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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO


COMARCA DE MOGI-MIRIM
FORO DE MOGI MIRIM
VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL
AV. 22 DE OUTUBRO, 136, Mogi-Mirim-SP - CEP 13806-050
Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às18h00min

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1002618-49.2018.8.26.0363 e código 3CD0372.
SENTENÇA

Processo Digital nº: 1002618-49.2018.8.26.0363

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por FERNANDA CHRISTINA CALAZANS LOBO E CAMPOS, liberado nos autos em 30/11/2018 às 11:43 .
Classe – Assunto: Procedimento do Juizado Especial Cível - Telefonia
Requerente: Ademir Suzegan
Requerido: TELEFÔNICA BRASIL S.A

CONCLUSÃO
Nesta data, faço estes autos conclusos a(o) Fernanda Christina Calazans Lobo e Campos. Eu,
(Lia Mara Pizzi Domingues, Matrícula: 359.759-7), Assistente Judiciário, digitei.

Vistos.

O feito em questão comporta o julgamento antecipado, nos termos do art. 355, I,


do Código de Processo Civil, haja vista que a questão controvertida nos autos é meramente de
direito, mostrando-se, por outro lado, suficiente a prova documental produzida, para dirimir as
questões de fato suscitadas, de modo que desnecessário se faz designar audiência de instrução e
julgamento para a produção de novas provas.

Pois bem. Relata o autor, em síntese, que era titular de duas linhas telefônicas
residenciais, uma de número 19-38622593, instalada na sua residência na Rua Alfa, 265, Mogi
Mirim, e a outra de número 19-38611676, instalada na residência do seu genitor, na Rua Jose
Pedrini, 241, Mogi Guaçu. Esclarece, ainda, que, no dia 05/05/2018, requereu o cancelamento da
linha 19-38611676, mas que, para sua surpresa, a linha 19-38622593 foi cancelada e,
posteriormente, reinstalada no endereço de seu genitor. Afirma, inclusive, que houve a instalação
de outra linha na residência de seu genitor 19-38183715, que não foi solicitada. Sustenta, por fim,
que continuou pagando por uma prestação de serviço da qual não usufruiu. Requer, assim, em
caráter de urgência, a reinstalação da linha 19-38622593 e o desligamento da linha 19-38183715.
Requer, também, repetição dos valores indevidamente cobrados e indenização pelos danos morais
suportados.

A tutela de urgência foi indeferida a fls. 43/44.


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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO


COMARCA DE MOGI-MIRIM
FORO DE MOGI MIRIM
VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL
AV. 22 DE OUTUBRO, 136, Mogi-Mirim-SP - CEP 13806-050
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O autor interpôs agravo de instrumento contra decisão que indeferiu pedido de
tutela de urgência (fls. 48/52), o qual foi provido, a fim de conceder o religamento da linha 19

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por FERNANDA CHRISTINA CALAZANS LOBO E CAMPOS, liberado nos autos em 30/11/2018 às 11:43 .
38622593 no endereço do autor, no prazo de 10 (dez) dias, sob pena de multa de R$ 300,00 ao
dia, limitada sua incidência a trinta dias.

A fls. 81/89, a requerida apresentou contestação, arguindo, preliminarmente,


ausência de documentos indispensáveis à propositura da demanda, uma vez que não houve
juntada de nenhum tipo de indício e ou comprovação do alegado. No mérito, alega a ré que foi o
próprio autor quem solicitou o cancelamento da 19-38622593 e posterior religação no endereço
de seu genitor, uma vez que tal procedimento somente pode ser feito pelo próprio interessado.

Pois bem, o pedido é procedente.

Deveras, a parte autora, ao contrário do alegado em contestação, comprova,


diante a juntada do protocolo de atendimento lançado a fl.03, que solicitou o serviço da
requerida e que esta por falha não o efetivou.

A ré, por sua vez, não traz aos autos nenhuma prova para rechaçar as alegações
da parte autora, limitando-se a argumentar a inexistência de falha, não se desincumbindo do
ônus de caracterizar qualquer excludente de sua responsabilidade, na forma de uma das
hipóteses elencadas no § 3º do artigo 14 do CDC, quais sejam: inexistência do defeito ou culpa
exclusiva do consumidor ou de terceiros, devendo, desta forma, reparar os danos causados ao
consumidor pela falha na prestação do serviço, como determinado no artigo 14 do CDC,
independentemente da existência de culpa.

De se anotar, que a ausência de falha na prestação de serviço poderia ser


facilmente comprovada com a juntada da gravação do atendimento indicado pelo autor a fl.03,
o que não ocorreu.

Desta forma, a condenação da requerida na realização da obrigação pretendida é


medida que se impõe.
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Agora, quanto ao dano material, observo que a parte autora requer a devolução
dos valores pagos entre os meses de 04/2018 a 06/2018. Observo, ainda, que o pedido de

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cancelamento foi feito dia 05/05/2018. Assim, a conta referente ao mês abril de 2018 para
pagamento em maio de 2018 é devida (fl. 21), não devendo ser ressarcida.

Observo, também, que o autor juntou, por mais duas vezes, a conta com
vencimento em maio/2018 (fl. 23/24).

Deste modo, em análise dos documentos apresentados nos autos, entendo que a
correta importância a ser ressarcida é a de R$ 53,95, referente à conta de consumo da linha
19-389522593, no período de 06/2018 (fl. 22) e a conta de consumo da linha 19-38183715, que
não foi solicitada (fl. 25).

Neste sentido, a repetição do indébito da importância supraindicada deverá ser na


forma do artigo 42, parágrafo único do CDC, conforme requerido, uma vez que ocorreram, sim,
cobranças e pagamentos indevidos (fls. 22 e 25), não havendo nos autos qualquer comprovação de
engano justificável.

Confira-se: CONSUMIDOR. TV POR ASSINATURA. SKY. FALHA NA


PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. COBRANÇA EM DESACORDO A OFERTA E
SUSPENSÃO REITERADA DO SINAL, SEM JUSTIFICATIVA PLAUSÍVEL. DESÍDIA
PERANTE O CONSUMIDOR. MAU ATENDIMENTO. PRETENSÃO RESISTIDA.
DANOS MORAIS CONFIGURADOS. QUANTUM FIXADO DE ACORDO COM OS
PARÂMETROS DA TURMA EM CASOS ANÁLOGOS. INDEVIDA A REPETIÇÃO EM
DOBRO DO INDÉBITO, POIS NÃO COMPROVADO O EFETIVO PAGAMENTO EM
DUPLICIDADE DA FATURA QUESTIONADA. RECURSO PARCIALMENTE
PROVIDO. (Recurso Cível Nº 71004351391, Terceira Turma Recursal Cível, Turmas Recursais,
Relator: Carlos Eduardo Richinitti, Julgado em 23/05/2013).

Por fim, também não prospera a alegação da requerida de que os fatos


controvertidos não tem o condão de causar dano na esfera moral do indivíduo. Com efeito, em se
tratando de um serviço essencial, a falha em sua prestação extrapola a noção de mero
aborrecimento, criando dificuldades de grande monta para a vida do indivíduo.
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No mais, a fixação indenizatória atende também a uma finalidade punitiva, uma
vez configurada a prestação defeituosa do serviço.

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por FERNANDA CHRISTINA CALAZANS LOBO E CAMPOS, liberado nos autos em 30/11/2018 às 11:43 .
Neste sentido: APELAÇÃO INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E
REPETIÇÃO DO INDÉBITO SERVIÇO DE TELEFONIA CANCELAMENTO DA LINHA
INDEVIDO FALHA ADMITIDA DANO MORAL CONFIGURADO INDENIZAÇÃO
JUROS DE MORA QUE FLUEM DA CITAÇÃO POR SE TRATAR DE RELAÇÃO
CONTRATUAL SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA. Se a empresa, por sua
falha exclusiva, cancela a linha telefônica e da internet da consumidora, incorre em nítida
má-prestação de serviços, causando dano moral à consumidora. O valor da indenização por
dano moral deve atender à sua finalidade punitiva e educativa/preventiva. (grifo nosso). Para
tanto, relevante a capacidade econômico-financeira da causadora da lesão. Tratando-se de ilícito
praticado em relação contratual, os juros moratórios da indenização por danos morais devem
incidir a partir da citação. Precedentes do STJ. RECURSOS PARCIALMENTE PROVIDOS.
(TJSP Apl. no proc. 1013268-73.2015.8.26.0004 30ª C. Dir. Privado Rel. Des. Maria Lúcia
Pizzotti j. 24/05/2017).

Agora, com relação ao quantum indenizatório, este não pode ser fixado no
patamar pretendido pela requerente. Veras, assim, que a fixação de indenização por danos morais
deve considerar a capacidade econômica das partes, sendo suficiente para punir uma delas sem
implicar em enriquecimento ilícito por parte da outra. Isto considerado, bem como a circunstância
da interrupção indevida na prestação de serviços ter durado por dois meses, razão pela qual fixo a
indenização no patamar de R$ 2.000,00 (dois mil reais).

Ante o exposto e por tudo o mais que dos autos consta, JULGO PROCEDENTE
EM PARTE o pedido e o faço para CONDENAR a requerida ao pagamento, a título de Dano
Material, a importância de R$ 107,90, acrescida de correção monetária, a partir desta sentença, e
juros de 1% ao mês, a partir da citação. CONDENO, ainda, a requerida, ao pagamento de
indenização por Danos Morais, à parte autora, no importe de R$ 2.000,00, acrescido tal valor de
correção monetária, a partir desta sentença, e juros de 1% ao mês, a partir da citação.

Determino, ainda, o cancelamento da linha 19-38183715, no prazo de 10 dias,


sob pena de condenação em multa diária.
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Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1002618-49.2018.8.26.0363 e código 3CD0372.
Torno definitivo os efeitos da tutela deferida em acordão de fl. 74/77.

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por FERNANDA CHRISTINA CALAZANS LOBO E CAMPOS, liberado nos autos em 30/11/2018 às 11:43 .
Cumpra-se, imediatamente, as obrigações determinadas.

Sem custas ou verba honorária.

P.I.C.

Mogi-Mirim, 28 de novembro de 2018.

DOCUMENTO ASSINADO DIGITALMENTE NOS TERMOS DA LEI 11.419/2006,


CONFORME IMPRESSÃO À MARGEM DIREITA