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CURSO DE ANÁLISE QUALITATIVA E ESCRITA ETNOGRÁFICA

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Professora Susana Durão - Departamento de Antropologia, IFCH, UNICAMP
Abril de 2019

Universidade Estadual do CEARÁ


Curso de Pós-Graduação em Sociologia

Curso de Metdologias
ANÁLISE QUALITATIVA E ESCRITA ETNOGRÁFICA

Professora Susana Durão - Departamento de Antropologia, Instituto de Filosofia e


Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas-UNICAMP, São Paulo
Abril 2019, Universidade Estadual do Ceará-UECE
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
30 horas de formação

Proposta e ementa:

Neste curso iremos discutir sobre os fundamentos do trabalho de campo, a produção


de análise de dados qualitativos e sobre a importâncoa de realizar descrições
etnográficas válidas. Algumas ferramentas foram originalmente criadas pela mão dos
antropólogos sociais e culturais, tais como a observação participante, a realização de
entrevistas longas e a recolha de materiais variados para a descrição e análise de
fenômenos e questões contemporâneas. Embora hoje estas estejam amplamente
difundidas, muito raramente são discutidos os procedimentos, as práticas da
pesquisa e a maneira como manipulamos as fontes que construímos.

Tentando colmatar essa falha, neste curso será feita uma aproximação às
perspectivas de construção de conhecimento etnográfico e discussão dos seus
principais instrumentos metodológicos de forma compreensiva. Uma vez que se trata
de um curso intensivo de 20 horas (com cinco sessões) proponho uma reflexão em
torno de quatro eixos: i) enquadramentos da etnografia, ii) etnografando realidades
próximas, iii) instrumentos do trabalho de campo, iv) descrição e análise. Foi feita
uma seleção bibliográfica de modo a proporcionar uma discussão aprofundada em
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cada eixo. Deste modo, os alunos inscritos poderão usufruir de um conjunto de


textos relativamente extenso e complexo sobre metodologias etnográficas. Os
sublinhados serão de leitura obrigatória e os restantes de leitura complementar.

Sessão 1> Enquadramentos teóricos e históricos da etnografia


Objetivo: Nesta parte iremos discutir a importância da construção de um argumento
qualitativo e empiricamente fundamentado; a virada hermenêutica; a tendência para
a reflexividade nas ciências sociais; as especificidades da teoria etnográfica. Iremos
demonstrar como saber descrever é tão fundamental quanto analisar; discutir a
importância de estabelecer relações de confiança e de longa duração com
informantes privilegiados.

Bibliografia:
1. Leach, Edmund. 1974 (1971). Repensando a Antropologia. São Paulo: Editora
Perspectiva. Pp. 13-52.
1. Geertz, Clifford. 1989 (1973) Uma descrição densa: Por uma teoria interpretativa
da cultura, in A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC.
2. Van Maanen, John. 2010 (1980). Tales of the Field. On Writing Ethnogrphy.
Chicago, Londres: University of Chicgo Press.
3. Peirano, Mariza. 1991. Uma Antropologia no Plural. Três experiências
contemporâneas. Brasília: Editora UNB.
4. Davies, Charlotte Aull. 1999. Reflexive Ethnography. A guide to research selves and
others. Londres, NY: Routledge.
5. Pina-Cabral, Joao. 2018. What is Ethnographic Theory? A response to EASA NET.
https://networkofethnographictheory.wordpress.com/guest-posts/
6. Biehl, João & Peter Locke. 2017. “Introduction: Ethnographic Sensorium”.
In_______, Unifinished. The anthropology of becoming. Durham: Duke University
Press.
7. Casagrande, Joseph B. 1960. In the Company of Man. Twenty Portraits of
Anthropological Informants. New York, London: Harper Torchbooks.
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8. Durão, Susana. 2018. “Intimidades na pesquisa etnográfica: a diferença da


antropologia”. In: Durão, Susana e Isadora Lins França (eds). Pensar com Método. pp:
199-216. Rio de Janeiro: Ed. Papéis Selvagens.

Sessão 2> Etnografando realidades próximas


Objetivo: Os cientistas sociais no Brasil tendem a estudar realidades urbanas e
institucionais que lhes são familiares e onde frequentemente estão socialmente
inseridos. No entanto, a perspectiva clássica da antropologia fundamentou-se no
distanciamento geográfico, cultural e social do antropólogo em relação aos lugares e
comunidades estudados. Como produzir etnografias válidas e olhares originais a
partir do que nos é próximo? Vamos discutir sobre como etnografar o “familiar”;
conceitos analíticos para perspectivar o urbano; a questão das escalas e situação na
construção dos objetos de pesquisa; o local, o multi-situado e o global na etnografia.

Bibliografia:
1. Velho, Gilberto. 1981. “Observando o familiar” in_________, Indivíduo e Cultura.
Rio de Janeiro: Zahar.
2. Agier, Michel. 2011. “Os saberes urbanos da antropologia” In: ______.
Antropologia da cidade: lugares, situações, movimentos. São Paulo: Terceiro Nome.
pp. 59-88.
3. Pétonnet, Colette. 1982. “L'Observation flottante. L'exemple d'un cimetière
parisien”. L'Homme, tome 22 nº 4. Etudes d'anthropologie urbaine. pp. 37-47.
4. Burawoy, Michael. 2009. The Extended Case Method. Four Countries, Four
Decades, Four Great Transformations and One Theoretical Tradition. Berkeley, LA:
University of California Press.

5. Marcus, Georges. 1995. “Ethnography in/of the World System: The Emergence of
Multi-Sited Ethnography”. Annual Review of Anthropology, Vol. 24: 95-117.

Sessão 3> Instrumentos do trabalho de campo etnográfico I


Objetivo: Serão descritos os principais instrumentos usados para construir
conhecimento etnográfico. Será realizada uma discussão sobre observação
participante e construção de cadernos e diários de campo, sobre como fixar a
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informação fluida, observada e falada, tendo como recurso exemplos concretos da


pesquisa entre comunidades profissionais de policiais.

Bibliografia:
1. Bronislaw Malinowski, 1997 (1967). Um diário no sentido estrito do termo. Rio de
Janeiro: Ed. Record.
2. Clifford Geertz, “El yotestifical. Los hijos de Malinowski”. In______. El antropologo
como autor, Barcelona: Paidos, 1989.
3. Becker, Howard, 1993, Métodos de pesquisa em ciências sociais. Ed. Hucitec. Cap:
Problemas de inferência e prova na observação participante. Cap: Evidências do
Trabalho de Campo.
4. Schwartzman, Helen B., 1993. Ethnography in Organizations. London: New Delhi:
Sage.
5. Davies, Charlotte Aull. 1999. Reflexive Ethnography. A guide to research selves and
others. Londres, NY: Routledge.

Sessão 4> Instrumentos do trabalho de campo etnográfico II


Objetivo: Serão descritos os instrumentos complementares usados para construir
conhecimento etnográfico. Serão explorados os benefícios e limites da recolha de
dados por via de entrevistas longas e histórias de vida na pesquisa qualitativa.

Bibliografia:
1. Atkinson, Robert. 1998. The life story interview. London: New Delhi: Sage.
2. Rosana Guber: "La entrevista etnográfica" o “el arte de la no directividad”.
3. Bourdieu, Pierre, 1996, “Usos e abusos da história oral”. In Ferreira, Marieta e
Janaína Amado. Usos e abusos da história oral. Fundação Getúlio Vargas.
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Sessão 5> Descrição e análise de dados


Objetivo: Esta sessão tem como foco detalhar a questão da análise, descrição
etnográfica, os públicos deste tipo de textos complexos, as potencialidades críticas,
políticas e públicas das monografias etnográficas; serão apresentadas estratégias
para escrever e manter a atividade e dinâmica da escrita científica.

Bibliografia:
1. Durão, Susana. 2017. “Detention: Police discretion revisited”, in Didier Fassin (Ed.),
Writing the World of Policing. The Difference Ethnography Makes. pp. 225-255.
London & Chicago: Chicago University Press.
2. Bourdieu, Pierre. 2006. “O camponês e seu corpo”. Revista de Sociologia Política
Nº 26: 139-141 JUN.

3. Richardson, Laurel. 1990. Writing Strategies. Reaching diverse audiences. London,


New Delhi: Sage.
4. Wolcott, Harry. 1990. Writing up qualitative research. London, New Delhi: Sage.
5. Fassin, Didier. 2013. “Why Ethnography Matters: On Anthropology and Its Publics”,
Cultural Anthropology. Vol. 28, Issue 4, pp. 621–646.
6. Ortner, Sherry B. 2016. “Dark anthropology and its others Theory since the
eighties”, Hau: Journal of Ethnographic Theory 6 (1): 47–53.
7. Appadurai, Arjun. 2016. “Moodswings in the anthropology of the emerging
future”. Hau: Journal of Ethnographic Theory 6 (2): 1–4.

Sessão 6> Apresentação e discussão dos trabalhos


Avaliação:
Proponho aos alunos que a partir das discussões desenvolvidas nas primeiras quatro
sessões façam um debate temático e metodológico das suas pesquisas pessoais, com
apresentação do seu caso à turma. Para tal deverão escolher um dos temas e textos
das sessões para descrever e debater a construção do seu estudo de caso.
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Esperamos assim que o curso tenha o efeito prático de, a curto prazo, apoiar o
desenvolvimento das pesquisas individuais em curso e que, a médio e longo prazo,
fortaleça a formação em métodos de cada participante.

UECE - Calendário das aulas:


SEMANA 1 = 15 HS/AULA
3 (quarta) - 14 às 18hs (4)
4 (quinta) - 8 às 12; 14 às 17hs (7)
5 (sexta) - 8 às 12 hs (4)

SEMANA 2 = 15 HS/AULA
9 (terça) - 8 às 12hs (4)
10 (quarta) - 14 às 18 hs (4)
11 (quinta) - 8 às 12; 14 às 17hs (7)