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GRUPOS DE PERMUTAÇÕES E FINITOS 40

GRUPOS DE PERMUTAÇÕES E GRUPOS FINITOS SIMPLES


Lauro Maycon Fernandes Ferreira¹, Antonio Carlos Tamarozzi², Sônia Angelina Garcia Modesto³

¹Aluno do Curso de Bacharelado em Matemática da UFMS; e-mail: laurorg94@hotmail.com. ²Professor da UFMS, Campus de Três
Lagoas, Departamentos de Ciências Exatas. ³Professora da UFMS, Campus de Três Lagoas, Departamentos de Ciências Exatas.

RESUMO
A normalidade de subgrupos em um grupo finito foi uma propriedade descoberta por E. Galois em 1832, no
estudo do grupo de permutações de raízes de equações polinomiais. A partir de então, este conceito foi
explorado extensivamente agregando definições e propriedades que colaboraram para a descrição de
vários conceitos de impacto na estrutura de grupos finitos. Neste trabalho apresentamos um
desenvolvimento introdutório da Teoria dos Grupos de Permutações, com vistas a apresentar exemplos de
grupos simples. Esta investigação propiciou contato com técnicas importantes para o desenvolvimento da
Teoria dos Grupos, baseadas em subgrupos normais, centralizadores, equação das classes, p-grupos e o
primeiro teorema de Sylow.
Palavras-chave: subgrupos normais; permutações; grupos solúveis.

GROUP OF PERMUTATIONS AND FINITE SIMPLE GROUPS

ABSTRACT
The normality of subgroups in a finite group has a property discovered by E. Galois in 1832, study-group of
permutations of roots of polynomial equations. Since then, this concept was explored extensively by adding
definitions and properties that contributed to the description of various concepts of impact on the structure of
finite groups. This paper presents an introductory development of group theory of permutations, in order to
present examples of simple groups. This research has provided important technical contact for the
development of group theory, based on normal subgroups, centralizers,class equation, p-groups and Sylow
first theorem.
Key words: normal subgroups, permutations, solvable groups

Colloquium Exactarum, Presidente Prudente, v. 3, n. 1, p. 40-45, jan/jun 2011. DOI: 10.5747/ce.2011.v03.n1.e027


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1. INTRODUÇÃO 2. METODOLOGIA
A teoria de permutações iniciou com o Ao longo do trabalho desenvolvemos a
estudo de Cauchy (1789-1857) publicado em teoria inicial dos grupos de permutações e as
1815, cuja motivação principal era a de explorar ferramentas da Teoria dos Grupos necessária
as permutações de raízes de equações para a compreensão de algumas das
algébricas. Somente em 1844, Cauchy publicou consequências do impacto da existência de
um artigo principal que determina a teoria de subgrupos normais em Grupos Finitos.
permutações como um assunto de sua autoria. Para o desenvolvimento do trabalho
Ele introduz a notação de potências positivas e foram empregados técnicas e métodos
negativas para permutações (com a permutação tradicionalmente utilizados na demonstração de
na potência 0 (zero) sendo a identidade), define proposições da Teoria dos Grupos de
ordem de uma permutação e introduz a notação Permutação e Grupos Finitos.
de ciclo, amplamente empregada nas referências As principais referências bibliográficas
(DEAN), (GARCIA; LEAQUIN, 1989; consultadas foram: (BAUMSLAG, 1968; DEAN,
GONÇALVES, 1980). 1978) para a revisão da teoria elementar dos
Evariste Galois [1811-1832] foi o primeiro Grupos, (GONÇALVES, 1980; HERSTEIN,1970)
matemático a realmente entender que a solução para Grupos de permutações, Grupos Solúveis ,
algébrica de uma equação polinomial está p-grupos finitos e os Teoremas de Sylow.
relacionada com a estrutura do grupo de
permutações relativas à equação. A existência de 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
uma condição necessária e suficiente para a Dado um grupo G, não necessariamente
solução da equação de quinto grau com finito, introduziremos a seguir algumas categorias
coeficientes racionais e por meio de radicais foi de subgrupos de G que estão intrinsecamente
apresentada por Evariste Galois em 1832, na relacionadas ao objetivo deste trabalho. Sem
véspera de sua morte. A Teoria de Galois perda de generalidade e, com base na literatura,
introduziu conceitos fundamentais para o vamos admitir que a operação de G seja
desenvolvimento da Teoria dos Grupos, como multiplicativa.
subgrupos normais e a solubilidade, uma vez que Consideremos o conjunto
a solução da equação algébrica está relacionada Z(G) {aG / ax  xa,  xG} , dos elementos
a existência de uma cadeia de subgrupos de G que comutam com todos os elementos de
normais. G. É fácil constatar que Z(G) é um subgrupo,
A Teoria de Galois destaca portanto a chamado centro do grupo G, para o qual temos:
importância da existência de subgrupos normais G é abeliano, se, e somente se, Z(G) = G.
para um determinado grupo. Os grupos simples
Considerando qualquer elemento x G ,
são os grupos não abelianos que não admitem
podemos considerar o subconjunto
subgrupos normais não triviais. Galois
CG ( x)  {g  G / xg  gx} de G. Esse conjunto é
estabeleceu a não resolução de equações
algébricas de quinto grau, devido exatamente a um subgrupo de G, chamado centralizador de x
simplicidade dos grupos de permutações de cinco em G. E ainda, CG ( x)  G, se, e somente se
elementos.
xZ (G) .
Dado a um elemento qualquer de G, o
subgrupo gerado por a é o seguinte conjunto

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a {a k , k Z} . O numero de elemento de a Enunciaremos, a seguir, uma sequência


de resultados sobre a normalidade de subgrupos
é chamando de ordem de a. Se G  a , dizemos de um grupo G. As verificações dos resultados
que G é um grupo cíclico, caso em que a é podem ser encontradas em (BAUMSLAG, 1968;
chamado gerador do grupo. Este subgrupo HERSTEIN, 1970).
proporciona a verificação de resultados fortes na Proposição 1: Seja G um grupo e N um subgrupo
Teoria dos Grupos, como a seguinte aplicação do de G. As afirmações seguintes são equivalentes:
Teorema de Lagrange: Todo grupo de ordem (i) N é um subgrupo normal de G;
prima é cíclico. (ii) aN  Na ,  a G ;
Dado um grupo finito G, uma das
(iii) a.N .a 1  N ,  a G ;
principais relações entre Z(G) e CG(x) é dada pela
seguinte igualdade (iv) a.na 1  N ,  a G,  n N .
Proposição 2: Seja G um grupo, então:
G  Z (G)  
xZ ( G )
C ( x) =
(i) Z (G) G e G ' G ;
(ii) H  Z (G)  H G;
Z (G)  
xZ ( G )
G : CG ( x)
(iii) G/Z(G) é cíclico  G é abeliano 
conhecida como a equação das classes. Z(G) = G.
Seja S um subconjunto não vazio de G, Proposição 3: Seja G um grupo e N um subgrupo
então podemos definir o conjunto normal de G. Então:
<S>  {a0 a1 a2…an / n  IN e a0, a1, a2…, an  S}. (i) Subgrupos de G/N são da forma H/N,
Este é o subgrupo de G gerado por S, que onde H é um subgrupo de G;
generaliza o caso <a>, em que S{a}. (ii) Se N H , então
Um subgrupo interessante que se pode H / N G/ N  H G.
observar a partir de G é o subgrupo gerado pelo
Para verificar esta proposição basta, usarmos a

conjunto S  xyx y
1 1
/ x, y G . Trata-se do definição de normalidade apresentada na

subgrupo dos comutadores de G, que denotamos proposição 1.


Teorema 1: (Teorema do homomorfismo). Sejam
por G’, ou seja G’= S  G . Avaliando o tamanho
G e J grupos com identidades e e u
de G’, podemos ter uma idéia do quanto G é
respectivamente e  :G  J um
abeliano.
homomorfismo. Então vale o seguinte:

Subgrupos normais (i) Im   (G)  { ( g ) : g  G} é

Um outro fato muito utilizado em teoria subgrupos de J.


dos grupos é que sendo H um subgrupo de G o (ii) N ( )  {g  G : ( g )  u} é subgrupo

conjunto NG ( H )  {g G / g.H  Hg} é um normal de G (chamado de núcleo do

subgrupo de G , chamado normalizador de H em homomorfismo) e mais  é injetiva

G. Se NG ( H )  {g G / gH  Hg} = G então  N ( )  {e} .


dizemos que H é um subgrupo normal de G, que (iii) G / N ( )  Im .

é denotado por H G.

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Proposição 4: Seja G um grupo, então Aut(G) é Em um r-ciclo, o número r é chamado


grupo para a operação de composição de funções comprimento do ciclo onde {a1 , a2 , ..., ar } é o
(). conjunto suporte de , e os 2-ciclos são
Definição: O automorfismo chamados transposições.
1
I g : G  G, I g ( x)  gxg é chamado Proposição 6: Seja   Sn uma permutação.

automorfismo interno associado ao elemento Então  pode ser escrita como um produto de
g G e o conjunto dos automorfismos internos ciclos disjuntos. E essa fatoração é única, a não

será denotado por I (G) {I g / g G}. ser pela ordem dos ciclos.
Seja  um r-ciclo qualquer, então  =
Uma relação importante no grupo dos
automorfismos de um grupo G é dada pela (a1 a2 ... ar ) , podemos verificar facilmente que,
seguinte proposição. (a1 a2 ) (a1 a3 ) ... (a1 ar 1 ) (a1 ar )   ou
Proposição 5: I (G) Aut (G).
seja  pode ser fatorada como um produto de
Shumyatsky e Tamarozzi (2002)
transposições. Se  pode ser fatorada com um
estenderam as técnicas de Thompson (1959) e
número par de transposições, então dizemos que
apresentaram uma condição para um grupo finito
 é uma permutação par. Do contrário,  é
que admite um automorfismo sem pontos fixos
chamada uma permutação ímpar. A fatoração de
ser nilpotente.
uma permutação em transposições não é única,
Grupos de Permutações
porém conserva-se a paridade, o que permite
Seja X um conjunto. Então o conjunto
definirmos o subconjunto de Sn a seguir.
S ( X )  { : X  X /  é bijetora}, munido da
Seja An o conjunto de todas as
operação de composição de funções, é um grupo
chamado de grupo das permutações sobre X. Se permutações pares em S n . O fechamento da
X={1, 2, ..., n}, então S(X) é chamado S n , e uma composição para permutações pares e a

permutação  de Sn é denotada por = propriedade (ab)1  b1a 1 , válida em qualquer

 1 2 3 ... n  grupo, asseguram que An é um subgrupo de


 .
  (1)  (2)  (3) ...  ( n)  S n . Este é o grupo alternado de grau n. Pode-se
Observação: Se X={1, 2, ..., n} então da analise mostrar que An  n2! . Como Sn  n !, vemos
combinatória elementar pode-se mostrar que
que An é um subgrupo de S n de índice 2, de
|S(X)| n! .

Definição: Seja  uma permutação de Sn . onde segue que An Sn .

Chamamos  de r-ciclo se existir elementos p-grupos finitos


Dado um grupo finito G, se H é um
a1 , a2 , ..., ar  {1, 2, ..., n} tais que
subgrupo de G que é um p-grupo, dizemos que H
 (a1 )  a2 ,  (a2 )  a3 , ...,  (ar 1 )  ar , é um p-subgrupo de G. O primeiro teorema de

 (ar )  a1 , e para todo


Sylow assegura a existência de p-subgrupos de
Sylow em G para todo primo divisor de |G|. Para
j  {1, 2, ..., n} {a1 , a2 , ..., ar },  ( j )  j . p-grupos finitos, a utilização da equação das
Denotamos esse r-ciclo por (a1 a2 ... ar ) . classes, mencionada acima, possibilita os
seguintes resultados:

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Proposição 7: Seja p um número primo e G um A importância de grupos solúveis para a

grupo finito de ordem p n , com n  1 . Então, Teoria dos Grupos, fica evidenciada, a partir de
dois resultados famosos na teoria dos grupos
Z (G)  p .
finitos que enunciaremos a seguir. O primeiro
Proposição 8: Seja G um grupo de ordem p ou provado por W. Burnside no início do século e o
p 2 , então G é abeliano. segundo, no início da década de 1960, por W-

Dado um grupo finito G, se H é um Feit, e J. Thompson.

subgrupo de G que é um p-grupo, dizemos que H Teorema 2: p a .qb (Burnside). Todo grupo finito
é um p-subgrupo de G. O primeiro teorema de cuja ordem é divisível no máximo por dois primos
Sylow assegura a existência de p-subgrupos de é solúvel.
Sylow em G para todo primo divisor de G. Teorema 3: (W. Feit & J. Thompson). Todo grupo
de ordem impar é solúvel.
Primeiro Teorema de Sylow: Sejam G um grupo
Proposição 11: a) O grupo S n , n  2 é gerado
finito e p um número primo tal que p m divide a
ordem de G, para algum m. Então  H  G
pelo conjunto de todas as transposições de Sn .

onde H  p n , para 0  n  m . b) O grupo An , n  3 é gerado pelo conjunto de


todos 3-ciclos de Sn .
A simplicidade dos grupos An , n  5
c) Sejam a, b {1, 2,..., n}, a  b . Então para
Agora vamos introduzir conceitos para
mostramos a simplicidade dos grupos An , n  3 , An  {(abi) | i  1, 2,..., n; i  a, b} .

n  5 . Com este objetivo vamos introduzir o Teorema 4: O grupo An é um grupo finito simples
conceito de solubilidade. Como resultado para n  5 .
particular teremos a não solubilidade dos grupos
Corolário 1: O grupo S n tem como subgrupos
Sn , n  5 .
normais apenas os subgrupos triviais e o grupo
Definição: Um grupo G diz-se solúvel se existem
An , para n  5 .
subgrupos que satisfazem à cadeia
{e}  G0  G1  G2  ...  Gn1  Gn  G tais Corolário 2: O grupo S n , n  5 , não é solúvel.

que: Demonstração: Temos que An  Sn e An é não


(i) Gi 1 Gi ,  i {1, 2,..., n} solúvel que o subgrupo normal de An diferente
(ii) Gi / Gi 1 é abeliano i {1, 2,..., n} . dele mesmo é {e}, e

É fácil verificar que a solubilidade é An /{e}  {e} |  An   An que é não-


preservada para subgrupos e quocientes: abeliano, que contraria a definição de grupos
Proposição 9:a) Todo subgrupo de grupo solúvel
solúveis. E assim pela proposição 9 Sn , n  5 ,
é solúvel.
não é solúvel.
b) Todo quociente de um grupo solúvel é solúvel.
É imediato observar que todo grupo Podemos observar que o grupo A4 tem
abeliano é solúvel. Mas temos o seguinte como únicos subgrupos normais os subgrupos
resultado interessante para os p-grupos finitos: triviais e o grupo K, o grupo de Klein, onde
Proposição 10: Se G é um p-grupo então G é K  {id , (1 2) (3 4), (1 3) (2 4), (1 4) (2 3)}
solúvel.

Colloquium Exactarum, Presidente Prudente, v. 3, n. 1, p. 40-45, jan/jun 2011. DOI: 10.5747/ce.2011.v03.n1.e027


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. Enquanto que o grupo S 4 tem como subgrupos SHUMYATSKY, P.; TAMAROZZI, A. On finite
groups with fixedpointfree automorphisms.
normais apenas os triviais, o grupo A4 e o grupo Communications in Algebra, v. 30, p.
28372842, 2002.
de Klein. http://dx.doi.org/10.1081/AGB-120003992
THOMPSON, J. Finite Groups with Fixed-Point-
4. CONCLUSÕES Free Automorphisms of Prime Order.
A normalidade de subgrupos de um grupo Proceedings of the National Academy of
Sciences of the United States of America, v.
finito foi uma propriedade descoberta por E. 45, n. 4, p. 578-581, 1959.
Galois em 1832, no estudo do grupo de http://dx.doi.org/10.1073/pnas.45.4.578
permutações de raízes de equações polinomiais.
A partir de então, este conceito foi explorado
extensivamente agregando definições e
propriedades que colaboraram para a descrição
de vários conceitos de impacto na estrutura de
grupos finitos. Os grupos finitos simples são os
grupos irredutíveis quanto a normalidade e são
alvo de investigações que possibilitam aplicações
não apenas à Matemática mas para diversas
outras áreas do conhecimento.
No trabalho desenvolvemos a teoria
introdutória dos grupos de permutações com a
finalidade principal de apresentar exemplos de
grupos simples. O primeiro grupo simples é o
grupo alternado de grau 5, cuja ordem é 60. Além
da normalidade as conclusões do trabalho
requereram o desenvolvimento de algumas
técnicas e ferramentas para a Teoria dos Grupos,
baseadas em subgrupos característicos,
centralizadores, equação das classes, p-grupos e
o primeiro teorema de Sylow.

REFERÊNCIAS
BAUMSLAG, B.; CHANDLER, B. Theory and
problems of Group Theory. New York:
McGrawhill, 1968.

DEAN, R. Elementos de Álgebra Abstrata. Rio


de Janeiro: LTC, 1978.

GARCIA, A.; LEAQUIM, I. Álgebra, um Curso


de Introdução. Rio de Janeiro: Impa, 1989.

GONÇALVES, A. Introdução à Álgebra. Rio de


Janeiro: Impa, 1980.

HERSTEIN, I. Tópicos de Álgebra. São Paulo:


Polígono, 1970.

Colloquium Exactarum, Presidente Prudente, v. 3, n. 1, p. 40-45, jan/jun 2011. DOI: 10.5747/ce.2011.v03.n1.e027