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Tecnologia dos Tratamentos de Esgoto

AUTORES

Ilario Luiz Filho


Natália Martins
Discente da União das Faculdades dos Grandes Lagos – UNILAGO

Marcillei Duarte
Docente da União das Faculdades dos Grandes Lagos –UNILAGO

RESUMO

O processo de tratamento de esgotos tem por finalidade separar a fase líquida da fase sólida, tratando-se sepa -
radamente e de forma adequada cada uma destas fases, objetivando reduzir ao máximo a carga poluidora.
A função desses tratamentos consistem em minimizar impactos ambientais, através de processos físicos, quími-
cos e/ou biológicos, dando condições necessárias e suficientes, normalmente encontradas na natureza, em cor -
pos hídricos receptores tais como rios, córregos, lagos e lagoas , para promover a decomposição da matéria or -
gânica presente nos esgotos.

PALAVRAS-CHAVES

Sistemas, Efluentes, Tecnologias


1. INTRODUÇÃO

O tratamento de esgoto é uma medida de saneamento básico tendo como objetivo acelerar o processo de purifi-
cação da água antes de ser devolvida ao meio ambiente ou reutilizada. A origem dessa água poluída se dá atra -
vés da rede de esgoto proveniente de residências, comércios e indústrias.

1.1. Tecnologias do Tratamento de Esgoto


Filtros biológicos
Lagoas anaeróbicas e aeróbicas
Lodos ativados e suas variações ( bateladas e MBBR)
Tratamento anaeróbio (UASB) seguida de lodos ativados
Tratamento por membranas (MBR)

2. Filtros Biológicos
O filtro biológico é um sistema misto anaeróbico e aeróbico para a purificação de águas residuais de residências.
O filtro biológico para águas residuais consiste de uma sedimentação primária com digestão anaeróbica de lodo,
seguida de um tratamento com filtro biológico.

O desempenho de depuração está em torno de 80% - 90%. Ideal para tratar a água em instalações onde não re-
quer alta qualidade de descarga. O resultado do processo é uma água que não é adequada para irrigação ou des-
carga para um canal público.
A água de resíduos , ao atingir a estação de tratamento, em primeiro lugar passar através do decantador digestor
executa sedimentação primária e a digestão de lamas, em que as bactérias anaeróbias degradar a matéria orgâni-
ca em decomposição sólido. A água limpa passa o filtro biológico através de um tubo que distribui a água limpa na
água do meio filtrante e bactérias aeróbias são depuradas e detritos orgânicos deixado em condições para o reu-
so.

Essas soluções são robustas, práticas, fáceis de instalar e manutenção simples.

Maior capacidade de purificação e retenção de sólidos devido ao enchimento biológico instalado.


FIGURA 01 – Filtro biológico

Fonte: plarexpoliester

3. Tratamento Biológico Aeróbio

No tratamento biológico aeróbio os microorganismos degradam as substâncias orgânicas, que são assimiladas
como "alimento" e fonte de energia, mediante processos oxidativos.

Nesse processo, o efluente precisa ser submetido a temperaturas específicas, estar com o pH e oxigênio dissolvi -
do (OD) controlado, além de  obedecer a relação da massa com os nutrientes de Demanda Biológica de Oxigênio
(DBO) que variam com a biota formada em cada estação.

As bactérias responsáveis por este processo de eliminação da matéria orgânica são, em sua maioria, heterótrofas
aeróbias e facultativas e promovem a remoção da matéria orgânica com mais eficiência.

Os sistemas aeróbios mais comuns são lagoas aeradas, filtros biológicos e os sistemas de lodos ativados que pro -
piciam a melhor eficiência em remoção de cargas.
Vantagens

Comunidades e indústrias, principalmente do ramo de alimentos e bebidas, são beneficiadas quando o sistema é
complementado pelo tratamento aeróbio.

Maior rendimento, pois alcançam maiores taxas de remoção da matéria orgânica. Os sistemas de lodos ativados
com aeração prolongada, por exemplo, atingem até 98% de eficiência na remoção de DBOs.

Riscos reduzidos de emissões de odor e maior capacidade de absorver substâncias mais difíceis de serem degra-
dadas.

Desvantagens

Seu aspecto negativo é que esse sistema necessita de área extensa para implantação.

FIGURA 02 - Tecnologia do Sistema de Tratamento Aeróbio

Fonte: Damásio
4. Tratamento biológico Anaeróbio
As estações de tratamento de esgoto anaeróbias caracterizam-se basicamente pela ausência de fase aerada no
processo de tratamento.
O princípio de tratamento é totalmente biológico e anaeróbio, ou seja, a degradação do esgoto ocorre através de
bactérias anaeróbias (que não necessitam de oxigênio para sobreviverem). Essas estações são compostas basi -
camente por reatores anaeróbios (RAFA / UASB) seguidos de filtros biológicos anaeróbios, sem uso de nenhum
equipamento elétrico acoplado ao sistema. Uma das grandes vantagens do sistema, pois essa característica pos-
sibilita redução de custos de funcionamento, operação e manutenção da ETE, bem como possibilita menor investi-
mento na aquisição destas.
Estes equipamentos são produzidos especificamente para o tratamento de esgoto e por isso produzem um efluen-
te que atende plenamente aos padrões estabelecidos pelos órgãos ambientais, pois têm uma eficiência de 80% a
85% na remoção de DBO (demanda bioquímica de oxigênio).

FIGURA 03 – Técnologia no Tratamento com Reator Anaeróbio

Fonte: server.pelotas

5. Sistema de Tratamento de esgoto Lodo Ativado por Batelada


Processo
O sistema de Tratamento de Efluente, tipo Lodo Ativado por Batelada, incorpora todas as unidades, processo e
operações normalmente associados ao tratamento convencional de Lodos Ativados, ou sejam, oxidação biológica
e decantação, em um único tanque.

Num único tanque, esses processos e operações passam a ser simplesmente seqüência no tempo, e não unida -
des separadas como ocorre nos processos convencionais de fluxo contínuo. O processo de lodos ativados em ba -
telada é dimensionado para a modalidade de aeração prolongada, que com tempos de aeração consideravelmen-
te maiores, consegue-se o lodo já estabilizado no tanque de aeração e diminui o excesso de lodo a ser eliminado.

O processo de Batelada consiste de um reator onde ocorrem todas as etapas do tratamento. Isto é conseguido
através do estabelecimento de ciclos de operação com durações definidas. A massa biológica permanece no rea -
tor durante todos os ciclos, eliminando dessa forma a necessidade de decantadores individuais.

FIGURA 04 – Técnologia para Tratamento de Lodos Ativados em Bateladas

Fonte: Mendes

1.6. Técnologia de Tratamento de Esgoto Sistema (MBBR) Moving Bed Biofilm Reactors - Reatores de Bio-
filme de Leito Móvel

A tecnologia dos sistemas MBBR – Moving Bed Biofilm Reactors – apresenta-se como uma alternativa viável para
promover o aumento da capacidade de tratamento da ETE quando não há disponibilidade de área.
Sistemas MBBR são obtidos mediante a introdução de pequenos anéis plásticos (biomídias) em tanques de aera -
ção, assim, tais reatores além de contar com a biomassa em suspensão normalmente desenvolvida, possuem,
também, um biofilme aderido aos anéis, o que lhes confere uma maior capacidade no recebimento e tratamento
de cargas orgânicas e de nutrientes sem necessitar de um aumento da área construída.

O presente trabalho teve por objetivo específico acompanhar, desde a partida, um reator do tipo MBBR, avaliando
seu desempenho frente à remoção de carga orgânica e de nitrogênio.
FIGURA 05 - Biomidia fabricada em (PEAD) Polietileno de Alta Densidade, de formato cilíndrico .

Fonte: sanevix

1.7. Técnologia de Tratamento de Esgoto (UASB) Upflow Anaerobic Sludge Blanket – Cobertor de Lodo
Anaeróbio de Fluxo Ascendente

O reator UASB – Upflow Anaerobic Sludge Blanket –é uma tecnologia de tratamento biológico de esgotos baseada
na decomposição anaeróbia da matéria orgânica. Consiste em uma coluna de escoamento ascendente, composta
de uma zona de digestão, uma zona de sedimentação, e o dispositivo separador de fases gás-sólido-líquido. O es -
goto aflui ao reator e após ser distribuído pelo seu fundo, segue uma trajetória ascendente, desde a sua parte
mais baixa, até encontrar a manta de lodo, onde ocorre a mistura, a biodegradação e a digestão anaeróbia do con-
teúdo orgânico, tendo como subproduto a geração de gases metano, carbônico e sulfídrico. Ainda em escoamento
ascendente, e através de passagens definidas pela estrutura dos dispositivos de coleta de gases e de sedimenta-
ção, o esgoto alcança a zona de sedimentação. A manutenção de um leito de sólidos em suspensão constitui a
manta de lodo, e em função do fluxo contínuo e ascendente de esgotos, nesta é que ocorre a decomposição do
substrato orgânico pela ação de organismos anaeróbios.

Vantagens
Alto grau de estabilização do efluente;
Baixa produção de lodo;
Menor necessidade de nutrientes;
Baixa remoção de nutrientes;
A eficiência do tratamento não é limitada pela transferência de oxigênio;
Metano como produto final;
Baixa demanda por área e custos baixos na implantação;
Possibilidade de manutenção da biomassa, sem alimentação do reator;
Baixo consumo de energia;
Tolerância a elevadas cargas orgânicas.
Desvantagens

Baixa remoção de nitrogênio, fosforo e patógenos;

Necessidade de um pós-tratamento;
Aplicação limitada para alguns efluentes;
Temperatura relativamente alta 30º a 35 º;
Baixa velocidade do crescimento das bactérias metanogênicas;
Maior tempo de detenção hidráulico;
Baixa velocidade no ajuste a novos despejos e variação de condições ambientais;
Possibilidade de geração de maus odores e corrosão;
Eficiência entorno de 65 % em termo de remoção DBO

FIGURA 06 – Tecnologia de Reator UASB e suas características

Fonte: aguasclarasengenharia
1.8. Técnologia de Tratamento de Esgoto por Biomembranas

Esta tecnologia é geralmente empregada com o módulo de membranas acoplado a um reator biológico aeróbio. O
processo de tratamento é quase o mesmo que ocorre num sistema de lodos ativados convencional.

Os biorreatores com membranas, o MBR (a sigla significa Membrane Bio Reactor), não se trata de uma ultrafiltra -
ção direta e sim de um sistema biológico completo em que as membranas de ultrafiltração fazem parte integrante
do processo de digestão de matéria orgânica”.

Combina os benefícios da degradação biológica às vantagens dos processos de separação por membranas, o
MBR funciona como um filtro que deixa passar através dela somente água, alguns íons e moléculas de baixo peso
molecular, barrando os sólidos e bactérias. “Mas para a água estar tratada, depende do tratamento feito dentro do
reator antes da ultrafiltração das membranas”.
O MBR pode ser utilizado para efluentes tipo sanitários e industriais, mas com algumas restrições e limites quanto
a tipos de solventes, gorduras e cálcio, por exemplo. Só a partir de uma pesquisa minuciosa junto aos clientes,
seus hábitos, práticas e o tipo de água final necessária, poderão traçar quais características o sistema precisa ter.

FIGURA 07 – Técnologia de Tratameto de Esgoto por Biomembranas

Fonte: tratamentodeágua.com
FIGURA 08 – Técnologia de Tratamento de Esgoto por Biomembranas visão lateral

Fonte: portuguese.aliba

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

COMUSA .O Processo de Tratamento de Esgoto– Uma Breve Introdução, 2018. Disponível em: <
http://www.comusa.rs.gov.br/index.php/saneamento/tratamentoesgoto>. Acesso em: 19 de Abr. de 2019.

PORTAL do Tratamento de Água, 2019. Disponível em: <https://www.tratamentodeagua.com.br/artigo/mbr-nova-


tecnologia-para-tratamento-de-efluentes/>. Acesso em: 19 de Abr. de 2019

ESTAÇÕES de tratamento anaeróbias, 2019. Disponível em:


<ttp://www.deltasaneamento.com.br/pagina/estacoes-de-tratamento-de-esgoto-anaerobias>.Acesso em 20 de Abr.
de 2019.

NETO, Henrique Martins. Avaliação do desempenho de um sistema piloto de MBBR tratando esgoto doméstico.
2014. Disponível em. <http://www.revistatae.com.br/8544-noticias>. Acesso em 21 de Abr. de 2019.

CENTRO Esperimental de Saneamento Ambiental da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Reator UASB, Dis-
ponível em: <http://www.saneamento.poli.ufrj.br/index.php/br/infraestrutura/reator-usab>. Acesso em: 21 de Abr.
de 2019