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Anais do CONCISTEC'14 5º Congresso Científico da Semana Tecnológica – IFSP

© 2014, copyright by IFSP 20-24 de outubro de 2014, Bragança Paulista, SP, Brasil

RISCO DE INCÊNDIO, CAUSAS, PREVENÇÕES E CUIDADOS

Gabriella Maria Back Bebiano Montini, gabimontini@hotmail.com


Marcone Susumo Gomazako, gomazako@hotmail.com
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – IFSP/São Paulo, Rua Pedro Vicente, 625, Canindé, São Paulo –
SP, CEP: 01109-010.

RESUMO. Após a tragédia na boate Kiss, em janeiro do ano passado, que matou centenas de estudantes universitários,
o tema do artigo se mostrou relevante para a sociedade como um todo. Muito começou a ser discutido para que outras
tragédias não voltem a acontecer. O tema foi então escolhido para disseminar conhecimento sobre o assunto,
principalmente a teoria e normas utilizadas no Estado de São Paulo. É apresentado também um estudo de caso,
realizado no bloco H do campus São Paulo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo
(IFSP), para exemplificar o descaso com a segurança em ambientes públicos, que nem sempre têm a devida atenção dos
responsáveis e não sofrem vistorias periódicas. É importante que a sociedade consiga identificar um ambiente seguro e
com os devidos equipamentos de segurança contra incêndio para que ela possa exigir dos responsáveis a segurança e
integridade do local.

Palavras-chave: Incêndio. Risco. Prevenção. Cuidado.

1. INTRODUÇÃO

Um incêndio pode começar por vários motivos, desde sobrecarga na rede elétrica (Edifício Andraus – 1972 em SP)
até por motivo de vingança (Gran Circus Norte Americano – 1961 no RJ). No Brasil, os maiores casos de incêndio
serviram como alerta para mudanças nas legislações vigentes sobre segurança contra incêndio.
Na época da tragédia no edifício Joelma em São Paulo (1974), voltou-se a discutir as normas sobre segurança contra
incêndio, que estavam muito desatualizadas. Uma semana após o acontecimento, a prefeitura de São Paulo editou o
Decreto Municipal nº 10.878 que “institui normas especiais para a segurança dos edifícios a serem observadas na
elaboração do projeto, na execução, bem como no equipamento e dispõe ainda sobre sua aplicação em caráter
prioritário” e foram incorporadas a Lei n°8266 de 1975 e um novo código de edificações para o município de São
Paulo.
Mas infelizmente, quando não há estudo continuo e preocupação sobre o tema, outras tragédias acontecem. Em
janeiro de 2013, o incêndio na boate Kiss matou mais de 200 estudantes universitários em Santa Maria, RS. O fogo
começou com uma faísca de um artefato pirotécnico usado pelo vocalista da banda Gurizada Fandangueira, como o teto
era forrado por uma espuma de isolamento acústico inflamável e tóxica, a fumaça e o fogo se espalharam rapidamente
pela boate. Estima-se que naquela noite havia entre 500 e 1000 pessoas, além da superlotação, o local só tinha uma
saída, que inicialmente foi bloqueada pelos seguranças que não sabiam do incêndio. Muitos corpos foram achados nos
banheiros, pois na tentativa de fugir, a porta do banheiro se confundia com uma saída de emergência. Essa edificação
mostra várias irregularidades, a começar pelo uso de isolamento acústico tóxico e inflamável, nela só existia uma
entrada/saída e não havia sinalização de emergência ou equipamentos de segurança contra incêndio ideais para aquele
tipo de edificação.
As características do edifício, como o uso, a população fixa e visitante e o revestimento usado são fatores que
influenciam no nível de risco da edificação. O Decreto Estadual nº 56.819/11 classifica vários tipos de edificações pelo
seu uso e define o nível de risco de cada e os equipamentos mínimos de segurança contra incêndio.
Fazer um projeto de proteção eficiente pode salvar muitas vidas e minimizar os danos de um incêndio. Por isso, o
estudo sobre prevenção de incêndio se mostra importante no aspecto de abordar um assunto tão delicado e relevante
para a sociedade como um todo.

2. RISCO DE INCÊNDIO

Um incêndio pode ocorrer em qualquer lugar desde que haja uma situação favorável para o descontrole do fogo. O
“tetraedro” do fogo é constituído pelos quatro elementos necessários para a reação química de combustão, são eles:
Combustível; Comburente; Fonte de calor; e Reação em cadeia.
Combustível é toda substância capaz de queimar, servindo de campo de propagação do fogo. Para efeito prático as
substâncias foram divididas em combustíveis e incombustíveis. Os combustíveis podem estar no estado sólido, liquido e
gasoso.
Comburente é o elemento que reage com o combustível, participando da reação química da combustão. Como
exemplo de comburente, podemos citar o gás cloro e o gás flúor, porém o comburente mais comum é o oxigênio, que é
encontrado na quantidade de aproximadamente 21% na atmosfera. A quantidade de comburente determina o ritmo da
combustão, no caso do oxigênio, a combustão precisa de no mínimo 4% (brasa) e 13% (chamas) e é plena em 21%.
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A fonte de calor fornece a energia de ativação que serve como condição favorável para que haja a reação de
combustão, elevando a temperatura ambiente ou de forma pontual, proporcionando com que o combustível reaja com o
comburente em uma reação exotérmica.
A reação em cadeia é o mecanismo que torna o incêndio auto-sustentável, o calor irradiado das chamas atinge o
combustível e este é decomposto em partículas menores, que se combinam com o oxigênio e queimam, irradiando outra
vez calor para o combustível, formando um ciclo constante.
Como resultado da queima, temos os produtos finais da combustão, os mais comuns são gás carbônico, monóxido
de carbono, fuligem, cinzas, calor, energia luminosa e vapor d’água, dependendo do material combustível.
Portanto um simples descuido com uma bituca de cigarro acesa pode começar um incêndio, porém as principais
causas de incêndio são: Sobrecarga nas instalações elétricas, vazamento de gás, improvisações nas instalações elétricas,
e falta de conservação dos motores elétricos.

3. PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO

Atualmente todas as edificações, exceto as residências uni-familiares, são obrigadas a obter o auto de vistoria do
corpo de bombeiros. Para tanto, são obrigadas a seguir o Decreto Estadual nº 56.819/11 e as instruções técnicas do
corpo de bombeiros (IT), instalando os devidos equipamentos de segurança contra incêndio condizente com o tipo de
edificação e seu risco.
Edificações classificadas como de alto risco precisam do Projeto Técnico (PT) e responsável técnico (engenheiro ou
arquiteto) pela documentação e plantas da edificação para a obtenção do auto de vistoria do corpo dos bombeiros. As
medidas de segurança contra incêndio são mais complexas e a documentação exigida para o PT é detalhada na IT n° 01
– procedimentos administrativos.
Já nas edificações de baixo risco é necessário o Projeto Técnico Simplificado (PTS), onde a apresentação dos
documentos é facilitada. Não se faz essencial um responsável técnico ou apresentação de plantas arquitetônicas. As
medidas de segurança contra incêndio são básicas como, por exemplo, extintores de incêndio, sinalização, rotas de fuga
e luzes de emergência. A documentação e as condições para o PTS estão na IT n° 42.
O projeto de proteção contra incêndio deve levar em conta a população da edificação, seu uso e seu risco. O Decreto
Estadual nº 56.819/11 traz como anexos tabelas que classificam cada edificação pelo seu uso e as medidas mínimas de
proteção contra incêndio e indicando os equipamentos necessários para a segurança dos usuários.

3.1. EXTINTORES DE INCÊNDIO

Extintores de incêndio são equipamentos para extinção e controle no início do incêndio, geralmente cilíndricos e
com diferentes cargas extintoras que devem ser renovadas regularmente de acordo com o fabricante.
Cada situação de foco de incêndio necessita um determinado tipo de extintor. As informações sobre a substância
armazenada e os diferentes usos em caso de incêndio devem estar no rótulo do extintor. Seguem os tipos de extintores
de acordo com sua carga extintora:
 Água pressurizada - extingue o fogo por resfriamento. Utilizada em materiais sólidos como madeira,
 papel, tecidos e borracha (indicado para incêndio classe A) 
 Pó Químico BC (bicarbonato de sódio) - usado para apagar incêndios de líquidos, gases e equipamentos
 elétricos (indicado para incêndios classes B e C) 
 Pó ABC (fosfato monoamônico) - extingue incêndios de sólidos, líquidos, gases e equipamentos eletrizados
 (indicado para incêndios classes A, B e C) 
 Gás Carbônico (CO2 – dióxido de carbono) - extingue o fogo por retirar o oxigênio. Utilizado em líquidos
e gases (como a gasolina, o álcool e o GLP) e materiais condutores que estejam potencialmente conduzindo
 corrente elétrica (indicado para incêndios B e C) 
 Espuma - usada em incêndios de líquidos e sólidos. 
Cada pavimento do edifício deve ser protegido por no mínimo duas unidades extintoras distintas, uma para incêndio
classe A e outra para incêndios classes B e C, ou então duas unidades extintoras para classe ABC, exceto pavimentos
menores que 50m² que podem ter apenas um extintor ABC. Cada extintor pode estar distanciado no máximo 25 metros
em lugares de baixo risco, 20 metros, de médio risco e 15 metros, de alto risco. A altura máxima de fixação é de 1,60
metros e mínima, 0,10 metros e devem estar devidamente desobstruídos e visíveis.
Locais com riscos especiais, como casa de caldeira, casa de bombas, casa de maquinas, casa de força elétrica,
galeria de transmissão, incinerador, quadro de redução para baixa tensão, transformadores, e outros, devem ter extintor
próprio instalado nas proximidades.

3.2. HIDRANTES

O sistema de proteção com hidrantes só é necessário para edificações com área maior de 750m² e acima de 12m de
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altura. Para algumas edificações o uso de mangotinho pode substituir os hidrantes. O sistema deve ser devidamente
dimensionado e projetado junto com o sistema hidráulico de abastecimento de água para garantir a pressão mínima
necessária nos pontos de tomada de água, que devem estar posicionados nas proximidades das portas externas ou acesso
principal a não mais de 5m, ou em posições centrais da área a ser protegida, e não devem estar nas escadas ou
atrapalhar a rota de fuga. A manutenção preventiva verifica as condições das mangueiras e seus acessórios e a pressão
na tomada de água, é importante realizá-la regularmente.

3.3. CHUVEIROS AUTOMÁTICOS

O sistema de proteção contra incêndio por chuveiros automáticos do tipo "Sprinkler" é constituído de tubulações
fixas, onde são dispostos chuveiros regularmente distribuídos sobre a área de proteção e permanentemente ligado a um
sistema de alimentação de água pressurizado, de forma a possibilitar, em caso de ocorrência de incêndio, a aplicação de
água diretamente sobre o local sinistrado. Isto ocorre quando o selo sensor de temperatura rompe-se. Cada chuveiro tem
o seu funcionamento independente, podendo ser acionado um ou quantos forem necessários para sanar o problema
(incêndio) em uma determinada área. Este item de proteção contra incêndio é exigido apenas para edificações de
altíssimo risco.

3.4. SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Tem como finalidade alertar os riscos existentes e orientar as ações de combate a incêndio facilitando a localização
dos equipamentos contra incêndio e rotas de fuga. O material que constitui a sinalização deve possuir resistência
mecânica e espessura suficiente para suportar o incêndio podendo ser de plástico, metal ou outro material semelhante
que atenda as exigências. A sinalização de emergência tem que seguir alguns requisitos básicos, sendo eles: Destacar-se
visualmente, ser instalada perpendicularmente à rota de fuga. As cores mais utilizadas nas sinalizações são: vermelho,
para indicar proibição ou identificação de equipamentos de combate a incêndio; verde, para símbolos de orientação e
socorro; preta, para indicar atenção e sinais de perigo e branca ou amarela, cores de contraste.

Figura 1. Exemplos de sinalizações de emergência.

3.5. ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Os pontos de iluminação de emergência devem ser instalados a cada 15m e nas mudanças de direção, bem como em
cima das portas de saída. O sistema pode ser por bloco autônomo, por central de baterias, por gerador ou misto. Caso
não seja em bloco autônomo, as baterias devem estar em local ventilado e deve ter ponto de teste do sistema.

3.6. SISTEMA DE ALARME E DETECTORES DE FUMAÇA

Os alarmes de incêndio manuais devem estar, preferencialmente, perto dos hidrantes, e não mais que 30 metros de
distância uns dos outros. O aviso sonoro deve chegar a todas as localidades do edifício, e o sistema de alarme deve ser
alimentado pela rede de energia do edifício e/ou sistema auxiliar, como baterias e no-breaks. Este item não é exigido
para edificações menores que 750m².

3.7. BRIGADA DE INCÊNDIO

Brigadas de Incêndio são grupos de pessoas previamente treinadas, organizadas e capacitadas dentro de uma
organização, empresa ou estabelecimento para realizar atendimento em situações de emergência. Em geral estão
treinadas regularmente para atuar na prevenção e combate de incêndios, prestação de primeiros socorros e evacuação
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de ambientes.
Os membros da brigada de incêndio são organizados como: Brigadista, Líder, Chefe e Coordenador Geral.

3.8. ROTAS DE FUGA E SAÍDAS DE EMERGÊNCIA

As rotas de fuga devem ser suficientes para a população do edifício sair em condições calmas e sem acontecimento
de acidentes graves na evacuação. O projeto é calculado a partir da unidade de passagem, definida pela NBR 9077, de
0,55 metros.
Todos os níveis da edificação deverão ter comunicação por escadas, com resistência ao fogo compatível com a
ocupação. Deverão possuir sistema de ventilação, facilitando a aeração e a extração de possível entrada de fumaça,
lances retos e portas corta-fogo. Os corredores devem ter largura suficiente para acomodar as pessoas com relativo
conforto e segurança, devem estar totalmente desobstruídos, ter sinalização para orientação das pessoas e ser revestido
com matérias incombustíveis.
As saídas de emergência devem ser projetadas seguindo a IT n°11 do corpo de bombeiros e as portas devem sempre
abrir no sentido de saída do ambiente para não atrapalhar o fluxo de saída de pessoas, devem estar sempre desobstruídas
e serem bem sinalizadas.

Figura 2. Exemplo de rota de fuga.

4. INCÊNDIO

Há diferentes definições para incêndio, no Brasil a NBR 13860 define como “o incêndio é o fogo fora de controle”.
Internacionalmente é definido pela ISO 8421-1 como “incêndio é a combustão rápida disseminando-se de forma
descontrolada no tempo e no espaço”. Essas conceituações deixam claro que o incêndio não é medido pelo tamanho do
fogo. A classificação do incêndio é feita pelo tipo de material comburente.

4.1. CLASSES DE INCÊNDIO


Existem quatro classes de incêndio conforme o tipo de material comburente.
 Classe A: incêndio em materiais sólidos, como madeira, papel, tecido, etc. Deixam resíduos quando
 queimados e queimam em superfície e profundidade. 
 Classe B: incêndio em líquidos inflamáveis, como óleo, gasolina, etc. Quando queimados não deixam
 resíduos e queimam somente na superfície. 
 Classe C: incêndio em equipamentos elétricos energizados, como máquinas elétricas, quadro de força, etc.
e, portanto não se deve nunca combater esse tipo de incêndio com água, pois ela é boa condutora de
 eletricidade, porém se desligado o sistema elétrico, o incêndio passa a ser considerado de classe A. 
 Classe D: incêndio em metais inflamáveis, como alumínio em pó, magnésio, etc. Este tipo de incêndio não
pode ser apagado com água, pois na presença de água esses metais reagem de forma violenta. 

4.2. FUMAÇA

A fumaça é um dos produtos gerados pelo incêndio, é composta por mistura de gases, vapores e partículas sólidas
finamente divididas. Sua composição química é altamente complexa, assim como o mecanismo de formação. É o
produto da combustão que mais afeta as pessoas por ocasião do abandono da edificação. Sua presença pode ser
percebida visualmente ou pelo odor. A fumaça afeta a segurança das pessoas porque tira a visibilidade das rotas de fuga,
aumenta a palpitação devido à presença de gás carbônico, provoca pânico e debilita a movimentação das pessoas pelo
seu efeito tóxico. Os agentes tóxicos da fumaça mais comuns são: monóxido de carbono (CO), causa falta de
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oxigenação no cérebro; gás carbônico (CO2), causa aceleração cardíaca; gás cianídrico (HCN), impede a oxigenação
das células; gás clorídrico (HCl), lesa a mucosa do aparelho respiratório; óxidos de nitrogênio (NOx), tem efeito
irritante, anestésico e ataca o sistema respiratório; gás sulfídrico, paralisa o sistema respiratório e causa dano ao sistema
nervoso.

4.3. EXTINÇÃO

Em todo incêndio ocorre um reação de combustão, envolvendo quatro elementos: o combustível, o


comburente, o calor e a reação em cadeia. Os métodos de extinção do fogo consistem em “atacar” cada um desses
elementos.
 Extinção por retirada do material: trata-se de retirar do local os materiais que possam ser
 combustíveis, evitando a propagação do fogo nestes. 
 Extinção por abafamento: trata-se de eliminar o oxigênio (comburente) da reação, por
 abafamento do fogo. 
 Extinção por resfriamento: trata-se de baixar a temperatura (calor) 

5. ESTUDO DE CASO

O local escolhido para servir como estudo de caso é o Bloco H, bloco de edificações no campus São Paulo do
IFSP. Neste bloco, concentram-se os cursos de engenharia civil, arquitetura, técnico em edificações, e pós-graduação. A
vistoria realizada foi feita pela avaliação visual dos componentes e itens de seguranças.
De acordo com o Decreto Estadual nº 56.819/11, a edificação do IFSP se classifica como E-1: escola em geral,
escolas de primeiro, segundo e terceiro graus, cursos supletivos e pré-universitários e assemelhados. As medidas de
segurança contra incêndio necessárias são: acesso de viatura na edificação, segurança estrutural contra incêndio, saídas
de emergência, brigada de incêndio, iluminação de emergência, alarme de incêndio, sinalização de emergência,
extintores e hidrantes.
Os ambientes do bloco H estão divididos no pavimento inferior e no mezanino, sendo:
Seis salas de aulas, dois auditórios, três salas de desenho, dois laboratórios de informática, sala dos professores
e no pavimento inferior, estão os laboratórios de materiais de construção civil, de hidráulica, de instalações
hidrosanitárias e de técnicas construtivas. Todos os ambientes, exceto os laboratórios, não têm substâncias ou materiais
perigosos ou inflamáveis. A edificação é classificada como de baixo risco de acordo com a instrução técnica n°14 dos
bombeiros e o Decreto Estadual n° 56.819/11.
O bloco pode ser compartimentizado em quatro: Salas de aulas, que podem ser protegidos com extintores do
tipo A; Laboratórios de informática, que devem ser protegidos com extintores do tipo C; Laboratórios de construção
civil, que devem ter proteção específica de acordo com os materiais armazenados no local; e Outros como os auditórios
e sala dos professores que devem ser protegidos para incêndios do tipo A e C.
A avaliação consiste em analisar os equipamentos de segurança contra incêndio previsto para a edificação,
focando no bloco H.
Os itens de acesso de viatura na edificação e segurança estrutural contra incêndio são os únicos integralmente
respeitados. O campus São Paulo possui duas entradas com as dimensões mínimas para a entrada de viaturas do corpo
de bombeiros e a estrutura do edifício é de concreto armado o que garante a sua integridade física.
Os outros itens descritos anteriormente foram apenas analisados no bloco H e não estão seguindo as normas
técnicas e/ou não puderam ser avaliados completamente.
São duas saídas alternativas à entrada, uma localizada nos fundos e outra à esquerda do bloco. A saída à
esquerda não tem porta corta-fogo, não tem largura adequada e nem sinalização de emergência. A saída dos fundos
também não tem porta corta-fogo e tem uma sinalização, porém não esta devidamente posicionada.
Não há brigada de incêndio e nem iluminação de emergência, o sistema manual de alarme de incêndio está
instalado ao lado dos hidrantes, porém não sofrem manutenção há algum tempo e também não foi possível realizar
avaliação de seu funcionamento. A sinalização de emergência não é eficiente, e apenas alguns itens de combate a
incêndio estão sinalizados.
São cinco extintores de incêndio no total, quatro no mezanino e um no pavimento inferior. Este do pavimento
inferior é de água (10 litros) e está totalmente fora das condições ideais de uso. Está posicionado atrás de um pilar e sem
sinalização de emergência, o que dificulta a sua visualização e está vencido há dois anos. Os outros quatro extintores
estão distribuídos pelo mezanino, tem sinalização de emergência, mas estão muito afastados uns dos outros, passando o
limite de 25 metros. O primeiro analisado no mezanino encontra-se ao lado do auditório, é do tipo Pó químico BC, ideal
para a posição já que está protegendo uma área com equipamentos energizados (computadores), porém está vencido
desde fevereiro de 2014. O segundo está ao lado de um hidrante e perto dos laboratórios de informática e é de gás
carbônico, ideal para sua posição, porém também está vencido desde fevereiro de 2014. O terceiro extintor é de água,
localizado perto das salas de aulas, porém também está vencido desde fevereiro de 2014. O quarto está ao lado da sala
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dos professores e de um hidrante, é do tipo Pó químico BC e também está vendido desde fevereiro de 2014. Além dos
extintores, são cinco hidrantes espalhados pelo bloco, sendo três no mezanino e dois no pavimento inferior, um ao lado
do laboratório de construção civil e outro perto da saída de emergência no fundo do bloco. Não foi possível a avaliação
completa dos hidrantes porque não há possibilidade de usá-los para verificação da pressão na tomada de água e porque
as caixas dos hidrantes estavam enferrujadas e emperradas, impossibilitando sua abertura.

Figura 3. Fotos dos extintores de incêndio do bloco H.

Figura 3. Fotos das saídas de emergência.

6. CONCLUSÃO

Os equipamentos de segurança contra incêndio do bloco H apresentam muitas irregularidades, sendo necessária
adaptação imediata para as condições exigidas pela lei. Para a correção de todas as irregularidades é preciso:
 Criação de uma brigada de incêndio. 
 Implantação de iluminação e Sinalização de emergência. 
 Manutenção nos hidrantes e no sistema de alarme de incêndio. 

 Revisão no projeto de proteção contra incêndio por extintores. Há necessidade de mais unidades
 extintoras e substituição imediata dos extintores vencidos. 
 Regularização das saídas de emergência. 

 Elaboração de projeto de proteção contra incêndio especial para os laboratórios de construção civil.
Os laboratórios não têm unidades extintoras próprias sendo que armazenam materiais inflamáveis. 
Apesar das falhas apontadas, nunca ocorreu nenhum acidente no bloco H, pode-se chamar de sorte, pois caso
ocorra, um incêndio pode tomar dimensões drásticas e causar prejuízos imensos, tanto sociais como econômicos. É
imprescindível que sejam tomadas as medidas de correção das irregularidades, afinal a segurança de muitos alunos,
professores e servidores está a deriva da sorte.
Todo o conhecimento aqui apresentado deve ser utilizado como base para verificação das condições de
segurança contra incêndio de ambientes freqüentados pela população em geral. Caso haja alguma irregularidade,
informe a falha ao responsável do local para que as devidas providências sejam tomadas e a segurança seja
restabelecida.
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7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

INSTRUÇÕES TÉCNICAS DO CORPO DE BOMBEIROS DO ESTADO DE SÃO PAULO

SÃO PAULO (Estado) DECRETO ESTADUAL N°56.891, de 10 de março de 2011. Institui o Regulamento de
Segurança contra Incêndio das edificações e áreas de risco no Estado de São Paulo e estabelece outras
providências.

SEITO, Alexandre I. et AL. A Segurança Contra Incêndio No Brasil

8. NOTA DE RESPONSABILIDADE

Os autores são os únicos responsáveis pelo conteúdo deste artigo.

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