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E. M. Geremias de Mattos Fontes Professora: Édina Moura Vianna

Aceleração IV

DISCURSO DIRETO E DISCURSO INDIRETO

Leia o texto abaixo:

Professora! Que é, Joãozinho? Eu quero dizer uma coisa muito importante. Fala. Estou com medo

Professora! Que é, Joãozinho? Eu quero dizer uma coisa muito importante. Fala. Estou com medo de assustar a senhora. Pode falar.

É

o papai?

O

que tem ele?

Sei não, hein? Ele disse que, se eu tirar zero esse mês,

uma surra.

Ziraldo

alguém vai levar

No texto que você leu, não existe um narrador contando a história. No entanto, há um diálogo entre dois personagens. Quem são eles?

Cada fala dos personagens é sempre introduzida por um sinal gráfico. Que sinal é esse?

Imagine que houvesse um narrador no começo do texto. Escreva um pequeno parágrafo para introduzir a história, informando ao leitor onde estão os personagens e utilizando um verbo de elocução, como perguntou, chamouou indagoue finalizando o parágrafo com dois pontos.

Quando as falas dos personagens aparecem registradas de forma direta, exatamente como foram ditas pelos personagens, dizemos que foi utilizado o DISCURSO DIRETO. Nesse caso, usamos travessões ou aspas para indicar as falas dos personagens.

Agora, observe essa outra forma de contar essa mesma história:

Joãozinho falou para a professora que queria dizer uma coisa muito importante para ela. A professora pediu que ele falasse, mas o garoto disse que estava com medo de assustá-la. Mesmo assim ela pediu que ele falasse. Joãozinho, então, disse que era o pai dele. A professora perguntou o que tinha o pai do menino. Com a maior cara-de-pau o menino falou que não sabia não, mas que o pai havia dito que se ele tirasse zero naquele mês, alguém levaria uma surra.

Dessa vez, as falas dos personagens não foram registradas exatamente como foram ditas na hora em que o fato aconteceu. Foi o narrador que contou com as próprias palavras o que teria sido dito. Nesse caso, utilizou-se o DISCURSO INDIRETO.

No discurso indireto ocorrem algumas alterações:

- Eliminam-se os dois-pontos e o travessão; - Utiliza-se queou separa introduzir, com as palavras do narrador, o que teria sido dito pelos personagens. - Ocorrem mudanças nos verbos, em alguns advérbios e em alguns pronomes em decorrência da mudança de tempo da narrativa. Por exemplo:

 

Discurso direto

Discurso indireto

Joãozinho disse para a professora:

Joãozinho disse para a professora que o pai dele falou que se ele tirasse zero aquele mês, alguém ia levar uma surra.

 

Meu pai

falou que, se eu tirar

zero esse mês, alguém vai levar uma

surra.

 

Exercício

1. Em seu caderno, asse os trechos abaixo do discurso direto para o discurso indireto.

a) Dona Marta afirmou:

Os fogos são muito perigosos! crianças vítimas de queimadura.

b) Maria anunciou:

No São João passado atendi aqui muitas

O casório já vai começar! Já estou chegando! gritou o noivo do outro lado do salão.

2 Mude os trechos a seguir do discurso indireto para o discurso direto.

a) Vânia perguntou se naquele São João iriam soltar balões. A mãe explicou que os balões estavam proibidos porque poderiam provocar incêndios.

b) Ana disse que fizera a canjica no dia anterior, em sua própria casa.

1

Escreva nos parênteses DD para discurso direto e DI para discurso indireto.

Leia o próximo texto:

 

(

)

estive

a pique de lhe dizer que queria acabar nosso namoro.

 

TERESA

(

)

Mas chegou uma hora em que ela percebeu que eu estava triste e perguntou por

 

quê.

A

Teresa voltou da praia, e estive a pique de lhe dizer que queria acabar o

(

)

--- O que foi que você disse?

namoro. Mas ela estava tão contente, contando as novidades, que terminei ficando

(

)

--- Estou triste por sua causa.

com dó e adiei a decisão. Sem contar que o sol lhe tinha feito muito bem. Os olhos de Teresa pareciam mais bonitos com a pele bronzeada.

(

)

Dizia ou não dizia que não gostava mais dela?

A Teresa não parava de falar, e eu só escutando, com vontade de estar longe

dali. Mas chegou uma hora em que ela percebeu que eu estava triste e perguntou por quê.

2 Transforme o discurso indireto abaixo em direto. Fiquei torcendo para que ela dissesse que eu não estava prestando atenção na conversa.

---

Estou triste por sua causa.

---

Por minha causa? Por quê?

3

Observe:

Hesitei um pouco. Dizia ou não dizia que não gostava mais dela?

--- Estava com saudades.

Na hora em que disse aquilo, me senti o pior sujeito do mundo. Mas o que podia

fazer, se já tinha falado?

---

Mas eu estou aqui, Sérgio.

---

Pois é, você voltou.

---

O que você está querendo dizer com isso?

---

Nada, Teresa, nada

---

Serginhooô

O

difícil era que a Teresa não entendia nada do que lhe dizia. Ainda por cima,

vinha com aquele jeito enjoado de dizer “Serginhooô”, que me deixava com mais raiva.

Mas ela logo esqueceu do que estávamos falando e começou a contar do biquíni que havia comprado, das praias de Santos, do novo carro do pai etc. E eu com a cabeça

em outro lugar, só pensando na Cybelle e nas coisas que ela tinha me dito. “Você tem razão, garota, eu não presto mesmo. Não mereço você”, falei baixinho.

---

O que foi que você disse? --- Teresa perguntou.

---

Nada não

Ele disse:

--- Estou triste por sua causa. ou --- Estou triste por sua causa --- disse ele. ou Ele disse: Estou triste por sua causa.

Conforme o modelo acima, escreva duas novas possibilidades para o discurso direto.

a) Ela me perguntou:

--- Por quê?

b) Alguém lhe sugeriu:

--- Seja honesto com Teresa.

c) Ele decidiu:

--- Agora, chega.

d) Teresa me perguntou:

Fiquei torcendo para que ela dissesse que eu não estava prestando atenção na conversa. Seria mais um motivo para uma briga. E dessa vez eu terminaria com aquele namoro que já me chateava. Mas a Teresa não disse nada e continuou a falar de Santos, dos passeios na praia. E eu ali a seu lado com a cabeça nas nuvens, que

tomavam a forma da Cybelle, do corpo da Cybelle, do sorriso da Cybelle. “Tão bela

---

Serginho, você ficou maluco?

---

Maluco por quê?

---

Você não para de falar sozinho.

Olhei bem para a Teresa, para aqueles olhos verdes, e dei-lhe um beijo.

--- Tem razão, Tereza, estou completamente maluco.

Amor & cuba-libre. São Paulo, FTD, 1980.

Responda às próximas questões em seu caderno

--- O que foi que você disse?

5 Explique se há discurso direto ou indireto no período abaixo. “Você tem razão, garota, eu não presto mesmo. Não mereço você”, Falei baixinho.

6 Procure no texto dois verbos de elocução empregados no discurso direto e escreva- os abaixo.

7 Transcreva os discursos diretos em indiretos. Atenção ao tempo verbal e outras mudanças.

a)

Perguntei a ela:

c)

O professor nos sugeriu:

--- Você é irmã de Marina?

--- Vocês deveriam ler mais.

b)

Minha filha argumentou:

d)

Benedita me pediu:

--- Já tenho idade suficiente para sair sozinha.

--- Traga-me uma vassoura nova.

ELEMENTOS DA NARRATIVA

O texto Teresaé um texto narrativo, pois nele conta-se uma história. Os principais elementos de uma narração são:

O narrador Aquele que conta a história;

O enredo O conjunto de fatos, de ações que ocorrem ao longo da história.

Os personagens Os seres reais ou fictícios que vivem os fatos narrados.

O espaço O lugar (ou lugares) onde acontecem os fatos

O tempo Indica quandoaconteceram os fatos.

Vamos nos aprofundar em alguns desses elementos:

1. Narrador

Nos textos narrativos, o autor conta os fatos por meio da voz do narrador. É o narrador que apresenta os fatos. Além disso, é ele que marca o tom da narração, ordena os acontecimentos, caracteriza as personagens e dirige o decurso da ação. O narrador pode adotar dois pontos de vista e contar a história com o foco narrativo em 1ª ou 3ª pessoa, constituindo, assim, dois tipos de narração distintos:

Narração em primeira pessoa. Nesse caso, o narrador, chamado narrador-

dos

personagem,

acontecimentos que narra. Exemplo:

participa,

como

protagonista

ou

como

testemunha,

Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei num trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu. Cumprimentou- me, sentou-se ao pé de mim, falou da lua e dos ministros, e acabou recitando-me versos.

Dom Casmurro, Machado de Assis

Narração em terceira pessoa. É o tipo mais comum de narração. Nesse caso o narrador não participa dos fatos que narra, apenas conta o que acontece às personagens e é chamado de narrador-observador.

Dario vinha apressado, guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a

esquina, diminuiu o passo até parar encostando-se à parede de uma casa. (

se na calçada, ainda úmida de chuva, e descansou na pedra o cachimbo. Dois ou três passantes rodearam-no e indagaram se não se sentia bem.Uma vela para Dario, Dalton Trevisan.

) Sentou-

2. Personagens

Os personagens são os seres que realizam a ação. O leitor conhece-os pela descrição que o narrador faz, por suas atitudes, pelo que fazem e dizem. Geralmente são pessoas, reais ou fictícias, mas também podem ser animais ou objetos personificados. Exemplo:

Parece que a agulha não disse nada, mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:

Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.“Um apologo”, Machado de Assis.

Conforme sua importância no desenvolvimento da ação, as personagens podem ser principais ou secundárias. Entre as principais destacam-se o protagonista, que é quem realiza a ação, e o antagonista, que se opõe a ele.

3. O tempo

Nos textos narrativos, a informação se organiza de acordo com uma ordem temporal. A narrativa pode mostrar os fatos refletindo fielmente a ordem em que aconteceram ou não. Para expressar o tempo na narração, usamos:

Os tempos verbais. Como a narração tem por objetivo contar fatos reais ou fictícios, as palavras que expressam ações, isto é, os verbos, desempenham nela um papel fundamental. E, como geralmente os fatos contados já são passados, o habitual é que se encontrem nos textos narrativos verbos no pretérito, principalmente no pretérito perfeito do indicativo (esperou, demorou, compartilhou, inquietou) ou no pretérito imperfeito do indicativo (vivia, era, chegava, detestava).

Ex.: Chegou e, apressado, foi logo perguntando pelo irmão. Eu lhe disse que o rapaz já havia saído e que disse que não queria falar com ele.

Os indicadores de tempo. A passagem do tempo e a simultaneidade ou sucessão das ações também são marcadas por advérbios ou conjunções temporais (enquanto, então, antes, depois) e outras expressões que possuem um caráter temporal marcado (por fim, depois de um tempo, no dia seguinte). Exemplo:

Ex.: Enquanto esperava o irmão retornar, ficou conversando comigo. Depois de um tempo, o rapaz retornou e, então, acabaram conversando. No dia seguinte, pareciam novamente os melhores amigos.

Questões sobre o texto Teresa:

a) Que tipo de narrador conta a história?

b) Qual o foco narrativo utilizado?

c) Quais são os personagens?

d) Retire do texto uma expressão indicadora de tempo.

e) Embora não fique claro onde ocorre o diálogo entre os personagens, há referência a

um local onde Teresa esteve anteriormente. Que local é esse? f) Resuma o enredo do texto.