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NR 10 BÁSICO

A MA CONSULTORIA E TREINAMENTOS é uma


empresa que foi criada em 2006, e está localizada em
Belo Horizonte. Tem como objetivo principal buscar
melhor atendimento e esclarecimentos aos clientes
sobre as normas regulamentadoras, segurança do
trabalho, engenharia elétrica, treinamentos,
consultorias e cursos de capacitação profissional. Hoje
a MA é conhecida como "Centro de Treinamentos
Especializado em Segurança do Trabalho" e tem o
orgulho de afirmar que por nossas salas de aulas e
sites já foram capacitados mais de 3500 alunos no
curso de NR10 e mais de 8 mil alunos se contarmos os
nossos outros treinamentos como as RAC`s da Vale,
Espaço Confinado NR 33, Trabalho em Altura NR 35,
CIPA, NR6, NR11, NR12 e outros.

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NR 10
SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E
SERVIÇOS EM ELETRICIDADE

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NR 10 BÁSICO
INTRODUÇÃO

PORTARIA MTB Nº 3.214, DE 08 DE JUNHO DE


1978
Aprova as Normas Regulamentadoras - NR - do
Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis
do Trabalho, relativas a Segurança e Medicina
do Trabalho.
O Ministro de Estado do Trabalho, no uso de
suas atribuições legais, considerando o
disposto no art. 200, da consolidação das Leis
do Trabalho, com redação dada pela Lei n.º
6.514, de 22 de dezembro de 1977, resolve:
Art. 1º - Aprovar as Normas Regulamentadoras
- NR - do Capítulo V, Título II, da Consolidação
das Leis do Trabalho, relativas à Segurança e
Medicina do Trabalho.

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INDICE

01- Responsabilidades......................................................................................................................05
02- Objetivo e campo de aplicação...................................................................................................07
03- Aplicação no sistema elétrico de potência..................................................................................08
04- Medidas de controle....................................................................................................................11
05- Medidas de proteção coletiva......................................................................................................12
06- Medidas de proteção indidual......................................................................................................24
07- Segurança em projetos................................................................................................................25
08- Segurança na construção, montagem, operação e manutenção................................................28
09- Segurança em instalações desenergizadas................................................................................28
10- Segurança em instalações energizadas......................................................................................29
11- Trabalho envolvendo alta tensão.................................................................................................30
12- Habilitação, qualificação, capacitação e autorização dos trabalhadores.....................................32
13- Proteção contra incêndio e explosão...........................................................................................38
14- Sinalização de segurança............................................................................................................38
15- Procedimentos de trabalho..........................................................................................................39
16- Situação de emergência...............................................................................................................41
17- Responsabilidades.......................................................................................................................42
18- Disposições finais.........................................................................................................................42
19- Módulo II Combate a incêndios....................................................................................................36
20- Módulo III Primeiros Socorros......................................................................................................52
21- Glossário......................................................................................................................................84
22- Bibliografia...................................................................................................................................86

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RESPONSABILIDADES
Artigo 157 da CLT

Cabe às empresas:

I. Cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho;


II. Instruir os empregados, através de Ordens de Serviço, quanto às precauções a tomar no sentido
de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais;
III. Adotar as medidas que lhe sejam determinadas pelo órgão regional competente;
IV. Facilitar o exercício da fiscalização pela autoridade competente."

AÇÃO DE RESPONSABILIDADE CIVIL

É UMA AÇÃO PRIVADA.

DEVE SER PLEITEADA PELOS HERDEIROS DO TRABALHADOR ACIDENTADO.

COMPROVANDO-SE A RESPONSABILIDADE DA EMPRESA, ESTA É OBRIGADA A REPARAR O


DANO PAGANDO INDENIZAÇÃO ARBITRADA PELO JUÍZ CONSIDERANDO AS LESÕES OU MORTE
DO TRABALHADOR.

Súmula 229 do Supremo Tribunal Federal

"A indenização acidentária, a cargo da Previdência Social, não exclui a do Direito Civil, em caso de
acidente do trabalho ocorrido por culpa ou dolo."

AÇÃO DE RESPONSABILIDADE PENAL

É UMA AÇÃO PÚBLICA.

PROCURA RESPONSABILIZAR PELA MORTE OU DANO À SAÚDE DO TRABALHADOR OS


PREPOSTOS DA EMPRESA QUE TÊM COMO FUNÇÃO CARGOS DE CHEFIA E COMO

CONSEQUÊNCIA SEREM DIVULGADORES E CUMPRIDORES DAS NORMAS DE SEGURANÇA.


ESTÃO NESSA CONDIÇÃO:

• ENGENHEIROS DO TRABALHO

• MÉDICOS DO TRABALHO

• TÉCNICOS DE SEGURANÇA

• CIPEIROS

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• GERENTES

• SUPERVISORES

• CHEFES / MESTRES / ENCARREGADOS

Responsabilidade Criminal por Acidente do Trabalho

 Artigo 15 do Código Penal:"Diz-se do crime:

 Doloso - quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo;

 Culposo - quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou


por imperícia."

 Artigo 132 do Código Penal:

 "Expor a vida ou a saúde de outrem à perigo direto e iminente.

 Pena - Prisão de 3 meses a 1 ano."

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MÓDULO I
NR10 BÁSICO
OBJETIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO
10.1.1. Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece os requisitos e as condições mínimas, objetivando a
implementação de medidas de controle e sistemas preventivos, de forma a garantir a segurança e a saúde dos
trabalhadores que, direta ou indiretamente, interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade.

APLICAÇÃO NO SISTEMA ELETRICO DE CONSUMO


SISTEMA CONSUMIDOR
- RESIDENCIAL
- COMERCIAL SEC
- INDUSTRIAL

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APLICAÇÃO NO SISTEMA ELETRICO DE POTENCIA
10.1.2 Esta NR se aplica a todas as fases de geração, transmissão, distribuição e consumo, incluindo as etapas de projeto,
construção, montagem, operação, manutenção das instalações elétricas, e quaisquer trabalhos realizados nas suas
proximidades, observando-se as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e, na ausência ou
omissão destas, as normas internacionais cabíveis.

GERAÇÃO
TRANSMISSÃO
DISTRIBUIÇÃO SEP
MEDIÇÃO

Geração
A geração é a etapa desenvolvida nas usinas geradoras que produzem energia elétrica por transformação, a partir
das fontes primárias. As usinas podem ser classificadas conforme o tipo de energia que utilizam para movimentação dos
eixos das turbinas:

a) Hidroelétricas, que utilizam a energia mecânica das quedas d'água (a mais utilizada no Brasil);

b)Termoelétricas, que utilizam a energia térmica da queima de combustíveis (carvão, óleo diesel, gasolina etc);

c) Nucleares, que utilizam a energia térmica produzida pela fissão nuclear de materiais (como o urânio por
exemplo).

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Conforme apresentado, a energia elétrica pode ser obtida de diversas formas. Normalmente as fontes de energia
elétrica ditas convencionais são as usinas hidrelétricas de grande porte (com potência acima de 30 MW ) e as usinas
termelétricas movidas a carvão mineral, óleo combustível, gás natural ou nucleares, consumindo neste último caso o
urânio enriquecido. Como fontes alternativas de energia elétrica existem uma gama de possibilidades, incluindo energia
solar fotovoltaica, usinas eólicas, usinas utilizando-se da queima da biomassa (madeira e cana de açúcar, por exemplo),
pequenas centrais hidrelétricas, e outras fontes menos usuais como as que utilizam a força das marés.

A energia elétrica que alimenta as indústrias, comércio e nossos lares é gerada principalmente em usinas hidrelétricas,
onde a passagem da água por turbinas geradoras transformam a energia mecânica, originada pela queda d’água, em
energia elétrica. No Brasil a geração de energia elétrica é 80% produzida a partir de hidrelétricas, 11% por
termoelétricas e o restante por outros processos.

No Brasil, por serem abundantes os recursos hidráulicos disponíveis, o abastecimento do mercado de energia elétrica tem
sido efetuado preponderantemente através de usinas hidrelétricas. As atividades características da geração se encerram
nos sistemas de medição da energia usualmente em tensões de 138 a 500 kV, interface com a transmissão de energia
elétrica.

Transmissão
Transmissão de Energia Elétrica é o processo de transportar energia entre dois pontos. Após a geração, a energia
deve ser transportada até o centro de consumo. O transporte é realizado por linhas de transmissão de alta potência,
geralmente usando corrente alternada (60 Hz) em tensões elevadas, que de uma forma mais simples conecta uma usina ao
consumidor. Basicamente, está constituída por linhas de condutores destinados a transportar a energia elétrica desde a
fase de geração até a fase de distribuição, abrangendo processos de elevação e rebaixamento de tensão elétrica,
realizados em subestações próximas aos centros de consumo.*
As tensões usuais de transmissão adotadas no Brasil, em corrente alternada (60 Hz), podem variar de 138 kV até 765 kV
incluindo neste intervalo as tensões de 230 kV, 345 kV, 440 kV e 500 kV. Os sistemas ditos de subtransmissão contam
com níveis mais baixos de tensão, tais como 34,5 kV, 69 kV ou 88 kV e 138 kV e alimentam subestações de distribuição,
cujos alimentadores primários de saída operam usualmente em níveis de 13,8 kV (faixa entre 3 e 35 kV). Junto aos
pequenos consumidores existe uma outra redução do nível de tensão para valores entre 110 V e 440 V, na qual operam
os alimentadores secundários.*

Distribuição

A distribuição é uma etapa desenvolvida, via de regra, nos centros consumidores. É o segmento do setor elétrico
que compreende os potenciais após a transmissão, indo das subestações de distribuição entregando energia elétrica aos
clientes. As linhas de transmissão alimentam subestações abaixadoras, geralmente situadas nos centros urbanos. A
energia chega em uma subestação abaixadora com valores de tensão de transmissão (69 kV, 138 kV, 230 kV etc) e
através de transformadores abaixa-os para os valores de "tensão de distribuição" (3 a 34,5 kV), usualmente 13,8 kV ou
34,5 kV. Da subestação abaixadora, visando alimentar os "clientes médios",partem as linhas de distribuição primária,
podendo ser aéreas, com cabos nus (ou, em alguns casos, cobertos) de alumínio ou cobre, suspensos em postes, ou
subterrâneos, com cabos isolados.*

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Utilização
A última etapa de um sistema elétrico é a utilização. Ela ocorre, via de regra, nas instalações elétricas (conjunto
de componentes elétricos associados e com características coordenadas entre si, constituídas para uma finalidade
determinada), onde a energia gerada nas usinas e transportada pelas linhas de transmissão e distribuição e transformada
pelos equipamentos destinados à converter energia elétrica em outra forma de energia, tais como mecânica, térmica e
luminosa - para ser finalmente utilizada pelo consumidor do "produto" energia elétrica.

MEDIDAS DE CONTROLE
10.2.1 Em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas medidas preventivas de controle do “risco”
elétrico e de outros “riscos adicionais”, mediante técnicas de análise de risco, de forma a garantir a segurança e saúde no
trabalho.
10.2.2 As medidas de controle adotadas devem integrar-se às demais iniciativas da empresa, no âmbito da preservação
da segurança, saúde e do meio ambiente do trabalho.
10.2.3 As empresas estão obrigadas a manter esquemas unifilares atualizados das instalações elétricas dos seus
estabelecimentos com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção.
10.2.4 Os estabelecimentos com carga instalada superior a 75 kW devem constituir e manter o“ Prontuário de Instalações
Elétricas”, contendo além do disposto no item 10.2.3 no mínimo:

a) conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e saúde, implantadas e relacionadas a


esta NR e descrição das medidas de controle existentes;
b) documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas atmosféricas e aterramentos
elétricos;
c) especificação dos equipamentos de proteção coletiva e individual e o ferramental, aplicáveis conforme determina esta
NR;
d) documentação comprobatória da qualificação, habilitação, capacitação, autorização dos trabalhadores e dos
treinamentos realizados;
e) resultados dos testes de isolação elétrica realizados em equipamentos de proteção individual e coletiva;
f) certificações dos equipamentos e materiais elétricos em áreas classificadas;
g) relatório técnico das inspeções atualizadas com recomendações, cronogramas de adequações, contemplando as
alíneas de “a” a “f”.

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10.2.5 As empresas que operam em instalações ou equipamentos integrantes do “Sistema Elétrico de Potência” devem
constituir prontuário com o conteúdo do item 10.2.4 e acrescentar os documentos listados a seguir:

a) descrição dos procedimentos para emergências;


b) certificações dos equipamentos de proteção coletiva e individual;

10.2.5.1 As empresas que realizam trabalhos em proximidade do Sistema Elétrico de Potência devem constituir prontuário
contemplando as alíneas “a”, “c”, “d” e “e”, do item 10.2.4 e alíneas “a” e “b” do item 10.2.5.
10.2.6 O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser organizado e mantido atualizado pelo empregador ou pessoa
formalmente designada pela empresa, devendo permanecer à disposição dos trabalhadores envolvidos nas instalações e
serviços em eletricidade.
10.2.7 Os documentos técnicos previstos no Prontuário de Instalações Elétricas devem ser elaborados por profissional
legalmente habilitado.

MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVA


10.2.8.1 Em todos os serviços executados em instalações elétricas devem ser previstas e adotadas, prioritariamente,
medidas de proteção coletivas aplicáveis, mediante procedimentos, às atividades a serem desenvolvidas, de forma a
garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores.
10.2.8.2 As medidas de proteção coletiva compreendem, prioritariamente, a desenergização elétrica conforme estabelece
esta NR e, na sua impossibilidade, o emprego de tensão de segurança.

Seccionamento:

É o ato de promover a descontinuidade elétrica total, com afastam ento adequado entre um circuito ou dispositivo e
outro, obtida mediante o acionamento de dispositivo apropriado (chave seccionadora, interruptor, disjuntor), acionado por
meios manuais ou automáticos, ou ainda através de ferramental apropriado e segundo procedimentos específicos.

Impedimento de reenergização:

É o estabelecimento de condições que impedem, de modo reconhecidamente garantido, a reenergização do circuito


ou equipamento desenergizado, assegurando ao trabalhador o controle do seccionamento. Na prática trata-se da
aplicação de travamentos mecânicos, por meio de fechaduras, cadeados e dispositivos auxiliares de travamento ou com
sistemas informatizados equivalentes.

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Constatação da ausência de tensão:

É a verificação da efetiva ausência de tensão nos condutores do circuito elétrico. Deve ser feita com detectores
testados antes e após a verificação da ausência de tensão, sendo realizada por contato ou por aproximação e de acordo
com procedimentos específicos.

Instalação da malha de aterramento temporário:

Constatada a inexistência de tensão, um condutor do conjunto de aterramento temporário deverá ser ligado a uma
haste conectada à terra. Na sequencia, deverão ser conectadas as garras de aterramento aos condutores fase
previamente desligados.

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Instalação da sinalização de impedimento de reenergização:

Deverá ser adotada sinalização adequada de segurança, destinada à advertência e à identificação da razão de
desenergização e informações do responsável.
Os cartões, avisos, placas ou etiquetas de sinalização do travamento ou bloqueio devem ser claros e
adequadamente fixados. No caso de método alternativo, procedimentos específicos deverão assegurar a comunicação da
condição impeditiva de energização a todos os possíveis usuários do sistema.

ATERRAMENTO FUNCIONAL (TN / TT / IT); DE PROTEÇÃO, TEMPORÁRIO.

Definição: Ligação intencional à terra através da qual correntes elétricas podem fluir.

O aterramento pode ser:

Funcional: Ligação através de um dos condutores do sistema neutro.


Proteção: Ligação à terra das massas e dos elementos condutores estranhos à instalação.
Temporário: Ligação elétrica efetiva com baixa impedância intencional à terra, destinada a garantir a equipotencialidade
e mantida continuamente durante a intervenção na instalação elétrica.

NBR 5410
Título: Instalações elétricas de baixa tensão

Objetivo: Estabelecer as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão (até 1 kV), a
fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento adequado da instalação e a conservação dos bens.
Aplica-se principalmente às instalações elétricas de edificações, qualquer que seja seu uso (residencial, comercial,
público, industrial, de serviços, agropecuário, hortigranjeiro, etc.), incluindo as pré- fabricadas.*

A NBR 5410 prescreve que os sistemas de distribuição devem possuir um dos seguintes esquemas de aterramento: IT ou
TN, cujas letras indicam:

1ª letra: situação da alimentação em relação à terra. Seu código é:

T = um ponto diretamente aterrado; I = isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou, então, aterramento de um
ponto através de uma impedância;

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2ª letra: situação das massas da instalação em relação à terra. Seu código é:

T = massas diretamente aterradas, independentemente do eventual aterramento de um ponto da alimentação;


N = massas ligadas diretamente ao ponto aterrado da alimentação (em CA, normalmente o neutro);

 Suplementarmente, para indicar a disposição dos condutores neutro e de proteção, usa-se as letras:

 S = funções de neutro (N) e de proteção (PE) asseguradas por condutores distintos; C = funções de neutro (N) e
de proteção (PE) combinadas em um único condutor (PEN).

Esquema TN :

O esquema TN possui um ponto da alimentação diretamente aterrado, sendo as massas ligadas a esse ponto
através de condutores de proteção. São consideradas três variantes de esquema TN, de acordo com a disposição do
condutor neutro e do condutor de proteção, a saber:

A. Esquema TN-S, no qual o condutor neutro e o condutor de proteção são distintos, figura abaixo;

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Esquema IT:

No esquema IT todas as partes vivas são isoladas da terra ou um ponto da alimentação é aterrado através de
impedância, figura abaixo. As massas da instalação são aterradas:

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Esquema TT:

O esquema TT possui um ponto da alimentação diretamente aterrado, estando as massas da instalação ligadas a
eletrodo(s) de aterramento eletricamente distinto(s) do eletrodo de aterramento da alimentação, Observe na figura abaixo:

Equipotencialização:

É o procedimento que consiste na interligação de elementos especificados, visando obter a equipotencialidade


necessária para os fins desejados. Todas as massas de uma instalação devem estar ligadas a condutores de proteção. É
importante salientar que o termo "equipotencialidade" significa apenas que todos os condutores da instalação estão
submetidos ao mesmo potencial, ainda que diferente de zero.

Observações:

1) A equipotencialização é um recurso usado na proteção contra choques elétricos e na proteção contra


sobretensões e perturbações eletromagnéticas. Uma determinada equipotencialização pode ser satisfatória para a
proteção contra choques elétricos, mas insuficiente sob o ponto de vista da proteção contra perturbações
eletromagnéticas;

2) A precondição de proteção básica deve ser assegurada por isolação das partes vivas e/ou pelo uso de
barreiras ou invólucros;

3) A proteção supletiva deve ser assegurada, conjuntamente, por equipotencialização e pelo seccionamento
automático da alimentação;

4) A equipotencialização e o seccionamento automático da alimentação se completam, de forma indissociável,


porque quando a equipotencialidade não é o suficiente para impedir o aparecimento de tensões de contato perigosas,
entra em ação o recurso do seccionamento automático, promovendo o desligamento do circuito em que se manifesta a
tensão de contato perigosa.*

1.Um condutor de proteção pode ser comum a mais de um circuito, observado o disposto no item 6.4.3.1.5. da NBR
5410/2004, um condutor de proteção pode ser comum a dois ou mais circuitos, desde que esteja instalado no mesmo
conduto que os respectivos condutores de fase e sua seção seja dimensionada para a mais severa corrente de falta
presumida e o mais longo tempo de atuação do dispositivo de seccionamento automático verificados nesses circuitos; ou
em função da maior seção do condutor da fase desses circuitos.

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2.Massa (de uma instalação elétrica): Parte condutora que pode ser tocada e que normalmente não é viva, mas pode
tornar-se viva em condições de falta.Nota: Uma parte condutora de um equipamento que só pode torna-se viva em
condições de falta através de uma massa ou de um elemento condutor estranho à instalação não é considerada massa.

Admite-se que os seguintes elementos sejam excluídos das eqüipotencializações:


a) suportes metálicos de isoladores de linhas aéreas fixados à edificação que estiverem fora da zona de alcance
normal;
b) postes de concreto armado em que a armadura não é acessível;
c) massas que, por suas reduzidas dimensões (até aproximadamente 50 mm x 50 mm) ou por sua disposição, não
possam ser agarradas ou estabelecer contato significativo com parte do corpo humano, desde que a ligação a um
condutor de proteção seja difícil ou pouco confiável.

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Seccionamento automático da alimentação

O princípio do seccionamento automático da alimentação está intimamente ligado aos diferentes esquemas de
aterramento e aspectos gerais referentes à sua aplicação e as condições em que se torna necessária proteção adicional.
O seccionamento automático destina-se a evitar que uma tensão de contato se mantenha por um tempo que possa
resultar em risco de efeito fisiológico perigoso para as pessoas, durante uma falta de isolamento em um componente do
circuito. *

Dispositivos à corrente de fuga

Assim como nas instalações hidráulicas ocorrem vazamentos, nas instalações elétricas também. Só que nestas os
vazamentos são chamados fugas de corrente, causados primordialmente por falha no isolamento ou por falhas internas dos
equipamentos. Ainda que, a rigor, não existam isolantes perfeitos, podendo- se dizer que em qualquer circuito há fuga de
corrente, alguns fatores a exacerbam, como:
envelhecimento térmico das isolações, em virtude de excesso de temperatura (clima, quantidade demasiada de cabos nos
eletrodutos, quadros elétricos mal ventilados, harmônicas, sobrecorrentes);
forças eletrodinâmicas provocadas por curto-circuito, danificando os cabos;
sobretensões de manobra e/ou de descargas atmosféricas;
equipamentos elétricos de má qualidade, fabricados fora das normas de isolação das partes vivas.*

Causas típicas de fugas de corrente na instalação:

1.EMENDAS com isolação inadequada ou imperfeita;

2.Danificação da ISOLAÇÃO dos condutores durante a enfiação;

3. CAIXAS DE PASSAGEM que armazenam água de chuva durante a obra, afetando as emendas;

4. Fixação e montagem inadequada de LUMINÁRIAS;

5.PARAFUSOS das caixas de passagem que danificam a ISOLAÇÃO dos condutores, durante a fixação;

6. EQUIPAMENTOS de utilização inadequados, com elevada corrente de fuga natural (certos chuveiros,
aquecedores de passagem, etc.);

7. Erros de ligação entre condutor NEUTRO e de PROTEÇÃO;

8. “Confusão” de NEUTROS em quadros contendo mais de um dispositivo de proteção contra correntes de fuga.*

O dispositivo é constituído por um transformador de corrente, um disparador e o mecanismo liga-desliga. Na figura


abaixo, em que estão esquematizadas as partes principais desses dispositivos, observe que, exceto pelo condutor
de proteção (PE), todos os demais (fases e neutro) devem ser ligados ao DR, passando pelo transformador de
corrente. Este transformador de corrente é quem detecta o aparecimento da corrente de fuga.*

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Os dispositivos variam:

1. interruptores DR;
2. disjuntores com proteção DR incorporada;
3. Tomadas com interruptor DR incorporado;
4. peças avulsas (relés de proteção DR).*

Disjuntor diferencial-residual - DDR

Comercialmente, os DR's podem ser fornecidos acoplados, elétrica e mecanicamente, a disjuntores


termomagnéticos, constituindo, portanto, um único dispositivo de proteção, chamado disjuntor diferencial-residual,
DDR, disponibilizando, em um mesmo módulo, a proteção dos condutores contra sobrecargas e curto-circuitos, na parte
termomagnética, e a proteção das pessoas contra choques elétricos, na parte diferencial-residual, segundo a norma IEC
61009.*

Tetrapolar Bipolar e Tetrapolar

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10.2.8.2.1 Na impossibilidade de implementação do estabelecido no subitem 10.2.8.2., devem ser utilizadas outras
medidas de proteção coletiva, tais como: isolação das partes vivas, obstáculos, barreiras, sinalização, sistema de
seccionamento automático de alimentação, bloqueio do religamento automático.
10.2.8.3 O aterramento das instalações elétricas deve ser executado conforme regulamentação estabelecida pelos órgãos
competentes e, na ausência desta, deve atender às Normas Internacionais vigentes.

EPC é todo dispositivo, sistema ou meio físico ou móvel de abrangência coletiva,


destinado a preservar a integridade física e a saúde dos trabalhadores usuários e
terceiros.

GRADE
METÁLICA
DOBRÁVEL SINALIZADOR
STROBO

BANQUETA
ISOLANTE

COBERTURA

MANTA ISOLANTE

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MEDIDAS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
10.2.9.1 Nos trabalhos em instalações elétricas, quando as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou
insuficientes para controlar os riscos, devem ser adotados equipamentos de proteção individual específicos e adequados
às atividades desenvolvidas, em atendimento ao disposto na NR 6.
10.2.9.2 As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades, devendo contemplar a condutibilidade,
inflamabilidade e influências eletromagnéticas.

• CONDUTIBILIDADE: Propriedade que têm os corpos de ser condutores de calor, eletricidade, som, etc.
Fator de Proteção: tecido não pode ser condutor de eletricidade e também de calor.

• INFLAM ABILIDADE: Propriedade de inflamável. Que se pode inflamar. Que se inflama com facilidade.
Substância inflamável.
Fator de Proteção: tecido não pode ser inflamável, assim como não pode manter a chama.

• INFLUÊNCIAS ELETROMAGNÉTICAS: Propriedades dos campos elétricos, fundamentalmente a partir das


equações estabelecidas por J. C. Maxwell (1831-1879).
Fator de Proteção: tecido deve resistir ou atenuar a energia originada pela ocorrência de arco elétrico.

10.2.9.3 É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas ou em suas proximidades.

É PROIBIDO
USO DE
ADORNOS

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SEGURANÇA EM PROJETOS
10.3.1 É obrigatório que os projetos de instalações elétricas especifiquem dispositivos de desligamento de circuitos que
possuam recursos para impedimento de reenergização, para sinalização de advertência com indicação da condição
operativa.

10.3.2 O projeto elétrico, na medida do possível, deve prever a instalação de dispositivo de seccionamento de ação
simultânea, que permita a aplicação de impedimento de reenergização do circuito.

10.3.3 O projeto de instalações elétricas deve considerar o espaço seguro, quanto ao dimensionamento e a localização de
seus componentes e as influências externas, quando da operação e da realização de serviços de construção e
manutenção.
10.3.3.1 Os circuitos elétricos com finalidades diferentes, tais como: comunicação, sinalização, controle e tração elétrica
devem ser identificados e instalados separadamente, salvo quando o desenvolvimento tecnológico permitir
compartilhamento, respeitadas as definições de projetos.
10.3.4 O projeto deve definir a configuração do esquema de aterramento, a obrigatoriedade ou não da interligação entre o
condutor neutro e o de proteção e a conexão à terra das partes condutoras não destinadas à condução da eletricidade.
10.3.5 Sempre que for tecnicamente viável e necessário, devem ser projetados dispositivos de seccionamento que
incorporem recursos fixos de equipotencialização e aterramento do circuito seccionado.
10.3.6 Todo projeto deve prever condições para a adoção de aterramento temporário.

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10.3.7 O projeto das instalações elétricas deve ficar à disposição dos trabalhadores autorizados, das autoridades
competentes e de outras pessoas autorizadas pela empresa e deve ser mantido atualizado.
10.3.8 O projeto elétrico deve atender ao que dispõem as Normas Regulamentadoras de Saúde e Segurança no Trabalho,
as regulamentações técnicas oficiais estabelecidas, e ser assinado por profissional legalmente habilitado.
10.3.9 O memorial descritivo do projeto deve conter, no mínimo, os seguintes itens de segurança:
a) especificação das características relativas à proteção contra choques elétricos, queimaduras e outros riscos adicionais; b)
indicação de posição dos dispositivos de manobra dos circuitos elétricos: (Verde - “D”, desligado e Vermelho -“L”, ligado);
c) descrição do sistema de identificação de circuitos elétricos e equipamentos, incluindo dispositivos de manobra, de
controle, de proteção, de intertravamento, dos condutores e os próprios equipamentos e estruturas, definindo como tais
indicações devem ser aplicadas fisicamente nos componentes das instalações;
d) recomendações de restrições e advertências quanto ao acesso de pessoas aos componentes das instalações;
e) precauções aplicáveis em face das influências externas;
f) o princípio funcional dos dispositivos de proteção, constantes do projeto, destinados à segurança das pessoas;
g) descrição da compatibilidade dos dispositivos de proteção com a instalação elétrica.

10.3.10 Os projetos devem assegurar que as instalações proporcionem aos trabalhadores iluminação adequada e uma
posição de trabalho segura, de acordo com a NR 17 - Ergonomia.

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SEGURANÇA NA CONSTRUÇÃO, MONTAGEM, OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO
10.4.1 As instalações elétricas devem ser construídas, montadas, operadas, reformadas, ampliadas, reparadas e
inspecionadas de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores e dos usuários, e serem supervisionadas por
profissional autorizado, conforme dispõe esta NR.
10.4.2 Nos trabalhos e nas atividades referidas devem ser adotadas medidas preventivas destinadas ao controle dos
riscos adicionais, especialmente quanto a altura, confinamento, campos elétricos e magnéticos, explosividade, umidade,
poeira, fauna e flora e outros agravantes, adotando-se a sinalização de segurança.
10.4.3 Nos locais de trabalho só podem ser utilizados equipamentos, dispositivos e ferramentas elétricas compatíveis com
a instalação elétrica existente, preservando-se as características de proteção, respeitadas as recomendações do
fabricante e as influências externas.
10.4.3.1 Os equipamentos, dispositivos e ferramentas que possuam isolamento elétrico devem estar adequados às
tensões envolvidas, e serem inspecionados e testados de acordo com as regulamentações existentes ou recomendações
dos fabricantes.
10.4.4 As instalações elétricas devem ser mantidas em condições seguras de funcionamento e seus sistemas de proteção
devem ser inspecionados e controlados periodicamente, de acordo com as regulamentações existentes e definições de
projetos.
10.4.4.1 Os locais de serviços elétricos, compartimentos e invólucros de equipamentos e instalações elétricas são
exclusivos para essa finalidade, sendo expressamente proibido utilizá-los para armazenamento ou guarda de quaisquer
objetos.
10.4.5 Para atividades em instalações elétricas deve ser garantida ao trabalhador iluminação adequada e uma posição de
trabalho segura, de acordo com a NR 17 - Ergonomia, de forma a permitir que ele disponha dos membros superiores livres
para a realização das tarefas.
10.4.6 Os ensaios e testes elétricos laboratoriais e de campo ou comissionamento de instalações elétricas devem atender
à regulamentação estabelecida nos itens 10.6 e 10.7, e somente podem ser realizados por trabalhadores que atendam às
condições de qualificação, habilitação, capacitação e autorização estabelecidas nesta NR.

SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DESENERGIZADAS


10.5.1 Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para trabalho, mediante os
procedimentos apropriados, obedecidas a sequência abaixo:

a) seccionamento;
b) impedimento de reenergização;
c) constatação da ausência de tensão;
d) instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos;
e) proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada (Anexo I);
f) instalação da sinalização de impedimento de reenergização.

10.5.2 O estado de instalação desenergizada deve ser mantido até a autorização para reenergização, devendo ser
reenergizada respeitando a seqüência de procedimentos abaixo:
a) retirada das ferramentas, utensílios e equipamentos;
b) retirada da zona controlada de todos os trabalhadores não envolvidos no processo de reenergização;
c) remoção do aterramento temporário, da equipotencialização e das proteções adicionais;
d) remoção da sinalização de impedimento de reenergização;
e) destravamento se houver, e religação dos dispositivos de seccionamento.

10.5.3 As medidas constantes das alíneas apresentadas nos itens 10.5.1 e 10.5.2 podem ser alteradas, substituídas,
ampliadas ou eliminadas, em função das peculiaridades de cada situação, por profissional legalmente habilitado,
autorizado e mediante justificativa técnica previamente formalizada, desde que seja mantido o mesmo nível de segurança
originalmente preconizado.

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10.5.4 Os serviços a serem executados em instalações elétricas desligadas, mas com possibilidade de energização, por
qualquer meio ou razão, devem atender ao que estabelece o disposto no item 10.6.

SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS ENERGIZADAS


10.6.1 As intervenções em instalações elétricas com tensão igual ou superior a 50 Volts em corrente alternada ou superior
a 120 Volts em corrente contínua somente podem ser realizadas por trabalhadores que atendam ao que estabelece o item
10.8 desta Norma.
10.6.1.1 Os trabalhadores de que trata o item anterior devem receber treinamento de segurança para trabalhos com
instalações elétricas energizadas, com currículo mínimo, carga horária e demais determinações estabelecidas no Anexo II
desta NR.
10.6.1.2 As operações elementares como ligar e desligar circuitos elétricos, realizadas em baixa tensão, com materiais e
equipamentos elétricos em perfeito estado de conservação, adequados para operação, podem ser realizadas por qualquer
pessoa não advertida.
10.6.2 Os trabalhos que exigem o ingresso na zona controlada devem ser realizados mediante procedimentos específicos
respeitando as distâncias previstas no Anexo I.
10.6.3 Os serviços em instalações energizadas, ou em suas proximidades devem ser suspensos de imediato na iminência
de ocorrência que possa colocar os trabalhadores em perigo.
10.6.4 Sempre que inovações tecnológicas forem implementadas ou para a entrada em operações de novas instalações
ou equipamentos elétricos devem ser previamente elaboradas análises de risco, desenvolvidas com circuitos
desenergizados, e respectivos procedimentos de trabalho.
10.6.5 O responsável pela execução do serviço deve suspender as atividades quando verificar situação ou condição de
risco não prevista, cuja eliminação ou neutralização imediata não seja possível.

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TRABALHOS ENVOLVENDO ALTA TENSÃO (AT)
10.7.1 Os trabalhadores que intervenham em instalações elétricas energizadas com alta tensão, que exerçam suas
atividades dentro dos limites estabelecidos como zonas controladas e de risco, conforme Anexo I, devem atender ao
disposto no item 10.8 desta NR.
10.7.2 Os trabalhadores de que trata o item 10.7.1 devem receber treinamento de segurança, específico em segurança no
Sistema Elétrico de Potência (SEP) e em suas proximidades, com currículo mínimo, carga horária e demais
determinações estabelecidas no Anexo II desta NR.
10.7.3 Os serviços em instalações elétricas energizadas em AT, bem como aqueles executados no Sistema Elétrico de
Potência - SEP, não podem ser realizados individualmente.
10.7.4 Todo trabalho em instalações elétricas energizadas em AT, bem como aquelas que interajam com o SEP, somente
pode ser realizado mediante ordem de serviço específica para data e local, assinada por superior responsável pela área.
10.7.5 Antes de iniciar trabalhos em circuitos energizados em AT, o superior imediato e a equipe, responsáveis pela
execução do serviço, devem realizar uma avaliação prévia, estudar e planejar as atividades e ações a serem
desenvolvidas de forma a atender os princípios técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança em eletricidade
aplicáveis ao serviço.

10.7.6 Os serviços em instalações elétricas energizadas em AT somente podem ser realizados quando houver
procedimentos específicos, detalhados e assinados por profissional autorizado.
10.7.7 A intervenção em instalações elétricas energizadas em AT dentro dos limites estabelecidos como zona de risco,
conforme Anexo I desta NR, somente pode ser realizada mediante a desativação, também conhecida como bloqueio, dos
conjuntos e dispositivos de religamento automático do circuito, sistema ou equipamento.
10.7.7.1 Os equipamentos e dispositivos desativados devem ser sinalizados com identificação da condição de
desativação, conforme procedimento de trabalho específico padronizado.
10.7.8 Os equipamentos, ferramentas e dispositivos isolantes ou equipados com materiais isolantes, destinados ao
trabalho em alta tensão, devem ser submetidos a testes elétricos ou ensaios de laboratório periódicos, obedecendo-se as
especificações do fabricante, os procedimentos da empresa e na ausência desses, anualmente.
10.7.9 Todo trabalhador em instalações elétricas energizadas em AT, bem como aqueles envolvidos em atividades no
SEP devem dispor de equipamento que permita a comunicação permanente com os demais membros da equipe ou com o
centro de operação durante a realização do serviço.

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NBR 14039

Código: NBR14039

Título: Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV

Título em Inglês: Eletrical installations - Medium voltage

Objetivo: Estabelece um sistema para o projeto e execução de instalações elétricas de média tensão, com tensão
nominal de 1,0 kV a 36,2 kV, à frequência industrial, de modo a garantir segurança e continuidade de serviço. Aplica-se a
partir de instalações alimentadas pelo concessionário, o que corresponde ao ponto de entrega definido através da
legislação vigente emanada da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Também se aplica a instalações
alimentadas por fonte própria de energia em média tensão.*

HABILITAÇÃO, QUALIFICAÇÃO, CAPACITAÇÃO E AUTORIZAÇÃO DOS


TRABALHADORES.

10.8.1 É considerado trabalhador qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico na área elétrica
reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino.
10.8.2 É considerado profissional legalmente habilitado o trabalhador previamente qualificado e com registro no
competente conselho de classe.
10.8.3 É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes condições, simultaneamente:

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a) receba capacitação sob orientação e responsabilidade de profissional habilitado e autorizado; e
b) trabalhe sob a responsabilidade de profissional habilitado e autorizado.

10.8.3.1 A capacitação só terá validade para a empresa que o capacitou e nas condições estabelecidas pelo profissional
habilitado e autorizado responsável pela capacitação.
10.8.4 São considerados autorizados os trabalhadores qualificados ou capacitados e os profissionais habilitados, com
anuência formal da empresa.

10.8.5 A empresa deve estabelecer sistema de identificação que permita a qualquer tempo conhecer a abrangência da
autorização de cada trabalhador, conforme o item 10.8.4.
10.8.6 Os trabalhadores autorizados a trabalhar em instalações elétricas devem ter essa condição consignada no sistema
de registro de empregado da empresa.
10.8.7 Os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem ser submetidos a exame de saúde
compatível com as atividades a serem desenvolvidas, realizado em conformidade com a NR 7 e registrado em seu
prontuário médico.
10.8.8 Os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem possuir treinamento específico sobre os
riscos decorrentes do emprego da energia elétrica e as principais medidas de prevenção de acidentes em instalações
elétricas, de acordo com o estabelecido no Anexo II desta NR.
10.8.8.1 A empresa concederá autorização na forma desta NR aos trabalhadores capacitados ou qualificados e aos
profissionais habilitados que tenham participado com avaliação e aproveitamento satisfatórios dos cursos constantes do
ANEXO II desta NR.
10.8.8.2 Deve ser realizado um treinamento de reciclagem bienal e sempre que ocorrer alguma das situações a seguir:

a) troca de função ou mudança de empresa;


b) retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade, por período superior a três meses;
c) modificações significativas nas instalações elétricas ou troca de métodos, processos e organização do trabalho.

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10.8.8.3 A carga horária e o conteúdo programático dos treinamentos de reciclagem destinados ao atendimento das
alíneas “a”, “b” e “c” do item 10.8.8.2 devem atender as necessidades da situação que o motivou.
10.8.8.4 Os trabalhos em áreas classificadas devem ser precedidos de treinamento especifico de acordo com risco
envolvido.
10.8.9 Os trabalhadores com atividades não relacionadas às instalações elétricas desenvolvidas em zona livre e na
vizinhança da zona controlada, conforme define esta NR, devem ser instruídos formalmente com conhecimentos que
permitam identificar e avaliar seus possíveis riscos e adotar as precauções cabíveis.

BARREIRA OU INVÓLUCRO
BARREIRA

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ZONA DE RISCO

Raio : Zona de Risc


0,38m 
O EXEMPLO AO LADO NOS PE
MOSTRA CLARAMENTE
COMO PODEMOS
VERIFICAR AS ZONAS DE
RISCO E CONTROLADA
SUPONDO QUE A REDE É Raio : Zona Controlada
DE 13,8 kV
1,38m
ANALISANDO APENAS O
RISCO ELÉTRICO


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AUTORIZAÇÃO

ZONA CONTROLADA

(PROFISSIONAL ZONA DE RISCO


HABILITADO,
(PROFISSIONAL QUE INTERAGE
QUALIFICADO OU
COM PONTO DE ENERGIA
CAPACITADO SOB
TREINADO EM
SUPERVISÃO )
PROCEDIMENTOS
OPERACIONAIS E SEGURANÇA)

ZONA LIVRE

(QUALQUER PESSOA)

PROTEÇÃO /
BARREIRA

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PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO E EXPLOSÃO
10.9.1 As áreas onde houver instalações ou equipamentos elétricos devem ser dotadas de proteção contra incêndio e
explosão, conforme dispõe a NR 23 - Proteção Contra Incêndios.

10.9.2 Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e sistemas destinados à aplicação em instalações elétricas de
ambientes com atmosferas potencialmente explosivas devem ser avaliados quanto à sua conformidade, no âmbito do
Sistema Brasileiro de Certificação.

10.9.3 Os processos ou equipamentos susceptíveis de gerar ou acumular eletricidade estática devem dispor de proteção
específica e dispositiva de descarga elétrica.

10.9.4 Nas instalações elétricas de áreas classificadas ou sujeitas a risco acentuado de incêndio ou explosões, devem ser
adotados dispositivos de proteção, como alarme e seccionamento automático para prevenir sobretensões, sobrecorrentes,
falhas de isolamento, aquecimentos ou outras condições anormais de operação.

10.9.5 Os serviços em instalações elétricas nas áreas classificadas somente poderão ser realizados mediante permissão
para o trabalho com liberação formalizada, conforme estabelece o item 10.5 ou supressão do agente de risco que
determina a classificação da área.

OBS: Ver módulo II Página 36

SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
10.10.1 Nas instalações e serviços em eletricidade deve ser adotada sinalização adequada de segurança, destinada à
advertência e à identificação, obedecendo ao disposto na NR-26 - Sinalização de Segurança, de forma a atender, dentre
outras, as situações a seguir:

a) identificação de circuitos elétricos;

b) travamentos e bloqueios de dispositivos e sistemas de manobra e comandos;

c) restrições e impedimentos de acesso;

d) delimitações de áreas;

e) sinalização de áreas de circulação, de vias públicas, de veículos e de movimentação de cargas;

f) sinalização de impedimento de energização;

g) identificação de equipamento ou circuito impedido.

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Um procedimento de grande importância é o que trata da "sinalização de segurança". Consiste num procedimento
padronizado destinado a orientar, alertar, avisar e advertir as pessoas quanto aos riscos ou condições de perigo
existentes, proibições de ingresso ou acesso e cuidados e identificação dos circuitos ou parte dele.*

PROCEDIMENTOS DE TRABALHO
10.11.1 Os serviços em instalações elétricas devem ser planejados e realizados em conformidade com procedimentos de
trabalho específicos, padronizados, com descrição detalhada de cada tarefa, passo a passo, assinados por profissional
que atenda ao que estabelece o item 10.8 desta NR.

10.11.2 Os serviços em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de serviço especificas aprovadas por
trabalhador autorizado, contendo, no mínimo, o tipo, a data, o local e as referências aos procedimentos de trabalho a
serem adotados.

10.11.3 Os procedimentos de trabalho devem conter, no mínimo, objetivo, campo de aplicação, base técnica,
competências e responsabilidades, disposições gerais, medidas de controle e orientações finais.

10.11.4 Os procedimentos de trabalho, o treinamento de segurança e saúde e a autorização de que trata o item 10.8
devem ter a participação em todo processo de desenvolvimento do Serviço Especializado de Engenharia de Segurança e
Medicina do Trabalho - SESMT, quando houver.

10.11.5 A autorização referida no item 10.8 deve estar em conformidade com o treinamento ministrado, previsto no Anexo
II desta NR.

10.11.6 Toda equipe deverá ter um de seus trabalhadores indicado e em condições de exercer a supervisão e condução
dos trabalhos.

10.11.7 Antes de iniciar trabalhos em equipe os seus membros, em conjunto com o responsável pela execução do serviço,
devem realizar uma avaliação prévia, estudar e planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas no local, de
forma a atender os princípios técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança aplicáveis ao serviço.

10.11.8 A alternância de atividades deve considerar a análise de riscos das tarefas e a competência dos trabalhadores
envolvidos, de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho.

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PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO
Para realização de todo e qualquer serviços com eletricidade os trabalhadores deverão ser treinados
e capacitados em POP´S (Procedimentos Operacionais Padrão), que deverão conter detalhadamente
o passo a passo de cada atividade a ser desenvolvida.

10.11.1 Os serviços em
ORDEM DE SERVIÇO DOCUMENTO QUE SERÁ
instalações elétricas
devem ser planejados e ASSINADO JÁ NO
LIBERAÇÃO FORMAL
REGISTRO PELO RH
realizados em CONTENDO DATA, LOCAL, E
conformidade com
REFERENCIAR OS
procedimentos de
trabalho específicos, PROCEDIMENTOS DE
padronizados, com TRABALHOS A SEREM
descrição detalhada de ADOTADOS
cada tarefa, passo a SESMT
passo, assinados por
profissional que atenda
PARTICIPAÇÃO NA
ao que estabelece ELABORAÇÃO E
o item 10.8 desta NR. APROVAÇÃO DOS
PROCEDIMENTOS,
TREINAMENTOS E
AUTORIZAÇÃO
FORMAL

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SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA
10.12.1 As ações de emergência que envolvam as instalações ou serviços com eletricidade devem constar do plano de
emergência da empresa.

10.12.2 Os trabalhadores autorizados devem estar aptos a executar o resgate e prestar primeiros socorros a acidentados,
especialmente por meio de reanimação cardio-respiratória.

10.12.3 A empresa deve possuir métodos de resgate padronizados e adequados às suas atividades, disponibilizando os
meios para a sua aplicação.

10.12.4 Os trabalhadores autorizados devem estar aptos a manusear e operar equipamentos de prevenção e combate a
incêndio existente nas instalações elétricas.

OBS: Ver módulo III Página 52

RESPONSABILIDADES
10.13.1 As responsabilidades quanto ao cumprimento desta NR são solidárias aos contratantes e contratados envolvidos.
10.13.2 É de responsabilidade dos contratantes manter os trabalhadores informados sobre os riscos a que estão
expostos, instruindo-os quanto aos procedimentos e medidas de controle contra os riscos elétricos a serem adotados.
10.13.3 Cabe à empresa, na ocorrência de acidentes de trabalho envolvendo instalações e serviços em eletricidade,
propor e adotar medidas preventivas e corretivas.
10.13.4 Cabe aos trabalhadores:

a) zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações ou om issões no
trabalho;
b) responsabilizar-se junto com a empresa pelo cumprimento das disposições legais e regulamentares, inclusive quanto
aos procedimentos internos de segurança e saúde; e
c) comunicar, de imediato, ao responsável pela execução do serviço as situações que considerar de risco para sua
segurança e saúde e a de outras pessoas.

DISPOSIÇÕES FINAIS
10.14.1 Os trabalhadores devem interromper suas tarefas exercendo o direito de recusa, sempre que constatarem
evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou a de outras pessoas, comunicando
imediatamente o fato a seu superior hierárquico, que diligenciará as medidas cabíveis.
10.14.2 As empresas devem promover ações de controle de riscos originados por outrem em suas instalações elétricas e
oferecer, de imediato, quando cabível, denúncia aos órgãos competentes.
10.14.3 Na ocorrência do não cumprimento das normas constantes nesta NR, o MTE adotará as providências
estabelecidas na NR 3.
10.14.4 A documentação prevista nesta NR deve estar permanentemente à disposição dos trabalhadores que atuam em
serviços e instalações elétricas, respeitadas as abrangências, limitações e interferências nas tarefas.
10.14.5 A documentação prevista nesta NR deve estar, permanentemente, à disposição das autoridades competentes.
10.14.6 Esta NR não é aplicável a instalações elétricas alimentadas por extra-baixa tensão.

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MÓDULO II

NOÇÕES DE COMBATE A INCÊNDIOS


TEORIA DO FOGO

Fogo é um processo químico de transformação. Podemos também defini-lo como o resultado de uma
reação química que desprende luz e calor devido à combustão de materiais diversos.

ELEMENTOS QUE COMPÕEM O FOGO

– Combustível
– Comburente (oxigênio)
– Calor
– Reação em cadeia

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COMBUSTÍVEL
É todo material que queima. São sólidos, líquidos e gasosos, sendo que os sólidos e os líquidos se transformam
primeiramente em gás pelo calor e depois inflamam.

Sólidos: Madeira, papel, tecido, algodão, etc.

Líquidos Voláteis – são os que desprendem gases inflamáveis à temperatura ambiente.

Ex.:álcool, éter, benzina, etc.

Não Voláteis – são os que desprendem gases inflamáveis à temperaturas maiores do que a do ambiente Ex.: óleo,
graxa, etc

Gasosos:

Butano, propano, etano, etc.

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COMBURENTE (OXIGÊNIO)
É o elemento ativador do fogo, que se combina com os vapores inflamáveis dos combustíveis, dando vida às chamas e
possibilitando a expansão do fogo.

Compõe o ar atmosférico na porcentagem de 21%, sendo que o mínimo exigível para sustentar a combustão é de 16%.

O AR
1% 21%

78%

OXIGENIO NITROGENIO OUTROS GASES

CALOR
É uma forma de energia. É o elemento que dá início ao fogo, é ele que faz o fogo se propagar.

Pode ser uma faísca, uma chama ou até um superaquecimento em máquinas e aparelhos energizados.

REAÇÃO EM CADEIA
Os combustíveis, após iniciarem a combustão, geram mais calor(1). Esse calor provocará o desprendimento de mais
gases ou vapores combustíveis (2), desenvolvendo uma transformação em cadeia ou reação em cadeia, que, em resumo,
é o produto de uma transformação gerando outra transformação.

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PROPAGAÇÃO DO FOGO
O fogo pode se propagar:

– Pelo contato da chama em outros combustíveis;

– Através do deslocamento de partículas incandescentes;

– Pela ação do calor.

O calor é uma forma de energia produzida pela combustão ou originada do atrito dos corpos. Ele se propaga por três
processos de transmissão:

CONDUÇÃO
É a forma pela qual se transmite o calor através do próprio material, de molécula a molécula ou de corpo a corpo.

39
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CONVECÇÃO
É quando o calor se transmite através de uma massa de ar aquecida, que se desloca do local em chamas, levando para
outros locais quantidade de calor suficiente para que os materiais combustíveis aí existentes atinjam seu ponto de
combustão, originando outro foco de fogo.

IRRADIAÇÃO
É quando o calor se transmite por ondas caloríficas através do espaço, sem utilizar qualquer meio material.

SOL

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PONTOS E TEMPERATURAS IMPORTANTES DO FOGO
Ponto de Fulgor

É a temperatura mínima necessária para que um combustível desprenda vapores ou gases inflamáveis, os quais,
combinados com o oxigênio do ar em contato com uma chama, começam a se queimar, mas a chama não se mantém
porque os gases produzidos são ainda insuficientes.

Ponto de Combustão

É a temperatura mínima necessária para que um combustível desprenda vapores ou gases inflamáveis que,
combinados com o oxigênio do ar e ao entrar em contato com uma chama, se inflamam, e, mesmo que se retire a chama,
o fogo não se apaga, pois essa temperatura faz gerar, do combustível, vapores ou gases suficientes para manter o fogo ou
a transformação em cadeia.

Temperatura de Ignição

É aquela em que os gases desprendidos dos combustíveis entram em combustão apenas pelo contato com o
oxigênio do ar, independente de qualquer fonte de calor.

Principais pontos e temperaturas de alguns


combustíveis ou inflamáveis

Combustíveis Temperatura de
Ponto de Fulgor
Inflamáveis Ignição

Álcool etílico 12,6°C 371,0°C


Gasolina -42,0°C 257,0°C
Querosene 38,0°C a 73,5°C 254,0°C
Parafina 199,0°C 245,0°C

41
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CLASSES DE INCÊNDIO
Os incêndios são classificados de acordo com as características dos seus combustíveis. Somente com o conhecimento
da natureza do material que está se queimando, pode-se descobrir o melhor método para uma extinção rápida e segura.

A - MADEIRA, PAPEL E ALGODÃO


B - LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS

C - EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS ENERGIZADOS

D - ELEMENTOS PIROFÓRICOS COMO MAGNÉSIO

CLASSES DE INCÊNDIO
Classe A

– Caracteriza-se por fogo em materiais sólidos;

– Queimam em superfície e profundidade;

– Após a queima deixam resíduos, brasas e cinzas;

– Esse tipo de incêndio é extinto principalmente pelo método de resfriamento, e as vezes por abafamento
através de jato pulverizado.

42
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Classe B

– Caracteriza-se por fogo em combustíveis líquidos inflamáveis;

– Queimam em superfície;

– Após a queima, não deixam resíduos;

– Esse tipo de incêndio é extinto pelo método de abafamento.

Classe C

– Caracteriza–se por fogo em materiais/equipamentos energizados (geralmente equipamentos elétricos);

– A extinção só pode ser realizada com agente extintor não-condutor de eletricidade, nunca com extintores
de água ou espuma;

– O primeiro passo num incêndio de classe C, é desligar o quadro de força, pois assim ele se tornará um
incêndio de classe A ou B.

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Classe D

– Caracteriza-se por fogo em metais pirofóricos (alumínio, antimônio, magnésio, etc.)

– São difíceis de serem apagados;

– Esse tipo de incêndio é extinto pelo método de abafamento;

– Nunca utilizar extintores de água ou espuma para extinção do fogo.

MÉTODOS DE EXTINÇÃO DO FOGO


Partindo do princípio de que, para haver fogo, são necessários o combustível, comburente e o calor, formando o triângulo
do fogo ou, mais modernamente, o quadrado ou tetraedro do fogo, quando já se admite a ocorrência de uma reação em
cadeia, para nós extinguirmos o fogo, basta retirar um desses elementos.

Com a retirada de um dos elementos do fogo, temos os seguintes métodos de extinção: extinção por retirada do
material, por abafamento, por resfriamento.

Extinção por retirada do material (Isolamento): Esse método consiste em duas técnicas:

Retirada do material que está queimando;

Retirada do material que está próximo ao fogo.

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Extinção por retirada do comburente (Abafamento)

Este método consiste na diminuição ou impedimento do contato de oxigênio com o combustível.

A - MADEIRA, PAPEL
E ALGODÃO

Extinção por retirada do calor (Resfriamento)

Este método consiste na diminuição da temperatura e eliminação do calor, até que o combustível não gere mais gases
ou vapores e se apague.

calor
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Extinção Química

Ocorre quando interrompemos a reação em cadeia.

Este método consiste no seguinte: o combustível, sob ação do calor, gera gases ou vapores que, ao se combinarem
com o comburente, formam uma mistura inflamável. Quando lançamos determinados agentes extintores ao fogo, suas
moléculas se dissociam pela ação do calor e se combinam com a mistura inflamável (gás ou vapor mais comburente),
formando outra mistura não–inflamável.

EXTINTORES DE INCÊNDIO
Destinam-se ao combate imediato e rápido de pequenos focos de incêndios, não devendo ser considerados como
substitutos aos sistemas de extinção mais complexos, mas sim como equipamentos adicionais.

Recomendações:

– Instalar o extintor em local visível e sinalizado;

– O extintor não deverá ser instalado em escadas, portas e rotas de fuga;

– Os locais onde estão instalados os extintores, não devem ser obstruídos;

– O extintor deverá ser instalado na parede ou colocado em suportes de piso;

– O lacre não poderá estar rompido.

AGENTES EXTINTORES
Água Pressurizada

_ É o agente extintor indicado para incêndios de classe A;

_ Age por resfriamento e/ou abafamento;

_ Podem ser aplicado na forma de jato compacto, chuveiro e neblina. Para os dois primeiros casos, a ação é por
resfriamento. Na forma de neblina, sua ação é de resfriamento e abafamento.

ATENÇÃO:

Nunca use água em fogo das classes C e D.

Nunca use jato direto na classe B.

Gás Carbônico (CO2)

– É o agente extintor indicado para incêndios da classe C, por não ser condutor de eletricidade;

– Age por abafamento, podendo ser também utilizado nas classes A, somente em seu início e na classe B
em ambientes fechados.

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Pó Químico

– É o agente extintor indicado para combater incêndios da classe B;

– Age por abafamento, podendo ser também utilizados nas classes A e C, podendo nesta última danificar o
equipamento.

Espuma

– É um agente extintor indicado para incêndios das classe A e B.

– Age por abafamento e secundariamente por resfriamento.

– Por ter água na sua composição, não se pode utiliza-lo em incêndio de classe C, pois conduz corrente
elétrica.

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EXTINTORES
O Corpo de Bombeiro aplica poucas exigências às pequenas edificações. Dentre elas obriga a presença de extintores de
incêndio com a finalidade de conter os incêndios em seu início. Para que isso possa ocorrer, eles necessitam:

Estarem com sua carga de agente extintor e pressurização em ordem;

Estarem bem instalados e bem distribuídos;

Serem adequados ao risco cujo incêndio pretende conter e,

Serem, obviamente, operados adequadamente quando o incêndio se iniciar.

Os extintores de incêndio, em seu rótulo, possuem indicação sobre as classes de incêndio para as quais são adequados.

Em alguns casos o rótulo informa também as classes de


incêndio para as quais o extintor não se presta, conforme
exemplo abaixo:

Exemplo de rótulo de extintor adequado às


classes de incêndio “B” e “C”.

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Selecionando os Extintores

Rótulo de extintor indicando "proibição" de


uso para algumas classes de incêndio.

Para incêndio classe “A”, assim, se a edificação possuir em sua maioria elementos que produzam um incêndio classe “A”,
deverão ser selecionados extintores que extingam tais tipos de incêndio, como os de água ou espuma.

Para incêndio classe “B”, usa-se espuma pó comum, também chamado Pó BC, ou dióxido de carbono, também chamado
gás carbônico ou CO².

Para classe “C” empregam-se os mesmos extintores de pó e o gás carbônico, exemplificados nas figuras acima.

Pós Multiuso ou Pós-ABC

Os extintores de Pós chamados Multiuso ou ABC são extintores que podem ser usados em quaisquer classes de incêndio,
pois extinguem princípios de incêndio em materiais sólidos, em líquidos inflamáveis e gases. Também controlam incêndios
em que haja a presença da corrente elétrica, sem transmiti-la, isto é, sem gerar risco ao operador.

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Em alguns casos o rótulo informa também as classes de incêndio para as
quais o extintor não se presta, conforme exemplo abaixo:

Exemplo de rótulo de extintor adequado às classes de incêndio “B”


e “C”.

Rótulo de extintor indicando "proibição" de uso para algumas classes de incêndio.

Trata-se de certas substâncias químicas


sólidas, líquidas ou gasosas que são
utilizadas na extinção de um incêndio,
dispostas conjuntos hidráulicos
(hidrantes) e dispositivos especiais
P
(sprinklers e sistemas fixos de CO2).

Sprinklers

Hidrantes

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QUADRO RESUMO DE EXTINTORES

Incêndio Água PQS CO2 Halon


Classe “ A “ Eficiente Pouco Pouco Pouco
Eficiente Eficiente Eficiente
Classe “ B “ Não eficiente Eficiente Eficiente
Classe “ C “ Não Eficiente* Eficiente Eficiente
Classe “ D “ Não PQS** Não Não
especial
Unidade
Extintora 10 Litros 4 Kg 6 Kg 2 Kg***
Alcance
Médio do jato 10 m 5m 2,5 m 3,5 m
Tempo de
Descarga 60 Seg. 15 Seg. 25 Seg. 15 Seg.
Método de Resfriamento Quebra Abafamento Químico
Extinção da reação (resfriamento) (abafamento)
em
cadeia
(abafamento)

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MÓDULO III

NOÇÕES BÁSICA DE PRIMEIROS SOCORROS.

Socorristas Todos Podem Ser!


Em conformidade das diretrizes American Heart Association.

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PSA
PRIMEIROS SOCORROS AVANÇADO

Primeiros Socorros é o tratamento imediato ministrado a uma vítima de trauma ou doença,


fora do ambiente hospitalar, com o objetivo de evitar o agravamento das lesões e manter a
vítima viva.

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A QUEM DEVO CHAMAR?

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AVALIAÇÃO DA CENA

Aspectos de análise para as medidas a serem tomadas:

 1º Chamar equipe especializada (Corpo de Bombeiros/SAMU)

 2º Verificar a Segurança do local para o atendimento do socorrista;

 3º Observação geral do paciente;

ANÁLISE INICIAL DA VÍTIMA

1. Verificar se o paciente está consciente;

2. Liberar vias aéreas (hiperextensão da cabeça);

3. Verificar respiração (ver, ouvir, sentir);

4. Verificar pulso (carotídeo);

5. Verificar existência de grandes sangramentos ( mais de 01 litro de sangue ).

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CONSTATANDO A INCONSCIÊNCIA

Deve-se constatar a inconsciência, sacudindo o paciente gentilmente pelos ombros e perguntando por três
vezes: “Ei, você está bem?”.

Deve-se ter cuidado para evitar manipular a vítima mais do que o necessário.

LIBERANDO AS VIAS AÉREAS

Se a vítima não responde a estímulos, realizar a abertura das vias aéreas para que o ar possa ter livre
passagem aos pulmões.

A manobra de abrir as vias aéreas deve ser realizada da seguinte forma;

 Elevação do queixo

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CHECANDO A RESPIRAÇÃO

Após a abertura das vias aéreas, deve-se verificar se a vítima está respirando espontaneamente. para realizar
essa avaliação, o socorrista deve colocar o seu ouvido bem próximo da boca e do nariz da vítima para ver, ouvir e
sentir a respiração.

CHECANDO O PULSO

Após constatar a presença ou não de pulso, deve-se procurar por grandes hemorragias e estanca-las,
utilizando métodos de estancamento adequados.

Caso a vítima não possua pulso (batimento cardíaco) inicie a RCP imediatamente.

Contudo se a vítima estiver respirando adequadamente, tiver pulso e não possuir hemorragias, ou se estas
estiverem controladas, pode-se iniciar a análise secundária.

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AVALIAÇÃO DIRIGIDA OU ANÀLISE SECUNDÀRIA

EXAME DA CABEÇA AOS PÉS: Realizar avaliação mais detalhada da vítima, utilizando os sentidos do tato, da
visão, da audição e do olfato.

O socorrista deverá fazer uma varredura na vítima baseado na queixa desta, veja como é feito;

1) Avaliar a coluna cervical, procurando deformações e/ou pontos dolorosos .

2) Examinar o couro cabeludo, procurando cortes e contusões.

3) Checar toda a cabeça, procurando deformações e depressões.

4) Observar a superfície interior das pálpebras. Se estiverem descoloridas, pálidas, indicam a possibilidade de
hemorragia grave.

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5) Inspecionar as orelhas e o nariz. Hematoma atrás da orelha ou perda de sangue ou líquido
cefalorraquidiano pelo ouvido e/ou nariz pode significar lesões graves de crânio

6) Inspecionar o interior da boca, mantendo-se atento à presença de corpos estranhos, sangue ou vômito.

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7) Examinar o tórax, procurando por fraturas e ferimentos .

8) Examinar o abdome, procurando ferimentos e pontos dolorosos .

11) Examinar as costas procurando áreas dolorosas e deformidades.

12) Examinar a bacia procurando fratura.

13) Observar lesões na genitália.

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14) Examinar as pernas e os pés, procurando ferimentos, fraturas e pontos dolorosos.

15) Checar a perfusão capilar.

16) Checar presença de pulso distal e sensibilidade neurológica.

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17) Examinar os membros superiores desde o ombro e a clavícula até as pontas dos dedos, procurando por
ferimentos, fraturas e pontos dolorosos.

18) Checar presença de pulso distal e sensibilidade neurológica.

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OBSTRUÇÃO RESPIRATÓRIA

 VÍTIMA CONSCIENTE ENGASGADA

Em vítimas conscientes, o alimento é a principal causa de obstrução das vias aéreas. Quando esse acidente
ocorre à vítima fica muito nervosa e agitada pela impossibilidade de respirar. Tentará falar e não conseguirá.

 Se a vítima confirma através de movimento afirmativo (como por exemplo balançando a cabeça), à

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última pergunta, o socorrista deve imediatamente iniciar a manobra de “Heimlich” para vítimas
conscientes e com obstrução total. Veja como é feito;

 A mão deverá ser em punho, devendo a outra mão firmar a primeira.

 O movimento deverá ser feito para dentro e para cima simulando a letra “J”.

 Repita os passos anteriores até a desobstrução ou até a chegada de socorro adequado.

 Efetue repetidas compressões no abdome, se adulto ou criança, até a desobstrução ou até a chegada de
socorro adequado.

 Em gestantes e obesos fazer as compressões no esterno.

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 Em bebês de 0 a 1 ano, vire de buços, incline-o com a cabeça voltada para baixo e efetue 5 tapas nas
costas estre as escápulas;
 Em seguida vire o bebê de barriga para cima mantendo a inclinação e efetue 5 compressões no esterno
localizado na linha dos mamilos.
 Repita o processo até a desobstrução ou até a chegada do socorro adequado.

ADULTO CRIANÇA BEBÊ

No Abdome No Abdome Entre o Esterno


Comp. e as Escápulas

Ciclo 05 Comp. 05 Comp. 05 Mas.


05 Comp.

PARADA CÁRDIO-RESPIRATÓRIA

 Colocar dois dedos acima do


apêndice xifóide.

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Logo após posicionar a palma da mão onde será feita a massagem cardíaca.

 Posicionar uma das mãos sobre a outra, cruzando os dedos;

 Os ombros devem estar paralelos ao osso esterno da vítima;

 Em consequência da massagem, o esterno, em vítimas adultas, deverá ser deslocado para baixo entre 4 e
5 cm;

 Observar posição do socorrista;

 Movimento dos braços sem flexão dos cotovelos.

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 Comprimir o tórax em uma frequência de aproximadamente, 100 compressões por minuto.

 Para adulto o socorrista deve utilizar os dois braços, para criança apenas um braço e para bebê dois dedos,
observando sempre o limite da força aplicada nas compressões.

ESTADO DE CHOQUE

Estado de choque é a sensibilidade dos Órgãos a Isquemia (diminuição do fluxo de sangue)

Identificação

 Pulso rápido e fraco

 Aumento da frequência respiratória

 Aumento da frequência cardíaca

 Pele fria, úmida e pálida.

 Perfusão capilar lenta ou nula

 Tremores de frio

 Tonturas e desmaios

 Agitação ou depressão do nível de consciência

 Pupilas dilatadas.

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Tratamento

 Colocar a vítima deitada, atentando, sempre, para a possibilidade de existência de outras lesões
associadas;

 Elevar as pernas da vítima para que chegue maior quantidade de sangue à cabeça e aos centros nervosos
principais;

 Aquecer a vítima, agasalhando-o com cobertores;

 Afrouxar peças de roupa para facilitar a circulação;

 Fornecer ar puro, ou oxigênio, se possível.

 Transportar a vitima para o hospital.

HEMORRAGIA / FERIMENTO

Hemorragia é a ruptura de vasos sanguíneos, com extravasamento de sangue.

Sintomas

 Fraqueza;

 Sede;

 Frio;

 Ansiedade.

Procedimentos

 Nunca toque na ferida nem aplique medicamento ou qualquer produto no ferimento;

 Proteger com gases ou pano limpo, sem apertar o ferimento;

 Fazer compressão local suficiente para cessar o sangramento;

 Se o ferimento ocorrer em membros, deve-se elevar o membro ferido;

 Caso não haja controle do sangramento, pressione os pontos arteriais;

 Não tente retirar objeto empalado, imobilize-os;

 Nunca dê água ou qualquer outro líquido para a vítima beber.

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HEMORRAGIAS INTERNAS
(Ferimentos Fechados)

 Mantenha as vias aéreas liberadas;

 Mantenha a vítima deitada;

 Transporte na posição de choque;

 Não dê nada para o paciente beber;

 Procure socorro adequado.

FERIMENTO ABDOMINAL

 Cobrir o ferimento e as vísceras com plástico se estiverem expostas;

 Não recolocar as vísceras no abdome;

 Manter o curativo preso com atadura não muito apertada;

 Conduzir a vítima para um hospital.

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DEMAIS FERIMENTOS

Olhos

 Não tente remover objetos da córnea;

 Não faça curativo compressivo;

 Não remova objetos empalados, estabilize-o;

 Em queimaduras químicas, lave sempre, partindo do nariz para as extremidades.

Ouvido

 Nunca feche o canal auditivo em caso de hemorragia;

 Saída de líquido claro e/ou sangue significa Traumatismo Crânio Encefálica.

FRATURAS

É a ruptura total ou parcial do osso.

Fratura fechada: na fratura fechada não há rompimento da pele, ficando o osso no interior do corpo.

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Fratura exposta: fratura na qual há rompimento da pele. Neste tipo de fratura ocorre simultaneamente
um quadro de hemorragia externa, existindo ainda o risco iminente de infecção.

Identificação

 Dor local;

 Incapacidade de se efetuar os movimentos ou a função principal da parte afetada;

 Deformação ou inchaço: ocorre devido ao deslocamento das seções dos ossos fraturados ou acúmulo de
sangue ou plasma no local;

 Crepitação óssea: é um ruído produzido pelo atrito entre as seções ósseas fraturadas;

 Mobilidade anormal: é a movimentação de uma parte do corpo onde inexiste uma articulação.

Tratamento fratura fechada

 Imobilizar a fratura mediante o emprego de talas, dependendo das circunstâncias e alinhamento do osso;

 Imobilizar também a articulação acima e abaixo da fratura para evitar qualquer movimento da parte atingida;

 Observar a perfusão nas extremidades dos membros;

 Verificar presença de pulso;

 Tranquilizar o acidentado mantendo-o aquecido e na posição mais cômoda possível.

 Prevenir o estado de choque.


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Tratamento fratura exposta

 Estancar a hemorragia, mediante emprego de um dos métodos de hemostasia (ação ou efeito de estancar
uma hemorragia);

 Não tentar recolocar o osso no interior da ferida;

 Prevenir a contaminação, cobrindo o ferimento com gaze esterilizada ou com as próprias roupas da vítima;

 Se não for possível realinhar a fratura, imobiliza-la na posição em que estiver com a utilização de talas e
faixas;

 Checar presença de pulso distal e sensibilidade;

 Prevenir o estado de choque tranquilizando a vítima e evitando que veja o ferimento;

 Remover a vítima em maca;

 Transportar a vítima para o hospital.

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TRAUMA DE CRÂNIO

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Identificação

 Tontura, sonolência e inconsciência;

 Hemorragia pelo nariz, boca ou ouvido;

 Alteração do ritmo respiratório;

 Hematoma nas pálpebras;

 Saída de líquido cefalorraquidiano pelos ouvidos;

 Vômitos e náuseas;

 Falta de controle das funções intestinais;

 Perda de reflexos;

 Desvio de um dos olhos;

 Diâmetro das pupilas desiguais.

Tratamento

 Imobilizar a coluna cervical,

 Evitar movimentos bruscos com a cabeça do acidentado;

 Caso haja o extravasamento de sangue ou líquido por um dos ouvidos, facilitar esta saída;

 Prevenir estado de choque;

 Ministrar oxigênio;

 Transportar a vítima em maca com urgência ao hospital.

TRAUMA DE COLUNA

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Identificação

 Dor aguda na vértebra atingida;

 Associação do tipo de acidente com a possibilidade da lesão;

 Saliência anormal no local;

 Perda de sensibilidade nos membros;

 Sensação de formigamento dos membros;

 Paralisia.

Tratamento

 Imobilizar o pescoço da vítima, aplicando um colar cervical próprio ou improvisado;

 Movimentar a vítima em bloco, contando, no mínimo, com três socorristas;

 Imobilizar a vítima em prancha rígida;

 Se a vítima estiver sentada, usar primeiro uma prancha curta;

 Ministrar oxigênio, se disponível;

 Transportar a vítima para um hospital.

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TRAUMA DE BACIA

Identificação

 Perda da mobilidade nos membros inferiores;

 Dor intensa no local.

Tratamento

 Imobilizar a bacia com prancha longa;

 Tomar as mesmas precauções como nos casos de lesões de coluna;

 Colocar um cobertor dobrado ou um travesseiro entre as pernas da vítima, unindo-as com faixas;

 Transportar a vítima com urgência para um hospital.

TRAUMA DE COSTELA

Identificação

 Dor localizada;
 Respiração superficial;
 Dor quando realiza movimentos respiratórios;
 Deformação local.

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Tratamento

 Aplicar no mínimo três faixas de imobilização no tórax, sem apertar em demasia;


 Movimentar o mínimo possível a vítima;
 Evitar o choque;
 Transporta-la para um hospital.

QUEIMADURAS

Primeiro grau: atinge somente a epiderme. Caracteriza-se por dor local e vermelhidão da área atingida.

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Segundo grau: atinge a epiderme e a derme. Caracteriza-se por dor local, vermelhidão e formação de bolhas
d’água.

Terceiro grau: atinge o tecido de revestimento, alcançando o tecido muscular, podendo chegar até o ósseo.
Caracteriza-se pela pele escurecida ou esbranquiçada.

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EXTENSÃO DA QUEIMADURA

Parte do corpo Adulto Criança Bebê


Cabeça 9% 18% 18%
Braço 9% 9% 9%
Tórax e Abdome 18% 18% 18%
Costas 18% 14% 14%
Perna 18% 14% 14%
É considerada sendo grave qualquer queimadura (mesmo que seja de primeiro grau) que atinja 15% do corpo ou
mais.

TRATAMENTO EM QUEIMADURAS TÉRMICAS

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 Retirar parte da roupa que esteja em volta da área queimada;

 Retirar anéis e pulseiras da vítima;

 As queimaduras de 1º e 2ª grau podem ser banhadas com água fria para amenizar a dor;

 Não perfurar as bolhas em queimaduras de 2º grau;

 Não aplicar medicamentos nas queimaduras;

 Cobrir a área queimada com um plástico limpo;

 Transportar a vítima com urgência para um hospital especializado.

TRATAMENTO EM QUEIMADURAS QUÍMICAS

 Retirar a roupa da vítima impregnada com agente químico;

 Lavar o local afetado com água corrente sem esfregá-lo — 5 minutos para ácidos, 15 minutos para álcalis e
20 minutos para cáusticos desconhecidos;

 Se o agente agressor for cal virgem seco, não usar água; removê-lo com escova macia;

 Nos demais casos, proceder como nas queimaduras térmicas.

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CRISE EPILÉTICA

A epilepsia é uma doença do sistema nervoso central que se caracteriza por causar crises de convulsões (ataques)
em sua forma mais grave.

Os ataques ou convulsões se caracterizam por:

Identificação

Queda abrupta da vítima;

 Perda da consciência;

 Contrações de toda a musculatura corporal;

 Aumento da atividade glandular com salivação abundante e vômitos.

Tratamento

 Proteger o doente a fim de evitar complicações;

 Interpor um calço (exemplo pedaço de pano) entre os dentes superiores e inferiores;

 Afastar os curiosos do local.

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INFARTO ÁGUDO DO MIOCÁRDIO (IAM)

Sinais e sintomas

 Dor torácica intensa que se irradia para braço esquerdo, maxila, mandíbula, dentes;

 Muitas vezes acompanhado de sudorese, náuseas, vômitos, falta de ar e frequência cardíaca anormal;

 Não apresenta relação com esforço físico ou mental, podendo ocorrer no repouso;

 Início repentino e devastador;

 Duração superior a 30 minutos.

Sinais e sintomas

 Tratamento

 Chamar o socorro;

 Acalmar e repousar a vítima, recostando-a;

 Afrouxar as roupas da vítima;

 Checar os sinais vitais;

 Caso necessário fazer o RCP;

 Se possível, levar a vítima ao hospital.

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GLOSSÁRIO

1. Alta Tensão (AT): tensão superior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts em corrente
contínua, entre fases ou entre fase e terra.
2. Área Classificada: local com potencialidade de ocorrência de atmosfera explosiva.
3. Aterramento Elétrico Temporário: ligação elétrica efetiva confiável e adequada intencional à terra,
destinada a garantir a equipotencialidade e mantida continuamente durante a intervenção na
instalação elétrica.
4. Atmosfera Explosiva: mistura com o ar, sob condições atmosféricas, de substâncias inflamáveis
na forma de gás, vapor, névoa, poeira ou fibras, na qual após a ignição a combustão se propaga.
5. Baixa Tensão (BT): tensão superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts em corrente
contínua e igual ou inferior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts em corrente contínua,
entre fases ou entre fase e terra.
6. Barreira: dispositivo que impede qualquer contato com partes energizadas das instalações
elétricas.
7. Direito de Recusa: instrumento que assegura ao trabalhador a interrupção de uma atividade de
trabalho por considerar que ela envolve grave e iminente risco para sua segurança e saúde ou de
outras pessoas.
8. Equipamento de Proteção Coletiva (EPC): dispositivo, sistema, ou meio, fixo ou móvel de
abrangência coletiva, destinado a preservar a integridade física e a saúde dos trabalhadores,
usuários e terceiros.
9. Equipamento Segregado: equipamento tornado inacessível por meio de invólucro ou barreira.
10. Extra-Baixa Tensão (EBT): tensão não superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts
em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra.
11. Influências Externas: variáveis que devem ser consideradas na definição e seleção de medidas
de proteção para segurança das pessoas e desempenho dos componentes da instalação.
12. Instalação Elétrica: conjunto das partes elétricas e não elétricas associadas e com características
coordenadas entre si, que são necessárias ao funcionamento de uma parte determinada de um
sistema elétrico.
13. Instalação Liberada para Serviços (BT/AT): aquela que garanta as condições de segurança ao
trabalhador por meio de procedimentos e equipamentos adequados desde o início até o final dos
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trabalhos e liberação para uso.
14. Impedimento de Reenergização: condição que garante a não energização do circuito através de
recursos e procedimentos apropriados, sob controle dos trabalhadores envolvidos nos serviços.
15. Invólucro: envoltório de partes energizadas destinado a impedir qualquer contato com partes
internas.
16. Isolamento Elétrico: processo destinado a impedir a passagem de corrente elétrica, por
interposição de materiais isolantes.
17. Obstáculo: elemento que impede o contato acidental, mas não impede o contato direto por ação
deliberada.
18. Perigo: situação ou condição de risco com probabilidade de causar lesão física ou dano à saúde
das pessoas por ausência de medidas de controle.
19. Pessoa Advertida: pessoa informada ou com conhecimento suficiente para evitar os perigos da
eletricidade.
20. Procedimento: seqüência de operações a serem desenvolvidas para realização de um
determinado trabalho, com a inclusão dos meios materiais e humanos, medidas de segurança e
circunstâncias que impossibilitem sua realização.
21. Prontuário: sistema organizado de forma a conter uma memória dinâmica de informações
pertinentes às instalações e aos trabalhadores.
22. Risco: capacidade de uma grandeza com potencial para causar lesões ou danos à saúde das
pessoas.
23. Riscos Adicionais: todos os demais grupos ou fatores de risco, além dos elétricos, específicos de
cada ambiente ou processos de Trabalho que, direta ou indiretamente, possam afetar a segurança e
a saúde no trabalho.
24. Sinalização: procedimento padronizado destinado a orientar, alertar, avisar e advertir.
25. Sistema Elétrico: circuito ou circuitos elétricos inter-relacionados destinados a atingir um
determinado objetivo.
26. Sistema Elétrico de Potência (SEP): conjunto das instalações e equipamentos destinados à
geração, transmissão e distribuição de energia elétrica até a medição, inclusive.
27. Tensão de Segurança: extra baixa tensão originada em uma fonte de segurança.
28. Trabalho em Proximidade: trabalho durante o qual o trabalhador pode entrar na zona
controlada, ainda que seja com uma parte do seu corpo ou com extensões condutoras,

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representadas por materiais, ferramentas ou equipamentos que manipule.
29. Travamento: ação destinada a manter, por meios mecânicos, um dispositivo de manobra fixo
numa determinada posição, de forma a impedir uma operação não autorizada.
30. Zona de Risco: entorno de parte condutora energizada, não segregada, acessível inclusive
acidentalmente, de dimensões estabelecidas de acordo com o nível de tensão, cuja aproximação só
é permitida a profissionais autorizados e com a adoção de técnicas e instrumentos apropriados de
trabalho.
31. Zona Controlada: entorno de parte condutora energizada, não segregada, acessível, de
dimensões estabelecidas de acordo com o nível de tensão, cuja aproximação só é permitida a
profissionais autorizados.

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BIBLIOGRAFIA

Normas Regulamentadora do MTE

Lei n.º6.514, de 22 de dezembro de 1977,

PORTARIA MTB Nº 3.214, DE 08 DE JUNHO DE 1978

NR 10 – Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade.

NBR – 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão – ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas)

NBR – 14039 – Instalações Elétricas de Média Tensão _ ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas)

ADAMS Jc. Manual de fraturas e les6es articulares. Sao Paulo: Artes Medicas, 1980.

ALEXANDER DC; Yonah A. Terrorism and business: the impact of September I I 200 I 0 Terrorfsmo e os Neg6cios: 0
Impacto de II de Setembro de 200 I) Transnational Publishers Inc., 2002.

ALVESOJ. Nocoes de primeiros socorros. Rio de Janeiro: Impressora Brasiliense, 1978.

AMERICAN ACADEMY OF ORTAPAEDIC SURGEONS. Basic rescue and


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REDAÇÃO E EDITORAÇÃO

COORDENAÇÃO: Reginaldo Pereira Amorim

RESPONSÁVEL TÉCNICO: Carlos Alberto Maciel e Silva (Engenheiro Eletricistas e Segurança do


Trabalho)

CRIAÇÃO GRÁFICA: Pablo Brescia

ELABORAÇÃO E REVISÃO TÉCNICA: Giselle Dias (Bombeiro Civil)

Júlio César Torres (Técnico em Segurança do Trabalho)

COLABORAÇÃO: Pâmella Paloma de Oliveira Silva (Técnico em Segurança do Trabalho)

Júnio César Barbosa Louback (Bombeiro Militar)

André Fernandes Rocha (Bombeiro Militar)

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