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Títulos de Créditos e Contratos Mercantis

DATA DE PROVAS

1ª // 24 DE ABRIL
2ª // 12 DE ABRIL

27/02/2018

Teoria Geral dos Contratos

1. Introdução;
2. Formação dos contratos;
- Autonomia de vontade
- Consensualismo
- Relatividade
- Obrigatoriedade
- Revisão
- Boa fé
- Supremacia da Ordem Pública
3. Teoria da Aparência
4. Classificação dos contratos;
4.1 Quanto aos efeitos
4.2 Quanto a formação
4.3 Quanto ao momento de execução
4.4 Quanto ao agente
4.5 Quando ao modo porque existente
4.6 Quanto à forma
4.7 Quanto a designação
5. Exceptio non adimpleti contractus
6. Extinção dos contratos
Contrato é um vínculo obrigacional entre as partes que cria, modifica ou extingue direitos.

Os mercantis são aqueles formados entre empresários, no exercício de atividade


econômica.
Ex.: Empresa faz um contrato com uma rede de telefonia. É um contrato mercantil? Não.
Pois neste caso a empresa está agindo apenas como consumidora. Diferente seria se a
empresa estivesse fazendo um contrato para obter matéria prima para fabricação de seu
produto, neste caso estaria a relação econômica visualizada, configurando o contrato
mercantil.

2.
Os 7 pilares para a formação dos contratos;

Art. 422. Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como
em sua execução, os princípios de probidade e boa-fé.

Art. 104. A validade do negócio jurídico requer:


I - agente capaz;
II - objeto lícito, possível, determinado ou determinável;
III - forma prescrita ou não defesa em lei.

3. Teoria da Aparência
Conferir eficácia a situações que são aparentes.
Ex.: a pessoa está sempre agindo “em nome de”, aparentava ser um proprietário,
coproprietário, mas não possuía nenhum vínculo legal. Dessa forma, a teoria da
aparência busca proteger o terceiro de boa fé que sempre negociava com aquela pessoa,
tornando aquela situação aparente, real.

4
4.1 Quanto aos efeitos temos: os unilaterais, os bilaterais, os gratuitos e os onerosos.
Os unilaterais criam obrigações tão somente para uma das partes e os contratos bilaterais
para ambas as partes.
Contratos gratuitos tão somente uma das partes aufere vantagem e por consequência tem
deveres obrigacionais, já os onerosos são os comutativos, onde ambas as partes se
obrigam em obrigações e direitos.
4.2 Quanto a formação temos os contratos paritários, por adesão, contratos tipo (são os
contratos em massa).
Na paridade temos igualdade de partes; já no contrato de adesão, uma das partes adere
as disposições contratuais da outra, mas continua sendo um contrato bilateral; os
contratos em massa, existem algumas lacunas que serão estabelecidas pelas partes.

4.3 Contratos de execução imediata; contratos de execução diferida ou postergada; e


contratos de trato sucessivo ou continuado.
Execução imediata, é aquele que é executado logo depois de feito.
Diferido é aquele em que o cumprimento do contrato é postergado (para uma data futura
que não aquela do contrato).
Sucessivo é aquele que se paga continuamente como estipulado no contrato.

4.4 Contratos personalíssimos e impessoais.


Personalíssimos que dispõe de características específicas ou especiais. Já o impessoal,
são aqueles cuja qualidade do agente ou da pessoa não importam para a concepção do
negócio.

4.5
Acessórios também chamados de adjetos, são aqueles cuja existência está subordinada
ao contrato principal.

4.6 Existem os solenes e os não solenes. Os solenes tem forma prescrita em lei. Os não
solenes não tem disposição acerca da forma.

4.7 Quando a designação temos os contratos nominados, inominados.

5. Artigo 476 do Código Civil


Art. 476. Nos contratos bilaterais, nenhum dos contratantes, antes de cumprida a sua
obrigação, pode exigir o implemento da do outro.

Ex.: a construção de um muro, onde há a necessidade de dar a primeira parcela para a


construção e a parte cobra a construção.

6. A forma de extinção normal do contrato é quando há o cumprimento do contrato.


A extinção anormal: a anulação ou nulidade, morte de uma das partes, direito de
arrependimento, resolução, resilição, rescisão.

Anulação: quando eu tiver os defeitos do negócio jurídico.


Resolução: é o descumprimento por uma das partes, podendo ser voluntário ou
involuntário.
Resilição: A dissolução contratual consensual ou unilateral. Quando é consensual é
distrato. Quando é unilateral é denúncia.
Rescisão: É o modo específico de extinção de contrato que se vincula a lesão e ao estado
de perigo.

A morte acarreta a extinção do contrato só quando ele é personalíssimo.

4.8 Exceção de contrato não cumprido

15/05/2018

ARRENDAMENTO MERCANTIL

1. Conceito
2. Partes
3. Finalidade
4. Objeto
5. Princípio da livre iniciativa
6. Obrigações das partes
7. Espécies
7. Leasing financeiros
7.2 Leasing operacional
7.3 Leasing retorno
8. Empresa arrendadora
9. Inadimplemento
10. Extinção
---------------------------------------

1. Conceito
Também é chamado de leasing.
Pessoa jurídica que adquire um bem móvel ou imóvel de escolha do arrendatário, que é
aquele que forma o contrato com a pessoa jurídica. Chamamos o adquirente de
arrendante.

O objeto deste arrendamento é

A propriedade é do arrendante, e ao final do contrato o arrendatário poderá compra

2. Partes
Arrendante ou Arrendador: que é ou será o proprietário do bem;
Arrendatário: pessoa jurídica ou pessoa física;

Art 1º O tratamento tributário das operações de arrendamento


mercantil reger-se-á pelas disposições desta Lei.
Parágrafo único - Considera-se arrendamento mercantil, para os
efeitos desta Lei, o negócio jurídico realizado entre pessoa jurídica,
na qualidade de arrendadora, e pessoa física ou jurídica, na
qualidade de arrendatária, e que tenha por objeto o arrendamento de
bens adquiridos pela arrendadora, segundo especificações da
arrendatária e para uso próprio desta.

3. Finalidade
Permitir que o arrendatário possa fazer o uso do bem, tendo a posse direta dele, sem que
para isso ele precisa dispender recursos para aquisição imediata.

4. Objeto
O objeto é o bem móvel ou imóvel, de fabricação nacional. No entanto, se for de
fabricação estrangeira deve estar incluído entre os bens do conselho monetário nacional
através de resolução.

Contrato bilateral, oneroso e comutativo.

5. Princípio da livre convenção


As partes podem convencionar sobre os contratos.
Súmula do STJ 263 foi cancelada

6. Obrigações das partes

a) O arrendador vai adquirir o bem e conceder a posse direta do bem ao arrendatário e


deverá cumprir a contratação no sentido de acolher a devolução do bem, aceitar a opção
de compra ou, conforme disposição contratual, comprar o bem;
b) O arrendatário deve cumprir com o pagamento das prestações, manter o bem em
condições adequadas, responder por prejuízos que ocasionaram ao bem, e, ao final da
contratação, ou devolver o bem, ou optar pela compra ou fazer a prorrogação do contrato
se isso estiver disposto no contrato;
c)

7.1 Leasing Financeiro


Aqui as parcelas são mais altas, porque o contrato intenciona a compra.
Modalidade convencional.

7.2 Leasing operacional


Neste caso, as parcelas não podem ultrapassar tantos por cento.
Utilização pura e simples do bem.
Resolução 2309 de 1996 do Banco Central do Brasil.

É operacional para utilização para em regra haja a devolução do bem. Por isso o valor é
mais alto que no leasing financeiro.

7.3 Leasing de retorno


Eu tenho um bem e preciso de um dinheiro imediato, sem deixar de ter a utilização do
mesmo. Eu vendo para a empresa arrendante e essa empresa compacta comigo um
contrato de arrendamento mercantil com um valor periódico, e, ao final, eu compro esse
meu bem de volta.

8. Empresa arrendadora
O arrendador tem que ser uma empresa sociedade anônima ou uma instituição financeira.
Cujo nome deve constar a expressão “arrendamento mercantil”.
9. Inadimplemento
Aqui ocorre a retomada da posse do bem

10. A extinção do contrato se dá com o cumprimento da obrigação

REPRESENTAÇÃO COMERCIAL/AGÊNCIA (Art. 710 a 721 do CC)

Art. 710. Pelo contrato de agência, uma pessoa assume, em caráter não eventual e sem
vínculos de dependência, a obrigação de promover, à conta de outra, mediante
retribuição, a realização de certos negócios, em zona determinada, caracterizando-se a
distribuição quando o agente tiver à sua disposição a coisa a ser negociada.

Parágrafo único. O proponente pode conferir poderes ao agente para que este o
represente na conclusão dos contratos.

Art. 711. Salvo ajuste, o proponente não pode constituir, ao mesmo tempo, mais de um
agente, na mesma zona, com idêntica incumbência; nem pode o agente assumir o
encargo de nela tratar de negócios do mesmo gênero, à conta de outros proponentes.

Art. 712. O agente, no desempenho que lhe foi cometido, deve agir com toda diligência,
atendo-se às instruções recebidas do proponente.

Art. 713. Salvo estipulação diversa, todas as despesas com a agência ou distribuição
correm a cargo do agente ou distribuidor.

Art. 714. Salvo ajuste, o agente ou distribuidor terá direito à remuneração correspondente
aos negócios concluídos dentro de sua zona, ainda que sem a sua interferência.

Art. 715. O agente ou distribuidor tem direito à indenização se o proponente, sem justa
causa, cessar o atendimento das propostas ou reduzi-lo tanto que se torna antieconômica
a continuação do contrato.
Art. 716. A remuneração será devida ao agente também quando o negócio deixar de ser
realizado por fato imputável ao proponente.

Art. 717. Ainda que dispensado por justa causa, terá o agente direito a ser remunerado
pelos serviços úteis prestados ao proponente, sem embargo de haver este perdas e
danos pelos prejuízos sofridos.

Art. 718. Se a dispensa se der sem culpa do agente, terá ele direito à remuneração até
então devida, inclusive sobre os negócios pendentes, além das indenizações previstas em
lei especial.

Art. 719. Se o agente não puder continuar o trabalho por motivo de força maior, terá
direito à remuneração correspondente aos serviços realizados, cabendo esse direito aos
herdeiros no caso de morte.

Art. 720. Se o contrato for por tempo indeterminado, qualquer das partes poderá resolvê-
lo, mediante aviso prévio de noventa dias, desde que transcorrido prazo compatível com a
natureza e o vulto do investimento exigido do agente.

Parágrafo único. No caso de divergência entre as partes, o juiz decidirá da razoabilidade


do prazo e do valor devido.

Art. 721. Aplicam-se ao contrato de agência e distribuição, no que couber, as regras


concernentes ao mandato e à comissão e as constantes de lei especial.

Lei 4.886/65 – Lei dos representantes comerciais autônomos.


Essa classe deve registro nos conselhos e se for pessoa jurídica o registro é na junta
comercial.

- Não há outorga de poderes entre representado e representante;


- Não há vínculo empregatício entre eles;
- O representante não se responsabiliza pessoalmente pela execução e cumprimento dos
negócios;
Purga da mora: devedor pagar o saldo remanescente pra evitar que seja desapossado do
bem;

22/05/2018
COMPRA E VENDA MERCANTIL

1. Fundamento: Arts. 481 a 532 CC;


2. Celebração do Contrato;
3. Elementos Essenciais;
4. Características;
5. Objeto;
6. Observações;
7. Efeitos;
8. Compra e Venda à vista;
9. Compra e Venda à crédito;
10. Venda mediante amostra;
11. Retrovenda;
12. Venda e contento;
13. Venda com reserva de domínio.

----------------------------------

Era regulado pelo Código comercial que instituía que era o contrato onde umas das partes
era o negociante. Contudo, atualmente consideramos que o contrato mercantil é aquele
que é feito entre dois empresários.

O que é necessário para a celebração do contrato? Voluntariedade.

As disposições sobre os bens móveis estão nos arts. 1226 e 1267 do Código Civil.

3. Elementos Essenciais:
a) Consentimento (sob pena de ser anulável em caso de vícios de consentimento);
b) Individualização da coisa;
c) Preço;
d) Forma (solenidade) no que se refere aos bens imóveis;

Dessa forma, posso afirmar que todo contrato de compra e venda é formal? Não, pois
somente possuem tal elemento aqueles que tratam de compra e venda de imóveis.

Art. 108. Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à


validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência,
modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta
vezes o maior salário mínimo vigente no País.

4. Características
a) Bilateral;
b) Essencialmente oneroso;
c) Não solene (como regra) Obs.: Exceções: artigo 108 CC;

5. Objeto
- Tem que ser determinado ou determinável. Ex.: bolsa de valores,

6. Observações
- No contrato de compra e venda a fixação do preço sempre será pago em dinheiro.
Porque se não for pode caracterizar um mútuo (ex. quando eu troco um terreno por outro);
- Por fixação de moeda e preço estrangeiro só são permitidos em contratos de importação
e exportação Contrato Decreto lei 857 de 69, Art. 2º, I.
- A coisa (objeto) tem que ser existente ou pode tratar-se de coisa futura, mas isso no
sentido de que haverá aquisição futura. Ex.: Frutos pendentes. Produção de laranja para
suco. Pode ser que no momento em que o contrato é celebrado não seja época de
produção de laranja, mas isso não deixaria de caracterizar como um contrato de compra e
venda mercantil.
- Aquele consentimento que é elemento essencial, tem que ser livre sob pena de
anulabilidade;
- Caso não haja a fixação de preço a lei considera o contrato nulo;

7. Efeitos
- Os efeitos são bilaterais pois geram obrigações recíprocas, pois gera obrigação tanto
para quem compra como para aquele que vende. (Obs.: Antes da entrega, a legislação
dispões que o bem esta sob ampla responsabilidade do vendedor até que haja a tradição.
Neste caso, caso aconteça alguma coisa com o bem, é de responsabilidade do vendedor.
- Quando se tratar de custas e emolumentos em relação ao bem imóvel, em regra quem
paga é o comprador. Mas pode haver alguma alteração nisso no contrato.
- Quando se tratar de custas e emolumentos no que se refere ao bem móvel, como regra,
as custas ficam a cargo do vendedor.
- Como regra a lei estabelece que se não houver o pagamento do preço pelo comprador,
ele vai arcar com perdas e danos que desse descumprimento advier.

MODALIDADES DE VENDA

8. Compra e venda à vista


- Se dá com obrigações simultâneas: um paga e o outro entrega;
- Artigo 491 do Código Civil;

9. Compra a Crédito
- Artigo 495
- Entrega o objeto e o pagamento é futuro;

10. Venda mediante amostra;


- Ex.: Uma empresa que vende roupas fazendo o pedido de acordo com o mostruário de
roupa. Depois é feito um pedido e quem se obriga é a empresa que vende a roupa (não o
representante). Depois, a entrega é feita de acordo com o que foi avençado.
- Então, essa venda é feita por meio de protótipos e modelos;
- A venda se concretiza no momento em que o comprador recebe e não se opõe aquilo
que foi estipulado na compra e venda;

11. Retrovenda
- Artigo 505;
- É considerada uma cláusula acessória ao contrato de compra e venda;
- Essa modalidade de venda é somente para bens imóveis;
- Normalmente se utiliza dessa modalidade com essa cláusula acessória para a criação
ou fomento de capital de giro;
- A clausula é que, aquele que vendeu o bem, pode, em até três anos, recomprar o bem
devolvendo o valor que foi pago com juros e correção monetária e mais as despesas que
ficaram definidas + valor daquilo que a pessoa gastou para manter o bem;
- O prazo de três anos é decadencial;
- É uma cláusula resolutiva expressa;
- É compulsório, mesmo se a pessoa não quiser, tem que vender!

- Aqui o contrato tem uma cláusula tem uma cláusula resolutiva, pois ele vai produzindo
efeitos até chegar na retrovenda;

12. Venda a contento


- A venda que tem que contentar aquele que adquiriu o bem;
- Há uma espécie de cláusula suspensiva dos efeitos de compra e venda;
- Uma cláusula acessória;

Art. 509. A venda feita a contento do comprador entende-se realizada sob


condição suspensiva, ainda que a coisa lhe tenha sido entregue; e não se reputará
perfeita, enquanto o adquirente não manifestar seu agrado.

- Suspensão: enquanto não houver o resultado do contentamento, estão suspensos os


efeitos do contrato;

13. Venda com reserva de domínio


- Somente para bens móveis;
- Trata-se de uma cláusula especial e pode ser tida como cláusula acessória;
- Há o contrato de compra e venda mas aquele que vende se reserva ao domínio do bem,
dessa maneira ele só transfere ao comprado a posse;

Art. 521. Na venda de coisa móvel, pode o vendedor reservar para si a


propriedade, até que o preço esteja integralmente pago.

- Isso é comum na compra e venda de maquinários e automóveis, até que tenha sido
realizada a quitação do bem;
- A diferença entre este e a alienação fiduciária é que nesta modalidade pode ser feito o
contrato entre particulares;

FATURIZAÇÃO
1. Conceito;
2. Partes: Faturizado e Faturizador;
3. Utilização;
4. Conventiond Factoring;
5. Maturity Factoring;
6. Direitos e obrigações;
7. Classificação;
8. Empresa Faturizadora;

1.
- Esta modalidade de contrato é conhecida como fomento mercantil pois é utilizada para
enjeitar;
- A empresa antecipa o recurso mediante a cessão dos créditos que eu tenho para
receber;
- O título de crédito usado para compra e venda mercantil é a DUPLICATA;

2.
- O faturizador é a empresa que recebe os créditos;
- O faturizado é aquele que cede vendas a prazo;

- O faturizador assume o risco pelo adimplemento e se responsabilidade pela cobrança


dos devedores;
- O faturizado só se obriga pela existência dos créditos, não pelo pagamento delas. E,
também, não receber os valores que forem pagos pelos devedores quando já tenha feito
tal transferência. Por isso a necessidade de haver uma notificação para os devedores,
para eles pagarem a quem de direito;

3.
- Utilização:
- Ou porque o faturizado não quer ou não pode aguardar o efeito recebimento, pois ele
precisa do dinheiro para o capital de giro;
- OU porque ele não quer se envolver no processo de cobrança desses créditos;
- Ou porque ele quer se afastar do risco do adimplemento;

MODALIDADES DE FACTORING
4.
A modalidade convencional (é aquela que no o faturizador no momento do negócio paga e
aguarda o vencimento futuro das obrigações;

5.
E o maturity facturing é o oposto. Aqui o faturizador assume a obrigação apenas de
cobrança e os recursos são entregues apenas nas datas dos vencimentos (ainda que não
tenha recebido);

6. Direitos e obrigações
- Normalmente o faturizador escolhe quais operações ele vai receber;
- A obrigação do faturizador é gerenciar e cobrar os valores; realizar o pagamento ao
faturizador; assumir os riscos pelas perdas;
- A obrigação do faturizado é garantir a existência do crédito e fornecer as informações
que possibilitem a uma análise de crédito pelo faturizador (se for solicitado); não
recebimento direito dos valores;
- A notificação é uma obrigação que fica a cargo do que ficou estipulado entre as partes;

7. Classificação
- Contrato bilateral;
- Contrato oneroso;
- Podendo ser consensual;
- Comutativo;
- Não formal;
- Normalmente tratam-se de contratos por adesão, mas não é um regramento (ex.: uma
grande empresa faturizadora que depende daquele negócio para movimentar o seu
capital de giro);

8. Empresa faturizadora
- Tem que ser uma instituição financeira? Não, pois o banco central não proíbe que este
contrato seja formalizado entre empresas que não sejam instituições financeiras. A única
regra é que as partes sejam empresários.
05.06.18

Alienação Fiduciária em Garantia


Art. 1361 a 1368 CC

1. Partes: Mutuante – Fiduciário – Credor


Mutuário – Fiduciante-Devedor

A alienação fiduciária é um contrato de mútuo onde o fiduciante obtém um empréstimo do


fiduciário e como garantia desse empréstimo ele aliena um bem seu em favor do
fiduciário;

2. Conceito

Trata-se de contrato instrumental de mútuo onde o devedor (fiduciante) para garantia do


adimplemento de sua obrigação aliena em favor do credo fiduciário a propriedade de um
bem.
No entanto, tal alienação é resolúvel pois se o fiduciante devedor cumprir com a sua
obrigação, a propriedade a seu favor torna-se plena.

O fiduciante tem a posse indireta do bem e o devedor tem a posse em caráter precário.

3. Súmula 28 do STJ

“O contrato de alienação fiduciária em garantia pode ter por objeto bem que já integrava o
patrimônio do devedor.”

4. Bens móveis

Art. 1.361. Considera-se fiduciária a propriedade resolúvel de coisa


móvel infungível que o devedor, com escopo de garantia, transfere
ao credor.

- Em regra é que o bem seja infungível;


- O registro geralmente é feito no Registro de Títulos
§ 1o Constitui-se a propriedade fiduciária com o registro do contrato,
celebrado por instrumento público ou particular, que lhe serve de
título, no Registro de Títulos e Documentos do domicílio do devedor,
ou, em se tratando de veículos, na repartição competente para o
licenciamento, fazendo-se a anotação no certificado de registro.

- No entanto, quando se tratar de automóvel, o registro é feito no detran ou no contran;

- Os requisitos do contrato de mútuo são estes:

Art. 1.362. O contrato, que serve de título à propriedade fiduciária,


conterá:
I - o total da dívida, ou sua estimativa;
II - o prazo, ou a época do pagamento;
III - a taxa de juros, se houver;
IV - a descrição da coisa objeto da transferência, com os elementos
indispensáveis à sua identificação.

- Súmula 384 do STJ:

“Cabe ação monitória para haver saldo remanescente oriundo de venda extrajudicial de
bem alienado fiduciariamente em garantia.”

- Os devedores são constituídos em mora após notificação feita pelo cartório: Diz a
súmula 72 do STJ “A comprovação da mora é imprescindível à busca e apreensão do
bem alienado fiduciariamente”;
- Mesmo que o devedor não pague (pago ou não pago), ele pode apresentar uma defesa
no prazo de 15 dias;
- O prazo de purga da mora é de 5 dias;
- Decreto Lei 911/69 (Apenas busca e apreensão):

Art. 3o O proprietário fiduciário ou credor poderá, desde que


comprovada a mora, na forma estabelecida pelo § 2o do art. 2o, ou o
inadimplemento, requerer contra o devedor ou terceiro a busca e
apreensão do bem alienado fiduciariamente, a qual será concedida
liminarmente, podendo ser apreciada em plantão judiciário
§ 6o Na sentença que decretar a improcedência da ação de busca e
apreensão, o juiz condenará o credor fiduciário ao pagamento de
multa, em favor do devedor fiduciante, equivalente a cinqüenta por
cento do valor originalmente financiado, devidamente atualizado,
caso o bem já tenha sido alienado.
§ 7o A multa mencionada no § 6o não exclui a responsabilidade do
credor fiduciário por perdas e danos.

- A Lei 10931/2004, regulamenta uma outra forma de alienação fiduciária relativa ao


mercado financeiro. Trata de contratos com garantias de títulos de créditos, ou outros
bens móveis que são fungíveis;

5. Bens imóveis
- Lei 9514/97, Arts. 22 a 33. Essa lei trata dos contratos imobiliários;
- Esse contrato não é privativo das empresas que operam no sistema financeiro
imobiliário;
- Aqui não precisa ser imóvel mesmo, mas aqueles “objetos” que possuem o caráter de
direito real;
- Ex.: Enfiteuse (direito real de utilização perpétua);

- Em caso de inadimplemento, o devedor é notificado pelo cartório para que ele pague o
saldo remanescente. Cumprida a obrigação, a propriedade se perfectibiliza em favor do
devedor. Se não houver o pagamento, o devedor já está autorizado a vender o bem de
forma extrajudicial.
- No primeiro leilão, o valor é o mínimo estipulado no contrato. No segundo, o valor é
menor (o saldo do contrato);
- A lei veda em regra que o credor fique em propriedade pra si, mas se ele não conseguir
vender no segundo leilão ele fica com a propriedade para si;
- Se for imóvel, cinco dias depois da venda se o valor for suficiente pra quitar e sobrar
dinheiro, o credor paga o saldo remanescente para o devedor;
- Se o fiduciante vender o que não pode, se adequa ao estelionato;
- Se ele consumir com o bem, significa que ele se apropriou do que não devia,
configurando apropriação indébita.

FRANQUIA – LEI 8955/96


1. Partes franqueador (cedente) e franqueado (cessionário);
2. Objeto;
3. Independência do franqueado;
4. Clausulas
5. Circula de Oferta
6. Extinção
-----

- Neste tipo de contrato nós temos o franqueador – aquele que cede produtos, formas de
produção, direitos de utilização da marca etc.;
- Mediante uma remuneração inicial e um direito de porcentagem;

Art. 2º Franquia empresarial é o sistema pelo qual um franqueador


cede ao franqueado o direito de uso de marca ou patente, associado
ao direito de distribuição exclusiva ou semi-exclusiva de produtos ou
serviços e, eventualmente, também ao direito de uso de tecnologia
de implantação e administração de negócio ou sistema operacional
desenvolvidos ou detidos pelo franqueador, mediante remuneração
direta ou indireta, sem que, no entanto, fique caracterizado vínculo
empregatício.

- O fraqueado tem como regra independência jurídica (vai ser uma empresa autônoma) e
independência administrativa. Mas, as vezes tem algumas restrições. Ex.: Não poder
vender algum produto com um preço tal;
- Todos esses dados devem estar na circular de oferta de franquia;

Art. 3º Sempre que o franqueador tiver interesse na implantação de


sistema de franquia empresarial, deverá fornecer ao interessado em
tornar-se franqueado uma circular de oferta de franquia, por escrito e
em linguagem clara e acessível, contendo obrigatoriamente as
seguintes informações:
I - histórico resumido, forma societária e nome completo ou razão
social do franqueador e de todas as empresas a que esteja
diretamente ligado, bem como os respectivos nomes de fantasia e
endereços;
II - balanços e demonstrações financeiras da empresa franqueadora
relativos aos dois últimos exercícios;
III - indicação precisa de todas as pendências judiciais em que
estejam envolvidos o franqueador, as empresas controladoras e
titulares de marcas, patentes e direitos autorais relativos à operação,
e seus subfranqueadores, questionando especificamente o sistema
da franquia ou que possam diretamente vir a impossibilitar o
funcionamento da franquia;
IV - descrição detalhada da franquia, descrição geral do negócio e
das atividades que serão desempenhadas pelo franqueado;
V - perfil do franqueado ideal no que se refere a experiência anterior,
nível de escolaridade e outras características que deve ter,
obrigatória ou preferencialmente;

VI - requisitos quanto ao envolvimento direto do franqueado na


operação e na administração do negócio;
VII - especificações quanto ao:
a) total estimado do investimento inicial necessário à aquisição,
implantação e entrada em operação da franquia;
b) valor da taxa inicial de filiação ou taxa de franquia e de caução; e
c) valor estimado das instalações, equipamentos e do estoque inicial
e suas condições de pagamento;
VIII - informações claras quanto a taxas periódicas e outros valores a
serem pagos pelo franqueado ao franqueador ou a terceiros por este
indicados, detalhando as respectivas bases de cálculo e o que as
mesmas remuneram ou o fim a que se destinam, indicando,
especificamente, o seguinte:
a) remuneração periódica pelo uso do sistema, da marca ou em
troca dos serviços efetivamente prestados pelo franqueador ao
franqueado (royalties);
b) aluguel de equipamentos ou ponto comercial;
c) taxa de publicidade ou semelhante;
d) seguro mínimo; e
e) outros valores devidos ao franqueador ou a terceiros que a ele
sejam ligados;
IX - relação completa de todos os franqueados, subfranqueados e
subfranqueadores da rede, bem como dos que se desligaram nos
últimos doze meses, com nome, endereço e telefone;
X - em relação ao território, deve ser especificado o seguinte:
a) se é garantida ao franqueado exclusividade ou preferência sobre
determinado território de atuação e, caso positivo, em que condições
o faz; e
b) possibilidade de o franqueado realizar vendas ou prestar serviços
fora de seu território ou realizar exportações;
XI - informações claras e detalhadas quanto à obrigação do
franqueado de adquirir quaisquer bens, serviços ou insumos
necessários à implantação, operação ou administração de sua
franquia, apenas de fornecedores indicados e aprovados pelo
franqueador, oferecendo ao franqueado relação completa desses
fornecedores;
XII - indicação do que é efetivamente oferecido ao franqueado pelo
franqueador, no que se refere a:
a) supervisão de rede;
b) serviços de orientação e outros prestados ao franqueado;
c) treinamento do franqueado, especificando duração, conteúdo e
custos;
d) treinamento dos funcionários do franqueado;
e) manuais de franquia;
f) auxílio na análise e escolha do ponto onde será instalada a
franquia; e
g) layout e padrões arquitetônicos nas instalações do franqueado;
XIII - situação perante o Instituto Nacional de Propriedade Industrial -
(INPI) das marcas ou patentes cujo uso estará sendo autorizado
pelo franqueador;
XIV - situação do franqueado, após a expiração do contrato de
franquia, em relação a:
a) know how ou segredo de indústria a que venha a ter acesso em
função da franquia; e
b) implantação de atividade concorrente da atividade do
franqueador;
XV - modelo do contrato-padrão e, se for o caso, também do pré-
contrato-padrão de franquia adotado pelo franqueador, com texto
completo, inclusive dos respectivos anexos e prazo de validade.

- A extinção do contrato de franquia pode se dar porque houve um prazo determinado


para o pacto, porque houve um descumprimento contratual ou porque houve um acordo
livre entre as partes;

COMISSÃO MERCANTIL
Art. 693 a 709 CC

- Alguém que age em nome de outrem e é remunerado por comissão;


- Comissário (é aquele que vai agir na venda de produtos ou bens, ou aquisição de
produtos ou bens do comitente) e Comitente (proprietário dos produtos ou bens);
- Aqui o comissário atua em nome próprio;
- O comitente não se responsabiliza pelo adimplemento;
- Mas essa regra pode ser modificada pela cláusula del credere; essa cláusula inclui uma
solidariedade pelo pagamento ao comitente;

Art. 693. O contrato de comissão tem por objeto a aquisição ou a


venda de bens pelo comissário, em seu próprio nome, à conta do
comitente.

Art. 694. O comissário fica diretamente obrigado para com as


pessoas com quem contratar, sem que estas tenham ação contra o
comitente, nem este contra elas, salvo se o comissário ceder seus
direitos a qualquer das partes.
Art. 695. O comissário é obrigado a agir de conformidade com as
ordens e instruções do comitente, devendo, na falta destas, não
podendo pedi-las a tempo, proceder segundo os usos em casos
semelhantes.

Parágrafo único. Ter-se-ão por justificados os atos do comissário, se


deles houver resultado vantagem para o comitente, e ainda no caso
em que, não admitindo demora a realização do negócio, o
comissário agiu de acordo com os usos.

Art. 696. No desempenho das suas incumbências o comissário é


obrigado a agir com cuidado e diligência, não só para evitar qualquer
prejuízo ao comitente, mas ainda para lhe proporcionar o lucro que
razoavelmente se podia esperar do negócio.

Parágrafo único. Responderá o comissário, salvo motivo de força


maior, por qualquer prejuízo que, por ação ou omissão, ocasionar ao
comitente.

Art. 697. O comissário não responde pela insolvência das pessoas


com quem tratar, exceto em caso de culpa e no do artigo seguinte.

Art. 698. Se do contrato de comissão constar a cláusula del credere,


responderá o comissário solidariamente com as pessoas com que
houver tratado em nome do comitente, caso em que, salvo
estipulação em contrário, o comissário tem direito a remuneração
mais elevada, para compensar o ônus assumido.

Art. 699. Presume-se o comissário autorizado a conceder dilação do


prazo para pagamento, na conformidade dos usos do lugar onde se
realizar o negócio, se não houver instruções diversas do comitente.

Art. 700. Se houver instruções do comitente proibindo prorrogação


de prazos para pagamento, ou se esta não for conforme os usos
locais, poderá o comitente exigir que o comissário pague incontinenti
ou responda pelas conseqüências da dilação concedida,
procedendo-se de igual modo se o comissário não der ciência ao
comitente dos prazos concedidos e de quem é seu beneficiário.

Art. 701. Não estipulada a remuneração devida ao comissário, será


ela arbitrada segundo os usos correntes no lugar.

Art. 702. No caso de morte do comissário, ou, quando, por motivo de


força maior, não puder concluir o negócio, será devida pelo
comitente uma remuneração proporcional aos trabalhos realizados.

Art. 703. Ainda que tenha dado motivo à dispensa, terá o comissário
direito a ser remunerado pelos serviços úteis prestados ao
comitente, ressalvado a este o direito de exigir daquele os prejuízos
sofridos.

Art. 704. Salvo disposição em contrário, pode o comitente, a


qualquer tempo, alterar as instruções dadas ao comissário,
entendendo-se por elas regidos também os negócios pendentes.

Art. 705. Se o comissário for despedido sem justa causa, terá direito
a ser remunerado pelos trabalhos prestados, bem como a ser
ressarcido pelas perdas e danos resultantes de sua dispensa.

Art. 706. O comitente e o comissário são obrigados a pagar juros um


ao outro; o primeiro pelo que o comissário houver adiantado para
cumprimento de suas ordens; e o segundo pela mora na entrega dos
fundos que pertencerem ao comitente.

Art. 707. O crédito do comissário, relativo a comissões e despesas


feitas, goza de privilégio geral, no caso de falência ou insolvência do
comitente.
Art. 708. Para reembolso das despesas feitas, bem como para
recebimento das comissões devidas, tem o comissário direito de
retenção sobre os bens e valores em seu poder em virtude da
comissão.

Art. 709. São aplicáveis à comissão, no que couber, as regras sobre


mandato.
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Questão 1
1. Há possibilidade de haver uma cláusula de retrovenda sem contrato principal?
Não, pois o acessório (retrovenda) sempre segue o principal.

We can make our plans, but the LORD determines our steps (Proverbs 16:9).