Вы находитесь на странице: 1из 3

20.03.

2019
GLOSSÁRIO PARA O CÓDIGO CIVIL
Devedor é quem cumpre a obrigação
Credor é quem recebe o cumprimento
Resolução é o desfazimento do contrato
Tradição é a entrega;
Tradição algumas vezes se refere à transferência da propriedade
Art. 1267 CC
A obrigação de dar também se refere à obrigação de restituir, a qual significa devolver.
O depositário, por exemplo, tem a obrigação de restituir os bens. Também a tem
o locatário e o comodatário (comodato é o empréstimo de um bem insubstituível).
Culpa significa descuido (imprudência, negligência), genericamente.
Quem age sem culpa, não precisa indenizar.
Quem age com culpa, tem a obrigação de indenizar. O Código usa a expressão
“perdas e danos”.

Art. 233 CC
Acessórios são os frutos.
Frutos naturais são frutos de árvores, filhotes de animais
Ex.: se eu vendo uma cadela prenha, os frutos pendentes (filhotes não
nascidos ainda) serão do novo dono.
Frutos civis são aluguéis, rendimentos
Ex.: se eu vendo meu apartamento, o qual eu alugo a alguém, os futuros
aluguéis serão recebidos pelo novo proprietário. Essa substituição sem afetar o contrato é
chamada de sub-rogação.
Art. 234 CC, primeira parte
Obrigação de dar coisa certa + perda sem culpa do devedor + antes da tradição ou
pendente condição suspensiva = resolvida a obrigação. NÃO SE FALA EM
INDENIZAÇÃO.
Ex.: eu vendi um carro, e combinei com o comprador que o entregaria em 10
dias. Nesse tempo, há uma enchente e dá perda total do carro, ou seja, eu não tive culpa,
antes da entrega (tradição) do carro. Quando isso ocorre, a obrigação fica resolvida
(desfeito o negócio).
“Rés Perit Domino”: a coisa perece para o dono. Quem arca com o prejuízo é o dono.
Condição suspensiva: Condição é evento futuro e incerto, e suspensiva é porque
suspende os efeitos da obrigação.
Condição resolutiva: evento futuro e incerto que, uma vez ocorrendo, desfaz o
contrato.
Segunda parte
Obrigação de dar coisa certa + perda com culpa do devedor + antes da tradição ou
pendente condição suspensiva = equivalente + perdas e danos (indenização)
Art. 235 CC
Deterioração é a perda parcial da coisa, danificação
Se não há culpa do devedor, o credor pode resolver a obrigação ou aceitar a coisa, sendo
abatido o preço do conserto.
Ex.: eu vendo um carro, e antes da tradição alguém bate nele e amassa o para-
choque. O comprador pode escolher entre não querer mais o carro e abater o preço do
prejuízo.
Art. 236 CC
Se há culpa do devedor, o credor pode resolver ou aceitar, acrescentando-se os perdas e
danos.
Art. 237 CC
“Res Crescit Domino”: a coisa acresce para o dono, os frutos percebidos são do dono
antes da entrega.
Ex.: para vender uma cadela que está prenha, sabendo da situação, o devedor
pode pedir acréscimo no valor, ou resolver a obrigação
Art. 238 CC
Se a obrigação é de restituir, o devedor da obrigação não é o dono; entretanto, a regra
“res perit domino”.
Se a perda acontece sem culpa do devedor, quem sofre é a perda é o credor, e a obrigação
é resolvida.
Ex.: depois de pegar emprestado o carro da minha irmã, guardei com prudência
na garagem, e no meio da noite acontece uma chuva forte que inunda o carro e dá perda
total.
239 CC
Se o devedor age com culpa, deve pagar o valor equivalente com acréscimo de perdas e
danos.
240 CC
Em caso de deterioração sem culpa, o prejuízo é do credor, pois é o dono da coisa.
Em caso de deterioração com culpa do devedor, ele paga o equivalente acrescentado às
perdas e danos.
241 CC
“Res crescit domino”
Se houver melhoramento da coisa, isso se acresce ao dono.
Ex.: minha irmã está com meu carro emprestado, e ganha uma lavagem e uma pintura
nova, eu é que tenho o lucro.
242 CC
Se houver melhoramento por trabalho ou dispêndio do devedor, ele tem direito de ser
reparado, quando de boa-fé.
Ex.: minha irmã está com meu carro emprestado, e paga uma lavagem e uma pintura
nova, de boa-fé, eu devolvo o dinheiro que ela gastou.