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LISBOA CULTURAL

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Lisboa Alternativa
Conjugar cultura urbana e arte

contemporânea, de um modo irreverente
em espaços alternativos ou menos convencionais, é o objectivo
central do Pop Up Lisboa 2010. Sob o tema Nómadas Urbanos,
esta segunda edição, a decorrer entre 4 de Novembro e 11 de
Dezembro, vai ter exposições, espectáculos, performances,
debates e outros eventos que reúnem perto de uma centena de
artistas nacionais e internacionais.

Durante o período que antecedeu o Pop Up Lisboa 2010, inúmeros artistas exploraram a cidade a partir da
ideia de que o espaço urbano é intrinsecamente nómada. A ideia do nomadismo urbano, que encontramos
na mudança de casa, de trabalho, de família ou mesmo de cidade enquanto espaço, implica, e para usar as
palavras dos organizadores, que “a ´cidade` vive-se numa constante incerteza ou redescoberta contínua”,
em “movimentos que impulsionam a sua própria evolução e valorização”. Ou seja, o nomadismo impõe-
se aos habitantes das cidades através de manifestações dinâmicas, seja através da paisagem, seja pela
imposição de novos hábitos e costumes, reflectindo os seus efeitos numa definição de cultura urbana.

Assim, foram eleitos quatro eixos conceptuais, que exploram o tema deste ano, a partir dos reflexos que
o fenómeno imprime na cultura urbana que todos partilhamos. O primeiro, passa pela intervenção e
apropriação cultural de espaços urbanos anónimos, impessoais ou desprovidos de vivencias e utilidade,
denominados como “não lugares”. O segundo, e com base na ideia de hipermodernidade, que estabelece
um maior imediatismo à noção que temos de cultura, baseia-se na comunicação de uma imagem ou marca.
O terceiro, numa incursão pelo território da ética, da moral e da cultura, propõe uma reflexão sobre os novos
valores da sociedade contemporânea, apropriando-se de Lisboa como “cidade dinâmica e catalisadora de
expressões, tendências e fluxos artísticos”. Por último, a universalidade geográfica da promoção e produção
cultural e artística apresenta-se como item determinante para o desenvolvimento sustentável e para a
afirmação identitária das cidades.

Por tudo isto, criadores e artistas de todo o mundo corresponderam ao desafio de intervir em mais de uma
dezena de locais da cidade, desde os referidos “não lugares” aos espaços culturais alternativos, passando
por edifícios desocupados, estações de comboio e bairros sociais. Sendo o mote deste Pop Up “viver a
cidade, celebrar a cultura”, Lisboa vai tornar-se, até 11 de Dezembro, um imenso espaço aberto, onde a
criação artística alternativa pode ser partilhada por todos. FB

www.popup-city.com/lisbon-2010
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“Laboratório” Verride
Mais conhecido pelos lisboetas como Palácio de Santa Catarina, o Pop Up
escolheu o Palácio Verride como centro nevrálgico desta edição. Debruçado
sobre o Tejo, no largo do Miradouro de Santa Catarina, o do Adamastor, este
magnifico edifício do século XVIII que esteve para ser o Museu do Design e
da Moda, vai acolher uma exposição colectiva multidisciplinar e um programa
com performances, workshops e apresentações temáticas. Durante os dias do
evento, o Palácio será, pois, o laboratório de excelência dos Nómadas Urbanos.

Lembram-se de Lena d´Água?

Durante os anos de 1980, Lena d’Água foi um dos maiores ícones pop da música
portuguesa. Temas como Robot, dos tempos dos Salada de Fruta, ou Sempre que o amor
me quiser confundiram-se, desde sempre, com a imagem de uma cantora que, entre
altos e baixos, alicerçou uma carreira digna de culto. Por tudo isso, o Pop Up convidou
Lena d’Àgua e a banda Dapunksportif para um mini-concerto, dia 6, no Espaço Nimas,
onde serão revisitados alguns dos maiores êxitos da cantora. Para além do concerto,
será exibido o documentário de Rogério Ribeiro e Sara Oliveira, Bela Adormecida, sobre
uma carreira que remonta à decada de 1970.

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