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PRECATÓRIOS

Art. 100. Os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal, Estaduais, Distrital e Municipais, em virtude de sentença
judiciária, far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos,
proibida a designação de casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009). (Vide Emenda Constitucional nº 62, de 2009)
§ 1º Os débitos de natureza alimentícia compreendem aqueles decorrentes de salários, vencimentos, proventos, pensões e suas
complementações, benefícios previdenciários e indenizações por morte ou por invalidez, fundadas em responsabilidade civil, em
virtude de sentença judicial transitada em julgado, e serão pagos com preferência sobre todos os demais débitos, exceto sobre
aqueles referidos no § 2º deste artigo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009).

§ 2º Os débitos de natureza alimentícia cujos titulares, originários ou por sucessão hereditária, tenham 60 (sessenta) anos de
idade, ou sejamportadores de doença grave, ou pessoas com deficiência, assim definidos na forma da lei, serão pagos com
preferência sobre todos os demais débitos, até o valor equivalente ao triplo fixado em lei para os fins do disposto no § 3º deste
artigo, admitido o fracionamento para essa finalidade, sendo que o restante será pago na ordem cronológica de apresentação
do precatório. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 94, de 2016)

§ 3º O disposto no caput deste artigo relativamente à expedição de precatórios não se aplica aos pagamentos de obrigações
definidas em leis como de pequeno valor que as Fazendas referidas devam fazer em virtude de sentença judicial transitada em
julgado. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009).
§ 4º Para os fins do disposto no § 3º, poderão ser fixados, por leis próprias, valores distintos às entidades de direito público,
segundo as diferentes capacidades econômicas, sendo o mínimo igual ao valor do maior benefício do regime geral de
previdência social.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009).
§ 5º É obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades de direito público, de verba necessária ao pagamento de seus débitos,
oriundos de sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios judiciários apresentados até1º de julho, fazendo-se o
pagamento até o final do exercício seguinte, quando terão seus valores atualizados monetariamente. (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 62, de 2009).
§ 6º As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados diretamente ao Poder Judiciário, cabendo ao Presidente
do Tribunal que proferir a decisão exequenda determinar o pagamento integral e autorizar, a requerimento do credor e
exclusivamente para os casos de preterimento de seu direito de precedênciaou de não alocação orçamentária do valor
necessário à satisfação do seu débito, o sequestro da quantia respectiva. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 62, de
2009).
§ 7º O Presidente do Tribunal competente que, por ato comissivo ou omissivo, retardar ou tentar frustrar a liquidação regular de
precatórios incorrerá em crime de responsabilidade e responderá, também, perante o Conselho Nacional de Justiça.
§ 8º É vedada a expedição de precatórios complementares ou suplementares de valor pago, bem como o fracionamento,
repartição ou quebra do valor da execução para fins de enquadramento de parcela do total ao que dispõe o § 3º deste artigo.
§ 9º No momento da expedição dos precatórios, independentemente de regulamentação, deles deverá ser abatido, a título de
compensação, valor correspondente aos débitos líquidos e certos,inscritos ou não em dívida ativa e constituídos contra o credor
original pela Fazenda Pública devedora, incluídas parcelas vincendas de parcelamentos, ressalvados aqueles cuja execução
esteja suspensa em virtude de contestação administrativa ou judicial.
§ 10. Antes da expedição dos precatórios, o Tribunal solicitará à Fazenda Pública devedora, para resposta em até 30 (trinta) dias,
sob pena de perda do direito de abatimento, informação sobre os débitos que preencham as condições estabelecidas no § 9º,
para os fins nele previstos.
§ 11. É facultada ao credor, conforme estabelecido em lei da entidade federativa devedora, a entrega de créditos em
precatórios para compra de imóveis públicos do respectivo ente federado.
§ 12. A partir da promulgação desta Emenda Constitucional, a atualização de valores de requisitórios, após sua expedição, até o
efetivo pagamento, independentemente de sua natureza, será feita pelo índice oficial de remuneração básica da caderneta de
poupança, e, para fins de compensação da mora, incidirão juros simples no mesmo percentual de juros incidentes sobre a
caderneta de poupança, ficando excluída a incidência de juros compensatórios.
§ 13. O credor poderá ceder, total ou parcialmente, seus créditos em precatórios a terceiros, independentemente da
concordância do devedor, não se aplicando ao cessionário o disposto nos §§ 2º e 3º.
§ 14. A cessão de precatórios somente produzirá efeitosapós comunicação, por meio de petição protocolizada, ao tribunal de
origem e à entidade devedora.
§ 15. Sem prejuízo do disposto neste artigo, lei complementar a esta Constituição Federal poderá estabelecer regime especial
para pagamento de crédito de precatórios de Estados, Distrito Federal e Municípios, dispondo sobre vinculações à receita
corrente líquida e forma e prazo de liquidação.
§ 16. A seu critério exclusivo e na forma de lei, a União poderá assumir débitos, oriundos de precatórios, de Estados, Distrito
Federal e Municípios, refinanciando-os diretamente. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009)
§ 17. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios aferirão mensalmente, em base anual, o comprometimento de suas
respectivas receitas correntes líquidas com o pagamento de precatórios e obrigações de pequeno valor. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 94, de 2016)
§ 18. Entende-se como receita corrente líquida, para os fins de que trata o § 17, o somatório das receitas tributárias,
patrimoniais, industriais, agropecuárias, de contribuições e de serviços, de transferências correntes e outras receitas correntes,
incluindo as oriundas do § 1º do art. 20 da Constituição Federal, verificado no período compreendido pelo segundo mês
imediatamente anterior ao de referência e os 11 (onze) meses precedentes, excluídas as duplicidades, e deduzidas: (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 94, de 2016)
I - na União, as parcelas entregues aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios por determinação constitucional; (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 94, de 2016)
II - nos Estados, as parcelas entregues aos Municípios por determinação constitucional; (Incluído pela Emenda Constitucional
nº 94, de 2016)
III - na União, nos Estados, no Distrito Federal e nos Municípios, a contribuição dos servidores para custeio de seu sistema de
previdência e assistência social e as receitas provenientes da compensação financeira referida no § 9º do art. 201 da
Constituição Federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 94, de 2016)
§ 19. Caso o montante total de débitos decorrentes de condenações judiciais em precatórios e obrigações de pequeno valor, em
período de 12 (doze) meses, ultrapasse a média do comprometimento percentual da receita corrente líquida nos 5 (cinco) anos
imediatamente anteriores, a parcela que exceder esse percentual poderá ser financiada, excetuada dos limites de
endividamento de que tratam os incisos VI e VII do art. 52 da Constituição Federal e de quaisquer outros limites de
endividamento previstos, não se aplicando a esse financiamento a vedação de vinculação de receita prevista no inciso IV do art.
167 da Constituição Federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 94, de 2016)
§ 20. Caso haja precatório com valor superior a 15% (quinze por cento) do montante dos precatórios apresentados nos termos
do § 5º deste artigo, 15% (quinze por cento) do valor deste precatório serão pagos até o final do exercício seguinte e o restante
em parcelas iguais nos cinco exercícios subsequentes, acrescidas de juros de mora e correção monetária, ou mediante acordos
diretos, perante Juízos Auxiliares de Conciliação de Precatórios, com redução máxima de 40% (quarenta por cento) do valor do
crédito atualizado, desde que em relação ao crédito não penda recurso ou defesa judicial e que sejam observados os requisitos
definidos na regulamentação editada pelo ente federado. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 94, de 2016)

Pr Expedição de precatórios- princípio da impessoalidade


Anuência x Não é necessário a anuência expressa do devedor para transferência do crédito de precatórios a
Comunicação terceiro, o que se exige é a comunicação, tanto do Tribunal, quanto do devedor. Mas anuência e
comunição NÃO SE CONFUNDEM!

Art. 100. § 13. O credor poderá ceder, total ou parcialmente, seus créditos em precatórios a
terceiros, independentemente da concordância do devedor, não se aplicando ao cessionário o
disposto nos §§ 2º e 3º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009).
Lei própria O Município poderá elaborar lei própria estabelecendo o patamar de RPV independentemente da
para RPV previsão estadual. A Constituição Federal estabelece apenas que o valor da RPV necessariamente
precisará ser igual no mínimo ao valor do maior benefício do regime geral de previdência social.

§ 4º Para os fins do disposto no § 3º, poderão ser fixados, por leis próprias, valores distintos às
entidades de direito público, segundo as diferentes capacidades econômicas, sendo o mínimo igual
ao valor do maior benefício do regime geral de previdência social. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 62, de 2009).

O STF já decidiu que os valores dispostos no artigo 87 do ADCT possuem caráter transitório, abrindo
margem para que os demais entes públicos disponham sobre os limites que melhor se adequem às
suas respectivas capacidades orçamentárias (ADI 2868/PI, 2004).

Cada ente federado pode definir em lei própria a quantia das obrigações de pequeno valor, de
acordo com suas diferentes capacidades econômicas (orçamentárias). O valor mínimo é igual ao
valor do maior benefício do regime geral da previdência social. Enquanto cada ente não instituir sua
lei própria, o art. 87 do ADCT determina que para os Estados e Distrito Federal, o valor é de 40
(quarenta) salários-mínimos e para os Municípios é de 30 salários-mínimos. Já para a União, o valor é
de 60 salários-mínimos.

OS ESTADOS-MEMBROS/DF E MUNICÍPIOS PODEM FIXAR VALOR REFERENCIAL INFERIOR AO DO ART.


87 DO ADCT (RPV), DESDE QUE RESPEITADO O PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE
Os Estados-membros podem editar leis reduzindo a quantia considerada como de pequeno valor,
para fins de RPV, prevista no art. 87 do ADCT da CF/88.

É lícito aos entes federados fixar o valor máximo para essa especial modalidade de pagamento,
desde que se obedeça ao princípio constitucional da proporcionalidade.

Ex: Rondônia editou lei estadual prevendo que, naquele Estado, as obrigações consideradas como de
pequeno valor para fins de RPV seriam aquelas de até 10 salários-mínimos. Assim, a referida Lei
reduziu de 40 para 10 salários-mínimos o crédito decorrente de sentença judicial transitada em
julgado a ser pago por meio de RPV. O STF entendeu que essa redução foi constitucional.

STF. Plenário.ADI 4332/RO, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 7/2/2018 (Info 890).

FONTE: DIZER O DIREITO


Compensação O STF declarou inconstitucional o parágrafo 9º do art. 100 da CF, mas modulou os efeitos da decisão,
de forma que considerou válida a compensação com débitos de natureza tributária ou de outra
natureza que, até 25.03.2015 (data fixada pelo STF na modulação), tenham sido incritos na dívida
ativa dos Estados, do DF ou dos Municípios. No entanto, facultou esta compesação aos credores de
precatórios e não à Fazenda Pública (como estabelecido no referido parágrafo - compensação
forçada).

Portanto, a partir da mencionada data não será mais possível a quitação de precatórios por
compensação.

Fonte: Pedro Lenza.

A COMPENSAÇÃO foi novamente inserida no ordenamento jurídico (art. 105, ADCT):

''O art. 105 do ADCT autoriza a compensação como uma faculdade do particular - ao contrário do
regime especial da EC nº 62/2009, que considerava a compensação como uma prerrogativa do poder
público. No regramento atual, os credores de precatórios, próprios ou de terceiros, podem
compensar seus créditos com débitos inscritos em dívida ativa até 25 de março de 2015. ''

Lembrando que Estados, DF e Município, teriam até maio de 2018 para regular a compensação por
lei própria, após o qual os credores de precatório estariam autorizados a fazer compensação (ao
menos de acordo com a literalidade da redação dos §§2º e §3º do dispositivo).

BARROS, Guilherme Freire de Melo. Poder Público em Juízo para concursos. Salvador: Juspodivm,
2018. p. 174.
Intervenção "O descumprimento voluntário e intencional de decisão transitada em julgado configura pressuposto
Federal indispensável ao acolhimento do pedido de intervenção federal. A ausência de voluntariedade em
não pagar precatórios, consubstanciada na insuficiência de recursos para satisfazer os créditos
contra a Fazenda Estadual no prazo previsto no § 1º do art. 100 da Constituição da República, não
legitima a subtração temporária da autonomia estatal, mormente quando o ente público, apesar da
exaustão do erário, vem sendo zeloso, na medida do possível, com suas obrigações derivadas de
provimentos judiciais".
[IF 1.917 AgR, rel. min. Maurício Corrêa, j. 17-3-2004, P, DJ de 3-8-2007.]

REQUISITOS DA INTERVENÇÃO (pressupostos materiais)

a) manter a integridade nacional;

b) repelir invasão estrangeira ou uma unidade da Federação a outra;

c) pôr termo a grave comprometmento da ordem pública;

d) garantir o funcionamento de qualquer dos Poderes da Federação;

e) reorganizar as finanças da unidade da Federação;

f) prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial;

g) assegurar a observância dos princípios constitucionais elencados no art. 34º, VII;


Juros

Segundo o STF, incidirão juros de mora sobre as dívidas da fazenda pública inscritas em
precatóriosapresentadosaté primeiro de julho e pagosaté o final do exercício seguinte. ERRADO.
CESPE 2017.

Atenção para o INFO 861: Incidem juros de mora entre a data da realização dos cálculos e a data da
requisição ou expedição do precatório.

Súmula vinculante 17: Durante o período previsto no parágrafo 1º (obs: atual § 5º) do artigo 100 da
Constituição, não incidem juros de mora sobre os precatórios que nele sejam pagos.

NÃO CONFUNDIR COM O SEGUINTE JULGADO:

Incidem os juros da mora no periodo compreendido entre a data da realizacao dos calculos e a da
requisicao de pequeno valor (RPV) ou do precatorio. (STF. Plenario. RE 579431/RS, Rel. Min. Marco
Aurelio, julgado em 19/4/2017 (repercussao geral) - Info 861)

Cuidado para não confundir com a SV 17: Durante o peri ́odo previsto no parágrafo 1º (obs: atual §
5º) do artigo 100 da Constituição, não incidem juros de mora sobre os precatórios que nele sejam
pagos. O periodo de que trata este RE 579431/RS eanterior à requisicao do precatorio, ou seja,
anterior ao interregno tratado pela SV 17.

Para maiores aprofundamentos: https://dizerodireitodotnet.files.wordpress.com/2017/05/info-861-


stf.pdf

Ano: 2018

Banca: CESPE Órgão: PGM - Manaus - AM Prova: Procurador do Município


Conforme a disciplina constitucional dos precatórios e a jurisprudência dos tribunais superiores,
julgue o item subsequente.
Não incidem juros de mora no período compreendido entre a data da realização dos cálculos de
liquidação e a da expedição do precatório. (ERRADO)

INFO 861 STF


PRECATÓRIOS
Incidem juros da mora entre a data da realização dos cálculos e a da requisição ou do precatório.
Atualiz Precatórios pagos até o final do exercício seguinte ao da apresentação, desde que esta ocorra até o
Monet dia 1.º de julho do exercício:

ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA - SIM

JUROS DE MORA - NÃO (SÚMULA VINCULANTE Nº 17)

SÚMULA VINCULANTE 17 - Durante o período previsto no parágrafo 1º do artigo 100 da Constituição,


não incidem juros de mora sobre os precatórios que nele sejam pagos.

Data x Juros Segundo o STF, incidirão juros de mora sobre as dívidas da fazenda pública inscritas em precatórios
apresentados até primeiro de julho e pagos até o final do exercício seguinte. ERRADO. CESPE 2017

Não incidem juros de mora sobre os precatórios que sejam pagos até o final do exercício seguinte ao
da apresentação, desde que esta ocorra até o dia 1.º de julho do exercício. CESPE 2014

RESPOSTA:

Súmula vinculante 17: Durante o período previsto no parágrafo 1º (obs: atual § 5º) do artigo 100 da
Constituição, não incidem juros de mora sobre os precatórios que nele sejam pagos.

NÃO CONFUNDIR COM O SEGUINTE JULGADO:

Incidem os juros da mora no peri ́odo compreendido entre a data da realização dos cálculos e a da
requisição de pequeno valor (RPV) ou do precatório.

(STF. Plenário. RE 579431/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 19/4/2017 (repercussão geral) -
Info 861)

Cuidado para não confundir com a SV 17: Durante o peri ́odo previsto no parágrafo 1º (obs: atual §
5º) do artigo 100 da Constituição, não incidem juros de mora sobre os precatórios que nele sejam
pagos. O peri ́odo de que trata este RE 579431/RS é anterior à requisição do precatório, ou seja,
anterior ao interregno tratado pela SV 17.

Para maiores aprofundamentos: https://dizerodireitodotnet.files.wordpress.com/2017/05/info-861-


stf.pdf
Ctrl
Súmula 311-STJ: Os atos do presidente do tribunal que disponham sobre processamento e
pagamento de precatório não têm caráter jurisdicional.
os atos do presidente do tribunal que disponham sobre processamento e pagamento de precatório
não têm caráter jurisdicional"

Segundo o STF, as decisões dos tribunais proferidas no cumprimento dos precatórios judiciais têm
natureza administrativa. Em virtude disso, o STF não admite recurso extraordinário contra decisão
proferida no processamento de precatórios, uma vez que esta não possui caráter jurisdicional
(Súmula STF nº 733).
RMS 45336 / RN STJ - de junho de 2015

Nos termos da Súmula 311 do Superior Tribunal de Justiça, "os


atos do presidente do tribunal que disponham sobre processamento e
pagamento de precatório não têm caráter jurisdicional".

Nessa mesma
linha de percepção, o STF tem, reiteradamente,
assentado a natureza administrativa da atividade desempenhada pelos
Presidentes de Tribunais de Justiça no âmbito do processamento de
precatórios. Precedentes.

Em tal contexto, o controle exercido pelo TCE/RN sobre a atuação


do Presidente do TJ, no específico processamento de
precatório timbrado por alegadas e graves irregularidades havidas no
Termo de Compromisso Judicial nº 13/2009, revela situação de
excepcionalidade que, no caso concreto, torna legítima a ação
daquela Corte de Contas, cuja instituição, por isso, não desbordou
dos limites da atribuição constitucional que lhe comete a realização
de fiscalização contábil, financeira, operacional e patrimonial em
unidades administrativas do Poder Judiciário

Ótima questão, o STF já deliberou a respeito, vejam:

"A legitimidade e a competência constitucional e legal do Tribunal de Contas para expedir medidas
cautelares visando prevenir lesão ao erário e garantir a efetividade de suas decisões foi ratificada
pelo ministro presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (14/3), em julgamento
preliminar de processo(SS 4878) com parecer favorável do procurador-geral da República Rodrigo
Janot Monteiro de Barros. Na decisão, Barbosa determinou a imediata suspensão de liminar
concedida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, contrária à medida cautelar expedida
pelo Tribunal de Contas potiguar (TCE-RN) nos autos de processo que apura irregularidades no
pagamento de precatórios pelo próprio TJ-RN. O relator desse processo foi o conselheiro Carlos
Thompson.

O ministro Joaquim Barbosa decidiu nos autos de recurso movimentado pela Procuradoria Geral do
Estado do RN. O Tribunal de Justiça havia determinado a suspensão de cautelar do TCE-RN,
desbloqueando os bens da ex-secretária geral desse Tribunal de Justiça, Wilza Dantas Targino. A
servidora é suspeita de envolvimento no denominado "Escândalo dos Precatórios do TJ-RN",
investigado pelo TCE, e que causou prejuízos ao erário no valor de R$ 14 milhões. A decisão judicial
potiguar questionava a legitimidade e a competência do Tribunal de Contas para expedir medida
cautelar.
Com a medida cautelar, o TCE-RN determinou o bloqueio dos bens e de contas bancárias de Wilza
Targino no valor de R$ 6,2 milhões, como garantia de assegurar o eventual ressarcimento do prejuízo
ao erário. Já na liminar, o TJ acatou alegação de que não foi assegurado o direito de contraditório e
que o TC não tinha competência para determinar o bloqueio de contas-correntes.

Em seu parecer para o STF, o procurador Rodrigo Junot discorreu sobre o exercício legítimo do poder
geral de cautela do Tribunal de Contas, amparado pela Constituição Federal. Afirma que a
antecipação de cautela tem caráter sabidamente excepcional e observou que o STF já assentou que
o Tribunal de Contas possui legitimidade para a expedição de medidas cautelares visando prevenir
lesão ao erário e garantir a efetividade de suas decisões."

Não deixem de ler na íntegra o artigo: http://www1.tce.pr.gov.br/noticias/stf-ratifica-legitimidade-e-


competencia-dos-tribunais-de-contas/2413/N

Posto isso, questão errada, o TCE possui tal legitimidade.


EP/SEM Há decisões que estende o regime de precatórios às empresas públicas e sociedades de economia
mista. O problema da assertiva é a generalização ao afirmar que são caracteristicas comuns, tendo
em vista que o STF tem asseverado que incide tão somente em situações específicas (não
concorrenciais - sem competir com empresas do setor privado).

Em recente informativo, o STF colacionou a decisão da ADPF 387/PI, julgada em 23/03/2017, sob a
relatoria do Ministro Gilmar Mendes, pela qual se definiu ser aplicável o regime dos precatórios às
sociedades de economia mista prestadoras de serviço público próprio do Estado e de natureza não
concorrencial (...)

--- x ---

A jurisprudência do STF consolidou o entendimento de que, na específica hipótese em que empresas


públicas e sociedades de economia mista tenham por objeto a prestação de serviços públicos
essenciais e próprios do Estado, e atuem sem competir com empresas do setor privado, é aplicável
às suas dívidas o regime de precatórios judiciários previsto no art. 100 da Carta Política, ou seja,
todos os bens dessas entidades administrativas, embora privados, são impenhoráveis (e sobre eles
não podem incidir ônus reais), mesmo aqueles que não sejam diretamente utilizados na respectiva
atividade-fim (...) Artigo Marcelo Alexandrino 23/09/2016 - Ponto dos concursos

EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E


TELÉGRAFOS. IMPENHORABILIDADE DE SEUS BENS, RENDAS E SERVIÇOS. RECEPÇÃO DO ARTIGO 12
DO DECRETO-LEI Nº 509/69. EXECUÇÃO.OBSERVÂNCIA DO REGIME DE PRECATÓRIO. APLICAÇÃO DO
ARTIGO 100 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. À empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, pessoa
jurídica equiparada à Fazenda Pública, é aplicável o privilégio da impenhorabilidade de seus bens,
rendas e serviços. Recepção do artigo 12 do Decreto-lei nº 509/69 e não-incidência da restrição
contida no artigo 173, § 1º, da Constituição Federal, que submete a empresa pública, a sociedade de
economia mista e outras entidades que explorem atividade econômica ao regime próprio das
empresas privadas, inclusive quanto às obrigações trabalhistas e tributárias. 2. Empresa pública que
não exerce atividade econômica e presta serviço público da competência da União Federal e por ela
mantido. Execução. Observância ao regime de precatório, sob pena de vulneração do disposto no
artigo 100 da Constituição Federal. Recurso extraordinário conhecido e provido.