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Curso de Linguagem corporal: a compreensão da

linguagem das emoções

Freddy Pérez
2009
Prefácio
Espero que esse curso permita desenvolver sua habilidade em lidar com
pessoas, compreendê-las e estabelecer melhores relacionamentos com todas as
pessoas que fazem parte da sua rede (amigos, colegas de trabalho,
professores, família, cônjuge, filhos, etc.).

Peço à Divindade que esse conhecimento seja utilizado da maneira mais ética e
para as melhores finalidades possíveis.

Esse curso e material será constantemente aprimorado e modificado a partir


da troca de experiências vivenciadas e colaboração dos participantes dos
cursos ministrados.

Freddy Pérez
Professor de Psicologia
Graduado em Psicologia Cognitivo-Comportamental
Master Practitioner em Programação Neurolinguística
Pós-graduado em Neuropsicologia
Pós-graduado em Gestão Empresarial e de Pessoas
Especialista em Marketing Pessoal

Alguns pensamentos importantes que norteiam esse curso


“A verdadeira medida de um homem não é como ele se comporta em
momentos de conforto e conveniência, mas como ele se mantém em
tempos de controvérsia e desafio”. (Einstein)

“A mente que se abre a uma nova idéia, jamais volta a seu tamanho
original”. (Einstein)

“Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem


medo e nunca se arrepende”. (Leonardo da Vinci)

“A maior descoberta de minha geração é que os seres humanos


podem modificar suas vidas apenas mudando suas atitudes mentais”.
(William James)

“Não existe outra causa para o fracasso humano senão a falta de fé


do homem em seu verdadeiro ser”. (William James)

“Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação,


seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu
semelhante” (Albert Schweitzer)

“Devemos aprender a viver juntos como irmãos ou perecer juntos


como tolos”. (Martin Luther King)

“Diplomas, títulos, PhDs! A natureza, ao fazer um ser humano


competente, por acaso consulta faculdades?”. (Millôr Fernandes)

“Você não é um ser humano que está passando por uma experiência
espiritual. Você é um ser espiritual que está vivenciando uma
experiência humana”. (Wayne Dyer)
O que aprender a interpretar as pessoas por meio da linguagem
corporal, de maneira ética, educada e discreta, pode propiciar em
sua vida:

-Melhor capacidade de se relacionar com as pessoas;


-Saber como elas se sentem naquele momento;
-Perceber os verdadeiros sentimentos que podem estar congruentes ou
incongruentes em relação ao que ela fala;
-Melhor capacidade de lidar com o sexo oposto;
-Melhor capacidade de entender a pessoa amada;
-Evitar pessoas mal-intencionadas ou violentas;
-Evitar decepções;
-Perceber quando as pessoas possuem alguma objeção porém não querem
verbalizá-la;
-Perceber quando as pessoas estão mentindo, entre outras possibilidades;
-Melhores possibilidades de negócios;
1. O QUE É INTELIGÊNCIA EMOCIONAL?

A inteligência Emocional é a habilidade de lidar de maneira eficaz com as


emoções, sejam elas as próprias ou das demais pessoas.

É a habilidade mais importante para alcançar bons resultados na vida em todas


as esferas: pessoal, profissional, relacionamento afetivo, amizades, família e
em todos os contextos em que nos relacionamos com as pessoas e com nós
mesmos.

Segundo Loevy (citado por Goleman) ela é composta por 5 habilidades básicas:
- saber reconhecer as próprias emoções;
- saber modificar as próprias emoções;
- saber reconhecer as emoções das outras pessoas;
- saber modificar as emoções das outras pessoas;
- Auto-motivação

Dessas 5 habilidades, este curso focaliza a 3ª: saber reconhecer as emoções


das outras pessoas

É importante ressaltar que a habilidade de reconhecer as emoções das outras


pessoas depende da capacidade de reconhecer as próprias emoções e
aprender a modificar as próprias emoções visto que nossas emoções
distorcem nossa percepção, nossa capacidade de perceber algo de maneira
imparcial, neutra, “como ela é”.

homo sapiens ou homo emotionem?

A emoção é mais rápida do que o pensamento (GOLEMAN, 1995). Nós fomos


projetados nessa maneira para que nos momentos críticos em que parar para
pensar poderia custar nossa vida, ajamos de maneira rápida e automática para
garantir nossa sobrevivência.

Seria mais apropriado que nossa espécie se chamasse homo-emotionem (ou


homo emotio) do que homo-sapiens pois nos momentos em que sentimos fortes
emoções não pensamos com tanta clareza e às vezes agimos de forma que, em
um momento posterior de maior lucidez, consideramos equivocada.
Porém, esse é o mesmo mecanismo que faz com que viremos a direção para
esquivar de um grande buraco, pisemos no freio para evitar um acidente,
saiamos de um lugar esquisito para evitar sermos assaltados.

Sobre a palavra Emoção

• A palavra emoção provém do Latim emotionem, "movimento, comoção,


acto de mover“;

• Emoção = ex, "fora, para fora“+ motio, "movimento, ação", "comoção" e


"gesto“;

Em inglês “emotion” também pode ser entendida como “e-motion”, energy in


motion, energia em movimento (emoção e motivação);

pistas para captação de mudança fisiológica (emoção)

Existem algumas características que nos revelam quando uma pessoa está
emocionada:

• Inclinação da cabeça;
• Intensidade da expressão facial (Qto maior, maior a emoção) de uma das
7 emoções (Ekman) e/ou suas combinações;
• Simetria na expressão facial;
• Gestos rápidos ou amplos (repetitivos, duradouros, c/ intensidade
crescente e em intervalos de tempo menores);
• Gestos ao mesmo tempo ou antes das palavras que o acompanham;
• Respiração (abdominal, toráxica, apical);
• Tremores e contrações musculares súbitas;
• Tom, volume, timbre e velocidade da voz;
• Temperatura da pele e das mãos;
• Sudorese;
• Espessura do lábio, em especial o inferior;
2. COMO FUNCIONA O SER HUMANO: SISTEMA CIBERNÉTICO

Um sistema cibernético existe quando ele é composto por partes e cada uma
influencia as demais. O corpo humano é um sistema cibernético. Cada sistema
está interligado com os demais. Os grupos e as equipes também são um sistema
cibernético. O comportamento de um membro influencia direta ou
indiretamente o comportamento dos demais.

Existe uma forte relação entre pensamento, emoção e comportamento. Se


você pensar, com grande riqueza de detalhes, em um momento agradável,
naturalmente você se sentirá feliz e seu corpo reagirá produzindo serotoninas
e endorfinas (substâncias do cérebro que geram as sensações de prazer e
relaxamento).

Se pensar em um momento que teve raiva, sentirá o sentimento de raiva, a


expressão facial, respiração e postura estarão de acordo com o pensamento e a
emoção. E assim em diante.

Então, você tem o poder de escolher como quer se sentir. Se quer ser uma
pessoa mais feliz, cultive bons pensamentos. Se quer estar mais motivado,
lembre-se de um grande feito uma vitória pessoal sua, se associando com essa
emoção.

Grupos cibernéticos

É impossível ficar sem se comunicar. Até quando não queremos nos comunicar
nosso corpo envia essa mensagem por meio de nossa linguagem.

Um tom de voz, um gesto, uma maneira de falar, revela como nos sentimos em
relação a quem nos dirigimos (amigos, clientes, familiares, colegas, chefes,
etc.) e as pessoas vão estar percebendo isso.

Uma pessoa chata, explosiva, orgulhosa ou preguiçosa gera desconforto para


quem está ao seu redor. As pessoas reagem às atitudes delas. Não é necessário
ela falar nada. A linguagem-não verbal dela diz tudo!!!
Quando desprezamos alguém, nossa expressão facial demonstra esse
sentimento e conscientemente ou inconscientemente a outra pessoa pode
perceber naturalmente consciente ou inconscientemente.

Existem pessoas que são mais observadores por natureza. Que estão sempre a
analisar se o que dizemos está de acordo com o que nosso tom de voz e gestos
demonstram porém todas são influenciadas pela nossa maneira de nos
expressar.

Aprender a conviver é a melhor opção para construirmos e mantermos bons


relacionamentos. Tratar as pessoas bem, com bondade no coração, fortalece as
relações.

Um diálogo, da maneira certa, na hora certa, com o tom certo, de quem


realmente quer o bem para o outro, pode facilitar a mudança de atitude dele.

Todos querem sentir-se acolhidos e reconhecidos. Façamos nossa parte.


3. COMPONENTES DA COMUNICAÇÃO

A comunicação humana é composta por 3 componentes: Fisiologia (a expressão


corporal: expressões faciais, gestos, distância, inclinação, etc.),
submodalidades da voz (tom, timbre, velocidade, volume, etc.) e as Palavras
que correspondem a apenas 7%.

o que é linguagem ou não-verbal (lnv)?

 Comunicação não verbal, também conhecida como comportamento não-


verbal ou linguagem corporal são todas as outras fontes de informação
como as pessoas se comunicam independentemente das palavras;

 A comunicação que vai além das palavras (comunicação lógica), do verbo


-> não-verbal (comunicação emocional);

 É mais verdadeira que as palavras. É muito mais fácil para as pessoas,


quando elas estão mentindo, monitorar as palavras do que as expressões
faciais, tons de voz e gestos comporais.

o que você diz é o que menos importa:


• A comunicação não verbal corresponde a 93 % de como nos comunicamos
(gestos + exp. Faciais + proxêmica + submodalidade de voz, etc.)

• Logo, o que você diz não importa muito, é como você diz que realmente
faz a diferença.

• Durante o momento em que um casal faz amor, pode constituir 100 % da


comunicação entre parceiros (Burgoon, 1994, p.229–285).

• Dinâmica: dizer algo com a fisiologia oposta.


4. A LINGUAGEM NÃO-VERBAL É COMPOSTA POR:

• Expressões faciais;
• Gestos;
• Emblemas;
• Toques (haptics);
• Movimentos físicos (Cinesia);
• Postura;
• Adornos corporais (roupas, jóias, tatuagens, estilos de cabelo, etc.);
• Submodalidades de voz (Tom, volume, velocidade, timbre (as qualidades
da voz independetemente do conteúdo que está sendo dito);
• isopraxism – isopraxia – mesmo movimento (Rapport);

Expressões faciais
É a “língua” mais falada no mundo. Por ser um sistema inato de comunicação,
com grande valor evolutivo para a sobrevivência da espécie, as pessoas de
todas as culturas expressam o que sentem com as mesmas expressões faciais
específicas para cada emoção.

Em qualquer país que você estiver: África, Estados Unidos, Inglaterra,


Espanha, Brasil, Índia, China, Japão, as pessoas farão as mesmas expressões
faciais.

Segundo Paul Ekman, existem 7 emoções básicas e universais (Nojo, Ira, Medo,
Surpresa, Tristeza e Alegria) cada uma com sua configuração (sobrancelhas,
pálpebras, boca, nariz, olhos, pupila) específica.

Gestos corporais
Os gestos são aprendidos visto que variam entre as culturas. É fácil notar
como as pessoas conseguem se comunicar por gestos quando estão falando e
quando não podem fazer barulho por alguma razão.

Tem pessoas que quando estão com vergonha cobrem o rosto, outras cruzam os
braços, cada gesto possui um significado que aprenderemos em seguida.

Muitos gestos parecem são comuns em grande parte das culturas.


Adornos corporais
Uma pessoa que tem o costume de vestir camisas de times de futebol,
demonstra o seu gosto pelo esporte. Outra que utiliza camisa de banda nos
mostra seu estilo musical.

Uma mulher que não utiliza brincos, usa saias longas e cabelos presos, sandálias
baixas pode ser evangélica. Uma que anda na rua com shortinho lycra, curto e
colado, que gosta de chamar atenção dos homens ou acha seu corpo atraente.
Dificilmente a evangélica se vestiria como a segunda e vice-versa.

Porém, nunca julgue uma pessoa pela roupa ao mesmo tempo, nunca deixe de
analisar o estilo de cada pessoa se vestir.

Haptics (toques)
A maneira que você toca a sua esposa ou namorada é diferente da maneira
como você toca a sua tia e é diferente da maneira como você toca em um amigo.
Há toques carinhosos, agressivos, com medo, conotação sexual, dependendo do
local, intensidade, duração, velocidade e continuidade do movimento.

Postura
Demonstra o grau de energia, vitalidade e auto-estima de uma pessoa. Pessoas
cansadas ou tristes têm menos energia e encurvam o tronco em decorrência
disso. Pessoas muito vaidosas narcisistas, andam com o peito estufado, “peito
de pombo”.

Movimentos físicos (Cinesia)


A maneira como uma pessoa anda, se movementa (gestos amplos ou curtos,
fluidos ou travados, rápidos ou lentos, etc) também revela muito sobre ela,
em especial ritmo e grau de confiança em si.

Emblemas
São gestos que por si só comunicam uma mensagem. Não é preciso sequer saber
do que estão falando.

Por exemplo o gesto de unir o indicador e o polegar surgiu nos Estados Unidos,
e decorrência da guerra e significa “OK” (O Kills = 0 mortes, ninguém morreu).
Balançar a cabeça para cima e baixo significa sim. Para os lados, não. Polegar
para cima, que surgiu na Grécia quando o imperador decidia se o gladiador
deveria ou não matar o rival derrotado em batalha no Coliseu, significa “legal,
tudo bem” para baixo, o sentido oposto.

Submodalidades de voz
O tom, volume, velocidade, timbre (as qualidades da voz independetemente
do conteúdo que está sendo dito) demonstram as emoções com tanta
riqueza quanto as expressões faciais.

Quando se está triste ou sem confiança, tende-se a falar baixo. Quando se


está com raiva, alto e pouca mudança de tom de voz durante as palavras.
Dúvida ou insegurança, o tom de voz sobe no final da palavra ou frase.

isopraxism – isopraxia – mesmo movimento (Rapport);


As pessoas tendem a assumir a mesma linguagem não-verbal quando estão em
sintonia. Muito utilizado em sedução. Uma maneira de mostrar que “somos
iguais. Você pode confiar em mim. Eu sei como você se sente”.
5. RELAÇÃO ENTRE LINGUAGEM CORPORAL, EMOÇÃO E MENTIRA:

A linguagem não verbal (toda a comunicação além da palavra), em especial as


expressões faciais e a tonalidade de voz, que possuímos menos controle
voluntário, estão diretamente ligadas com os nossos centros emocionais no
cérebro (o sistema límbico), estão ligadas com as nossas emoções.

Os nossos gestos corporais (braços, pernas, cabeça, inclinação) também estão


ligados a emoção porém, possuímos um maior controle voluntário da nossa
musculatura esquelética do que dos 43 músculos da face e da voz (timbre e
tonalidade, em especial).

A parte do cérebro responsável pelas palavras que escolhemos para nos


comunicar é desligada do sistema emocional. Por isso, é muito mais fácil mentir
na comunicação verbal do que na comunicação não-verbal. É dessa maneira que
Bill Clinton foi capaz de afirmar “Eu não fiz sexo com essa mulher” enquanto
engolia em seco e coçava o nariz.

Somente um ator muito preparado e que tivesse ensaiado bastante para essa
ocasião, seria capaz de criar uma mentira e contá-la com as expressões faciais,
tonalidades de voz, pausas, gestos, enfim, com toda (ou quase toda) a LNV
congruente com a mensagem.

Mesmo assim, é possível que a verdade tenha sido revelada por uma, ou várias,
micro-expressões faciais de duração de 0,04 a 0,25 segundos e que muitas
vezes passa desapercebida quando não se está observando com plena atenção.
6. SINAIS DE DOMINÂNCIA, SUBMISSÃO OU IGUALDADE

Quando encontramos alguém pela primeira vez (consciente ou


inconscientemente) julgamos se essa pessoa é dominante, amigável ou
sexualmente atraente (KALMA, A., 1991);

Os animais na natureza possuem formas de demonstrar sua dominância, ou


seja, seu poder de dominar/liderar.

Os chimpanzés, por exemplo, se distribuem nas árvores de acordo com a


hierarquia entre eles. O líder fica no galho mais alto. Os demais, 2º em
comando em diante, vão se distribuindo nos galhos abaixo. Quanto maior e mais
organizada uma sociedade, mais hierarquias existem.

Esses patamares invisíveis determinam seus acessos a território, comida e


sexo. É por isso que alguns homens gostam de ostentar grandes casas
(território), grandes festas (comida) e muitas mulheres (sexo) como uma
maneira de enviar uma mensagem de dominância.

Os animais possuem comportamentos que demonstram sua vontade de dominar


quando não é possível mostrar seu recursos em termos de território, comida e
sexo.

Geralmente quando os animais querem mostrar-se dominadores eles buscam


parecer maiores, assumindo posturas mais ameaçadoras, crescendo em altura
e em largura, se inchando ou eriçando os pêlos para ocupar maior espaço.
Emitem sons altos, estridentes ou mostram outras características que
demonstram sua predisposição para atacar.

Quando isso por si só não faz com que os outros animais se sintam intimidados,
atacam fisicamente para se impor e defender.
sinais de dominação humana

Sinais não-verbais
De maneira parecida, o homem possui diversas maneiras específicas de
expressar sua dominância: expressão facial de raiva ou nojo com olhar fixo,
cabeça alta, falar mais alto que o interlocutor, peito para fora, mãos na
cintura, palma para baixo no aperto de mão, dedo indicador apontado, pernas
abertas e andando em direção à pessoa, invadindo seu espaço pessoal.

Quanto maior a presença combinada desses sinais, maior o “instinto dominador”


e de três em diante, há grandes probabilidades de um confronto físico ou
verbal. Esteja atento!!!.

Sinais verbais
Ironias, “brincadeiras”, perguntas invasivas e que expõem questões pessoais;
perguntas com intuito de deixar o interlocutor triste ou zangado, apelidos,
xingamentos e palavras pejorativas.

Geralmente a pessoa que naquele momento quer dominar age de maneira


dominadora para inspirar medo (achando que é uma forma conquistar respeito,
o que, na verdade, são 2 coisas distintas) sentir o prazer de se sentir no
comando.

Sinais de submissão humana

Sinais não-verbais
Cabeça baixa, expressão facial de surpresa, medo ou tristeza, tronco para
dentro, ocupar o menor espaço possível, deixar seu espaço ser invadido sem
resistência, mãos juntas em concha em posição de pedinte (por favor), falar
baixo, emblema “sim”, concordar constantemente, etc.

Sinais verbais
Falar mal de si mesmo, pedir desculpas, responder perguntas muito pessoais as
quais não teria nenhuma obrigação de fazê-lo.
7. SINAIS DE PROTEÇÃO

Quando queremos nos proteger de alguma ameaça, é normal nos


escondermos atrás de alguma barreira.
Muitos assaltantes utilizam motos, que além de maior mobilidade, os
permitem usar capacetes como barreira para proteger suas identidades.
Também é comum ver certos policiais utilizarem máscaras, para o mesmo
objetivo. Proteger a identidade deles. Também é por esse fator que uma
pessoa que está se sentindo tímida, ou um artista que não quer ser fotografado
(Michael Jackson) cobre o rosto com a mão.
É tão comum ver as crianças se escondendo atrás da saia de suas mães
ao ponto de se criar uma expressão que caiu no senso-comum. quando a criança
vai crescendo atingindo 5 ou 6 anos, esse comportamento deixa de ser
aceitável, e ela aprende a cruzar os braços.

os braços como proteção

A principal barreira corporal com a qual as pessoas se protegem quando se


sentem desconfortáveis, são os braços cruzados.

Quando adolescente esses gestos se tornam menos óbvios cruzando-os de


maneira relaxada ou apenas um.

Os braços quando estão cruzados ficam sobre o coração e os pulmões, orgãos


vitais e muito influenciados pelas emoções. Consciente ou inconscientemente
cruzar os braços é como proteger-se física, emocionalmente ou de ambas as
maneiras.

por que cruzar os braços pode ser prejudicial


fo feita uma pesquisa nos EUA, com dois grupos, para compreender melhor as
consequências desse gesto. A um grupo foi dada a instrução de asistir um
conjunto de palestras todos sentados de maneira descontraída, com braços e
pernas descruzados.

A outro, foi dado o comando de assistí-las com os braços firmemente cruzados


sobre o peito.
Os resultados mostraram que o grupo que estava de braços cruzados reteve
38% menos unformação do que o dos braços e pernas descruzadas.

O grupo dos braços cruzados de maneira geral, também foram mais críticos em
relação às palestras e ao palestrante.

Em 1989, Pease repetiu o experimento com 1500 participantes e obteve


resultados praticamente idênticos.

então podemos supor que braços cruzados gera:


- mais pensamentos negativos a respeito do interlocutor;
- menos percepção, atenção, memória e aprendizado sobre o que está sendo
dito naquele momento;
- menos vontade de interagir;
- menor aceitação do objeto sobre o qual ela teve esse comportamento;
- menos aceitação, possível rejeição;

Em suma, metaforicamente: cruzar os braços é como fechar o coração para


alguém ou alguma coisa. Uma pessoa pode cruzar os braços até mesmo em
relação à uma lembrança de uma pessoa ou situação.

"eu cruzo os braços por que me sinto confortável assim"


"Todo gesto é confortável quando corresponde à atitude interna" (PEASE, p.
71-72). Quando alguém está desconfortável com algo ou alguém, ela se sentirá
mais confortável de braços cruzados.

O cruzar os braços nos homens e mulheres


O cruzar de braço dos homens possuem uma leve rotação para dentro para dar-
lhe uma melhor capacidade de mirar e atirar objetos. O das mulheres, para
fora para dar mais amplitude e estabilidade para carregar os bebês.

Os mulheres tendem a deixar os braços relaxados quando estão diante de


homens que acham atraentes e a cruzá-lo sobre o peito quando próximas de
homens que consideram agressivos ou pouco atraentes.

Também há casos em que alguns homens cruzam os braços, como


comportamento dominante, para mostrar o tamanho de seus bíceps da mesma
maneira que as mulheres cruzam as pernas para deixá-las mais largas. Quando
para se exibir, é normal que esteja acompanhado por um sorriso.

os braços cruzados sobre o peito


Ocorre quando a pessoa quer colocar uma barreira entre ela e outra(s)
pessoa(s) ou alguma(s) coisa(s);
de maneira geral, quando está se sentindo desconfortável.

Também é comum cruzar os braços quando se está sentindo dores como no


peito ou barriga. É um gesto universal, possui o mesmo sentido comumente
interpretado de maneira negativa ou defensiva em todos os lugares;

Comumente adotado em reuniões, sala de aula, elevadores (por causa da invasão


do território pessoal), filas, quando as pessoas se sentem desconfortáveis
(inseguras, em dúvida, zangadas, entre outras possibilidades).

Solução em uma conversa individual:


há uma possível solução: entregar algum objeto (papel, revista, livro, lápis,
caneta, etc.) para o interlocutor segurar para que além dele descruzar os
braços, possa fazê-lo se inclinar em sua direção.

com grupos:
Uma dinâmica;
utilizar cadeiras com braços para apoio;

em ambos casos;
Inclinar-se para frente com as mãos espalmadas e perguntar a opinião dele(s).

em vendas:
Pode ocorrer com mais frequência do que se imagina que o comprador possua
alguma objeção não verbalizada e muitas vendas deixam de serem fechadas
quandos os vendedores não percebem que quem compra sinaliza, de maneira
inconsciente ou até consciente mesmo, seu desconforto por meio dos braços
cruzados.
braços firmemente cruzados:
Quando estão cruzados com os punhos cerrados demonstra além da
defensividade uma atitude hostil ou agressiva;
se em conjunto com a expressão facial de ira, nos faz pensar na iminência de
um ataque físico ou verbal em especial, se acompanhado pelo rubor facial;
8. AS MÃOS
Graças a ter se tornado bípede o homem deixou as pernas para locomoção e as
mãos para poder criar, utilizar instrumentos e continuou a utilizá-la também
para gesticular.

Quando alguém faz um juramento, o faz com a mão espalmada. Quando toca o
hino os jogadores põem a mão sobre o coração. Quando um rapaz queria
namorar ou casar com uma moça, ele pedia a mão dela em casamento.

As mãos, unidas com as expressões faciais, complementam (confirmando ou


negando) o sentido de nossas palavras. Um bom comunicador utiliza seus gestos
para confirmar, ilustrar e, conseqüentemente, enriquecer sua comunicação.

A criatividade humana é capaz de criar inúmeros gestos para ilustrar o que


pensamos e falamos.

Com o indicador e o polegar próximos representam pequeno (ou pouco), com as


mãos e braços abertos (especialmente se olhando para cima) expressão o
conceito de grande (ou muito), com a mão fechada e o indicador apontado,
autoridade, dominação, comando, agressividade (o significado sempre depende
do contexto) e assim em diante.

Com gestos repetitivos, com intensidade de força e velocidade crescentes, nos


indica agressividade. Tremendo, insegurança ou medo. Gestos travados, ou
seja, que se interrompem, uma ou mais vezes, antes de se completarem, podem
ser decorrentes de inibição, insegurança ou até mesmo vergonha.

a maneira como as mãos demonstram sinceridade


As mãos demonstram franqueza quando estão espalmadas. As pessoas quando
querem mostrar sinceridade, geralmente o fazem espalmando as mãos. Porém
esse é um gesto inconsciente o qual muitas pessoas fazem nem saber a razão.

Por isso é um gesto atribuído à sinceridade, honestidade. Possivelmente foi


criado como uma forma de demonstrar que as mãos não carregam nenhuma
arma, da mesma forma que o aperto de mão como veremos mais a frente.
Quando uma criança está escondendo algo ou mentindo, geralmente ela esconde
as palmas das mãos atrás das costas. Da mesma maneira, o namorado quando
passou a noite fora e não quer dizer aonde esteve, coloca uma mão no bolso ou
cruza os braços.

lei da causa e efeito


Quando o corpo faz um movimento ou assume uma postura, a mente acompanha
agindo de acordo com o gesto ao mesmo tempo em que quando a mente assume
determinada configuração o corpo assume uma postura compatível.

Logo, pensamento influencia comportamento da mesma forma que


comportamento influencia o pensamento.

Segundo pesquisas, quando uma pessoa começa a falar com as mãos espaldadas
sua tendência a contar mentiras diminua. Muitas pessoas consideram difícil
contar mentiras com as mãos espalmadas.

Da mesma maneira, se cruzarmos o braço enquanto conversamos com alguém


sobre um assunto que gostamos é provável que diminua a aceitação às
informações ou à pessoa que as está nos fornecendo.

Se descruzarmos os braços quando estivermos com uma pessoa de quem não


gostamos tanto, no começo pode ser estranho, porém é natural que com o
passar do tempo passemos a nos sentir menos incomodados com ela ou até
comecemos a perceber qualidades que não víamos anteriormente.

o poder de autoridade da mão espalmada


A palma da mão é fonte de gestos poderosos de comando. Quando utilizados da
maneira correta, esses gestos dão ao executor grande autoridade.

São três os principais gestos de comando com as mãos: a palma para cima, a
palma para baixo e a mão fechada com o dedo apontado.

Com a mão espalmada para cima, se envia a mensagem de que está esperando
que o interlocutor dê algo.
Com a mão espalmada para baixo, é como você estivesse dando alguma coisa. É
com a mão para baixo que você coloca o papel em uma urna e dá uma pancadinha
para ele entrar.

Com a mão fechada e o dedo apontado é utilizado para impor submissão à seus
ouvintes. É como se fosse um punho segurando um porrete.

pesquisa sobre os efeitos da mão espalmada para cima, baixo e do dedo


apontado
Allan Pease criou um experimento em que 8 palestrantes foram solicitados a
utilizarem esses 3 gestos durante uma série de discursos de 10 minutos para
diversas platéias que no final iriam avaliá-lo.

Os palestrantes que fizeram uso repetido da mão espalmada para cima


obtiveram 84% de satisfação da platéia que caiu para 52% quando a mesma
apresentação foi feita com as mãos espalmadas para baixo.

As palestras que foram proferidas com as mãos fechadas e o dedo apontado


obtiveram apenas 28% de satisfação e diversos ouvintes abandonaram a sala
antes de chegar ao final da apresentação.

Nessa última situação, os mal se lembravam do que o orador falara porém se


lembravam muito bem de como se sentiram em relação a ele avaliando-o como
rude, agressivo e grosseiro.

O dedo apontado desperta emoções negativas na maioria das pessoas. Por ser
um gesto que expressa autoridade quando apontado para alguém, simboliza
autoridade sobre aquela pessoa. É um gesto muito utilizado durante discussões
e muitas brigas se iniciam após esse gesto.

O APERTO DE MÃO

Quando e por que surgiu o aperto de mão

Desde os tempos antigos, em situações amigáveis, membros da mesma tribo


utilizavam esse gesto para mostrar que não escondiam nenhuma arma. Era
comum na Grécia antiga carregar um punhal escondido na manga. No Japão
feudal muitas mulheres de samurais também carregavam essa arma
escondida em suas vestes;

No século XIX, era utilizado por homens de status semelhante para selar
transações comerciais. Atualmente é uma forma de cumprimento utilizada
na chegada e na despedida tanto em negócios como informalmente, por
homens e mulheres;

O aperto de mãos muitas vezes é o primeiro contato físico que temos


quando conhecemos alguma pessoa. Pela maneira que a pessoa nos dá o
aperto de mão é possível extrair informações valiosas;

DOMINÂNCIA E SUBMISSÃO E NEUTRALIDADE NO APERTO DE


MÃO

A dominação é demonstrada no aperto de mão quando dá a mão virada (total ou


parcialmente) para baixo, como quando a gente dá alguma coisa pequena para
alguém, fazendo com que a outra pessoa dê a mão virada para cima.

A submissão é representada pela mão virada para cima como na posição de


quem pede algo.

A neutralidade é sinalizada pelo aperto de mão na posição vertical em que


nenhuma das 2 pessoas fica com a mão espalmada para cima (submissão) ou
para baixo (dominância).1

ALGUMAS PESQUISAS SOBRE O APERTO DE MÃO

Uma outra pesquisa de Allan Pease, com 350 Gerentes executivos Seniores,
homens do alto escalão de empresas, dos quais 311 homens e 39 mulheres,
demonstrou que a maioria deles toma iniciativa do aperto de mão e que 88%
dos homens e 33% das mulheres utilizavam a posição dominante.

Também se descobriu que muitas mulheres apertam a mão dos homens


frouxamente para comunicar sua sensibilidade feminina e que pode ser
dominada.
Em uma reunião de negócios essa atitude pode ser desfavorável para as
mulheres, pois pode chamar atenção aos seus atributos femininos, em especial,
se ela estiver com roupas decotadas, brincos grandes, batom e maquiagem de
tons intensos, saia acima dos joelhos e saltos muito altos. Dessa maneira
muitos homens não a levarão a sério.

Não quer dizer que elas precisem se vestir, agir e falar como homens. A
medida certa para todas as coisas é o equilíbrio. Evitando usar um visual que
chame muita atenção e utilizando um aperto de mão mais firme, ela pode criar
uma impressão de maior credibilidade.

AS PERNAS

“Segundo Allan Pease, quanto mais longe uma parte do nosso corpo, menos
consciência temos do que ela está fazendo”; Possuímos mais terminações
nervosas no rosto do que nos braços e mãos

Já Ekman acredita que: quanto menos utilizado voluntariamente, menor o


controle motor, mais espontâneo o gesto. Em relação aos nossos braços e mãos,
utilizamos de maneira menos consciente nossas pernas e pés.

De uma maneira de outra, podemos entender por as pernas e os pés podem ser
tão reveladores.
Pernas

• Quanto em pé, podem revelar o grau de confiança da pessoa (abertura,


distenção);
• O ritmo do pensamento, emoção e comportamento, do organismo de uma
forma geral, da pessoa observada (lento, mediano, rápido, frenético);
• Ansiedade (batendo, balançando ou remexendo os pés);
• É comum notar como andamos com passos seguros quando estamos em
casa e como nossos passos ficam tímidos, indecisos, quando estamos em
um ambiente novo ou pouco seguros;
• Ex.: Aeroporto.

O andar

Embora caminhar para nós seja algo tão comum e corriqueiro, poder andar é
algo precioso, pois nos permite ir a direção do que queremos e nos distanciar
do que não queremos.

É possível notar que as pessoas mais jovens tendem a andar com passos mais
largos, rápidos e seguros do que os idosos.

As marchas dos exércitos de vários países, são uma forma de demonstrar a


jovialidade, vigor e segurança dos soldados ao mesmo tempo que, por meio
dessa prática, desenvolve essas capacidades neles.

Pela forma de andar, é possível supor o grau de pressa/calma, cansaço/


disposição, segurança/insegurança, nível de saúde e fragilidade de uma pessoa.

PROXÊMICA

Definição

“O termo proxêmica (proxemics, em inglês) foi cunhado pelo antropólogo


Edward T. Hall em 1963 para descrever o espaço pessoal de indivíduos num
meio social, definindo-o como o "conjunto das observações e teorias
referentes ao uso que o homem faz do espaço enquanto produto cultural
específico". Descreve as distâncias mensuráveis entre as pessoas, conforme
elas interagem, distâncias e posturas que não são intencionais, mas sim
resultado do processo de aculturação. É um exemplo de proxêmica quando um
indivíduo que encontra um banco de praça já ocupado por outra pessoa numa
das extremidades, tende a sentar-se na extremidade oposta, preservando um
espaço entre os dois indivíduos” (Wikipédia).

Territorialidade

É comum notar no reino animal como os animais demarcam seus territórios. Os


cães e leões costumam urinar nas extensões de seus territórios como forma de
demarcá-los.

Com os humanos não é muito diferente... possuímos, em maior ou menor grau,


um sentimento de posse com: espaços (casa, quarto, sala, vez na fila, etc.),
objetos (carro, roupas, sapatos, celular, tv, computador, etc.) e pessoas
(cônjuge, filhos, irmãos, amigos, etc.) e dinheiro.

Somos bastante seletivos com quem deixamos entrar em nosso território e até
mesmo as pessoas próximas e amigos não podem nos tocar em qualquer lugar ou
nos fazer qualquer pergunta íntima.

Muitas pessoas se sentem desconfortáveis quando alguém (especialmente se


considerar essa pessoa hierarquicamente inferior) entra no seu quarto quando
estão dormindo, em momentos que não estão presentes ou mesmo quando estão
presentes porém se sentem incomodadas de alguma maneira.

Geralmente alunos sentam em uma mesma cadeira ou em um mesmo lugar


quando vão assistir aulas. Estacionam o carro em um mesmo lugar, possuem
lugares na mesa da cozinha, etc.

Os 4 níveis de distanciamento

Hall demonstrou que a distância ou proximidade emocional entre os indivíduos


pode estar relacionada com a distância física. Eles aponta 4 níveis de distância:
 Distância íntima: para abraçar, tocar ou sussurrar; envolve contacto
físico entre os corpos; não permitida em habitual em público na maior
parte das culturas (0-45 cm);
o Modo próximo: maior proximidade possível, contacto entre a pele
e músculos;
o Modo afastado: apenas as mãos estão em contacto; proximidade
provoca visão distorcida do outro, distância na qual se fala aos
sussurros.

 Distância pessoal: para interação com amigos próximos; distância que o


indivíduo guarda dos outros (45-120 cm);
o Modo próximo: permite tocar no outro com os braços; a
posição/distância revela o relacionamento que existe entre os
indivíduos;
o Modo afastado: limite do alcançe físico em relação ao outro;
distância habitual da conversação pessoal;

 Distância social: para interação entre conhecidos; definida por Hall como
o "limite do poder sobre outrém"; distância fora do alcance dos braços,
os indivíduos não se tocam. (1,2-3,5 m);
o Modo próximo: adotado quando várias pessoas dividem o mesmo
espaço de trabalho ou em reuniões pouco formais;
o Modo afastado: adotado quando de relações sociais ou
profissionais formais;

 Distância pública: para falar em público; situa-se fora do círculo mais


imediato do individuo; vista em conferências. (acima de 3,5 m).
o Modo próximo: relações formais; permite a fuga ou a defesa caso
o indivíduo se sinta ameaçado;
o Modo afastado: modo no qual a possibilidade de estabelecer
contacto com alguém é nula, devido à distância.
Fatores que influenciam o espaço pessoal

Hall também afirmou que a cultura influencia nos padrões de distância.


Diferentes culturas possuem diferentes padrões de espaço pessoal. As
culturas latinas possuem distâncias menores as pessoas se sentem confortáveis
mesmo com as outras próximas. Nas culturas nórdicas e em boa parte da
Europa, ocorre o oposto.

Também destaca que as distâncias pessoais podem variar em função da


situação social, do gênero sexual (homem ou mulher) e preferências pessoais (=
iossincrasia).

Pease ressalta que, na África, os leões que nascem e vivem em locais pouco
populosos possuem territórios mais amplos. Ele considera que o mesmo ocorre
com os humanos e diz que o homem do campo possui um espaçamento maior do
que o homem da cidade.

As distâncias pessoais também podem variar em função da situação social, do


gênero e de preferências individuais.

Proxêmica e as amizades

Normalmente quando conhecemos alguém, apertamos as mãos e ficamos em uma


distância próxima da do nosso braço estendido. Geralmente o máximo do toque
se dá por um aperto de mão e um balançar da cabeça ou sorriso enquanto se
cumprimentam.

Quando os relacionamento vão se tornando mais íntimos, quando vai se


construindo uma relação de amizade em que há um grau de confiança, os gestos
vão comunicando a reciprocidade do respeito e da confiança naquela relação
naturalmente.

Proxêmica na linguagem verbal?

A comunicação verbal também vai ajudando a criar proximidade e a


proximidade permite que a comunicação seja mais informal que permite criar
proximidade, e assim por diante, em um ciclo retro-alimentador. geralmente se
chama o nome da pessoa (a menos que ela já tenha se apresentado com o
apelido).

A distância deixa de ser a social e passas a ser a pessoal (45 - 120cm) ou


pessoal modo próximo (45 cm) torna já se coloca a mão no ombro, toca no
braço.

A tendência é que os espaços entre os interlocutores vão gradativamente


diminuindo, eles vão se aproximando.

Quando uma pessoa fica chateada com uma pessoa querida, é normal eles se
distanciarem enquanto durar a chateação. “Dá um tempo”, “me deixa queito”,
“quero ficar sozinho” são frases que demonstram a necessidade de mais espaço
para poder ressignificar essa experiência.

Proxêmica na sedução

Quando um homem está flertando com uma mulher, pode-se notar que ele
invade o espaço dela, do pessoal para o íntimo. Se ela estiver correspondendo,
mantêm a distância, fica com os braços e pernas descruzados e em nenhum
momento mostra expressões faciais (micro, parciais, sutis ou totais) de nojo,
raiva ou medo.

As mulheres experientes, em algum momento da conversa quando querem


descobrir o grau de interesse dos rapazes, se afasta de repente, vão buscar
algo, e na primeira oportunidade se viram rapidamente e observam se o rapaz
está indo na direção dela ou acompanhando-a com o olhar.

Tanto homens quanto mulheres tocam um ao outro quando estão seduzindo o


sexo oposto. Vale ressaltar que é necessário outros sinais para distinguir se
trata de uma amizade bastante próxima ou realmente está jogando charme.
Body language tricks

Project confidence with your body language

Expert Judi James explains how body language can be used to your advantage

Did you know


When it comes to face-to-face communication, non-verbal signals count for around 55 per
cent? Your words account for as little as seven per cent and tone of voice is about 38 per
cent.

Body language short cuts


If you want to convey a certain impression, bear the following in mind. If your target
quality is…
Friendliness: Your body language tools:
Smiling
Nodding
A warm handshake
Softened eye expression
Steady eye contact
Standing face-on to the other person
Calm: Your body language tools:
Measured breathing
Smooth, synchronised body movements
Lowered shoulders, not tensed or hunched
No fiddling
Sitting back in your seat
Confidence: Your body language tools:
Steady eye contact
Upright posture
Open gestures
A relaxed facial expression
A smile that is open and genuine
Leadership Your body language tools:
A firm handshake
Good eye contact
Straight posture
Sitting centrally or at the front
No fiddling or wriggling
Smooth, emphatic gestures

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