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A fidelidade de Jesus Cristo; Fp 2.

5-8
“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em
Cristo Jesus” Fp 2.5
VERDADE APLICADA;
A fidelidade é uma característica requerida àqueles que almejam viver a eternidade
com Jesus.
INTRODUÇÃO;
A maneira de viver que Jesus partilhou com os que estavam à Sua volta foi
suficiente para influenciar as demais gerações que sucederam depois dEle (Tg 1.18).
Mesmo ainda jovem, ocupou a Sua mente e Seu tempo em cumprir estritamente os
propósitos do Pai que O enviou para uma obra incomparável (Lc 2.52).
1. A fidelidade de Jesus Cristo ao Pai
Os passos do Mestre neste mundo foram marcados pela maneira fiel com que se
relacionou com o Altíssimo. Na Sua particularidade, mesmo sendo a segunda
pessoa da trindade divina (Lc 3.22), procurou portar-se com afinco na missão de
desenvolver o caminho de salvação através da Sua morte na cruz (Fp 2.8) e
ressurreição do túmulo (Mt 28.5, 6). Sendo a fiel testemunha (Ap 1.5) e
primogênito dos mortos (1Co 15.20), mudou a história de todos aqueles que não
tinham mais esperança de vida eterna (1Jo 1.2; 5.11).
1.1 Na encarnação de Cristo
O plano de salvação da humanidade incluía a vinda de Cristo a este mundo como
homem, nascido de mulher, conforme profetizado pelos profetas (Is 7.14; Mq 5.2),
cumprindo todas as exigências legais ordenadas pela Lei mosaica que requeria um
sacrifício perfeito (Hb 9.11, 12; Gl 4.4) para que validasse a salvação de todos os
homens. Sua concepção, nascimento e encarnação obedeceram criteriosamente aos
propósitos de Deus prescritos na lei: homem perfeito, nascido de uma virgem pura,
sem pecado algum (Jo 1.1, 14).
1.2 Em comunicar a verdade do Pai

A sociedade na qual Jesus desenvolveu o Seu ministério trazia em mente a


influência da filosofia grega na cultura dos povos. Isso fica evidente na pergunta
cética de Pilatos para Jesus acerca do que é a verdade (Jo 18.37, 38). Consta no
evangelho de João que a Lei foi dada por Moisés, enquanto a graça e a verdade
vieram por meio de Cristo (Jo 1.17). Ainda assim, os grupos religiosos da época, que
detinham o conhecimento, interpretação e ensino da Lei em Israel (Lc 5.17),
sentiam dificuldade em abandonar as verdades humanas para reconhecer a verdade
eterna encarnada em Jesus como o Messias prometido (Jo 4.25). Nesse contexto de
vida é que Jesus verbaliza Seus diálogos e exposições dos ensinos divino, como
aquele que traz e comunica a doutrina do Pai (Jo 7.16; Jo 14.14) a todos os povos,
tribos e nações.

1.3 Em submeter-se à vontade do Pai

A submissão de Jesus em concretizar o plano de salvação designado por Deus


implicou-O a tornar-se humano. Isso condicionou-O a conviver com pessoas
influenciadas pelo cumprimento da vontade romana em manter o domínio cultural
e territorial de seus súditos. Em relação à humanidade, o propósito de Deus era que
alguém que fosse perfeito assumisse a culpa pelos pecados de todas as gerações (Is
53.3-7; 1Co 13.10), uma vez que o homem carrega em seu sangue o “vírus” da
desobediência, o pecado original (Rm 5.12). Por isso, Jesus submeteu-se à vontade
do Pai, carregando sobre Si mesmo os pecados da humanidade para que pudesse
redimi-la e reconciliá-la com o Pai. Dessa forma, Jesus foi enviado
voluntariamente, como um sacrifício perfeito, imaculado, realizando um ato de
expiação na cruz, reconciliando o homem com o criador (2Co 5.18, 19).

2. A fidelidade de Jesus Cristo à Sua missão

A encarnação do Filho do Homem entre nós teve como objetivo principal expiar os
pecados da humanidade na cruz, reconciliando os pecadores e salvando todos os
que haviam se perdido (Jo 1.14). Portanto, enfatizaremos a seguir o teor da
fidelidade de Jesus no cumprimento dessa incumbência intransferível.

2.1 Expiar os pecados

A humanidade carece de salvação devido à incontestável realidade do pecado que a


tem contaminado, manchado e afastado de Deus, conforme declarou o apóstolo
Paulo (Rm 3.23). A natureza humana estava corrompida, degenerada e
completamente fora do plano do Criador, daí a necessidade de se preparar uma
solução permanente que correspondesse aos requisitos da justiça e do juízo divino.
Ao enviar Seu filho para realizar a obra expiatória na cruz (Fp 2.8), Deus preparou o
sacrifício perfeito (Hb 7.26), o advogado fiel (1Jo 2.1), o caminho reto pelo qual
todos os que creem em Seu nome possam ser reconciliados.

2.2 Reconciliar os pecadores

A comunhão no relacionamento entre Deus e o homem foi interrompida desde que


o pecado foi concebido pelo primeiro casal no Éden, onde se fizeram inimigos de
Deus (Cl 1.21). Mas, o amor que Deus tem pelas Suas criaturas é imensurável (Jo
3.16), capaz de ir ao encontro do homem caído e restabelecer a paz (Is 9.6),
reconciliando-o consigo mesmo através da morte vicária de Cristo (2Co 5.18) e
removendo o abismo de separação criado pelo pecado (Is 59.2). Portanto, Jesus é o
mediador do melhor concerto, consumado na Cruz por um alto preço
independentemente de nós, e que oferece melhores promessas (Hb 8.6) aos
pecadores reconciliados porque Ele nos amou primeiro (1Jo 4.19).

2.3 Salvar os perdidos

O ato de expiação na cruz proporcionou a libertação do pecado e seu poder


destrutivo a todos os que creem no nome de Jesus (Lc 19.10), assim também como à
descendência de Abraão (Mt 1.21). Vivificados em Cristo, todos aqueles que são
alcançados pela graça experimentam a novidade de vida ensinada e promovida
diariamente pelo agir do Espírito Santo (Ef 2.5). Assim, o Bom Pastor que deu Sua
vida pelas ovelhas (Jo 10.11) direciona Seu olhar desde o céu a percorrer os campos,
desertos e vales à procura da ovelha que se perdeu pelo caminho do engano (Mt
18.12) no decorrer das gerações. Nenhum daqueles que o Pai deu a Cristo, exceto o
filho da perdição, se perdeu enquanto Jesus cumpria fielmente Seu ministério aqui
na Terra, porque o Mestre os guardava (Jo 17.12).

3. A fidelidade de Jesus Cristo à Sua Igreja


A Igreja é a única organização instituída por Jesus para representá-lo na Terra. É
um organismo vivo e ativo para agir no mundo como corpo de Cristo, reunindo
pessoas de todas as classes sociais, etnias e culturas (1Co 12.13), revelando os
propósitos divinos e as verdades das Escrituras, apregoando o amor de Jesus e Seu
ministério salvífico.

3.1 Revestindo a Igreja com poder

O revestimento de poder se deu inicialmente quando Jesus Cristo ordenou a seus


discípulos que permanecessem em Jerusalém para que recebessem a virtude do
Espírito Santo (At 1.8). A partir de então, toda a Igreja recebeu esse poder que lhe
torna capaz de pregar, testemunhar e anunciar o Reino de Deus, e leva o crente a
defender dinamicamente a fé que uma vez lhe foi entregue (Jd 3). Necessitamos de
qualificações espirituais para servir o Mestre e Sua obra para qual fomos chamados.
O apóstolo Paulo descreve que os dons do Espírito Santo são dispensados àqueles
que propõem em sua mente viver para Deus e vencer o pecado a cada dia (1Co 12).
Assim, o poder de Deus dispensado a Sua Igreja sempre terá como alvo o
aperfeiçoamento e fortalecimento daqueles que aceitaram o desafio de seguir o
Cordeiro em comunhão e fidelidade a Seus mandamentos (Mc 16.15-18).

3.2 Preservando a Sua Igreja

A Igreja Cristã é perseguida desde seu início em Jerusalém. Entretanto ela é


fundamentada em Cristo e por isso é capaz de suportar as tempestades que se
levantam contra ela (Mt 16.18). Jamais os representantes políticos e movimentos
socioculturais de uma nação poderão inserir normas que venham desfazer a Igreja
que está pautada na Palavra de Deus (Cl 3.16). A igreja gloriosa, invisível e
inumerável de Jesus está muito além das paredes de tijolos feitas por mãos
humanas, pois a sua posição não é alcançada pelo homem natural (1Co 2.14) e sim
espiritual.

3.3 A certeza da Sua presença

A noiva do Cordeiro tem a alegria de contar com a companhia fiel e ininterrupta de


seu noivo mesmo antes do casamento, uma vez que Cristo é Onisciente, Onipotente
e Onipresente (Jr 23.24). Pois a fidelidade de Jesus transcende o nosso
entendimento e mesmo que Sua Igreja possa se sentir fragilizada diante dos
obstáculos, não está só. O apóstolo Paulo, ao escrever a Igreja que estava em
Corinto (1Co 6.19), lembrou os de que cada crente é habitação do Espírito Santo,
dessa forma somos ensinados como proceder em todos os instantes de nossa vida
cristã.

CONCLUSÃO

A fidelidade de Jesus está pautada no compromisso com o Pai de se oferecer para


vir ao mundo, de levar ao Calvário os pecados da humanidade, ser fiel ao cumprir
Sua missão e apresentar ao mundo a certeza de Seu amor incondicional para com
Sua Igreja amada.