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1.

Quais cuidados diferenciais devem ser tomados em empresas geridas por


familiares para evitar conflitos?
Definir os cargos da empresa conforme suas responsabilidades operacionais e não
para que se adéquem ao perfil de alguém específico.
Não confundir as relações de parentesco com os perfis profissionais exigidos pelos
cargos.
Cobrar dos parentes as mesmas posturas que se cobrariam a outros funcionários,
como, por exemplo, o atendimento ao horário de trabalho da empresa.
Evitar ao máximo tratar um parente melhor do que qualquer outro funcionário.
Jamais confundir as finanças da empresa com a pessoal dos sócios.
Controlar as operações da empresa da mesma forma que seriam controladas em
uma empresa não familiar.
Planejar corretamente a sucessão.

2. Quais os principais erros cometidos na gestão de empresas familiares?


Como ocorre na maioria das empresas familiares, postos chave são ocupados por
parentes do empresário, uma vez que teoricamente, estes profissionais são de
maior confiança. Isso nem sempre é verdade. Afinal, os interesses dos membros da
família podem trombar com os interesses da empresa e esta poderá ser prejudicada
pelas decisões tomadas. São conhecidos diversos casos em que a confiança
depositada nos parentes foi excessiva e a empresa pagou por isso.
Outras vezes é o próprio dono o causador do problema, principalmente quando se
confundem as finanças dele com as da empresa. Isso pode gerar sérios problemas
ao fluxo de caixa e ao capital de giro dela.

3. O que deve ser evitado na gestão em família de uma empresa?


Principalmente a falta de profissionalismo. Uma empresa familiar deve ser gerida
como qualquer outra, com direitos e deveres dos indivíduos que atuam nela.
Infelizmente, muitos familiares não percebem esta distinção e confundem as
relações dentro da empresa com as relações familiares existentes entre os
indivíduos. Isso é um grande erro.
Os colaboradores de uma empresa devem ser avaliados e premiados por suas
realizações, seus méritos e não pelas relações de parentesco existentes. Não é
porque alguém é filho do diretor que tem de ocupar um cargo do qual não seja
merecedor. Se quer que ele ocupe tal posição, o gestor deve prepará-lo
adequadamente para isso, exigindo dele as mesmas atitudes e competências de
qualquer outro profissional não aparentado.

4. Quais os pontos fortes e pontos fracos de empresas familiares em relação as


demais?
Um dos maiores pontos fortes está justamente na cultura organizacional. Quando
bem geridas, as empresas familiares podem ser mais ágeis que as demais no
quesito tomada de decisões. Isso numa economia globalizada faz muita diferença.
Outro ponto forte, é que a estrutura administrativa e operacional nessas empresas
tende a ser enxuta. Mas para isso ser bem aproveitado, o profissionalismo deve
imperar na gestão da empresa.
Os pontos fracos, além dos citados nas questões anteriores, esbarram
principalmente em planejamento para médio e longo prazo insuficientes ou
inexistentes. Feeling é bom para a tomada de decisões, mas jamais deve substituir
um bom planejamento.
5. Quais os passos que devem ser tomados no momento em que a família decide
tocar um negócio (dividir funções, estabelecer o pagamento de cada funcionário)?
A decisão de tocar um negócio deve ser muito bem planejada.
A maioria dos novos empreendedores é negligente no que diz respeito às atividades
que devem ser realizadas sempre antes da abertura do negócio, seja ele familiar ou
não.
A título de ilustração, cito os 10 passos do que precisa ser lembrado antes de abrir
uma empresa, que extrai de meu livro Falir Jamais:
1º - Você tem as características necessárias para ser um empreendedor?
2º - Sua empresa não será o centro do Universo. Seus clientes o serão. Eis
seus novos “chefes”. Terá de mantê-los felizes se quiser continuar “vivo”. Está
preparado para isso?
3º - Sua empresa produzirá algo. Será que os clientes quererão comprá-lo?
Se sim, a que preço? Há clientes em quantidade suficiente para viabilizar seu
negócio? Você terá como fazer seus custos serem menores do que o preço de
venda?
4º - Há capital próprio para abrir a empresa, ou terá de recorrer a terceiros
(bancos, financiadores)? Se recorrer a eles, quando e como conseguirá pagá-los?
5º - Pessoas trabalharão na empresa. Suas competências (o que eles sabem
fazer) serão sempre as melhores para o negócio? Como mantê-los na empresa?
6º - Quem são seus potenciais concorrentes? Conheça tudo que puder sobre
eles e determine seus pontos fortes e fracos.
7º - Quem serão seus fornecedores? Poderá confiar neles?
8º - Terá acesso a todas as informações necessárias para se manter
funcionando?
9º - Há legislação que afete especificamente seu negócio? É importante
saber de antemão.
10º - O que sua empresa fará no futuro?

Após tomar esses “cuidados iniciais”, a família já terá entendido que não é para
colocar os parentes nos cargos que mais aprazam a estes, mas sim que suas
competências pessoais devem se adequar às necessidades do negócio, e se não as
possuem, que tratem de obtê-las ou deixem a posição para alguém melhor
preparado.
Quanto ao pagamento de funcionários, a família deve ter em mente que o dinheiro
do salário não é fator motivador. Receber menos que o mercado para uma função
similar é: o funcionário se sentirá motivado a mudar de empresa, levando consigo
sua experiência e o conhecimento do negócio que está armazenado nele e que sua
empresa não mais poderá utilizar, deixando-lhe o ônus da contratação e do
treinamento de outro para substituí-lo.

6. A empresa deve ter a preocupação em delimitar o espaço familiar e o espaço do


negócio? Como isso pode ser feito?
Sim, essa é uma preocupação que deve ser resolvida se possível, antes do início da
implantação da empresa. Manter sempre uma comunicação clara e constante com
os envolvidos deixando claro que os papéis de cada um dentro da empresa são
compatíveis com os cargos que eles ocupam e não com a pessoa que eles são
dentro da família.
Cabe ao gestor neste caso, ser ético e consistente em suas declarações. Nada pior
do que dar o mau exemplo e falar uma coisa e fazer outra.

7. Como os conflitos dentro da empresa podem ser gerenciados para evitar


desgastes nas relações pessoais?
A maior riqueza de uma empresa são seus talentos profissionais, familiares ou não.
Quando as relações interpessoais são sempre éticas, os profissionais são avaliados
e premiados através da análise de seu mérito e as comunicações são claras e
consistentes, dificilmente ocorre desgaste nas relações pessoais.
Seguem alguns parágrafos de meu livro anteriormente citado, destinados a ilustrar
esse pensamento:
Mantenha os profissionais motivados. Elogie sem medo. Reconheça e/ou premie
suas boas idéias. Estabeleça um plano de carreira para eles.
Treine-os para serem cada vez melhores, incentive-os a aprender sempre.
Faça-os sentir-se em casa, não puna seus conflitos, administre-os fazendo com que
atuem como um time. A competição entre funcionários é salutar até o momento em
que começa a afetar o desempenho da equipe. É aí que um bom líder faz a
diferença, amenizando os conflitos entre os membros e trazendo-os novamente na
direção das metas estabelecidas.
Deixe leve a relação patrão / chefe / empregado, torne-os seus amigos e aliados.
Dê-lhes novos desafios e responsabilidades. Utilize-os sempre que possível na
gestão da empresa – deixe claro que ela é muito importante para todos e que, se
for prejudicada, todos perderão. A participação deles na empresa deve ser sempre
estimulada. Isso os fará vestir a camisa.