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RUÍDO

DEFINIÇÕES:

SOM - Fenômeno acústico que consiste na propagação de ondas


sonoras produzidas por um corpo que vibra em meio material elástico.
(especialmente o ar)

RUÍDO - Fenômeno Físico que indica uma mistura de sons cujas


freqüências não seguem nenhuma lei precisa.
- Constituído por grande número de vibrações acústicas com
relação de amplitude e freqüência distribuídas ao acaso.

*PARA A HIGIENE DO TRABALHO COSTUMA-SE DENOMINAR


RUÍDO / BARULHO TODO SOM QUE É INDESEJÁVEL.*

RUÍDO DE FUNDO - Ruído ambiental gerado por outras fontes que


não a de objeto de estudo.

VIBRAÇÕES SONORAS - São aquelas que “conseguem”


estimular o aparelho auditivo, e são descritas através da Variação de
Pressão (DP) em função do Tempo (T) em uma dada flutuação
(frequência).

OBS: O ouvido humano percebe vibrações sonoras de 16 Hz a


20.000 Hz.

NÍVEL DE PRESSÃO SONORA - É uma grandeza que fornece


apenas um nível em dB ou dB(A) sem informações sobre distribuição da
frequência.(decibelímetro)
- As variações de nível de pressão sonora são normalmente expressas como
um valor médio dos valores reais (mudam rapidamente através do tempo).
UNIDADE (?) DE PRESSÃO SONORA - O decibel (dB).
- Escala logarítmica (não linear).
- Embora 10 dB seja uma medida 10 X maior que 1
dB, 20 dB é 100 X maior.
- Ao valor da divisão de escala Log 10, dá-se o nome de
BEL. Dois BEL é Log 100.

NÍVEL DE RUÍDO EQUIVALENTE - Nível sonoro médio


integrado durante uma faixa de tempo específico (Leq).
- Representa um nível contínuo que tem o mesmo potencial de lesão que o
nível variável (dose).

O DECIBEL (dB)
A 1.000 Hz a Intensidade acústica capaz de causar sensação de
dor, é 1014 vezes a intensidade acústica capaz de causar sensação
de audição.

Escala Linear : 0-------------------------1014

Estudo de Webber/Fechener: A sensação auditiva cresce com o


logaritmo do estímulo.

Escala Logarítmica: Compactação de escala.

1Bel= log10 10

Como a escala linear de interesse varia de 0 a 1014

Log 1014 = 14 log 10 = 14 Bel

Melhorando a escala.......

1 Bel = 10 dBel

dB ⇒ 10 Log 1014 = 140 dB

A escala de interesse passa a ser: 0----------140 dB


Lembrete: Log 1 = 0
Log 10 = 1
1 dBel = 0,1 Bel ⇒ 100,1 = 1,26 vezes Log 100 = 2
Log 1000 = 3
3 dBel = 0,3 Bel ⇒ 100,3 = 2 vezes Log 10000 =

* Com um acréscimo de 3 dB a intensidade sonora é dobrada.

Exemplos:

RUÍDO (dB) EXEMPLOS

140 Limiar da dor


130 Avião a jato
120 Buzina de Carro
110 Forjaria
100 Serra Circular
90 Máquina Ferramenta
80 Máquina de Escrever
70 Fala Normal
60 Escritório (10 pessoas)
50 Escritório (2 pessoas)
40 Biblioteca
30 Quarto de Dormir
20 Sala Acústica
10 Limiar de Audição
0 ------------------------
INSTRUMENTOS PARA AVALIAÇÃO DE RUÍDO

Todo equipamento deverá ser escolhido conforme o dado que se


deseja obter, para o ruído os principais são:
1- Medidor de nível de pressão sonora (decibelímetro)
2- Dosímetro
3- Calibrador

RESPOSTA DO SINAL SONORO


- Controle de tempo de resposta do sinal sonoro.
-* SLOW - Um segundo (constante).
- FAST - 125 mili segundo.
- PEAK - 50 Micro segundos.
- IMPULSE - 35 mili segundos.
AVALIAÇÃO DE RUÍDO

ESCALA - Circuito de compensação A, B, C (linear).

- O ouvido humano não é igualmente sensível a todas as frequências,


porém é mais sensível entre 2 KHz e 5 KHz, e menos nas
frequências extremas (> e <).
- A padronização e classificação de equipamentos eletrônicos que
modele o comportamento do ouvido humano, são feitos através
de circuitos de compensação A, B, e C.

** Os níveis mostrados na figura acima, são níveis relativos.


Ex: NPS = 70 dB, em 1 Khz o ouvido humano percebe 70 dB(A).
, em 50 Hz o ouvido humano percebe 39,8 dB(A)
(70 - 30,2).
RESPOSTA DE FREQUÊNCIA

- WEIGHTING - Controle de frequência (compensação).


- Escalas A, B, C (linear)

ESCALAS DE LEITURA

- dB range - Escala de nível de pressão sonora em dB.


- 20-80, 40-100, 60-120 e 80-140.

CONTROLE - Na fonte.
- Na trajetória (meio).
- No receptor (homem).

MEIO RECEPTOR
FONTE

MEIO RECEPTOR
FONTE

PROGRAM MÍNIMO DE CONSERVAÇÃO DE AUDIÇÃO

1- Medição do Ruído - Levantamento detalhado.

2- Avaliação do Risco - Possíveis causas e efeitos.


- Limite de tolerância.

3- Redução do Ruído - Técnicas de controle.


- Na fonte, trajetória e receptor.

4- Monitoramento Audiométrico - Exames periódicos.


- Avaliação/medições contínuas.
PROTETORES AUDITIVOS/EPI:
Empregado quando as técnicas de controle de ruído não são
disponíveis de imediato, ou até que ações específicas de controle sejam
tomadas.

TIPOS DE PROTETORES AUDITIVOS

INTERNOS:

TAMPÃO TIPO DESCARTÁVEL - Algodão parafinado, espuma plástica


(polimerizada) e alguns tipos de fibra.
- Baixo custo.
- De inserção.
TAMPÃO PRÉ-MOLDADO - Material elástico, não tóxico e lavável.
TAMPÃO TIPO MOLDAVEL - Borracha de silicone
- Forma final é moldada no canal do ouvido.

Vantagens:

-Pequenos e fáceis de transportar


- Facilidade de combinação com outros EPIs
- Mais confortáveis para uso prolongado em áreas quentes e úmidas
- Convenientes para serem utilizados em áreas confinadas

Desvantagens:

- Requer mais tempo para se ajustar a orelha


- Mais difícil de inserir e remover
- Requer maior higiene
- Pode irritar o conduto auditivo externo
- Fácil de perder
EXTERNOS:

TIPO CONCHA - Material rígido e colchão de espuma circular.


- Cobre toda a orelha.
- Mais eficiente.
ESPECIAIS - Não lineares, sistema com filtros acústicos:
- Tipo filtro passa-baixas (<2 KHz)
- Tipo audiofone (música, mensagem)
- Tipo ativo (fase invertida)

Vantagens:

- Menor variabilidade de atenuação entre usuários


- Um único tamanho se ajusta a maioria das cabeças
- Podem ser avistados facilmente (monitoramento de uso)
- Difícil de perder, fácil de achar

Desvantagens:

- Mais pesado (menos portátil)


- Difícil de ser utilizado em combinação com outros protetores
- Mais desconfortável em áreas quentes e úmidas
- Inconveniente de usar em áreas confinadas
- Pode interferir com o uso de óculos (inclusive de segurança)
Atenuação média e combinação de dois tipos de protetores.
FATOR DE REDUÇÃO DE RUÍDO

Norma ANSI S.12.6-1984

dB(A) = dB(A) - (NRR-7)

A mesma fórmula com as recomendações da NIOSH

dB(A) = dB(A) - (NRR x f – 7)

Onde:
f = 0,75 para EPI tipo concha
f = 05 para EPI tipo plugue de inserção espuma
f = 0,3 para EPI tipo plugue de inserção pré-moldado

PROBLEMA:

Se o ruído no ambiente for 95 dB(A) e o EPI utilizado for tipo plugue


pré-moldado com 21 dB de atenuação, temos:

dB(A) = dB(A) – (NRR x f – 7)

dB(A) = 95 – (21 x 0,3 – 7)

dB(A) = 95,7 dB(A)


MÉTODO “B” DA NORMA ANSI S.12.6-1997

dB(A) = dB(A) – NRRsf (subject fit)

NRRsf – Nível de redução de ruído onde os indivíduos


forneceram informações para testes de
fabricação.

Este é o método aceito pelo INSS para fins de


aposentadoria especial.
PORTARIA 3214/78 NR 15 ANEXO 1
LIMITE DE TOLERÂNCIA PARA RUÍDO CONTÍNUO E
INTERMITENTE
NPS dB(A) MÁXIMA EXPOSIÇÃO DIÁRIA

85 08 horas
86 07 horas
87 06 horas
88 05 horas
89 04 horas e 30 minutos
90 04 horas
91 03 horas e 30 minutos
92 03 horas
03 02 horas e 30 minutos
94 02 horas e 15 minutos
95 02 horas
96 01 hora e 45 minutos
98 01 hora e 15 minutos
100 01 hora
102 45 minutos
104 35 minutos
106 30 minutos
108 25 minutos
110 20 minutos
112 15 minutos
114 08 minutos
115 07 minutos

5
** Tabela extraída da expressão T= 16 / (N-80)
T = Tempo máximo de exposição em horas/dia.
N = Nível de ruído medido em dB(A).
• NIOSH desenvolveu tal expressão, derivada de um estudo
realizado em 1975 que envolveu 400 trabalhadores.
1. Entende-se por Ruído Contínuo ou Intermitente, para os fins de aplicação
de Limites de Tolerância, o ruído que não seja ruído de impacto.

2. Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em


decibéis (dB) com instrumento de nível de pressão sonora operando no
circuito de compensação "A" e circuito de resposta lenta (SLOW). As
leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador.

3. Os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os limites


de tolerância fixados no Quadro deste anexo. (115.003-0/ I4)

4. Para os valores encontrados de nível de ruído intermediário será


considerada a máxima exposição diária permissível relativa ao nível
imediatamente mais elevado.

5. Não é permitida exposição a níveis de ruído acima de 115 dB(A) para


indivíduos que não estejam adequadamente protegidos.

6. Se durante a jornada de trabalho ocorrerem dois ou mais períodos de


exposição a ruído de diferentes níveis, devem ser considerados os seus
efeitos combinados, de forma que, se a soma das seguintes frações:

C1 + C2 + C3 .......................................+ Cn
T1 T2 T3 Tn

exceder a unidade, a exposição estará acima do limite de tolerância.

Na equação acima, Cn indica o tempo total que o trabalhador fica exposto a


um nível de ruído específico, e Tn indica a máxima exposição diária
permissível a este nível, segundo o Quadro deste Anexo.

7. As atividades ou operações que exponham os trabalhadores a níveis de


ruído, contínuo ou intermitente, superiores a 115 dB(A), sem proteção
adequada, oferecerão risco grave e iminente.
DOSE DE RUÍDO (D)

A Portaria 3214/78 do MTb (NR-15 anexo 1), define o limite de


tolerância para ruído em diferentes períodos de exposições com variáveis
níveis, durante a jornada de trabalho.

C1/T1 + C2/T2 + ... + Cn/Tn < 1


Cn - Tempo total em que o trabalhador fica exposto a um nível específico de ruído.
Tn - Máxima exposição diária permissível a este nível.

Exemplo:

Um trabalhador durante a jornada diária de trabalho (8 horas), esteve


exposto aos seguintes níveis de pressão sonora:

- 5 horas a 85 dB(A)
- 3 horas a 87 dB(A)
- 1 horas a 80 dB(A)

Questão: O Limite de Tolerância estabelecido pela NR-15 foi


ultrapassado?

Desenvolvimento:

- C1 para 85 dB(A) = 5 horas


- T1 para 85 dB(A) = 8 horas (tabela)

- C2 para 87 dB(A) = 3 horas


- T2 para 87 dB(A) = 6 horas (tabela)

D = 5/8 + 3/6 = 0,625 + 0,50 = 1,125

Logo 1,125 > 1, o limite de tolerância foi ultrapassado.


___________________________________________
Leq - Nível de Ruído Equivalente
(Nível contínuo que tem o mesmo potencial de lesão que níveis
variáveis).

Leq = Log D + 5,117


0,06

D = Dose de ruído.

_______________________________________________________

Exemplo: Um trabalhador executa suas atividades num


local cujo NPS é variável:

90 dB(A) - 1 hora
84 dB(A) - 4 horas
86 dB(A) - 3 horas

O limite de tolerância ao ruído foi ultrapassado?

D = 1 + 3 = 0,25 + 0,45 = 0,7 (< 1)


4 7

Leq = log 0,7 + 5,117 = - 0,155 + 5,117 = 82,7 dB(A)


0,06 0,06

_______________________________________________________
ANEXO Nº 2
LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA RUÍDOS DE IMPACTO
1. Entende-se por ruído de impacto aquele que apresenta picos de energia
acústica de duração inferior a 1 (um) segundo, a intervalos superiores a 1
(um) segundo.

2. Os níveis de impacto deverão ser avaliados em decibéis (dB), com


medidor de nível de pressão sonora operando no circuito linear e circuito de
resposta para impacto. As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do
trabalhador. O limite de tolerância para ruído de impacto será de 130 dB
(linear). Nos intervalos entre os picos, o ruído existente deverá ser avaliado
como ruído contínuo. (115.004-9 / I4)

3. Em caso de não se dispor de medidor de nível de pressão sonora com


circuito de resposta para impacto, será válida a leitura feita no circuito de
resposta rápida (FAST) e circuito de compensação "C". Neste caso, o limite
de tolerância será de 120 dB(C). (115.005-7 / I4)

4. As atividades ou operações que exponham os trabalhadores, sem proteção


adequada, a níveis de ruído de impacto superiores a 140 dB(LINEAR),
medidos no circuito de resposta para impacto, ou superiores a 130 dB(C),
medidos no circuito de resposta rápida (FAST), oferecerão risco grave e
iminente.

LIMITE DE TOLERÂNCIA PARA RUÍDO DE IMPACTO

dB Número de Impactos Permitidos/Dia


140 100
130 1.000
120 10.000
Fonte ACGIH (Não pode ser utilizado para laudo de insalubridade)
TEMPERATURA

CALOR:
Ambientes de alta temperatura:

- Indústria Cerâmica
- Minas
- Fábrica de Vidros
- Indústria Siderúrgica
- Indústria Metalúrgica

O calor que o organismo humano precisa dissipar para manter o


equilíbrio homeotérmico, pode originar-se de duas fontes:

-Interna: Através do metabolismo, que é o calor resultante


dos processos intracelulares (presente mesmo quando o indivíduo
está em repouso).

- Externa: Depende das condições ambientais:

Forma de Transferência

Condução- Contato direto em dois corpos com


temperaturas diferentes (transferência)
Convecção- característico dos fluídos (líquidos e
gasosos).
- Porção dilata-se tornando-se + leve sendo
impelida para a superfície formando
corrente ascendente; parte fria desce para
ocupar o lugar da porção quente que
subiu (ciclo contínuo).
- Troca de calor devido aos movimentos do
ar em contato com a pele.

Radiação - Transmissão de calor por meio de raios ou


ondas que se processam através do espaço vazio, sem
contato .
- Sol.

Evaporação- responsável por perdermos calor através


de nossa pele, que perde parte de sua umidade na forma de vapor
para o meio. A evaporação é, na verdade, uma mudança de fase e
acontece especificamente quando fornecemos ao nosso corpo
energia na forma de calor latente de vaporização.

Evaporação: uma mudança de fase e acontece especificamente quando fornecemos ao


nosso corpo energia na forma de calor latente de vaporização.
TROCA DE CALOR ENTRE O HOMEM E O AMBIENTE

FATORES FÍSICOS – Temperatura do ar, umidade relativa,


velocidade,
Temperatura média de radiação.

FATORES INDIVIDUAIS- Raça, natureza, constituição,


sexo, peso, idade.....

FATORES FISIOLÓGICOS- Capacidade de aclimatação,


estado de repouso, ação ou
trabalho, estado de
saúde, estado nutricional, etc...

AVALIAÇÃO

A avaliação da exposição ao calor consiste na utilização do


“Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo (IBUTG)”
(anexo 3 da NR-15).

Instrumentos:

NR-15 anexo 3- “Os aparelhos que devem ser usados nesta


avaliação são: Termômetro de bulbo úmido natural, Termômetro
de globo, Termômetro de mercúrio comum”.

Termômetro de Globo (Tg) – Avalia a temperatura equivalente de


radiação.
- Constituído por um globo feito de
uma esfera oca de 1mm de espessura
com 15,24 cm de
diâmetro, pintada externamente de
preto.
- Faz parte também um termômetro de
mercúrio com escala mínima de 10°C
a 150°C e precisão mínima de +-
0,1°C, mais uma rolha de borracha
para a fixação do
termômetro no centro da esfera

Termômetro de Bulbo Úmido Natural (Tbn)-


- Avalia a temperatura através da pressão parcial de
vapor.
- Constituído de um termômetro de mercúrio com escala
de -10°C a +50°C e precisão de 0,1°C.
- Também um Erlenmeyer de 125 ml, além de um pavio
em forma tubular de cor branca de tecido de algodão
(cadarço).

Termômetro de Bulbo Seco (Tbs)-


- Avalia a temperatura ambiental.
- Composto por um termômetro de mercúrio com escala
de +10°C a +100°C e precisão de 0,1°C.

MEDIÇÃO

- Feita através da análise da exposição de cada trabalhador,


cobrindo todo seu ciclo de trabalho.
- Identificar as distintas atividades físicas exercidas pelo
trabalhador, e estimar o calor produzido pelo mesmo (quadro 3
anexo 3 NR-15).

- O tempo de permanência do trabalhador em cada situação térmica


analisada (mínimo 3 cronometragem).

- Arvore de termômetros: Medições devem ser feitas após 25


minutos de estabilização dos termômetros, e deverá ser feitas no
mínimo 3 leituras (média).

- Medidor de Stress Térmico...

MEDIDAS DE CONTROLE

A) Eliminação do Risco
- Mudança de processo produtivo.
- Instalação dos equipamentos quentes no exterior.
- Substituição de equipamentos por outros com menor liberação
calorífica.
- Extremo: automatização total do posto de trabalho.

B) Sobre o Ambiente
-Eliminar radiação solar direta –Evitar superfícies externas
transparentes.
- Usar barreiras externas e
internas.
- Orientar corretamente a
construção.
- Diminuir ganho por radiação- Isolar a cobertura.
- Isolar paredes.
- Isolar equipamentos.
- Molhar a cobertura.
- Sombrear a cobertura

- Diminuir o ganho por convecção –Diminuir a temperatura do ar


(nat/art)
- Refrigeração

C) Sobre os Trabalhadores
- Seleção adequada sob ponto de vista médico.
- Aclimatização.
- Pausas na atividade.
- Roupas adequadas (EPIS)
- Controle de saúde ocupacional (periódico).

Exemplo de Medidas Técnicas


MEDIDA FATOR ALTERADO
Insuflação de ar fresco no local onde permanece o Temperatura do ar.
trabalhador.
Maior circulação do ar existente no local de Velocidade do ar.
trabalho.
Exaustão dos vapores de água emanados de um Umidade Relativa do ar.
processo.
Utilização de barreiras refletoras (metal polido) ou Calor radiante
absorventes (ferro) de radiação infra-vermalha.
EPI- Lentes Calor radiante
Automatização do processo. Calor produzido pelo
metabolismo.
Fonte: FUNDACENTRO- Riscos Físicos 1999.
Portaria 3.214/78- NR-15 anexo 3

LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA EXPOSIÇÃO AO CALOR

1) A exposição ao calor deve ser avaliada através do “Índice de


Bulbo Úmido - Termômetro de Globo” (IBUTG) definido pelas
equações que seguem;

Ambientes internos ou externos sem carga solar:


IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg

Ambientes externos com carga solar:


IBUTG = 0,7 tbn + 0,1 tbs + 0,2 tg

onde:
tbn = Temperatura de Bulbo Úmido Natural
tb = Temperatura do Globo
tbs = Temperatura de Bulbo Seco

2) Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliação são:


termômetro de bulbo úmido natural, termômetro de globo e
termômetro de mercúrio comum.

3) As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o


trabalhador, à altura da região do corpo mais atingida.

LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA EXPOSIÇÃO AO CALOR,


EM REGIME DE TRABALHO INTERMITENTE COM
PERÍODOS DE DESCANSO NO PRÓPRIO LOCAL DE
PRESTAÇÃO DE SERVIÇO.

1) Em função do índice obtido, o regime de trabalho intermitente


será definido no Quadro nº 1.

2) Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço


para todos os efeitos legais.
3) A determinação do tipo de atividade (leve, moderada ou
pesada) é feita consultando-se o Quadro nº 3.

QUADRO Nº 1

REGIME DE TRABALHO
INTERMITENTE COM TIPO DE
DESCANSO NO PRÓPRIO ATIVIDADE
LOCAL DE TRABALHO (POR
UMA HORA)
LEVE MODERADA PESADA

Trabalho contínuo até 30,0 até 26,7 até 25,0


45 minutos trabalho 30,1 à 30,6 26,8 à 25,1 à 25,9
15 minutos descanso 28,0
30 minutos trabalho 30,7 à 31,4 28,1 à 26,0 à 27,9
30 minutos descanso 29,4
15 minutos trabalho 31,5 à 32,2 29,5 à 28,0 à 30,0
45 minutos descanso 31,1
Não é permitido o trabalho, acima de 32,2 Acima de acima de
sem a adoção de medidas 31,1 30,0
adequadas de controle
LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA EXPOSIÇÃO AO
CALOR, EM REGIME DE TRABALHO INTERMITENTE
COM PERÍODO DE DESCANSO EM OUTRO LOCAL
(LOCAL DE DESCANSO).

1) Para os fins deste item, considera-se como local de


descanso, ambiente termicamente mais ameno, com o
trabalhador em repouso ou exercendo atividade leve.

2) Os limites de tolerância são dados segundo o Quadro nº 2.

QUADRO Nº 2

M (Kcal/h) MÁXIMO IBUTG

175 30.5
200 30.0
250 28.5
300 27.5
350 26.5
400 26.0
450 25.5
500 25.0

Onde: M é a taxa de metabolismo média ponderada para uma hora,


determinada pela seguinte fórmula:

Mt X Tt +Md X Td
M = ---------------------------
60

Sendo:
Mt - taxa de metabolismo no local de trabalho
Tt - soma dos tempos, em minutos, em que se permanece, no local
de trabalho.
Md - taxa de metabolismo no local de descanso
Td - soma dos tempos, em minutos, em que se permanece, no local
de descanso.

__
IBUTG é o valor IBUTG médio ponderado para uma hora
determinado pela seguinte fórmula:

__ IBUTGt X Tt + IBUTGd X Td
IBUTG = ----------------------------------------------
60

Sendo:

IBUTGt - valor do IBUTG no local de trabalho.


IBUTGd - valor do IBUTG no local de descanso.
Tt e Td - como anteriormente definidos.

Os tempos Tt e Td devem ser tomados no período mais


desfavorável do ciclo de trabalho, sendo Tt + Td = 60 minutos
corridos.

3) As taxas de metabolismos Mt e Md serão obtidas


consultando-se o Quadro nº 3.

4) Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço


para todos efeitos legais.
QUADRO Nº 3
TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE

TIPO DE ATIVIDADE Kcal/h

SENTADO EM REPOUSO 100

TRABALHO LEVE

Sentado, movimentos moderados com braços e


tronco ( Ex.: datilografia). 125

Sentado, movimentos moderados com braços e


pernas (ex.: dirigir). 150

De pé, trabalho leve, em máquina ou bancada,


principalmente com os braços. 150

TRABALHO MODERADO

Sentado, movimentos vigorosos com braços e 180


pernas.

De pé, trabalho leve em máquina ou bancada, 175


com alguma movimentação.

De pé, trabalho moderado em máquina ou 220


bancada, com alguma movimentação.

Em movimento, trabalho moderado de levantar 300


ou empurrar.

TRABALHO PESADO

Trabalho intermitente de levantar, empurrar ou 440


arrastar pesos (ex.: remoção com pá).

Trabalho fatigante. 550


TEMPERATURAS EXTREMAS: EXERCÍCIOS

EXEMPLO 01 - Regime de trabalho intermitente com descanso no próprio


local de trabalho.

Um forneiro numa fundição gasta 3 min. para carregar o forno, aguarda 4 min. para que a carga
atinja a temperatura desejada, sem sair do local de trabalho e gasta outros 3 min. para descarregar o forno.
Este ciclo de trabalho é continuamente repetido durante o turno de trabalho.

Os parâmetros obtidos, foram:


tg = 36 °C
tbn = 27 °C
Atividade moderada

IBUTG = 0,7 x 27 + 0,3 x 36 = 29,7

Ciclo de trabalho e descanso


3 + 4 + 3 = 10 min.

Em 1 hora, teremos 6 ciclos e


36 min. de TRABALHO
24 min. de DESCANSO

Pelo QUADRO n° 1 (NR-15 - Anexo n° 3), o limite de tolerância é


15 min. de TRABALHO
45 min. de DESCANSO.

LOGO, A CONDIÇÃO É INSALUBRE.


EXEMPLO 02 - Regime de trabalho intermitente com período de descanso
em outro local.

Determinar se há insalubridade na seguinte situação: um trabalhador


desenvolve suas atividades num ambiente com as seguintes características: a
cada meia hora há um derramamento de material aquecido em lingoteiras;
essa operação dura 5 min. e durante a mesma, o indivíduo desenvolve um
trabalho pesado (500 kcal/h); nesses instantes, são registrados os seguintes
valores:

Temperatura de Globo = 33 °C Temperatura úmida natural=


32 °C
Durante o restante do período, o indivíduo executa um trabalho leve
(150 kcal/h); e as medições mostram o seguinte:
Temperatura de Globo = 28 °C Temperatura úmida natural= 20
°C

IBUTGT = 0,7 x 32 + 0,3 x 33 = 32,3


IBUTGD = 0,7 x 20 + 0,3 x 28 = 22,4 °

IBUTG (° C)

32,3

22,4

5 30 5 20 Tempo (min)

Avaliação (60 min)

T t = 10 min T d = 50 min
______
IBUTG = 32,3 x 10 + 22,4 x 50 = 24,05
60
___
M = 500 x 10 + 150 x 50 = 208,3 kcal/h
60

Pelo quadro n° 2 (NR-15 - Anexo n° 3), o limite de tolerância é

_________
IBUTG máx > 28,5
Como IBUTG < IBUTG máx a atividade está liberada,

NÃO EXISTINDO INSALUBRIDADE.

FRIO:
_____________________________________________________

“O organismo humano não se aclimata ao frio da mesma


maneira que ao calor. Poucas partes do corpo podem
tolerar exposição ao frio sem proteção, podendo ocorrer
consequências à saúde, o conforto e a eficiência do
trabalho”.

NR-15 anexo 9

1- As atividades ou operações executadas no interior de câmaras


frigoríficas, ou em locais que apresentem condições similares, que
exponham os trabalhadores ao frio, sem a proteção adequada, serão
consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção
realizado no local de trabalho.
Art. 253 da C.L.T.

"Para os empregados que trabalham no interior das câmaras


frigoríficas e para os que movimentam mercadorias do
ambiente quente ou normal para o frio e vice-versa, depois
de uma hora e quarenta minutos de trabalho contínuo, será
assegurado um período de vinte minutos de repouso,
computado esse intervalo como de trabalho efetivo".

Parágrafo Único:

"Considera-se artificialmente frio, para os fins do presente


artigo, o que no inferior, nas primeira, segunda e terceira
zonas climáticas do mapa oficial do Ministério do Trabalho, a
15º (quinze graus), na quarta zona a 12 º (doze graus), e
nas quinta, sexta e sétima zonas a 10º (dez graus)".

CÂMARAS FRIGORÍFICAS - ZONAS CLIMÁTICAS

A Portaria nº 21, de 26/12/94, DOU de 27/12/94, da Secretaria de


Segurança e Saúde no Trabalho, adotou corno mapa oficial do
Ministério do Trabalho, o mapa " BRASIL - CLIMAS “ do
IBGE/SEPLAN, publicado em 1978, que define as temperaturas
abaixo das quais se considera artificialmente frio com base nas
zonas climáticas (§ único, art. 253 da CLT).

O Secretário de Segurança e Saúde no Trabalho, no uso de suas


atribuições legais, e Considerando o disposto nos artigos 155 e 200
da CLT, com a redação dada pela Lei nº 6.514, de 22/12/77;

- Considerando o disposto no artigo 2º da Portaria MTb nº 3.214, de


08/06/78;
- Considerando o disposto no Art. 253 da CLT, que estabelece
regime de trabalho e descanso para empregados que trabalham no
interior de Câmaras Frigorificas ou movimentando mercadorias em
ambientes frios;
Considerando que o § único do Art. 253 da CLT define as
temperaturas abaixo das quais se considera artificialmente frio, com
base nas zonas climáticas do mapa oficial do Ministério do Trabalho
- MTb;
Considerando a necessidade de identificar o referido mapa, resolve:

Art. 1º - O mapa oficial do Ministério do Trabalho, a que se refere o


Art. 253 da CLT, a ser considerado, ê o mapa "Brasil Climas" - da
Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IRIE da
SEPIAN, publicado no ano de 1978 e que define as zonas climáticas
brasileiras de acordo com a temperatura média anual, a média anual
de meses secos e o tipo de vegetação natural.

Art. 2º - Para atender ao disposto no § único do art. 253 da CLT,


define-se cano primeira, segunda e terceira zonas climáticas do
mapa oficial do MTb, a zona climática quente, a quarta zona, como a
zona climática subsequente, e a quinta, sexta e sétima zonas, cano
a zona climática mesotérmica (branda ou mediana) do mapa referido
no art. 1º desta Portaria.

Art. 3º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 4º - Revogam-se as disposições em contrario.


CRITÉRIOS TÉCNICOS DA FUNDACENTRO PARA A
EXPOSIÇÃO AO FRIO

A nossa Legislação, através da Portaria 3.214/78, NR-15, Anexo 09,


considera como atividade ou operações insalubres por frio, aquelas
executadas no interior de câmaras frigoríficas, ou em locais em condições
similares. Esta insalubridade só poderá ser caracterizada em decorrência de
Laudo de Inspeção realizado no local de trabalho.
Portanto, esta Portaria não fixa temperaturas limites para a
caracterização de insalubridade, deixando a critério técnico do Perito,
quando da sua Inspeção no local de trabalho.
O critério técnico adotado atualmente pela FUNDACENTRO,
embasado em estudos e pesquisas bastante diversificadas, tanto de âmbito
nacional como internacional, é aquele que considera insalubre uma
atividade ou operação, quando esta for executada em desacordo com a
tabela que segue, tabela esta que relaciona faixas de temperaturas com
tempos máximos de exposição.
A tabela fixa o tempo máximo de trabalho permitido a cada faixa de
temperatura, desde que alternado com recuperação térmica em local fora do
ambiente considerado frio.
Esclarecemos que os tempos de trabalho/”repouso” da tabela por nós
sugerida estão compatíveis com as exigências legais constantes do Artigo
253 da CLT, que trata dos Serviços Frigoríficos.
Pela tabela constata-se que para Salvador, temperaturas superiores a
quinze graus centígrados (15ºC) não são consideradas “frias”, não
necessitando portanto, de alternância de trabalho/repouso.
Quanto à roupa de proteção necessária, esta variará de acordo com a
temperatura de exposição. Somos de opinião que trabalhos executados em
ambientes com temperaturas iguais ou superiores a zero graus centígrados
(0ºC) não requisitam para proteção do trabalhador vestimentas especiais.
As roupas de proteção necessárias seriam similares àquelas utilizadas
por qualquer indivíduo em locais de baixa temperatura ambiental.
Quanto a outros trabalhos sobre Matadouros e Frigoríficos a
FUNDACENTRO, não tem disponível nenhum material que tenha sido
elaborado diretamente por nossa entidade.

Tabela Abaixo.....
LIMITES DE TEMPO PARA EXPOSIÇÃO A BAIXAS
TEMPERATURAS PARA PESSOAS ADEQUADAMENTE
VESTIDAS PARA EXPOSIÃO A FRIO.
FAIXA DE TEMPERATURA DE MÁXIMA EXPOSIÇÃO DIÁRIA PERMISSÍVEL
BULBO SECO (ºC) PARA PESSOAS ADEQUADAMENTE VESTIDAS
PARA EXPOSIÇÃO AO FRIO

15,0 a -17,9 (*) Tempo total de trabalho no ambiente de


6 (seis) horas e 40 (quarenta) minutos,
sendo quatro períodos de 1 (uma) hora
12,0 a -17,9 (**) e 40 (quarenta) minutos alternados com
20 (vinte) minutos de repouso e
10,0 a -17,9 (***) recuperação térmica, fora do ambiente
frio.
Tempo total de trabalho no ambiente
-18,0 a -33,9 frio de 4 (quatro) horas, alternando-se
uma hora de trabalho com uma hora
para recuperação térmica fora do
ambiente frio.
Tempo total de trabalho no ambiente
-34,0 a -56,9 frio de uma hora, sendo dois períodos
de trinta minutos com separação
mínima de 4 (quatro) hoas para
recuperação térmica fora do ambiente
frio.
Tempo total de trabalho no ambiente
-57,0 a -73,0 frio de 5 (cinco) minutos, sendo o
restante da jornada cumprida
obrigatoriamente fora do ambiente frio.
Não é permitida exposição ao ambiente
Abaixo de -73,0 frio seja qual for a vestimenta utilizada.

(*)
- Faixa de Temperatura válida para trabalhos em zona climática quente, de acordo com o
mapa oficial do IBGE.
(**)
- Faixa de Temperatura válida para trabalhos em zona climática subseqüente, de acordo
com o mapa oficial do IBGE.
(***)
- Faixa de temperatura válida para trabalhos em zona climática mesotérmica, de acordo
com o mapa oficial do IBGE.
RADIAÇÃO IONIZANTE

- CONCEITOS:
-RADIAÇÃO ⇒ Qualquer partícula ou radiação eletromagnética
que ao interagir com a matéria, ioniza direta ou indiretamente seus
átomos ou moléculas.

-IONIZAÇÃO ⇒ Ao ser atingido, o átomo subdivide-se em duas


partes eletricamente carregadas, formando um par iônico, que
provoca uma perturbação na estrutura periférica atômica.

“São emissões eletromagnéticas cujo comprimento de onda se


encontra abaixo de 10 nm. Compreendem Raio X, Gama, Alfa
e Beta.”

Interação da Radiação com a Matéria

Para 1MeV
Partícula Poder ionização Alcance
Alfa Muito alto Muito pequeno (0,001cm)
Beta Alto Pequeno (0,4 cm)
Raio X Muito alto Muito grande (10 cm)
Gama Altíssimo Muito grande (15 cm)

Partícula Alfa e Beta - Proteção 1mm de folhas metálicas


Raio X e Gama – Variável
EXPOSIÇÃO ÀS RADIAÇÕES

“O organismo humano não possui mecanismos sensoriais que


permita detectá-las a tempo.”

- Exposição Médica: Radioterapia, aceleradores, curieterapia,


emprego de radioisótopos no diagnóstico e terapeuta, etc.

- Exposição Industrial: Metalografia, gamagrafia, difratômetros


de Raio X, fabricaçào de aparelhos, tintas radioativas, refinação de
minérios radioativo, uso de reatores nucleares, etc.

UNIDADES UTILIZADAS NO ESTUDO DA RADIAÇÃO IONIZANTE

Atividade – Número de átomos dessa fonte que se desintegram na


unidade de tempo.
1 Curie = 3,7x10 desintegrações por segundo.
1 Becquerel = 1 desintegrações por segundo.

Exposição –
Roentgen (R)- Quantidade de radiação X ou Gama que se
forma em 1Kg de ar.

Dose Equivalente – Unidade que leva em conta os possíveis


danos biológicos produzidos pela radiação.

REM (Roentgen Equivalent Man)


Sv (Sievert) = 100 REM (J/Kg)
NORMAS REFERENTES ÀS RADIAÇÕES

♣ Portaria 3214/78 NR-16 - Periculosidade

♣ Portaria 3214/78 NR-15 Anexo 5 - Insalubridade

♣ Lei 7394/85 e Dec. 92790/86 - Regula o exercício da profissão

♣ Norma CNEN – NE- 3.01 – Diretrizes básicas de


Radioproteção (limites, obrigações e controles básicos)

CONCEITOS BÁSICOS P/ DEFINICAÇÃO DE LIMITES


PRIMÁRIOS

Indivíduo do Público – Qquer membro da população nào exposto


à radiação ocupacionalmente.

Trabalhador – Pessoa que em qquer consequência do seu


trabalho, possa vir a receber, por ano, doses superiores aos limites
primários para indivíduos do público.

Nível de Investigação – Referencia que quando alcançada,


justifica investigação de causa e consequência.

Nível de Interferência - Referencia que quando alcançada,


tornam necessárias medidas de interferência nos procedimentos
de operação normal.
SUMÁRIO DOS POSSÍVEIS EFEITOS RESULTANTES DA
EXPOSIÇÃO TOTAL DO CORPO ÀS RADIAÇÕES*
DOSE FRACA Nenhum efeito clínico detectável.

0-25 rem Provavelmente nenhum efeito tardio.

Ligeiras e temporárias modificações no

sangue. Nenhum outro efeito clínico

50 rem detectável. Possíveis efeitos tadios, mas

danos sérios pouco prováveis.

DOSE MODERADA Náusea e fadiga, possivelmente vômito acima

100 rem de 125 rem. Modificações acentuadas no

sangue, com recuiperação demorada.

Náusea e vômito em 24 horas. Após período

latente de cerca de uma semana, epilação,

perda de apetite, fraqueza geral, diarréia...

200 rem Morte possível em 2 a 6 semanas de uma

pequena parte dos indivíduos expostos.

Possível recuperação.
DOSE SEMI-LETAL Náusea e vômito em 1 ou 2 horas. Após

400 rem período latente de cerca de uma semana

epilação, perda de apetite, fraqueza geral,

diarréia e febre. Inflamação severa da boca e

garganta. Morte eventual de cerca de 50% das

pessoas expostas.

DOSE LETAL Náuseas e vômito em 1 a horas. Curto

600 rem período latente após a náusea inicial. Diarréia,

vômitos, inflamação da boca e garganta ao fim

da primeira semana. Febra emagrecimento

rápido e morte na segunda semana.

*Traduzido de SAFE HANDLING OF RADIOISOTOPES- HEALTH PHISICAS ADDENDUM

LEI DO INVERSO DO QUADRADO DAS DISTÂNCIAS


NR-15 INSALUBRIDADE
ANEXO 5:
Limites de Tolerância para Radiações Ionizantes
“Na atividades ou operações onde trabalhadores possam ser
expostos a radiações ionizantes, os limites de tolerância, os
princípios, as obrigações e controles básicos para a proteção do
homem e do seu meio ambiente contra possíveis befeitos indevidos
causados pela Radiação Ionizante, são os constantes da Norma
CNEN-NE-3.01: (Diretrizes Básicas de Radioproteção)......

NR-16 PERICULOSIDADE
ANEXO ( * )

ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS COM RADIAÇÕES


IONIZANTES OU SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS
ATIVIDADES / ÁREAS DE RISCO

ATIVIDADES ÁREAS DE RISCO


1. Produção, utilização, processamento, Minas e depósitos de materiais
transporte, guarda, estocagem, e manuseio de radioativos Plantas-piloto e
materiais radioativos, selados e não selados, deusinas de beneficiamento de
estado físico e forma química quaisquer, minerais radioativos.
naturais ou artificiais, incluindo: Outras áreas sujeitas a risco
potencial devido às radiações
ionizantes.
1.1 Prospecção, mineração, operação, Lixiviação de minerais radioativos
beneficiamento e processamento de minerais para a produção de concentrados
radioativos. de urânio e tório.
Purificação de concentrados e
conversão em outras formas para
uso como combustível nuclear.
1.2 Produção, transformação e tratamento de Produção de fluoretos de urânio
materiais nucleares para o ciclo do combustível para a produção de hexafluoreto
nuclear. e urânio metálico.
Instalações para enriquecimento
isotópico e reconversão.
Fabricação do elemento
combustível nuclear.
Instalações para armazenamento
dos elementos combustíveis
usados.
Instalações para o retratamento
do combustível irradiado.
Instalações para o tratamento e
deposições, provisórias e finais,
dos rejeitos radioativos naturais e
artificiais.
1.3 Produção de radioisótopos para uso em Laboratórios para a produção de
medicina, agricultura agropecuária, pesquisa radioisótopos e moléculas
científica e tecnológica. marcadas.
1.4 Produção de Fontes Radioativas. Instalações para tratamento do
material radioativo e confecção
de fontes
Laboratórios de testes, ensaios e
calibração de fontes, detectores e
monitores de radiação, com
fontes radioativas.
1.5 Testes, ensaios e calibração de detectores Laboratórios de ensaios para
e monitores de radiação com fontes de materiais radioativos.
radiação. Laboratórios de radioquímica.
1.6 Descontaminação de superfícies, Laboratórios para
instrumentos, máquinas, ferramentas, utensílios descontaminação de peças e
de laboratório, vestimentas e de quaisquer materiais radioativos.
outras áreas ou bens duráveis contaminados Coleta de rejeitos radioativos em
com material radioativo. instalações, prédios e em áreas
abertas.
Lavanderia para roupas
contaminadas.
Transporte de materiais e rejeitos
radioativos, condicionamento,
estocagens e sua deposição.
1.7 Separação isotópica e processamento Instalações para tratamento,
radioquímico. condicionamento, contenção,
estabilização, estocagem e
deposição de rejeitos radioativos.
Instalações para retenção de
rejeitos radioativos.
Sítio de rejeitos.
1.8 Manuseio, condicionamento, liberação,
Instalações para estocagem de
monitoração, estabilização, inspeção, retenção
produtos radioativos para
e deposição de rejeitos radioativos.
posterior aproveitamento.

ATIVIDADES ÁREAS DE RISCO


2. Atividades de operação e manutenção de Edifícios de reatores.
reatores nucleares, incluindo: Edifícios de estocagem de
combustível.
2.1 Montagem, instalação, substituição e Instalações de tratamento e
inspeção de elementos combustíveis. estocagem de rejeitos radioativos.
2.2 Manutenção de componentes integrantes Instalações para tratamento de
do reator e dos sistemas hidráulicos água de reatores e separação e
mecânicos e elétricos, irradiados, contenção de produtos radioativos.
contaminados ou situados em áreas de Salas de operação de reatores.
radiação. Salas de amostragem de efluentes
radioativos.
Laboratórios de medidas de
2.3 Manuseio de amostras irradiadas.
radiação.
2.4 Experimentos utilizando canais de Outras áreas sujeitas a risco
irradiação. potencial às radiações ionizantes
passíveis de serem atingidas por
dispersão de produtos voláteis.
2.5 Medição de radiação, levantamento de Laboratórios semiquentes e
dados radiológicos e nucleares, ensaios, quentes.
testes, inspeções, fiscalização e supervisão de Minas de urânio e tório.
trabalhos técnicos. Depósitos de minerais radioativos
e produtos do tratamento de
minerais radioativos.
Coletas de materiais e peças
2.6 Segregação, manuseio, tratamento,
radioativas, materiais
acondicionamento e armazenamento de
contaminados com radioisótopos e
rejeitos radioativos.
águas radioativas.
3. Atividades de operação e manutenção de Áreas de irradiação de alvos.
aceleradores de partículas, incluindo:
3.1 Montagem, instalação, substituição e Oficinas de manutenção de
manutenção de componentes irradiados ou componentes irradiados ou
contaminados contaminados.
Salas de operação de
aceleradores.
3.2. Processamento de alvos irradiados. Laboratórios para tratamento de
alvos irradiados e separação de
radioisótopos.
3.3 Experimentos com feixes de partículas. Laboratórios de testes com
radiação e medidas nucleares.
3.4 Medição de radiação, levantamento de Áreas de tratamento e estocagem
dados radiológicos e nucleares, testes, de rejeitos radioativos.
inspeções e supervisão de trabalhos técnicos.
3.5 Segregação, manuseio, tratamento, Laboratórios de processamento de
acondicionamento e armazenamento de alvos irradiados
rejeitos radioativos.

ATIVIDADES ÁREAS DE RISCO

4. Atividades de operação com aparelhos Salas de irradiação e de


de raios-X, com irradiadores de radiação operação de aparelhos de raios-
gama, radiação beta ou radiação de X e de irradiadores gama, beta
nêutrons, incluindo: ou nêutrons.
4.1 Diagnóstico médico e odontológico. Laboratórios de testes, ensaios e
calibração com as fontes de
radiação descritas.
4.2 Radioterapia.
4.3 Radiografia industrial, gamagrafia e Manuseio de fontes.
neutronradiografia
4.4 Análise de materiais por difratometria Manuseio do equipamento.
4.5 Testes, ensaios e calibração de detectores Manuseio de fontes e amostras
e monitores de radiação. radioativas.
4.6 Irradiação de alimentos. Manuseio de fontes e instalações
para a irradiação de alimentos.
4.7 Esterilização de instrumentos médico- Manuseio de fontes e instalações
hospitalares. para a operação.
4.8 Irradiação de espécimes minerais e Manuseio de amostras irradiadas.
biológicos.
4.9 Medição de radiação, levantamento de Laboratórios de ensaios e
dados radiológicos ensaios, testes, inspeções,calibração de fontes e materiais
fiscalização de trabalhos técnicos. radioativos.
5. Atividades de medicina nuclear. Salas de diagnóstico e terapia com
medicina nuclear.
5.1 Manuseio e aplicação de radioisótopos Enfermaria de pacientes, sob
para diagnóstico médico e terapia. treinamento com radioisótopos.
Enfermaria de pacientes
contaminados com ra-dioisótopos
em observação e sob tratamento
de descontaminação.
5.2 Manuseio de fontes seladas para Área de tratamento e estocagem
aplicação em braquiterapia. de rejeitos ra-dioativos.
5.3 Obtenção de dados biológicos de Manuseio de materiais biológicos
pacientes com radioisótopos incorporados. contendo radioisótopos ou
moléculas marcadas.
5.4 Segregação, manuseio, tratamento, Laboratórios para
acondicionamento e estocagem de rejeitos descontaminação e coleta de
radioativos rejeitos radioativos.
Áreas de instalações nucleares e
6. Descomissionamento de instalações
radioativas contaminadas e com
nucleares e radioativas, que inclui:
rejeitos.
6.1 Todas as descontaminações radioativas Depósitos provisórios e definitivos
inerentes. de rejeitos radioativos.
6.2 Gerenciamento dos rejeitos radioativos Instalações para contenção de
existentes, ou sejam: tratamento e rejeitos radioativos.
acondicionamento dos rejeitos líquidos, Instalações para asfaltamento de
sólidos, gasosos e aerossóis; transporte e rejeitos radioativos.
deposição dos mesmos. Instalações para cimentação de
rejeitos radioativos.
7. Descomissionamento de minas, moinhos e Tratamento de rejeitos minerais.
usinas de tratamento de minerais radioativos. Repositório de rejeitos naturais
(bacia de contenção de rádio e
outros radioisótopos).
Deposição de gangas e rejeitos de
mineração.
(*) Anexo acrescentado pela Portaria n° 3.393, de 17-12-1987.
RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES

♦ RADIAÇÕES IONIZANTES X NÃO IONIZANTES

- Diferenciam-se pelos níveis de energia envolvidos


bem como, as suas origens, variando sua capacidade
de penetração na matéria e de “arrancar” elétrons nos
átomos que os constituem.

Ionizante: > 12,4 eV


Não Ionizante: < 10 eV

♦ RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES

⇒ Radiação Ultravioleta

⇒ Laser

⇒ Microondas
(Portaria 3214/78 Nr-15 anexo 7)

E também....

⇒ Radiação Infravermelha
⇒ Radiofrequências