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AVALIAÇÃO DE CULTIVARES DE MANDIOCA TIPO MESA,

CULTIVADAS SEM DEFICT HIDRICO, NO MUNICIPIO DE


ARAPIRACA – AL

Antonio Dias Santiago1, Walane Maria Pereira de Mello1, Cícero Luiz Calazans de
Lima2, Gilcineia ???
1
Pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Caixa Postal, 57??????, Maceió, AL. E-
mail: antonio.santiago@embrapa.br; walane.ivo@embrapa.br
2
Professor da UFAL
3
Aluna Mestrado UFAL

Introdução

Cultivada em todas as regiões brasileiras, a mandioca, constitui importante


componente da dieta alimentar principalmente, na forma de farinhas e in natura,
especialmente nas regiões Nordeste e Norte, e, na produção de fécula na Região Sudeste.Há
de ser destacado o aumento da demanda por mandioca tipo mesa, tanto pelo seu consumo
como petiscos como pelo seu aproveitamento nas industrias de alimentos em substituição a
outras fontes amiláceas.

Em Alagoas a cultura que é difundida em todo o Estado, concentrando na região


Agreste, com aproximadamente, 58% da produção total, tendo nas farinheiras o maior
consumidor de raízes. Verifica-se nos últimos anos demanda crescente pela mandioca tipo
mesa utilizada no consumo “in natura” ou pela indústria de processamento de alimentos,
tornando assim, um excelente nicho de negocio para pequenos produtores de mandioca.
Esse segmento busca matéria prima de qualidade e regularidade de oferta durante todo o
ano. Essa demanda foi apresentada por representantes do setor em reuniões do Arranjo
Produtivo Local do Agreste que abrange 14 municípios. Em 2012, segundo o IBGE, a
cultura foi plantada em 32.135 ha com produtividade média de 15.410 t/ha, superior a média
brasileira que foi de 13.743 t/ha.http://www.sidra.ibge.gov.br/bda/

O objetivo deste trabalho foi avaliar 10 variedades de mandioca tipo mesa


cultivadas sem déficithídrico no município de Arapiraca – AL.
Material e Métodos

No ano agrícola, 2009-2010foi conduzido o ensaio de ensaios de mandioca tipo


mesa em área de produtor de mandioca localizada no entorno da “barragem da bananeira”,
9° 45‟ 09‟‟S e 36° 38‟ 48‟‟W, a 264 m de altitude, em latossolo vermelho amarelo
distrófico (Embrapa 1999),município de Arapiraca- AL. A região Agreste, em termos de
precipitação é caracterizada por longo período seco entre os meses de setembro a março.
Os ensaios foram instalados em área de pequeno produtor rural tendo como
tratamentos 10 genótipos de mandioca tipo mesa introduzidos na região além da cultivar
mais difundida na região denominada “Rosinha”.
Após preparo convencional do solo foi realizada adubação de acordo com sugestão
da análise de solo. As manivas com 20 cm de tamanho foram colocadas em sulcos com
aproximadamente 10 cm de profundidade e feitos os tratos culturais necessários para o bom
desenvolvimento da cultura a exemplo de adução em cobertura e eliminação das plantas
invasoras. Foram realizadas 03 colheitas em função dos meses após o plantio das manivas
(MAP): 09 10 e 11 meses
Foram avaliados os seguintes componentes de produção: produtividades de raízes e
teor de amido, e o tempo necessário para o cozimento também denominado de grau de
cocção que é definido como o tempo necessário para que pedaços de mandioca quando
colocados na água em ebulição amoleçam e ficam aptos para o consumo (verificar se copiei
da Marney). O teor de amido foi determinado pelo método da balança hidrostática segundo
Grossman e Freitas, 1950, e o grau de cocção determinado em 03 pedaços de cada
tratamento com aproximadamente 100 g são colocados em volume de 1,0 litro água
fervendo, sendo essa quantidade suficiente para manter as amostras submersas.
Utilizou-se o delineamento de blocos ao acaso com três repetições, sendo que os
dados dos componentes de produção estudados foram submetidos a analise de variância
(Assistat) e suas médias comparadas pelo teste de Tukey.

Resultados e Discussão

Na tabela 1 são apresentadas as médias de produção de raízes eteores de amido,


onde pode ser observado que quando a colheita ocorreu aos 09 MAP a produtividade média
foi de 23,36 Mg. ha-1superior a média da região de 18,0 Mg.ha-1segundo informações de
produtores e técnicos da extensão rural. As maiores produtividades foram dos tratamentos
Saracura, Boa Mesa Claro e Desconhecida, com médias superiores a 25 Mg. ha-1 ,, embora
só sendo observada diferença significativa para o tratamento Rosa. Aos 10 e 11 MAP
observou-se aumento na produção em todos os tratamentos, com relação à primeira colheita,
tendo os genótipos Saracura, Mineiro, Dona Diva, e Boa Mesa Claro, apresentado
produtividades acima de 30 Mg. ha-1, sem contudo diferirem estatisticamente da Rosinha
que apresentou em torno de 29,00 Mg.ha-1. Com respeito ao teor de amido verificou-se
diferenças entre os tratamentos, embora nenhum valor apresentou teores acima de 30% que
segundo Conceição (1979), é considerado ótimo.

Característica importante a ser considerada em se tratando de indicação de genótipos


tipo mesa o tempo de cozimento é considerado satisfatório se for menor que 30 minutos,
segundo Vilpoux e Cereda, 2002. Neste sentido, o genótipo Boa Mesa Claro foi o único que
apresentou valores não adequados nas duas primeiras colheitas. Após o cozimento suas
raízes apresentaram aspectos indesejáveis razão pela qual não foi selecionada para o ensaio
da safra 2010-2011. A testemunha Rosinha, quando colhida aos 10 e 11 MAP, apresentou o
menor tempo de cozimento quando congelada. (Tabela 2).

Dos materiais estudados somente a Dona Diva apresenta apelícula lisa, as demais
rugosa. O córtex apresenta as seguintes cores: Branca (Desconhecida,Dona Diva, Boa Mesa
Clara, e Mineiro); Rosa (Rosinha, 1722, Rosa e Manteiga), e Creme a cultivar Saracura –
Quanto à cor da polpa cozida as raízes foram classificadas como: Branca (–Desconhecida,
Rosa, Dona Diva, Rosinha, Manteiga e Saracura); Amarela – (1692, 1722 e Mineiro) e
Creme o tratamento Boa Mesa Claro.
Tabela1Médias, teste F e coeficiente de variação para as características: Produção de Raízes
(PR) e Teores de Amido (TA) para cultivares de mandioca tipo mesa colhidas em diferentes
épocas de colheita (EC):09, 10 e 11meses após plantio. (MAP) Arapiraca (Laranjal). Ano
agrícola 2009/2010.

EC 09 MAP 10 MAPs 11 MAP


Características
PR (Mg ha -1)
) TA (%) PR (Mg ha ) TA (%)
-1)
PR (Mg ha -1)
) TA (%)
Cultivares
1692 20.84 ab 21.63 c 23.89 ab 21.48 cd 23.34 a 24.92 c
1722 18.47 ab 24.07 abc 20.84 b 19.83 d 25.28 a 25.11 c
B. M. Claro 29.31 a 26.89 a 30.84 ab 26.61 ab 43.34 a 26.61 abc
Desconhecida 25.14 ab 26.89 a 28.61 ab 24.35 abc 32.78 a 25.95 bc
Dona Diva 22.92 ab 26.61 ab 37.50 a 26.33 ab 31.95 a 27.74 abc
Manteiga 23.06 ab 22.85 bc 27.22 ab 23.32 bcd 25.84 a 25.86 bc
Mineiro 28.06 ab 26.52 ab 32.23 ab 24.82 abc 28.61 a 26.42 bc
Rosa 13.89 b 27.74 a 17.92 b 27.64 a 20.00 a 29.89 a
Rosinha 22.23 ab 27.83 a 28.89 ab 25.39 ab 29.17 a 27.74 abc
Saracura 29.72 a 27.74 a 38.056 a 26.80 ab 32.23 a 28.77 ab
F 2.81 * 8.68 ** 4.69 ** 12.12 ** 1.79 ns 5.58 **
Média 23.36 25.87 28.59 24.66 29.25 26.90
CV% 21.99 5.04 18.30 5.03 28.57 4.39
ns
não significativo ao nível de 5% de probabilidade pelo teste F. * significativo ao nível de 5%
de probabilidade pelo teste F. .Médias seguidas pelas mesmas letras nas colunas não diferem
entre si em nível de 5% pelo teste de Tukey.

Tabela2. Tempo de cozimento (mim) das cultivares de mandioca tipo mesa in natura e
congeladas por30 dias nas diferentes épocas de colheita. Arapiraca. 2009-2010.

Cultivares Tempo de cozimento (min)


Épocas de Colheita
09 MAP 10 MAP 11 MAP
In natura Congelada In natura Congelada In natura Congelada

Desconhecida 23,03 25,04. 24,53 22,31 20,09 19,45


1692 23,50 26,14 22,50 21,09 22,42 20,59
Rosa 19,00 17,39 17,05 18,52 22,54 23,03
Dona Diva 20,00 20,04 23,56 21,06 20,07 17,53
Rosinha 20,06 22,50 23,02 16,38 20,15 16,55
1722 28,50 22,17 22,13 22,16 20,52 18,49
Boa M. Claro 35,00 35,10 36,25 22,19 25,04 23,06
Mineiro 25,00 26,36 24,26 22,25 24,14 27,34
Manteiga 22,22 21,54 24,43 21,36 21,41 20,23
Saracura 19,42 22,18 18,41 21,07 20,22 20,00
Conclusões

Os genótipos “Desconhecida”, “Saracura”, “Mineiro” e “Dona Diva”, apresentaram boa


adaptabilidade nas condições do presente trabalho em termos de produtividade de raízes,
teor de amido além de bons tempo de cocção. Estes materiais apresentam condições para
substituírem a cultivar “Rosinha” O tratamento Boa Mesa Claro não se comportou como
material tipo mesa e sim como indústria.

Agradecimentos

Os autores agradecem ao assistente da Embrapa Tabuleiros Costeiros Antônio de


Souza Vieira.

Referências ( revisar geral)


CONCEIÇÃO, A.J. da. A mandioca. Cruz das Almas: UFBA/Embrapa/BNB/Brascan.
Nordeste, 1979. 382p.

GROSSMAN, J., FREITAS, A.C. Determinação do teor de matéria seca pelo peso
específico em mandioca. Revista Agronômica, v.14, n. 160/162, p.75-80, 1950.

EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA - EMBRAPA.


Sistema Brasileirode Classificação de Solo.Centro Nacional de Pesquisa de Solo. (Rio de
Janeiro, RJ) Brasília: Embrapa Produção e Informação; Rio de Janeiro: CNPS, 412 p, 1999.

FAO,2011. (acessado em 01 de agosto de 2013


(http://faostat3.fao.org/home/index_es.html?locale

VILPOUX, O.; CEREDA, M.P. Processamento de raízes e tubérculos para uso culinário
minimamente processadas, pré cozidas, congeladas e fritas (french-fries). In: CEREDA,
M.P., VILPOUX, O. (Coord.). Tecnologias, usos e potencialidades de tuberosas, amiláceas
latino americanas. SãoPaulo (Série culturasde tuberosas amiláceas latino americanas, 3).

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