NBR 9050 (2015)

Em estádios, locais de shows e eventos ou em outros locais de uso coletivo


que se concentrem um grande número de pessoas, independentemente de atender à
quantidade mínima de 5 % de peças sanitárias acessíveis, é necessário haver um
sanitário acessível (Figura 7) para o sexo feminino e outro para o masculino, junto a
cada conjunto de sanitários. Os tampos para lavatórios devem garantir no mínimo uma
cuba com superfície superior entre 0,78 m e 0,80 m, e livre inferior de 0,73 m (ABNT
– NBR 9050, 2015). A Figura 8 ilustra a altura adequada da pia para pessoas em
cadeira de rodas.
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Figura 7: Dimensões adequadas de banheiro acessível

Fonte: ABNT – NBR 9050 (2015)

Figura 8: Altura adequada da pia para pessoas em cadeira de rodas

Fonte: IBDD (2008, p. 260)

As barras de apoio (Figura 9) utilizadas em sanitários e vestiários são


necessárias para garantir o uso com segurança e autonomia das pessoas com
deficiência ou mobilidade reduzida. Devem resistir a um esforço mínimo de 150 kg no
sentido de utilização da barra, sem apresentar deformações permanentes ou fissuras
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e estar firmemente fixadas a uma distância mínima de 4 cm entre sua base de suporte
até a face interna da barra. Quando necessários, os suportes intermediários de fixação
devem estar sob a área de empunhadura, garantindo a continuidade de deslocamento
das mãos. Quando houver mais de um sanitário acessível recomenda-se que as
bacias sanitárias, áreas de transferência e barras de apoio sejam posicionadas
simetricamente opostas, contemplando todas as formas de transferência para a bacia,
para atender a uma gama maior de necessidades das pessoas com deficiência (ABNT
– NBR 9050, 2015).

Figura 9: Modelos de barras de apoio utilizadas em sanitários

Fonte: ABNT – NBR 9050 (2015)

A superfície das tampas de caixas de inspeção deve estar nivelada com o piso
adjacente, e as frestas devem possuir dimensão máxima de 15 mm.
Preferencialmente, as tampas devem estar fora do fluxo principal de circulação.
Devem ser firmes, estáveis e antiderrapantes sob qualquer condição, e a sua eventual
textura, estampas ou desenhos na superfície não podem ser similares à da sinalização
de piso tátil de alerta ou direcional (ABNT – NBR 9050, 2015).

2.3 Acessibilidade Arquitetônica nos Espaços Públicos

Acessibilidade arquitetônica pode ser compreendida como a inexistência de


barreiras ambientais físicas nas casas, edifícios, espaços ou equipamentos urbanos
como também nos meios de transporte individuais ou coletivos (CENTRO DE
REABILITAÇÃO PROFISSIONAL DE GAIA - CRPG, 2012).

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Conforme Gomes e Emmel (2016), os edifícios públicos devem ter a função


ligada ao programa que está inserido, uma vez que, atividades realizadas em espaços
comuns devem atender à diversidade de público. Logo, para que todos os cidadãos
possam usufruir desses locais, estes devem ser adequados, impedindo assim
qualquer forma de exclusão. Conforme a Associação Brasileira de Normas Técnicas
(2015, p. 2), a acessibilidade consiste:

Na possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para


utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários,
equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação,
inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como outros serviços e
instalações abertos ao público, de uso público ou privado de uso coletivo,
tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou
mobilidade reduzida.

Na ótica de Broadus (2012), a maneira de conceituar deficiência física vem


evoluindo, pois, compreende-se que não é considerada apenas uma condição
estática, uma vez que a deficiência e seu nível de gravidade pode decorrer também
das condições oferecidas pela cidade à uma pessoa em cadeira de rodas, por
exemplo, sair de casa e chegar ao local de trabalho ou ir ao cinema e achar um lugar
bom para assistir ao filme. Dessa forma, se a pessoa em cadeira de rodas tem acesso
adequado, sua limitação física pode não ser mais qualificada como tão grave nos
índices de mobilidade. Entretanto, se a cidade não é acessível, qualquer deficiência
passa a ser considerada mais séria. Um modelo de calçada acessível é exemplificado
na Figura 10.

Figura 10: Exemplo de calçada acessível para pessoas em cadeira de rodas

Fonte: Prefeitura de Ariquemes (2015)


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Conforme o Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência – IBDD


(2008), ambientes acessíveis garantem às pessoas com deficiência o direito de ir e
vir. Por isso, é imprescindível que o piso ofereça algumas condições como
antiderrapante, regular, firme e com inclinação transversal máxima de 2%. Os
materiais de revestimento e acabamento devem ter superfície regular, firme, estável,
não trepidante para dispositivos com rodas e antiderrapante, sob qualquer condição
(seco ou molhado).
De acordo com o IBDD (2008), a largura da porta de banheiro acessível deve
ser igual ou superior a 0,80m. O vaso sanitário deve ter uma altura entre 0,43 m e
0,45 m do piso acabado, essa medida é a partir da borda superior. Para fazer a
transposição para o vaso sanitário ou chegar a ele, a pessoa em cadeira de rodas
necessita de um espaço com dimensões de 1,10m por 0,80m, situado frontal ou
lateralmente ao vaso.
A acessibilidade, segundo Lamônica et al. (2008), está incluída no conceito
de cidadania, no qual os indivíduos têm direitos assegurados por lei que devem ser
respeitados, entretanto, observa-se que muitos destes direitos esbarram em barreiras
arquitetônicas e sociais. Um espaço construído, quando acessível a todos, é capaz
de oferecer oportunidades igualitárias a todos os usuários.
Mazzotta e D’Antino (2011) destacam a obrigação dos teatros, cinemas,
auditórios, estádios, ginásios de esporte, casas de espetáculos, salas de
conferências, dentre outros em reservar 2% de sua capacidade para pessoas em
cadeira de rodas, distribuídos em locais distintos e de acordo com as normas de
acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
De acordo com a Lei Brasileira de Inclusão no 13.146, o artigo 55 trata da
concepção e da implantação de projetos referentes ao meio físico, de transporte, de
informação e comunicação, inclusive de sistemas e tecnologias da informação e
comunicação, e de outros serviços, equipamentos e instalações abertos ao público,
de uso público ou privado de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, devem
atender aos princípios do desenho universal, tendo como referência as normas de
acessibilidade (PAIM, 2015).
As Leis Federais 10.048 e 10.098 criadas no ano 2000 e regulamentadas pelo
Decreto Federal no 5.296/2004, define sobre a reserva de vagas para pessoas com
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deficiência física ou visual nos estacionamentos de veículos. É um direito assegurado


por Lei Federal com uso regulamentado por Resolução do Conselho Nacional de
Trânsito (CONTRAN), que determina que 5% do total de vagas sejam destinadas a
idosos e 2% a portadores de deficiência (LOBO, 2016).

Acessibilidade: condição para utilização, com segurança e autonomia, total


ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das
edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios
de comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência ou com
mobilidade reduzida. (BRASIL, 2004, apud BRANCO et al., 2015, p. 243).

Conforme Lamounier (2015), a calçada pública deve ser acessível a todas as


pessoas, independente de suas características antropométricas e sensoriais. Pode
ser pessoas com restrição de mobilidade, como usuários de cadeira de rodas e idosos,
até pessoas com necessidades especiais passageiras, como um usuário ocasional de
muletas ou uma mulher grávida.
Ainda sob a ótica de Lamounier (2015), de acordo com o art. 3º do Estatuto
da Cidade, a União, em conjunto com os Estados, Distrito Federal e Municípios deve
promover programas de melhoria das condições das calçadas, passeios públicos,
mobiliário urbano e demais espaços de uso público, que incluam regras de
acessibilidade.

2.4 Barreiras e Patologias existentes nos Espaços Públicos para Pessoas em


Cadeira de Roda

Lamônica et al. (2008) explicam que as barreiras arquitetônicas têm sido


definidas como obstáculos construídos no meio urbano ou nos edifícios, que impedem
ou dificultam a livre circulação das pessoas que sofrem de alguma incapacidade
transitória ou permanente. Estas se caracterizam por obstáculos aos acessos internos
ou externos existentes em edificações de uso público ou privado.
Para Siqueira et al. (2009), as barreiras arquitetônicas impostas às pessoas
com limitações temporárias, aos idosos e deficientes físicos são aquelas existentes
nas vias públicas e nos espaços de uso público. As barreiras impedem o exercício do
mais básico dos direitos de qualquer cidadão, o de deslocar-se livremente. A presença
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de escadas, degraus altos, banheiros não adaptados, transporte público inadequado,


buracos nas vias públicas constitui parte dos inúmeros exemplos que podemos citar
como barreiras arquitetônicas.
A maioria dos edifícios foi construída sem considerar as questões da
acessibilidade. Segundo Dischinger et al. (2012, p. 54),

Ao entrar em um edifício, deve ser possível identificar, desde a porta de


acesso, o balcão de recepção, ambientes de espera, espaços e sistemas de
conexão e os equipamentos/suportes informativos. Contribui para essa
identificação, a legibilidade espacial arquitetônica, fornecida principalmente
pela distribuição organizada dos ambientes e de seus elementos. O destaque
do mobiliário e os suportes informativos podem ser obtidos por meio de sua
disposição e pelo contraste de cor entre estes elementos e pisos/paredes
aliado a uma boa iluminação.

Mendes e Figueiredo (2010) asseveram que a falta de acessibilidade nas


edificações evidencia a realidade e dificuldades encontradas no dia a dia por pessoas
com deficiência. As normas técnicas existentes no Brasil orientam que todo edifício
de uso público, seja edificações administradas por entidades da administração
pública, direta e indireta, ou por empresas prestadoras de serviços públicos
destinadas ao público em geral, como por exemplo, o próprio prédio de administração
municipal, um terminal rodoviário e de uso coletivo como edificações destinadas às
atividades de natureza comercial, hoteleira, cultural, esportiva, financeira, turística,
recreativa, social, religiosa, educacional, industrial e de saúde, deve atender às
necessidades de acessibilidade e uso de uma pessoa com deficiência.

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3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

3.1 Histórico do Centro de Convenções de Manaus Professor Gilberto Mestrinho

O Centro de Convenções de Manaus (Figura 11), conhecido também como


Sambódromo, foi inaugurado oficialmente em 1994, está localizado na Av. Pedro
Teixeira, nº 2565, bairro de Flores e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h
e das 14h30 às 17h. A Secretaria de Estado de Cultura do Amazonas – SEC é
responsável pela sua administração.

Figura 11: Centro de Convenções de Manaus

Fonte: Autor (2017)

O Centro de Convenções tem capacidade para 100 mil pessoas e possui uma
área de aproximadamente 405 metros de comprimento. Sua estrutura sedia shows
religiosos, regionais, nacionais e internacionais, Desfiles das Escolas de Samba de
Manaus, Desfiles Escolares e Militares, eventos como o Carnaboi e o Boi Manaus em
outubro.
Sua estrutura é constituída de oito lances de arquibancadas, sendo seis
paralelos à pista de desfiles, com capacidade para quatro mil pessoas cada, e dois na
área conhecida como ferradura com capacidade para dez mil pessoas, sendo cinco
mil em cada lado. O local também abriga o Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro
e a Biblioteca Braile.

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3.2 Mapeamento das patologias e barreiras arquitetônicas existentes no Centro


de Convenções de Manaus para pessoas em cadeira de rodas

Pessoas com deficiência (PCD) fazem parte de uma parcela da população


economicamente ativa. Com base nisso, os movimentos de inclusão social, em várias
partes do mundo, buscam a melhoria da qualidade de vida e da acessibilidade das
PCD (GOMES e EMMEL, 2016).
Considerando esse público específico, esse estudo objetiva mostrar algumas
patologias e barreiras arquitetônicas existentes no Centro de Convenções de Manaus
para pessoas em cadeira de rodas, como podem ser observadas por meio das Figuras
12, 13, 14, 15, 16 e 17.

Figura 12: Calçada do acesso principal do Centro de Convenções

Fonte: Autor (2017)

A calçada do acesso principal do Centro de Convenções, que ocorre pela


Avenida Pedro Teixeira, apresenta patologias como trincas e placas de concreto
soltas (Figura 12).
Em ambientes acessíveis é imprescindível que o piso seja antiderrapante,
regular, firme e com inclinação transversal máxima de 2% (INSTITUTO BRASILEIRO
DOS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA – IBDD, 2008). Mais de 13 milhões
de pessoas apresentam algum grau de deficiência motora. Esse número constitui
parcela expressiva da população, logo requer ações para garantir sua reinserção

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social, tanto por parte dos governantes como da sociedade civil (HOLANDA et al.,
2015).

Figura 13: Estacionamento do Centro de Convenções

Fonte: Autor (2017)

No estacionamento do Centro de Convenções, como pode ser constatado por


meio da Figura 13, não há vagas reservadas para Pessoas com Deficiência.
O direito assegurado por Lei Federal com uso regulamentado por Resolução
do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) determina que 5% do total de vagas
sejam destinadas a idosos e 2% a portadores de deficiência (LOBO, 2016).

Figura 14: Área dos sanitários

Fonte: Autor (2017)

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Como pode ser observado (Figura 14) as portas de acesso aos sanitários são
estreitas e não atendem as normas técnicas de acessibilidade.
A largura da porta deve ser igual ou superior a 0,80m (IBDD, 2008). As
barreiras arquitetônicas impostas às pessoas com limitações temporárias, aos idosos
e aos deficientes físicos são aquelas existentes nas vias públicas e nos espaços de
uso público. As barreiras impedem o exercício do mais básico dos direitos de qualquer
cidadão, o de deslocar-se livremente. Banheiros não adaptados, constitui parte dos
inúmeros exemplos de barreiras arquitetônicas (SIQUEIRA et al., 2009).

Figura 15: Circulação interna dos sanitários

Fonte: Autor (2017)

A área interna dos sanitários para circulação é inadequada, pois uma pessoa
em cadeira de rodas necessita no mínimo de 1,10m por 0,80m, e a Figura 15 mostra
que as dimensões do espaço é de 0,78m.
A acessibilidade nas edificações ainda é pouca, evidenciando a realidade e
dificuldades encontradas no dia a dia por pessoas com deficiência (MENDES e
FIGUEIREDO, 2010). Acessibilidade é a condição para utilização, com segurança e
autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das
edificações por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida (BRASIL,
2004, apud BRANCO et al., 2015).

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Figura 16: Caixa de inspeção

Fonte: Autor (2017)

A caixa de inspeção (Figura 16) localizada na área de acesso principal do


Centro de Convenções está sem tampa, colocando em riscos as pessoas que circulam
sobre o passeio.
As barreiras arquitetônicas impedem ou dificultam a livre circulação das
pessoas que sofrem de alguma incapacidade transitória ou permanente (LAMÔNICA
et al., 2008).

Figura 17: Arquibancadas do Centro de Convenções

Fonte: Autor (2017)

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Nas arquibancadas não existe um local destinado à Pessoa em Cadeira de


Rodas (Figura 17).
A acessibilidade das pessoas tem direitos assegurados por lei que devem ser
respeitados, entretanto, muitos destes direitos esbarram em barreiras arquitetônicas
e sociais. Um espaço construído, quando acessível a todos, é capaz de oferecer
oportunidades igualitárias a todos os usuários (LAMÔNICA et al., 2008). É obrigação
dos teatros, cinemas, auditórios, estádios, ginásios de esporte, casas de espetáculos,
salas de conferências, dentre outros reservar 2% de sua capacidade para pessoas
em cadeira de rodas, distribuídos em locais distintos e de acordo com as normas de
acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (MAZZOTTA e
D’ANTINO, 2011).

3.3 Análise dos acessos, áreas comuns e áreas de uso privativo do Centro de
Convenções de Manaus em conformidade com a legislação existente

Acessibilidade, conforme a Lei Brasileira de Inclusão no 13.146/15 é um direito


que garante à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida viver de forma
independente e exercer seus direitos de cidadania e participação social (PAIM, 2015).
Análises das barreiras arquitetônicas para pessoas em cadeira de rodas no
Centro de Convenções de Manaus em conformidade com a legislação existente são
apresentadas nas Figuras 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27 e 28.

Figura 18: Estacionamento do Centro de Convenções de Manaus

Fonte: Autor (2017)


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Logo na entrada, é possível observar (Figura 18) que não há vagas


reservadas no estacionamento para pessoas em cadeira de rodas.
As vagas reservadas para estacionamento de veículos para pessoas com
deficiência devem ser sinalizadas e demarcadas. O símbolo internacional de acesso
deve ser afixado em local visível ao público, em locais como entradas, áreas e vagas
de estacionamento de veículos (ABNT – NBR 9050, 2015). As Leis Federais 10.048 e
10.098 criadas no ano 2000 e regulamentadas pelo Decreto Federal no 5.296/2004,
define sobre a reserva de vagas para pessoas com deficiência física ou visual nos
estacionamentos de veículos (LOBO, 2016).

Figura 19: Rampa de acesso

Fonte: Autor (2017)

A rampa de acesso (Figura 19) está em péssimo estado de conservação,


apresenta trincas e não atende as normas técnicas.
De acordo com o art. 3º do Estatuto da Cidade, a União, em conjunto com os
Estados, Distrito Federal e Municípios deve promover programas de melhoria das
condições das calçadas, passeios públicos, mobiliário urbano e demais espaços de
uso público, que incluam regras de acessibilidade (LAMOUNIER, 2015).O conceituo
de deficiência física vem evoluindo, pois não é considerada apenas uma condição
estática, uma vez que a deficiência e seu nível de gravidade pode decorrer também
das condições oferecidas pela cidade à uma pessoa em cadeira de rodas (BROADUS,
2012).
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Figura 20: Acesso inadequado ao Centro de Convenções de Manaus

Fonte: Autor (2017)

A entrada principal do Centro de Convenções não oferece rampas de acesso,


como mostra a Figura 20.
A calçada pública deve ser acessível a todas as pessoas, independente de
suas características. Pode ser pessoas com restrição de mobilidade, como usuários
de cadeira de rodas e idosos (LAMOUNIER, 2015).

Figura 21: Rampa inadequada

Fonte: Autor (2017)


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A rampa de acesso irregular, pois a caixa de inspeção, além de não possuir


tampa, está localizada no meio da passagem, como pode ser constatado por meio da
Figura 21.
As áreas de qualquer espaço ou edificação de uso público ou coletivo devem
ser servidas de uma ou mais rotas acessíveis. A rota acessível é um trajeto contínuo,
desobstruído e sinalizado, que conecta os ambientes externos e internos. A rota
acessível externa incorpora estacionamentos, calçadas, faixas de travessias de
pedestres (elevadas ou não), rampas, escadas, passarelas e outros elementos da
circulação (ABNT – NBR 9050, 2015). A superfície das tampas de caixas de inspeção
deve estar nivelada com o piso adjacente, e as frestas devem possuir dimensão
máxima de 15 mm. Preferencialmente, as tampas devem estar fora do fluxo principal
de circulação. Devem ser firmes, estáveis e antiderrapantes sob qualquer condição, e
a sua eventual textura, estampas ou desenhos na superfície não podem ser similares
à da sinalização de piso tátil de alerta ou direcional (ABNT – NBR 9050, 2015).

Figura 22: Portaria do Centro de Convenções

Fonte: Autor (2017)

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A calçada que dá acesso à portaria do Centro de Convenções está mal


conservada, apresenta acúmulo de água, além de não oferecer rampa de acesso à
pessoa em cadeira de rodas (Figura 22).
Barreiras arquitetônicas se caracterizam por obstáculos aos acessos internos
ou externos existentes em edificações de uso público ou privado (LAMÔNICA et al.,
2008).

Figura 23: Porta de acesso aos sanitários masculino e feminino

Fonte: Autor (2017)

Figura 24: Largura da porta de acesso aos sanitários masculino e feminino

Fonte: Autor (2017)

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A porta dos sanitários mede 0,78 cm, como ilustram as Figuras 23 e 24, logo,
não é acessível, pois não atende as normas técnicas, uma vez que, não dispõe de
abertura adequada para uma cadeira de rodas.
As dimensões referenciais para pessoas em cadeira de rodas, motorizadas
ou não, é de 0,80 m por 1,20 m no piso (ABNT – NBR 9050, 2015).

Figura 25: Sanitário para pessoas com deficiência - PCD

Fonte: Autor (2017)

O banheiro para pessoas com deficiência está em situação precária, a porta


de entrada do banheiro não está fixada, não possui barras de apoio e o porta papel
higiênico está em posição inadequada (Figura 25).
As barras de apoio utilizadas em sanitários e vestiários são necessárias para
garantir o uso com segurança e autonomia das pessoas com deficiência ou mobilidade
reduzida. Devem resistir a um esforço mínimo de 150 kg no sentido de utilização da
barra, sem apresentar deformações permanentes ou fissuras e estar firmemente
fixadas a uma distância mínima de 4 cm entre sua base de suporte até a face interna
da barra (ABNT – NBR 9050, 2015). Para fazer a transposição para o vaso sanitário
ou chegar a ele, a pessoa em cadeira de rodas necessita de um espaço com
dimensões de 1,10 m por 0,80 m, situado frontal ou lateralmente ao vaso (IBDD,
2008).

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Figura 26: Altura da bancada dos banheiros masculino e feminino

Fonte: Autor (2017)

A altura da bancada da pia do banheiro não está adequada para pessoas em


cadeira de rodas, como pode ser observado na Figura 26.
As dimensões adequadas da altura da pia, que deve ser de 0,80 cm do piso
acabado (IBDD, 2008).

Figura 27: Acesso aos camarotes

Fonte: Autor (2017)

O acesso aos camarotes ocorre por meio de escadas (Figura 27), não
disponibilizando de outro meio, como o elevador.

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Os acessos que não oferecem condições de acessibilidade devem possuir


informação visual, indicando a localização do acesso mais próximo (ABNT – NBR
9050, 2015).

Figura 28: Escadas de acesso para as arquibancadas

Fonte: Autor (2017)

O Centro de Convenções não possui rampas para que pessoas em cadeira


de rodas possam ter acesso às arquibancadas, como pode ser constatado por meio
da Figura 28.
Atividades realizadas em espaços comuns devem atender à diversidade de
público, para que todos os cidadãos possam usufruir desses locais. Estes devem ser
adequados, impedindo assim, qualquer forma de exclusão (GOMES e EMMEL, 2016).
As normas técnicas existentes no Brasil orientam que todo edifício de uso
público, seja edificações administradas por entidades da administração pública, direta
e indireta, ou por empresas prestadoras de serviços públicos destinadas ao público
em geral, deve atender às necessidades de acessibilidade e uso de uma pessoa com
deficiência (MENDES e FIGUEIREDO, 2010).

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3.4 Proposta do Projeto Técnico para pessoas em cadeira de rodas ter


autonomia no Centro de Convenções de Manaus

O projeto técnico (Apêndices I, II, III e IV), desenvolvido como proposta para
o Centro de Convenções, tem como premissas apresentar melhorias à acessibilidade
para pessoas em cadeira de rodas.
Nos blocos de arquibancada foram previstas adequações para facilitar o
acesso às pessoas em cadeira de rodas. Nas entradas principais, foram colocadas
rampas de acesso com pintura e sinalização horizontal, conforme solicitado na norma
NBR 9050/2015, como também a sinalização tátil de alerta e direcional.
Nos banheiros masculino e feminino previu-se redimensionamento na largura
do corredor de entrada para facilitar a circulação com giro de 360º da cadeira de rodas.
No box destinado aos cadeirantes, a proposta consiste na readequação, utilizando
vaso sanitário sem abertura frontal no qual o assento deve estar a uma altura máxima
de 0,46 m do piso acabado, dentro dos critérios estabelecido na NBR 9050/2015.
Quanto à bacia sanitária, é necessária a instalação de uma barra reta com
comprimento mínimo de 0,80 m, posicionada horizontalmente, a 0,75 m de altura do
piso acabado (medido pelos eixos de fixação), com uma distância máxima de 0,11 m
da sua face externa à parede e estendendo-se 0,30 m além do eixo da bacia em
direção à parede lateral.
Os boxes para pessoas em cadeira de rodas deverão possuir apoio estrutural,
para inclusão de barra de apoio lateral articulada. As portas deverão ser adequadas
para oferecer condições de abertura com um único movimento, e suas maçanetas
devem ser do tipo alavanca, instaladas a uma altura de 0,80 m.
Nessa proposta de projeto, recomenda-se que as portas tenham na sua parte
inferior e no lado oposto ao lado da abertura da porta revestimento resistente a
impactos provocados por bengalas, muletas e cadeira de rodas, até uma altura de
0,40 m, a partir do piso.
As portas de sanitários e vestiários devem ter, no lado oposto ao lado da
abertura da porta, um puxador horizontal, associado à maçaneta. Deve estar
localizado a uma distância de 0,10 m do eixo da porta (dobradiça) e possuir

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comprimento mínimo de 0,40 m, com diâmetro variando de 35 mm a 25 mm, instalado


a 0,90 m do piso.
Nos lavatórios foram previstos uma diminuição na seção da bancada em
granito para a altura recomendável, além de barras de apoio horizontal posicionadas
nas extremidades para segurança e apoio à pessoa em cadeira de rodas, como
também as torneiras devem ser acionadas por alavancas para diminuir o esforço do
mesmo.
No bloco dos camarotes, por ser uma área pequena, foi proposto apenas a
instalação de um elevador exclusivo para pessoas em cadeira de rodas e sinalização
tátil para deficientes visuais.

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CONCLUSÃO

Considerando a necessidade de melhoria na estrutura de acessibilidade


voltada à pessoa com deficiência, foi permitido a análise de uma problemática de uso
proposto para área que não dispõe de recursos ao público específico denominado
PCD, necessitando assim, de ocorrências emergenciais para desenvolvimento de
parâmetros técnicos que trarão melhorias, não apenas aos usuários de maior
quantidade, mas também a um grupo seleto que possui de alguma forma a deficiência.
Por se tratar do Centro de Convenções de Manaus, no entanto, um espaço
de grande movimento ao público em geral, as necessidades básicas para o uso
proposto não atende de forma plausível as expectativas da população local.
Nesse caso, a forma mais prática para melhoria daquele local, se deu de
forma lógica, por meio de levantamento das características locais, erros construtivos
e ao mesmo tempo das omissões de elementos de uso à pessoa com deficiência.
Contudo, no que tange aos critérios adotados para elaboração deste trabalho,
pode-se afirmar que no Centro de Convenções de Manaus foram identificadas
patologias diversas explicitadas no decorrer deste trabalho, sendo as mais evidentes
as denominadas de barreiras arquitetônicas, a qual limita as pessoas em cadeira de
rodas a ter a sua liberdade e autonomia para livre acesso a qualquer área daquele
local.
Dando ênfase às barreiras arquitetônicas, entende-se que a melhor opção
nesse sentido, é a sua eliminação total ou parcial, atendendo ao disposto na legislação
atual, tendo como elemento de maior suporte a NBR - 9050/2015, que traz além de
conceitos atuais, modelos genéricos e específicos para áreas públicas.
É necessário entender que a falta de acessibilidade arquitetônica em lugares
públicos nega autonomia para pessoas em cadeira de rodas, uma vez que se trata de
um direito adquirido que garante a esse público específico exercer seus direitos e
participar socialmente de eventos.
Por fim, entende-se que a acessibilidade é um elemento de grande valor para
sociedade, pois não trata especificamente a necessidade de uma pessoa em cadeira
de rodas, mas ao mesmo tempo, um público em pequena, média e grande escala.

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Ressalta-se ainda que a acessibilidade não é apenas a melhoria nas


condições de locomoção, mas trata-se de um elemento importante para a qualidade
de vida, quando considera-se através de todos os tipos, podendo ser vários momentos
como arquitetônica, comunicacional, instrumental, metodológica e atitudinal.

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REFERÊNCIAS

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Janeiro: IBDD, 2008.

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BACHARELADO EM ENGENHARIA CIVIL
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
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LAMÔNICA, Dionísia Aparecida Cusin; ARAÚJO-FILHO, Pedro; BERRIEL, Simone;


SIMOMELLI, Joaquim; CAETANO, Vera Lígia Santos Butiquiol; Rodrigues, Márcia
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LOBO, Hewdy. Vaga de estacionamento para deficientes. O que devemos saber.


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MAZZOTTA, Marcos José da Silveira; D’ANTINO, Maria Eloísa Famá. Inclusão


Social de Pessoas com Deficiências e Necessidades Especiais: cultura, educação
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APÊNDICES

APÊNDICE I - Adequação de acessibilidade nos blocos da arquibancada


APÊNDICE II - Banheiros
APÊNDICE III - Camarote e vagas de estacionamento acessíveis
APÊNDICE IV - Rampas

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ANEXO I

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ANEXO II

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ANEXO III

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ANEXO IV

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ANEXO V

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ANEXO VI

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ANEXO VII

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