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BOM DIA! Seguem principais destaques de hoje (07/08/2018)*:


*Permitida a distribuição a clientes finais

MACRO BRASIL
1. Política Brasil – nossas conclusões até agora e os próximos passos
2. Anfavea – Produção de veículos sobe 9% a/a, emplacamentos sobem 18%.
3. Ata do Copom reforça que choque inflacionário foi temporário

MACRO INTERNACIONAL
1. Minério de ferro atinge US $70/t
2. Tensões comercias batem em indicadores da Alemanha
3. Mercados asiáticos fecham em alta, puxados por China

EMPRESAS
1. Resultado de Magazine Luiza surpreende novamente
2. AES Tietê: colhendo os frutos de estratégia comercial otimizada e exposição à renováveis; Compra
3. TAESA: Sólido 2T18, anúncio de dividendos de R$0,48/ação (2,2% yield), positivo

MACRO BRASIL

Política Brasil – nossas conclusões até agora e os próximos passos


Nossa equipe de análise política destaca que parecem ter dois candidatos na dianteira para as duas
vagas do segundo turno das eleições, apesar das pesquisas não refletirem isso ainda. O PT se destaca
como a força principal da esquerda e o PSDB tem ferramentas que, se bem utilizadas, permitem-lhes
roubar espaço de Jair Bolsonaro. Daqui para frente, vemos duas batalhas principais. A primeira, do
PSDB tentando penetrar o eleitorado do Bolsonaro - esperamos um esforço brutal para desconstruir
sua candidatura. Do outro espectro, Haddad, Ciro e Marina vão disputar pelos despojos de Lula.
Quanto mais permissiva a justiça for para em algum momento permitir manifestações eleitorais de
Lula, maior será a vantagem de Haddad.

A campanha só começa no dia 16, mas nesta quinta-feira temos o primeiro debate na Band, que deve
revelar a estratégia de cada campanha. A cobertura televisiva do dia a dia de cada candidato,
principalmente o Jornal Nacional, também começa no dia 16. Ainda que não mude drasticamente as

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intenções de voto ainda, é um elemento a mais para atrair a atenção do eleitor médio à disputa. Agora
que os candidatos oficiais estão definidos, Datafolha e Ibope devem fazer novas pesquisas em breve.

Anfavea – Produção de veículos sobe 9% a/a, emplacamentos sobem 18%.


A produção brasileira de veículos em julho subiu 9,3% vs. julho do ano passado de acordo com a
Anfavea. Segundo o presidente da Anfavea, Antonio Megale, a queda em relação ao mês anterior (-4%
vs. junho) reflete o ajuste da produção ao enfraquecimento das exportações de veículos, que cederam
21% na comparação mensal. Apesar da queda na produção, o mês passado teve o melhor resultado
para julho desde 2014 de acordo com Megale. No acumulado dos primeiros 7 meses, a indústria
apresentou aumento de 13% na produção de veículos. Quanto à venda de veículos novos em julho, o
aumento foi de ~18% em relação a 2017, maior número de emplacamentos para o mês desde 2015 e o
melhor resultado mensal desde dezembro de 2015.

Ata do Copom reforça que choque inflacionário foi temporário


O documento que comenta a decisão do Banco Central de deixar a taxa de juros em 6,50% mais uma
vez reforçou que o efeito da greve dos caminhoneiros foi temporário, o que já deve ser observado nos
dados de inflação de julho e agosto. A instituição destacou em vários trechos a importância da
sinalização de uma continuidade das reformas, ou seja, apontou que uma disputa eleitoral na qual
candidatos reconhecem a necessidade da continuidade do ajuste fiscal ajudará a manter as
expectativas inflacionárias ancoradas. Por fim, o BC não indicou qual será seu próximo passo na
reunião de 19 de setembro, “...o maior nível de incerteza da atual conjuntura gera necessidade de maior
flexibilidade para condução da política monetária, o que recomenda abster-se de fornecer indicações
sobre os próximos passos da política monetária...”

MACRO INTERNACIONAL

Minério de ferro atinge US $70/t


Com a China reagindo rapidamente para estabilizar o crescimento em julho e reiterando seu apoio à
moeda ao longo do fim de semana, o mercado parece ter ganho convicção no minério de ferro, com o
future subindo bem ao longo da última semana e o preço spot em US$70/t ontem, nível mais alto desde
março. Além disso, os prêmios para os minérios de alta qualidade permanecem próximos aos máximos
históricos, a medida que a alta do preço de aço (futuro do vergalhão subiu 11% desde junho), leva a
margens saudáveis de aço na China. Vemos os preços do minério de ferro sustentados e projetamos
uma média de US $ 67,5 / t este ano, US $ 65 / t para 2019. Nesses números, vemos um Fluxo de Caixa
Livre de 14-15% para a Vale em 2018-19, e esperamos uma aceleração dos dividendos em 2019 –
Reiteramos recomendação de COMPRA na Vale – clique aqui para acessar a nossa tese.

Tensões comercias batem em indicadores da Alemanha


Segundo a Destatis, o superávit comercial da Alemanha recuou de 20,4 bilhões de euros para 19,7
bilhões de euros em junho, resultado abaixo dos 19,8 bi projetados por investidores. Também foi
divulgada a produção industrial de junho no país, que recuou 0,9%, pior que os 0,4% projetados.
Ambos os resultados sugerem que as tensões comerciais envolvendo os Estados Unidos tiveram
efeito negativo no país.

Mercados asiáticos fecham em alta, puxados por China


As bolsas asiáticas fecharam em sua maioria no terreno positivo, impulsionados principalmente por
movimentos de correção no mercado chinês após as quedas recentes. Apesar dos riscos que o
crescimento chinês abrande no curto prazo com tensões comerciais e menor formação bruta de
capital, destacamos que o governo chinês está adotando ativamente medidas de flexibilização
monetária e fiscais, os quais devem dissipar as preocupações do mercado com a expansão econômica
no médio a longo prazo.

EMPRESAS

Resultado de Magazine Luiza surpreende novamente


Ontem a Magazine Luiza reportou resultado do 2T18 acima do esperado, com lucro líquido em R$141
milhões, 10% acima das nossas estimativas e 12% acima do consenso, +94,5% A/A. A receita líquida
ficou 15% acima das nossas espectativas e 9% acima do consenso, +37,5% A/A, devido à: (1) venda
mesmas lojas de 27%, vs XPe e consenso em 11% e (2) crescimento do e-commerce em 66% A/A, vs
XPe em 40%. O resultado foi positivamente impactado pelas vendas na Copa do Mundo, apesar dos
impactos negativos da greve dos caminhoneiros. Esperamos hoje reação positiva das ações. Olhando
para o segundo semestre, a perspectiva é de mais cautela, segundo a Magazine Luiza, devido à
recuperação econômica menos acelerada, o cenário político incerto e o câmbio depreciado, que
dificulta o repasse de preço. Continuamos com recomendação neutra para o papel, com preço-alvo de
R$130/ação. Para mais detalhes sobre a nossa tese, acesse o link.

AES Tietê: colhendo os frutos de estratégia comercial otimizada e exposição à renováveis, Compra
TIET11 registrou lucro líquido de R $ 93,0 milhões no 2T18, em linha (+ 0,8%), com nossa estimativa de

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R $ 92,2 milhões e 9,4% acima do consenso. A empresa também anunciou o pagamento de dividendos
de R $ 0,26/ ação (2,6% yield) e as ações serão negociadas ex-dividendos a partir de 10 de agosto de
2018. Temos uma avaliação positiva dos resultados do TIET no 2T18, que vieram em linha com nossas
estimativas mas acima consenso, demonstrando como a estratégia comercial otimizada e a exposição
a fontes renováveis estão mitigando os impactos da baixa incidência de chuvas nos resultados.
Continuamos a ver um risco-retorno atrativo para as ações e reiteramos nossa recomendação de
compra com um preço-alvo de R$15. Para maiores detalhes sobre nossa tese, acesse o link.

TAESA (TAEE11): Sólido 2T18, anúncio de dividendos de R$0,48/ação (2,2% yield), positivo
A TAESA reportou Lucro Líquido de R$ 259,3 milhões, significativamente acima da nossa estimativa de
R$ 181,7 milhões por maiores impactos da inflação sobre resultados. Além disso, a empresa anunciou
o pagamento de dividendos (incluindo JCP) de R$ 164,3 milhões (R$ 0,48 / ação ou 2,2% yield líquido
de impostos sobre JCP), e as ações serão negociadas ex-dividendos em 10 de agosto de 2018.
Mantemos nossa visão positiva na TAESA, apoiada por (1) dividendos de 9,1% em 2018-20E, (2)
maiores retornos na construção de seus 8 projetos de transmissão e (3) oportunidades de compra de
linhas operacionais, como o leilão das subsidiárias de transmissão de energia da Eletrobras. No último
ponto, destacamos uma notícia no Valor Econômico informando que a TAESA pretende apresentar
ofertas para 5 dos ativos da ELET nos quais a empresa tem direitos preferenciais. Temos
recomendação de Compra nas ações da TAESA, com preço-alvo de R$24. Para maiores detalhes sobre
nossa tese, acesse o link.

GOL: Mercado doméstico sólido em julho.


A Gol reportou os dados operacionais de julho, que mantém a tendência de racionalidade no mercado
doméstico. O mercado local teve crescimento de 10% na demanda (RPK) e de 9,6% na oferta (ASK) em
julho, resultando em taxa de ocupação 0,3 p.p. maior na comparação com 2017 (de 82,9%). No mercado
internacional houve queda de ~22% na demanda e de ~12% na oferta. No acumulado dos 7 meses do
ano, a demanda consolidada cresce 4% e a oferta 3,5%, levando a uma taxa de ocupação 0,4 p.p. maior.
Mantemos recomendação neutra para as ações de Gol. Para maiores detalhes sobre nossa tese, acesse
o link.

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