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Aula 04

Português p/ TJ-PE (Com videoaulas) Professores: Janaína Efísio, Rafaela Freitas

Língua Portuguesa p/ TJ-PE Analista e Técnico Judiciário Teoria e Questões Comentadas Profª Rafaela Freitas

Língua Portuguesa p/ TJ-PE Analista e Técnico Judiciário Teoria e Questões Comentadas Profª Rafaela Freitas Aula 04

AULA 04

CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL

A

Olá, alunos! Vamos começar mais uma aula!

Vamos falar sobre uma das regras do bem falar e do bem escrever:

concordância nominal e verbal. Um texto coeso é aquele que, além de

outros aspectos, tem a concordância impecável! Veremos as regras e os usos,

bem como as exceções, hehe!

Temos muito trabalho pela frente! Vamos para a aula!

SUMÁRIO

CONCORDÂNCIA NOMINAL

02

CONCORDÂNCIA VERBAL

10

RESUMO

26

QUESTÕES COMENTADAS

27

LISTA DE QUESTÕES QUE FORAM COMENTADAS NESTA AULA

66

GABARITO

92

O MEU ATÉ BREVE

92

09469404360

“Não é a força do gotejar da água que fura a pedra, mas sim a

persistência incansável desta ação

Ivan Teorilang

CONCORDÂNCIA NOMINAL Língua Portuguesa p/ TJ-PE Analista e Técnico Judiciário Teoria e Questões Comentadas Profª

CONCORDÂNCIA NOMINAL

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Na concordância nominal, os determinantes do substantivo (adjetivos,

numerais, pronomes adjetivos e artigos) são flexionados (em gênero e em

número) para se adequarem a ele (ou ao pronome substantivo ou numeral

substantivo) a que se referem na frase.

A concordância nominal é a adequação entre o substantivo e os seus determinantes, que podem

A concordância nominal é a adequação entre o substantivo e os

seus determinantes, que podem ser adjetivos, numerais, pronomes

adjetivos e artigos!

O problema da concordância nominal ocorre quando o adjetivo se

relaciona a mais de um substantivo e surgem palavras ou expressões que

causam dúvida.

Observe estas frases:

1) Aquele beijo foi dado num inoportuno lugar e hora.

2) Aquele beijo foi dado num lugar e hora inoportuna.

3) Aquele beijo foi dado num lugar e hora inoportunos.

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Explicando

1) O adjetivo inoportuno está concordando com o substantivo mais

próximo no masculino singular: lugar.

2) O adjetivo inoportuna, agora posposto aos substantivos, concorda

com o mais próximo: hora.

3) Neste caso, o adjetivo inoportunos concorda com os dois

substantivos, estando no masculino plural: lugar e hora.

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Observe que, para concordar com os dois substantivos, o adjetivo

ficou posposto a eles.

REGRA GERAL - a partir desses exemplos, pode-se formular o

princípio de que o adjetivo anteposto concorda com o substantivo

mais próximo. Mas, se o adjetivo estiver depois do substantivo,

além da possibilidade de concordar com o mais próximo, ele pode

concordar com os dois termos, ficando no plural, indo para o

masculino se um dos substantivos for masculino.

Um adjetivo anteposto em referência a nomes de pessoas deve

estar sempre no plural (As simpáticas Joana e Marta agradaram a todos).

Quando o adjetivo tiver função de predicativo, concorda com todos

os núcleos a que se relaciona. (São calamitosos a pobreza e o desamparo /

Julguei insensatas sua atitude e suas palavras).

E o que é um predicativo?

É o termo da oração que dá características ou ao sujeito da oração ou ao

objeto (complemento verbal). Assim, nos exemplos:

São calamitosos a pobreza e o desamparo.

Calamitosos: predicativo do sujeito composto “a pobreza e o

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desamparo”.

Julguei insensatas sua atitude e suas palavras.

Insensatas: predicativo do objeto direto “sua atitude e suas verdades”

do verbo “julgar”.

Sujeito oculto: eu

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Quando um substantivo determinado por artigo é modificado por

dois ou mais adjetivos, podem ser usadas as seguintes construções:

a) Estudo a cultura brasileira e a portuguesa.

b) Estudo as culturas brasileira e portuguesa.

Entenda: o substantivo “cultura” está sendo modificado pelos adjetivos

“brasileira” e “portuguesa”. No caso de os dois adjetivos estarem precedidos

por um determinante, o substantivo fica no singular (exemplo a). No caso de

os adjetivos não estarem determinados, o substantivo vai para o plural

(exemplo b).

O mesmo ocorre aqui:

c) Os dedos indicador e médio estavam feridos.

d) O dedo indicador e o médio estavam feridos.

A construção: Estudo a cultura brasileira e portuguesa, embora

esteja errada pela regra oficial, é aceita por alguns gramáticos. Se for

seguida a regra, “a cultura” deveria estar no plural.

No

caso

de

numerais

ordinais

que

se

referem

a

um único

substantivo, podem ser usadas as seguintes construções:

 
 

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a)

Falei com os moradores do primeiro e segundo andar/ (

)

do primeiro

e segundo andares.

Tanto faz!

Adjetivos regidos pela preposição de, que se referem a pronomes

indefinidos, ficam normalmente no masculino singular, podendo surgir

concordância atrativa.

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a) Sua vida não tem nada de sedutor (embora pareça errado, está

certo! O adjetivo “sedutor” está regido pela preposição “de”, por isso fica no

masculino singular).

b) Sua vida não tem nada de sedutora. (Concordância atrativa para o

feminino – concorda com “sua vida”)

c) Os edifícios da cidade nada têm de elegantes. (Aqui houve

concordância atrativa para o plural – “os edifícios elegantes”).

Vejamos

agora

grupos

de

palavras

que

costumam

cair

em

questões e que causam muitas dúvidas:

Anexo, incluso, obrigado, mesmo, próprio - são sempre adjetivos ou

pronomes adjetivos, devendo concordar com o substantivo a que se

referem.

a) O livro segue anexo.

b) A fotografia vai inclusa.

c) As duplicatas seguem anexas.

d) Elas mesmas resolveram a questão.

Observações:

Mesmo = até, inclusive é invariável (Mesmo eles ficaram chateados).

A expressão em anexo é invariável (Seguem em anexo as cartas para

apreciação).

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Meio, bastante, menos - meio e bastante, quando se referem a um

substantivo, devem concordar com esse substantivo. Quando funcionarem

como advérbios, permanecerão invariáveis. "Menos" é sempre invariável (não

existe MENAS, hehe).

a) Tomou meia garrafa de vinho (metade).

b) Ela estava meio aborrecida (invariável um pouco aborrecida).

c) Bastantes alunos foram à reunião (muitos).

d) Eles falaram bastante (invariável falaram muito).

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e) Eram alunas bastante simpáticas (invariável muito simpáticas).

f) Havia menos pessoas vindo de casa (menos, sempre no masculino

plural).

Muito, pouco, longe, caro, barato - podem ser palavras adjetivas

(referindo-se a substantivos), mantendo concordância com os substantivos, ou

advérbios (invariáveis).

a) Compraram livros caros (adjetivando livros).

b) Os livros custaram caro (advérbio).

c) Poucas pessoas tinham muitos livros (adjetivando pessoas).

d) Leram pouco as moças muito vivas (advérbio).

e) Andavam por longes terras (adjetivando terras).

f) Eles moram longe da cidade (advérbio).

g) Eram mercadorias baratas (adjetivando mercadorias).

h) Pagaram barato aqueles livros (advérbio).

É bom, é proibido, é necessário - expressões formadas pelo verbo ser

+ adjetivo. Variam se o sujeito vier determinado, caso contrário a

concordância não acontece.

a) Água é bom (não varia).

b) A água é boa (variou porque o substantivo água está determinado

pelo artigo A).

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c) Bebida é proibido para menores (não varia).

d) As bebidas são proibidas para menores (o substantivo bebidas está

determinado pelo artigo As).

e) Chuva é necessário (não varia).

f) Aquela chuva foi necessária (o substantivo chuva está determinado

pelo pronome aquela).

= sozinho (adjetivo varia normalmente)

= somente, apenas (é invariável, não flexiona).

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a) Só elas não vieram (somente).

b) Vieram só os rapazes (somente).

c) Ela veio só / Elas vieram sós (sozinha/sozinhas).

Só forma a expressão invariável "a sós" (sozinhos).

a) Eles ficaram a sós.

A locução adverbial "a olhos vistos" (= visivelmente) é invariável.

a) Ela crescia a olhos vistos.

Conforme = conformado (adjetivo varia normalmente).

Conforme = como (invariável, não flexiona).

a) Eles ficaram conformes com a decisão (conformados adjetivo).

b) Dançam conforme a música (como invariável)

O (a) mais possível = verbo e determinantes no singular.

As, os mais possíveis = verbo e determinantes no plural.

a) É uma moça a mais bela possível / São moças as mais belas possíveis.

Os particípios concordam como adjetivos.

a) A refém foi resgatada no bote.

09469404360

b) Os materiais foram comprados a prazo.

Haja vista - não se flexiona, exceto por concordância atrativa antes de

substantivo no plural sem preposição.

a) Haja vista os comentários feitos.

b) Hajam vistas os comentários feitos (concordância atrativa).

b) Haja vista dos recados do chefe (aqui não pode haver concordância

atrativa, pois, antes do substantivo recados, tem uma preposição - de).

Pseudo, salvo (= exceto) e alerta não se flexionam.

a) Eles eram uns pseudossábios. b) Salvo nós dois, todos fugiram. c) Eles ficaram alerta.

a) Eles eram uns pseudossábios.

b) Salvo nós dois, todos fugiram.

c) Eles ficaram alerta.

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Os adjetivos que funcionam como advérbios são invariáveis.

a) Vamos falar sério (funcionando como o advérbio seriamente).

b) Ele e a esposa raro (funcionando como o advérbio raramente) vão ao

cinema).

Silepse com expressões de tratamento o adjetivo fará concordância

ideológica com quem está “por traz” do pronome de tratamento, assim:

a) Vossa Majestade, o rei, mostrou-se animado.

O “correto” seria Vossa Majestade = animada. A concordância no

masculino (animado) se dá por ser a Majestade um rei, homem. Isso é silepse:

a concordância que se faz não com o nome em si (pronome de tratamento) ,

mas com a figura que está por traz: homem ou mulher.

b) Vossa Excelência é injusto.

Concordância feita não com o pronome vossa (feminino), mas com a

ideia de que a referida excelência seja um homem.

09469404360 AL/RN/2013/Analista Legislativo O uso correto da concordância nominal e verbal está em: a) A

09469404360

AL/RN/2013/Analista Legislativo

O uso correto da concordância nominal e verbal está em:

a) A surpresa é os prêmios e era preciso a coragem para descartar as

grandes emoção e as lágrimas.

b) Os falsos poetas perceberam que haviam muitas estruturas poéticas

que ainda desconheciam.

c) Aos poetas, foi-lhe penoso participar daquelas concentrações monstros

na frente da academia.

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d) As artistas com seus trajes amarelo-laranja, haviam horas que

aguardavam para se apresentarem.

e) Eu mesma, na qualidade de defensora do meu cargo de programador,

busco criatividade.

Comentários: vamos analisar a concordância em cada alternativa:

a) A surpresa é os prêmios e era preciso a coragem para descartar as

grandes emoção e as lágrimas. ERRADA. Dois erros nesta alternativa: o

determinante a entre “preciso” e “coragem” deve ser retirado ou fazer a

concordância adequada “era precisa a coragem”, que ficaria estranho e

inclusive geraria uma ambiguidade. Faltou concordância entre os termos

“grandes” e “emoção”: grandes emoções.

b) Os falsos poetas perceberam que haviam muitas estruturas poéticas

que ainda desconheciam. ERRADA. O verbo haver, no sentido de existir, fica

sempre na terceira pessoa do singular: havia.

c) Aos poetas, foi-lhe penoso participar daquelas concentrações monstros

na frente da academia. ERRADA. O pronome “lhe” está substituindo

“poetas”, por tanto deve estar no plural: lhes. Quando temos um substantivo

funcionando como adjetivo deve ficar no singular. Observe que o “monstros”

está adjetivando “concentrações”, embora seja um substantivo, deve, então,

ficar no singular: concentrações monstro.

09469404360

d) As artistas com seus trajes amarelo-laranja, haviam horas que

aguardavam para se apresentarem. ERRADO. O verbo haver, no sentido de

tempo decorrido, deve ficar no singular: havia horas

Observe

agora que o sujeito do forma verbal “aguardavam” é o mesmo da forma

“apresentarem” (as artistas), por este motivo, o infinitivo apresentar deve

ficar no singular.

e) Eu mesma, na qualidade de defensora do meu cargo de programador,

busco criatividade. CORRETA. O termo que poderia causar dúvidas é cargo de

programador se referindo a uma mulher, certo? Mas está no masculino

fazia horas

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adequadamente porque é um cargo de programador, o programador. Ela é

uma programadora, ok, mas o cargo é de programador, no masculino.

GABARITO: E

Vamos esclarecer os tópicos de concordância verbal que estão na questão

que acabamos de comentar!

CONCORDÂNCIA VERBAL

Ocorre quando o verbo é flexionado para concordar com o seu

sujeito.

Exemplos:

Ele gostava daquele seu jeito carinhoso de ser.

Eles gostavam daquele seu jeito carinhoso de ser.

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09469404360

A originalidade e a capacidade de enxergar o mundo sob diferentes

perspectivas são, sem dúvida, características dos maiores pensadores.

Exemplo disso é o romeno Serge Moscovici, um dos grandes nomes da

psicologia. Quando os olhares na psicologia social estavam voltados para o

indivíduo, ele desenvolveu, em 1961, uma teoria que enxerga as

representações sociais e as ideias a partir do coletivo e dos grupos sociais. A

Teoria das Representações Sociais, como é chamada, revolucionou a ciência

nessa área e, até hoje, repercute nos campos da sociologia, da comunicação e

da antropologia.

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(

)

Camila Rabelo. Moscovici é Doutor Honoris Causa. Internet: <www.secom.unb.br> (com adaptações).

FUB/2015/Administrador/CESPE

O emprego da forma verbal “são” (l.2) na terceira pessoa do plural

justifica-se pela concordância com os núcleos do sujeito da oração:

“originalidade” e “capacidade”, ambos na linha 1.

(

) CERTO

(

) ERRADO

Comentário: está correta a afirmação, pois “originalidade” e “capacidade”

funcionam como núcleos do sujeito composto do verbo “se”. Vejam: “A

características dos maiores

pensadores.”

originalidade e a capacidade (

) são ( )
)
são
(
)

GABARITO: CERTO

CASOS DE CONCORDÂNCIA VERBAL:

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1) Sujeito simples (apenas um núcleo)

Regra geral:

Regra geral:

Regra geral:

O verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e pessoa.

Ex.: Nós vamos ao cinema.

O verbo (vamos) está na primeira pessoa do plural para concordar com o

sujeito (nós).

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( ) Até Montesquieu, não eram identificadas com clareza as esferas de abrangência dos poderes

( )

Até Montesquieu, não eram identificadas com clareza as esferas de

abrangência dos poderes políticos: “só se concebia sua união nas mãos de um

só ou, então, sua separação; ninguém se arriscava a apresentar, sob a forma

de sistema coerente, as consequências de conceitos diversos”. Pensador

francês do século XVIII, Montesquieu situa-se entre o racionalismo cartesiano

e o empirismo de origem baconiana, não abandonando o rigor das certezas

matemáticas em suas certezas morais. Porém, refugindo às especulações

metafísicas que, no plano da idealidade, serviram aos filósofos do pacto social

para a explicação dos fundamentos do Estado ou da sociedade civil, ele

procurou ingressar no terreno dos fatos.

Fernanda Leão de Almeida. A garantia institucional do Ministério Público em função da proteção dos direitos humanos. Tese de doutorado. São Paulo: USP, 2010, p. 18-9. Internet: <www.teses.usp.br> (com adaptações).

Julgue o item subsequente, relativo às estruturas linguísticas do texto.

MPU/2015/Analista do Ministério Público da União/CESPE

A flexão plural em “eram identificadas” decorre da concordância com o

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sujeito dessa forma verbal: “as esferas de abrangência dos poderes políticos”.

(

) CERTO

(

) ERRADO

Comentário: o sujeito ficou posposto ao verbo por uma inversão da frase,

porém, o núcleo do sujeito é o substantivo “esferas”, que está no plural. A

concordância com o sujeito foi mantida.

GABARITO: CERTO

Casos especiais: Língua Portuguesa p/ TJ-PE Analista e Técnico Judiciário Teoria e Questões Comentadas Profª

Casos especiais:

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a) Quando o sujeito é um coletivo, o verbo fica no singular, pois o

núcleo é único.

Ex.: A multidão gritou pelo rádio.

Atenção: Se o coletivo vier especificado, o verbo pode ficar no singular ou ir para

Atenção:

Atenção: Se o coletivo vier especificado, o verbo pode ficar no singular ou ir para o

Se o coletivo vier especificado, o verbo pode ficar no singular ou ir

para o plural.

Ex.: A multidão de fãs gritou.

A multidão de fãs gritaram.

b) Coletivos partitivos (metade, a maior parte, maioria etc.) o

verbo fica no singular ou vai para o plural.

Ex.: A maioria dos alunos foi à excursão.

A maioria dos alunos foram à excursão.

c) O sujeito é um pronome de tratamento - o verbo fica sempre na 3ª

pessoa (do singular ou do plural).

Ex.: Vossa Alteza pediu silêncio.

09469404360

Vossas Altezas pediram silêncio.

da

segunda pessoa do discurso, eles fazem concordância verbal em

terceira pessoa.

Embora

os

pronomes

de

tratamento

estejam

na

posição

d) O sujeito é o pronome relativo "que" o verbo concorda com o

antecedente do pronome.

Ex.: Fui eu que derramei o café. – o antecedente do relativo “que” é “eu”

por isso o verbo está na primeira pessoa do singular.

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Fomos nós que derramamos o café. o verbo está na primeira pessoa

do plural para concordar com o antecedente “nós”.

e) O sujeito é o pronome relativo "quem" o verbo pode ficar na 3ª

pessoa do singular ou concordar com o antecedente do pronome.

Ex.: Fui eu quem derramou o café. não concordou com o antecedente.

Fui eu quem derramei o café. verbo na primeira pessoa do singular

para concordar com o antecedente.

f) O sujeito é formado pelas expressões: alguns de nós, poucos de

vós, quais de

, quantos de

etc. o verbo poderá concordar com o

pronome interrogativo ou indefinido ou com o pronome pessoal (nós ou vós).

Ex.: Quais de vós me punirão?

Quais de vós me punireis?

Dicas:
Dicas:

Com os pronomes interrogativos ou indefinidos no singular, o

verbo concorda em pessoa e número.

Ex.: Qual de vós me punirá.

g) O sujeito é formado de nomes que só aparecem no plural - se o

09469404360

sujeito não vier precedido de artigo, o verbo ficará no singular. Caso venha

antecipado de artigo, o verbo concordará com o artigo.

Ex.: Estados Unidos é uma nação poderosa.

Os Estados Unidos são a maior potência mundial.

h) O sujeito é formado pelas expressões: mais de um, menos de

dois, cerca de

etc. o verbo concorda com o numeral.

Ex.: Mais de um aluno não compareceu à aula.

Mais de cinco alunos não compareceram à aula.

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i) O sujeito é constituído pelas expressões: a maioria, a maior

parte, grande parte etc. – o verbo poderá ser usado no singular
parte,
grande
parte
etc.
– o
verbo
poderá
ser
usado
no
singular

(concordância lógica) ou no plural (concordância atrativa).

Ex.: A maioria dos candidatos desistiu.

A maioria dos candidatos desistiram (no plural por ter sido mais de um

candidato).

j) O sujeito tem por núcleo a palavra gente (sentido coletivo) - o

verbo poderá ser usado no singular ou plural se vier afastado do substantivo.

Ex.: A gente da cidade, temendo a violência da rua, permanece em

casa.
casa.

A gente da cidade, temendo a violência da rua, permanecem em casa

(aqui o plural é permitido por estar o verbo longe do sujeito com sentido

coletivo).

2) Sujeito composto (dois ou mais núcleos)

Regra geral

Regra geral

Regra geral

O verbo vai para o plural.

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Ex.: João e Maria foram passear no bosque.

(TCM/GO/2015/Auditor de Controle Externo

(TCM/GO/2015/Auditor de Controle Externo

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As normas de concordância verbal encontram-se plenamente observadas

na frase:

a) Ao autor do texto não incomodam as pessoas ouvirem qualquer coisa,

mas sim o que a elas não é facultado conhecerem.

b) Não deve representar uma humilhação para nós as eventuais falhas de

redação, que pode e precisa ser sanada.

c) Difunde-se, já há muito tempo, preconceitos contra a grande arte, sob

a alegação de que ela é produzida para uma pequena elite.

d) Caso não hajam opções reais, o público acabará tendo acesso não a

obras de arte, mas a mercadorias em oferta.

e) Traumatizados pelos decibéis do som que os atormenta, ocorre a

alguns motoristas reagir com violência a esses abusos.

Comentário:

a) Ao autor do texto não incomodam as pessoas ouvirem qualquer coisa,

mas sim o que a elas não é facultado conhecerem. ERRADA. O erro está no

verbo incomodar, ele deveria estar no singular, uma vez que o seu sujeito é

oracional, ou seja, é uma oração. Colocando o período na ordem direta

podemos, fica fácil perceber: as pessoas ouvirem qualquer coisa (oração

subjetiva sujeito) não incomoda ao autor.

b) Não deve representar uma humilhação para nós as eventuais falhas de

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redação, que pode e precisa ser sanada. ERRADA. As falhas de redação

podem e precisam ser sanadas. Faltou concordância com o núcleo do sujeito

falhas.

c) Difunde-se, já há muito tempo, preconceitos contra a grande arte, sob

a alegação de que ela é produzida para uma pequena elite. ERRADA. A

oração “difunde-se (

passiva sintética. Estando no plural o sujeito posposto preconceitos, o verbo

está errada, pois traz o uso da voz

)

preconceitos

difundirtambém deveria estar: difundem-se preconceitos.

d) Caso não hajam opções reais, o público acabará tendo acesso não a

obras de arte, mas a mercadorias em oferta. ERRADA. O verbo haverno

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sentido de existiré impessoal e deve ficar no singular: caso não haja opções

reais.

e) Traumatizados pelos decibéis do som que os atormenta, ocorre a

alguns motoristas reagir com violência a esses abusos. CORRETA. O verbo

atormentar está no singular porque o sujeito dele é som, não decibéis.

GABARITO: E

Casos especiais:

a) Os núcleos do sujeito são constituídos de pessoas gramaticais

diferentes o verbo ficará no plural, seguindo-se a ordem de prioridade: 1ª,

2ª e 3ª pessoa.

Ex.: Eu (1ª pessoa) e ele (3ª pessoa) nos tornaremos (1ª pessoa plural)

amigos.
amigos.

O verbo ficou na 1ª pessoa porque esta tem prioridade sobre a 3ª.

Ex.: Tu (2ª pessoa) e ele (3ª pessoa) vos tornareis (2ª pessoa do plural)

amigos.
amigos.

O

verbo ficou na

2ª pessoa porque esta tem prioridade sobre a 3ª.

09469404360

09469404360 No caso acima, também é comum a concordância do verbo com a terceira pessoa. Ex.:

No caso acima, também é comum a concordância do verbo com a

terceira pessoa.

Ex.: Tu e ele se tornarão amigos. (3ª pessoa do plural)

Se o sujeito estiver posposto, permite-se também a concordância por

atração com o núcleo mais próximo do verbo.

Ex.: Irei eu e minhas amigas . Língua Portuguesa p/ TJ-PE Analista e Técnico Judiciário

Ex.: Irei eu e minhas amigas.

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O verbo concordou no singular apenas com o núcleo mais próximo (eu).

b) Os núcleos do sujeito estão coordenados assindeticamente

(sem conjunção) ou ligados por “e” o verbo concordará com os dois

núcleos.

Ex.: A jovem e a sua amiga seguiram a pé.

Se o sujeito estiver posposto, permite-se a concordância por atração com o núcleo mais próximo

Se o sujeito estiver posposto, permite-se a concordância por

atração com o núcleo mais próximo do verbo.

Ex.: Seguiria a pé a jovem e a sua amiga.

c) Os núcleos do sujeito são sinônimos (ou quase) e estão no

singular - o verbo poderá ficar no plural (concordância lógica) ou no singular

(concordância atrativa).

Ex.: A angústia e ansiedade não o ajudavam a se concentrar.

A angústia e ansiedade não o ajudava a se concentrar.

09469404360

d) Quando há gradação entre os núcleos - o verbo pode concordar

com todos os núcleos (lógica) ou apenas com o núcleo mais próximo.

Ex.: Uma palavra, um gesto, um olhar bastavam.

Uma palavra, um gesto, um olhar bastava.

e) Quando os sujeitos forem resumidos por nada, tudo, ninguém

o verbo concordará com o aposto resumidor.

Ex.: Os pedidos, as súplicas, o desespero, nada o comoveu.

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f) Quando o sujeito for constituído pelas expressões: um e outro,

nem um nem outro

- o verbo poderá ficar no singular ou no plural.

Ex.: Um e outro já veio.

Um e outro já vieram.

g) Quando os núcleos do sujeito estiverem ligados por ou - o verbo

irá para o singular quando a ideia for de exclusão, e para o plural quando

for de inclusão.

Exemplos:

Pedro ou Antônio ganhará o prêmio. (Exclusão)

A poluição sonora ou a poluição do ar são nocivas ao homem. (Adição,

inclusão).

 

h)

Quando os sujeitos estiverem ligados pelas séries correlativas

(tanto

como/ assim

como/ não só

mas também etc.) o que

comumente ocorre é o verbo ir para o plural, embora o singular seja aceitável

se os núcleos estiverem no singular.

Exemplos:

Tanto Erundina quanto Collor perderam as eleições municipais em São

Paulo.
Paulo.

Tanto Erundina quanto Collor perdeu as eleições municipais em São Paulo.

Outros casos:

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1) Partícula “SE”:

A - Partícula apassivadora (voz passiva): o verbo (transitivo direto)

concordará com o sujeito passivo.

Ex.: Vende-se carro.

Vendem-se carros.

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B - Índice de indeterminação do sujeito (sujeito indeterminado): o

verbo (transitivo indireto) ficará, obrigatoriamente, no singular.

Exemplos:

Precisa-se de secretárias.

Confia-se em pessoas honestas.

2) Verbos impessoais

São aqueles que não possuem sujeito. Portanto, ficarão sempre na 3ª

pessoa do singular.

Exemplos:

Havia sérios problemas na cidade.

Fazia quinze anos que ele havia parado de estudar.

Deve haver sérios problemas na cidade.

Vai fazer quinze anos que ele parou de estudar.

na cidade. Vai fazer quinze anos que ele parou de estudar. Os verbos auxiliares (deve, vai)

Os verbos auxiliares (deve, vai) acompanham os verbos principais.

O verbo existir não é impessoal, vai flexionar normalmente. Veja:

Existem sérios problemas na cidade.

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Devem existir sérios problemas na cidade. (verbo auxiliar flexionado +

verbo principal em uma das formas nominais).

3) Verbos dar, bater e soar

Quando usados na indicação de horas, possuem sujeito (relógio, hora,

horas, badaladas

),

e com ele devem concordar.

Exemplos:

O relógio deu duas horas.

Deram duas horas no relógio da estação Deu uma hora no relógio da estação. O

Deram duas horas no relógio da estação

Deu uma hora no relógio da estação.

O sino da igreja bateu cinco badaladas.

Bateram cinco badaladas no sino da igreja.

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Soaram dez badaladas no relógio da escola.

4) Sujeito oracional

Quando o sujeito é uma oração subordinada, o verbo da oração principal

fica na 3ª pessoa do singular.

Ex.: Ainda falta dar os últimos retoques na pintura.

Oração principal com verbo no singular: ainda falta

Oração subordinada com função de sujeito: dar os últimos retoques.

5) Concordância com o infinitivo

a) Infinitivo pessoal e sujeito expresso na oração:

- NÃO se flexiona o infinitivo se o sujeito for representado por pronome

pessoal oblíquo átono.

Ex.: Esperei-as chegar. (as = elas sujeito do verbo chegar)

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- é facultativa a flexão do infinitivo se o sujeito não for representado por

pronome átono e se o verbo da oração determinada pelo infinitivo for causativo

(mandar, deixar, fazer) ou sensitivo (ver, ouvir, sentir e sinônimos).

Exemplos:

Mandei sair os alunos.

Mandei saírem os alunos.

Os alunos = sujeito do verbo sair

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-

flexiona-se obrigatoriamente o infinitivo se o sujeito for diferente de

pronome átono e determinante de verbo não causativo nem sensitivo.

Ex.: Esperei saírem todos.

b) Infinitivo pessoal e sujeito oculto

- não se flexiona o infinitivo precedido de preposição com

valor de

gerúndio.

Ex.: Passamos horas a comentar o filme. (Passamos horas comentando)

- é facultativa a flexão do infinitivo quando seu sujeito for idêntico ao da

oração principal.

Ex.: Antes de (tu) responder, (tu) lerás o texto.

Antes de (tu) responderes, (tu) lerás o texto.

- é facultativa a flexão do infinitivo que tem seu sujeito diferente do

sujeito da oração principal e está indicado por algum termo do contexto.

Ex.: Ele nos deu o direito de contestar.

Ele nos deu o direito de contestarmos.

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Ele = sujeito do verbo dar, da oração principal.

Nos = sujeito da segunda oração, indicado por nos (nos deu) na primeira

frase e pela terminação do verbo contestarmos, na segunda frase.

- é obrigatória a flexão do infinitivo que tem seu sujeito diferente do

sujeito da oração principal e não está indicado por nenhum termo no contexto.

Ex.: Não sei como saiu sem notarem o fato.

Eu = sujeito da oração principal

O sujeito da segunda oração é indeterminado.

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c) Quando o infinitivo pessoal está em uma locução verbal

- não se flexiona o infinitivo, sendo este o verbo principal da locução

verbal, quando, em virtude da ordem dos termos da oração, sua ligação com o

verbo auxiliar for nítida.

Ex.: Acabamos de fazer os exercícios.

- é facultativa a flexão do infinitivo, sendo este o verbo principal da

locução verbal, quando o verbo auxiliar estiver afastado ou oculto.

Exemplos:

Não devemos, depois de tantas provas de honestidade, duvidar e

reclamar dela.

Não devemos, depois de tantas provas de honestidade, duvidarmos e

reclamarmos dela.

6) Concordância com o verbo ser:

a)

Quando, em predicados nominais, o sujeito for representado

por um dos pronomes: tudo, nada, isto, isso, aquilo - o verbo “ser” ou

“parecer” concordarão com o predicativo.

Exemplos:

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Tudo são flores (flores = predicativo).

Aquilo parecem ilusões (ilusões = predicativo).

Poderá ser feita a concordância com o sujeito quando se quer enfatizá-lo. Ex.: Aquilo é

Poderá ser feita a concordância com o sujeito quando se quer

enfatizá-lo.

Ex.: Aquilo é sonhos vãos.

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b) O verbo ser concordará com o predicativo quando o sujeito for

os pronomes interrogativos: que ou quem.

Exemplos:

Que são gametas?

Quem foram os escolhidos?

c) Em indicações de horas, datas, tempo, distância - a concordância

será feita com a expressão numérica.

Exemplos:

São nove horas.

É uma hora.

numérica. Exemplos: São nove horas. É uma hora. Em indicações de datas, são aceitas as duas

Em indicações de datas, são aceitas as duas concordâncias, pois

subentende-se a palavra dia.

Exemplos:

Hoje são 24 de outubro (concordou com o numeral).

Hoje é (dia) 24 de outubro (concordou com a palavra dia mesmo que

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subentendida).

d) Quando o sujeito ou predicativo da oração for pronome pessoal,

a concordância se dará com o pronome.

Ex.: Aqui o presidente sou eu.

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Se os dois termos (sujeito e predicativo) forem pronomes, a concordância será com o que

Se os dois termos (sujeito e predicativo) forem pronomes, a

concordância será com o que aparece primeiro, considerando o sujeito

da oração.

Ex.: Eu não sou tu.

e) Se o sujeito for pessoa, a concordância nunca se fará com o

predicativo.

Ex.: O menino era as esperanças da família.

f) Nas locuções: é pouco, é muito, é mais de, é menos de, junto a

especificações de preço, peso, quantidade, distância etc., o verbo fica

sempre no singular.

Exemplos:

Cento e cinquenta é pouco.

Cem metros é muito.

g) Nas expressões do tipo: ser preciso, ser necessário, ser bom, o

verbo e o adjetivo podem ficar invariáveis (verbo na 3ª pessoa do

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singular e adjetivo no masculino singular) ou concordar com o sujeito

posposto. Exemplos:
posposto.
Exemplos:

É necessário aqueles materiais.

São necessários aqueles materiais.

h) Na expressão: é que, usada como expletivo (para dar ênfase,

que pode ser retirado), se o sujeito da oração não aparecer entre o

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verbo “ser” e o “que”, ficará invariável. Se aparecer, o verbo
verbo
“ser”
e
o
“que”,
ficará
invariável.
Se
aparecer,
o
verbo

concordará com o sujeito.

Exemplos:

Eles é que sempre chegam atrasados.

São eles que sempre chegam atrasados (eles apareceu aqui entre o

verbo ser e o que).

Queridos, vimos hoje os casos de concordância verbal e nominal. A regra geral é que

Queridos, vimos hoje os casos de concordância verbal e nominal. A regra

geral é

que

o

verbo deve concordar com o sujeito e

os nomes devem

concordar entre si. Estou falando de concordância de gênero e de número, ou

seja, no feminino, masculino, plural ou singular!

Não se esqueçam de uma coisa: para identificar se a concordância de um

verbo está adequada, procure o sujeito!!! A concordância é sempre com ele,

certo!!!
certo!!!

Nada melhor do que praticar! Vamos fazer isso agora. A fixação das

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regras irá melhorar muito!!

Foco, galera!!

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e Questões Comentadas Profª Rafaela Freitas に Aula 04 Prazer sem humilhação O poeta Ferreira Gullar

Prazer sem humilhação

O poeta Ferreira Gullar disse há tempos uma frase que gosta de repetir:

“A crase não existe para humilhar ninguém". Entenda-se: há normas

gramaticais cuja razão de ser é emprestar clareza ao discurso escrito, valendo

como ferramentas úteis e não como instrumentos de tortura ou depreciação de

alguém.

Acho que o sentido dessa frase pode ampliar-se: “A arte não existe para

humilhar ninguém", entendendo-se com isso que os artistas existem para

estimular e desenvolver nossa sensibilidade e inteligência do mundo, e não

para produzir obras que separem e hierarquizem as pessoas. Para ficarmos no

terreno da música: penso que todos devem escolher ouvir o que gostam, não

aquilo que alguém determina. Mas há aqui um ponto crucial, que vale a pena

discutir: estamos mesmo em condições de escolher livremente as músicas de

que gostamos?

Para haver escolha real, é preciso haver opções reais. Cada vez que um

carro passa com o som altíssimo de graves repetidos praticamente sem

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variação, num ritmo mecânico e hipnótico, é o caso de se perguntar: houve aí

uma escolha? Quem alardeia os infernais decibéis de seu som motorizado

pela cidade teve a chance de ouvir muitos outros gêneros musicais? Conhece

muitos outros ritmos, as canções de outros países, os compositores de outras

épocas, as tendências da música brasileira, os incontáveis estilos musicais já

inventados e frequentados? Ou se limita a comprar no mercado o que está

vendendo na prateleira dos sucessos, alimentando o círculo vicioso e enganoso

do “vende porque é bom, é bom porque vende"?

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Não digo que A é melhor que B, ou que X é superior a todas as letras do

alfabeto; digo que é importante buscar conhecer todas as letras para escolher.

Nada contra quem escolhe um “batidão" se já ouviu música clássica, desde que

tenha tido realmente a oportunidade de ouvir e escolher compositores clássicos

que lhe digam algo. Não acho que é preciso escolher, por exemplo, entre os

grandes Pixinguinha e Bach, entre Tom Jobim e Beethoven, entre um forró e a

música eletrônica das baladas, entre a música dançante e a que convida a uma

audição mais serena; acho apenas que temos o direito de ouvir tudo isso antes

de escolher. A boa música, a boa arte, esteja onde estiver, também não existe

para humilhar ninguém.

(João Cláudio Figueira, inédito)

01. (TCM/GO 2015 Auditor de Controle Externo FCC) As

normas de concordância verbal encontram-se plenamente observadas na

frase:

a) Ao autor do texto não incomodam as pessoas ouvirem qualquer coisa,

mas sim o que a elas não é facultado conhecerem.

b) Não deve representar uma humilhação para nós as eventuais falhas de

redação, que pode e precisa ser sanada.

c) Difunde-se, já há muito tempo, preconceitos contra a grande arte, sob

a alegação de que ela é produzida para uma pequena elite.

Caso não hajam opções reais, o público acabará tendo acesso não a

obras de arte, mas a mercadorias em oferta.

e) Traumatizados pelos decibéis do som que os atormenta, ocorre a

alguns motoristas reagir com violência a esses abusos.

d)

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Comentário:

a) Ao autor do texto não incomodam as pessoas ouvirem qualquer coisa,

mas sim o que a elas não é facultado conhecerem. ERRADA. O erro está no

verbo incomodar, ele deveria estar no singular, uma vez que o seu sujeito é

oracional, ou seja, é uma oração. Colocando o período na ordem direta

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podemos, fica fácil perceber: as pessoas ouvirem qualquer coisa (oração

subjetiva sujeito) não incomoda ao autor.

b) Não deve representar uma humilhação para nós as eventuais falhas de

redação, que pode e precisa ser sanada. ERRADA. As falhas de redação

podem e precisam ser sanadas. Faltou concordância com o núcleo do sujeito

falhas.

c) Difunde-se, já há muito tempo, preconceitos contra a grande arte, sob

a alegação de que ela é produzida para uma pequena elite. ERRADA. A

está errada, pois traz o uso da voz

oração “difunde-se (

passiva sintética. Estando no plural o sujeito posposto preconceitos, o verbo

)

preconceitos

difundirtambém deveria estar: difundem-se preconceitos.

d) Caso não hajam opções reais, o público acabará tendo acesso não a

obras de arte, mas a mercadorias em oferta. ERRADA. O verbo haverno

sentido de existiré impessoal e deve ficar no singular: caso não haja opções

reais.

e) Traumatizados pelos decibéis do som que os atormenta, ocorre a

alguns motoristas reagir com violência a esses abusos. CORRETA. O verbo

atormentar está no singular porque o sujeito dele é som, não decibéis.

GABARITO: E

Leia o texto que segue.

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A literatura de cordel, hoje

No Brasil, literatura de cordel designa a literatura popular produzida em

versos. A expressão se deve ao fato de que os folhetos eram comumente

vendidos em feiras, pendurados em cordéis. Nota-se, hoje em dia, uma

crescente visibilidade dessa literatura tradicional. Editoras e poetas trabalham

intensamente para divulgar os folhetos, professores realizam experiências em

sala de aula, pesquisas são realizadas no âmbito acadêmico, muitas delas são

apresentadas como teses universitárias. Esse dinamismo pode ser ainda

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observado na publicação de antologias de folhetos por grandes editoras, ou na

edição em livro de obras de escritores populares, e sobretudo no aparecimento

de inúmeros poetas e poetisas em diferentes pontos do país.

Todo esse dinamismo precisa ser analisado com cuidado. Fala-se muito na

presença da literatura de cordel na escola, várias intervenções vêm sendo

realizadas sobretudo em estados do Nordeste. Abrir as portas da escola para o

conhecimento da literatura de cordel em particular, ou mesmo da literatura

popular em geral, é uma conquista da maior importância. Porém, há que se

pensar de que modo efetivar esse processo tendo em vista a melhor

contribuição possível para a formação dos alunos.

A literatura de cordel deve ter, sim, um espaço na escola, nos níveis

fundamental e médio, levando-se sempre em conta, porém, as especificidades

desse tipo de produção artística. Considerá-la tão somente como uma

ferramenta ocasional, utilizada para a assimilação de conteúdos disseminados

nas mais variadas disciplinas (história, geografia, matemática, língua

portuguesa) não parece uma atitude que contribua para uma significativa

experiência da leitura dos folhetos. Há que respeitá-los e admirá-los sobretudo

pelo que já são: testemunhos do mundo imaginário a que se dedicaram

talentosos escritores de extração popular.

(Adaptado de: MARINHO, Ana Cristina e PINHEIRO, Hélder. O cordel no cotidiano escolar. São Paulo: Cortez, 2012)

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02. (TJ-AP 2014 - Analista Judiciário - Área Judiciária e

Administrativa FCC) As normas de concordância verbal acham-se

plenamente respeitadas na construção da seguinte frase:

a) Cabem às editoras zelar pela boa qualidade da literatura de cordel cuja

publicação foi assumida.

b) Não se privem os leitores de usufruir belas edições que perenizem em

livro os grandes autores de cordel.

c) Quanto às edições de literatura de cordel, não se tratam apenas de

produzir bons livros, mas de saber trabalhar com eles.

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d) O fato de haverem muitos poemas de cordel não significa que a maioria

dos brasileiros tenham dado por sua real importância.

e) A um grande número de leitores interessam que os folhetos de cordel

sejam dignamente publicados em livro.

Comentário: a alternativa B é a única que está inteiramente correta.

Vejamos o erro das outras:

a) Cabem às editoras zelar pela boa qualidade da literatura de cordel cuja

publicação foi assumida. ERRADA. O erro está no verbo caber. Ele deveria

estar no singular, pois seu sujeito é oracional: zelar pela boa qualidade

Veja como fica a frase na ordem direta e já com o verbo no singular: Zelar

pela boa qualidade da literatura de cordel cuja publicação foi assumida cabe

às editoras.

c) Quanto às edições de literatura de cordel, não se tratam apenas de

produzir bons livros, mas de saber trabalhar com eles. ERRADA. Com sujeito

indefinido, o verbo deve ficar no singular. Não se trata de ALGUMA COISA

(produzir bons livros).

d) O fato de haverem muitos poemas de cordel não significa que a maioria

dos brasileiros tenham dado por sua real importância. ERRADA. Verbo haver,

no sentido de existir, deve ficar no singular, pois ele é impessoal.

e) A um grande número de leitores interessam que os folhetos de cordel

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sejam dignamente publicados em livro. - Os folhetos de cordel sejam

dignamente publicados em livro) ISSO interessa a um grande número de

leitores. Com sujeito oracional o verbo deverá ficar no singular.

GABARITO: B

Leia o texto a seguir:

O conceito de indústria cultural foi criado por Adorno e Horkheimer, dois

dos principais integrantes da Escola de Frankfurt. Em seu livro de 1947,

Dialética do esclarecimento, eles conceberam o conceito a fim de pensar a

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questão da cultura no capitalismo recente. Na época, estavam impactados pela

experiência no país cuja indústria cultural era a mais avançada, os Estados

Unidos, local onde os dois pensadores alemães refugiaram-se durante a

Segunda Guerra.

Segundo os autores, a cultura contemporânea estaria submetida ao poder

do capital, constituindo-se num sistema que englobaria o rádio, o cinema, as

revistas e outros meios - como a televisão, a novidade daquele momento -,

que tenderia a conferir a todos os produtos culturais um formato semelhante,

padronizado, num mundo em que tudo se transformava em mercadoria

descartável, até mesmo a arte, que assim se desqualificaria como tal. Surgiria

uma cultura de massas que não precisaria mais se apresentar como arte, pois

seria caracterizada como um negócio de produção em série de mercadorias

culturais de baixa qualidade. Não que a cultura de massa fosse

necessariamente igual para todos os estratos sociais; haveria tipos diferentes

de produtos de massa para cada nível socioeconômico, conforme indicações de

pesquisas de mercado. O controle sobre os consumidores seria mediado pela

diversão, cuja repetição de fórmulas faria dela um prolongamento do trabalho

no capitalismo tardio.

Muito já se polemizou acerca dessa análise, que tenderia a estreitar

demais o campo de possibilidades de mudança em sociedades compostas por

consumidores supostamente resignados. O próprio Adorno chegou a matizá-la

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depois. Mas o conceito passou a ser muito utilizado, até mesmo por quem

diverge de sua formulação original. Poucos hoje discordariam de que o mundo

todo passa pelo "filtro da indústria cultural", no sentido de que se pode

constatar a existência de uma vasta produção de mercadorias culturais por

setores especializados da indústria.

Feita a constatação da amplitude alcançada pela indústria cultural

contemporânea, são várias as possibilidades de interpretá-la. Há estudos que

enfatizam o caráter alienante das consciências imposto pela lógica capitalista

no âmbito da cultura, a difundir padrões culturais hegemônicos. Outros frisam

o aspecto da recepção do espectador, que poderia interpretar criativamente - e

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não de modo resignado - as mensagens que lhe seriam passadas, ademais, de

modo não unívoco, mas com multiplicidades possíveis de sentido.

(RIDENTI, Marcelo. Indústria cultural: da era do rádio à era da informática no Brasil. In: Agenda brasileira. São Paulo: Cia das Letras, 2011, p. 292 a 301)

03. (TCE/GO 2014 - Analista de Controle Externo - Jurídica

FCC) As normas de concordância estão plenamente respeitadas em:

a) Cada uma das expressões dos produtos da indústria cultural

reproduzem as pessoas tais como foram estereotipadas pela indústria como

um todo.

b) Na atual era da informática, o uso de computadores pessoais e de

diversos recursos interativos levanta novas questões para a indústria cultural.

c) Com o fim de preencherem todos os sentidos dos trabalhadores de

modo útil ao capital, a cultura teria passado ao domínio da racionalidade

administrativa.

d) A história da indústria cultural, nos países de industrialização recente,

confundem-se com as da própria implantação tardia da indústria.

e) Como sistema mundial, a indústria da cultura não se restringe ao

centro e impõem-se também em nações periféricas.

Comentário:

a) Cada uma das expressões dos produtos da indústria cultural

reproduzem as pessoas tais como foram estereotipadas pela indústria como

um todo. - Errada. Cada um (a), (as), (de), (dos), (das) sendo o sujeito

da frase, a regra geral é: verbo na 3ª do singular = cada uma das

expressões dos produtos da indústria cultural reproduz as pessoas tais como

b) Na atual era da informática, o uso de computadores pessoais e de

diversos recursos interativos levanta novas questões para a indústria

cultural. Correta. Segundo a regra geral, o verbo deve concordar com o

sujeito: o uso. O uso de computadores é que levanta novas questões.

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c) Com o fim de preencherem todos os sentidos dos trabalhadores de

modo útil ao capital, a cultura teria passado ao domínio da racionalidade

administrativa. Errada. Segundo a regra geral, o verbo deve concordar com o

sujeito. Nessa alternativa a frase estava invertida: A cultura teria passado ao

domínio da racionalidade administrativa com o fim de preencher todos os

sentidos dos da racionalidade administrativa.

d) A história da indústria cultural, nos países de industrialização recente,

confundem-se com as da própria implantação tardia da indústria. Errada. Mais

um erro segundo a regra geral: o verbo confundir deve concordar com o seu

sujeito: a história. A história da indústria cultural confunde-se com

e) Como sistema mundial, a indústria da cultura não se restringe ao

centro e impõem-se também em nações periféricas. Errada. Mais uma

alternativa que fera a regra geral (verbo concorda com o sujeito):

A indústria da cultura não se restringe ao centro e impõe-se ( )

GABARITO: B

Nosso jeitinho

Um amigo meu, estrangeiro, já há uns seis anos morando no Brasil,

lembrava-me outro dia qual fora sua principal dificuldade - entre várias - de se

adaptar aos nossos costumes. “Certamente foi lidar com o tal do jeitinho”,

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explicou. “Custei a entender que aqui no Brasil nada está perdido, nenhum

impasse é definitivo: sempre haverá como se dar um jeitinho em tudo, desde

fazer o motor do carro velho funcionar com um pedaço de arame até conseguir

que o primo do amigo do chefe da seção regional da Secretaria de Alimentos

convença este último a influenciar o Diretor no despacho de um processo”.

Meu amigo estrangeiro estava, como se vê, reconhecendo a nossa

“informalidade” - que é o nome chique do tal do jeitinho. O sistema - também

batizado pelos sociólogos como o do “favor” - não deixa de ser simpático,

embora esteja longe de ser justo. Os beneficiados nunca reclamam, e os que

jamais foram morrem de inveja e mantêm esperanças. Até o poeta Drummond

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tratou da questão no poema “Explicação”, em que diz a certa altura: “E no fim

dá certo”. Essa conclusão aponta para uma espécie de providencialismo

místico, contrapartida divina do jeitinho: tudo se há de arranjar, porque Deus

é brasileiro. Entre a piada e a seriedade, muita gente segue contando com

nosso modo tão jeitoso de viver.

É possível que os tempos modernos tenham começado a desfavorecer a

solução do jeitinho: a informatização de tudo, a rapidez da mídia, a divulgação

instantânea nas redes sociais, tudo se encaminha para alguma transparência,

que é a inimiga mortal da informalidade. Tudo se documenta, se registra, se

formaliza de algum modo - e o jeitinho passa a ser facilmente desmascarado,

comprometido o seu anonimato e perdendo força aquela simpática

clandestinidade que sempre o protegeu. Mas há ainda muita gente que acha

que nós, os brasileiros, com nossa indiscutível criatividade, daremos um jeito

de contornar esse problema. Meu amigo estrangeiro, por exemplo, não perdeu

a esperança.

(Abelardo Trabulsi, inédito)

04. (TCE-RS 2014 - Auditor Público Externo - Engenharia Civil

FCC) O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a

concordar com o termo sublinhado na frase:

a) As soluções postas em prática pelo jeitinho brasileiro não (deixar) de

intrigar os estrangeiros, que não entendem tamanha informalidade.

b) Mesmo os brasileiros a quem que não (ocorrer) valer-se do jeitinho

sabem reconhecê-lo como uma prática social até certo ponto legítima.

c) Os avanços da tecnologia, sobretudo os da informática, (conspirar)

contra a prática tradicional do jeitinho brasileiro.

d) Acredita-se que a transparência dos meios de comunicação (tender) a

se converter numa espécie de inimiga mortal da informalidade.

e) Informalidade, sistema de favor, jeitinho, muitas são as denominações

que se (aplicar) a um mesmo fenômeno social.

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Comentário: Os verbos devem concordar com o sujeito.

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A) o verbo deixar deve concordar com soluções posta.

B) o verbo ocorrer deve concordar com o seu sujeito oracional valer-se

do jeitinho.

C) o verbo avançar deve concordar com os avanços.

D) Esta é a alternativa correta: é a única em que o verbo (tender)

concorda com termo sublinhado (transparência).

E) o verbo aplicar deve concordar com o antecedente do pronome

relativo que: denominações.

GABARITO: D

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo

Um programa a ser adotado

O PET - Programa de Educação pelo Trabalho - está fazendo dez anos,

que serão comemorados num evento promovido pelo TRF4, que contará com

representantes da Fase - Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio

Grande do Sul.

Há dez anos seria difícil imaginar um interno da Fase em cumprimento de

medida socioeducativa saindo para trabalhar em um tribunal e, no final do dia,

retornar à fundação. Muitos desacreditariam da iniciativa de colocar um

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adolescente infrator dentro de um gabinete de desembargador ou da

Presidência de um tribunal. Outros poderiam discriminar esses jovens e

desejá-los longe do ambiente de trabalho.

Todas essas barreiras foram vencidas. Em uma década, o PET do TRF4 se

tornou realidade, quebrou preconceitos, mudou a cultura da própria instituição

e a vida de 154 adolescentes que já passaram pelo projeto. São atendidos

jovens entre 16 e 21 anos, com escolaridade mínima da 4 a série do ensino

fundamental. O tribunal enfrenta o desafio de criar, desenvolver e,

principalmente, manter um programa de reinserção social. Os resultados do

trabalho do PET com os menores que cumprem medida socioeducativa na Fase

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são considerados muito positivos quando se fala de jovens em situação de

vulnerabilidade social. Durante esses dez anos, 45% dos participantes foram

inseridos no mercado de trabalho e muitos já concluíram o ensino médio; cerca

de 70% reorganizaram suas vidas e conseguiram superar a condição de

envolvimento em atividades ilícitas.

Na prática, os jovens trabalham durante 4 horas nos gabinetes de

desembargadores e nas unidades administrativas do tribunal. Recebem

atendimento multidisciplinar, com acompanhamento jurídico, de psicólogos e

de assistentes sociais.Por meio de parcerias com entidades, já foram

realizados cursosde mecânica, de padaria e de garçom. Destaque a considerar

é o projeto “Virando a página”: oficinas de leitura e produção textual,

coordenadas por servidores do TRF4 e professores e formandos de faculdades

de Letras.

(Adaptado de: wttp://www2.trf4.jus.br /trf4/controlador.php? acao=

noticia_visualizar&id_noticia=10129)

05. (TRF - 4ª REGIÃO 2014 - Analista Judiciário - Área Judiciária

FCC) O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se,

obrigatoriamente, em uma forma do plural para preencher de modo adequado

a

lacuna da frase:

a)

A muitos daqueles que torceram o nariz para as iniciativas do PET não

(ocorrer) que tais medidas afirmativas poderiam ser tão eficazes.

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b) A um projeto como o “Virando a página”

(dever) emprestar todo

o

apoio os agentes envolvidos na reabilitação dos menores infratores.

c) A situação de vulnerabilidade social que a tantos jovens

(constranger) pode ser plenamente superada por programas como o PET.

d) Aos desafios de criar, desenvolver e sobretudo manter um programa de

(corresponder), felizmente, um número expressivo de

reinserção social

conquistas.

e) Durante mais de dez anos só

(vir) a crescer a convicção de que as

medidas adotadas pelo PET eram bastante eficazes.

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Comentário: apenas na alternativa B o verbo irá obrigatoriamente para o

plural. Vejamos cada alternativa:

a) A muitos daqueles que torceram o nariz para as iniciativas do PET não

OCORRE que tais medidas afirmativas poderiam ser tão eficazes.

Que tais medidas afirmativas poderiam ser tão eficazes (sujeito oracional

verbo no singular) não ocorre a muitos

ISSO não ocorre.

(dever) emprestar todo

o apoio os agentes envolvidos na reabilitação dos menores infratores. é

preciso colocar o período, que está invertido, na ordem direta para visualizar o

plural do verbo dever:

Os agentes envolvidos na reabilitação dos menores infratores devem

emprestar todo o apoio a um projeto como o “Virando a página”.

Sujeito no plural (agentes) = verbo no plural (devem)! Achamos o

gabarito!

b) A um projeto como o “Virando a página”

c) A situação de vulnerabilidade social que a tantos jovens

(constranger) pode ser plenamente superada por programas como o PET. A

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situação de vulnerabilidade constrange os jovens

Sujeito no singular (a situação) = verbo no singular (constrange).

d) Aos desafios de criar, desenvolver e sobretudo manter um programa de

reinserção social

conquistas. - Um número expressivo de conquistas corresponde aos

desafios de criar, desenvolver e sobretudo manter um programa de reinserção

social

(corresponder), felizmente, um número expressivo de

Sujeito no singular (um número) = verbo no singular (corresponde).

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(vir) a crescer a convicção de que as

medidas adotadas pelo PET eram bastante eficazes. - A convicção de que as

medidas adotadas pelo PET eram bastante eficazes veio a crescer

convicção veio a crescer

a

e) Durante mais de dez anos só

Sujeito no singular (convicção) = verbo no singular (veio).

GABARITO: B

06. (AL-PE 2014 - Analista Legislativo - Direito Constitucional,

Administrativo e Eleitoral FCC) Ou me engano, ou isto quis dizer que se

lançam véus sobre certas notícias a pretexto de que, sujeitas a tantas e tão

virulentas críticas, faz mal às pessoas.

Tomando como parâmetro a norma-padrão escrita, comentário adequado

sobre o acima transcrito é: O período

a) tem de, entre outras, receber obrigatoriamente mais um acento

indicativo da crase, em "à pretexto".

b) está correto em todos os seus aspectos.

c) tem de receber duas correções: "quiz", em lugar de "quis", e "que se

lança", em lugar de "que se lançam.

d) merece uma única correção: "fazem mal", em lugar de "faz mal".

e) tem de, entre outras, receber obrigatoriamente a alteração de "às

pessoas" para "as pessoas".

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Comentário: vejamos cada frase:

a) tem de, entre outras, receber obrigatoriamente mais um acento

indicativo da crase, em "à pretexto". ERRADA. Antes de palavra masculina

(pretexto) não se usa crase.

b) está correto em todos os seus aspectos. - ERRADA. Existe um erro na

concordância de verbo fazer.

c) tem de receber duas correções: "quiz", em lugar de "quis", e "que se

lança", em lugar de "que se lançam. ERRADA. Quis é com s, não com z.

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Véus são lançados. O verbo lançar deve ficar no plural para concordar com o

sujeito véus.

d) merece uma única correção: "fazem mal", em lugar de "faz mal".

CORRETA. O verbo fazer deve concordar no plural com o sujeito notícias: As

notícias

e) tem de, entre outras, receber obrigatoriamente a alteração de "às

pessoas" para "as pessoas". ERRADA. A crase deve permanecer, pois fazer mal

é a alguém, o uso da preposição a, que aglutina com o artigo feminino de as

pessoas formando a crase, é obrigatório (a prep

fazem mal às pessoas.

+ as artigo = às.

GABARITO: D

Delicadezas colhidas com mão leve

Era sábado e estávamos os dois na redação vazia da revista. Esparramado

na cadeira, Guilherme roía o que lhe restava das unhas, levantava-se, andava

de um lado para outro, folheava um jornal velho, suspirava. Aí me veio com

esta:

- Meu texto é melhor que eu.

A frase me fez rir, devolveu a alegria a meu amigo e poderia render uma

discussão sobre quem era melhor, Guilherme Cunha Pinto ou o texto do

Guilherme Cunha Pinto. Os que foram apenas leitores desse jornalista tão

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especial, morto já faz tempo, não teriam problema em escolher as matérias

que ele assinava, que me enchiam de uma inveja benigna.

Inveja, por exemplo, da mão leve com que ele ia buscar e punha em

palavras as coisas mais incorpóreas e delicadas. Não era com ele,

definitivamente, a simplificação grosseira que o jornalismo tantas vezes se

concede, com a desculpa dos espaços e horários curtos, e que acaba fazendo

do mundo algo chapado, previsível, sem graça. Guilherme não aceitava ser um

mero recolhedor de aspas, nas entrevistas, nem sair à rua para ajustar os

fatos a uma pauta. Tinha a capacidade infelizmente rara de se deixar tocar

pelas coisas e pessoas sobre as quais ia escrever, sem ideias prontas nem pé

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atrás. Pois gostava de coisas e de pessoas, e permitia que elas o

surpreendessem. Olhava-as com amorosa curiosidade - donde os detalhes que

faziam o singular encanto de suas matérias. O personagem mais batido se

desdobrava em ângulos inéditos quando o repórter era ele. Com suavidade

descia ao fundo da alma de seus entrevistados, sem jamais pendurá-los no

pau de arara do jornalismo inquisitorial. Deu forma a textos memoráveis e

produziu um título desde então citado e recitado nas redações paulistanas:

“Picasso morreu, se é que Picasso morre”.

(Adaptado de: WERNECK Humberto. Esse inferno vai acabar. Porto Alegre: Arquipélago, 2001. p.45 e 46)

07. (METRÔ-SP 2014 - Analista Desenvolvimento Gestão Júnior -

(vir) a

(poder) perceber os

Administração de Empresas FCC) Na frase Caso os leitores

ler o jornal com maior rigor, certamente

estereótipos que

lacunas serão corretamente preenchidas, na ordem dada, por:

(predominam) nas reportagens de hoje, as

a) vierem - poderiam - predominariam

b) virem - poderão predominam

c) viessem - poderão predominassem

d) vierem - podem predominem

e) viessem - poderiam predominam

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Comentário: o verbo que preencherá a primeira lacuna deverá indicar

possibilidade, condição, pois o advérbio caso está indicando incerteza: caso os

Já na segunda lacuna, o verbo deverá estar no futuro

leitores viessem a ler

so pretérito: poderiam perceber

Ocorreu aqui uma correlação verbal, que a FCC adora: imperfeito do

subjuntivo = vieSSEm + o futuro do pretérito do indicativo = poderiam.

O verbo da terceira lacuna irá concordar com o sujeito estereótipos,

retomado pelo pronome relativo que: os estereótipos que predominam

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Vale ressaltar: na opção B, o verbo VIREM é conjugação do verbo

VER e não do verbo VIR, cuidado!

GABARITO: E

do verbo VER e não do verbo VIR, cuidado! GABARITO: E 08. (TRT - 2ª REGIÃO

08. (TRT - 2ª REGIÃO (SP) 2014 - Analista Judiciário - Área

Administrativa FCC) O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se

concordando com o elemento sublinhado na frase:

a) As incertezas quanto ao meu próprio futuro não (dever) eximir-me de

ser responsável por minhas decisões.

nós hoje se (obrigar) a enfrentar

fortalecem-nos diante do futuro.

c) Há trabalhos que a gente (executar) sem imaginar o sentido que

ganharão no futuro.

d) Os minutos de que se (necessitar) viver plenamente devem trazer

consigo uma expectativa de futuro.

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b) Os desafios

que

cada

um

de

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e) As privações que me (competir) enfrentar não devem desestimular

meus empreendimentos.

Comentário: vejamos cada caso:

a) As incertezas quanto ao meu próprio futuro não (dever) eximir-me de

ser responsável por minhas decisões. CORRETA. Verbo dever concorda no

plural com as incertezas = As incertezas quanto ao meu próprio futuro não

devem eximir-me

b) Os desafios

que

cada

um de