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PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PARANÁ

COMARCA DE RIO NEGRO


COMPETÊNCIA DELEGADA DE RIO NEGRO - PROJUDI
Rua Lauro Porto Lopes, 35 - em frente ao Colégio Caetano - Rio Negro/PR - Fone: 47 3642-5760 -
E-mail: casc@tjprjus.br

Autos nº. 0003363-31.2017.8.16.0146

SENTENÇA

I - RELATÓRIO

João Carlos Fragoso ajuizou ação de revisão de benefício previdenciário e


averbação de tempo de serviço em face do INSS.

Alega que:

a) laborou na função de Montador de Móveis, no período de 17/03/1992 a


01/11/2010, na empresa FAMOSSUL MADEIRAS S/A, e exposto ao agente nocivo ruído entre
80 e 95 db (A);

b) faz jus ao enquadramento da atividade especial em tal período, todavia, a ré


negou seu pedido.

No mérito, pleiteou que seja determinada ao réu a averbação do tempo de serviço


em atividade especial de 17/03/1992 a 01/11/2010 e o consequente recálculo de sua RMI, com
a condenação ao pagamento das diferenças verificadas relativamente às prestações vencidas
até a última competência referida nos cálculos a ser realizado.

No mov. 9 foi concedido ao autor o benefício da gratuidade da justiça.

O réu contestou o feito no mov. 15, alegando a prescrição das parcelas vencidas
antes do quinquênio que antecedeu o ajuizamento da ação e, no mérito, pleiteou a
improcedência.

Réplica no mov. 18.

No mov. 24 o réu informou que não pretende produzir provas.

No mov. 25 o autor pleiteou a realização de perícia.

O feito foi saneado no mov. 27, momento em que: a) foi reconhecida a prescrição
das verbas postuladas ao período anterior a 18/08/2012; b) fixado o ponto controvertido; c)
deferida a produção de prova documental e pericial; d) distribuído o ônus da prova.
O autor apresentou quesitos no mov. 34 e o requerido no mov. 36.

Intimada, a perita nomeada renunciou ao encargo (mov. 43).

Nomeado perito em substituição, na pessoa de Evaristo Miguel Braskivski Júnior,


bem como elevados os honorários periciais (mov. 47).

Intimado, o perito quedou inerte, sendo nomeado perito em substituição, na


pessoa de Leslie Marc d’Haese (mov. 48).

O perito nomeado em substituição informou a impossibilidade de realizar a perícia


médica, por estar demasiadamente ocupado com outras perícias (mov. 65).

Nomeado novo perito no mov. 66.

Designada data para realização da perícia (mov. 71).

Apresentado laudo no mov. 81.

Intimadas as partes, o requerido quedou silente (mov. 88), enquanto a parte


autora manifestou concordância com o laudo apresentado no tocante aos períodos de
17/03/1992 a 05/03/1997 e 19/11/2003 a 01/11/2010, deixando de concordar com o período de
06/03/1997 a 18/11/2003, por não expressar as reais condições laborais do autor (mov. 87).

É o relatório. DECIDO

II – FUNDAMENTAÇÃO

2.1 Do tempo de serviço especial – Trabalho com exposição a ruído

Pretende a parte autora averbar período laborado supostamente exposto a


agentes nocivos – ruído.

Os períodos que pretende averbar são:

a) Famossul Madeiras S/A: de 17/03/1992 a 05/03/1997;

b) Famossul Madeiras S/A: de 06/03/1997 a 18/11/2003;

c) Famossul Madeiras S/A: de 19/11/2003 a 01/11/2010;


Destaque-se que a exposição aos agentes prejudiciais à saúde (efetiva ou
presumida) será analisada com base no regramento vigente à época em que efetivamente foi
exercido, passando a integrar, como direito adquirido, o patrimônio jurídico do trabalhador. É o
que estabelece o § 1º, do artigo 70, do Decreto 3.048/99, com redação que lhe deu o Decreto
4.827/2003.

Desta forma, e tendo em consideração que existem inúmeros diplomas legais


dispondo acerca da matéria, impende estabelecer qual a legislação aplicável ao caso concreto,
ou seja, qual a legislação vigente quando da prestação da atividade pela parte autora.

Ressalte-se que, revogada a súmula 16 da TNU, tornou-se plenamente possível,


mesmo após a data de 28/05/1998, a conversão do tempo de trabalho em condições especiais
para tempo comum. Confira-se:

EMENTA: PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR TEMPO DE


SERVIÇO/CONTRIBUIÇÃO. CÔMPUTO DE TEMPO DE SERVIÇO ESPECIAL.
COMPROVAÇÃO. FRENTISTA. CONVERSÃO DE TEMPO DE SERVIÇO COMUM EM
ESPECIAL. REQUISITOS PREENCHIDOS. CONCESSÃO. 1. A Lei nº 9.711/98 e o
Regulamento Geral da Previdência Social aprovado pelo Decreto nº 3.048/99
resguardam o direito adquirido de os segurados terem convertido o tempo de serviço
especial em comum, mesmo que posteriores a 28-05-1998, observada, para fins de
enquadramento, a legislação vigente à época da prestação do serviço. (...). (TRF4,
APELREEX 2006.71.07.004320-1, Quinta Turma, Relator p/ Acórdão Ricardo Teixeira do
Valle Pereira, D.E. 10/05/2010).

Especificamente quanto ao agente nocivo ruído, o Quadro Anexo do Decreto n.


53.831, de 25-03-1964, o Quadro I do Decreto n. 72.771, de 06-09-1973, o Anexo I do Decreto
n. 83.080, de 24-01-1979, o Anexo IV do Decreto n. 2.172, de 05-03-1997, e o Anexo IV do
Decreto n. 3.048, de 06-05-1999, alterado pelo Decreto n. 4.882, de 18-11-2003, consideram
insalubres as atividades que expõem o segurado a níveis de pressão sonora superiores a 80,
85 e 90 decibéis, de acordo com os Códigos 1.1.6, 1.1.5, 2.0.1 e 2.0.1, consoante se ilustra:

Período Limites de
Enquadramento
Trabalhado tolerância

Até 1. Anexo do Decreto n. 53.831/64; 2. Quadro I do 1. Superior a 80 dB;


05-03-1997 Decreto n. 72.771/73 e Anexo I do Decreto n. 83.080/79. 2. Superior a 90 dB.

De 06-03-
1997 a Anexo IV do Decreto n. 2.172/97. Superior a 90 dB.
06-05-1999

De 07-05-
1999 a Anexo IV do Decreto n. 3.048/99, na redação original. Superior a 90 dB.
18-11-2003

A partir de Anexo IV do Decreto n. 3.048/1999 com a alteração


Superior a 85 dB.
19-11-2003 introduzida pelo Decreto n. 4.882/2003

No caso dos autos, o pleiteado pela parte autora se refere aos períodos de
17/03/1992 a 05/03/1997, 06/03/1997 a 18/11/2003 e 19/11/2003 a 01/11/2010 laborados na
empresa Famossul Madeiras S.A., tendo o laudo pericial de mov. 81.2 sido conclusivo no
sentido de que os períodos de 17/03/1992 a 05/03/1997 e 18/11/2003 a 01/11/2010 justificam a
insalubridade decorrente do agente físico ruído.

Vejamos.

Os períodos laborados pela parte autora de 17/03/1992 a 05/03/1997 e


19/11/2003 a 01/11/2010 na empresa Famossul Madeiras S.A. resultaram numa medição de
86,4dB (mov. 81.2), limites superiores ao estabelecido no anexo do decreto nº 53.831/64 e
anexo IV do Decreto nº 3.048/1999 com alteração introduzida pelo Decreto nº 4.882/2003.

No tocante ao período de 06/03/1997 a 18/11/2003 laborado na empresa


Famossul Madeiras S.A., sua medição foi inferior a 90dB, não se enquadrando no Anexo IV do
Decreto nº 3.048/99 em sua redação original.

Consequentemente, devem ser reconhecidas como especiais as atividades


desenvolvidas pela parte autora nos períodos de 17/03/1992 a 05/03/1997 e 19/11/2003 a
01/11/2010, aplicando-se o fator multiplicador de conversão 1,4, de acordo com o art. 70
do Decreto 3.048/99.

2.2 Da Contagem de Tempo de Serviço/Contribuição

O autor pretende a revisão do benefício de aposentadoria que lhe foi concedido.

2.2.1 Modalidades do benefício

O benefício de aposentadoria se desdobra em três modalidades possíveis:


aposentadoria por tempo de serviço, aposentadoria por tempo de contribuição (regra geral) e
aposentadoria por tempo de contribuição conforme regras de transição.
A aposentadoria por tempo de serviço é disciplinada pelos artigos 52 e seguintes
da Lei 8.213/91. Para a concessão desse benefício, o autor precisa preencher todos os
requisitos até 15.12.1998 - data anterior à publicação da Emenda Constitucional n. 20, que,
alterando o art. 201, § 7º, da Constituição Federal, afastou o regramento infraconstitucional
sobre o benefício. Essa modalidade exige do segurado o preenchimento do tempo de serviço
mínimo de 30 anos para homens ou 25 anos para as mulheres e o cumprimento da carência,
conforme regramento da Lei 8.213/91. O valor da renda mensal inicia em 70% do
salário-de-benefício, sendo acrescido de 6% para cada ano que exceder o mínimo exigido, até
o máximo de 100%.

O benefício de aposentadoria por tempo de contribuição, que é a regra geral atual,


está previsto no art. 201, § 7º, da Constituição Federal. Nessa modalidade, não há a
possibilidade de aposentadoria proporcional, exigindo-se para a concessão o tempo mínimo de
serviço/contribuição de 35 anos para homens ou 30 anos para as mulheres e o cumprimento da
carência (conforme regramento da Lei 8.213/91).

Há, ainda, o benefício de aposentadoria por tempo de contribuição previsto no


corpo da Emenda n. 20 (art. 9º), que se trata de uma regra de transição. Para a concessão
desse benefício, exige-se tempo de serviço mínimo de 30 anos para homens ou 25 anos para
as mulheres, idade mínima de 53 anos para homens ou 48 anos para as mulheres, pedágio
(40% do tempo faltante em 15.12.1998 para atingir 30 anos de serviço se homem ou 25 se
mulher) e carência (conforme regras da própria Lei 8.213/91). O valor da renda mensal inicial,
nesse caso, inicia em 70% do salário-de-benefício, sendo elevado 5% para cada ano de
atividade que exceder ao mínimo exigido, até o máximo de 95%.

2.3. Tempo de serviço / contribuição

Feitas essas considerações, tem-se que ao tempo de contribuição já averbado


pelo INSS deverão ser acrescentados os períodos conforme planilha de contagem de tempo,
veja-se:

Períodos que deverão ser reconhecidos como especial pelo INSS para fins de
aposentadoria:

Data Conta p/ Tempo até Concomitante


Anotações Data Final Fator Carência
inicial carência ? 18/08/2017 ?

Famossul 6 anos, 11
17/03/1992 05/03/1997 1,40 Sim 61 Não
Madeiras S.A. meses e 15 dias

Famossul 9 anos, 8 meses


Madeiras S.A. 19/11/2003 01/11/2010 1,40 Sim e 24 dias 85 Não

Até a DER (01/11/2010) 16 anos, 8 meses e 9 dias 146 meses 53 anos e 4 meses Inaplicável

Soma dos períodos que devem ser reconhecidos como especial, somados aos períodos
reconhecidos administrativamente:

Conta p/ Tempo até


Data Concomitante
Anotações Data Final Fator carência 01/11/2010 Carência
inicial ?
? (DER)

1 ano, 0 mês
Rural 01/01/1971 31/12/1971 1,00 Sim 12 Não
e 0 dia

0 ano, 2
Artematic S.A. 27/04/1976 30/06/1976 1,00 Sim meses e 4 3 Não
dias

1 ano, 11
Famossul S.A. 05/07/1976 15/06/1978 1,00 Sim meses e 11 24 Não
dias

Imotril Indústria de
2 anos, 1
Móveis Trigolândia 01/08/1978 05/09/1980 1,00 Sim 26 Não
mês e 5 dias
Ltda.

Imotril Indústria de 0 ano, 5


Móveis Trigolândia 01/02/1981 06/07/1981 1,00 Sim meses e 6 6 Não
Ltda. dias

Henri Matarasso 0 ano, 2


03/08/1981 02/10/1981 1,00 Sim 3 Não
Decorações Ltda meses e 0 dia

1 ano, 5
Artematic S.A. 07/07/1982 22/12/1983 1,00 Sim meses e 16 18 Não
dias

0 ano, 0 mês
Famossul S.A. 18/01/1984 06/02/1984 1,00 Sim 2 Não
e 19 dias

3 anos, 1
Artematic S.A. 01/06/1984 30/06/1987 1,00 Sim 37 Não
mês e 0 dia
5 anos, 4
Indústrias
10/08/1987 13/06/1991 1,40 Sim meses e 18 47 Não
ARTEFAMA S.A.
dias

0 ano, 7
LandHaus Indústria
08/07/1991 05/03/1992 1,00 Sim meses e 28 9 Não
de Móveis ltda.
dias

6 anos, 11
Famossul S.A. 17/03/1992 05/03/1997 1,40 Sim meses e 15 60 Não
dias

6 anos, 8
Famossul S.A. 06/03/1997 18/11/2003 1,00 Sim meses e 13 80 Não
dias

9 anos, 8
Famossul S.A. 19/11/2003 01/11/2010 1,40 Sim meses e 24 84 Não
dias

Pontos (MP
Marco temporal Tempo total Carência Idade
676/2015)

25 anos, 2 meses e 13 268 41 anos e 5


Até 16/12/98 (EC 20/98) -
dias meses meses

Até 28/11/99 (L. 279 42 anos e 5


26 anos, 1 mês e 25 dias -
9.876/99) meses meses

39 anos, 10 meses e 9 411 53 anos e 4


Até a DER (01/11/2010) Inaplicável
dias meses meses

Assim, tem-se que até a data da entrada do requerimento administrativo, a parte


autora contava com 39 anos, 10 meses e 9 dias de contribuição, e 53 anos e 4 meses de idade
quando da DER.

2.4 Conclusão

Com a adição do tempo de serviço reconhecido nesta sentença àquele


reconhecido administrativamente, a parte autora ainda não atinge o tempo de
serviço/contribuição necessário para a aposentação segundo as regras vigentes em
16/12/1998.

Tampouco cumpriu integralmente os requisitos para se valer da regra de transição


prevista na EC 20/1998 em 28/11/1999, para fins de não incidência da Lei nº 9.876/1999, que
implantou o fator previdenciário no cálculo do benefício.

Assim, a parte autora mantém o direito ao benefício da aposentadoria por tempo


de serviço/contribuição, agora com proventos integrais, segundo as regras vigentes na data de
entrada do requerimento – DER.

Porém, o fator previdenciário aplicado deve ser recalculado, em decorrência da


majoração do tempo de serviço/contribuição.

Assim, o pedido de revisão da aposentadoria por tempo de serviço/contribuição


deve ser julgado procedente.

2.5 Cálculo e valores devidos

A nova Renda Mensal Inicial (RMI) deve ser obtida mediante aplicação da
legislação vigente à época do requerimento, considerando o tempo de serviço reconhecido
nesta sentença.

A Renda Mensal Atual (RMA) deve ser obtida mediante evolução do valor Renda
Mensal Inicial (RMI) com aplicação dos índices legais de reajustamento.

O montante devido pelo INSS será correspondente às diferenças vencidas do


benefício a partir de 01/11/2010, observada a prescrição quinquenal, devidamente atualizadas
até o efetivo pagamento.

As prestações em atraso devem ser atualizadas monetariamente. O Plenário do


Supremo Tribunal Federal concluiu o julgamento do Tema 810, fixando as seguintes teses
sobre a questão (RE 870.947): (1) o art. 1º - F da Lei 9.494/97, com a redação dada pela Lei nº
11.960/09, na parte em que disciplina os juros moratórios aplicáveis a condenações da
Fazenda Pública é inconstitucional ao incidir sobre débitos oriundos de relação
jurídico-tributária, aos quais devem ser aplicados os mesmos juros de mora pelos quais a
Fazenda Pública remunera seu crédito tributário, em respeito ao princípio constitucional da
isonomia; quando às condenações oriundas de relação jurídica não-tributária, a fixação dos
juros moratórios segundo o índice de remuneração da caderneta de poupança é constitucional,
permanecendo hígido, nesta extensão, o disposto no art. 1º-F da Lei nº 9.494/97 com a
redação dada pela lei nº 11.960/09; (2) o art. 1º - F da Lei nº 9.494/97, com a redação dada
pela Lei nº 11.960/09, na parte em que disciplina a atualização monetária das condenações
impostas à Fazenda Pública segundo a remuneração oficial da caderneta de poupança
revela-se inconstitucional ao impor restrição desproporcional ao direito de propriedade, uma
vez que não se qualifica como medida adequada a capturar a variação de preço da economia,
sendo inidônea a promover os fins a que se destina.

Dessa forma, a correção monetária incidirá a contar do vencimento de cada


prestação e será calculada pelos índices oficiais e estabelecidos pelo Superior Tribunal de
Justiça, no REsp nº 1.495.146/MG, quais sejam:

- Antes da Lei nº 11.430/2006, devem ser aplicados os índices previstos no


Manual de Cálculos da Justiça Federal;

- Depois da Lei nº 11.430/2006, deve ser aplicado o INPC;

Os juros de mora serão de 1% (um por cento) ao mês, a contar da citação


(Súmula 204 do STJ), até 29/06/2009. A partir de 30/06/2009, seguirão os índices oficiais de
remuneração básica e juros aplicados à caderneta de poupança, conforme art. 5º da Lei nº
11.960/09, que deu nova redação ao art. 1º-F da Lei nº 9.494/97.

Os cálculos deverão ser efetuados após o trânsito em julgado, observado os


critérios acima expostos.

III - DISPOSITIVO

Ante o exposto, na forma do art. 487, I do NCPC, com resolução do mérito,


JULGO PROCEDENTE o pedido para, na forma da fundamentação:

a)DETERMINAR ao réu que converta os períodos de 17/03/1992 a 05/03/1997 e


19/11/2003 a 01/11/2010, pertinentes ao trabalho exercido pelo autor em condições especiais,
para tempo de trabalho comum, mediante a aplicação do fator multiplicador 1,4, de acordo com
o artigo 70 do Decreto 3048/99;

b) DETERMINAR que o réu revise o benefício da aposetandoria por tempo de


contribuição do autor, com DIB em 01/11/2010, com proventos integrais, considerado o tempo
de serviço de serviço reconhecido nesta sentença, a ser apurado após o trânsito em julgado,
observada a prescrição quinquenal, nos termos da fundamentação;

c) CONDENAR o INSS ao pagamento das diferenças vencidas decorrentes da


revisão do benefício a partir da DIB, observada a prescrição quinquenal, a serem apuradas
após o trânsito em julgado, nos termos da fundamentação;

d) CONDENAR, ainda, o INSS ao pagamento das custas processuais (TRF4, AC


200970990037465, D.E. 12/05/2010) e honorários advocatícios à razão de 10% sobre o valor
das prestações vencidas até a data da prolação da sentença (Súmula 111 do STJ).
Publicada e registrada eletronicamente. Intimem-se.

Expeça-se RPV para pagamento dos honorários do perito.

Deixo de determinar a remessa necessária, pois o proveito econômico obtido é


inferior a 1000 salários mínimos (art. 496, §3º, I do NCPC).

Transitada em julgado, intime-se a ré para que cumpra o julgado no prazo de


trinta dias.

Decorrido o prazo, intime-se a parte autora para que se manifeste e requeira o


que entender de direito, no prazo de quinze dias. Em nada sendo requerido, remetam-se os
autos ao arquivo.

Demais diligências necessárias.

Rio Negro, 24 de abril de 2019.

ALEXANDRO CESAR POSSENTI


Juiz de Direito