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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE - UFCG CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS - CCJS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE - UFCG

CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS - CCJS

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

Período - 2019.1

Administração de Sistemas de Informação I

Material de Apoio - Iª UNIDADE

Prof. Marconi Araújo Rodrigues

de Apoio - Iª UNIDADE Prof. Marconi Araújo Rodrigues Professor Marconi Rodrigues Administração de Sistema de

Curso de Administração – 2019.1 Administração de Sistemas de Informação I

PLANO DE CURSO

Administração de Sistemas de Informação I PLANO DE CURSO Curso: Administração Período: 2019.1 Disciplina:

Curso: Administração

Período: 2019.1

Disciplina: Administração de Sistemas de Informação I

Professor: Marconi Rodrigues

TÓPICOS ABORDADOS

Abordagem e teoria geral dos sistemas, as organizações como sistemas, níveis de sistema. O papel da informação, as fontes de informação na empresa: fontes mercadológicas, financeiras, tecnológicas, científicas, jurídicas, econômicas e sociais. Os sistemas de informação: conceitos e tipologias. O papel da tecnologia e uso estratégico da tecnologia da informação. Aplicação da tecnologia da informação nas diversas áreas da empresa. Alinhamento estratégico de TI e obtenção de vantagens competitivas. Introdução aos Sistemas de Informações Gerenciais – SIG. Aplicações de sistemas de informação. Sistemas de automação, sistemas de informação, sistemas de apoio à decisão, sistemas especialistas.

AVALIAÇÃO

A avaliação do aluno dar-se-á através de sua participação efetiva:

Nas aulas e trabalhos práticos realizados em sala;

Nos trabalhos extra classe – Fichamentos e Resenhas

Na assiduidade e participação nas aulas expositivas, e;

Na realização das provas.

BIBLIOGRAFIA

BÁSICA

BATISTA, Emerson de O. Sistemas de informação: o uso consciente da tecnologia para o gerenciamento. São Paulo:

Saraiva, 2004.

LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. Sistemas de informações gerenciais. 7. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2007.

MARTINELLI, Dante P.; VENTURA, Carla A. A. Visão sistêmica e Administração: conceitos, metodologias e aplicações. São Paulo: Saraiva 2006.

COMPLEMANTAR

BIO, Sérgio Rodrigues. Sistemas de informação gerencial: um enforque gerencial. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

O'BRIEN, James A. Sistemas de informação e as decisões gerenciais na era da internet. 2. ed. São Paulo: Saraiva 2006.

REZENDE, Denis Alcides; ABREU, Aline Franca de. Tecnologia da informação aplicada a sistemas de informação empresariais. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

STAIR, Ralph M.; REYNOLDS, George W. Princípios de Sistemas de informação: uma abordagem gerencial. 4. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2002.

TURBAN, Efrain; RAINER JUNIOR, R. Kelly; POTTER, Richard E. Administração de tecnologia de informação: teoria e prática. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

Curso de Administração – 2019.1 Administração de Sistemas de Informação I

Curso de Administração – 2019.1 Administração de Sistemas de Informação I O QUE É SISTEMA?

O QUE É SISTEMA?

Conceito de Sistema

Dentre as várias teorias da Administração, desde a abordagem clássica até as mais recentes, figura-se como uma das que mais contribuem para explicar os atuais modelos adotados nas empresas modernas, a Teoria Geral dos Sistemas – TGS, que busca produzir teorias e formulações conceituais para aplicações na realidade empírica. Não se pode falar em TGS, sem citar o nome de seu fundador, o biólogo alemão Ludwing Von Bertalanffy. Em seus trabalhos ele critica a visão dividida em diferentes especialidades, como Física, Química, Biologia, Psicologia etc. A natureza não está dividida em nenhuma dessas partes e sim na interdependência de suas partes. (CHIAVENATO, 2011, P.354).

Para (CHIAVENATO, 2011, p. 355).

Os pressupostos básicos da TGS são: A existência de uma tendência para integração das ciências naturais e sociais; A integração orientada por uma Teoria dos Sistemas; A teoria dos sistemas constitui o modo mais abrangente de se estudar os campos não físicos do conhecimento científico, como as ciências sociais, desenvolvendo princípios unificadores que atravessam verticalmente os universos particulares das diversas ciências envolvidas, visando o objetivo da unidade da ciência e a uma integração na educação científica.

Bertallanffy define três premissas básicas para fundamentar sua teoria, a primeira, onde afirma que os Sistemas existem dentro de sistemas, dando uma característica de infinidade aos mesmos, a segunda, que os sistemas são abertos, ou seja, sofrem e provocam mudanças no meio ambiente, desta forma a uma troca de energia e informação entre os sistemas, por fim, que as funções de um sistema dependem de sua estrutura, ou seja, cada sistema tem seu objetivo, sua finalidade.

O que é interessante notar na TGS, principalmente, para a presente disciplina é sua Teoria dos Sistemas, que muito tem sido utilizado nas ciências sociais, principalmente no campo da Administração quando fornece elementos para nortear as decisões estratégicas das empresas. É na verdade uma ferramenta de apoio para análise e solução de problemas que permeiam toda a organização.

Assim, dentro desse contexto é interessante conhecer o conceito de Sistema, que pode ser definido como um conjunto de partes que interagem entre si e que são interdependentes, formando um todo que tem objetivos e funções determinadas na sua relação com meio ambiente, meio esse, que também é parte integrante deste sistema.

Para (CHIAVENATO, 2011, p. 323).

Sistema é um conjunto de elementos (que são as partes ou órgãos que formam o sistema) dinamicamente relacionados entre si em uma rede de comunicações (em decorrência da interação dos elementos), formando uma atividade (que é a operação ou processamento do sistema) para atingir um objetivo ou propósito (finalidade do sistema), operando sobre dados / energia / matéria (que são os insumos ou entradas de recursos para o sistema operar) para fornecer informação / energia/ matéria (que são as saídas do sistema).

Já (O’BRIEN, 2006, p.17) define Sistema como um grupo de componentes inter-relacionados que trabalham juntos rumo a uma meta comum recebendo insumos e produzindo resultados em um processo organizado de transformação.

Curso de Administração – 2019.1 Administração de Sistemas de Informação I

– 2019.1 Administração de Sistemas de Informação I Na definição do conceito de Sistema pode-se notar

Na definição do conceito de Sistema pode-se notar a importância do conhecimento de outros elementos que formam todo o sistema, que são:

Os Subsistemas – as partes integrantes de um sistema maior, que também são formados de subsistemas.

Supersistema – Considerado como o sistema maior, onde o sistema é um subsistema dele.

Entradas (Inputs) – Tudo que o sistema importa ou necessita do meio ambiente externo que proporciona o funcionamento do mesmo.

Saída (Output) – resultado final da operação de um sistema.

Retroação (Feedback) – mecanismo pelo qual parte da energia de saída de um sistema volta ou retorna a entrada, fornecendo desta forma, novos dados, energia ou matéria para o sistema.

Os sistemas podem ser classificados de várias formas, quanto a sua constituição podem ser definidos como Físicos ou Concretos, Abstratos ou Conceituais. A diferença entre os dois está que o primeiro é constituído de componentes ou coisas reais, enquanto que o segundo grupo é composto de conceitos, filosofias, hipóteses idéias e planos. Há também a classificação enquanto sua natureza, onde podem ser Abertos ou Fechados. Nesta classificação há interação com o meio quando o sistema é aberto, enquanto que o sistema fechado não sofre nem influência o meio que o circunda.

Conceito de Informação

Outro conceito que é de suma importância para esta disciplina é o de Informação. Considerada, atualmente, como um dos principais componentes do sucesso nas organizações a Informação é sem dúvida uma importante aliada na condução dos negócios de qualquer empresa, seja ela de grande ou pequeno porte. Vive-se hoje no que, usualmente convencionou-se chamar de Era da Informação, ou seja, uma época onde quem dominar os mecanismos para obter a informação certa, no tempo hábil e com qualidade, poderá ditar as regras do mercado. No entanto, o que é Informação, como obtê-la e como saber se a informação obtida é realmente uma boa Informação.

Para solucionar tais questionamentos é imperativo o conhecimento de alguns conceitos, como o da Estrutura da Informação, e da Qualidade da Informação, bem como o próprio conceito de Informação.

Informação é um dado (ou valor) associado a um conceito claro, não ambíguo e de conhecimento de todos os interessados, que seja acompanhado de uma referência para efeito de comparação e análise (FOINA, 2001, p.19).

Quando se têm informações, significa que dados foram moldados de uma forma que é significativa e que é útil para os seres humanos (LAUDON e LAUDON, 2007, p.4).

É interessante distinguir os conceitos de Dado e Informação, pois, há uma confusão entre

estes dois termos que, usualmente são definidos como a mesma coisa. O dado é o fato não trabalhado, são nomes, números etc (STAIR e REYNOLDS, 2002, p.4). Enquanto a informação são os ordenamentos desses dados, de forma que tenham algum significado. Assim, pode-se concluir que

a Informação é uma coleção de fatos organizados de modo que adquirem um valor adicional além do valor dos próprios fatos. (STAIR e REYNOLDS, 2002, p.4).

Estrutura da Informação

No conceito de (FOINA, 2001, p.19) são levantados outros dois conceitos, importantíssimos para o entendimento do que venha a ser informação, embora já introduzidos no item anterior, se faz necessário sua retomada para que se possa entender como se estrutura a informação, esses conceitos são o de Dado e de Utilidade.

O autor diz (2001,p.18)

A toda informação está associado um dado ou valor. Ele representa o suporte lógico para informação

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– 2019.1 Administração de Sistemas de Informação I A utilidade de um dado (para transformá-lo em

A utilidade de um dado (para transformá-lo em informação) depende do uso que venha a ser feito dele e dos conceitos relacionados

Para (LAUDON e LAUDON, 2007, p.4)

Dados são sucessões de fatos brutos que representam eventos que acontecem em organizações ou no ambiente físico antes de serem organizados e arrumados de uma forma que as pessoas podem entender e usar.

Outros autores concordam com o Foina e Laudon, no entanto, acrescentam mais alguns elementos ao conceito de informação, como o conceito de Comunicação. É o caso de CHIAVENATO.

Para (CHIAVENATO, 2011, p.327).

O conceito de informação requer além do entendimento de Dado, a compreensão do que é Comunicação. Quando uma informação é transmitida a alguém, sendo, então, compartilhada por essa pessoa. Para que haja Comunicação, é necessário que o destinatário da informação a receba e a compreenda. A informação transmitida, mas não recebida, não foi comunicada. Comunicar significa tornar comum a uma ou mais pessoas uma determinada informação

Nesse contexto pode-se resumir a estrutura da informação em Dados, que são trabalhados a fim de se obter uma Utilidade. A Utilidade desses Dados, transformada agora em Informações devem ser Comunicadas. A informação bem trabalhada e comunicada eficientemente produz a redução das incertezas, aumentando o conhecimento a respeito de algo. No que concerne a Administração de Empresas, oportuniza a antecipação de riscos e ameaças e o aproveitamento de oportunidades de mercado.

A Qualidade da Informação

Não basta ter informações em abundância, sem que se tenha conhecimento da qualidade que estas informações têm. Torna-se necessário que as informações disponíveis dentro do ambiente organizacional tenham a função de otimizar as decisões tomadas na organização, essa premissa esta baseada no principio de Qualidade das Informações disponíveis.

Disponibilidade é outro fator importante no uso de informações no âmbito gerencial, sua importância vem atrelada à questão da precisão da informação, que tem posições antagônicas na prática.

Uma informação altamente precisa necessita de maior tempo para estar disponível. Assim, a premência de informação, notadamente para tomada de decisão, sacrifica sua precisão (FOINA, 2001, p.19)

Para. (STAIR e REYNOLDS, 2002, p.4), as características da informação valiosa são a precisão, sua complementaridade, economia, flexibilidade, confiabilidade, relevância, simplicidade, pontualidade, poder ser verificável, acessível e segura.

Cabe aos tomadores de decisão, e àqueles que são responsáveis pela coleta de dados à correta dosagem entre a precisão e a velocidade em que esses são disponibilizados, ressaltando que em funções empresariais como folha de pagamento, contabilidade, etc, a precisão é fundamental. No que concerne a tomadas de decisão gerenciais diárias não se torna tão necessária um alto grau de precisão, embora, essa condição deva ser perseguida constantemente.

Assim, pode-se concluir que, a informação com qualidade necessita de instrumentos que, em primeiro lugar sejam capazes de coletar os dados de forma rápida e segura, segundo possam processar esses dados a fim de dar-lhes alguma utilidade, e que por fim, sejam distribuídas aos tomadores de decisão em tempo hábil para sua utilização. Nota-se, portanto, que a utilidade da

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– 2019.1 Administração de Sistemas de Informação I informação esta intimamente relacionada ao tempo em que

informação esta intimamente relacionada ao tempo em que à mesma é colocada para uso, e que dependendo deste fator tempo, sua qualidade pode ser comprometida.

Neste momento vislumbra-se a importância da criação de mecanismos que facilitem a coleta,

o processamento, armazenamento e distribuição de informação de forma rápida e precisa,

obedecendo a critérios de qualidade, para que os responsáveis pelas decisões possam usufruir deste valioso instrumento de gestão. Esses mecanismos são os Sistemas de Informação.

Sistema de Informação

É inegável a importância da Informação nos dias atuais, hoje, dependendo do tipo de

negócio, talvez seja o ativo mais importante. Essa importância é conseqüência de inúmeras mudanças ocorridas do mundo no final do Séc XX, e que ainda continuam neste início de século. Mudanças, que alteraram, as relações empresarias entre empresas e mercados. A globalização da economia, com surgimento de uma economia sem fronteiras, a transformação da economia industrial em economias baseadas no conhecimento e na informação e a crescente incorporação desses novos fatos ao cotidiano das empresas, provocam mudanças significativas na maneira como gerir negócios.

Em meio a tudo isso, surgem novas maneiras e modelos para se obter os melhores resultados na dinâmica empresarial, onde informação e adaptabilidade são palavras chaves para o sucesso em qualquer segmento.

Para (LAUDON e LAUDON, 2007, p. 04).

A mudança no ambiente empresarial é a verdadeira natureza da organização

e da Administração, antes um arranjo de especialistas estruturados,

hierárquico e centralizado que se baseava tipicamente em um conjunto fixo

de procedimentos operacionais padronizados para entrega de um produto ou

serviço produzido em massa, para um novo estilo de empresa de generalistas enxuto, menos hierárquico, descentralizado e flexível que se baseia na informação quase imediata para fornecer produtos e serviços personalizados para mercados ou clientes específicos.

É perceptível a importância do conceito de Informação, e de como as organizações podem

utilizar dessa valiosa ferramenta para obter vantagem competitiva dentro de um mercado que valoriza a agilidade e adaptação às mudanças, cada vez mais freqüentes.

Assim, surgem instrumentos que buscam dotar as empresas de condições para enfrentar essa nova realidade de incertezas e de constantes mutações, os Sistemas de Informação, são uma dessas ferramentas.

Sistema de Informação pode ser definido como um conjunto de elementos ou componentes inter-relacionados, que coletam (entrada), manipulam, (processamento) e disseminam (saída) os dados e a informação e fornecem um mecanismo de feedback para atender a um objetivo. (STAIR e REYNOLDS, 2007, p. 12).

Para (O’BREIN, 2006, p.6)

Sistema de Informação é um conjunto organizado de pessoas, hardware, software, rede de comunicação e recursos de dados, que coletam, transformam e disseminam informações em uma organização.

Observa-se que o autor dá uma dimensão mais abrangente para a definição de Sistema de Informação, correspondendo sua importância aos componentes necessários para o seu funcionamento. Esses componentes serão explorados mais adiante.

STAIR e REYNOLDS( 2007, p. 13), fazem uma diferença entre Sistemas de Informação Manuais e Computadorizados, ressaltando que muitos sistemas começam como sistemas manuais e

se tornam computadorizados, devido a constante evolução tecnológica e a própria necessidade do

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– 2019.1 Administração de Sistemas de Informação I mercado na rapidez nas informações, o que de

mercado na rapidez nas informações, o que de certa forma, os sistemas manuais não conseguem responder a contento.

(LAUDON

e

LAUDON,

2007,

p.

04)

uma

visão

aos

Sistemas

de

funcionalidade na tomada de decisão quando diz que:

Informação

de

Um Sistema de Informação pode ser definido tecnicamente como um conjunto de componentes inter-relacionados que coleta (ou recupera), processa, armazena e distribui informação para dar suporte à tomada de decisão e ao controle da organização.

Percebe-se então, que a incorporação de um Sistema de Informação em uma determinada organização vai além da modernização de procedimentos, ou de equipamentos, mais sim, da incorporação de uma série de atitudes e comportamentos humanos, que auxiliados por poderosas ferramentas computacionais, possibilitem a coleta e a disseminação de informações que contribuam para a tomada de decisão, com o objetivo de crescimento da mesma.

Recursos de um Sistema de Informação

Um Sistema de Informações é formado por vários componentes ou recursos (subsistemas) que contribuem de forma significativa para o bom funcionamento do Sistema. Esses recursos são: Os Recursos Humanos, Recursos de Softwares, Recursos de Hardware, Recursos de Dados e Recursos de Rede.

Recursos Humanos

As pessoas são os componentes principais de qualquer organização, inclusive daquelas que trabalham com produtos intangíveis, como softwares ou o próprio conhecimento. Mão de obra bem treinada, capacitada e principalmente motivada podem representar um enorme diferencial em tempos de economia global e competição acirrada.

A importância dos Recursos Humanos dentro de um Sistema de Informação está no fato de

que são pessoas que coletam, recuperam ou criam os dados necessários para alimentar o sistema, bem como, são elas que obtém as informações, manipulam e decidem o que fazer com determinada

informação. São necessárias, então pessoas para operação de todos os Sistemas de Informação sejam elas usuários finais ou especialistas do sistema.

(O’ BREIN, 2006, p.21) classifica os Recursos Humanos de um Sistema de Informação em dois grupos, a saber:

Usurários Finais, também chamados de clientes, são as pessoas que utilizam um sistema de informação ou a informação que ele produz. Especialista que são as pessoas que desenvolvem e operam sistemas de informação, incluem operadores, analistas, programadores, pessoal gerencial, técnico e administrativo de sistema de informação.

Recursos de Softwares

Um dos principais componentes de um sistema de informação, os Softwares são programas de computador que auxiliam na captura, processamento e difusão de informações. Existem dois tipos de softwares, os softwares de sistema, que controlam as operações básicas, e os softwares aplicativos, que viabiliza tarefas específicas, como o processamento de textos. (STAIR e REYNOLDS, 2007, p. 13)

É importante ressaltar que alguns autores dão uma visão mais ampla sobre o papel dos

softwares dentro de um sistema de informação, correspondendo o conceito de softwares a todos os procedimentos necessários para realização de uma determinada tarefa.

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(O’BREIN, 2006, p.22) diz:

de Sistemas de Informação I (O’BREIN, 2006, p.22) diz: O conceito de recursos de softwares inclui

O conceito de recursos de softwares inclui todos os conjuntos de instruções

de processamento da informação. Este conceito genérico de software inclui não só os conjuntos de instruções operacionais chamados programas, que dirigem e controlam o hardware, mas também os conjuntos de instruções de processamento da informação requisitadas por pessoas, chamados procedimentos.

Assim, todas as formas de instruções e procedimentos, para o processamento da informação

a fim coletar, processar e disseminar a informação aos seus usuários, pode ser considerado software.

Recursos de Hardwares

Para que se possam processar os dados coletados e posteriormente trabalhá-los para serem transformados em informações, é necessário que se disponha de equipamentos onde estes dados possam ser armazenados. Para (O’BREIN, 2006, p.22)

O conceito de hardware inclui todos os dispositivos físicos e equipamentos

utilizados no processamento de informações. Especificamente, o conceito inclui não apenas máquinas, como computadores e outros equipamentos, mas também todas as mídias de dados, ou seja, objetos tangíveis nos quais

são registrados dados, desde folhas de papel até discos magnéticos.

Assim, os recursos de hardwares em sistemas de informação estariam agrupados em dois grandes grupos, os do Sistema de computadores que são as unidades de processamento, e o grupo

de periféricos de computador, ou seja, os dispositivos para dar entrada ou saída nos dados, teclados

e impressoras, são exemplos claros deste grupo.

Recursos de Dados

Dados, como foi visto anteriormente são fatos ou observações cruas, que trabalhados podem ser transformados em informações valiosíssimas. Sendo assim pode-se concluir que, dados como recursos de matéria-prima são processados em produtos acabados de informação.

Para (O’BREIN, 2006, p.22)

Os recursos de dados num sistema de informação estão normalmente organizados em dois grupos: Bancos de dados, que guardam dados processados e organizados e Bases de conhecimento que guardam conhecimento em uma multiplicidade de formas como fatos, regras e exemplos ilustrativos sobre práticas de negócios bem-sucedidas.

Já (OLIVEIRA, 2010, P.57) define Banco de Dados como:

Uma coleção organizada de dados e informações que pode atender às necessidades de muitos sistemas, como um mínimo de duplicação, e que estabelece relações naturais entre dados e informações.

Neste contexto, Banco de dado é uma coleção organizada de fatos e informações. (STAIR e REYNOLDS, 2007, p.15). É base de conhecimento a “fonte” para busca de várias informações de diversas formas diferentes, que servem para compartilhar conhecimento e dar orientação especializada em assuntos específicos.

Portanto, a organização dos dados de um sistema de informação, se configura em tarefa primordial para o bom funcionamento do sistema. Os dados são mais que a “alma” de um sistema de

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– 2019.1 Administração de Sistemas de Informação I informação, eles constituem um valioso recurso

informação, eles constituem um valioso recurso organizacional primordial para o norteamento das decisões e dos rumos da empresa.

Hoje há uma necessidade de organização de uma base de dados que compreendam as informações mais importantes da empresas. As organizações são sistemas adaptáveis com necessidade de mudança constante de dados e de informações, para qualquer negócio em crescimento ou em mudança, gerenciar dados pode se tornar muito complicado (STAIR e REYNOLDS, 2007, p.135). Esta complicação se dá em relação à imensa quantidade de dados gerados e a determinação dos que são realmente relevantes para a organização. È uma decisão que envolve a priorização de determinados dados, recursos humanos, recursos financeiros e as ferramentas a serem utilizadas.

Recursos de Rede

As redes são usadas para conectar os computadores e seus equipamentos a um prédio, um país ou ao mundo todo e, assim possibilitar as comunicações eletrônicas (STAIR e REYNOLDS, 2007, p.15). O conceito de rede engloba as várias conexões necessárias para o sucesso de operações de todos os tipos de organização e de seus sistemas de informação computadorizados.

A grande vantagem das redes é conexão e a comunicação entre vários setores de uma

empresa, possibilitando dessa forma que as informações fluam de forma mais rápida e dinâmica.

Representam um componente de recurso fundamental de todos os sistemas de informação.

(O’BREIN, 2006, p.23) classifica os recursos de rede em:

Mídia de comunicações que são os componentes que fazem a rede funcionar como os cabos, a fibra ótica, satélites de comunicação etc. E o Suporte de rede, que inclui todos os recursos humanos, de hardware, de software e de dados que apóiam diretamente a operação e uso de uma rede de comunicações.

A grande importância das estruturas de redes na presente disciplina se dá na interconexão

que permitiram o compartilhamento das informações geradas e principalmente, a disponibilização dos

conhecimentos gerados a todos os usuários do sistema.

Tipos de Sistemas de Informação

Existem várias opções para estruturação de um sistema de informação (SI). A decisão de construir um SI, vai depender do tipo de produto ou serviço produzido ou comercializado, estrutura da empresa e área de atuação, afinal cada empresa é um sistema diferente e se relaciona com outros sistemas diferenciados. Portanto, ao se configurar um SI deve se levar às características de cada organização.

No entanto, os sistemas de informação servem para dotar as empresas de uma série de informações que possibilitem, desempenhar melhor suas funções operacionais e gerenciais. Assim, os sistemas de informação podem ser classificados, ora como operacionais, ora como sistemas de informação gerenciais (O’BRIEN, 2006,p.28).

Para (LAUDON e LAUDON, 2007, p. 28)

Há quatro tipos principais de sistemas de informação que servem a níveis de organizações diferentes: sistemas de nível operacional, sistema de nível de conhecimento, sistema de nível gerencial e sistema de nível estratégico.

Para os objetivos propostos nessa disciplina, será utilizada a definição de Sistemas de apoio às Operações e os Sistemas de apoio Gerencial.

Sistema de Apoio às Operações

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– 2019.1 Administração de Sistemas de Informação I Nos sistemas de apoio as operações, os dados

Nos sistemas de apoio as operações, os dados são trabalhados a partir de operações rotineiras dentro da organização, entretanto, eles não enfatizam a produção de produtos de informações específicos que possam ser mais bem utilizados pelos gerentes.

As informações produzidas em sistemas de apoio as operações geralmente estão ligadas às funções operacionais das empresas, e que para efeito de decisões gerenciais, ainda são dados que precisam ser trabalhados para que possam conduzir a uma análise mais rica, do ponto de vista gerencial. Ou seja, as informações geradas em sistemas de apoio as operações são dados para os sistemas de apoio a gerência, que são devidamente trabalhados para que forneçam as informações desejadas.

STAIR e REYNOLDS, (2007, p.16), definem os sistemas de apoio às operações como:

Sistema de Processamento de Transações (SPT) constituem uma coleção organizada de pessoas, procedimentos, software, banco de dados e dispositivos com a finalidade de registrar as transações empresariais realizadas.

É importante lembrar que os sistemas de apoio às operações ou de processamento de

transações, são de suma importância para empresa, pois possibilitam traçar o perfil da organização e seu desempenho diário, além de fornecer dados em tempo real sobre a situação da mesma.

O Papel dos sistemas de apoio às operações de uma empresa é eficientemente processar

transações, controlar processos industrias, apoiar comunicações e colaboração e atualizar bancos de

dados da empresa (O’BREIN, 2006, p.29)

Sistema de Apoio Gerencial

Quando o objetivo principal do sistema de informação é dar subsídios para uma eficaz tomada de decisão por parte do corpo gerencial da empresa, este sistema é chamado de sistema de apoio gerencial, ou sistema de informação gerencial, SIG.

Para (OLIVEIRA, 2010, p.40)

Sistema de Informação Gerenciais (SIG) é o processo de transformação de dados em informações que são utilizadas na estrutura decisória da empresa, proporcionando, ainda, a sustentação administrativa para otimizar os resultados esperados.

O objetivo do SIG é proporcionar o monitoramento, o controle e principalmente, dar apoio às

tomadas de decisão e as atividades administrativas da empresa. Alguns autores como (O’BREIN, 2006, p. 29) classificam os sistemas de apoio gerencial em outros sistemas como sistema de informação gerencial, sistema de apoio à decisão e sistema de informação executiva. Nota-se, entretanto, que no conceito de Oliveira, estas questões estão contempladas.

Ressalta-se ainda que quando um executivo considera o SIG, deve saber que o mesmo aborda apenas uma parte das informações globais da empresa (OLIVEIRA, 2010, p.40). Ou seja, no SIG, as informações trabalhadas correspondem apenas aos interesses das decisões gerenciais, não contemplando informações do todo da organização, daí a necessidade de outros sistemas de informação, como o sistema de informação a nível estratégico, para complementar as informações existentes no ambiente empresarial.

A Tecnologia de Informação – (TI)

A tecnologia de informação TI, se configura como um poderoso instrumento de apoio à

condução dos rumos empresariais e porque não, do mundo em geral. A era da informação e do conhecimento chegou de forma rápida e avassaladora, transformando a vida de empresas e pessoas nos quatro cantos do mundo globalizado. Essa mudança na maneira de trabalhar e de ver o mundo só foi possível com o desenvolvimento de equipamentos, estruturas físicas, programas de

computador e outras ferramentas oriundas do crescimento da TI.

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Curso de Administração – 2019.1 Administração de Sistemas de Informação I

– 2019.1 Administração de Sistemas de Informação I As mudanças ocorridas no mundo nos últimos anos,

As mudanças ocorridas no mundo nos últimos anos, já citadas anteriormente, propiciaram o ambiente perfeito para o desenvolvimento de novas formas de tecnologias, baseadas na conectividade, inovação, digitalização e principalmente no conhecimento, o recurso mais valioso e importante, seja para uma pessoa, organização ou um país.

A compreensão da importância do tempo, da rapidez das mudanças, da necessidade de se

estar conectado com o mundo e das facilidades que as modernas tecnologias proporcionam, mudou o perfil do trabalhador moderno, antes um sujeito baseado numa economia industrial, para um

profissional moderno plugado na economia digital.

(CHIAVENATO, 2011, p.430) dá a dimensão em que a TI chegou atualmente quando diz:

A TI modifica o trabalho dentro das organizações e fora delas. A Internet com suas avenidas digitais ou infovias e a democratização do acesso a informação é um sinal disso. A ligação com a Internet e a adoção de redes internas de comunicação a partir da Intranet e Extranet intensificam a globalização da economia através da globalização da informação. Quanto mais poderosa a TI, tanto mais informado e poderoso se torna seu usuário.

O autor ainda reafirma que a tecnologia constitui a principal ferramenta a serviço do homem e

não mais a variável independente e dominadora como ocorria nas eras indústrias anteriores

(CHIAVENATO, 2011, p.430).

A tecnologia aplicada às práticas empresarias, proporcionou o surgimento da TI, hoje

incorporada a quase todos os segmentos da sociedade, promovendo através de suas ferramentas a consolidação do conceito de Aldeia Global.

Evolução da Tecnologia de Informação - (TI)

A TI é preconizada por uma série de fatos que proporcionaram o ambiente perfeito para a que

mesma se tornasse esse poderoso instrumento de desenvolvimento econômico-social.

Para (FOINA, 2001, p.14)

A Tecnologia de Informação nasceu com o uso dos computadores nas

empresas e organizações. Antes do processo de mecanização do fluxo e

tratamento das informações, elas eram produzidas em memorandos, tratadas

na forma de planilhas e tabulações, datilografadas e distribuídas por meio de

malotes.

Evoluída dos antigos Centros de Processamentos de Dados, CPDs que surgiram com advento dos computadores, passando pelos Centro de Informação, a TI começa a aparecer como uma alternativa para a padronização e controle dos processos organizacionais.

As características dos Centros de Informação eram que os usuários poderiam neste momento

produzir seus próprios relatórios em sistemas menores e se libertar do poder dos CPDs, no entanto, a história mostra que boa parte da promessa de liberdade e poder de processamento na mão dos usuários não foi realizada, as ferramentas eram bastante complexas e espantavam a maioria dos usuários (FOINA, 2001, p. 15)

Os Centros de Suporte de usuários surgem da necessidade da integração de vários sistemas de informação, definindo a tecnologia de informação como pilar para o desenvolvimento das empresas neste novo mundo que se apresenta, cheio de inovações e novas perspectivas. As empresas agora precisavam desenvolver sistemas cada vez mais complexos para atingir seus objetivos. As equipes internas de desenvolvimento de sistemas tinham que buscar novos sistemas, o que encarecia muito a manutenção destas equipes dentro da empresa.

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– 2019.1 Administração de Sistemas de Informação I A terceirização, através das empresas de desenvolvimento

A terceirização, através das empresas de desenvolvimento de softwares é a nova frente

aberta na evolução da TI, proporcionando a explosão de uma infinidade de ferramentas disponíveis hoje no mercado a disposição de empresas e pessoas.

No futuro haverá a terceirização completa da TI nas empresas usuárias (FOINA, 2001, p.16).

Segundo a afirmação acima, já se pode ver o efeito da terceirização da TI. Na reportagem da revista Exame de fevereiro de 2004 intitulada: “Tecnologia da Informação: dá para se livrar dela?” é relatado a experiência de empresas que terceirizaram a TI e tiveram bons resultados, mostrando que esta prática é a tendência do mercado. “Na era da Internet, o espaço não importa – os computadores podem ficar longe da empresa” (EXAME, ed 810, ano 38 nº 2 – 04 de fevereiro de 2004).

Esta nova tendência abre diversos precedentes para especulações, uma delas e talvez a mais importante, a da segurança e autonomias das informações, bem como a proteção dos bens cognitivos. No entanto, como essa discussão não é o foco central desta disciplina, deixa-se se aqui essa ressalva.

A Tecnologia de Informação na Empresa Moderna

Karl E. Sveiby, professor da Macquarie Graduate Scholl of Management, faculdade de administração de Sidney, Austrália, em uma reportagem para a HSM Management de outubro de 2000, afirma que na Era do Conhecimento, os ativos que não podem ser medidos roubam a cena e, ganham um papel de destaque no balanço das empresas. Que ativos seriam esses? Nada mais que os conhecimentos gerados dentro das organizações.

O conhecimento é hoje a base de sustentabilidade de qualquer negócio, está intimamente

ligada com fatores internos e externos a organização, e por si só é responsável pela valorização do

negócio como um todo. A busca desse conhecimento passa impreterivelmente pela captura de informações consistentes que possam ser usadas no cotidiano das empresas. Essa captura só pode ser realizada com qualidade e eficácia, com adoção de sistemas de informações que consigam de forma consistente produzir subsídios para que o conhecimento seja construído, e principalmente, gerenciado.

(FOINA, 2001, p.31) diz que:

A Tecnologia de Informação é um conjunto de métodos e ferramentas, mecanizadas ou não, que se propõe a garantir a qualidade e pontualidade das informações dentro da malha empresarial.

As organizações têm buscado um uso cada vez mais intenso e amplo da TI, utilizando-a como poderosa ferramenta, que altera as bases de competitividade, estratégicas e operacionais das empresas (ALBERTIN, 2001, p.43). Hoje a empresa moderna reconhece o potencial que a TI tem em capacitar e sustentar estratégias e sucesso organizacional, principalmente quando seus gerentes e administradores percebem o valor e os impactos que essas ferramentas causas nos investimentos e nos negócios.

Para (BALDWIN, 1991 apud ALBERTIN, 2001, p.43)

As diretrizes fundamentais da mudança são tecnológicas e irreversíveis. As modernas tecnologias de informação e de comunicação permitem melhorar a qualidade de vários aspectos do negócio.

Portanto, fica claro que as novas tecnologias proporcionam vantagem competitiva a quem souber aproveitar o máximo de suas potencialidades, a fim de assegurar o sucesso, e seu lugar no mercado. Como enfatiza Drucker (1980 apud ALBERTIN, 2001, p.44) nesses tempos uma empresa deve-se manter ágil, forte e sem gordura, capaz de suportar esforços e tensões e capaz também de movimentar-se rapidamente para aproveitar as oportunidades. Nesse contexto, a agilidade significa rapidez, estrutura leve e conectividade, na busca das melhores fontes de informação, no processamento das mesmas e tomadas de decisão acertadas, possibilitando a construção de uma base de conhecimentos única e impar que servirá aos objetivos da organização.

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de Administração – 2019.1 Administração de Sistemas de Informação I Administração Estratégica da Informação

Administração Estratégica da Informação

Qual o recurso mais importante para uma empresa? Os recursos financeiros, tecnológicos, ou os recursos intangíveis que o conhecimento humano pode desenvolver? Qual a melhor ferramenta, o software de gestão financeira, ou a capacidade humana de um gerente de transformar esses números em vantagens competitivas para a empresa, ou mesmo, de conseguir antecipar-se a ameaças futuras?

Essas indagações fazem parte de uma nova realidade no mundo empresarial, uma realidade em que a informação e o seu uso podem determinar a sobrevivência de uma organização. Nunca em nenhuma outra fase da história humana se deu tanta importância à capacidade do ser humana de criar e aglomerar conhecimentos, bem como, de se utilizar desses conhecimentos para o desenvolvimento de novas formas ação, gerando uma total revolução na maneira de se administrar empresas e de construir negócios sólidos, mesmo que baseados em conceitos intangíveis como a informação e o conhecimento. Como desenvolver maneiras para identificar, coletar, armazenar e, principalmente, administrar as informações dentro de uma organização? Como transformar este novo “ativo” empresarial em fonte de diferenciação e principalmente de vantagens em relação à concorrência?

O objetivo desta Unidade é tentar discutir algumas soluções para alguns desses questionamentos, alicerçados nos conceitos fundamentais já discutidos anteriormente, tentando fundamentá-lo na perspectiva da Gestão Empresarial como ferramenta que se utiliza informações para gerar essas vantagens, tão discutidas ultimamente.

Partindo destas premissas, busca-se agora, apresentar ao aluno alguns elementos que contribuirão para fixação da aprendizagem através da construção prática de um Modelo de Sistema de Inteligência de Mercado, utilizando uma metodologia denominada de Mapas Cognitivos. Esta metodologia permite que os diferentes processos dentro da organização possam ser identificados e configurados em forma de mapas que dão a noção clara de como funciona a empresa, quais suas fontes de informação, como são processadas e como são distribuídas, bem como, se são devidamente armazenadas para a construção de uma base de conhecimento na organização, tudo isto, norteado pela visão sistêmica da mesma.

Partindo desta primeira fase, torna-se possível, propor um melhoramento destes mapas, reconfigurando-os, de forma a maximizar esses fluxos de informação, permitindo que empresa consiga organizar, processar, distribuir e principalmente armazenar informações vitais para funcionamento mercadológico, proporcionando um conhecimento melhor de seus processos e de si mesma.

Todo este trabalho é desenvolvido com o auxílio de ferramentas da Tecnologia da Informação, neste caso específico, com o programa Personal Brain™, uma moderna, porém simples ferramenta que será descrita mais adiante.

Identificar e desenvolver maneiras de administrar melhor os as informações de uma organização, talvez seja, o grande desafio das empresas, e dos profissionais de Gestão Empresarial, neste início de século. A competição global cada vez mais acirrada, a modernização dos processos, através do uso da TI, a constante capacitação dos recursos humanos e a busca por menores custos, são a nova configuração do mercado. Conduzir negócios neste contexto é estar preparado e aberto a novas abordagens, é tentar antecipar-se aos acontecimentos, é principalmente ter noção do que se é e de onde se quer chegar, é buscar administrar aquilo que se tem de mais valioso, e de certa forma, única dentro das empresas, suas informações.

Administração Estratégica da Informação

Como vimos anteriormente, a informação é considerada um “ativo” importantíssimo dentro do atual contexto das organizações, saber utilizar as informações de forma correta, torna-se primordial para a sustentabilidade do negócio, proporcionando um diferencial competitivo em meio aos concorrentes. Entretanto, é importante ressaltar que ter muita informação, não necessariamente, nos dará esse diferencial, nem tão pouco, ter o melhor sistema computacional, proporcionará um ganho

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– 2019.1 Administração de Sistemas de Informação I sobre os concorrentes. É preciso que se tenha

sobre os concorrentes. É preciso que se tenha consciência de que a melhor informação é aquela bem produzida, retirada da fonte correta, bem filtrada e principalmente, alinhada aos objetivos organizacionais.

Certamente, no dia a dia de nosso trabalho, nos deparamos com uma série de informações, que de certa forma não contribuíram para a melhoria de um processo, antecipação de oportunidades, ou no nosso caso específico, ajudarão a prever ou administrar nossas organizações. Assim, é interessante entendermos alguns conceitos chaves, para que possamos administrar melhor o fluxo de informações que nos chega através das inúmeras fontes existentes, e assim, maximizar aquelas informações que são realmente relevantes.

Definição de Estratégia

A palavra estratégia vem do grego Strategos que significa literalmente a “A arte do general”. Na Grécia antiga, siginificava aquilo que o general fez, era a arte de conduzir forças militares para derrotar os inimigos ou abrandar os resultados da derrota. Muito difundida e utilizada na condução de exércitos durante toda a história humana, a palavra foi incorporada aos movimentos políticos e econômicos, a partir da época de Napoleão, visando a melhores mudanças para a vitória militar. Logo seu conceito foi incorporado aos meios empresarias, onde as batalhas e os inimigos não são sempre claramente identificáveis.

Numa empresa estratégia esta relacionada à utilização adequada, de recursos físicos, financeiros e humanos, tendo em vista a minimização de problemas e a maximização de resultados (OLIVEIRA, 2010).

Na nossa perspectiva, a importância do conceito de estratégia, reside no fato de que a própria condução da gestão empresarial tem de estar pautada na orientação estratégica da mesma, a fim de contribuir para os objetivos previamente definidos. É inconcebível, um profissional que lida com a gestão da organização desconhecer totalmente seus objetivos estratégicos.

Assim, podemos dizer que Estratégia é o caminho, ou maneira, ou ação formulada e adequada para alcançar, preferencialmente, de maneira diferenciada, os desafios e objetivos estabelecidos, no melhor posicionamento da empresa perante seu ambiente (OLIVEIRA, 2002). Ou seja, um plano de ação de vital, intensa e continuada importância para a empresa e sua totalidade, são as regras e diretrizes, que orientam o processo de desenvolvimento de uma empresa.

A Informação e a Estratégia

Embora a aquisição e o uso de capital ainda sejam fatores na estratégia empresarial, não mais representam a base para uma vantagem real. Ao final da década de 1980, as empresas já haviam percebido que nenhuma organização era grande a ponto de não poder ser adquirida, nem dominante a ponto de não estar sujeita à alteração dos padrões de concorrência. A mudança da base em que se apóia a vantagem competitiva é um subproduto natural da mudança de uma economia industrial, em que o crescimento efetivo do capital era a chave para o sucesso, para a economia da informação, em que a chave é a informação. (McGREE & PRUSAK, 1994).

As informações são de extrema importância para a formulação de estratégias, e nos dias atuais, são elas que modificam e às vezes põe em cheque a sua validade. A informação aparece como um tópico de discussão em quase todas as questões referentes à organização e estratégia.

Segundo Mcgree e Prusak (1994), raciocinar a informação em termos de estratégia significa resolver um problema que se divide em três partes: A primeira é que existe a necessidade de definir uma estratégia com a identificação e criação de uma convergência entre oportunidades existentes no mercado e as capacidades organizacionais; Segundo, garantir que a organização possua as capacidades e habilidades necessárias para compreender e executar a estratégia definida, e; Terceiro, interagir definição e execução de forma efetiva.

Observa-se, portanto, que o papel da informação permeia todo o processo de formulação, disseminação, execução e avaliação das estratégias de uma organização.

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– 2019.1 Administração de Sistemas de Informação I Assim, as empresas devem criar sistemas de avaliação

Assim, as empresas devem criar sistemas de avaliação e feedback (retroalimentação – conceito de sistemas) que aperfeiçoem o fluxo de informações entre a definição e a implementação da estratégia, de forma a possibilitar o aprendizado a partir dos resultados de seus esforços de execução; como resultado, a estratégia pode ser avaliada e redefinida de forma confiável.

Estratégias Competitivas Proporcionadas pela Informação

Analisando o discutido até agora, percebe-se que a estratégia competitiva é um mapa de informações que responde a perguntas sobre a maneira pela qual a empresa irá operar num mundo onde a informação tem um papel importante. Qual a informação mais eficiente do que qualquer outra com relação a clientes, concorrentes e ambiente competitivo? Que informação as organizações precisam fornecer a seus clientes e fornecedores, e como esse utilizarão (e a combinação com a sua própria informação) para fornecer subsídios relevantes para a organização? Como poderão as organizações incorporar informação a produtos e serviços existentes, e como poderá esses, ser transformados em produtos de informação? Como a organização poderá se comunicar melhor com seus diversos públicos através de informação obtidas no meio em que atua? Como poderá superar uma crise de imagem, e até mesmo se antecipar a elas? Essas são as perguntas que uma estratégia competitiva com uso de informações deve procurar responder.

Informação e Integração

A informação serve, portanto como elo de ligação entre a estratégia definida e sua execução, serve como elemento de feedback, para garantir que a execução esteja correndo em conformidade com a estratégia adotada. Outro ponto, é que esta ligação fornece a fonte de informação através da qual uma organização pode adquirir conhecimento e adotar suas estratégias ao ambiente competitivo.

As organizações respondem ao ambiente competitivo de várias maneiras, através de suas unidades isoladas, no entanto, apesar de suas funções específicas, cada unidade tem que ser direcionada por uma diretriz maior, a fim de se concretizar o objetivo que é maior do cada parte isolada. A estrutura organizacional é o elemento mais comum para a integração, fornecendo uma ferramenta para a transmissão da informação a toda organização. A informação entra neste processo como uma espécie de “cola” que une toda a empresa.

No tocante a Gestão Empresarial, a integração da informação se dá no tripé da própria comunicação (Mercadológica, Institucional e Interna), contribuindo para dotar a organização de um padrão único de comunicação e de informações.

Integração de Sistemas

Como vimos o papel da integração da informação é de suma importância, pois possibilita que a organização se comunique numa única linguagem e consiga desempenhar melhor suas funções. É interessante notar, porém, que as informações se originam de sistemas de informações que estão por toda a empresa, inclusive, fora dela, assim, a integração de sistemas é tão importante quanto à própria integração da informação, na verdade, esta última deriva quase que totalmente dela.

Sistemas de informação requerem que a administração tenha uma perspectiva abrangente dos processos empresariais e fluxos de informação da empresa. Os gerentes precisam determinar quais processos de negócios devem ser integrados, os benefícios de curto e longo prazo dessa integração e o nível apropriado de recursos financeiros e organizacionais para apoiar essa integração (LAUDON & LAUDON, 2007),

Existem vários tipos diferentes de sistemas de informação em uma organização que dão apoio a diferentes níveis organizacionais, funções e processos de negócio. Alguns desses sistemas, incluindo o de SCM (Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos) e o de CRM (Gerenciamento do Relacionamento com o Cliente), abrangem mais que do que uma função ou processo de negócio e podem estar vinculados aos processos de negócios de outras organizações. Sistemas que integram informações de diferentes funções empresariais, processos de negócios e organizações geralmente requerem mudanças organizacionais extensivas.

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– 2019.1 Administração de Sistemas de Informação I Sistemas de informação que criam fluxo de informação

Sistemas de informação que criam fluxo de informação e processos de negócios que abrangem toda a empresa ou todo o setor exigem grandes investimentos em TI e planejamento. As empresas devem ter uma infra-estrutura de tecnologia de informação capaz de suportar atividades de integração que abranjam toda a organização ou todo o setor.

Segurança e Controle de Sistemas de Informação

Quando se fala em integração de Sistemas de Informação, acaba-se chegando a um ponto que é crucial na gestão das informações organizacionais, o da segurança e do controle das informações. Definir os acessos, quem pode ou não obter determinada informação, a segurança dos dados nos sistemas, tudo isso deve ser planejado e pensado, para que não haja problema de vazamento e até mesmo a perca total das informações. O mundo empresarial é cheio de estórias de desvio, vazamentos, incongruências, sabotagem de informações, entre outros, que levaram empresas

e pessoas a ruína total, pelo fato de descuidarem do controle e da segurança das informações, e do próprio sistema.

A administração é responsável pelo desenvolvimento da estrutura de controle e dos padrões de qualidade e de segurança. Decisões administrativas crucias compreendem estabelecer padrões para precisão e confiabilidade dos sistemas, determinar o nível apropriado de controle para as funções organizacionais e elaborar um plano de recuperação de dados, caso haja algum problema.

Várias tecnologias e metodologias estão disponíveis para promover a qualidade e a segurança dos sistemas. Tecnologias como softwares antivírus e de segurança de dados, firewalls, procedimentos programados e computação tolerante a falhas de alta disponibilidade podem ser usados para criar um ambiente de controle, enquanto as métricas de softwares, as metodologias de desenvolvimento de sistemas e as ferramentas automatizadas para desenvolvimento de sistemas podem ser usadas para melhorar a qualidade do mesmo.

A Gestão do Conhecimento

Para sobreviver e competir na “sociedade do conhecimento”, as empresas devem aprender a administrar seus ativos intelectuais. (PROBST, RAUB, ROMHARDT, 2002, p.11). Muito mais que aspectos intangíveis, o conhecimento é hoje, no ambiente empresarial, um ativo importantíssimo para agregar valor às informações coletadas e ajudar na tomada de decisão. Um conceito novo, que para alguns, é coberto por descrédito, típico das idéias inovadoras, e que para outra grande maioria, uma maneira inteiramente nova e dinâmica de se produzir resultados concretos. O conhecimento tornou- se um recurso econômico proeminente – mais importante que a matéria prima, mais importante muitas vezes que o dinheiro (ZABOT e SILVA apud STEWART, 2002, p.75)

A gestão do conhecimento serve para converter dados em informações mediante a identificação de tendências. Hoje se captura muito mais do que números, e seu impacto potencial agregam-se, know-how da empresa para compartilhá-lo como todos (O’BRIEN, 2006, p.238).

Para (ROSINI e PALMISANO apud DAVENPORT e PRUSAK, 2003, p. 106)

Nas organizações, a questão da Gestão do Conhecimento pode ser vista como um grande processo em analogia com a qualidade total, pois quem garante a qualidade é o próprio indivíduo, pela execução de suas tarefas no dia-a-dia de trabalho. Estimativas de especialistas internacionais são de que, nos próximos dois a cinco anos, as empresas irão gastar mais com gestão do conhecimento do que com consultorias, serviços, softwares e produtos, do que gastaram com qualidade ou com processos de reengenharia.

Observa-se, portanto, uma tendência crescente na proteção ou mesmo administração dos

conhecimentos desenvolvidos na empresa como um diferencial competitivo para mesma. Outro ponto

a ser levado em consideração é a questão da TI e seu papel neste novo cenário.

Para (LAUDON e LAUDON, 2006, p.292)

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– 2019.1 Administração de Sistemas de Informação I Nas economias de informação, a produtividade

Nas economias de informação, a produtividade organizacional depende do aumento da produtividade dos trabalhadores da informação e do conhecimento. Conseqüentemente as empresas têm feito volumosos investimentos em tecnologia para dar suporte aos trabalhadores do conhecimento.

O conhecimento é o único recurso que aumenta com o uso, portanto, é de infinita utilidade,

precisa ser gerenciado e armazenado para que sirva a processos futuros. As ferramentas de TI buscam de alguma forma gerenciar o conhecimento produzido nas organizações, transmiti-lo e torná- lo uma ferramenta para o diferencial competitivo.

No entanto, é importante que se ressalte, que as ferramentas de TI, não são a única peça para o bom funcionamento de um Sistema de Gestão do Conhecimento, existem outros elementos importantíssimos, como o aspecto Humano, talvez o mais relevante de todos. As ferramentas de TI fornecem a estrutura para a captura da informação, mas não o conteúdo, esse será produzido por pessoas, por esse motivo, a Gestão do Conhecimento tem um aspecto muito mais humano que tecnológico.

A tecnologia é de suma importância para o desenvolvimento de um modelo para a gestão do

conhecimento em uma organização, no entanto, não se pode desconsiderar o fator humano, sob pena de fracassar no que se pretende alcançar em termos de objetivos organizacionais.

Para (ROSINI e PALMISANO, 2003, p. 104)

Na prática, o aumento do conhecimento leva à necessidade das pessoas serem o que podemos chamar de “multi-especialistas atualizados”, isto é, dominar profundamente mais de uma área de conhecimento e manter atualizados esses conhecimentos.

Assim, percebe-se que as pessoas são essenciais para a construção de um modelo que busque a criação de bancos de dados que armazenem o conhecimento desenvolvido na organização

e o gerenciamento deste capital intelectual com intuito de transformar a mesma em uma empresa de vanguarda em sem meio de atuação.

A base do Conhecimento em uma Empresa

Nas empresas hoje, o conhecimento é tanto matéria-prima quanto bem acabado (BARTON, 1998, p.19). Esta afirmação se baseia na inesgotável renovação do conhecimento humano, o saber não acontece apenas uma única vez, pelo contrário, está em constante nascimento. Na empresa não

é diferente, e se torna necessário antes de implantar um programa de gestão de conhecimento, que a empresa faça uma auto-avaliação para determinar onde esta a base de seu conhecimento e o que sabe ou não de si mesma.

Para (BARTON, 1998, p.20)

O ponto de partida para se gerir o conhecimento numa organização é compreender as aptidões estratégicas e, no caso das companhias que têm

As aptidões

estratégicas constituem uma vantagem competitiva para uma empresa; elas foram estabelecidas gradualmente ao longo do tempo e não podem ser facilmente imitadas.

por base a tecnologia, as aptidões tecnológicas estratégicas

As aptidões estratégicas seriam muito mais que um punhado de estratégias de mercado ou de produção, estariam ligadas as vocações intrínsecas da empresa, a cultura organizacional e a postura de seus gestores. Nesta perspectiva (BARTON, 1998, p. 20) faz uma diferença entre aptidões estratégicas, aptidões suplementares e aptidões habilitadoras, quando diz:

Aptidões suplementares são aquelas que adicionam valor às aptidões

estratégicas, mas que podem ser imitadas

As aptidões habilitadoras são

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– 2019.1 Administração de Sistemas de Informação I necessárias, mas não bastam por si só para

necessárias, mas não bastam por si só para distinguir competitivamente uma companhia.

Seriam na verdade as capacidades de criar bons produtos, de ter boas técnicas de produção ou um melhor sistema de distribuição, bem como a busca pela qualidade de produtos ou serviços, todas consideradas como ótimos fatores de diferenciação no mercado, mas que, no entanto, com o passar do tempo, podem ser imitadas ou copiadas, desfazendo uma possível vantagem competitiva. As aptidões tecnológicas estratégicas estariam para além destas vantagens, seria a junção destes aspectos com conhecimento gerado na própria empresa, conhecimento este, que dificilmente pode ser imitado, pois é fruto de um constante aprendizado de uma relação de erros e acertos e do acúmulo de experiências.

Assim, criando-se e mantendo-se essas aptidões tecnológicas estratégias os gestores poderiam gerir melhor o conhecimento na organização. No entanto, antes que se prossiga, é interessante que se conheça o que significa conhecimento. Porém é de suma importância que haja à diferenciação entre dados, informação e conhecimento, informação e dados já foram mencionados anteriormente, então, o que significa conhecimento?

Para (PROBST, RAUB, ROMHARDT, 2002, p. 23)

Os movimentos entre esses níveis são freqüentemente descritos como um processo de enriquecimento. Quando as regras de sintaxe são aplicadas aos símbolos, eles se tornam dados. Os dados são passíveis de interpretação dentro de um contexto específico, fornecendo, dessa forma, informações ao receptor. Quando as informações são interligadas, estas podem ser usadas em um campo de atividade específico, e isso podemos chamar de conhecimento.

Ainda para esses autores,

O conhecimento é o conjunto total incluindo cognação e habilidades que os indivíduos utilizam para resolver problemas. Ele inclui tanto a teoria quanto a prática, as regras do dia-a-dia e as instruções sobre como agir. O conhecimento baseia-se em dados e informações, mas, ao contrário deles, está sempre ligado a pessoas. Ele é construído por indivíduos e representa suas crenças sobre relacionamentos casuais.

Essa definição de conhecimento permite que sejam estruturadas as bases para o conhecimento de uma organização, baseada no conhecimento coletivo e individual de seus colaboradores e processos, na aprendizagem organizacional, que busca na mudança do conhecimento, a criação de estruturas coletivas de referência e no crescimento da competência organizacional para a tomada de decisão e no potencial de seus “trabalhadores do conhecimento” que necessitam ser qualificados nas competências organizacionais coletivas.

Pode-se concluir que, é primordial a descoberta das aptidões estratégicas, incentivar seu desenvolvimento e buscar uma maneira de gerir estes fatores de modo a ser transferida para ações de mercado, perpetuando desta forma a existência do negócio. Este sim será possível através da interação entre os bens cognitivos e as tecnologias de informação, que juntas buscaram a convergência de um sistema que ao mesmo tempo desenvolva o saber da empresa, e que a transforme em uma organização que aprende e que consegue repassar isto para o mercado em forma de um diferencial competitivo.

Elementos construtivos da Gestão do Conhecimento

Para (PROBST, RAUB, ROMHARDT, 2002, p. 38) existem seis processos essências para a gestão do conhecimento são eles:

Identificação do conhecimento

Aquisição do conhecimento

Desenvolvimento do conhecimento

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Compartilhamento e distribuição do conhecimento

Utilização do conhecimento

Retenção do conhecimento

Utilização do conhecimento  Retenção do conhecimento Para que se entenda, esses pontos essenciais são

Para que se entenda, esses pontos essenciais são necessários que os objetivos de conhecimento estejam estabelecidos e o conhecimento existente seja válido. Assim pode-se criar um sistema de gestão do conhecimento que fornecerá informações e conhecimentos necessários para toda a organização.

Outros autores como LAUDON e LAUDON (2006), procuram definir de forma mais pragmática os elementos construtivos da gestão do conhecimento, baseados nas ferramentas de TI que o mesmo necessita para seu desenvolvimento.

Esses autores definem através de sistemas de gestão os vários componentes para a criação de um sistema de gestão de conhecimento eficiente. No entanto, torna-se necessário o conhecimento das divisões dos trabalhadores de informação; Trabalhadores de dados e trabalhadores do conhecimento.

Para (LAUDON e LAUDON, 2006, p.292)

Trabalho de informação é o trabalho que consiste, principalmente, em criar ou processar informações. Ele é realizado pelos trabalhadores da informação, que, geralmente, são divididos em duas subcategorias: trabalhadores de dados, que principalmente processam informações; e trabalhadores de conhecimento, que principalmente, criam conhecimento e informação.

Assim, nesse contexto, os autores citam vários sistemas para um bom gerenciamento do conhecimento, partindo da tarefa dos profissionais supra citados. Esses sistemas seriam:

Sistemas de Gestão de Escritório e de Documentos

Sistemas de Trabalho do Conhecimento

Sistemas de Colaboração de Grupo e Ambiente de Conhecimento – INTRANET

Sistemas Especialistas

É possível fazer comparativos entre os autores, quando se analisa o elemento para a construção da gestão do conhecimento.

Quando se fala em Sistemas de Escritório e de Documentos, contempla-se a distribuição do conhecimento com a coordenação do fluxo de informações através da organização inteira. Os sistemas de trabalho e conhecimento estariam relacionados à criação e o desenvolvimento do conhecimento, os sistemas de colaboração o compartilhamento e a utilização do conhecimento e os sistemas especialistas a aquisição e captura do conhecimento.