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Colégio Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Os Hebreus
Aluno: George Amaro Soares Tarouco Filho
Disciplina: História
Professor: Luiz Ademar Munhoz

São Gabriel 2017


Introdução
Com esse trabalho irei falar um pouco mais sobre os Hebreus
Desenvolvimento
Hebreus

História do povo hebreu

A Bíblia é a referência para entendermos a história deste povo. De acordo com as escrituras sagradas,
por volta de 1800 a.C., Abraão recebeu um sinal de Deus para abandonar o politeísmo e para viver em
Canaã (atual Palestina). Isaque, filho de Abraão, tem um filho chamado Jacó. Esta luta, num certo dia,
com um anjo de Deus e tem seu nome mudado para Israel.

Os doze filhos de Jacó dão origem as doze tribos que formavam o povo hebreu. Por volta de 1700
a.C., o povo hebreu migra para o Egito, porém são escravizados pelos faraós por aproximadamente
400 anos. A libertação do povo hebreu ocorreu por volta de 1300 a.C. A fuga do Egito foi comandada
por Moisés, que recebeu as tábuas dos Dez Mandamentos no monte Sinai. Durante 40 anos ficaram
peregrinando pelo deserto, até receberem um sinal de Deus para voltarem para a terra prometida,
Canaã.

Jerusalém é transformada num centro religioso pelo rei Davi. Após o reinado de Salomão, filho de
Davi, as tribos dividem-se em dois reinos: Reino de Israel e Reino de Judá. Neste momento de
separação, aparece a crença da vinda de um messias que iria juntar o povo de Israel e restaurar o poder
de Deus sobre o mundo.

Em 721, começa a diáspora judaica com a invasão babilônica. O imperador da Babilônia, após invadir
o reino de Israel, destrói o templo de Jerusalém e deporta grande parte da população judaica.

No século I, os romanos invadem a Palestina e destroem o templo de Jerusalém. No século seguinte,


destroem a cidade de Jerusalém, provocando a segunda diáspora judaica. Após estes episódios, os
hebreus espalham-se pelo mundo, mantendo a cultura e a religião. Em 1948, o povo hebreu retoma o
caráter de unidade após a criação do estado de Israel.
Origem

O nome "hebreus" vem do hebraico "Ivrim", que significa "povo do outro lado do rio". O livro de
Gênesis, capítulo 10, a partir do versículo 21 diz que Noé gerou a Sem; este gerou a Arfaxade, que
gerou Salá, que gerou Héber; este gerou a Pelegue, que gerou Reú, que gerou Serugue, que gerou
Naor, que gerou Tera, que então gerou a Abrão (que significa "pai exaltado", mais tarde tendo seu
nome mudado pra Abraão, que significa "pai de muitas nações"), sendo este considerado o patriarca
do povo de Israel. Formatted: Font: 16 pt, Superscript
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Os antigos hebreus como objeto histórico e historiográfico
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Os desafios referentes à escrita da história dos antigos hebreus são, em primeiro lugar, desafios Formatted: Font: 16 pt, Superscript

historiográficos. Questões tais quais os tratamentos das fontes, a natureza das fontes, a maneira de Formatted: Font: 16 pt, Superscript

interpretar os dados e as concepções inerentes ao processo de redação dessa história são as mais Formatted: Font: 16 pt, Superscript

discutidas recentemente. As fontes para a história dos antigos hebreus, por exemplo, são as mais Formatted: Font: 16 pt, Superscript

diversas possíveis: documentos escritos (a Bíblia sendo, de longe, a fonte mais rica de informações Formatted: Font: 16 pt, Superscript
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escritas, embora não a única), epigrafia, iconografia, arqueologia, línguas, etc.
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Tradicionalmente, a história dos hebreus antigos foi (e em alguns meios ainda é) recontada a partir
de um viés unicamente bíblico, mais ou menos crítico, seguindo o modelo: patriarcas, escravidão
no Egito, êxodo, conquista, Império, exílio. Essa prática está associada a perspectivas religiosas e a Formatted: Font: 16 pt, Superscript
uma concepção de história, típica do princípio do século XIX, na qual o documento escrito era Formatted: Font: 16 pt, Superscript
considerado mais relevante que outras fontes. Sob esta perspectiva teórica, a cultura material era Formatted: Font: 16 pt, Superscript
empregada como mero instrumento ilustrativo. Ademais, nessa época, as interpretações dos dados Formatted: Font: 16 pt, Superscript

assumiam fortes conotações nacionais e políticas, uma vez que a institucionalização da História
estava estreitamente vinculada ao processo de organização de identidades nacionais. Por
conseguinte, muitas interpretações da história hebraica incorporaram elementos anacrônicos
do nacionalismo judaico. Diversas escolas historiográficas surgidas desde o fim do século XIX até o Formatted: Font: 16 pt, Superscript
começo do século XXI (como os Annales) contribuíram para redefinir essas práticas, focando em Formatted: Font: 16 pt, Superscript
fatores sociais, econômicos, demográficos, culturais, etc. e utilizando novos métodos e novos
documentos.

A escrita da história dos antigos hebreus segue, portanto, uma série de métodos próprios do campo
da História. Os primeiros autores a aplicar o método crítico à Bíblia hebraica, tratando-a como um Formatted: Font: 16 pt, Superscript
documento histórico, foram W. de Wettee Julius Wellhausen, ainda no século XIX. Wellhausen Formatted: Font: 16 pt, Superscript
criou uma tese extremamente popular entre os biblistas, conhecida como “Hipótese Documentária”, Formatted: Font: 16 pt, Superscript
onde argumentava que a Bíblia havia sido redigida por diversos grupos e, mais tarde, editada. Formatted: Font: 16 pt, Superscript

Segundo o historiador, as fontes originais do Pentateuco poderiam ser divididas em quatro grupos: Formatted: Font: 16 pt, Superscript
Javista (J), Elohísta (E), Deuteronomista (D) e. Sacerdotal (P, do inglês Priestly). Essas diferenças Formatted: Font: 16 pt, Superscript
foram encontradas pela análise das repetições, dos anacronismos, dos relatos duplicados, do estilo da
escrita, entre outros aspectos do texto bíblico.[6] Formatted: Font: 16 pt, Superscript
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Yahweh (Jeová) em grafite hebraico do século VIII a.C. com inscrição: “Eu te abençoou
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por Yahweh (Jeová) de Samaria e sua Asherah”
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Paralelamente ao desenvolvimento da crítica bíblica, os estudos arqueológicos jogaram nova luz Formatted: Font: 16 pt, Superscript
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sobre o contexto de composição da bíblia, isto é, o Oriente Próximo. Embora a princípio a
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assiriologia tenha nascido apenas como uma ciência auxiliar para o estudo do Antigo Testamento, a
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partir da decodificação das línguas orientais antigas se tornou muito mais difícil a manutenção dessa
abordagem. De acordo com Trolle Larsen, “Inconsistências foram logo encontradas, onde as
evidências estavam em desacordo com a Bíblia hebraica”, sendo estes problemas de cronologia e
narrativa; contudo, “ as questões ficaram mais complicadas quando as composições textuais assírias
e babilônicas pareceram mostrar próximas ligações com as histórias da Bíblia Hebraica”. Um dos
principais debates da época girou em torno do tablete do dilúvio, parte do épico de Gilgamesh, que Formatted: Font: 16 pt, Superscript
continha uma história extremamente semelhante ao dilúvio bíblico, só que muito mais antiga. O Formatted: Font: 16 pt, Superscript
cientista Friedrich Delitzsch, tratando de questões como esta, foi o primeiro a acenar para o fato de Formatted: Font: 16 pt, Superscript
que a Bíblia, afinal, tinha profundas raízes na tradição mesopotâmicas. Os estudos comparativos são, Formatted: Font: 16 pt, Superscript

hoje, uma das formas mais comuns de abordagem crítica da Bíblia.

Essa mudança permitiu que os dados arqueológicos não fossem mais unicamente instrumentos de
“comprovação” ou “negação” da Bíblia, mas documentos em si mesmos, passíveis de informar sobre
temas diferentes daqueles abordados pelas escrituras hebraicas. Nos vinte últimos anos, muitos
arqueólogos têm optado por escrever histórias dos hebreus completamente alheias ao texto
bíblico[10], embora a maior parte tente fazer uso de todos os documentos possíveis, sem privilegiar Formatted: Font: 16 pt, Superscript
um ou outro. Após a publicação de “Orientalism” por Edward Said – obra de grande impacto Formatted: Font: 16 pt, Superscript
acadêmico que demonstra como a representação do Oriente na Europa foi responsável por Formatted: Font: 16 pt, Superscript
caracterizar os asiáticos como “inferiores”, “sem história” e “amorais” num contexto de expansão Formatted: Font: 16 pt, Superscript

imperial – alguns autores ressaltaram a existência de um tratamento enviesado da academia em Formatted: Font: 16 pt, Superscript

relação aos estudos bíblicos nos termos do orientalismo[11]. Entre estes autores está Whitelam, que Formatted: Font: 16 pt, Superscript

considera o Israel antigo uma construção ideológica que transmite para a antiguidade a realidade dos Formatted: Font: 16 pt, Superscript

Estados Nacionais, inexistente até os oitocentos. A importação do orientalismo para os estudos Formatted: Font: 16 pt, Superscript

bíblicos (e arqueológicos) sobrevalorizou o período de ocupação hebraica da Palestina, ignorando os Formatted: Font: 16 pt, Superscript
antigos habitantes cananeus/palestinos da região. Recentemente, os estudos acerca dos antigos Formatted: Font: 16 pt, Superscript
hebreus têm se multiplicado e, junto deles, cada vez mais abordagens têm se popularizado. O uso
da arqueologia forneceu importantes dados nos últimos anos, inclusive ajudando a contextualizar os Formatted: Font: 16 pt, Superscript
documentos bíblicos. Thomas Thompson, por exemplo, percebeu em seus estudos que as narrativas Formatted: Font: 16 pt, Superscript
dos patriarcas não correspondiam a realidades do segundo milênio antes de Cristo, como até então se
pensava, mas que diziam respeito a uma realidade muito posterior. Autores como Philip Davies
aprofundaram as análises de termos como “Israel”, demonstrando que seu uso na Bíblia possui
sentidos que variam consideravelmente. Especialistas como Christa Schäfer-Lichtenberger, Niels
Lemche e Israel Finkelstein acenderam um grande debate em torno da historicidade de um grande
reino davídico-salomônico no século X a.C. Recentemente, William G. Dever afirmou que “Aparece
com clareza suficiente que todas as histórias do Antigo Israel são agora obsoletas... No que me
concerne, meu próximo livro será uma história do Israel Antigo escrita em grande parte sem recurso
à Bíblia hebraica, fundamentada na maior parte do tempo sobre os ricos dados arqueológicos que
possuímos hoje”. A hipótese documentária não foi abandonada, mas tem sido reinterpretada à luz de
novos dados apresentados por Van Seters e H. Schimid.

Diversas formulações teóricas foram levantadas nos últimos anos em relação ao tratamento das
fontes na reconstrução da história dos hebreus. Algumas críticas por parte de autores como Hans
Bastard, por exemplo, defendem uma postura menos positivista em relação à Bíblia, onde os textos Formatted: Font: 16 pt, Superscript
não sejam encarados a partir de uma oposição “absoluta” entre mito e história, mas como narrativas Formatted: Font: 16 pt, Superscript
literárias (onde esses elementos se misturam) – uma abordagem semelhante à de Navarrete Linares
no caso das fontes mesoamericanas. No que diz respeito à historicidade da Bíblia isoladamente, fala- Formatted: Font: 16 pt, Superscript
se em escolas “maximalistas” e “minimalistas”, que conferem aos relatos diferentes níveis de Formatted: Font: 16 pt, Superscript
fiabilidade histórica[18]. No entanto, as divergências entre esses autores têm se reduzido Formatted: Font: 16 pt, Superscript
imensamente nos últimos anos. Formatted: Font: 16 pt, Superscript

Os patriarcas

A primeira referência aos hebreus ocorre por volta de 1200 a.C., no reinado do Faraó Merneptah. Formatted: Font: 16 pt, Superscript
Nessa época, algum povo conhecido como “ismaelitas” já habitava a região da Palestina no Oriente Formatted: Font: 16 pt, Superscript
Próximo. As tradições hebraicas mais antigas sobre suas origens, como o gênesis da Bíblia, falam de Formatted: Font: 16 pt, Superscript
certos patriarcas (Abraão, Isaque, Jacó) que teriam iniciado a linhagem dos hebreus. As origens dos Formatted: Font: 16 pt, Superscript

povos hebreus, de acordo com a história de gênesis, são situadas na mesopotâmia (a cidade de Ur). A Formatted: Font: 16 pt, Superscript

figura de Abraão provavelmente indica a forma de organização sócio-econômica desses primeiros Formatted: Font: 16 pt, Superscript

povos: pastores seminômades organizados em pequenos grupos. Abraão é também, de acordo com Formatted: Font: 16 pt, Superscript

especialistas, um epônimo para uma tribo pastora atestada na Palestina central no século XIII. Formatted: Font: 16 pt, Superscript
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Segundo alguns especialistas, uma análise comparativa e o estudo dos anacronismo na narrativa de
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gênesis sugere que a história da migração de Abraão para Canaã é um mito que espelha um
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acontecimento tardio, isto é, o retorno dos judeus “exilados” na babilônia após a derrota para
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o Império Caldeu. Acompanhado de sua mulher Sara e seu sobrinho Ló, Abraão é tido como
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responsável pela primeira ocupação hebraica de Canaã. Seus descendentes apenas abandonariam
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essa terra, seguindo para o Egito, após uma seca intensa.[20] Essa história parece ter sido uma forma
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de sustentar uma anterioridade histórica para a ocupação hebraica do território no período do
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retorno. Os patriarcas hebreus são lembrados como responsáveis pelos primeiros pactos com Formatted: Font: 16 pt, Superscript
Deus. Alguns especialistas remarcaram que "os profetas (e os textos) pré-exílicos não conhecem Formatted: Font: 16 pt, Superscript
Abraão e usam em geral o termo “pais” para se referir à geração do êxodo. ” Por motivos como este, Formatted: Font: 16 pt, Superscript
“a maioria dos estudiosos compreende-os como reflexos mais indiretos de eventos históricos, como Formatted: Font: 16 pt, Superscript
representantes de tribos antes que de indivíduos". Não obstante, muitos arqueólogos e historiadores Formatted: Font: 16 pt, Superscript
concordam que as gênesis é um relato em larga medida mítico e, sobretudo, marcado pela época de Formatted: Font: 16 pt, Superscript

sua composição. Abraão deu origem a Isaac e a Jacó (ou Israel), e os doze descendentes de Jacó Formatted: Font: 16 pt, Superscript

deram origem às doze tribos de Israel. Formatted: Font: 16 pt, Superscript


Problemas de datação do Gênesis

O conteúdo do livro que trata dos patriarcas, o Gênesis, é de difícil datação. A questão de sua autoria Formatted: Font: 16 pt, Superscript
já havia sido colocada por Wellhausen no século XIX, que dividiu a composição do livro entre Formatted: Font: 16 pt, Superscript
diferentes grupos e épocas. Os especialistas acreditam que o relato foi escrito tardiamente, no Formatted: Font: 16 pt, Superscript
período da monarquia ou mais tarde. O anacronismo mais conhecido no livro de Gênesis é a Formatted: Font: 16 pt, Superscript

referência aos filisteus (gênesis 21:34)... Essa referência ajuda a datar o relato bíblico, já que os
filisteus apenas chegaram à região a partir de 1200 a.C. Além disso, a cidade de Gerar, citada como
capital dos filisteus era um agrupamento minúsculo no período dos patriarcas, que só se torna uma
vila forte por volta do ano 700 a.C. Para mais, a bíblia se refere aos líderes filisteus como “reis”,
embora apenas num estágio tardio os filisteus tenham estabelecido esse título.[31] Outros Formatted: Font: 16 pt, Superscript
anacronismos incluem a menção aos arameus (que só chegaram à região no final do século X a.C.), à Formatted: Font: 16 pt, Superscript
cidade de Dan (gênesis 14:14) e à Ur dos caldeus (gênesis 11:28), todos inexistentes no panorama da
época. Não existe, por exemplo, evidência para a ocupação de Edom antes do século 8 a.C. As Formatted: Font: 16 pt, Superscript
referências à Lídia, a Kittim e a Nínive também são vistas como altamente anacrônicas. Portanto, o Formatted: Font: 16 pt, Superscript
relato dos patriarcas das fontes (J) e (D) no Gênesis foi provavelmente desenvolvido por volta de Formatted: Font: 16 pt, Superscript
700 a.C. Formatted: Font: 16 pt, Superscript

No entanto, O Novo Dicionário da Bíblia, editado por J. D. Douglas (em português por E. P. Shedd;
1966, p. 631), observa: “Visto que os filisteus não são nomeados em inscrições extra-bíblicas senão
já no século XII A.C., e que os remanescentes arqueológicos associados com eles não aparecem
antes desse tempo, muitos comentadores condenam a menção aos mesmos no período patriarcal
como algo anacrônico. ” Todavia, ao mostrar por que tal posição não é sólida, faz-se menção da
evidência duma grande expansão do comércio no mar Egeu, remontando acerca do 20.
° século AEC. Salienta-se que não ser determinado grupo suficientemente proeminente para ser
mencionado nas inscrições de outras nações não prova que o grupo não existia. A conclusão a que
chega O Novo Dicionário da Bíblia é: “Não há motivo pelo qual pequenos grupos de filisteus não
pudessem estar presentes entre os primitivos comerciantes da área do mar Egeu, não com bastante
proeminência para serem notados pelos estados maiores. ”

Com respeito a cidade de Ur dos caldeus, ruínas do que parece terem sido casas, descobertas em
escavações em Ur, sugerem terem pertencido ao período entre os séculos 20 e 16 AEC). Elas
revelam que as casas eram construídas de tijolo, com paredes rebocadas e caiadas, e dispunham de
13 ou 14 aposentos ao redor dum pátio pavimentado. Entre as tabuinhas de argila encontradas neste
sítio havia algumas usadas no ensino da escrita cuneiforme. Outras tabuinhas indicam que os
estudantes ali dispunham de tabuadas de multiplicação e de divisão, e extraíam raízes quadradas e
cúbicas. Muitas das tabuinhas são documentos de transações comerciais. Formatted: Font: 16 pt, Superscript

Portanto, muitas das acusações contra a veracidade da Bíblia caem por terra quando confrontadas Formatted: Font: 16 pt, Superscript

com as recentes descobertas arqueológicas.


Êxodo

O episódio do Êxodo se refere a um episódio Bíblico de acordo com o qual os judeus, escravizados Formatted: Font: 16 pt, Superscript
no Egito, teriam conseguido fugir da terra estrangeira, retornando à sua terra de origem, Canaã, sob a Formatted: Font: 16 pt, Superscript
liderança de Moisés. Os relatos bíblicos falam que a família de Jacó, um dos patriarcas, teria partido Formatted: Font: 16 pt, Superscript
da terra colonizada por Abraão até o Egito devido a uma seca. Lá, encontrando-se com seu familiar Formatted: Font: 16 pt, Superscript

José, que teria ascendido a uma posição de importância dentro do governo do faraó, teriam se Formatted: Font: 16 pt, Superscript

instalado por alguns anos.. Não existe, contudo, nenhuma evidência extra-bíblicas para este episódio. Formatted: Font: 16 pt, Superscript

Para harmonizar as fontes arqueológicas com as fontes escritas, alguns historiadores sustentam que Formatted: Font: 16 pt, Superscript

“apenas alguns do povo de Israel estavam no Egito e o grupo vindo do Egito então teria se juntado a Formatted: Font: 16 pt, Superscript
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outros grupos para formar o que foi conhecido como Israel”.[38]. No entanto, os egiptólogos estão
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de acordo de que a imagem dum Egito escravista não é coerente com o Egito da época, onde não
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havia escravidão. Para Donald B. Redford, os números de judeus envolvidos no êxodo são por
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demais extravagantes. As escavações intensivas realizadas nas regiões pelas quais os hebreus teriam
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passado em seu trajeto de migração não fornecem nenhum dado arqueológico de assentamento
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humano na época do êxodo, e o relato bíblico cita cidades que só existiram muito tempo mais tarde...
O êxodo era considerado um evento central na história hebraica, regularmente comemorado pelos
hebreus.

Moisés

David Roberts representa os hebreus deixando o Egito Formatted: Font: Times New Roman, 16 pt,
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De acordo com as fontes bíblicas, Moisés era um hebreu que tinha sido criado na corte egípcia, após
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ser resgatado de uma cesta à deriva no Nilo. Moisés é, com efeito, um nome de origem egípcia. Após
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guiar seu povo por cerca de três meses, Moisés teria acampado nas proximidades do Monte Sinai,
onde se restabeleceu um pacto entre Yahweh (Jeová), o Deus nacional, e os hebreus, sob a mediação Formatted: Font: 16 pt, Superscript
de Moisés. Formatted: Font: 16 pt, Superscript

Evidências externas à Bíblia apontam para uma ocupação hebraica contínua da Cananeia, de forma
que Moisés pode não ter existido.[40]Não existe evidência arqueológica para corroborar a existência Formatted: Font: 16 pt, Superscript
de Moisés. Nenhuma fonte egípcia ou assíria antiga que faça referência às figuras bíblicas antes de Formatted: Font: 16 pt, Superscript
850 a.C. foram encontradas.[43] Muitos acadêmicos, contudo, preferem não descartar a Formatted: Font: 16 pt, Superscript
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possibilidade da existência de figuras bíblicas, embora reforcem que todas elas são construções
literárias.

A religião hebraica

De acordo com os relatos bíblicos, o pacto realizado entre hebreus e seu Deus no Sinai impôs alguns
deveres aos homens, ligados ao culto de sua deidade. Assim como muitos povos no Oriente
Próximo, os hebreus acreditavam que os nomes revelassem a natureza intrínseca de indivíduos e
deuses. Essa concepção de mundo explica a proibição da vocalização do nome de seu Deus em
alguns livros de leis.

Por intermédio de Moisés, os hebreus renovaram um pacto com Deus iniciado no período dos
patriarcas, e prometeram cumprir suas leis em troca de proteção. Os historiadores apontam para esse
pacto como uma representação dos acordos políticos de vassalagem no Oriente Próximo Antigo.[45]. Formatted: Font: 16 pt, Superscript
As ordens de Yahweh (Jeová) são formuladas na forma de dez mandamentos. A Bíblia Hebraica traz Formatted: Font: 16 pt, Superscript
duas versões dessas ordens, em Êxodo (Êxodo 20:1-17) e em Deuteronômio (Deut. 5:6-21). Um dos
exemplos da transformação dessas leis ao longo do tempo é a obrigação do Sabbah, associado ao
descanso divino no sétimo dia em Êxodo 20:8-11, enquanto em Deuteronômio 5:12-15o
mandamento é vinculado ao episódio da fuga do Egito.

Origens da Religião de Israel

Punhal de Gebel el Arak.

Os estudiosos perceberam um vínculo estreito existente entre a religião dos primeiros hebreus e seus
antepassados imediatos, os cananeus. Após a descoberta de documentos escritos em Ugarit, uma Formatted: Font: 16 pt, Superscript
civilização antiga anterior a Israel, os estudiosos têm compreendido cada vez mais os documentos Formatted: Font: 16 pt, Superscript
hebraicos. Os hebreus “emprestaram” o nome de sua deidade nacional, El, dos antigos habitantes de
Canaã. Mesmo alguns salmos e outros temas da literatura hebraica parecem ter sido assimilados
pelos hebreus a partir da cultura Cananéia, uma vez que os atributos do El hebraico são exatamente
os mesmos que o do Deus de Ugarit. A literatura bíblia associa com frequência Yahweh (Jeová) a El
(Gen. 14:18-20, 33:20, Exod. 6:3, etc.). Alguns deuses como Baal e Asherah, de origem Cananéia,
eram louvados pelos hebreus antigos e, ao que tudo indica, esse culto era visto como igualmente
legítimo. Estudiosos que têm demonstrado maior interesse pela religião popular de Israel apontam
para a existência do culto a Asherah, entre outras questões. Os hebreus foram um dos primeiros Formatted: Font: 16 pt, Superscript
povos a cultuar um único Deus, isto é, eram monoteístas. No judaísmo, religião professada pelos Formatted: Font: 16 pt, Superscript
hebreus, o único Deus é Javé (Jeová), cuja imagem não pode ser representada em pinturas ou
estátuas.

A Conquista de Canaã

Sítio arqueológico de Jericó Formatted: Font: Times New Roman, 16 pt,


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A conquista de Canaã é de vital importância para a história judaica. É com essa conquista que Formatted: Font: 16 pt, Superscript
os hebreus deixaram de ser um povo nômade, para se tornar um povo com uma terra. Essa região se Formatted: Font: 16 pt, Superscript
tornaria, na tradição posterior, o elemento de união deste povo, já que teria sido dada pelo Formatted: Font: 16 pt, Superscript
próprio Deus. Formatted: Font: 16 pt, Superscript
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No entanto, além da teoria religiosa da ocupação (conforme vista no Livro de Josué), de acordo com
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a qual os hebreus teriam invadido a região de forma belicosa, há diversas outras teorias históricas
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para explicar como os hebreus conquistaram Canaã e como deixaram seu estado tribal para assumir
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uma identidade nacional. O desenvolvimento dessas teorias está vinculado, sobretudo, à ausência de
evidência arqueológica para a tese da invasão militar, além dos anacronismos e das incoerências
internos ao texto bíblico[52]. Um dos problemas, como afirma o arqueólogo Pierre de Miroschedji, é Formatted: Font: 16 pt, Superscript
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a menção, no relato da conquista, de cidades que não existiam por volta de 1250 a.C. As cidades da
região também não apresentam registros de destruição.

Teoria da ocupação pacífica de Canaã - Essa teoria, defendida por Albrecht Alt, Martin Formatted: Font: 16 pt, Superscript
Noth, Manfred Weippert, Siegfried Hermann, Yohanan Aharoni e outros, sustenta que a conquista Formatted: Font: 16 pt, Superscript
de Canaã processou-se através de diversas correntes de imigração de grupos (que depois seriam Formatted: Font: 16 pt, Superscript
unidos na época da monarquia israelita), das regiões inabitadas entre as cidades-estados cananéias. Formatted: Font: 16 pt, Superscript

As batalhas eram travadas apenas quando havia confrontos entre esses grupos e as cidades Formatted: Font: 16 pt, Superscript

cananéias. Formatted: Font: 16 pt, Superscript


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Teoria da revolta – Essa teoria, defendida por George Mendenhall e Norman K. Gottwald, sustenta
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que o termo hebreu não se refere à um conjunto étnico, mas a uma situação de separação entre
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grupos de pessoas e a sociedade cananita. Mendenhal diz que camponeses revoltados contra a
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sociedade cananita, unidos através de um movimento religioso baseado na fé javista, transcenderam Formatted: Font: 16 pt, Superscript
as religiões tribais e, com isso, puderam realizar entre si uma aliança de solidariedade entre iguais. Formatted: Font: 16 pt, Superscript

Teoria da evolução pacífica e gradual - Essa teoria, desenvolvida a partir da teoria da revolta, Formatted: Font: 16 pt, Superscript

concentra-se no problema de se estabelecer uma distinção clara entre os cananitas e os israelitas, já Formatted: Font: 16 pt, Superscript

que seus padrões étnicos e culturais eram semelhantes, e apenas mais tarde, depois de muitos anos,
se diferenciaram.

Os Juízes

Segundo a tradição bíblica, o período posterior à ocupação de Canaã foi dominado pelo governo de
indivíduos conhecidos como Juízes. A principal fonte histórica para esse período é o livro bíblico de
juízes, onde se conhece a história de certos líderes militares (Débora, Gideão, Otoniel, Sansão, etc.)
cujos atos são relembrados de forma heróica pelos hebreus. O livro também apresenta uma versão
destoante da conquista de Canaã, de perspectiva judaíta. É difícil, contudo, escrever uma história
contínua desse período, uma vez que ele apresenta diversos problemas cronológicos, muitas vezes
atribuídos a sua edição deuteronomista.[53][54] Sobre a historicidade do período, enquanto alguns Formatted: Font: 16 pt, Superscript
autores falam em “procurar a verdade por trás dos textos”[55] , levando em consideração sua Formatted: Font: 16 pt, Superscript
orientação teológica, outros listam anomalias e anacronismos buscando refutar sua validez[56] Formatted: Font: 16 pt, Superscript
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Filisteus e a Monarquia Única: Saul e Ishbaal (1026-1000 a.C.)
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A ocupação hebraica do território é gravemente abalada com as invasões dos povos filisteus por Formatted: Font: 16 pt, Superscript
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volta de 1180 a.C., que se insere no contexto da invasão dos povos do mar no Oriente Próximo. Os
filisteus não só teriam desafiado os hebreus, como teriam mesmo conseguido capturar a Arca de
Yahweh (Jeová) durante a batalha de Ebenezer se saindo ilesos, muito embora esse sacrilégio fosse
punido com morte instantânea na ideologia hebraica (2 Samuel 6:6-7).
Parece que, diante dos ataques dos Filisteus, os hebreus tiveram necessidade de se unir em torno de
uma figura política mais forte. Samuel, um profeta célebre, teria consagrado rei um homem chamado
Saul, da tribo de Benjamim. O rei passou grande parte de seu governo perseguindo os filisteus. Saul
Desobedeceu a Deus, então Deus pediu para Samuel Ungir um novo Rei, que é Davi.

Saul se lançou sobre sua própria espada após uma campanha fracassada contra os Filisteus.

Seu quarto filho, Ishbaal, assume o governo no lugar do pai por alguns anos, tendo que enfrentar as
contestações de Davi. Por fim, é assassinado, abrindo lugar para a ascensão deste último.

Davi e Salomão, ou o Reino Unido (1000 – 924 a.C.)

Representação medieval de Bathsheba e Salomão Formatted: Font: Times New Roman, 16 pt,
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O momento da história hebraica particularmente louvado pelos livros sagrados é o período dos
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reinados de Davi e Salomão, tidos como reis exemplares. Davi escolheu Jerusalém como capital para
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seu reino, e organizou a cidade como um grande centro religioso. De acordo com as fontes bíblicas,
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Davi teria estendido seu domínio por sobre alguns reinos vizinhos, como Ammon, Moab e Edom.
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Quando Davi ficou velho, Bathsheba e outros tentaram convencê-lo a escolher como sucessor o filho Formatted: Font: 16 pt, Superscript
Salomão. Salomão governou, de acordo com a Bíblia hebraica, como um rei sábio. Teve 700 Formatted: Font: 16 pt, Superscript

mulheres e 300 concubinas. Ele também deu continuidade ao projeto de seu pai, que era a construção Formatted: Font: 16 pt, Superscript

de um Templo aquitetado pelo próprio Deus. Formatted: Font: 16 pt, Superscript

Historicidade de Davi e Salomão

A despeito do relato bíblico, os estudiosos não acreditam que tenha havido um grande reino hebreu
no período dos reinados de Saul, Davi e Salomão, mas que esses líderes foram engrandecidos devido
a uma projeção de período posterior. Exageros já haviam sido notados, por exemplo, nos números de Formatted: Font: 16 pt, Superscript
2Samuel 24:9, que fariam do exército de Davi numericamente próximo da população da capital Formatted: Font: 16 pt, Superscript
austríaca (1.300.000 homens). Como afirma Joseph Blenkinsopp, “o registro bíblico fala em termos
brilhantes das conquistas de Davi e Salomão, mas a realidade foi provavelmente mais modesta; e é
necessário ter em mente que nenhuma fonte daquele tempo se refere, mesmo de passagem, a
qualquer um dos dois reis ou ao Grande Israel que eles haviam criado” De acordo com historiadores
como Thomas Thompson, “não há evidência de uma monarquia unida, não há evidência de uma
capital em Jerusalém ou de qualquer força política coerente e unificada que tenha dominado a
Palestina ocidental (...)”. Portanto, acredita-se que o engrandecimento da Monarquia Unida é um
anacronismo.

No que diz respeito às figuras de Davi e Salomão, muitos autores publicaram livros comparando sua
descrição literária às fontes extra-bíblicas. Davi é citado indiretamente numa estela de difícil datação
chamada de Tel Dan ("casa de Davi", ou seja, dinastia de Davi). Já no que diz respeito a Salomão, os
arqueólogos jamais encontraram um documento que lhe fizesse referência. É notável que em
nenhuma Estela, nem nos arquivos egípcios, nem nos arquivos de Biblos, nem nos arquivos da
Assíria e nem em Aram-Damas haja qualquer menção ao nome de Salomão, muito embora a Bíblia o
descreva como um grande rei. Não obstante, como afirma Hans M. Barstad, isso não significa que
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Davi e Salomão não tenha existido, mas apenas que o relato "misturou" ficção e realidade[59].
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O relato bíblico exagerou, contudo, a grandeza do reino de Israel no período de Davi e Salomão. De Formatted: Font: 16 pt, Superscript
acordo com o arqueólogo Amihai Mazar, “nós podemos descrever a Monarquia Unificada como um Formatted: Font: 16 pt, Superscript
Estado num primeiro estágio de desenvolvimento, longe de ser um Estado rico e em larga extensão Formatted: Font: 16 pt, Superscript
como retrata o relato bíblico”[60]. Para Hans M. Bastard, a ideia de uma Era Dourada, representada Formatted: Font: 16 pt, Superscript
pelo Império Davídico, é um padrão próprio a um gênero literário chamado de "Histórias Formatted: Font: 16 pt, Superscript

Nacionais", comum às sagas escandinavas e gaélicas. A ideia da criação dum Império Davídico- Formatted: Font: 16 pt, Superscript

Salomônico é explorada detalhadamente por Israel Finkelstein e Neil Asher Silberman[61] No Formatted: Font: 16 pt, Superscript

século X e mesmo no século IX a.C., Jerusalém era uma cidade pobre com pouco espaço para zona Formatted: Font: 16 pt, Superscript

residencial e poucas fortificações.[62] Como demonstram numerosos estudos, as evidências para um Formatted: Font: 16 pt, Superscript
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incipiente Estado centralizado só surgirão dois séculos mais tarde.[63][64][65][66]. De acordo com
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Mario Liverani, Jerusalém era "Minúscula" e Judá "pouco povoada" no século X a.C. Mesmo
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durante os séculos IX e VIII a.C., o desenvolvimento foi modesto. A população inteira da região foi
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estimada pelo autor em 110 000 habitantes[67] William Dever faz uma estimativa
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semelhante.[68] Outros trabalhos sobre a inexistência dum estado centralizado israelense na época
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de Davi e Salomão foram realizados por Jessica N. Whisenant, David Ussishkin, Nadav
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Na’aman[71], Margreet Steiner, Whitelam e Franken[73], Killebrew[74], entre outros.
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Templo de Jerusalém Formatted: Font: 16 pt, Superscript
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O relato bíblico fala que Salomão teria construído um templo no século X a.C. que teria sido
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destruído por Nabucodonossor em 587 a.C. Não obstante, nós não temos nenhuma evidência
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arqueológica acerca do templo de Salomão. A primeira evidência que demonstra a existência de
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um templo de jerusalém é indireta - centralização do culto com a desacralização de lugares ativos Formatted: Font: 16 pt, Superscript
antes -, e ocorre somente por volta do ano 700 a.C., muito depois da data colocada pelo relato Formatted: Font: 16 pt, Superscript
bíblico. Formatted: Font: 16 pt, Superscript
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A Monarquia Dividida: O reino do Norte, Israel

Devido à arrogância de Rehoboão, filho de Salomão, as dez tribos hebraicas do norte se rebelaram e Formatted: Font: 16 pt, Superscript
fundaram um reino sob a autoridade de Jeroboão I (924-904 a.C.). Jeroboão reativou antigos templos Formatted: Font: 16 pt, Superscript
em Dan e Bethel, garantindo independência em relação ao templo de Jerusalém. O filho de Jeroboão
é assassinado após conflitos palacianos, e Omri finalmente ascende ao poder, fundando a dinastia
Omrida, fortemente reconhecida pelos documentos arqueológicos como uma dinastia poderosa.
Omri estabeleceu como capital Samaria e fez alianças com o rei de Tiro, casando com sua filha
Jezebel.[75] Pintando como um monarca cruel pelos autores bíblicos, Ahab, filho de Omri, foi, no Formatted: Font: 16 pt, Superscript
entanto, um dos maiores reis hebreus. Isso se deve a sua política de sancionar tanto o culto de Javé Formatted: Font: 16 pt, Superscript
(Jeová) quanto o culto de Baal. De acordo com Finkelstein, Omri e sua dinastia foram esquecidos,
enquanto o período de Salomão foi sobre glorificado pela literatura bíblica.[76] Na verdade, a maior Formatted: Font: 16 pt, Superscript
parte das grandes evidências arqueológicas da história de Israel estão associadas a esse rei e seus Formatted: Font: 16 pt, Superscript
sucessores, e não a Salomão. Ahab teve um poderoso exército sob seu domínio.

A dinastia de Jehu (843-816 a.C.) assume após o assassinato do filho de Ahab, Jehorão. Durante esse
período, o reino de Israel estava em decadência, e sob controle do reino aramaico de Damasco. Formatted: Font: 16 pt, Superscript
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A arqueologia demonstra que a religião popular em Judá e Israel nessa época era politeísta e
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sincretista.[77][78] As origens do monoteísmo bíblico são, por esse motivo, atribuídas ao período
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posterior do rei Josias em Judá[79]
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A Monarquia Dividida: O reino do Sul, Judá
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Rehoboão teve que enfrentar diversos ataques a sua soberania durante seu reinado. O reino de Judá Formatted: Font: 16 pt, Superscript
também teve de enfrentar os saques efetuados por Israel no período do reinado de Ahaziah. Mais Formatted: Font: 16 pt, Superscript
tarde, o rei Ezequias (727-698 a.C.) formou uma coalizão anti-assíria, o que lhe rendeu sucessivas Formatted: Font: 16 pt, Superscript
derrotas para o rei Senaqueribe, fazendo com que os reis de Judá se submetessem a ele como fieis Formatted: Font: 16 pt, Superscript
vassalos. Em suma, o reino de Judá foi inteiramente coberto pela supremacia política de reinos Formatted: Font: 16 pt, Superscript

vizinhos mais poderosos e em franca expansão. Formatted: Font: 16 pt, Superscript


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Conquista pelos estrangeiros Formatted: Font: 16 pt, Superscript
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Em 722 a.C., o reino de Israel foi conquistado pelos assírios e aproximadamente duzentos anos
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depois o reino de Judá foi conquistado pelos babilônios, com isso os hebreus viraram escravos –
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período que ficou conhecido como Cativeiro da Babilônia.
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Diáspora Judaica Formatted: Font: 16 pt, Superscript


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O Cativeiro da Babilônia acabou em 539 a.C., quando o xá aquemênida Ciro II conquistou Formatted: Font: 16 pt, Superscript
a Babilônia libertou os judeus, que retornaram a Palestina e reconstruíram o templo de Jerusalém, Formatted: Font: 16 pt, Superscript
que havia sido destruído por Nabucodonosor. Em 332 a.C. os persas foram derrotados Formatted: Font: 16 pt, Superscript
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por Alexandre, o Grande, e os macedônios e gregos passaram a dominar a Palestina, seguido Formatted ...
pelo domínio romano, a partir de 63 a.C.. Formatted ...

Após a contenção da revolta judaica iniciada em meados da década de 60 d.C., e a destruição de Formatted ...

Jerusalém em 70 d.C., os judeus se dispersaram pelo mundo - foi o início da Diáspora Judaica. Formatted ...
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Retorno Formatted ...
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No século XIX, o movimento sionista, organizado por Theodor Herzl, passou a ocupar terras
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na Palestina e, com o apoio da Inglaterra, interessada em pender o equilíbrio político e econômico
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para seus interesses. Dessa forma, a presença judaica passou, aos poucos, a superar a de palestinos.
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Em 1948, a Assembléia Geral da ONU, sob impacto do Holocausto, criou o Estado de Israel, Formatted ...
juntamente com a criação de um estado palestino, que consistiria dos territórios Formatted ...
da Cisjordânia e Transjordânia. Assim, o povo hebreu, agora conhecido como judeu, voltou à Formatted ...

sua Terra Prometida. Enquanto isso, grupos palestinos lutam pela criação de um estado palestino que Formatted ...
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inclua Jerusalém Oriental, se utilizando inúmeras vezes de atentados terroristas contra Israel.
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A população hebraica era organizada em vários clãs patriarcais que
eram tribos seminômades. Essas tribos familiares dedicavam-se à
criação de gado em pastagem próxima a oásis espalhados pelo deserto
da Arábia. Por influência de suas crenças religiosas os hebreus
fundaram uma religião monoteísta baseada no culto ao Deus Jeová. Os
hebreus seguiam a liderança de homens que eram escolhidos por Jeová
e consideravam-se uma nação santa que deveria expandir a sua
população pela terra, desse modo, as famílias eram muito numerosas
em integrantes. As mulheres recebiam o papel de criar os filhos e
manter o lar, enquanto os homens tinham a função de administrar as
tribos e obter o sustento da família.

No chamado período dos patriarcas, que foi a primeira parte da história


política do povo hebreu, a população esteve sob o domínio da liderança
de uma espécie de Rei, que era um membro de uma das tribos que
possuía o poder jurídico, militar e religioso. Com relação à atividade
econômica os hebreus sustentavam-se por meio de trabalhos pastoris
de caráter nômade, ou seja, o povo deslocava-se constantemente para
regiões mais férteis.