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Nome Renato Lopes de Andrade TIA 31864104 Nota_______

AVALIAÇÃO DO CONTEÚDO DO PROJETO


Itens Valor máximo Valor dado Comentários
1. Problema de pesquisa a ser estudado 1
claramente delimitado
2. Relevância social/cientifica do projeto 1

3. Objetivo principal da pesquisa 2


claramente definido
4. Método com detalhamento de 4
informações necessárias à adequada
compreensão de como a pesquisa
será desenvolvida
5. Cronograma de atividades compatível 1
com a proposta a ser desenvolvida
6. Referências compatíveis com o tema 1
estudado e citadas conforme as
normas da ABNT
Total
O título do projeto é muito importante, cuide bastante da construção do mesmo
Observações:
Como se sabe os antibióticos são confeccionados para o combate de bactérias
causadora de doenças em seres humanos e até em outros animais. No caso de
seres humanos, podem ocasionar injurias como: Infecção pulmonar bacteriana
(Avium, intracellulare,Kansasii) e podendo também causar Hanseníase dimorfa
(BB “borderline”). Ambas injurias e suas respectivas bactérias causadoras
destas, foram consultadas no datasus.
Tem-se a primeira observação e uso da penicilina em 1928 por Alexander
Fleming, cuja data fora muito próximo da observação dos primeiros
bacteriófagos que foi em 1923, dois médicos do colégio de Medicina da
Universidade de Baylor, no Texas, relataram sucesso em ensaios de terapia com
fagos realizados em seu país, concluindo: “O bacteriófago detém enormes
possibilidades como uma nova arma na luta contra as doenças infecciosas”
(MARCHIOTTI, 2016). Porém, a utilização da penicilina culminou na redução da
mortalidade por infecções como sífilis, tuberculose, pneumonia, meningite entre
outras durante a segunda guerra mundial (BRAS, 2009) acreditaram, então, que
a terapia com fagos era desnecessária.
Com o decorrer do tempo, a partir de observações mais precisas foi se
entendendo o funcionamento do microrganismo e dessas substancias químicas
chamadas antibióticos. Lidiane Monte (2011) discorre sobre alguns mecanismos
que os antibióticos agem, e comenta que podem ser vários como; interferir na
síntese da parede celular do microrganismo, comprometendo
os peptideoglicanos estruturais, no caso das penicilinas, cefalosporinas,
vancomicina e a bacitracina; comprometer a síntese de proteínas bacterianas:
os aminoglicosídeos, as tetraciclinas, a eritromicina, entre outros; inibir a síntese
de ácidos nucléicos: o metronidazol, as quinolonas, a rifampicina (NICOLINI
2010). Então tendo em vista o grande número de antimicrobianos disponíveis e
seus diferentes mecanismos de ação, assim como os diversos mecanismos de
resistência apresentados pelos microrganismos e a complexidade de
determinados tipos de infecção, passou também a ser mais criteriosa
(MENEZES, 2007). Tendo também como um desdobramento um investimento
colossal na área da indústria farmacêuticas (SILVIO, 2006).
Ao decorrer do tempo, os antibióticos começaram a se apresentar não tão
eficazes quanto antes eram, e então observou a proliferação de bactérias com
resistência microbiana, então assim observando fenômeno da resistência
microbiana. Esse fenômeno refere-se a microrganismos que são capazes de
multiplicar-se em presença de concentrações de substancias antimicrobianas
por terem desenvolvido resistência a essa substância por um processo evolutivo
(MADIGAN, 2006).
Francisco Brás(2011) também disserta sobre uma problemática de relevância
mundial, a resistência dos microrganismos aos antimicrobianos. Ela continua
sendo uma ameaça para a atenção de todos e para o controle das doenças em
todo o mundo. Preocupada com essa situação, a Organização Mundial de Saúde
– OMS, considerou esta problemática como tema relevante no dia Mundial da
Saúde, com vista a dar visibilidade a este problema que assola os serviços de
saúde mostrando que não é novo e que se torna cada vez mais importante
(OMS, 2011).
Todos dados observados anteriormente com o funcionamento de microrganismo
em relação aos antibióticos de fato foram importantes observações para o
entendimento do funcionamento dos microrganismos, um grande passo em prol
da melhoria da saúde mundial, porém eles são estritamente limitados,
exemplificando: a visão mecanicista nos possibilitou obter grandes avanços, mas
ela é limitada, ela não cumpre as demandas que temos atualmente, por isso
houve uma maior popularização, um maior conhecimento sobre a visão
sistêmica, que propõem a valorização das ligações de fatores que um organismo,
que os problemas tem, parando assim de pensar que o problema é singular,
enquanto na verdade ele é o conjunto de vários fatores (CAPRA, 2014). Assim
como a visão mecanicista, os antibióticos estão ultrapassados.
Como se pressupõem os antibióticos atacam os microrganismo, isso inclui os
microrganismos de nossa própria microbiota, os antibióticos não somente
atacam as bactérias que são maléficas para nós, mas também as que são
utilitárias para nós, e esse é um de vários motivos que causam os efeitos
colaterais como reações alérgicas, infecções secundárias promovidas pelo uso
continuo de antibióticos (SULAKVELIDZE, 2001). Podemos citar a alta
resistência das bactérias em relação aos fármacos evidenciada nos estudos de
Heintz et al., Abou-Rass, Bogen e Haapasalo, todos esses cientistas
pesquisavam terapias endodônticas, com leões a partir do uso de fármacos,
observavam que em muitos testes apresentavam mesmo após as terapias, um
grande número de bactérias, assim identificando a resistência que elas
possuíam aos fármacos (FERNANDES, 2010). Quando se usa fármacos
também há um risco dos resíduos antimicrobianos entrar em contato com os
produtos e subprodutos de origem animal, assim originando reações
indesejáveis nos humanos, problemas como hipersensibilidade, distúrbios
sanguíneos, hepáticos e renais (SULAKVELIDZE, 2001). A confecção de um
fármaco é muito demorada, cerca de 10 anos para produzir o fármaco (AMARAL,
2015).
Em paralelo a toda essa situação, do estudo de fármacos e de seu declínio,
ocorriam também estudos com os bacteriófagos, que não eram tão engajados
(citado no começo). A partir de observações feitas por Hanking em 1890,
começou-se a observar uma relação antimicrobiana dos bacteriófago com as
bactérias, mais epecificamente em seu experimento Hanking observeu a relação
antimicrobiana do fago em relação a bactéria Vibrio cholerae (AMARAL, 2015).
Os bacteriófagos são vírus que especificamente atacam somente certas
bactérias, através de certos mecanismos. Através de estímulos químicos,
reconhecimento químico os bacteriófagos fazem contato com a parte da
membrana plasmática da bactéria, e assim quando o contato é feio com o
sucesso conseguem passar seu material genético para bactéria, assim por
processos químicos e fisiológicos, o vírus consegue se infiltrar no genoma da
bactéria. Após a infiltração feita ao genoma da bactéria duas reações poderão
acontecer, a primeira seria ele somente ficar anexado ao genoma sem ocorrer
absolutamente nenhum dano. Já a outra opção seria a lise, onde o organismo
da bactéria começa a ler o material genético do vírus, assim fazendo a bactéria
a produzir outros vírus como o que infectou a bactéria, e logo depois provocando
a lise da bactéria, ocasionando a morte da bactéria (MICHEL, 2004).
Porém a eventual observação da utilização prática, propriamente dita, dos
bacteriófagos para saúde fora feita em 1923, a qual fora suprimida devida a alta
eficácia na época dos antibióticos químicos (fármacos) na época (HELBEL,
2016), recentemente foi mais estudada e mais conhecida, e com grandes
benefícios. A fagoterapia tem um alvo especifico, porém o fármaco afeta também
a nossa microbiota (como foi abordado anteriormente); se encontra também a
ausência de efeitos colaterais no tratamento fagoterapêutico, como reações
alérgicas, infecções secundárias promovidas pelo uso continuo de antibióticos;
existem bactérias que possuim resistência aos fago, porém é muito mais rápido
de se desenvolver fagos alternativos, cerca de uma semana para desenvolver
outro fago (PAIVA, 2016), comparando aos fármacos podem durar anos até que
seja produzido o que consiga penetrar na bactéria e a eliminar; ausência de
resíduos de antimicrobianos nos produtos e subprodutos de origem animal, que
podem determinar reações indesejáveis nos humanos, problemas como
hipersensibilidade, distúrbios sanguíneos, hepáticos e renais (UBER, 2016).
Carlton (1999) diz também que a fagoterapia se mostra mais efetiva que os
fármacos, dizendo que a respeito da fagoterapia a bactéria em geral apresenta
10 vezes menos resistência do que em um fármaco. Os fagos também podem
desenvolver mecanismos naturais de evasão da imunidade inata da bactéria,
contra-ataque desta “guerra coevolucionaria” (SEED, 2013).
Em meio a tal situação de falta de informação sobre a fagoterapia, e ainda com
estímulos a produção de fármacos (mesmo sendo muitas vezes ineficazes) o
número de super bactérias vem se aumentando e segundo o Center of Control
and Disease Prevention (2014), nos Estados Unidos anualmente as
superbactérias levam a um número maior de mortes do que as ocasionadas pelo
vírus HIV no mesmo período. É preocupante que novos antibióticos não estejam
sendo desenvolvidos a um ritmo suficiente para substituir as drogas que estão
se tornando menos úteis (PAIVA, 2016).
Em meio a esse contexto caótico, e alarmante, temos que observar com muita
atenção o papel do biólogo. O biólogo é o cientista, que está sempre procurando
se informar, pesquisando e se lendo diariamente muitos artigos, pois sempre há
uma novidade, uma nova interpretação, explicação feita pela ciência em
qualquer área que for, também sempre está experimentando, e fazendo novas
observações em seu laboratório logo após um estudo incessante, assim como
Alexander Fleming estudou, pensou e pesquisou muito, antes de fazer tais
experimentações, que gerou uma observação , mesmo devido a um “acidente”,
que foi a observação da reação da penicilina com as bactérias. Assim também
fora feito a respeito da terapia fagica em 1923, porém pouco pesquisou-se e
divulgou-se sobre ela. Com o perigo eminente das super bactérias e do mal
funcionamento dos antibióticos, o método mais eficaz que foi observado
atualmente é a fagoterapia (AMARAL, 2015). E o estudo somente perpetuar-se-
á através do futuro da nação, os futuros biólogos. E qual é o conhecimento
apresentado por eles sobre a fagoterapia?
Links:
https://revistainterdisciplinar.uninovafapi.edu.br/revistainterdisciplinar/v4n4/revisao/rev
4_v4n4.pdf

https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1094492449-microbiologia-de-brock-c-cd-
rom-10-edicao-_JM?quantity=1

https://www.mastereditora.com.br/periodico/20160509_150426.pdf

http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-
86372010000200017&lng=es&nrm=iso&tlng=pt

http://www.datasus.gov.br/cid10/V2008/WebHelp/a30_a49.htm

https://periodicos.unifap.br/index.php/estacao/article/viewFile/2555/andersonv7n2.pdf

Amaral, L. (2015). Estudo molecular da resistência a bacteriófagos líticos em

Salmonella enterica subsp. enterica serovar Enteritidis.


Luiz, S (2006). Os Investimentos das Indústrias Farmacêuticas Brasileiras em
Programas Sociais: uma análise dos indicadores sociais de 2006. Saúde
Sociedade, São Paulo.