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Projeto Individual de Leitura Literatura

Ana Francisca Batista Nº3


Turma: 10ºLH3
Professora: Carla Cunha
Escola Secundária Francisco de Holanda
2018/19

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ÍNDICE

1. “Eu, Malala”........................................................................................................................................... 3
1.1. Ficha da Obra................................................................................................................................. 3
1.2. Biobibliografia ............................................................................................................................... 3
1.3. Crítica Literária .............................................................................................................................. 3
1.4. Resumo da Obra ............................................................................................................................ 4
1.5. Análise da Obra ............................................................................................................................. 5
1.6. Reflexão ......................................................................................................................................... 5
1.7. Notícias / Documentários .............................................................................................................. 6
2. Trabalho de Grupo ................................................................................................................................ 6
2.1. Nome do Trabalho ......................................................................................................................... 6
2.2. Powerpoint em Anexo ................................................................................................................... 6

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1. “Eu, Malala”
1.1. Ficha da Obra

Autor Malala Yousafzai e Christina Lamb


Título “Eu, Malala”
Género Autobiografia / Biografia
Edição 11ª Edição
Editora Editorial Presença

1.2. Biobibliografia
• Bibliografia:
“Eu, Malala”
• Biografia:

Malala Yousafzai é uma ativista nascida a 12 de julho de 1997, no Vale do Swat, Paquistão.
Esta é maioritariamente conhecida pelos seus trabalhos na defesa dos direitos humanos das
mulheres e também por ser a mais nova premiada com o Nobel da Paz.
Com apenas 13 anos, Malala escreveu para a BBC sobre a realidade de viver sobre o regime
do Tehrik-i-Taliban Pakistan (TTP), falando sobre a ocupação militar, o encerramento de escolas
públicas e a proibição do ensino a raparigas.
A 9 de outubro de 2012 esta foi baleada por um Talibã e, passados meses de tratamento
hospitalar, Malala discursou na Assembleia da Juventude (na Organização das Nações Unidas),
em Nova Iorque, e inaugurou a maior biblioteca da Europa em Birmingham na Inglaterra.
Finalmente, depois, foi galardoada com o Prémio Sakharov e o Prémio Nobel da Paz.

1.3. Crítica Literária


“Malala's powerful message of the importance of education for all deserves to be read again
and again.” (“A mensagem poderosa de Malala sobre a importância da educação para todos
merece ser lida diversas vezes.”) – THE GUARDIAN.

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(https://www.theguardian.com/childrens-books-site/2014/mar/31/review-i-am-malala-by-malala-yousafzai-with-christina-lamb)

“This is a story of love, loss and tremendous courage, showing how a single voice can
change the world.” (“Esta é uma história de amor, perda e tremenda coragem, que mostra
como apenas uma voz pode mudar o mundo”) – THE GUARDIAN

(https://www.theguardian.com/childrens-books-site/2014/sep/09/review-i-am-malala-malala-yousafzai-christina-lamb)

“Eu, Malala é um livro que nos leva numa viagem extraordinária e que nos inspira a acreditar
no poder das palavras para mudar o mundo.” – Editorial Presença
(https://www.presenca.pt/livro/eu-malala/)

1.4. Resumo da Obra

Este livro é uma autobiografia, escrita por Malala Yousafzai em parceria com a jornalista
britânica Christina Lamb. A obra conta a história da adolescente Malala, residente da vila de
Swat, Paquistão, do que era a sua vida perante o perigo de poder frequentar uma escola, sendo
esta uma rapariga num local ocupado por Talibãs, e também as peripécias da sua vida por não
se conformar com os empregos e futuro destinado às raparigas Paquistanesas.
Ao contar esta história, é para ela impossível deixar de fora o seu pai e mãe. Sendo a sua
admiração e gratidão tão grandes, a obra também se torna uma pequena biografia deles. Os
seus pais foram maioritariamente quem lhe possibilitou todo este conhecimento e a abertura
de horizontes, dado que o pai era dos únicos homens da região que não desrespeitava a sua
mulher, que pedia opiniões e confiava nela, ao mesmo tempo que acreditava que a sua filha
Malala deveria prosseguir a vida que esta quisesse, ensinando-lhe os conceitos de educação,
liberdade de expressão e respeito às mulheres.
Esta reflete momentos da sua infância, da sua vida escolar e os problemas associados a esta,
pela grande desigualdade de género e social tanto como nos mostra, a nós ocidentais, as
diferenças nos nossos costumes, língua e religião, onde o islamismo, no Paquistão, é usado
pelos homens quase como um apoio e justificação ao desrespeito perante as mulheres.

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Após grandes atos extremistas no governo e atentados terroristas, que originam grandes
dificuldades à sua família, esta é baleada e, posteriormente, levada para Inglaterra, onde é
operada com sucesso e finalmente reconhecida mundialmente pelos seus atos de coragem.

1.5. Análise da Obra


• Narrador:
Personagem e Autodiegético
• Personagens:
o Principal: Malala Yousafzai
o Secundárias: Ziauddin Yusafzai e Tor Pekai Yousafzai (pais), Khushal Yousafzai,
Malka e-Noor, Rohul Amin, Hidayatullah, Benazir Bhutto, Pervez Musharraf, Safina,
Raymond Davis, Malauna Fazlullah.
• Tempo:
Esta história passa-se entre 1997 e 2013, desde o seu nascimento até à recuperação
da cirurgia devido à bala que a atingiu. O discurso é assim feito no presente.
• Espaço:
Esta obra é passada maioritariamente no Paquistão, num espaço de tensão devido à
TTS e à ocupação militar.
• Ação:
A ação principal é a vida de Malala, as ações secundárias são as histórias e vivências
dos pais.

1.6. Reflexão
Com esta obra pude concluir e perceber que nós, residentes da União Europeia, deveríamos
ser mais gratos pelos nossos direitos, inclusive a educação, disponível para todos,
independentemente do seu género, raça ou classe social.
Também comecei a refletir, mais do que antes, sobre os refugiados e até sobre todas aquelas
raparigas que, mesmo sendo espertas e capazes, lhes são retirados os direitos até do respeito.

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Assim, pretendo, no futuro, também lutar por elas e ajudar quem tem um caminho muito mais
difícil do que o meu para percorrer.
Por esta razão é que Malala é tão respeitada e louvada, porque do nosso ponto de vista não
conseguimos ter a perceção da coragem precisa para fazer frente a toda a maioria poderosa
contra ela, assim traçando um caminho para a evolução dos conservadores e extremistas e para
um mundo mais justo para todos.

1.7. Notícias / Documentários


• Documentário:
“He Named Me Malala”
• Notícias:
https://www.publico.pt/2014/10/10/mundo/noticia/as-palavras-de-malala-yousafzai-1672476
https://www.rtp.pt/noticias/mundo/malala-yousafzai-comovida-e-feliz-no-regresso-ao-paquistao
https://observador.pt/2015/06/20/tivesse-uns-pais-normais-esta-idade-ja-dois-filhos/

2. Trabalho de Grupo
2.1. Nome do Trabalho
• Grupo 2:
“Amnistia Internacional”
2.2. Powerpoint em Anexo

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Projeto Individual de Leitura (PIL)
2018/2019

LITERATURA
Professora CARLA CUNHA

Beatriz Pereira Machado, 10LH3

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Índice
1. Obra selecionada: ................................................................................................................................ 9
1.2. Biografia do Autor: ...................................................................................................................... 9
1.3. Crítica literária ............................................................................................................................. 9
1.4. Resumo da Obra ......................................................................................................................... 10
1.5. Análise da obra .......................................................................................................................... 10
2. Trabalho de grupo: ............................................................................................................................ 12
1. O que se entende por discriminação racial? ...................................................................... 12
2. O que são práticas discriminatórias? ................................................................................. 12
3. Existem situações em que estes comportamentos poderão não ser considerados
discriminatórios? .......................................................................................................................... 13
4. O que se deverá entender por princípio da igualdade de tratamento? ............................... 13
5. O que é a discriminação direta?......................................................................................... 13
6. O que é a discriminação indireta? ..................................................................................... 14
7. O que se deverá entender por assédio? .............................................................................. 14
8. O que se deverá entender por instrução? ........................................................................... 14
9. Quais são as sanções previstas na lei - no âmbito destes processos contraordenacionais para os
autores de práticas discriminatórias? ............................................................................................ 14
10. Em matéria de emprego ou de acesso ao emprego, a Comissão para a Igualdade e contra a
Discriminação Racial é competente para tratamento das queixas? .............................................. 15
11. Existem outras previsões e sanções na lei para quem praticar atos discriminatórios? ...... 15
12. A discriminação racial é crime? ........................................................................................ 16
2.1. Power Point ................................................................................................................................ 17

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1. Obra selecionada:
1.1. Ficha da obra:
➔ Autor: Malala Yousafzai e Christina Lamb
➔ Género: Biografia
➔ Título: “ Eu Malala”
➔ Editora: Editorial
➔ Edição: 2013

1.2. Biografia do Autor:


Malala nasceu a 21 de julho de 1997 numa aldeia do Paquistão. Desde o seu nascimento que
o seu pai sempre pensou e disse que aquela criança tinha algo de diferente e, desde os seus 15
anos, que aquela menina tem estado a fazer a diferença no mundo e tem estado a lutar pelos
direitos das mulheres.
Christina Lamb, jornalista e escritora, nasceu a 15 de maio de 1965. Christina ganhou quatro
Brithis Press Awards e European Prix Bayeux- Calvados. Escreveu, ainda, diversos livros entre os
quais: Nujeen; Adeus Cabul; Eu Sou Malala; etc.

1.3. Crítica literária


Filipe Jorge | 23-04-2017
“A minha filha está a ler, e está a gostar muito da história da Malala, e como é para
apresentar um trabalho sobre o livro na escola, ela acha que vai ser um tema muito
interessante para debater na aula e ao mesmo tempo acha que vai contribuir para uma boa
nota na disciplina de Português .....¿”
Maria Nascimento | 29-10-2016
“Adorei o livro! Ensinou-me que nem todos têm o mesmo direito que eu. Que se queremos
alguma coisa devemos lutar por ela, mesmo que todas as opiniões digam que não. Acreditarmos
no que queremos é tudo o que devemos fazer, pois só assim conseguiremos realizar os nossos
sonhos.”

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1.4. Resumo da Obra
Após Malala nascer, no mais belo vale de Swat, ninguém da sua aldeia quis dar as felicidades
a seus pais, pois seria uma rapariga e o filho anterior do casal teria morrido mesmo antes de
nascer. A única pessoa que os foram visitar, foi o primo do pais de Malala, Jehan Sher Khan
Yousafzai.
Mesmo em frente à “barraca” de Malala, como a própria o diz, existia a escola que o próprio
tio e o pai de Malala fundaram. A casa de Malala tinha dois quartos, onde esta dormia com os
pais e o outro era para os convidados. Não tinham casa de banho, nem cozinha. A mãe de
Malala cozinhava num fogão a lenha no chão e lavava a roupa numa torneira da escola.
Foi em 2007 que os Talibãs tomaram posse do seu vale e todas as mulheres da sua aldeia
estavam estritamente proibidas de entrar em mercados, pois, segundo os talibãs, as raparigas
não deveriam ir à escola. Desde pequena “Psibo, - nome que os pais de Malala utilizavam para
ela -, já defendia causas, como a paz no seu vale ou o facto das raparigas frequentarem a escola.
A 9 de outubro de 2012, tudo mudou na vida de Malala. Como a própria conta, estava tudo a
passar-se como um dia normal. Era época de exames. Malala e Moniba, sua melhor amiga,
estavam no autocarro escolar, quando de repente o mandaram parar, abriram as portas e
exigiram saber quem daquelas raparigas era Malala. Todas ficaram sem resposta, mas olharam
todas para “Psibo”. Além disso, Malala era a única que não trazia o rosto coberto. Foram 3
balas. Uma atingiu-lhe o olho, e como já estava caída, as outras duas atingiram as suas colegas.
Desde então, Malala tem transformado o mundo num lugar melhor. Ganhou o Prémio Nobel
da Paz e tem sempre lutado pelos direitos da igualdade das mulheres.

1.5. Análise da obra


A meu ver, este livro traz-nos algo de muito importante. Dá-nos autoestima para nunca desistirmos
daquilo que queremos e não deixarmos de acreditar em algo que acreditamos.
Desde a sua nascença, o pai de Malala disse que aquela criança tinha algo de diferente, e tinha
razão. Hoje em dia, Malala é uma força da natureza e todos nós somos testemunhas disso mesmo.
Todos nós conhecemos a história de uma menina que foi alvejada e agora está a revolucionar o

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mundo, está todos os dias a lutar pelos seus direitos enquanto cidadã e sempre lutou enquanto
mulher, e esse livro demonstra-nos isso mesmo.
Em suma, acho que existem muitas mais pessoas como Malala, que querem mostrar-nos o seu
mundo e tudo o que já viveram. Todas essas histórias, na minha opinião, deveriam ser facultadas ao
mundo, para que todos nós percebamos que nem tudo é um conto de fadas e poder prever o
amanhã. O que hoje é um sonho, amanhã pode-se tornar numa realidade.

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2. Trabalho de grupo:
2.1. Trabalho:
O que se entende por discriminação racial?
A lei utiliza a expressão “discriminação racial” para enquadrar todos os comportamentos que
direta ou subtilmente, prejudiquem uma pessoa em razão da sua cor de pele, da sua
nacionalidade, da sua raça ou da sua origem étnica.
Em termos mais formais, entende-se por discriminação racial qualquer distinção, exclusão,
restrição ou preferência em função da raça, cor, ascendência, origem nacional ou étnica, que
tenha por objetivo ou produza como resultado a anulação ou restrição do reconhecimento,
fruição ou exercício, em condições de igualdade, de direitos, liberdades e garantias ou de
direitos económicos, sociais e culturais.

O que são práticas discriminatórias?


Consideram-se práticas discriminatórias, nos termos da lei, as ações ou omissões que, em
razão da pertença de qualquer pessoa a determinada raça, cor, nacionalidade ou origem étnica,
violem o princípio da igualdade.
A lei enumera as seguintes práticas:
a) A recusa de fornecimento ou impedimento de fruição de bens ou serviços;
b) O impedimento ou limitação ao acesso e exercício normal de uma atividade
económica;
c) A recusa ou condicionamento de venda, arrendamento ou subarrendamento de
imóveis;
d) A recusa de acesso a locais públicos ou abertos ao público;
e) A recusa ou limitação de acesso aos cuidados de saúde prestados em
estabelecimentos de saúde públicos ou privados;
f) A recusa ou limitação de acesso a estabelecimento de educação ou ensino público ou
privado;
g) A constituição de turmas ou a adoção de outras medidas de organização interna nos
estabelecimentos de educação ou ensino, públicos ou privados, segundo critérios de

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discriminação racial, salvo se tais critérios forem justificados pelos objetivos referidos
no n.º 2 do artigo 3.º da Lei n.º 134/99, de 28 de Agosto;
h) A adoção de prática ou medida, por parte de qualquer órgão, funcionário ou agente
da administração direta ou indireta do Estado, das Regiões Autónomas ou das
autarquias locais, que condicione ou limite o exercício de qualquer direito;
i) A adoção de ato em que, publicamente ou com intenção de ampla divulgação, pessoa
singular ou coletiva emita uma declaração ou transmita uma informação em virtude
da qual um grupo de pessoas seja ameaçado, insultado ou aviltado por motivos de
discriminação racial.

Existem situações em que estes comportamentos poderão não ser considerados


discriminatórios?
Não se considera discriminação o comportamento baseado num dos fatores indicados nas
alíneas anteriores, sempre que, em virtude da natureza das atividades em causa ou do contexto
da sua execução, esse fator constitua um requisito justificável e determinante para o seu
exercício, devendo o objetivo ser legítimo e o requisito proporcional.

O que se deverá entender por princípio da igualdade de tratamento?


Por princípio da igualdade de tratamento deve entender-se a ausência de qualquer
discriminação direta ou indireta, de prática de assédio ou de instrução.

O que é a discriminação direta?


Considera-se que existe discriminação direta sempre que, em razão da origem racial ou
étnica, uma pessoa seja objeto de tratamento menos favorável do que aquele que é, tenha sido
ou possa vir a ser dado a outra pessoa em situação comparável.

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O que é a discriminação indireta?
Considera-se que existe discriminação indireta sempre que disposição, critério ou prática,
aparentemente neutro, coloque pessoas de uma dada origem racial ou étnica numa situação de
desvantagem comparativamente com outras pessoas;

O que se deverá entender por assédio?


O assédio, que é uma forma de discriminação direta, é considerado discriminação sempre
que ocorrer um comportamento indesejado relacionado com a origem racial ou étnica, com o
objetivo ou o efeito de afetar a dignidade da pessoa ou de criar um ambiente intimidativo,
hostil, degradante, humilhante ou desestabilizador.

O que se deverá entender por instrução?


Uma instrução será a determinação a outrem à prática de um facto que a lei pune e prevê
como contraordenação, desde que, essa instrução seja dolosa, ou seja, intencional.

Quais são as sanções previstas na lei - no âmbito destes processos contraordenacionais


para os autores de práticas discriminatórias?

Quando o infrator for uma pessoa singular, a coima será graduada entre uma e cinco vezes o
valor mais elevado do salário mínimo nacional mensal.
Quando o infrator for uma pessoa coletiva, a coima será graduada entre duas e dez vezes o
valor mais elevado do salário mínimo nacional mensal.
Poderão, ainda, ser aplicadas as seguintes sanções acessórias:
i. Publicidade da decisão;
ii. Advertência ou censuras públicas dos autores da prática discriminatória;
iii. Perda de objetos pertencentes ao agente;
iv. Interdição do exercício de atividades que dependa de título público ou de autorização
ou homologação de autoridade pública;

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v. Privação do direito a subsídio ou benefício outorgado por entidades ou serviços
públicos;
vi. Privação do direito de participar em feiras ou mercados;
vii. Privação do direito de participar em arrematações ou concursos públicos que tenham
por objeto a empreitada ou a concessão de obras públicas, o fornecimento de bens e
serviços públicos e a atribuição de licenças ou alvarás;
viii. Encerramento de estabelecimento cujo funcionamento, esteja sujeito a autorização ou
licença de autoridade administrativa;
ix. Suspensão de autorizações, licenças e alvará.
Em ambos casos, há ainda que ter em conta o seguinte:
• Em caso de reincidência, os limites mínimo e máximo são elevados para o dobro;
• A tentativa e a negligência são puníveis;
• Sempre que a contraordenação resulte da omissão de um dever, a aplicação da sanção e
o pagamento da coima não dispensam o infrator do seu cumprimento, se este ainda for
possível.

Em matéria de emprego ou de acesso ao emprego, a Comissão para a Igualdade e contra


a Discriminação Racial é competente para tratamento das queixas?
Não, em matéria de emprego ou de acesso ao emprego, conforme determina o Código do
Trabalho vigente, a entidade competente para a instaurar e promoção do competente
procedimento contraordenacional, bem como para proferir a decisão final é a Autoridade para
as Condições do Trabalho – ACT.

Existem outras previsões e sanções na lei para quem praticar atos discriminatórios?
Sim, existem diversas leis em Portugal que preveem e punem as práticas discriminatórias.
Destacamos, o Código Penal que contém a previsão do crime de discriminação racial no
artigo 240.º.

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Para acionar os mecanismos de queixa com denúncias desses crimes, os factos deverão ser
participados às autoridades criminais que são as entidades competentes para conhecer e
promover a queixa, nomeadamente: o Ministério Público, a PSP e a GNR.

A discriminação racial é crime?


A discriminação racial constitui crime, se preencher os requisitos previstos no Artigo 240º do
Código Penal, tipifica e pune o crime de discriminação racial, religiosa ou sexual, nos restantes
casos de ocorrência de práticas discriminatórias em que não estejam preenchidos os requisitos
ali previstos a discriminação racial, étnica ou em razão da nacionalidade será punida como
contraordenação, pela CICDR.
Discriminação racial, religiosa ou sexual

1. Quem:
a) Fundar ou constituir organização ou desenvolver atividades de propaganda organizada
que incitem à discriminação, ao ódio ou à violência contra pessoa ou grupo de pessoas
por causa da sua raça, cor, origem étnica ou nacional, religião, sexo, orientação sexual
ou identidade de género, ou que a encorajem; ou
b) Participar na organização ou nas atividades referidas na alínea anterior ou lhes prestar
assistência, incluindo o seu financiamento;
é punido com pena de prisão de um a oito anos.
2. Quem, em reunião pública, por escrito destinado a divulgação ou através de qualquer
meio de comunicação social ou sistema informático destinado à divulgação:
a) Provocar atos de violência contra pessoa ou grupo de pessoas por causa da sua raça,
cor, origem étnica ou nacional, religião, sexo, orientação sexual ou identidade de
género; ou
b) Difamar ou injuriar pessoa ou grupo de pessoas por causa da sua raça, cor, origem
étnica ou nacional, religião, sexo, orientação sexual ou identidade de género,
nomeadamente através da negação de crimes de guerra ou contra a paz e a
humanidade; ou

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c) Ameaçar pessoa ou grupo de pessoas por causa da sua raça, cor, origem étnica ou
nacional, religião, sexo, orientação sexual ou identidade de género; é punido com pena
de prisão de seis meses a cinco anos.

2.1. Power Point


1. Diz qual a função desta comissão (CICDR).
1.1. Combater a discriminação racial;
1.2. Prevenir e proibir a discriminação racial;
1.3. Sancionar a prática de atos na violação de direitos;

2. O que se entende por Discriminação Racial?


2.1. Qualquer distinção ou preferência;
2.2. Raça, cor;
2.3. Origem étnica
3. O que são práticas discriminatórias?
3.1. Ações que em razão da pertença de uma pessoa quanto a:
3.1.1. A raça, a cor, a nacionalidade ou a etnia, seja diferente;
3.2. Exemplos de práticas discriminatórias
3.2.1. Recusa de acessos a locais públicos;
3.2.2. Limitação do acesso ao ensino público;
3.2.3. Violação do princípios.
4. Existem situações em que estes comportamentos não podem ser considerados
discriminatórios?
4.1. Há discriminação nos fatores anteriormente falados;
4.2. O fator terá um requisito justificável e proporcional;
4.3. Objetivo legítimo.
5. O que se deverá entender por princípio de igualdade de tratamento?
5.1. Ausência de qualquer discriminação direta ou indireta;
5.2. Prática de assédio.

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6. O que é a discriminação direta?
6.1. Sempre que uma pessoa é tratada como objeto menos favorável.
7. O que é discriminação indireta?
7.1. É uma situação em que inferiorizamos alguém relativamente a outra pessoa.
8. O que se deverá entender por assédio?
8.1. É um comportamento indesejado relacionado com a origem étnica;
8.2. O objetivo é afetar a dignidade da pessoa;
8.3. E criar um ambiente intimidativo ou humilhante.
9. O que se deverá entender por instrução?
9.1. É o praticar de um facto que a lei pune;
9.2. A instrução é intencional.
10. Quais são as sanções previstas na lei – no âmbito destes processos contra-
ordenacionais para os autores de práticas discriminatórias?
10.1. O infrator é uma pessoa singular;
10.1.1. A coima será graduada entre 1-5 vezes o valor mais elevado do
salário.
10.2. O infrator é uma pessoa coletiva;
10.2.1. A coima será graduada entre 2- 10 vezes o valor mais elevado do
salário.
10.3. Sanções acessórias:
10.3.1. Publicidade de adesão;
10.3.2. Privação do direito de participar em feiras;
10.3.3. Perda de objetos pertencentes ao agente;
10.3.4. Suspensão de licenças.
10.4. Em caso de reincidência os limites mínimo e máximo são elevados para o
dobro.
11. Em matéria de emprego ou acesso ao emprego, a CICDR é competente para
tratamento das queixas?
11.1. A entidade certa é a ACT (Autoridade para as condições de trabalho).

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11.2. ACT toma a decisão final;
11.3. Responsável por instaurar / promover o procedimento
contraordenacional.
12. Existem outras previsões e sanções na lei para quem praticar atos
discriminatórios?
12.1. Portugal tem diversas leis que preveem esses atos;
12.2. O código penal contém uma lei contra a discriminação;
12.3. Os atos devem ser participados ás autoridades.
13. A discriminação racial é crime?
13.1. Constitui crime;
13.2. Pune o crime de discriminação racial;
13.3. Se o requisito não estiver preenchido, mas for crime será punido pela
CICDR

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Portefólio

Mafalda Luciano Cunha, 10 LH3


Escola Secundária Francisco de Holanda
2018/2019
Literatura Portuguesa
Prof. Carla Dias
Obra. “Eu, Malala”

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Conteúdo

1- “Eu sou Malala” ...................................................................................................................... 22


1.1) Ficha da Obra ................................................................................................................... 22
1.2)Biobliografia ..................................................................................................................... 22
1.3)Crítica ................................................................................................................................ 23
1.4)Resumo ............................................................................................................................. 23
2-Trabalho de grupo ................................................................................................................... 24
2.1) “Conselho Português de Refugiados” ............................................................................. 24
2.2) Anexo (PowerPoint)- apresentação oral. ....................................................................... 24

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1. “Eu sou Malala”
1.1. Ficha da Obra
Título: “Eu, Malala”.
Autor: Malala Yousafzai e Christina Lamb
Género: Autobiografia, biografia.
Editora: Editorial Presença.

1.2. Biobibliografia
Malala Yousafzai é uma ativista paquistanesa. Foi a pessoa mais nova a ser laureada com
um prémio Nobel. É conhecida principalmente pela defesa dos direitos humanos das mulheres e
do acesso à educação na sua região natal do vale do Swat, situado no nordeste do Paquistão,
onde os talibãs locais impedem as jovens de frequentar a escola. Desde então, o ativismo de
Malala tornou-se um movimento internacional.
Quando tinha 11/12 anos de idade, Malala escreveu para a BBC um blog, sob pseudónimo,
no qual detalhava o seu quotidiano durante a ocupação talibã, as tentativas destes em controlar
o vale e os seus pontos de vista sobre a promoção da educação para as jovens no vale do
Swat. No verão seguinte, o jornal americano New York Times publicou um documentário sobre
o quotidiano de Malala, à medida que o exército paquistanês intervinha na região.
Na tarde de 9 de outubro de 2012, Malala foi baleada num autocarro escolar, por um homem
armado. A tentativa de assassinato desencadeou um movimento de apoio nacional e
internacional. O enviado especial das Nações Unidas para a educação global, Gordon Brown,
lançou uma petição da ONU em nome de Malala com o slogan “Eu sou Malala”, exigindo que
todas as crianças do mundo estivessem inscritas em escolas até ao fim de 2015, petição que
impulsionou a retificação da primeira lei de direito à educação no Paquistão.
Em 29 de abril de 2013, foi considerada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Em
12 de julho do mesmo ano, Malala discursou na sede da organização das Nações Unidas,
pedindo acesso universal à educação. Malala foi ainda homenageada com o prémio Sakharov de
2013. Em fevereiro de 2014, foi nomeada para o World Children's Prize na Suécia. Em 10 de

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outubro, foi anunciada a atribuição do Nobel da Paz a Malala. Com apenas 17 anos, Malala foi a
mais jovem laureada com o Nobel.

1.3. Crítica
Na minha opinião, esta obra, “Eu sou Malala”, é bastante educativa e realista, pois relata um
tema com bastante importância no nosso quotidiano, o direito das mulheres e a educação no
Paquistão.
A forma com que a obra está escrita e os factos relatados é simplesmente fascinante.
Com a leitura desta obra, podemos ficar a conhecer a história desta jovem menina Malala
Yousafzai e um pouco mais sobre a vida no Paquistão. Por esta mesma razão recomendo que
leiam esta magnífica e objetiva obra.

1.4. Resumo
Esta obra retrata não apenas a trajetória de uma garota paquistanesa disposta a lutar para
ter direito a uma educação, mas também a condição feminina diante do islamismo
fundamentalista manipulado pelo Talibã como uma arma contra a liberdade humana. Liberdade
de respirar, de se manifestar, de ser um indivíduo.
Malala Yousafzai e os seus familiares não se intimidam diante do domínio do terrorismo
islâmico na sua terra natal, o vale do Swat. Aos 16 anos, Malala não se cala diante das ameaças
do grupo. Ela ergue a sua voz e batalha para poder continuar a estudar. Porém, no dia 9 de
outubro de 2012, que deveria ser mais um dia normal na rotina da jovem estudante, esta é
baleada três vezes ficando em estado grave.
A obra mostra a meninice de Malala no Paquistão, os primeiros estágios de aprendizagem na
escola, as dificuldades de sobrevivência numa terra na qual imperam as diferenças de estatuto
social, a bela paisagem desértica e a vida sombria sob o jugo do terrorismo praticado pelos
Talibã. Esta trajetória evoca a fé no potencial de um ser humano, o seu poder de influenciar o
Planeta e de modificá-lo.

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2. Trabalho de grupo
2.1. “Conselho Português de Refugiados”
Grupo VI:
Catarina Marques nº10;
Érica Martins nº11;
Mafalda Cunha nº22;
Maria J. Pereira nº26

2.2. Anexo (PowerPoint)- apresentação oral


REFUGIADOS

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PORTEFÓLIO

Escola Secundária Francisco de Holanda


Disciplina: Literatura Portuguesa
Turma: 10ºLH3
Nome da obra: “Eu, Malala”
Aluna: Inês Queirós Fontão
Professora: Carla Cunha

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Conteúdo
Ficha da obra............................................................................................................................... 27
Biografia do autor ................................................................................................................... 27
Livros da autoria de Malala .................................................................................................... 28
Crítica Literária........................................................................................................................ 28
Resumo da obra ...................................................................................................................... 29

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Ficha da obra
Autor: Christina Lamb e Malala Yousafzai
Título: “Eu, Malala”
Género: Biografia, autobiografia
Edição: 11- 2013
Editora: Editorial Presença

Biografia do autor
Malala Yousafzai é um dos grandes nomes da luta pelos direitos humanos das mulheres no
Paquistão e ao redor do mundo. Ela nasceu no vale de Khyber Pakhtunkhwa, no Norte do
Paquistão, dia 12 de julho de 1997, tendo agora 21 anos de idade e morando atualmente na
Inglaterra. É filha de Ziauddin Yousafzai e Toor Pekai Yousafzai, tem dois irmãos chamados Atal
Yousafzai e Khushal Yousafzai. O seu pai era dono e professor da escola, tendo incentivado o
estudo à sua filha. Em 2008, os Talibãs destruíram cerca de 150 escolas para raparigas por todo

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o país, pois no Paquistão e em outros países, as raparigas não têm acesso à educação. Por este
motivo, Malala ia com o uniforme da escola escondido dentro da sua mochila para evitar ser
atacada por algum desses homens. A partir dessas injustiças cometidas por pessoas ignorantes,
começou a escrever um blog onde contava os obstáculos e atrocidades que ela e outras
meninas passavam para estudar, e realizar o seu sonho de ser uma médica, algum dia. Na tarde
de 9 de outubro de 2012, tendo apenas 15 anos, enquanto ela entrava tranquilamente no
autocarro escolar, um homem armado disse o seu nome bem alto, apontou-lhe a pistola e deu-
lhe três tiros na cabeça. Após esse trágico e maléfico atentado, ela foi levada para a Inglaterra,
onde foi submetida a um tratamento, que foi um sucesso, fazendo assim um milagre ela ter
sobrevivido. No dia 12 de julho de 2013, ao fazer 16 anos, ela fez um excelente e belíssimo
discurso perante uma plateia com representantes de mais de 100 países diferentes na
Assembleia da ONU (Organização das Nações Unidas), na cidade de Nova Iorque, nos Estados
Unidos da América. No dia 10 de outubro, com 17 anos, ela recebeu o Prémio Nobel da Paz,
tornando-se assim a mais jovem galardoada. No dia 29 de março deste mesmo ano, Malala
voltou às suas origens para se poder encontrar com o primeiro-ministro paquistanês e falar
sobre a prioridade que a educação deve ser para todas as pessoas, independentemente do seu
género.

Livros da autoria de Malala


• Eu sou Malala (2013)
• I Am Malala Abridged Quick Reads Edition (2016)
• Malala`s Magic Pencil (2017)
• Malala: My Story of Standing Up for Girls' Rights (2018)

Crítica Literária
“Eu sou Malala” é um livro genial, que além de contar a vida de Malala Yousafzai, nos faz refletir
sobre nós mesmos, sobre nossas vidas e nosso papel no mundo, nos faz pensar no outro, a ver
que no mundo há gente com problemas de verdade. Um livro tocante, que mostra o medo e a
aflição de viver em meio a um regime brutal como o Talibã, e a luta através da palavra diante o
mundo, para reverter tal situação. O desafio de ter sido baleada por apenas querer viver,

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estudar, e como Malala usou isso para intensificar ainda mais a luta em busca de maiores
igualdades e direitos, para as mulheres, crianças, para todos! Uma leitura mais que
recomendada, mas obrigatória, para pensar, refletir, aprender, sorrir e se motivar a lutar por
um mundo melhor. Obrigada, Malala, por motivar tal luta. Desejo sinceramente que a
humanidade consiga melhorar a ponto de deixar tais preceitos tão arcaicos de lado, para que
possamos viver todos em paz. Paz e melhorias para um mundo melhor! Gostaria muito de ser
sua colega de classe.”

Resumo da obra
Esta obra incrivelmente cativante e intensamente forte, retrata e acompanha a história de vida
de uma jovem paquistanesa que tinha o sonho de um dia poder ser médica. Para esse objetivo
ser cumprido ela teria de estudar numa escola, mas no seu país, onde as mulheres são
inferiorizadas e sempre vistas em segundo plano, ou seja, os homens são sempre os que
comandam tudo, as raparigas não podiam ir para a escola para estudar e a aprender como os
rapazes. Perante este machismo constante, Malala não cede e com a sua coragem e bondade
vai tentar e conseguir quebrar estas barreiras e fazer com que o mundo ouça as suas palavras e
que perceba que a educação é uma prioridade e um direito para ambos os géneros e não
apenas para um.

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