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Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

Escola de Engenharia - EE
Departamento de Engenharia Mecânica - DEMEC
Disciplina: MEC112 – Mecânica Aplicada Experimental
Prof.: Herbert Martins Gomes
Aluno: Matrícula:
Data da Aula:

RELATÓRIO DO
EXPERIMENTO No01
(Teoria de Erros e Propagação de Incertezas)

Porto Alegre
Resumo: O resumo é uma das partes mais importantes de um relatório técnico. Ele
representa o resumo das principais resultados e conclusões do experimento e portanto deve
ser redigido por último. Deve conter apenas um ou dois parágrafos; não deve exceder uma
página. O resumo não deve referenciar a nenhuma tabela ou figura, mas deve representar
o trabalho feito. O leitor deve obter no resumo os dados necessários para que possa
acreditar no experimento e suas conclusões.

1.0 INTRODUÇÃO: INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE OS RELATÓRIOS

Os relatórios devem ser entregues em folhas formato A4 Os relatórios das experiências


de laboratório devem ser digitados e entregues na aula seguinte ao laboratório, a não ser
que seja especificado em contrário. Todos os gráficos e tabelas devem ser gerados por
computador. Esquemas dos aparatos experimentais devem ser feitos preferencialmente em
computador. Os relatórios de laboratório devem conter na sua folha de capa o nome do
aluno, matrícula e data da aula. Nenhuma capa “extra” será permitida para os relatórios. O
relatório deverá ser escrito em 3ª. Pessoa e no passado. Por exemplo: “...o valor do
deslocamento foi medido...”, “...o resultado obtido da leitura foi de...”

2.0 FORMATO PARA OS RELATÓRIOS

2.1 Página de Rosto

A primeira página deve ser a página que contém o nome da disciplina, o nome do
estudante, sua matrícula, a data do experimento, o número do experimento, título do
experimento e professor.

2.2 Introdução

O estudante deve fornecer uma breve introdução ao problema que leva ao título do
experimento. Em outras palavras deve conter alguma teoria referente ao experimento
juntamente com as respectivas referências e citações. Não deve ser uma simples cópia de
livros textos, mas sim uma introdução de própria autoria e com suas próprias palavras sobre
os temas abordados no experimento. Deve ser conciso o suficiente para introduzir o tema
abordado no experimento e não ser uma revisão bibliográfica sobre o assunto.

3.0 OBJETIVOS

Esta seção deve ser concisa e curta com objetivos claros e precisos listados. Na maior
parte dos casos ela será muito semelhante aos objetivos da aula de laboratório.

4.0 EQUIPAMENTOS UTILIZADOS

No relatório formal das aulas de laboratório, cada equipamento utilizado deve ser
listado, indicando se possível suas especificações, Números de série, números de
patrimônio, marca e erros associados. Assim, nesta seção devem ser listados os aparelhos e
ferramentas utilizadas.

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5.0 PROCEDIMENTOS

Uma vez que o procedimento formal será a priori informado na aula de laboratório, esta
seção deverá ser limitada a sentenças do tipo: “O procedimento seguido foi o indicado no
manual da aula de laboratório”. Entretanto, se houver qualquer desvio do procedimento
padrão, ele deverá ser referenciado nesta seção, indicando a causa de tal conduta. Por
exemplo: “ O procedimento padrão indicado para o experimento foi seguido, exceto que
as medidas de comprimento foram feitas com uma régua ao invés de paquímetro devido à
falta do mesmo”.

6.0 RESULTADOS

A seção de resultados deve conter apenas fatos e observações feitas durante o


experimento sem comentários ou conjecturas (reserve os comentário e conjecturas para a
seção de discussão). A seção de resultados deve conter tabelas com dados medidos assim
como os dados calculados (resultados finais), juntamente com os necessários gráficos,
desenhos, fotos, etc. O relatório deve conter uma documentação bem escrita dos resultados,
não somente as tabelas e os resultados. Em outras palavras o leitor deve ser guiado por
entre os valores medidos e aqueles calculados. Todas as figuras, tabelas e gráficos devem
ser numerados, rotulados e referenciados ao longo do texto na seção de resultados. Por
exemplo, “... a deformação foi medida para três diferentes corpos de prova, como
mostrado na Tabela 1. Os valores das deformações para cada um dos corpos de prova são
mostrados na Figura 1". Em alguns experimentos, pode ser necessário incluir alguns
cálculos. Estes cálculos devem ser referenciados a fórmulas claramente indicadas e
numeradas. Os valores calculados devem ser para os dados medidos no experimento e não
valores ilustrativos. As unidades devem sempre ser incluídas em qualquer valor calculado
assim como qualquer conversão deve ser claramente mostrada. Por exemplo, veja a
equação (1) e (2):

-errado:
V = R I = 100 x 3 = 300 (1)

-correto:
V = R I = 100 (W).3( A) = 300 V (Volts ) (2)

Algum gráfico ou tabela que apareça, deve ser referenciado no texto e explicado. As
Tabelas devem ser rotuladas centradas pela parte superior e as Figuras pela parte inferior
como indicam a Tabela 1 e a Figura 1.

3
Tabela 1 – Tabela meramente ilustrativa.
1ª LETRA: Variável ou Meio de Atuação 2ª a 3ª Letras: Tipo de Instrumento

Nota : 1- Em branco: combinações improváveis


2- **: combinações impossíveis Instrumentos de Instrumentos de Instrumentos de
3- O "r" minúsculo, quando usado após o "F", significa controle medida alarme
"razão entre fluxos"
4- O "d" minúsculo, quando usado apõs "P" ou "T", sig-
nifica pressão ou temperatura diferencial.

Elemento Primário
Visores (Glass)
Auto-operados
Registradores

Registradores

Registradores
Indicadores

Indicadores

Indicadores
Segurança

instalação
integrais

Poço de
Válvula

(Wells)
Cegos

Força
RC IC C CV SV R I G RA IA A E P
Temperatura T- TRC TIC TC TCV TSV TR TI ** TRA TIA TA TE TP
Fluxo ou Vazão F- FRC FIC FC FCV FR FI FG FRA FIA FE **
Nível L- LRC LIC LC LCV LR LI LG LRA LIA LA **
Pressão P- PRC PC PC PCV PSV PR PI ** PRA PIA PA PE **
Densidade D- DRC DIC DC DR DI ** DRA DIA **
Comando Manual H- HIC HC HCV ** ** ** ** ** ** ** **
Umidade M- MRC MIC MC MR MI ** MRA MIA MA ME **
Condutividade C- CRC CIC CC CR CI ** CRA CIA CA CE **
Velocidade ou Frequência S- SRC SIC SC SCV SSV SR SI VG SRA SAI AS **
Viscosidade V- VRC VIC VC VR VI VRA VIA VA VE **
Peso ou Força W- WRC WIC WC WR WI WRA WIA WE **
Corrente Elétrica I- IRC IIC IC ISV IR II IRA IIA IA **
Potência J- JRC JIC JC JCV JSV JR JI JRA JIA JÁ **

60

D a ta P o in ts
50
L o g F it
P o ly n o m ia l F it
40
L in e a r F it

30

20

10

0
0 5 10 15 20 25
Figura 1 – Gráfico meramente ilustrativo.

4
6.1 Discussão

Nesta seção o aluno deve fazer a explanação a respeito dos resultados obtidos
juntamente com alguma referência aos erros presentes nos resultados. Deve-se concentrar
na interpretação dos resultados referentes às relações teóricas ou outros experimentos. Caso
não seja suficiente afirmar que o experimento foi um sucesso (grande parte das vezes),
todas as conjecturas a respeito dos fatos que levaram a isto devem ser expostas (possíveis
razões para as diferenças entrem a teoria e o resultados obtidos). Ainda nesta seção, alguns
itens constantes no manual do laboratório podem ser endereçados durante a discussão.

7.0 CONCLUSÕES

As conclusões devem ser apresentadas de uma forma precisa e concisa, devendo


responder a questões do tipo: O que foi aprendido através desta experiência? O que poderia
ser melhorado no experimento?

8.0 REFERÊNCIAS

Se alguma outra referência além do manual da experiência for utilizada, uma lista de
referências em ordem alfabética deve aparecer no final do relatório. As referências
presentes na ementa da disciplina podem ser inseridas desde que tenham sido consultadas.
Ela deve ser especificada através do nome do autor seguido do ano de publicação entre
parênteses quanto diretamente citado ou do nome do autor seguido de vírgula e ano de
publicação, tudo entre parênteses quando se tratar de apenas uma citação. Em geral a
formatação para referências da ABNT (ABNT, 2002) se aplica.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, Trabalhos Acadêmicos –


Apresentação, NBR 14724, 2002.

BECKWITH, T. G.; MARANGONI, R. D.; LIENHARD V, J. H. Mechanical


Measurements, 5th Edition, Addison-Wesley Publishing Company, 1993, 866p.

DALLY, J.; RILEY, W. F.; MCCONNELL, K. G. Instrumentation for Engineering


Measurements, John Willey & Sons, 1993, 584p.

FIALHO, A. B. Instrumentação Industrial: conceitos, aplicações e análises, Ed. Érica,


2002, 276p.

HOLMAN, J. P., Experimental Methods for Engineers, Ed. McGraw Hill, 1995.

KLEIN, D. L. Medidas Experimentais de Deformações, Caderno Técnico, PPGEC,


Editora UFRGS, 1975, 70p.

POBLET J. M., Tranductores y medidores electrónicos, Marcombo Boixareu Editores,


1983.

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WHEELER, A. J.; GANJI , AHMAD R., Introduction to Engineering Experimentation,
Ed. Prentice Hall, 1995.

ZARO, M. A.; BORCHARDT, I. G., Extensômetros de resistência elétrica, Ed. UFRGS,


1982.

ZARO, M. A.; BORCHARDT, I. G., Instrumentação: guia de aulas práticas, Ed.


UFRGS, 1982.