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114.03 ano 10, jun. 2011

Aprendendo sobre a arquitetura escolar


Muito além de salas de aula
Sheila Walbe Ornstein e Rosaria Ono

resenha do livro

Dimensionamento de aspectos funcionais


Desenho Francisco Borges Filho [KOWALTOWSKI, Doris C. C. K. Arquitetura
escolar, p. 198]

A professora Doris Kowaltowski nos brinda com esta obra, que é uma
profunda reflexão sobre os meios contemporâneos de aprendizagem, Arquitetura escolar
especialmente no ensino fundamental e médio e as relações com a O projeto do ambiente
arquitetura escolar. de ensino
Doris K. Kowaltowski
O tema central deste livro – o edifício escolar, o contexto urbano em que 2011
esse se insere e os projetos pedagógicos para o ensino público vigentes
114.03
no país, particularmente no estado de São Paulo – está presente na sólida
sinopses
carreira acadêmica desta arquiteta e professora titular da UNICAMP, desde
como citar
os tempos de seu doutorado na Universidade da Califórnia em Berkeley,
EUA. A tecnologia da arquitetura é o seu principal eixo de pesquisa e de idiomas
ensino, porém sem perder de vista o caráter interdisciplinar da
original: português
arquitetura e as contribuições de outras áreas do conhecimento, como a
engenharia civil e a psicologia ambiental. compartilhe

No Brasil, em anos recentes, a autora reuniu, com seu grupo de


pesquisadores, professores especialistas e estudantes e apoio da Fundação
para a Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), bibliografia nacional e 114
internacional de referência sobre a evolução da arquitetura escolar como 114.01
um dos mecanismos, especialmente nos países desenvolvidos, para fazer Ar luz razão certa
frente às transformações das relações de trabalho e da competitividade Luiz Amorim
econômica e aos avanços da tecnologia da informação. Assim, este livro
apresenta um conjunto consistente de resultados de pesquisa sobre a 114.02
qualidade do processo de projeto e sobre avaliações pós-ocupação (APOs), O conto da façanha
onde estão refletidas as dificuldades que arquitetos, engenheiros, situacionista
designers, educadores e gestores do edifício enfrentam cotidianamente na Ana Carolina Fróes
tarefa de superação do ideário do edifício escolar público, de orçamento Ribeiro Lopes e Rodrigo
reduzido, durável porém, na maioria das vezes, pouco atraente para a Nogueira Lima
finalidade a que se destina. Nos últimos dez anos, o projeto e a
construção desses edifícios tem se dado em terrenos compactos e sem
diferenciações programáticas para atendimento aos anseios de comunidades
diversificadas e por tudo isto, raramente apresentam ambientes
instigantes para o aprendizado ou áreas livres para experimentações
lúdicas.

Diante deste contexto é que “Arquitetura Escolar” apresenta as


possibilidades de superação deste ideário, de forma didática e
convidativa ao leitor, não só por meio das teorias pedagógicas e dos
benchmarks – estudos de caso nos EUA e na Europa – mas também, por meio
da organização e descrição dos principais aspectos de desempenho deste
tipo de edifício, de grande relevância na formação cidadã, e de sua
arquitetura. Desta forma, a autora discute as questões sobre as quais
projetistas e gestores devem efetivamente se debruçar, do programa de
necessidades à APO. Por meio de mecanismos de realimentação continuada do
processo de projeto, se pretende criar a escola do presente e do futuro,
estimulante para estudantes, professores, funcionários, pais e tutores e
também para a comunidade local.

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A Professora Doris reforça e reitera, desta feita, e com exemplos
brasileiros e sobre tudo paulistas, idéias sobre o ambiente escolar e seu
impacto na aprendizagem, há muito praticadas e reconhecidas nos países
desenvolvidos. No Brasil, salvo algumas exceções, essas idéias são pouco
encontradas nos edifícios projetados e construídos, embora pesquisas em
arquitetura que demonstram esta necessidade venham se avolumando em
universidades como a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade de
Campinas (UNICAMP), a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), dentre outras.

O livro tem projeto gráfico cuidadoso e um prefácio criteriosamente


elaborado pela professora e arquiteta Cibele Haddad Taralli da FAUUSP -
ela mesma grande estudiosa da chamada “interlocução entre arquitetura e
educação”, estabelecendo sempre elos entre ambiência e design de
mobiliário escolar. Seguem seis capítulos, além de uma lista de leituras
adicionais recomendadas pela autora e da referência bibliográfica, onde
não faltam autores do peso de Zeisel, Sanoff, Preiser e Van der Voordt,
dentre outros, além das normas técnicas (ABNT) de referência,
especialmente as de conforto ambiental e de ergonomia de mobiliário
escolar.

O capítulo 1, intitulado Educação: processo de ensino e aprendizagem,


apresenta de forma sucinta e extremamente didática, a formação e evolução
histórica do processo e do espaço de aprendizagem e um resumo das teorias
pedagógicas. O segundo capítulo, O Ambiente escolar: componente e
qualidade, por sua vez, levanta discussões sobre as relações entre as
características físicas do ambiente escolar e o comportamento dos seus
usuários (alunos, professores, comunidade local, etc.), até questões de
compatibilidade entre usuário, ambiente e mobiliário, sem deixar de
considerar outros fatores de caráter econômico e social que podem
influenciar no aprendizado. Já o capítulo 3, Arquitetura escolar, traz
uma discussão sobre o programa escolar e a organização espacial da
escola, com exemplos de arquitetura escolar de vários países, inclusive
com um resgate histórico desta arquitetura no Brasil, do final do Século
XIX até os dias atuais, enfocando as principais iniciativas do poder
público na padronização do edifício para reprodução em escala industrial.
No capítulo seguinte, Desempenho e conforto no ambiente escolar, é
abordado um dos temas mais discutidos no meio acadêmico quando se trata
de qualidade do ambiente escolar, que é a falta de conforto
(principalmente o térmico, acústico, lumínico e antropométrico) dos
usuários do ambiente escolar, líder no ranking de insatisfação em
pesquisas de Avaliação Pós-Ocupação. Neste capítulo, a autora discute
questões conceituais sobre conforto ambiental em ambientes de
aprendizagem e sua relação com o desempenho escolar dos alunos.

Dentre os seis capítulos, chama a atenção, em especial, o capítulo 5.


Conceitos e tendências da arquitetura escolar. Nesse, a autora conceitua
e desenvolve diretrizes para 32 parâmetros de projeto, a começar pela
sala de aula, passando por ambientes para a arte e a música, a conexão
entre espaços externos e internos, aspectos de conforto ambiental,
sustentabilidade, acessibilidade até o último parâmetro denominado,
acertadamente, “Síntese dos parâmetros anteriores” ou aquilo que a
Professora Doris, bem humorada, denomina “colocar tudo junto”, aliás, o
grande desafio para os arquitetos.

Finalmente, no Capítulo 6, Arquitetura escolar e seu processo de projeto,


a autora coloca a discussão sobre os métodos de desenvolvimento de
projetos de edifícios escolares e os agentes envolvidos nesse processo
diante da importância reconhecida da qualidade do ambiente construído na
aprendizagem.

Por tudo isto, esta obra é leitura imprescindível não só para estudantes,
pesquisadores e professores de arquitetura, mas também para gestores que
sabem que o ambiente escolar é muito mais do que salas de aula seriadas.
O livro se apresenta como uma forma de entender quais as necessidades de
um edifício público para a educação voltado a multiusuários e situado,
muitas vezes, em comunidades carentes e, daí, a expectativa da população
local que este elemento arquitetônico se transforme num motivo de orgulho
além de seu obrigatório caráter educador.

sobre as autoras

Sheila Walbe Ornstein, professora titular da Faculdade de Arquitetura e


Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP) e pesquisadora bolsista do
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Rosaria Ono, professora associada da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da


Universidade de São Paulo.

comentários

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Tati Feltrim
leitura obrigatoria para o projeto da escola...
Curtir · Responder · 3·7a

Claudio Reginaldo Nascimento


adorei. muito bom este texto.
Curtir · Responder · 7 a

Rose Tavares

Curtir · Responder · 6 a

Israel Oliveira
massa
Curtir · Responder · 5 a

Kepler Romcy
Imprescindível para a projetação escolar.
Curtir · Responder · 1·5a

Bárbara Santos
Onde eu acho essa obra??? PRECISOOOO DELA!
Curtir · Responder · 2·5a

Ana Carolina Guarani Kaiowá


Muito bom.
Vou comprar este livro.
Falta ação para que essa preocupação seja efetivamente aplicada nas
escolas publicas Brasileiras.
Curtir · Responder · 1·4a

Raquel Domingos
Excelente livro!
Curtir · Responder · 4 a

Andre Dal Pont


conceituação necessária para um bom projeto
Curtir · Responder · 3 a

Debora Pires
Onde comprar?
Curtir · Responder · 3 a

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