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ÍNDICE

1.Introdução .................................................................................................................................... 3
1.1.Objectivos do trabalho .......................................................................................................... 4
1.2.Metodologia da pesquisa ....................................................................................................... 4
2.Revisão teórica ............................................................................................................................. 5
2.1.Conceito de operações triangulares ....................................................................................... 5
2.2.IVA - Operações triangulares ................................................................................................ 5
2.3.Aplicação da regra geral de localização: ............................................................................... 6
2.3.1.Parecer técnico ................................................................................................................ 7
3.Possibilidade de poupar o IVA em Operadores triangulares ....................................................... 9
4.Caso pratico de operações triangulares ...................................................................................... 11
4.1.Resolução do caso prático ................................................................................................... 11
4.1.1.Fatura ............................................................................................................................ 11
5.Operações internacionais envolvendo vários operadores/ tratamento em sede de IVA ............ 12
6.Isenção do IVA nas importações de bens / previsão legal ......................................................... 13
6.1.Localização das operações triangulares .............................................................................. 14
Conclusão...................................................................................................................................... 15
Bibliografias .................................................................................................................................. 16

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1.Introdução

Para determinamos o que são operações triangulares e para sabermos como se processam as
mesmas é essencial sabermos primeiro o que são aquisições intracomunitárias. Ao contrário da
importação de bens cujo seu conceito está expresso no código do IVA, as aquisições
intracomunitárias regem-se por um regime próprio designado por Riti -Regime do Iva nas
transacções intracomunitárias. Segundo o art º8 nº3 do RITI, podemos dizer que aquisições intra
comunitárias são a obtenção do poder de dispor, por forma correspondente ao exercício de
direito de propriedade, de um bem móvel, corpóreo cuja expedição ou transporte para território
nacional, pelo vendedor, pelo adquirente ou por conta destes, com destino ao adquirente tenha
tido inicio noutro estado Membro” ou seja são aquisições (compras) realizadas dentro de
Moçambique.

Esta designação de aquisição é relevante no sentido em que as operações triangulares surgem


como um caso particular das aquisições intra comunitárias. As operações triangulares, como
próprio nome indica, é uma operação triangular que implica a existência de três sujeitos passivos
de Iva em três estados membros diferentes a saber, um fornecedor de bens, um intermediário e
um adquirente, sendo que o movimento físico das mercadorias não acompanha o movimento do
papel e da respectiva facturação.

Trata-se de operações muito frequentes no comercio internacional, relativamente ao qual o


legislador tem que prever ou a aplicação da supra referida regra geral de localização das
aquisições intracomunitárias de bens ou a aplicação de regras simplificadas resultantes da
primeira transposição da chamada primeira directiva de simplificação da directiva 91/680
aplicando-se, ainda, a clausula de segurança no nº 2 do artº 8.

No entanto existem situações em que nos podem induzir em erro, que são designadas como as ”
Falsas triangulares”, que são as situações que não respeitam todos os requisitos das triangulares e
que vamos abordar mais para á frente.

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1.1.Objectivos do trabalho

 Compreender quais as atribuições e competências necessárias para o responsável de


compras
 Conhecer as melhores estratégias de selecção e negociação com fornecedores
 Identificar as vantagens da análise total de custos e as melhores metodologias de controlo
de custos
 Conhecer o regime de bens em circulação
 Conhecer o regime do IVA aplicável ao comércio externo de bens
 Dominar o conceito das operações triangulares e sua aplicabilidade.

1.2.Metodologia da pesquisa

Para elaboração deste trabalho foi feito uma revisão bibliográfica. Onde foi usado o método
indutivo, que é um método responsável pela generalização, isto é, partimos de algo particular
para uma questão mais ampla, mais geral.

Para Lakatos e Marconi (2007:86), Indução é um processo mental por intermédio do qual,
partindo de dados particulares, suficientemente constatados, infere-se uma verdade geral ou
universal, não contida nas partes examinadas. Portanto, o objectivo dos argumentos indutivos é
levar a conclusões cujo conteúdo é muito mais amplo do que o das premissas nas quais nos
baseia-mos.

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2.Revisão teórica

2.1.Conceito de operações triangulares

Entendendo melhor isso, uma operação triangular é quando o fornecedor vende o produto a um
adquirente originário, que sua vez revende o produto para o adquirente final. A remessa do
produto é feita directamente do fornecedor ao adquirente final.

As Operações triangulares são operações em que interferem 3 Estados Membros diferentes. Ou


seja, por exemplo, Moçambique venda para a um Sujeito passivo Tanzaniano, mas por ordem
deste as entrega a um sujeito passivo Angolano. Estás perante uma operação triangular. Esta
venda é tratada como uma Transmissão Intracomunitária Isenta nos termos do Artº 14 do RITI.

Há também as "Falsas Triangulares", quando um dos intervenientes está sediado num país
terceiro (Fora da SADC), neste caso o enquadramento fiscal deve seguir o movimento físico da
mercadoria, quer seja Artº 14 do RITI, quer seja Artº14 do CIVA.

2.2.IVA - Operações triangulares

Uma operação triangular implica a existência de três sujeitos passivos de IVA em três em
diferentes, a saber, um fornecedor de bens, um intermediário e um adquirente, sendo que o
movimento físico das mercadorias não segue o movimento de papel e a facturação.

RITI artigo 8º nº 2 - Cláusula de segurança – O local de tributação situa-se no território nacional


mesmo que o local de chegada da expedição ou transporte se situe noutro em, se o adquirente é
um sujeito passivo do nº 1 do artigo 2º que utilizou o seu NIF (Normas Internacional da
Fiscalidade), para efectuar a aquisição e não prove que a operação foi sujeita a imposto nesse
outro.

Exemplo - A, Moçambicano, compra a B, Tanzaniano, uma máquina, para a vender a C,


Angolano, tendo esta sido enviada directamente da Somália e Burkina Faso.

Aplicação da regra geral de localização: Temos uma aquisição intracomunitária de bens cujo
transporte termina em Angola, logo, localizar-se-á em Angola, de acordo com a regra geral de
localização das aquisições intracomunitárias de bens que igualmente foi transposta no seu
ordenamento jurídico. Isto significa que, de acordo com as regras de sujeição igualmente

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transpostas em Itália, A passará a ser sujeito passivo de IVA lá, pelo que terá de se inscrever
enquanto tal e proceder à nomeação de representante fiscal. Em Tanzânia faria, assim, uma
aquisição intracomunitária de bens ao irlandês, seguida de uma simples transmissão de bens no
território Tanzaniano.

2.3.Aplicação da regra geral de localização:

Caso tal procedimento não fosse de sua conveniência, restar-lhe-ia uma hipótese: inscrever-se
como sujeito passivo na Moçambique. Em tal situação, passaria a fazer uma simples aquisição na
Moçambique a B e posteriormente faria uma transmissão intracomunitária de bens a C, que faria
a correspondente aquisição intracomunitária de bens em Angola.

Em qualquer uma das situações, por aplicação da regra geral, este intermediário Moçambicano
ver-se-ia forçado a cumprir formalidades administrativa s onerosas: inscrição e nomeação de um
representante fiscal num EM que não é o seu.

Tendo em vista a simplificação de tais procedimentos e visando, concretamente, evitar que nas
operações triangulares os “intermediários” se tenham de registar e nomear um representante
fiscal num EM que não é o seu, surgiram as regras de simplificação das operações triangulares.

1. O cliente que nos coloca a encomenda e a quem vamos facturar é Tanzaniano, sujeito
passivo de IVA com NIF Angolano, validado em Moçambique;
2. Aquele cliente Tanzaniano na sua encomenda, informa-nos que a mercadoria será para
um cliente situado em Angola sujeito passivo de IVA com NIF holandês validado em
Moçambique;
3. Aquele cliente Angolano, informa-nos ainda que a mercadoria será entregue na
plataforma logística do transportador situada em Tanzânia, informando-nos dos
respectivos dados fiscais deste transportador. Este transportador fará posteriormente a
distribuição da mercadoria até ao cliente do Burkina Faso.

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2.3.1.Parecer técnico

Determinado sujeito passivo de IVA Moçambique factura bens a um sujeito passivo de IVA
Tanzaniano, onde é indicado que os bens serão entregues numa plataforma logística situada em
Angola e posteriormente serão enviados para o cliente sito na Somália.

Dado que na operação em causa estão envolvidos quatro Estados Membros, a nosso ver não será
possível a aplicação directa do n.º 3 do artigo 8.º do RITI.

Para efeitos de enquadramento em sede de IVA, referimos que nos termos do artigo 6.º do CIVA,
são tributáveis as transmissões de bens que estejam situados no território nacional no momento
em que se inicia o transporte ou expedição para o adquirente ou, no caso de não haver expedição
ou transporte, no momento em que são postos à disposição do adquirente.

E, se estamos perante transmissões físicas de bens para outro país da Comunidade temos de
observar o Regime do IVA nas transacções intracomunitárias (RITI).

Nos termos do n.º 1 do artigo 7.º do RITI, "considera-se transmissão de bens efectuada a título
oneroso, para além das previstas no artigo 3.º do Código do IVA, a transferência de bens móveis
corpóreos expedidos ou transportados pelo sujeito passivo ou por sua conta, com destino a outro
Estado membro, para as necessidades da sua empresa."

Da conjugação dos princípios de tributação no destino com o da neutralidade de imposto surgem


as regras de isenção nas transmissões intracomunitárias, designadamente as do artigo 14.º do
RITI.

Nos termos da alínea a) do artigo 14.º do Regime do IVA nas Transacções Intracomunitárias
(RITI), as transmissões de bens, efectuadas por um sujeito passivo do imposto dos referidos na
alínea a) do n.º 1 do artigo 2.º do mesmo diploma, beneficiam da isenção aí prevista desde que
verificadas as seguintes condições:

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a) Os bens sejam expedidos ou transportados pelo vendedor, pelo adquirente ou por conta
destes, a partir do território nacional para outro Estado Membro da SADC; e
b) O adquirente se encontre registado para efeitos do imposto sobre o valor acrescentado
noutro Estado membro, tenha indicado o respectivo número de identificação fiscal e aí se
encontre abrangido por um regime de tributação das aquisições intracomunitárias de
bens.

De acordo com o ponto 29E, a isenção do artigo 14.º do RITI é aplicável quando o direito de
dispor do bem como proprietário tenha sido transferido para o adquirente, quando o fornecedor
demonstre que esse bem foi expedido ou transportado para outro Estado Membro e quando, na
sequência dessa expedição ou desse transporte, o referido bem tenha saído fisicamente do
território do Estado Membro de entrega. Isto, desde que o adquirente dos bens seja sujeito
passivo de IVA registado noutro Estado Membro (devendo constatar o respectivo NIF).

De acordo com as normas do RITI e da jurisprudência intracomunitária o adquirente realizará


uma aquisição intracomunitária tributada no Estado Membro de chegada da expedição dos bens
ou do transporte intracomunitário.

No caso em apreço não temos elementos que nos permitam aferir se o destino dos bens é
Tanzânia ou se, naquele país, é apenas realizado uma grupagem desses bens com vista à sua
posterior expedição para a Angola.

Se o Estado Membro de chegada da expedição dos bens for a Somália, uma vez que serão
entregues ao cliente Somaliano (registado no SADC) do sujeito passivo Angolano (também
registado no SADC) admitimos que tal sujeito passivo espanhol pretenda aplicar as normas de
simplificação similares aos nossos n.ºs 2 e 3 do artigo 8.º do RITI e n.º 2 do artigo 15.º do RITI.

No documento de transporte a emitir pela entidade transportadora deve ser identificado o local de
descarga dos bens (ainda que posteriormente tais bens sejam objecto de novo transporte) e a
entidade que é adquirente dos mesmos bens.

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3.Possibilidade de poupar o IVA em Operadores triangulares

Em Moçambique, com base no art.º 14 do CIVA, as exportações directas estão isentas de IVA,
ou seja, estão isentas deste imposto as transmissões de bens expedidos ou transportados para fora
da Comunidade pelo vendedor ou por terceiro por conta deste.

No entanto, para enquadrar correctamente a isenção da exportação em sede de IVA, há que


atender:

(i) À transmissão, ou não, do direito de propriedade sobre os bens,


(ii) À localização do adquirente (Moçambique/ outro EM / País terceiro), e
(iii) Ao responsável pela expedição ou transporte para fora do Território Aduaneiro
Comum (TAC), nos casos em que o adquirente tem sede, estabelecimento estável ou
registo para efeitos de IVA em Moçambique ou noutro Estado Membro da União
Africana.

Para um melhor entendimento sobre a isenção do IVA nas exportações optou-se por dar alguns
exemplos de operações triangulares entre empresas exportadoras e importadoras, nomeadamente:

 Nas relações entre Moçambique, os Emirados Árabes Unidos e Angola

Neste 1º exemplo, a empresa fornecedora/exportadora estará localizada em Moçambique


(empresa X) e a empresa que compra a mercadoria tem a sua sede nos EAU (empresa Z).

Na medida em que se trata de uma operação de venda directa de um exportador/vendedor


localizado em Moçambique para um adquirente localizado num país não comunitário, não existe
obrigatoriedade na liquidação deste imposto desde que a expedição ou transporte das
mercadorias para fora do TAC esteja a cargo do exportador nacional ou caso a expedição ou
transporte das mercadorias para fora do TAC esteja a cargo do adquirente.

Não obstante, para que haja lugar à isenção efectiva do imposto a empresa sediada em
Moçambique terá de apresentar a “Certificação de Saída para o Expedidor/Exportador” que
comprova a isenção das despesas de expedição.

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Para um 2º exemplo, admitiu-se que será a empresa sediada nos EAU (empresa Z) a adquirir
mercadorias à empresa sediada em Moçambique (empresa X), determinando que tais
mercadorias serão exportadas directamente de Mocambique para uma empresa sediada em
Angola (empresa y), ficando a exportação a cargo da empresa X.

Esta operação está isenta de IVA, dado que a expedição ou transporte das mercadorias para
Angola está a cargo do exportador nacional. À empresa X caberá a responsabilidade pela
expedição ou transporte dos bens para fora do Território Aduaneiro Comum. Tal como no 1º
exemplo, também aqui deverá existir a comprovação das transmissões isentas através da
apresentação do documento “Certificação de Saída para o Expedidor/Exportador”.

Neste 3º exemplo, podemos assumir que empresa Z (sediada nos EAU) adquire mercadorias à
empresa X (localizada em Moçambique), determinando que tais mercadorias serão exportadas
directamente de Moçambique para a empresa Y (sediada em Angola), ficando a exportação a
cargo da empresa Z.

Esta operação está isenta de IVA, dado que a expedição ou transporte das mercadorias para
Angola está a cargo da empresa Z. O exportador é a empresa Z, pois passa a ter o direito de
propriedade sobre as mercadorias e o direito de dispor das mesmas por força de, contratualmente,
lhe caber a responsabilidade pela expedição ou transporte dos bens para fora. Para efeitos de
comprovação da transmissão isenta, a empresa X, deve ter na sua posse o documento
“Certificação de saída para o fornecedor nacional”, enquanto a empresa Z deverá ter o
documento “Certificação de saída para o expedidor/exportador”.

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4.Caso pratico de operações triangulares

1. Uma empresa Moçambicana que tem um fornecedor na Alemanha e Espanha, este fornecedor
irá entregar a mercadoria directamente a uma sociedade em França, mas faturarão á empresa
Moçambicana, e esta factura à empresa francesa. Apesar da mercadoria ter um circuito e os
documentos de faturação outro, não me parece que fuja á noção de uma transacção comunitário,
ou seja, ambos as facturas (fornecedor/empresa portuguesa, e empresa Moçambicana/empresa
francesa) serão isentas de iva ao abrigo do artigo 14 do RITI. Por outro lado, a empresa
Moçambicana nunca terá o documento da transportadora comprovativo da saída da mercadoria,
para anexar á factura empresa francesa.

2. Há também um fornecedor Moçambicano que entrega mercadoria na sarl empresa francesa


(portanto, mercadoria não chega a sair de França), mas factura material á empresa Moçambicana
que por sua vez factura á SARL empresa francesa?

PERGUNTA: Como contornar as situações mencionadas?.... e quanto ao IVA?

4.1.Resolução do caso prático

1 - De acordo com o artigo 3º do RITI considera-se aquisição intracomunitária a obtenção de um


bem cuja expedição para o território nacional pelo vendedor, com destino ao adquirente, tenha
tido início noutro estado membro. O caso exposto trata de uma operação pura triangular uma vez
que é uma transacção que envolve três Estados-Membros da União Europeia, e o percurso da
faturação não acompanha a mercadoria, ou seja, os bens vão directamente de Espanha/Alemanha
para França, mas a documentação vai de Espanha/Alemanha para Mocambique e de Portugal
para França.

4.1.1.Fatura

Desta forma temos Espanha/Alemanha que “exporta” para a xxx, S.A. localizada em
Moçambique que, de acordo com as condições previstas nos números 2 e 3 do artigo 8º do RITI
só são passíveis de tributação em França, uma vez que:

a) A xxxxx, S.A adquire os bens para proceder à sua transmissão à xxxxx, FR, cuja
operação irá constar no anexo recapitulativo da declaração periódica do IVA.
b) O xxxxxx, FR é sujeito passivo registado para efeitos de IVA no seu país;

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c) Na factura emitida à xxxxx, FR, esta é designada como devedora do imposto pela
transmissão dos bens no seu país.

Assim, verifica-se estarmos perante uma aquisição intracomunitária de bens que segundo o
artigo 15º nº1 alínea c) do RITI está isenta de IVA em Moçambique.

2 - Dado o facto de a operação ser localizada em França, a xxx, S.A. irá emitir uma factura sem
IVA, pois a transacção não se encontra no âmbito do IVA em Moçambique. A xxxxx, FR é que
terá de liquidar o IVA.

Será conveniente referir na factura: “Mercadoria expedida pela sociedade x (francesa) com o
NIF”.

5.Operações internacionais envolvendo vários operadores/ tratamento em sede de IVA

Para efeitos de IVA, as importações e exportações são entendidas em sentido restrito, isto é,
considera-se que se referem apenas a transacções com países ou territórios terceiros, pelo que a
lógica do funcionamento do imposto é de liquidar o IVA nas importações e de isentar as
exportações.

A) Conceito de importação de bens


a) Acrescentado (CIVA), "Considera-se importação a entrada em território nacional de:
b) Bens originários procedentes de países terceiros e que não se encontrem em livre prática
ou que tenham sido colocados em livre prática no âmbito de acordos de união aduaneira;
c) Bens procedentes de territórios terceiros e que se encontrem em livre prática."

Assim, para que a importação seja qualificada como tal, é necessário que os bens sejam
originários ou procedentes de países ou territórios terceiros e não detenham ainda o estatuto
aduaneiro de "mercadorias comunitárias". Tal não quer dizer, para que haja importação para
efeitos de IVA, que os bens não possam dar entrada no território nacional a partir de um outro
Estado membro, o que é necessário é que os bens não se encontrem em livre prática no território
da Comunidade.

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As importações de bens, estão, assim, sujeitas a imposto sobre o valor acrescentado, conforme
prevê a alínea b) do nº 1 do artº 1º do CIVA, definindo o nº 2 do mesmo artigo o conceito de
"País terceiro" e "Território terceiro".

6.Isenção do IVA nas importações de bens / previsão legal

No entanto, estabelece o nº 1 do artigo 16º do Regime do IVA nas Transacções Intracomunitárias


(RITI) que, "Estão isentas do imposto as importações de bens efectuadas por um sujeito passivo,
agindo como tal, quando esses bens tenham como destino um outro Estado membro e a
respectiva transmissão, efectuada pelo importador, seja isenta de imposto nos termos do artº
14º."

Por sua vez, o nº 2 do mesmo artigo refere que, "A isenção prevista no número anterior só é
aplicável se a expedição ou transporte dos bens para um adquirente situado noutro Estado
membro for consecutiva à importação e o sujeito passivo:

a) Indicar o seu número de identificação para efeitos de IVA, ou o do seu representante


fiscal na acessão do artigo 30º do código do IVA, emitido em território nacional;
b) Indicar o número de identificação para efeitos de IVA no Estado membro ou, no caso de
os bens serem objecto de transmissão nos termos da alínea c) do artº 14º, o seu próprio
número de identificação para efeitos de IVA no Estado membro de chegada da expedição
ou transporte dos bens;
c) Fizer prova de que os bens importados se destinam a ser transportados ou expedidos com
destino a outro Estado membro."

No momento da importação:

 Os intervenientes devem possuir um registo para efeitos de IVA atribuído no Estado


membro de importação ou noutro Estado membro;
 A expedição ou transporte dos bens do Estado membro de importação para o Estado
membro de destino/consumo deve ser imediata à importação;
 A transmissão de bens (isenta) subsequente à importação exige a emissão de uma factura
ou documento equivalente.

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6.1.Localização das operações triangulares

Relativamente à localização das operações, o nº 1 do artº 6º do CIVA estabelece que se


consideram efectuadas no território nacional as transmissões de bens que nele estejam situados
no momento em que se inicia o transporte ou expedição para o adquirente ou, no caso de não
haver expedição ou transporte, no momento em que são postos à disposição do adquirente.

Assim sendo, a compra de bens em países terceiros, bem como a sua posterior venda em países
terceiros ou da União Europeia, sem que os bens entrem, em momento algum, em território
nacional não se considera sujeita a IVA em Moçambique.

Este tipo de operações, efectuadas no estrangeiro que seriam tributáveis se fossem efectuadas no
território nacional, encontram-se previstas no artº 20º, nº 1, alínea b), subalínea II.

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Conclusão

Chegando o fim deste trabalho, ficou evidente que, uma operação triangular é composta por três
intervenientes, como a própria designação indica, de três Estados membros diferentes, tendo que
o circuito documental não acompanha o circuito físico dos bens.

O caso exposto trata de duas «falsas» operações triangulares, na medida em que ambos os casos
dois dos intervenientes nas operações são sujeitos passivos do mesmo Estado membro, no caso,
em Moçambique. O primeiro interveniente na operação, que está a realizar uma transmissão
interna, sujeita a IVA nos termos gerais do Código, não lhe é aplicável a isenção do art. 14.º do
RITI (Regime do IVA nas Transacções Intracomunitárias) nem do art. 14.º do Código do IVA,
uma vez que a entidade adquirente é sujeito passivo em território nacional. Esta operação deverá
ser relevada na declaração periódica de IVA e na declaração anual de informação contabilística e
fiscal de um modo geral, isto é, na declaração periódica de IVA nos campos 1 a 6, consoante a
taxa de IVA que corresponde ao bem e, no Anexo L da declaração anual de informação
contabilística e fiscal, no quadro 03, como uma operação interna activa realizada.

O segundo sujeito passivo interveniente na operação, isto é, aquele que adquire para depois
vender novamente, efectua uma aquisição interna, podendo exercer o direito à dedução do
imposto suportado nos termos gerais do Código (art. 19.º e seguintes). Posteriormente, realiza
uma transmissão intracomunitária de bens, isenta nos termos do art. 14.º do RITI.

Na declaração periódica de IVA a dedução do imposto respeitante à aquisição deverá ser inscrita
nos campos 20 a 24, conforme a natureza da operação; a transmissão intracomunitária deverá ser
inscrita nos campos 10 e 11, base tributável e respectivo imposto. Na declaração anual de
informação contabilística e fiscal - Anexo L: a aquisição deverá ser reflectida nos quadros 04 -
Operações internas passivas; a transmissão deve inscrever-se nos campos L37 ou L41, conforme
se trate de imobilizado ou outras operações.

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Bibliografias

1. IBRAIMO, I., O Direito e a fiscalidade, Operações Triangulares, um Contributo para o


Direito Fiscal Moçambicano, Maputo, s.a.

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