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EXAME NACIONAL DE PORTUGUÊS 2018 - Código 639

2017-2018
Disciplina de Português 1ª Fase – 19 de JUNHO – 09.30

2ª Fase – 19 DE JULHO – 09.30

PREPARAÇÃO PARA O EXAME NACIONAL – ORIENTAÇÕES PARA ESTUDO INDIVIDUAL 1

1. Como estudar?

Antes do Exame Nacional…


✓ Relê os resumos da matéria que foste elaborando ao longo dos anos.
✓ Faz uma lista das dúvidas que te vão surgindo e tenta esclarecê-las com a professora.
✓ Consulta os exames dos anos anteriores (IAVE) e tenta resolvê-los. Confronta as tuas
respostas com as sugestões de correção apresentadas.
http://www.iave.pt/index.php/avaliacao-de-alunos/arquivo-de-provas-exames/exemplo-arquivo?start=20

Durante a realização do Exame Nacional…


✓ Indica de forma legível a versão da prova.
✓ Lê com atenção o enunciado antes de começares a responder aos questionários.
✓ Sublinha nos textos as informações mais relevantes.
✓ Escreve de forma legível a numeração dos grupos e dos itens, bem como as respetivas
respostas. As respostas ilegíveis ou que não possam ser claramente identificadas são
classificadas com zero pontos.
✓ Apresenta apenas uma resposta para cada item. Se escreveres mais do que uma
resposta a um mesmo item, apenas é classificada a resposta apresentada primeiro.
✓ Não escrevas as respostas integralmente em maiúsculas. A classificação da prova é
sujeita a uma desvalorização de cinco pontos.
✓ Em caso de engano, deves riscar de forma inequívoca aquilo que pretendes que não
seja classificado. Não é permitido o uso de corretor.
✓ Nas respostas às perguntas de interpretação (I Grupo), redige frases completas e bem
estruturadas, fundamentadas com passagens retiradas do texto, devidamente citadas,
mesmo que não seja solicitado no enunciado da questão, pois enriquece as respostas.
✓ Toma atenção aos verbos que introduzem as questões, sobretudo as do I Grupo, pois
fornecem indicações essenciais sobre o que se espera da resposta. (V. Ponto 3.)
✓ Para responder aos itens de escolha múltipla, escreve apenas o número do item e a
letra que identifica a opção escolhida, alinhando as respostas na vertical.
✓ Planifica a resposta extensa, do III Grupo, de acordo com uma estrutura organizada,
respeitando o limite mínimo e máximo de palavras apresentado no III Grupo. Caso não
o faças, a resposta é penalizada. (V. Ponto 3.)
✓ Vai controlando o tempo ao longo da realização do exame.
✓ No caso de teres alguma dificuldade em responder a uma determinada questão,
avança com a resposta às questões seguintes e, no final, volta a tentar responder.
✓ Não deixes nenhuma questão por responder.
✓ Relê todas as respostas e verifica a correção ortográfica e sintática das mesmas,
nomeadamente no que diz respeito à acentuação e pontuação. Cada falha desconta,
no mínimo, um ponto na cotação da resposta.
2. O que estudar?

“A prova tem por referência o Programa e Metas Curriculares de Português do Ensino


Secundário, privilegiando-se, em todos os domínios, os conteúdos comuns ao Programa
supracitado e aos Programas de Português de 10.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade,
homologados em 2001 e 2002, independentemente do ano de lecionação desses conteúdos 2
em cada um dos referidos referenciais.”
(http://www.iave.pt/images/FicheirosPDF/Docs_Avalia%C3%A7%C3%A3o_Alunos/Infoprovas/IE_EX_Po
rt639_2018.pdf)

Conteúdos programáticos
(De acordo com o Programa e Metas Curriculares de Português do Ensino Secundário )
NOTA – Os conteúdos comuns aos dois programas estão assinalados com X.

10º ano

Poesia Trovadoresca
• Cantigas de amigo
- A variedade do sentimento amoroso (amor, saudade, alegria, raiva, tristeza…);
- O drama sentimental da donzela (aparentemente espontâneo e natural);
- A confidência amorosa (amigas, mãe, Natureza).
• Cantigas de amor
- A coita de amor (sofrimento amoroso) e o amor cortês: a “senhor” e o sofrimento do
poeta;
- O elogio cortês.
• Cantigas de escárnio e maldizer
- A crítica individual ou social de recorte caricatural;
- A dimensão satírica: a crítica de costumes, a paródia ao código de amor cortês.

Fernão Lopes, Crónica de D. João I


• Capítulo XI: relata o alvoroço que se gerou na cidade de Lisboa, por causa do perigo de
vida que corria D. João I;
• Capítulo CXV: aborda o momento em que a cidade de Lisboa se viu cercada e o modo
como a população de Lisboa se preparou para enfrentar o cerco castelhano;
• Capítulo CXLVIII: refere, por um lado, a falta de solidariedade e de esperança da
população por causa da fome e, por outro, a união na defesa da cidade, apesar do
desespero;
• A criação de uma memória nacional: grandes feitos e grandes heróis, protagonistas de
identidade coletiva;
• Atores individuais (D. João I e os seus adjuvantes);
• Atores coletivos: o povo (sobretudo o de Lisboa);
• A afirmação da consciência coletiva: a força e os sacrifícios dos atores na defesa dos
interesses nacionais.
Gil Vicente, Farsa de Inês Pereira
• O casamento como projeto de libertação e de promoção social;
• O desejo de um marido “avisado” e “discreto” e a “experiência”, que dá “lição”;
• A segurança de um marido “rico, honrado”;
• A dimensão satírica: as mudanças sociais, a crise de valores, o conflito intergeracional;
3
• O recurso ao cómico: linguagem, caráter, situação.

Luís de Camões, Rimas (X)


• A representação da amada:
- perfeição física e espiritual (retrato idealizado, à maneira petrarquista);
- neoplatonismo: inatingibilidade da mulher amada;
• A representação da Natureza;
• A experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor:
- o amor como sentimento complexo, inexplicável e paradoxal;
- a centralidade e superioridade do Amor (entidade referida com recurso à maiúscula);
• A reflexão sobre a vida pessoal;
• O tema do desconcerto:
- confusão, arbitrariedade, ambição, injustiça, conflituosidade, desorganização (crise
de valores);
• O tema da mudança:
- a mudança social e moral;
• Linguagem, estilo e estrutura:
- a lírica tradicional portuguesa (medida velha; redondilha menor e maior);
- a influência clássica (medida nova; decassílabo; soneto petrarquista);
- recursos expressivos mais frequentes: a aliteração, a hipérbole, a anáfora, a
metáfora, a antítese, o oxímoro e a apóstrofe.

Luís de Camões, Os Lusíadas (X)


• Imaginário épico:
- matéria épica – feitos heroicos e viagem;
- sublimidade do canto;
- mitificação e dimensão simbólica do herói, representante da coletividade;
• Reflexões do poeta (visão antiépica):
- considerações ideológicas e propósitos moralizadores e didáticos;
- críticas: à falta de cultura nacional, que despreza as artes e as letras; à ingratidão e à
falta de reconhecimento do mérito; ao poder do dinheiro e aos meios indignos de
atingir a fama; à decadência moral do país;
• Linguagem estilo e estrutura:
- a epopeia: natureza e estrutura da obra;
- os quatro planos narrativos: viagem, mitologia, História de Portugal e reflexões do
poeta;
- distribuição estrófica, métrica e esquema rimático: oitavas em verso decassilábico,
com esquema rimático abababcc;
- recursos expressivos mais frequentes: a anáfora, a anástrofe, a apóstrofe, a
comparação, a enumeração, a hipérbole, a metonímia, a interrogação retórica.

História Trágico-Marítima
• As terríveis aventuras de Jorge de Albuquerque Coelho (1565; excertos);
• Aventuras e desventuras dos Descobrimentos portugueses; 4
• O imaginário épico:
- matéria épica: feitos históricos e viagem (as desventuras dos Descobrimentos);
- enaltecimento do(s) herói(s);
• “Epopeia de morte e de pavor” por oposição à “epopeia de glória” de Os Lusíadas;
• A crítica às causas humanas de muitos dos naufrágios (ambição desmedida, desleixo
na construção e carregamento dos barcos, desrespeito pelos ciclos naturais e
condições atmosféricas adequadas, ataques de corsários).

11º ano
Padre António Vieira, Sermão de Santo António (X)
• Estrutura interna e externa;
• Conceito predicável;
• A crítica social de base alegórica – as virtudes, comparadas a Santo António, e os vícios
dos peixes como representação metafórica dos defeitos humanos (louvores e
repreensões):
- desrespeito pela palavra de Deus;
- fraqueza, exploração, arrogância, parasitismo, ambição, vaidade, hipocrisia e traição.
• Objetivos da eloquência:
- docere: ensinar, explicando e expondo argumentos;
- delectare: agradar e deleitar, captando a atenção do auditório, de modo a não causar
aborrecimento;
- movere: comover, apelando às emoções e tentando tocar os sentimentos do
auditório, de forma a influenciar e alterar comportamentos);
• Linguagem, estilo e estrutura:
- estrutura argumentativa;
- discurso figurativo: a alegoria, a comparação, a metáfora;
- outros recursos expressivos: a anáfora, o paralelismo, a antítese, a apóstrofe, a
enumeração, a gradação e o quiasmo.

Almeida Garrett, Frei Luís de Sousa (X)


• Tragédia clássica ou drama romântico?;
• Verdade histórica e influência da vida do autor;
• Ação e estrutura interna e externa;
• Tempo e espaço;
• Caracterização das personagens;
• A dimensão patriótica e a sua expressão simbólica;
• O Sebastianismo: História e ficção;
• O (in)cumprimento da lei das três unidades da tragédia clássica: ação, tempo e espaço;
• O sentimento amoroso de caráter trágico e inviabilizado pela força do destino e da
ordem social, conforme os preceitos da estética romântica (Madalena de Vilhena);
• A mulher-anjo romântica, demasiado perfeita para ser deste mundo (Maria);
• A defesa dos interesses e da identidade coletiva (Manuel de Sousa Coutinho);
• A fragmentação da personagem (Telmo Pais);
• A importância das crenças religiosas e a força da razão (Frei Jorge); 5
• A personagem virtual/passado e Presente de Portugal (D. João de Portugal/Romeiro);
• A ausência de um personagem “mau para contraste”;
• Linguagem e estilo (expressividade da pontuação, variedade de registos de língua,
metáfora, adjetivação, recurso a interjeições).

Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição


• Introdução e conclusão; Capítulos I, IV, X e XIX;
• A obra como crónica de mudança social:
- a revolta e o desencanto face ao país;
- o herói romântico em conflito com os valores morais e as convenções sociais
vigentes;
• O amor paixão: forte, transcendente (realizando-se na morte) e de carácter quase
sagrado, absoluto;
• A mulher-anjo romântica, demasiado perfeita para ser deste mundo;
• O amor ligado à união física e, sobretudo, espiritual;
• O amor subjugado às convenções sociais.

Eça de Queirós, Os Maias (X) (Obra de opção)


• Realismo/Naturalismo e influência do Romantismo e da Tragédia Clássica;
• Explicação do título e do subtítulo;
• O amor-paixão e a instabilidade emocional (Pedro da Maia);
• A volubilidade amorosa (Carlos da Maia, antes do envolvimento com Maria Eduarda);
• O amor-paixão e a tragédia (Carlos da Maia);
• A sensibilidade romântica e o erotismo (João da Ega);
• Características trágicas dos protagonistas (Afonso da Maia, Carlos da Maia e Maria
Eduarda);
• A crítica social na crónica de costumes (personagens-tipo e episódios representativos
da segunda metade do século XIX): jantar no Hotel Central; corridas do Hipódromo,
em Belém; jantar dos Gouvarinhos; episódios dos jornais “A Corneta do Diabo” e “A
Tarde”; sarau no Teatro da Trindade; o Passeio Final;
• O papel da hereditariedade, da educação e do meio na formação da personalidade,
conforme os princípios da estética realista;
• Linguagem, estilo e estrutura:
- o romance: pluralidade de ações; complexidade de tempo (utilização da analepse),
do espaço (físico, social e psicológico) e dos protagonistas; extensão;
- recursos expressivos mais frequentes: a comparação, a ironia, a metáfora, a
sinestesia, uso expressivo do adjetivo e do advérbio, utilização do diminutivo com
valor irónico e/ou pejorativo;
- utilização do discurso indireto livre.
Antero de Quental
• A angústia existencial;
• O pessimismo;
• A necessidade de evasão e a morte;
• Linguagem estilo e estrutura:
6
- o discurso conceptual;
- o soneto;
- recursos expressivos mais frequentes: a apóstrofe, a metáfora, a personificação.

Cesário Verde (X)


• A representação da cidade (binómio campo/cidade) e dos tipos sociais;
• Deambulação e imaginação: o observador acidental;
• Perceção sensorial e transfiguração poética do real (parnasianismo);
• O imaginário épico (em Sentimento dum Ocidental):
- o poeta denuncia a realidade decadente e antiépica do final do século XIX;
- a viagem pela cidade como atualização da viagem marítima (o desfasamento entre a
realidade desejada e a realidade efetiva); cruzamento de tempos e espaços ao longo
do poema (viagem e história, o século XVI e o século XIX);
- o confronto entre as figuras épicas celebradas por Camões e as personagens (anti-
heroicas) que o poeta encontra na sua deambulação noturna;
• A mulher, objeto de sentimentos diversos:
- a mulher natural, frágil, que desperta admiração e carinho;
- a mulher fatal, bela e fria, que seduz e se associa (negativamente) à cidade;
• Recursos expressivos frequentes: a comparação, a enumeração, a hipérbole, a
metáfora, a sinestesia, o uso expressivo do adjetivo e do advérbio.

12º ano
Fernando Pessoa – Ortónimo e Heterónimos (X)
• Poesia do ortónimo
- O fingimento artístico;
- A dor de pensar;
- A fragmentação do “eu”;
- O sonho em confronto com a realidade;
- O tédio existencial, a introspeção e a autoanálise;
- A nostalgia da infância;
-As dicotomias sentir/pensar, consciência/inconsciência, felicidade/infelicidade,
emoção/razão, sinceridade/fingimento;
- Recursos expressivos mais frequentes: a anáfora, a antítese, a apóstrofe, a
enumeração, a gradação, a metáfora e a personificação.
• Alberto Caeiro
- O fingimento artístico: Alberto Caeiro, o poeta bucólico;
- Reflexão existencial: o primado das sensações (com ênfase especial na visão) por
oposição à negação da utilidade ou valor do pensamento (Sensacionismo vs carácter
anti-metafísico).
• Ricardo Reis
- O fingimento artístico: Ricardo Reis, o poeta “clássico”.
- Reflexão existencial: a consciência e a encenação da mortalidade.
- A noção da efemeridade da vida e da inexorabilidade da morte.
- O epicurismo, o estoicismo, a ataraxia e o conceito clássico do carpe diem horaciano.
- O individualismo e a dimensão doutrinária da poesia.
7
• Álvaro de Campos
- O fingimento artístico: Álvaro de Campos, o poeta da modernidade.
- Reflexão existencial: sujeito, consciência e tempo; nostalgia da infância.
- A fase decadentista (Opiário): o enfado, o cansaço, a náusea, a necessidade de novas
emoções, a vontade de fuga à monotonia.
- A fase modernista (o imaginário épico): a exaltação do Moderno; o arrebatamento do
canto; o turbilhão de sensações (Futurismo e Sensacionismo).
- A fase intimista: abulia, apatia, desencanto, desesperança e tédio.
• Livro do Desassossego, Bernardo Soares
(NOTA – Apenas lecionado no novo programa)
- O imaginário urbano.
- O quotidiano.
- Deambulação e sonho: o observador acidental.
- Perceção e transfiguração poética do real.
- A natureza fragmentária da obra: espécie de diário sem qualquer fio condutor.

Fernando Pessoa, Mensagem (X)


• O Sebastianismo.
• O imaginário épico:
- a natureza épico-lírica da obra;
- a dimensão simbólica do herói, representante do coletivo;
- a exaltação patriótica;
- o sonho do Quinto Império: o percurso simbólico do império material ao império
espiritual.
• A estrutura simbólica da obra.
• Recursos expressivos mais frequentes: a apóstrofe, a enumeração, a gradação, a
interrogação retórica e a metáfora.

Poetas contemporâneos (X)


NOTA – No antigo programa não estavam previstas os poetas a estudar.

Miguel Torga
Jorge de Sena
Eugénio de Andrade
Alexandre O’Neill
António Ramos Rosa
Herberto Helder
Ruy Belo
Manuel Alegre
Luiza Neto Jorge
Vasco Graça Moura
Nuno Júdice
Ana Luísa Amaral

• Representações do contemporâneo.
• Tradição literária.
• Figurações do poeta. 8

• Arte poética.
• Linguagem, estilo e estrutura.

Contos (X)
NOTA – No antigo programa não estavam previstas as obras a lecionar.

Manuel da Fonseca, “Sempre é uma companhia”


Maria Judite de Carvalho, “George”
Mário de Carvalho, “Famílias desavindas”

• Caracterização das personagens.


• Caracterização do espaço: físico, psicológico e sociopolítico.
• Valor simbólico e dimensão irónica do conto.
• Linguagem, estilo e estrutura.

José Saramago, O Ano da Morte de Ricardo Reis


NOTA – Obra obrigatória em 2017-2018 e 2018-2019 e opcional posteriormente

• Representações do século XX: o espaço da cidade, o tempo histórico e os


acontecimentos políticos;
• Deambulação geográfica e viagem literária;
• Representações do amor;
• Intertextualidade: José Saramago, leitor de Luís de Camões, Cesário Verde e Fernando
Pessoa;
• Linguagem, estilo e estrutura: - a estrutura da obra; - o tom oralizante e a pontuação; -
recursos expressivos: a antítese, a comparação, a enumeração, a ironia e a metáfora; -
reprodução do discurso no discurso.

OU
José Saramago, Memorial do Convento
NOTA – Obra obrigatória até 2016-2017 e opcional a partir de 2019-2020.

• Classificação literária da obra;


• Explicação do título e simbologia do texto da contracapa;
• As transgressões na obra;
• Espaço e tempo;
• Personagens – caracterização e dimensão simbólica;
• Presença e ciência do narrador;
• Os intertextos da obra/ a intertextualidade;
• Do sonho à concretização (a construção do convento e da passarola);
• O paralelismo dos episódios iniciais e finais da obra;
• Elementos simbólicos;
• Linguagem e estilo – recursos estilísticos.

Gramática 10º, 11º e 12º (X) 9

- Evolução do Português e processos fonológicos da evolução da língua


- Relações entre palavras
- Formação de palavras
- Classes e subclasses de palavras
- Valor temporal, aspetual e modal
- Funções sintáticas
- Frase simples e frase complexa – classificação de orações
- Deixis (ou deíticos)
- Coerência e Coesão
- Reprodução do discurso no discurso

3. Qual é a estrutura do Exame Nacional?

Tipologia das questões (com base nos exames dos anos anteriores):

GRUPO I

A – 60 pontos
- Obras literárias do 12º ano - 3 perguntas de interpretação

B – 40 pontos
- Obras literárias do 10º ou do 11º ano - 2 perguntas de interpretação ou produção de texto
expositivo (de 130 a 160 palavras +/-).

Exemplos de questões:

1. No poema, o sujeito poético faz referência a um lugar imaginado. Fundamente esta


afirmação, ilustrando a resposta com elementos textuais pertinentes.
2. Analise a evolução do estado de espírito do Romeiro ao longo desta cena.
3. Refira dois dos traços que contribuem para a humanização da música nas cinco primeiras
estrofes do poema, apresentando transcrições que comprovem a sua resposta.
4. Interprete as palavras do padre Bartolomeu Lourenço sobre a relação entre Deus e o
homem.
5. Indique um dos valores expressivos das anáforas presentes na quarta estrofe do poema,
fundamentando a sua resposta.

Toma atenção ao significado dos verbos introdutores das questões:


Analise – examine, decomponha, comente
Caracterize – evidencie os elementos distintivos, descreva
Compare – confronte, relacione
Descreva – exponha pormenorizadamente
Evidencie – comprove, exemplifique, clarifique
Explicite – explique, clarifique, redija uma interpretação clara e desenvolvida
Indique – enuncie, determine
Interprete – decifre, explique, esclareça
Mostre – apresente, explique, comprove
Resuma – condense, sintetize, diga por poucas palavras
Transcreva – retire do texto, exemplifique 10

GRUPO II – 50 pontos
- Texto (artigo de apreciação crítica, artigo de divulgação científica, artigo de opinião,
diário, discurso político, exposição sobre um tema, memórias, relato de viagem,
entrevista,…)
- 7 questões de escolha múltipla e 3 de resposta direta que incidem sobre conteúdos
relacionados com Gramática.

Exemplos de questões:

1. De acordo com os dois últimos parágrafos do texto, na atualidade,


(A) o odor natural é intensificado pelo consumo de vários odores artificiais.
(B) o odor natural exibe a dimensão física que o ser humano quer ocultar.
(C) o odor artificial é caracterizado enquanto afirmação da individualidade.
(D) o odor é valorizado na sua vertente natural e na sua vertente artificial.

2. No contexto em que ocorre, a palavra «Dessas» (linha 15) contribui para a coesão
(A) temporal.
(B) referencial.
(C) frásica.
(D) interfrásica.

3. Identifique o antecedente do pronome pessoal presente na expressão «há cerca de


duzentos e cinquenta termos a ela relativos» (linha 17).

4. Identifique a função sintática desempenhada pela oração subordinada presente na frase «E


diz que o olfato perdeu importância em favor da visão» (linha 21).

GRUPO III – 50 pontos


- Produção de texto de acordo com os seguintes géneros textuais:
• Apreciação crítica (de 200 a 300 palavras);
• Exposição sobre um tema, de acordo com as indicações fornecidas, normalmente
sobre um tema da atualidade (200 a 300 palavras);
• Texto de opinião, de acordo com as indicações fornecidas, normalmente sobre um
tema da atualidade (200 a 300 palavras);
• Síntese (a extensão da síntese deverá ter entre ¼ e 1/3 da extensão do texto-fonte).

Exemplos de questões:
1. A rotina da vida quotidiana conduz-nos, muitas vezes, ao desejo de evasão.
Num texto bem estruturado, com um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas palavras,
defenda uma perspetiva pessoal sobre a importância da evasão da rotina nos dias de hoje.
Fundamente o seu ponto de vista recorrendo, no mínimo, a dois argumentos e ilustre cada um
deles com, pelo menos, um exemplo significativo.
2. Se para uns a cidade surge como espaço de realização do indivíduo, para outros tal
realização está associada à vida em comunhão com a natureza. Num texto bem estruturado,
com um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas palavras, defenda um ponto de vista
pessoal sobre a temática apresentada. Fundamente o seu ponto de vista recorrendo, no
mínimo, a dois argumentos e ilustre cada um deles com, pelo menos, um exemplo 11
significativo.

Sugestões:
- Planifica o teu texto de acordo com a seguinte estrutura:
1º parágrafo – Introdução (cerca de 50 palavras)
- Apresentar o tema da composição;
- Pode remeter-se para a citação apresentada no enunciado.
2º parágrafo – 1º Argumento + Exemplo(s) (cerca de 125 palavras)
- Apresentar e desenvolver a primeira ideia, razão, o primeiro ponto de vista, …
- Ilustrar com, pelo menos, um exemplo.
3º parágrafo – 2º Argumento + Exemplo(s) (cerca de 125 palavras)
- Apresentar e desenvolver a segunda ideia, razão, outro ponto de vista,…
- Ilustrar com, pelo menos, um exemplo.
4º parágrafo – Conclusão (cerca de 50 palavras)
- Sintetizar as duas ideias principais, os dois argumentos, do texto elaborado.
- Deixar bem claro qual é a posição apresentada.
- Remeter para informações dadas ao longo do texto ou para a citação apresentada.

- Recorre aos marcadores discursivos/conectores para redigires um texto organizado e


coeso: