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A ARISTOCRACIA DO TRABALI-IO NA

INGLATERRA DO SÉCULO DEZENOVE

A EXPRESSÃO "ARISTOCRACIA DO TRABALHO" parece


ter sido usada desde o meio do século dezenove pel o menos para des­
crever certa camada superi or di stinta da classe trabalhadora, mai.s bem
paga, mai s bem tratada e geralmente considerada como mais "respei­
tável" e politicamente mais moderada do que a massa do proletariado.
Este ensaio é uma tentali va de pesqui sar o que sabemos a respeito dos
aristocratas do trabalho do séc ulo dezenove. Ele divide-se em três par­
tes: introdução geral; tentativa de estjmar o tamanho da camada nos
vá ~ios períodos, e uma discussão de algu ns problema:- especiais dela.

I. AU'';U NS PONTOS GERAIS

As subdi visões do século de::.enOl-'e

1\ históri a do séc ulo. e com ela a da classe trahalhadora. divide­


se em três períodos razuavel meme bem definiJos. cada um dos quais
consiste de uma fase de prosperidade comercial geral (da décad,l de
1780 até o fim das Guerras Napo leônicas, da década de 1840 até o
começo da de t 870. do fim da de 1890 até a Pri meira Guerra Mundial)
sucedida por uma fa se de dificuldades comercia is gerais (I ~15 -

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década de I ~40 , a "Gran de De pre!)são" da década de I 870 - a de 90, úerados como ari stocratas do trabal ho no sentido nac iona l - por
a crise entre a S guerra ,,). O primeiro período (década de 1780 - a de exe mplo, l)S carvociro ~ de gá~ . quase dois te rços dos quais ganha va
1840). a idade c1á~!) ica da "Revolução Industrial"' presenciou o nasci­ :iSs . por se mana em 1906 1• Contudo. em cert o:., casos. eles se conside­
mento da moderna classe tTabalhadora. O 'icgund o (da década de 1840 ravam como ari stoCl'atas comparados com a massa dos seus col ega~ de
- a de 90) presenciou () capitalismo tal como erigido sobre os primei­ trabalho ; como por exemplo, os esti vadores de Lond res, ,;e compara­
ros rundame nt os. re inar supremo. Ele pode ser con<; iderado como o v,un com os trabalhadores comuns das doca:,­
período clá ssico da aristocracia do trabal ho do sécu lo dezenove. Com
o terceiro (década de 1890 - J939) ent ramos na era do imperial ismo A ll(lfure<.lI da ariSlOcrCl('Ía do rrabtllflO
c capi talismo de monopólio c, tecni camen te falando, do desenvolvi ­
me nto da produção em massa, e a gra nd e expansão das ind ústrias Socialmente falando, a camada m ai~ bem paga da classe lraba­
secundárias e terci árias. Entramos também no período da crise penna­ Ihadora fundiu-se com o que pode ser imp recisamen te chamado de
nente da economia capi talista inglesa. Contudo. as mudan ças mai.s sur­ "classe média inferior" . Na verdade a expressão "classe médi a infe­
p ree nden te~ ocorreram depois de 1914. A primcira mctade do período rior" foi usada algumas vezes para incluir a aristocracia do trabalho' .
foi incl uída nesta discussão, pri ncipalmen te porque a massa de pesqui­ Na primeira parte do século isto tcria significado principalmente lojis­
'ias estatísticas feitél'l entre ) 890 e 191 4lançam uma luz retrospectiva tas, alguns patrões indepe ndentes. capatél7es e gerentes (que eram
inestimá vel sobre o séc ulo deze nove. ge ra lmente trabalhado re~ promovidos) . Perto do fim do sécu lo teria
signi ficado também em pregados e assemelhados. Assi In em Bolton na
o qlle é a aristocracia do rraha lho? década de 1890, ela incluía "os empregados. guarda-livros , gerenle~
mais bem pagos e a melhor parte do pessoal trabalhador'" (em contra­
Não há nenhum critério único, simp les, de participação na aris­ posição aos patrões. clérigos, solicitadores. médi cos, comerciantes em
tocracia do tra balho. Pelo m e no~ seis fatores di fere ntes devem. teori­ larga escala"). Em Salford. mai s ou menos na mesma época, ela incluía
camente, ser co nsiderados. Primeiro, o nível e a regularidade dos ga­ "viajantes comerciais (... ) empregados, Lipógrafos li tográficos, marce­
nhos do trabalhador: seguI/ do, suas perspecti vas de ~ecllridade soc ial: neiros , assi.ste ntes de marceneiros. descendo até os carvoei ros"4 ­
terceiro. suas cond ições de trabalho, inclus ive a maneira como ele foi se ndo os trabalhadore<i aristocratas habilitados, se .;;e pode falar em
tralado pejos capataLcs e patrões ; quarro. suas relações com a camada superi ori dade, su periores em status social a muitos trabalhadorc.
social acima e abaixo dela; Cjuin ro. suas condições gerais de vi daJi.!wl­ burocratas . O quadro mais abrangente desta camada composta é dado
fil eI/te. sua'i perspect ivas de progresso fu turo e as uo '> seu,; fi lho s. pela Com issão DcparlamentilJ sobre Professores de Alunos, já que esta
Destes o primeiro é incomparavelmente o mais im portante, e tam bém ocu pação parece ter si do recrut ada principalmente dos seus filhos. Em
O único sobre o qual temos alguma coisa como info rmações \.:om pl e­ Birmingha m eles vin ham dentre os filhos dos traba lhadores (40 por
tas, embora inadeljuadas. Pode mos ponanlo usá-lo como nosso crité­ cento) e gere nte~ de pequena:. oficinas. empregado" (15 por cento) e
rio principal. Duranle LOdo o século o homem que ganhava um bom pessoal dos ofícios. Em Me rthyr eles vinham dentre o~ carvoeiros jú
salário regular era também ü homem que eco nomizava o sufi ciente que praticamen te ma is ninguém morava lá) "ou de LIma classe ligeira­
para evitar a Lei dOf; Pobres. pura morar fora das piores lheas de eorti ­ me nte afa~tada de Ia - a dos cupataze" da." 111 iIl as de carvão e capa.ta­
I,;t)S, para ser tratado com algum respeito e dign idade pelos patrões e les t..Ie lurma como os cha mam" . Em Bradford ele s vinham de uma
para ter alguma liberdade na escolha do seu emprego, para da r aos seus "cl asse melhor". em Manchcster dentre "trabalhad ores. mecânicos ou
filh o~ chance de uma ed ucação melhor c assim por di ante. A regulari­ pequenos loji <;lUS", em La mbeth ela "c1asse dos artesüos c da classe dos
dade dos ga nhos é importante. O., trabalhadores que ga nh avam salá­ comercia ntes", em Exeler dos "empregat..lm, e uma certa proporção de
rios bons. mas irregul ares ou fl ut u antc~, nilo eram normal mente cOllsi­ capatazes ou caixas das lojas". Os candidatos a lima e~co la de tre ina­

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mento de Chelsea eram recrutados dos carpinteiros e marcene iros, dos Novos Sindicatos de 1889 acreditava-se que as fronteiras da aris­
empregados , jardineiros. é:l lfaiate~ e negoc iantes de tecidos. viajantes e tocracia e do sindicalismo de viam normalme nle - porque as grandes
agentes co merciais , maquinistas , ferreiro " e carpinteiros de rodas, pin­ ondas de organi zação geral e não-habi litada eram tc mporári as - coi n­
tores, operadorcs de máquinas das fá brica'i , gerentes ou subgere ntes das cidir, até onde estas fosse m afinal quaisquer sinJ.icatos. "Co mo o seu
fábricas. merceeiros, fabricantes de botas e cal çados. marceneiros, tilulo de ' não-habililado ' indica" , escreveu A Working Man. "e le não
fazendeiros, contadores e mordomos (bem como órfãos e professores te m nenhum ofíci o manual e nenhum "indicata ."· Na verdade acredi ­
de colégi o)'. Contudo, devemos nos lembrar que muitas comunidades tava-se comumenle que os sindj ca tos não cons titu íam grupos de traba­
inglesas do século dezenove consistiam quase completamente de tr aba­ lhadores tão fo rtes para in dicar que e les já eram fortes l " . Havia verda­
de nesta idcnti ficação da aristocrac ia elo trabalho com os sind icalistas:
lhado res manuais,6 de forma que a arii>toc racia do trabalho se ria vir­
tualmente pura. o registro sindical de Londres dc 1871 mostra como eram poucas, c
como eram frac as, as filiais dos sindicatos nos distritos do East End ll .
Este so mbreamento da aristocracia do trabalho em outras cama­
A fronte ira entre a aristocrac ia do trabalho e as outras era muitas veL.e s
das é i mportante, porque ajuda a explicar suas atitudes políticas. As sim
geográfica.
o seu radicalismo-liberal persistente no século dezenove é facilmente
Entre os "trabalhadores" e a aristocracia do trabalho viviam tra­
compreendido,'" como também o seu fracas so em organizar um parti­
balhadores que não pertenciam a nenhum dos dois grupos , mas se dis­
do inde pendente da clai>se trabalhadora. Só quando o imperialismo
farçava m em cada um: trabalhadores em melhor si tu ação, trabalhado­
começou a separar a aristocracia do trabalho (a) da clai>sc gerencial e
re s habilitados com uns e outros parecidos. l\;enhuma linha nítida
do pequeno patrão com a qual ela havia se fundido e, (b) das classes
separava a aristocracia do trabalho destes, embora o aristocrata certa­
vastamente expandidas dos burocratas - uma aristocracia do trabalho
mente se considerasse superior em espécie a estes "homens que. embo­
nova e politicamente conservadora - o part ido trabalhista a atraiu.
ra muito honestos e ansiosos de se saírem bem, por defi ciência de ins­
Se as fronteiras da ari~ tocrac ia do trabalho eram fluid a'i de um
trução contudo, e talvet. alguma por falta de força moral e coragem (.. .)
lado do seu território. e ram precisas do outro. Um "artesão" ou "artífi­ não (são) (. .. ) iguais à primeira classe de homens. " 11 Na verdade o
ce" não deve sob nen huma circunstância ser confundido com um "tra­ observador superficial pode algumas \'czes considerar a classe traba­
ba lhador". "O credo do artesão em relação ao dos trabalh a dore~ é que lhadora simplesmente como um complexo de grupos e graus seccio­
o~ últim os são uma classe inferior e q ue de ve m fa Lê- los con hecer e
nais com suas superioridades e inferioridades sociais, se m observar as
ficarem no seu lugar."7 O secretário do Sindicato dos Fabricantes de distinções importantes.
Calde iras ficou espantado à idéia de permitirem a um trabalh ador fa­
l e r o serv iço de um arte são porq ue " não se ria dC'iejáve l para um
home m de uma classe ir para ouLra classe"; o secrctário dos Operários 11. O TAMANHO DA ARISTOCRACIA DO TRAB ALHO
Fiandciros estava certo de q ue seus homens eram diferentes dQS e men­
dadores de fio~ e dos me nos habi li tados em geral em sua capacidade Até a décado de /840
su pe ri or. "Os patrões tê m tido uma esplêndida seleção e eles selecio­
nam os g igantes (.. .) na capacidade de lrabalho. '" An tes da ascensão Há dúvidas se ncste período podemos falar afinal de lim a aristo­
cracia do trabal ho, embora :'ieu.s elementos já ex.i stissem. Há alé dúvi­
• A ntes do pcn odo do ir llperia li ' J11(l, ocom; rn gru p <)~ cnn ~er Ya do r~ , e ntre J ari stocrac ia
das se podemos falar afinal de um proletariado num sentido dese nvol­
do traba lho, p . .:: x.. e ntre n s t'iandeirch Je .dgod ii(>, ma, pode m n<>nmtl nte ntc ser ex plicados por vido, porque esta classe ainda estava no processo de e mergir da massa
c irCul b t.incius l" r ee ia i, tuis C0ll10 a op",içao li bera l às Le is ela Eíbrica. fr"lJU~ /d loe:tI exeCJlC il)­ dos produtore s secundários, pequenos patrões, camponcse~. elc. , da
nal da, seil:" n:i ll-l'o n lorm isws. dé [1t!ndê ncia de um" c l ie ntel a <lri ,> tocdtica, ~J11c rg': l1 c i ;\ rece nte
de um amhi ent e conservador 11 0 "al11 pO ou na e ilLldc pequcna. e Le. No toelo el c. sno c'xccrcin Jl ais .
sociedade pré-industrial, embora e m certas reg iões e indústrias ela já

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ti ve~ se tomado forma razoavel mente definida*. Isto torna o processo primeiro Ce nso q ue fez respostas - parciais - disting uindo os ofi­
de análise ex tremamen te difícil. Ne~t e pe ríodo é provavelmente mai s d,ú:-, dos operários) cerca de 80 por cento do!> ofi ciai!) al fa iates. cerca
simples trabalhar com o conceito dc "pessoal q ue trabalh a" o u " pobres de 71 por cen to dos oficiais fa bricante!) de cah,:ados, quase 90 por cen­
que trabalham" que esta va então muito em uso ," isto é, in clu ir todos la dos oficiais fcnciros empregav am 0-2 horneo(j, e mbora cerca de 60
aqll ele~ que eram explorados e opri midos pe lo capitali smo industrial por cenlO dos oficiais eons trutoret., po uco mai s de 60 por cen lo dos cur­
em um grupo: proletários de fi njdos, trabalhadores fora sem iproletá­ [idores, bastante maj s de 50 por cento dos cervejeiros c be m menos da
ri os. pequenos produtores e comerciantes revoltados com os grandes met ade dos fabrican tes de máq uinas c motores empregavam entre 3 e
capitali stas. e as formas tran si tória~ e in te rmediárias entre eles l~ . Ape­ 19 home ns. (O!) três primeiros grupos .:ompreend iam 8 por cento da
sar de tudo pode ser úlil do ponto de vista da análise isolar essa seção pop ulação masculina não-agrícola de dez é.1l1 0 S e mais. os qu alro \ eg un­
da dos "pobres que trabalh am" que pode ser considerada como prole­ dos u m pouco mais )17. Podemos presumir portanto. corno estimali va
tária, isto é, que consiste s ub stancialme nte de trabalhadores assalaria­ grosseira, que nas ind ústri as não-transformada s radicalmen te os assa­
dos que não possuíam nenhum melo importan te de produção . lariados podiam constituir uma média entre 50 e 80 por ce nto da popu­
Não temos nenhuma estimativ a geral da proporção dos "pobres laiYão ocupada, constituindo os não-trabalhadores pe lo menos metade
qu e trabal.havam·' qu e eram proletári os . principalmente porque os dela, e provavelmen te muito mais. (A indú stria de co nstrução é ex cep­
estatísticos contemporâneos classifjca vam automatic amente os traba­ cional entre as indústrias de ofíc ios p~la alta proporção dos lrabalha­
da re" em relação aos artesãos). Dois exemplos de evidê ncia a respeito
lhadores hab ilit ado ~ e es pec ial izados co m os patrões e produtores
do assunto podem ser dados pelo que va le m. Um a in vest igação na
independ~ n tes, distinguindo os patrões apenas na agricultura. embora
cid ade de Hull em 1839, que di stinguiu os artesãos empregados dos
habitu almen te isolassem os "trabalh adores" - isto é, o~ não- habilita­
não-e mpregados. mostra ce rca de 75 por cento da popul ação ocupad a
dos, os mineiros e grupos semelhanles como um a classe separada l '. Se
como se ndo de trabalhadores I! . Um único contador L.el oso em New­
tom armos essa seção do país que ainda era pré-industrial, isto é, aque­
cas tl e fez O mes mo em 185 1: cerca de 80 por cento dos não-cl ass ifi ca­
les empregados " no comércio varejista e em ofícios ma nuais co mo
dos nem como oficiais nem co mo trabal hacl ore~ ou barq ueiros foram
patrões ou trabalhadores" em 1841, e os compararmos com os núme­
ass im en ume rados com o "jorn ale iros", is to é, a ssa l ari ados '~ . Um a
ros descritos como trabalhadores (não-agrícolas). descobriremos que
amostra bastante mais com pleta dos 12 distri tos de contagem de New­
nos co ndados agrícolas da Ingl aterra os trabalhadore s constituíam castl e mo:.ll·a o nú mero de trabalh adores como se ndo quase igual ao
entre um sexto e metade do número de rnestres-()(1c iai s e operários, e número combinado do s j ornale iros e ou tros não-ofjciais. Uma amos­
normalmente entre um quarto e um terço. A proporção de les nas áreas Ira de cinco distritos de contagem em Brístol dá uma proporção um téU1­
urbanizadas tais como Midd iesex, SUlTey, Kent , Edinburgh e na cida­ lO menor de trabalh adores em relação aos jornaleiro,>, em bora a dife­
de de York era mais ou men os a mes ma, e mbora tal vez um pouco mais rencra possa não ser importante.
alta Ir,. A dos condados e s coccse~ puramente agrícolas era muito mais Nas indú strias fabri s - tê xte is, mineração. feno e aço - a pro­
baixa. Dentre os "oficia i ~ e operários" a proporção de cada um. e dos porção de as::.alari<ldosem tempo integral era naturalmente mui lo mais
pequenos produtores in dependentes de artigos, variava. Em 1851 (o al tu . porque os trabalhadores externos semi proletários - malhad ores
de basti dor, tecelões de teares ma nua is. etc. - deviam ser computados
., Na \"('nlatl/' nUlI m.!me ntc llluit os traba lhado re , in g lese , j á dependiam intciru mc ntc do, entre elcs . A proporção de n ão -hab ili tado~ era também nOlavelmen te
,alário s p.,m li sua ~ub,i~t~nc ia ; mas ,rfi,n/l(J d.:s tc\ , a l:írio\ cra a indu 'IIUiI'" Vl· /C._ como e nl re os ma i" alta, mesmo q uando () trabalho das mulheres e cria nças não pre­
lra ba lh"dNé.S dom~ , li c", Ia ra . a lgum' lip()\Jc , "in r.: iro~ . etc .. ma i, a dc Ulll preço por artill".\ "C I1­ valecia. Contudo, tod os exce to algu ns traba lhad ores supervisores e
didos \p. CX .• peças de fazenda) do que J~ Jilrp ' dI' rw h{/Iho !"<'I/duta. O pOlllo "nek e'lô r uga­
111Cn!O' dei ~a m de ' ~r lll ll preço 1'''1" ,ul igll' C'C tr:l llsforlllallllllllll níve l l.k ,.;" J;'trio por p<;t;II IlCm
especialistas nestas oc upações eram ainda muita~ veze~ considerados
sCJllprC ~ f.íci J de Jcteml inar m im pcrfodo ele lran, icüo. Como "trabal hadores". e mbora de um tipo superior.

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Em geral. portanto . é me lh or para este período não distingui r os
Décadas de J840-90
elementos da "aristocracia" proletária do resto do~ " pobres que traba­
lhavam " . Uma pesqui sa e m Brístol e m 183R estabeleceu que 15,7 por
Neste período o proble ma da camada interm ediária e tran sitória
cento dOIi chefes de fam ni a da clas se trabalhadora eram de positantes torna-se menos penoso . De qualquer maneira agora é mai s fácil di stin­
em ha ncos dc poupanç a. me mbros de sociedade~ de be ne fic ê nci a o u de g uir um proletari adQ no sentid o es tri lO - embo ra trabalha ndo em
clubes Profi ss ionai s. Q ue HulJ em I R39 mo"tra entre I Oe 13 por cento peque nas uni dades de prod ução. Apesar de tud o. uma zona grande
dos trabalhadores q ue poss uíam casas "amplamente mobiliadas", em embora decrescente de produção secundári a das ü fieinas ajnda cerca­
co ntraposição a entre 25 e 30 por cento de casas " mal mobiliadas", o va a indú<;tria moderna. Se a fabricação de calç ad o:-. e de roupas em
q ue é tal vez um critério ma is preciso:I ' Isto pode servir como um guia fábrica~ fez progressos, especialmente a partir da década de 1870. e m
grosse iro para o ta manho da camada superi or da " popul ação trabalh a­ 189 1 havia ainda na Escócia um patrão para cada qu atr o alfaiates assa­
do ra" . Além disto , podemos, naturalmente, es tabe le cer categorias lari ado~ e um para cada doi s sapateiros. Se a'l rendas , mal has, lãs. juta
indi viduais de trabalhadores que possa m ser consi derado s co mo traba­ e o resto dos têx teis se tornaram ofícios fabris, as numerosas pequenas
lhadores aristoc ratas, e que mostravam algumas vezes o conservan ti s­ indú stri as metalúrgicas das áreas de Birmingh am e Sheffie ld permane­
mo típico e a exclusividade sece ional do seu tipo ; notada mente entre ceram complexos de oficinas especializadas e produção fe ita fora . Na
aqueles artesãos cuja posição não era s ubstancial me nte afetada, onde verdade na área de B irmin gham até 193 1 quase 10 por cento dos q ue
ela não era realme nte reforçada pela revoluç ão indu strial: tipógrafos, estava m e mpregad os e m fundições, proc essos sec undári os e " outras
m c t a lúrg ic o~,~' artesãos produtore s de artigos de luxo e co isas pareci­ indústri as metalúrgicas", e 2S por cento dos que estavam empregados
das . Não foi por ne nhum ac idente q ue os tipógrafos de M anchester se na indú stri a de joalheria e lamin ados - e estas indú stri as co mpreen ­
rec usaram a comemorar a Lei da Reforma ~l ao passo que os fundido­ dia m 120.000 pessoas - era m patrões ou produtores independentes l .
res de ferro evitaram greves e acreditaram em negociações pacíficas , Apesar de tudo , embora a produção em pequena escala se renove até
e. os maquinistas deixaram de tomar parte no movime nto para o Sindi­ certo ponto a cada fase do desen vol vime nto capitalista, ela faz e fazi a
cato Geral e permaneceram neu tros em J R42 1 ' . Na verdade é difícil is so numa esc ala decre sce nte e numa depe nd ência cre scente do
lembrar de um fabri cante de máq uinas ou fundidor de ferro que fos se e mpreendimento e m grande escala.
importante no:.; grandes movimentos de 1830-42 , embora vários outros Alg um as est imati va ~ gerais para O tam anho da aristoc rac ia do
artesãos o fos sem . Contudo, as muda nças que afetaram mesmo aque­ trabalho durante este período podem ser feitas. A primeira é a esti ma­
les que entre 1780 e 18 15 pudessem ter sido considerados como aris­ tiva de Dudley Baxter daquela seção da c lasse trabalhadora que ganha­
tocratas do trabalho foram tão co mplexas e extensas. que é melhor não va um nível médio de -;aJário de 28s. ou mais em 1867. E:-.ta com preen­
tentar uma avaliação geral. * dia 0 ,83 milhões de ho mens dos 7 ,8 milh ões de homen s, mulheres e
c rianças da cl asse tra balhadora (inc lu sive trabalh adores agríc ol as e
empregados domést i co~) o u ce rca de l i por cento. Se deduzirmos os
* ~Sle , cáh.: ul o, lançHITI all,! uma IUl subre o proble lll a l11ui to d isc Uli do Li0 que aCOnl.:c eu traba lhadores agrícol as e os e mpregados domés ticos do sexo femi ni­
com o padrêiu dc vida da cl asse traba lh .tdora. A opini ã('\ clá ss ica de qUto de diminuiu 110 períndcl
após 1815 ICITI ,ido POS I" é m dú vi da por C lapltalll. i\ shlon e nUlros hi sllll'iudorcs cC0nÔmi cos. O no, a porcentage m é alguma coisa abaixo de 15:!.5 A seg unda é baseada
dJ'gllme nto deles se apóia pri lle ipG IrnCnle sobre li conlro\'érsi a uc qu e os ín d ice:- dos sa lários n:" is 110 nlÍ mero de me lnbros d o~ si ndicatos antes da e xpansão de 1889­
el evaram-se entre IHI5 e 'I década ck I R40. I>so já roi minado rel" s dCl , ida~ que r"l'UJT1 la nçadas isto é, dos "negociadores fo rtes" característicos deste pelíodo. A pri­
sobre a!, eSlatísli ca., do cuslO de vida nas 4u ais ela <c apói a. Apc.ardisso. pode· sc mOSlr",. que o.'
" d.1rio, rc,li , de ulll/l/lS traba lhadores pHl\'a\'e1 mc nlc , ubira m. Mas ,.:. comil ;deg ue i aq ui " 1
me ira estimati va confiável do número de membros em gera l dos sind i­
camuda fa vorecida ,h! popul açJo trab,dhadora cl ,llll uit o menos n UI1)CI(l ~'1 do que o rc;to. ti ori ­ cato<;, aquel a dos Webbs de 1892, coloca-os por volta de 20 por cento
nião otimi sta ca i por terra. c.lI11lldll. CSIC nJO oS o lugur para per,,~!!u ir C, la im po rtante di sc ussão. da classe trabalhadora, o que pro vavelme nte es tá do lado a lto. Se redu ­
\ •...:1'; \.: apí l ll l (\~ 5-7.
zirm os isto à metade para co mpe nsar os não-aristocráticos organiza­

126 327
Ta bela I. Ojtcio... em 1865 com níveis de salários
dos (m ulheres Lrabalhadoras em algodão. ml1itos mi neiros. ~ inJicato s semanais de 40 slzilfi"gs e acima
não-hab ilitados da ' af ra de 1889. etc.) não e rrare mos de muito. '" Deve­
1\/11"' 110 .\ , .llg Ull s C<ln slru torc s de n'l \' io, c'tamr adorcs Utmlquina. cort ado res de
se lembmr que M ayhew estimou a porce ntagem dos home ns da socie­ !-i 'r,..,)\ irl}' : alg u ll ~ m .:lLj u in i \l d "i Il1l1Idi!'
dade no ofíc io méd io de Londres em cerca de 1OZ1.> . Estas es ti mali va~ I:nnld" rl/açáo ti" lil'/"o )': lr:lh,dh"dorc, ror peça C (il/IV : su,.rac!"re, (]c LlIlldrcs
são rea lmente baseadas em pal pites mai" ou me nos plausíve is, e só são ,tCdl"ud()res Viiln) ; nt uilo, h'Hlle t" llilhi li todo,

L"\ rcu i dores Ti",,~rtlji(/; ,"()m po, i, üo (le jnrn ni~ . ki t ,) ~, .

daLlas aqu i porque não são incoerentes com as me lhores para o perío­
11, I Ir/m/('I/ /O s ";(:lIl lficl/l : muito, Irat"la lh adore. alj,!uns o llerudo rc, de Il1tiqu in a~ c maqui ­

do <; ubseq üente . • CII/I'lill"ia: [ClIJ.lJ orC<' d~ '-Ir4ui \"o',. malhado- nhota.,
U ma estimati va, tam bém basead a e m Bax ter. do tama nho da ms. [1()lidore, (esp, uc inlll de 12 po !.), fa bri· Fubric:w lI/!.t dt! in.\/) II/I/('/lII).' II/II ,it'{/j,, : a lgu ns
cante, de ',-rras , mui tos rolidOl~ dI! sen'" LtMgrctji,,\ . mU lt",
camada infc ri or- daq ue les que gan h av ~un menos de 20s. - poLle ser
'oll\/ruç(/o lIu\ '" I; a.l g uns c"pat.JICS 1:11101111/(1,"'(', dI. 1J/(((ll.'i ra : Illuitos
dada e m be nefício da inteireza. Ela monta a 3,3 milhões o u pouco mais Marcel/cims; algun, Fabricallll'S til' relúx;,J.\ : l11 uilu ~; a.lgu n, fa bri,
de 40 por cenlo da classe trabalh adora. cxclusive os trabalh adores agrí­ í/lUfJelt'iros: llIuit", trabalhut.lo re s Illllnu uis " antes ,Ir.: r,"lógios
colas, soldados. pen sio ni ~tm; e empregados domésticos do sexo femi­ ha b ilitados Malllario: 1I1gu ns stl flC r\'i,, ' r," ue f:íhric 3
'/0(1111('1'111: llIuit ~» homens hahi li tados Trlr/lf irn.\ de O ,5óO It Mwjim: al g ulls
ni no l ' . Esta porcentage m é também curiosamente parecida com aque­ f áll1 : ~ Ig uns lingadores: mais ro lad o r~, de l~ rii ll/ iUl : model Hd on:s dc barro. Ill uilos
las reveladas pe];:L" pesqu isas socilli s su bseqüentes. fo rj a: muilOs leiTeiros e Illulhad o rcs álllO ldad o re s, m uit os fogu islus d e hisc uil
Para a compo s ição real de:-.ta ar istocracia, Baxte r é um gu ia Th/I'i\: c ' ta mparia de rno rim : m i.slllmdnre , Aço: 1Il1litm rll lld idore" rorjad nr~ , ~ in c lin a­
de cor~s. b ra n qu ~á dorc,. tin tureiros, d()res , rolado rc ,
pouco confiáve l. j á que as suas es timati vas negligenci am completa­
me nte as irregulari dades dos ganhos e tiram a médi a dos ga nhos mui to Fonte: Wage, ,tnd Eumings of lhe Wl'I"kin g CI"" cs ( 1867) dc Lcollc Lev i
altos e muito baixos em cada ofício da maneira habitual do s investiga­
dores Vitorianos. A co mpos ição do mov imento -;indi cal em 1875 cons­
titui um guia melhor. Pouco mais da metade de la era co nstituída de E sta tabela indica ma is a composição da superaristocracia do que
artesãos e m ofíc ios pouco afetados (exce to em seus materi ai s e na da média dos artesão s próspe ros e pode ser comparada com a do perío­
fo rça aplicada às ferrament a ~ manuais) pe la revo lução indu stria l: do 1890-19 14 (ver Tabela V. p. 292). Podcmos notar que a li<;ta, com­
construtores. maquinis tas , construtores de nav ios e outros parecidos, e pilada para a prim eira meta de do sécu lo, não teria sido interpretada de
vários ofíc ios mais antigos (ti pógrafos, marceneiros, alfai ates. fabri­ maneira mu ito dife rente.
cante!'> de garrafas, encadern adores de Iivros. fabri cantes de c arru agen ~ Pode mos seguir a pisLa da aristocracia do trabalho mais de perto?
e as semelhados). O resto era compos to pr incipa lmente de mi neiros, Não a pon to de fazer es tim ati vas numé ricas confiáveis. ** Apesar de
Irabalhadores em ferro e aço e operários têxteis habilitados dos quais tudo. é po~s íve l uma pe~quba geral. Três fa tos se destacam: o declínio
os últ im os constituíam o g rupo menor. mas numerica me nte o mai ~ do trabalJ10 domésti co c a asce ns ão correspondente do <; istellla fabril ;
es tá vel. U ma lisla dos o fícios com o:, níve is de sal á ri os semanai s mai s () dec;l íni o re laLivo do5, têxte is e dos velh os ofícios dos arti gl)s de COI1 ­
altos pode <;uplementar esta (ver Tabc la I) , 'u ma e a ascensão da!:- inJús trins pesada:- e metallírgicas; a asce nsão do
trahalho femini no. Todos os trê:. eSlão Ii g ad o ~. Ass im a asce nsão do tra­

*
Sal"rio-, !'agl)S por 1 \t ) Il1~n, IlIIh il it lllh" ao ~ seu, lrah a.l h ad() rt:~ a se re m d ~d llJ ido ,. 'l o,
"lki os de relTO c aço foi fe ita cO ITl rcn'uç:in pura i, ~ o,
• As ,·,tulC,t icas do núrn~ ro d~ IlIc rnh ro, do, , incl icalús allle.' tia e\ IMII SUOde 187 1- 3 , ão
H 0, números do Ce nMl 5111uria l de I!!l)6 "'O pouco confi :í vcl~ Eh:, d ifere m tlío ,uh,­
rou co rcpresentat ivas ellceto pura ofic io, o u cidades i,ol adas, Aq ud<l< do m~i(l da J .:~ "tl a de
du o rd~ m tn.IÍs g rad uad a ti" C cn so Salari;lI d~ 190 6 - c ,,'/TI C;JII ' a., ó lw iw' - qu,'
t,.I I1<. iahn e nl~
,<! tCllt.l - apó, o abranda men to tlu afluxo Jc I li7 1· ' ma, dn tC , da c (\nt r" "Un da G m nd c
.; me lhor negligencio· lo " Prol'lIve lmente li d ifere",;a é dev ida n IS!!6 rc)!"UlIf ni\ cis de salários
lJepressGo - ,,,t,,o \'ic iadll'> pela "rgani,açiltl ck sig tlit l d,,, di[~rcnlc' \, [i<: i(1s ··ari,toaata.s". Daí
e 190rí reg i' lnlr gunhns.
aque la, de 1890-4. menos ," ··lIão -a ri,tocTlu,,,". ctln qituírc lII (l mel hor ~ lI ia ,

32 8
9
bul ho feminino é es tat h ticamen te ma:-:. carada pelo seu decl ínio em Na indústria de fios de lã penteadas a proporção de homens adultos
algumas indústria" do més ticas: embora a porcenta ge m de mul heres (fora a tecelagem) redu7 iu-se à metadc entre 185 3 e 1886 ". O mes mo
ocupauas não aurnentasse )ignifi cativamcn te entre 185 1 e 1891, não é verdade com relação aos tecelões de lã do sexo masculino e m Lee<i...
menos do que 122 .000 desapareceram de ocupaçôes tais como a fabri­ e o pesado distrito lanígcro'" embora o principal declínio pareç a ter
ação de fi tas, rendas, chapé us de pal ha. cam isas. luvas e cos tura '. ocorrido após a década de 1870. Na malhari a a propo rção de homens
O declínio do trabalho domést ico pode ou não tc r aumentado a caiu de três para dois quintos da força total de trabalho entre 185 1 e
proporção uo<; trabalhadores aristocratas. ou melhorado a posição dos 189 1. Só na indústria de rendas ela subiu numa força de trabalho e m
trabalhadores nas ind ústri a" afetadas. mas ele tornou a aristocracia do JecI ínio, graças ao declínio do trabalho à mão. Daí naquelas indú strias
trabal ho mais proe minente e bai xou a temperatura pol ítica dac; indús­ têxte is nas quais as aristocraci a,> do trabalho se estabeleceram - al go­
trias in teressadas. O" trabal hadores domésticos das grandes indústrias dão, malhas, rendas - elas se tornaram mais proeminentes embora os
que produ ziam para vender tendiam a morar em alde ias ou ba.irros da trabalhadores têxteis constituíssem provi\ve lmente uma porcentagem
cidade especi alizados (p . ex., Spitafields e Cradl ey Heath) e eram fáci l decre ~cen le da aristocraci a do trabalho e m todo o país . (Co ntudo, isto
e obviamente co ns tituíd o.~ de grandes aglomerações que dependiam de pode ter sido iniciado pelo declínio dos trabalhadorel> externos e es pe­
um ou doi s patrões. São conhecidos exemplos de patrões fabri cantes ci alistas prósperos - os cardadores de lã, retalhadores, tosquiadores e
de pregos que cont rolavam 1.800 - 2.000 trabalhad ores~" . Assim o a,.,~ e melhado s, que haviam encontrado algo como uma aristocracia em
ded ínio dele s diminuiu O tamnoho médio da unid ade. Na peque na pc ríodo~ anteriores).
fábrica ou no co mplexo labi rínti co de ofi cinas espec ializadas in terli­ mes mo é verdade com rel ação a outras indústrias de bens de
gadas. tais como encontramos na indústria de malhas. no comércio de çons umo , com a exceção de muitos ofícios de oficinas metalúrgicas
arm as de Bi rmingham ou em alguns ofício~ de Sheffield, o artes ão em pequena escala. Onde o sistema fab ril se dcsenvolveu mais. a situa­
indispensáve l ou O operário es pecializado não só era mai s importante ção da aristocracia do trabalho era se melhante àqu ela dos têxte is.
co mo <;e considerava como tal. Também a coesão era mai" difícil. Os embora seus números possam ter sido menores e sua posiyão menos
tra ba lh ad o re~ de fora de Crad ley Heath fil.era m sua), tentati vas de sin­
garantida quanto mais " moderno" era o si stema fabril. A produção
dicalis mo ma lsucedidas en qu anto os artesãos de B irrn ingham mal abril. ou por sistemas aná logos, só deu origem a uma aristocracia do
co nheciam seq uer as sociedades de ofícios. (O terrorismo de She ffield lrabalho de bom tamanho no século dezenove quando a maqu inaria era
foi uma rcação defensiva contra a as censão da máquina e da fábrica e imperfeita e dependente de alguma habilidade manual importan te; a
a depressão de uma forma es pec ial de subempre itar o tra ba lhador indú<; tria ingl esa de algodão é a úni ca entre as indústrias européias
eXlerno, e ass im não a.fela o arg. umento. De qualq uer maneira não foi (ks te tipo que fazia liandei ros numa tal aristocracia. sendo a pri meira
um ~ in<L1 de radicalis mo , mas uma al ternati va a ele) '<I. tec nicamente a mais pri mitiva. Contudo , na" fábricas de botas na déca­
O mesmo é verdade t:o m rel ação à prop(lrção cre..'iCenle de mu lhe­ da de 1860 a aristocracia (30,1'. e mais) pa rece ter montado a mais de 20
res (u m índice da proporção cresce nte da mão-ele-obra não- habi li tada) por cento " . Quando a ex pa.n ~ ão tomav a a forma de subem pre itada,
nas vári as indú strias . Embora isto cri,L<;se a possibil idade de lIm prole­ produção para a venda e ex ploração máxima geral dos operários, as
tariado femini no organi7ado. que não ro i largamente uti lindo ante:. da aris tocracias do trabalho podiam se manter - por exemplo espeç iali­
década de 1880, e então apenas nu algodão, tend ia a deixar O~ homens Lando-sc em trabalho de alto níve l - exce to no meio de uma mas~a
hab i I i t'H.!l)S mais o bv iarnente proCtll i nentcs e dominante.. . . A ssim a por­ crescente de trabalhadores externos ou artesãos deprimidos . A Tabela
centagem dc Fiandeiros do sexo mascu lino na torça de trabalho total da 11. tirada do Censo de 1906. ilustra a si tuaç ão dessas indústrias de ofí­
fábri ca de algodão cai u de 15 em 1835 para 5 em 1886. " enquanto a cios <;()frenclo trans i~ ão. embora estes não fosse m necessariamente os
propor\=ão de mulheres e moças ad ol escen te ~ '\ub iu de 48. J. cm 1835 ofícios afetados em 1850-90.
para60,6e m 1907 , com uma média de cerca de 55cm nossas décad ac; ;:.

330 ~3J
Tabela 11. Ocupações habilitadas em }9fJ6 com porcentagem anormaL­ lrias era extremamente alta, tal vez tflo alt a co mo 70-75 em m aq ui na­
mente alta de trabalhadores do sexo masculino mal pagos ria.'x c a posição relativ a deles certa men te mel horou. A ascensão ua
construç ão de navios de fe rro baix ou a porce ntagem dos ario.; tocratas,
Ocupaçiio Plln:cnt<tgclll Purcenlagem "pleheus"
"lIrlstocf"'lta~" ~fls . c 25/0. Cmenos que tinha sido esmagad ora nos nav ios de ma deira, embora nem todos
mais igu a lme nte prós peros,'" e e la perma ne ceu provavelmen te em 50-60
por cento até a ascensão da s máquinas aUlomáti cas j o. O núm ero de
Sdariu. Arre i.h. rhlcolCs 12.5 35 .-i tipógrafos - outra indústria com uma a lla porcentagem de habi li tados
V,lIi ,e,. IVb lt!l ~" . Mhc. C0Uro 19.(, 1 1.9
hapclc iros 39.7 27.K
- tam bé m mai s do qu e trip licou. O caso da i ndústri a do fe rro e aço é
Ta n o~ iro~ I N') 27.3 ligeirame nte d iferenrc . A porce ntagem de ho mens habilitado,- no ferro
Marce nari a 19 22.7 era alta - q uase 44 na amos tra de L evi de 1865" c os salários eram
Alfa iataria de cnco m '~nda 29A 4 1.6
Enco menda c CUII .,C rlO. Botas
a ltos. mas os ganhos eram irregulares e o total rea l de pobreza e ntre eles
e C al ,adu~ 5.1 40.R p<lrece ter sido alto, como enun a mi séria geral e o atraso dos seus cen­
tros . C idades como Midd\e sbrougb. Wolverhampton e Neath chegam
FOIIII!: Cc 11 '0 ' ub ri al de 1906 q uase ao máxi mo e m q ualq uer lista de analfabetismo o u pauperismo
da ve lhice l~ . A pesar de tudo. os salário::; nominais a normalme nte altos
E m compensação a aristocrac ia do trabalho desses ofícios poue e a prevalê ncia unj versal da subempre itada to rno u o fcrro e o aço um
ter declinado com o um a proporção do g ru po total. redu to da aristocraci a do trabalho.
(pode-se ob~ervar que a asce nsão das fábricas causo u lima dimi­ Os ofíc ios de c o nsu·u ção também crescera m relativa me nte, e
nuição dos grupo, mais mal pagos e um a umento dos menos insonda­ co mo conservaram suas velhas estruturas. manti veram a força da aris­
vel mente pagos. Con tu do, j á que o concei to de "sem i-habilitado" ain­ tocrac ia do trabalho.
da não era famili ar quer para os patrões quer para os traba lhad ores. "' O período po rta nto presenciou provave lmente uma tra nsferência
ele!> eram cons iderados pelos aristocratas e o utros simplesmente como do ce ntro de grav idade den tro da ,u-istocraciu do trabalho do s velhos
trabalhadores q ue operavam as máquinas). ofíc ios pré-industri ais para as novas indú strias metalúrgi cas, e a e mer­
Este dec línio foi acen lu ado pela a'icensão das indlistria s q uase gência de alguns eleme n to~ da aristocracia do trabalho em ofícios pre­
lotalmenle não-ar istoc ráticas tais como a de tran sportes ~ mineração viamente consi derados (err o ne amente) como com postos e~se n c ial­
de carvão. embora a aristocracia em am bas provavel me nte aU me nl[L';;­ me nte de traba lhad o re s . Sua [c)rça numé rica re lativa não pode ,
se d urante O período n E m 185 1 os mine iros. marin heiros, fen'ov iários, contudo, ler aume ntado.
carroce iros e asseme lhados perfaziam algo e m torno de me io milhão:
em 1R81 a mais de 1,3 mi lhões. Contudo, este au mento co nst ituiu, na D a décCldll d e / 890 até /9 /4
verdade em grande pan e, uma transferênci a do~ trabalhadores rurais
ou ou tro'> traba lhadores não-habi l i tado~ para ocupações um tanto m ~ús Neste pe ríodo começam a apa recer eSlatística,> genui namente
bem pagas . e assim perturbou menoi'> n hierarqui a geral daclasse traba­ úteis . Emergimos da obscuridade para a lgo como a luz do dia. Acim a
lhadora do que ~e poderia pensar. lIc tu do. poss uímos es tim ativas ge ra is co nfi á vei~ do tam an h o das
Por OUlro lado o período viu um reforço imenso da aristocracia várias camada ~ da classe trabalh adora, sendo os e le me nto!. se mj prole­
do trabal ho na ascensão das indústrias metalúrgicas. Ass im os traba­ tários agora menos i mporlanles do q ue antes.
lhadores do fe rro trip li caram seu número e ntre 185 I e 188 1, const ru­ Jil que muitas pesqui,,>as "oci ais estavam mais inte re~sadas em iso­
tores navais. m aq ui nis tas e asseme lh au0s mais do q ue trip licaram os lar a mi sén a do resto do que em ~eparar ü conforto excepc ional. <;ubemos
d e les. A porcentagem de ho mcl1" habili tado'> em mu itas dest<L" inuú s­ mais sobre a çamada do fu ndo do que <;obre a de ci ma. As e!>ti mativas são

332 333
coe re nte~ umas com as outras. Na Londres de Booth os " pobres", os oc upação habil itad a carec ia de uma porce ntagem de home n'i q ue
'"muito pobres" e a "classe mais bai xa" cons ti tuíam entre si 30,7 por cen­ danhasse uma renda de bai xo níve L bas tante diferente da hierarquia dos
to da popul ação total dos 40 por cen to da c1as::,e traba lhadora. Na York de orreios mais ou menos ari stocráticos em profissões geral mente "habili­
Rowntrec ( IX99) as cl asses equi valentes constituíam 27.8 por cento da I'ldas", carpinteiros c marceneiros entre os construtores, fabricantes de
população e 43 por !..:ento dos assalariados que traba lha va m~\ . U ma esti­ pi ncéis de pintura entre os fabricantes de escovas. tipógrafos dejomal no
mati va mais impress ionista para Poueries ( 1900) dá mais ou menos o nffcio de tipografi a, etc"'. Nos ofícios estáveis como construção e maqui­
mesmo número: três oitavoS"'"'. Quarenta por cento é portanto uma medi­ naria. aqueles que ganhavam 25s. Oll menos em 1906 (não um mau ,mo)
da grosseira bem suficiente da seção "submersa" do s trabalhadores. dos constituíam eerca de 10 por cento: contudo. ou tros ofícios podiam. como
quais doi s terços iriam, numa ocasião ou outra de suas vidas - princi­ vimos, carregar uma "cauda" muito mais longa.
palmente na velhice - se tornar realmente miseráveis; a última degra­ O tama nh o real da ar istocrac ia variava gran de me nte de uma
dação·'. Deve-se notar que esta seção é co nsideravelmente maior do que indús tria para outra. Podemos dividir as indústrias convenienteme nte
o número daqueles que ganh avam o que era tecnicame nte um "salário de em três grupos : aquelas nas quai s a aristocracia constituía cerca de 20
trabalh ador" . A", ;im as famílias cuj a rend a era menor do que 2 1s. cons­ por cento do nú mero total de homens em 1906, aquelas nas quais ela
tituíam apenas 13 ,8 po r cento dos assalariados de York, e a "linha prin­ cun.stituía eerca de 10 por cento e aquelas nas quab e la co nstitua signi­
cip,:! da pobreza" na pesquisa de Bowley e Burnett-Hurst de Cinco fica tivamente me nos do que 10 por cento.
Cidades de 1910-1 2 fo i traçada ac ima de 13 ou 13,5 por cento das famí­ Contudo, o nível da aris tocrac ia do trabalho não é medido abso­
lias ou 16 por cento dos trabalhadores·ú . (A porcentagem de Rowntree lutamente mas também rel ati vamente. Daí se r importante distin guir
daqueles ljUe viviam na "pobreza principal" era de 12,7). aq ue la .. indústrias nas quais os aristocratas ti nham abaixo de les um a
As estimati" as para a camada de cima são també m razoavelmen­ quantidade anorm almente grande de trabalho mal pago. e as outra s.
te coerentes um as com as outras. Owen estimou-a em um oitavo ­ (tabela IV)
digamos 13 por cento - em Potteries em 1900. Na amostra de Booth É claro que co m al gumas exceções - algodão. botas e calçados,
dos 75. 000 trabalhad ores de Londres 17 por cen to ga nh avam acima de fe rrovias e talvez roupas - o tamanho da seção mal paga é. grosseira­
405., mas ele considerou isto um tanto favorável demai s. A classe c'P ' mente. inversamell te proporcional àquela do s aristocratas. Podemos
nas suas investi gações do EastEnd continham 14,9 por cento de traba­ pnrtanto pres um ir que o co nservanti sl110 extremo dos aristocratas do
Ih adores. l ' Contu do. a amos tra de 356.000 trabalhadores das 38 indús­ al godão surgi u do conhecimento de que eles defend iam posições de pri­
trias cobertas no Censo Salarial de 1886 incluíram apenas 8,1 porcen­ vilégio nu ma indústri a na qual. em condições Ilormailoo , teriam permane­
to com salários acim a ue 35s"M . Podemos suporcomo um guia gro:;seiro citlo muito mais baixo: e o conservant ismo um tanto menos extremo dos
que a aristocracia do trabalho incluía não mais do que 15 por ce nto da trabalhadores em botas e calçados pelo fato de eles terem con'ieguiJo um
classe trabalhadora, embora isso possa ser aumentado pe la inclusão grupo anormal mente grande de "rendas méd ias" do que teria sido de ou­
dos empregados. guarda-li vros. gerentes, elc. "mais bem pagos". To­ tra forma uma proporção mu ito maior de rendas baix as. Na verdade
das ac; im pressões co ncordam que eles constituíam uma minoria um :-.abemos que 0-; trabalhadores ingleses de algodão foram os ún icos do
tanto pequena-l9. ~e u tipo na Europa Ocidental a orga ni zarem sindicatos de ofíci o perma­

O ponto importante a notar sobre esta aristocracia do trabal bo é que nentes ; os trabalhadore::, em bota::, e calçados o único grupo composto
ela Jl(io incluía todos O~ trabalhadores que pod iam ser tecnicamente des­ em parte ue trabalhadores fabris de produção em massa a organizarem
critos co mo habilitauos ou como artesãos. Embora '\eja seguro dizer que sindicatos permanentes antes do fi m do sécu lo dezenove .
praticamente nenhuma mu lbe r ganhava mais do que o ~ alário ue um tra­ Na verdade. a~ posições polític a ~ e eco nômicas dos ar i ~ toc rat a$
balhador, e quase tão seguro dizer que pouco~ "trabal hadores" ganha­ do trabalho refletem uma,> às outras com precisão fa ntásti ca. A tabela
vam o sufi ciente para fazer parte dos 15 por cento, Ji ficill1lente qualquer V am )la al gumas das ol;u pações mais bem pagas :

334 335
Duas coisas impressionarão () lei/or: primeira , a mudança d.ecisi­ Tabela IV. Porcentagem de "plebeus" em certas illlfú,\'trias, /906

va da "s uperaristocracia" dos ofícios para os metais. e uma menor exten­ Traballwdores masculinos que galllravalll25s. e mellos

são para a indúsl:ria do algodão. dl!l'de 1867 (com pare a Tabela I); seglln­
,rupoll llo
da , o fal o de todos estes aristocratas (com exceção dos maq ui nistas de
Ferro c Aço 3 1.4 Algodilo ,10.6
trem e um grau de maq uini stas) pertencerem a ofício nos qu ais o traba­ COllstnlção naval 32. 2 Cl1n,tfuç"" 25.4
lho por peça era prevale nte ou forçado pelos si n d i catos~l. A Sociedade Maqu inari" c Fahricaçiio de C,li deiras 29.7 Marcenuria "2.2.7
Unida dos Maquinistas. contu do. apenas tolerava isso. embora seu s Tirílgra tiu 16.0
membros mai ~ be m pagos esti vessem na verdade recebendo por peça. O Vári Q, Metai, ,, 1. 1 Malhou i" ~n

trabalho por peça provou ser a forma de pagame nto de salário mais ade­
Grupo MMio
quada P,U"il o capitalismo em mais sentidos do que Marx previu.
Rour as 36. 2 PrOULllos Q Uíl11 ico sl40 ,3
CCl'â mica ..0,-1 Ft'n ovias -19.7
Tabela I H. IlIdlÍstrias com alia, média e baixa proporção de Ofícios Variados 42,-1 Í>crviços Púb licos I-lO.5
aristocratas do trabalho em 1906

Ga llho~ dos trabalhadores l1I(lS Cl/liI1 QS -lOs. e mais


Grupo Baixo
45;. . e mais
Ali me ntos, Behida s. FUl11 0 47,3 B" rrac ha 5-+.6
:I //o s Lã 50 SeJa 51.9
Fahricacá0 de Fe rro c Aço 26 .8 1<).(, Botas e Calçados I'ro ntos 39 Jula 69 .S
"faquinari a. Fabri cação de ca ld" iras 2 1.2 11 ..1 1íj QIos c Te lh as 50) Linho (,(' . ')
Cunslrução n,lv,tI 22 14,9
"Vtírias inuú ~ lrias l11 t.:: laJÚ rgicru; " 10 I 1.4
Al f!odúo 18,6 10, 1
Co nstrução
Tabela V. Ocupações /las quais mais de 40 por cellto dos
18.2 6,8
M"l'cc nar'ia. etc .
(raballwdores masculinos gal/haM/ll 40 shillillgs ou mais em 1906
19, I 9,0
Tip ogTafia 3 I ,6 19.2
M:dharia 19, 1 OC l/fi aÇt1<1 40,~. e mais 45s. (I maiç
10,6

Médio\ La mi nadore, (constru çüo naval) 81.7 73. 7


Roupas I 1.2 6,2 C a la/me.s (construção nava l) n .3 61 ,4
Cerâ mica 11,3 6, I FiuJ1dci ro~ (lcAIgod 50 (co lltugc rl1 de 80 ~ ".: ima ) 77,6 ~ 2.6
ProCis.,()e;. variada;. 'o' 10.3 67.0
5.4 Rende iros (hra ço d ~ aja Vall e;)) 7 ,-1
Produto< quíllll cuS 9 ,3 4.6 M>l q uini , U1s ( rem )" i,,,) 71.7 5".9
Ferrovias tj .7 5.6 Re h i tadm e, (cn nstruçtln na vai j 70,5 60.5
Se rviços Públi cos 8,5 3,6
Lami nadorc> (maq uinaria. salCtrlv por p~ ~' " () ~ , 5 50. 3
Baixos F ian(k iro , de A lgodão (cn lllagCI1l de 4(J-HOJ ó7.9 48.3
A li mn ll oS, Bc:hi ,b ,. Fumo E ngre nage ns e La mimlÇ<io (,IÇ0. s,dá rio [l<ll JlI!~,I) 61.: 52, 1
7,8 3,
Ui Rchillldore\. Cab rale:" (maqu in aria. por )1c~' a J 56 .7 :~~,Ü
5.7 3,0
!:lotas c cal çados prontos '(ilmc iru:, (llIu'lu in aJ i:l, peca ) 4~,8 ~O A
5.4 :U
Fab r i ca~iío ueTij" los e Tel hJ s 16,n
5,4 lA I\j u , l ali l1l"e~ (maqui naria. )lcça ) -1 7.6
H (Irr;\cha 6,R 3.6 Fíandc iros ue AIgodàn [con tagem ab,li xo ele -10) <4 ,9 2<J.-j
Seda 3,4 1.4 .14­ 16,4­
LlI m inadorc~ I maqu inaria . ; a lár io por tempo )
Jut a ,, O.lI 3() 7
Puulad orcs (rerro <: aço. peçu J ~ 7 ,2
Linh o 4 ,lJ 2,6

Fun te: Cen so S" lari a l (N . B, Este nüo i I1clui a min e ração de c;! rv50

336 337

Co m as exceções parci ais dos maq uin istas e dos homens das
maioria semi-habilitados e casuais. Os fabricantes de botas e calçados
locomot ivas todos os homens desta lis ta pertenciam a sindicatos com
ti nham sido derrotados recentemente nu m combate importante co m os
li ma tradi ção conservado ra in in terrupta. Os fiande iros de algodão
patrões sobre a ques tão da mecan ização, e es ta vam numa fa se de
in vestiram suas economias p e~s oai s e do s sindicatos nas fábricas de
recuo"'. Os Trabalhadores em bronze enfre ntavilln o declín io da mol­
algodão · ~. Os trabal hadores habili tado,> elo,> estaleiro,; e m Ja rrow e
dagem e a ascensão dos "menos habilitados" em ef\tam paria e prensa­
NcwcastJe fizeram o me~ m () em sua indústria e os fabricantes de cal­
ge m, mu dança" de longo alcance nas exigê ncias e uma derrota séria na
de iras enviaram seus func ionários para se tornare m funcionários nas
Arbitragcm de 1900 que enfraqueceu grandemente O sindicato<1 .
associações dos seus patrões' . Os rendeiros eram ultra-respeitáve is.
Para resumir: neste período os aristocratas do lrabalbo continua­
Os fund idores de aço es tavam na verdade entre os primeiros sindjca­
ram su bstancialmente do mesmo tipo e composi ção qu e no terceiro
tos a apoiarem a Comissão de Repre'ientação do Trabalho. isto pode
quartel do século dezenove, embora seu ce ntro de gravidade mudasse
ser porque eles eram, em cen a sentido, um " ~i nd icato novo" (organ i­
mais na direção das indústrias metalúrgicas.
l.adoem 1886). O aço era uma indústri a peculi ar porque recruta va para
Não é fácil res umir esta discussão do tamanbo da aristocracia do
ela mais extensa menle O~ trabalhadores que subiam de níve l do que
trabalho. O seu tamanho relativo aumentou ou diminuiu') Não sabe­
qualquer ouLro ofício ari stocráti co, c o sindicato - provavelmente por
mos realmente o suficiente para di zer. Nu m palpite, ela não era prova­
este motivo - tinha gostos mai <; industriai s do que artesanais c era um
velmente maior nas décadas de 1860 c 1870 do que a camada fa voreci­
forte partidário da profissão fechada compulsóri a. Contudo, seu líder
d~l tinha sido antes de 1850 (pelo menos devido à grande transferência
Jonh Hodge era e permaneceu um liberal e não um socialis ta. O sind i­
do trabalho não-aristocrático da agricultura, onde ele conti nuou fora da
cato rn a i~ ve lho dos trabalhadores do ferro se recusou a filiar- :...e ao Par­
"hierarquia proletária" , para as áreas indu striais). Mas sua posição
tido Trabalhista até 19 J 2'-1.
como aristocracia era muito mais firme. Por exemplo, não era mais
Durante este período, contudo, certos membros há muito estabe­
verdade que os colapsos a afetavam mais severamente do que ao:, não­
lecidos da ari stocracia do trabalho começaram a se ntir a concorrência
aristocratas, como foi alegado certa vez" . Da década de 1870 até ) 900
da maquinari a e a ameaça de rebaixamen to . Mais uma vez isto se refl e­
ela provavelmente aumentou. Num período de queda de preços e dos
te em suas atitudes políticas, Não muitos sindicatos se fil iaram à
custos de vida e uma nova gama de artigos de con ~u mo m ai~ baratos é
Comi ssão de Representação do Trabalho antes do julgamento Taff
mais fáci l para a camada marginal superi or dos trabalhadores interme­
Vale. Ele!> eram, co m exceções despreLÍveis, os principais sindic atos
diários ou médios se beneficiar de um padrão aristocrático, embora os
"novos" da safra de 1889 e os segui ntes sindicatos "velhos'" : Traba­
"plebeus" prova velmenle conseguissem pouco disso a não ser um a
lhadores em bronze, Encadernadores de li vros de Londres , Operários
subsi stência ligeiramen te menos ape rtada. Co ntudo, provavelmente é
NU de B O la~ e Calçados Tipógrafos de Londres, Pintores , Polidares à
inseg uro concluir qualquer coisa da nossa pesquisa exceto que a aris­
Francesa, Fundidores de Ferro, Trabalhadores de Fantasia em Couro,
tocracia do trabalho repre~e n ta v a uma média de, digamo,>, 10 a 20 por
Ope rários Nava i!> e Asso ci ação Tipográfic a. Destes os Encaderna­
cen to do tamanho total da classe trabalhadora. embora em regiões ou
dores ue Livro", es t~l va m no mei o de urna luta contTa a mecanização e a
inuústr ias indi viduais ela pudesse ser maior ou menor.
J iluição, o:; Tipógnú'os ocupados enfrentando o desafio d a~ máq uin as
Negligenciei deliberad amente as v<u'iações regi onais de níveis
de linot ipo e mOllotipo. os Polidores à Frances a e Traba lhadores de
de séllários. Elas era m ex trema mente gran des. embora a partir da déca­
Fantasia em Couro típ icos L10s ofíci os perseguido:, pel a su bd ivisão e
ua de 1870 se multi pliquem sinais de padronização e lima dim il1uiçãl.)
su bemprei tada. o~ Fund idOies de Fe rro ameaç ados pela asce nsão da
do d ifere ncial. Conludo, de ntro de cada região a aristotracja local
Ill oldage m à máqui na e 0'\ Operários na va is lutando para se man ter
[Jodia ocupar a mes ma posição relati va com os ~ e u<; "plebeus", conti­
co ntra os ofícios asce ndentes da conslrução naval de metal ''', O~ pinto­
nua ndo as outras coisas iguais. embora seu níve l absoluto, co mo na
res ma l pud iam ser co ns iderados um ofíc io aristocrático, se ndo na
Escócia. pudesse ser mais mode'ilOdo que em outras purtes.
'"'1-, ,)
..).j ( .
339
m. o L UGAR DAI\RISTOCRAC IA DO Nessas indús tTias os patrões que co ntratavam trabaLbat.lores ti nham em
TRABALHO NA ESTRATIFICAÇÃ O SOCII\ I mente as esca las de c;alários. e os trabalhadores por Sua vez determi na­
va m qu c tipo de sal ári o cobravam po r con ,s i de raçôe~ tradic ionais: o
Nesta se'r ão vo u considerar três proble ma.<;: o "diferenciar ' em re que tinha sido consi derado um salário "justo" ou um diferencial ec; ta­
os aristocrata!\ do trahalho e o resto, a distância entre eles e a pequena helecido; o que o:; outros trabalhadores numa po:.ição semelhante (ou
burgues ia e os patrões, e o problema da "co-exploração". numa posição que parecesse com parável) obtin.ham'9. Podemos por­
lanto disti nguir enlre do i,s tipo" de i.ndúslria: 0$ ofícios tradicionais nos
o "dff'erellcial" qu ais os d.iferendais fixados se manti nham bem, e as novas indúslrias,
na), quaL.,; as considerações capital istas haviam varrid o us velhas tradi­
o princ ipal moli vo por que há um gran de difere ncial entre ocu­ ções, e os níveis mais bajxos eram em conseq Uência relativamente pio­
pações habi li tadas e não-habili tadas. "aristocráti cas" e "plebéias" no res, os aristocratas relativame nte melhores"'. Devemos nos lembrar,
capital ismo é que o exército ind ustri al de reserva de desempregados c co nLudo. que (a ) o salário dos "traba lhadores" em todas :.t~ inJústrias
subern pregados. que determj na os l1l ov i m en(O~ gera is de salários , afe­ era. em orige m ou essência. sempre um salário de subsistência e (b ) que
ta as diferentes calegorias ele lrabalhadores de maneira diferente. Ele 0:-; e lementos tracücionais permaneceram por muito tempo eficazes no
funciona no primeiro exemplo pli ncipalmen te manle ndo baixos os capitalismo inglê!> e ainda não es tão mortos. O princ ipal resul Lado dis­
sal ários daquele ti po Je trabal ho que se ex pandem Com mais facilida­ lo durante o sécul o dezenove foi perrrú t.ir aos patrões contratarem alé
de: isto é. dos meno<; habili tados. Um moti vo específi co para isso na aristocratas do trabal ho por mui to menos do que poderi am ter conse­
Inglaterra era que Os aristocra tas do trabalho gozavam geralmente do gl1Ído, já que eles eram len tos para aprender como cobrar mais "o que
poder de tomar O seu trabalho artificialmente escasso, res tringindo a O Lráfego podia trazer" do que o que consideravam um saLúrio 'J US lO"

entrada na profi ssão, ou por outros meios. Se eles perdessem isto _ para um homem habilitado em co mparação com outros homens habi­
por exemp lo pela ascensão incontrolável cUL<; máquinas -deixariam, litados e com ()$ trabalhadores . Por outro lado. por este sistema, a fro n­
co mo os canl ado res de lã. de ser aristocratas do trabalho . Daí na teira entre o aristocrata do trabaUlo e o lrabalhador era provavelmente
Inglaterra Vitoriana haver sempre alguns gru po~ de trabalhadores que muito mais nítida e tixa.
viviam virtual me nte sempre em condições de pleno emprego, enqua n­ Falando de LI ma maneira geral. no,\ ofícios tradicionais o "lraba­
to lim a mass a muito maior vivia virlualmente sempre no que era para Ihador" ou "aj udan le" recebia cerca da metade do salário do artesão ou
um pouco mais. O Stote of /he Poor de Eden eSlimou os salários dos
os patrõe:- um mercado maravilhoso de co mpradores. O desenvol vi­
artesãos rurais em 1795 em2s. 6d. a 3s.. os trabalhadores rurais em 1s.
mento do cap italismo era de dimi nuir esta seguran ça relati va dos ar is­
6d. por dia. Em MaccJesfield em I 79} os ,u'tesãos gan.havélm 3s., os Ira­
toc ratas do trab~llho, e as duas Guerras Mu ndi ais fora m para remover
halhadores 1.\. 8d. 0:- sa lári os dos operários navai<; de Portsmou th
a vel ha pressão do exército indu . . trial de reserva so bre os não-ha bilita­
entre 1793 e 1823 eram em médi a cerca do dobro do dos seus trabalha­
dos. Daí hou ve uma di mi Il uição marcante do diferenc ial desde 1914.
dores 6 1. Em muitas ocu pações urbanas mais larde no século dezenove
Antes disso, con tudo. estas forças aind a não eram fortes .
(e talvez mesmo antes) o diferencial parece ter sido menor - wlvez
Cont udo, na verd ade nu tra fo rça uni u os sajários dos di fe rentes
mais pen o de 40 por cento - embora possamos duvi dar se ele seria
gra us por diferenc iais rígidos em ofícios t.Ie padrão antiq uado: O costu­
mui to me nor :.e tomarmos , não os gan hos médios do <Irte~ã() (que
me. '" O ~al ário do servente de pedreiro pend ia do sa láJi o do pedreiro inc luem, como vimos, LIma maioria que ganhava um salário subari:;to­
jorn ale iro. embora fi zesse i'isO por um fio moderadamente clá.c; tico. I.Tá tico), mas apenas aqueles dos aristocratas. Assim. no", ofícios de
construção os artesãos parecem ler ganho mais como ~ O ou 40 por cen­
Ver Capítulo 17.
til aci ma dos trabalhadoresM . Como regra geral pode mos dizer q ue o

340
34\
di fere ncial podia chegar mais pe rto de 100 por cen to, quanto mais em muito... ()fíc ios os sal,írios méd ios de um menino, mulher e moça
forte. mais exc lus ivo e " aristocrático" o orício; ou alternativamen te se pl)d iam l>o mar aqueles de um homem ad ul tol <' .
torn ar maior. quanto menor a taxa do "di \;tri to" para a mão-de-obra O que aconteceu co m estes diferenciai s durante o sécu lo dezeno­
não-ha bilitada (como por exemplo, nas áreas puramente rurais). Assim \'e? Nos<;a informação '>obre a prime ira metade é defeituosa de mais
em M anchester o nível dos trabalhadores o'\cilava em torno de 50 por para nos permi tir L1izer muito. ma:, é clan) que entre a década de 1840
cento dos níve is d os aj ustad ores de m áquin as en tre 18 30 e 1871 e 1890 o d iferencial se alargou , e qu e ele não <;e e<;tre itou substanc ial­
enquanto em Leeds. onde o nível dos ajustadoresera ma i,> baixo. assim menle (se na verdade não c onLi nuou a se alargar) entre a déc ada de
também era o diferenc ial. Em Londonderry os trabalhadores ganha­ 1890 e 1914. Isto conil ita com a afi rmação de Mar,>ha.ll de que os <;alá­
vam c oere n t ~me nte menos do que a metade do~ salários dos operários ri()~ da mão-de-obra não -habili tad a hav iam ~uhid~) mai s depressa do

navais e ntre 182 1 e 1834(,1. Em compensação, 100 por ce nto é um guia que os da habilitada. mas as observ açóe& de Marshall sobre o ass unt,
sufic ienteme nte útil para a diferen ça entre o mais alto e O mais ba ixo, L1e mão-de-obra habil itada e nJo-habi litada são excepcional men te
embora não para os níve is intermediários. pouco d ignas de confi ança ( Oll tal vez cs perançosas)',7
As peculiar idades do mercado de trabalho in g lês tom am es te
A situação é bastante diferente nas novas indústrias, exceto quan­
per íodo an ormalme nte favorável pa ra O dese nvol vim ento de altos
do o níve l ele subsistência do tTabalhador não-habilitado for a base de
diferenci ai s. Ass im a lng laterra teve d urante todo o período de 185 1­
toda a estru tura salarialt». Aí O diferencial era não só maior como mais
1l) 11 cerca de 108 mulheres em idade de trabalho (J 5 aos 49 anos) para
el<istico. Assim entre J 823 c 1900 os sal ári os dos fiandeiro s de máqui­
cada 100 ho mens; u m excesso muito grande do tipo de mão-de-obra
nas autom áticas nunca foram menores do que 221 por ce nto dos salá­
mai s mal pago, nem todo o qual era absorvido pel a de manda crescen­
rios dos grandes tecelões po r peça c só caíram abaixo de 200 por cento
te po r em pregados domés tico s na seg unda metade do sécu lo . Como
em quatro anos. Na indústria do ferro os salários dos pudladores varia­
vi mos, as indústrias domésticas que havi<un empregado em parte mu i­
vam entre 200 e 240 por cento dos salários dos trabalhadores ele J 850
tas mulheres ca íra m catastroficamen te depoi s de J 85 I - p . ex., a
até 1883 . No alvejamento o diferencial entre os rendeiros à mão (mas­
fabricaç ão de rendas. lu vas e chapéus de palha, e certas form as de mão­
culinos) e as mulheres q ue operavam as máquinas de al vejar de 1850­ de-obra femin ina na mineração e na agri cultura tam bém des aparece­
83 (as últimas = 100), variavam entre 230 e 393. Os operários importan­ ram" . Novamente. o trabalho infantil pemlaneceu surpreendentemente
tes do ofício de rendas em Nottinghall1 na década de 1860 ganhavam importan te neste país. não mostrando nenhum a tendência signific ativa
três vezes ou mais o salário dos enfeitadorel> e concertadores(·'. a diminu irem indúSitrias impo rtantesaté mui lolarde nosécul o. Em 189 1
Es(e s diferenciai!'> excepcionalmente gran des eram devidos ou a ele constit u ía ainda quase 5 por cento da popu lação total ocupada. com­
salários excepc ion alm ente altos para certos lrabaLh adores (es pecial­ raraelos com menos de 3 por cen to na Ale manha'·" . lnev itave1menle ist
mente nas i ndú strias altam en te cíclicas, nas quais a curva de suprimen­ baixou o ~ padrões de muitos não-ari stocratas.
to de mão- de -obra podi a rea lme nte inclinar- se para td s em épocas Há bastan te evidência de que o intervalo en tre os ari 'itocratas e a
m uito atarefada s). o u a salários excepc ionalmente baixos para os não­ camada inferior alargou- se nas décadas do me io sécul o, mui to ao con­
habil itados: tais como aqueles da~ mul heres e crianças. que podi am ser trário das afirm ações gerais. neste sent ido'''. Is to aconteceu certamen­
segurada memc dimin uíd os mu ito aba ixo do Il1fnün o de s ubsi stênc ia. te nos ofícios de conslruçãoem Londre:;, embora nesta ind ús tr ia od ife­
Isto era especia lmente importante nos ofíci os com d ifere nciais incer­ re nci~ll ~eja provavelmente maj~ rági do d,) que em mui tas outra!> . Entre
tos mas res trição de entrada eficaz: dai as quei xas cons tantes em ofí­ 1850 e 1870 os nívei s ha b ilitados subi ram ma.i" vezes, e mai;; ceL!o
cios como a tipografi a quanto à multiplicação dos aprendizes e à intro­ numa médi a de três anos do que Os não-habil itaJos . A evo luç50 dife ­
dução de mul heres . Contudo . pod ia te r hav id o um d ifere ncial fixo rente dos sa lários dos homens e mul heres - se ndo as mulheres par
mesm o para estas . De qualqu er maneira Du dlcy Baxter acredita va que t'xccllel/c:e a categoria mai ~ mal paga e mais faci hncn le subslituível ­

342 343
apontam na mesma direção. Na indústri a tle tecidos de lã penteada o
au me nto do sal ário médio dos homem e ntre 1855 c 1866-8 (1850 = SUl' elas su as llutu ações muito ma iores (1 900 = 100) '. t possíve l que a
100) foi de 66 por cento. das mulheres de 6 por cen to. Na indústria do l.fcnça na te ndê nc ia dos sal ários d(,l$ não-hab ilitado... subirem mais
algodão os ganhos médios sem an ais dos fiaodei ros au tom át.ico~ subiu depressa do que O" dos habilitados sej a devid a a uma m á inlerprclaçã
de 1850-71 de 8~· . 3d. das tece lãs (mu lheres) de 3s. E nt re 1856 e 1870 o desta tendê ncia mai or de ll uLUar. não insen-;ível à tendênc ia, É fácil
índice do níve l pad rão para os rabrican tes de moldes e cortadores subiu observar que os salários dos não-hab ili tados em She ffield subira m 13
de seis pontos, dos trabalhad ores em máquinas de q uatro: aS com para­ pontos entre 1872 e J 873 (subi ndo 011 maqu in istas 8 pontos e os fu nd i­
ções para o período de 1834 até 1884 em Mancheste r dão resu Itados dores 5 pontos), ou que eles sub iram 24 pontos e nt re 18RO e 188 1 (co n­
semelhan tes. Na verdade. uma fábric a de máquinas de Manches ter tra 13 e 6 respecti vame nte) ou 20 pontos e ntre J 888 e 1889 (contra ~ e
mostra qu e os ajudantes de laminadores gan haram lige iramente me nos -I- ponto.,) . É fáci l ignorar o fato de que ele), caíram 14 pontos em t 874­
em 1874 do que a média de 185 1 enquanto os salári os dos laminadores 5 (contra um aume nto de 5 e uma queda de 1 pomo), que eles caíram 24­
ha vi a subido de 25 por ce nto. Nas m inas de carvão do LllIl cas hire os pontos em 1883-4 (con tra a perda de 2 e 2 pontos). e 35 pontos em
salários dos desca rregadores não-ha bilitados caíram entre 1850 e IR90- 2 (co ntra 14 e 10 pontos). Tomado nrdo e m conju nto, a tendência
1880 , os dos carrocei ros semi-h abilitados subiram , os dos carvoeiros geral para os «ulários dos habil itados <;u bira m mais depressa do que os
e maq uinistas subiram mais a inda. Nos estaleiros o diferencial e ntre do'> não-habi litados .
lam inadores e ajudantes e ra de 85 por cento em 1863-5,88 por cento Já que as décadas do meio do século foram um período de pre\=o,;
em J 871-7 e 9 1 por cento em 189 1- 1900" . A ausência de sér ies com­ crescentes. segue-se que o padr::io de vida dos ar istocratas melhorou
paráve is de ga nh os, ou mes mo de níve is salariais para trabalhadores relativamen te ainda ma is do que seus ga nhos reais . M ais uma ve •..
~ube mo s m uito pouco a respe ito di~to. Há poucos in ventári os dos bens
habilitados e não-habil itad os - dcv ido à nossa it,'l1orância do~ s alári os
dos não-h ab ilitados - torna essas comparações difíce is. Contudo, da famíli a de um trabalhador hab il itado1 " . Apes ar di sso, sabemos o
uma es tima ti va ge ral para o Lancash ire de 1839-59 confirm a eSS a '1ufici ente em geral do "artesão" bem ve stido e be m calçado com o seu
impressão)' . relóg io de ouro, móveis maciço,> e comida só lida para indicar o con­
tras te com as rna~sas miseráveis q ue toma vam emprestado alguns shil­
Naturalmente não de ve mos esperar que este diferencial ten ha
alargado suave e firme mente. Hou ve ocasiões em que os salários dos li ngs do " prego" - 60 por ce nto de todos os pe nhores em agosto de
não-habilitados subiram mais depressa do que os dos habilitados _ p. 1855 eram de 5.\ .ou me nos em valor. 27 por cento de 2-,. 6d. o u menos <
ex. , e m áreas q ue se expandiam rapida mente e nos surtos econ ômi cos. - e que v ivi am no limite da sub sistê ncia if' .
Houve ocas iões - especialmente nos colapsos - em que eles ca íram
É praticamente certo que es ta temJênci a conti nuou até a Primeira
majs deprcs~a. Já que o salári o normal do não-habilitad o era detcnni ­ Guerra M undial. ASlIi m os cálc ulos de Rowe mostram a po rcen tagem
nado po r uma saturação norm a.l do mercado de traba lho, devemos média dos níveis dos trabalhadores não- hahilitados na consú·ução. nas
esperar q ue ele seja baslan le mais sensível do que o salá ri o do ha bilita­ min as de ca rvão. a ind ústria cio algodão. m áq u ina~ e as es tradas de for­
ro caindo e ntTe 1886 c 1913 de 60. 2 até 58,6 do s habi litados. apeséu' do
do, e uaí se mo ver ma is aos arrancos . Ass im . segund o o ínui t:e de
ganhos de PoIlard nos ofíc ios pesados de Sheffield e m 1850-1 9 J4, as lige iro estrei ta mente do diferenci al en tre os construtores. No algndão
fl utuações dos ganh os dos não-habil itados eram e ntre três a qu atro a ques tão é bas tante c lara" . (Natu ralmcnte. é in te irumc nte prov ável
que hou ve árcas e oca<;iões em que isto não fo i assim). O problema real
vezes maiore,> do que as dos fundidorcs habilitados de 1850 a 1896 ,
e ntre d uas. e três vezes maiores do q ue as dos maqui nistas habi!it<\uos. do período <.lo começo do imperialismo é q uão importantes eram us tra­
Os ganhos médios dos maquinistas na década de 1890- I900 eram :,W balh adores se mi-habilitados. e o que aco nteceu com () S salários dele!>.
Nn período da-; décadas de 1840-70 eles podem ler gan ho li geira men­
ponto~ ac ima dos de J951 -60. os do~ fund idores eram 3 1 pontos mais
te melhor do que os lrabalh adores, mas quase cert ame nte - se é que
altos enquanto o:; dos não-habilitados s6 tinham subido J 8 po ntos ape­
Chadw ick é algum gu ia - a pos ição dele ~ não mel horo u 'iigniJi cativa­
344
345
men te em rel ação aos aristocratas do trabalho. Entre 1886 e 19 I 3 eles co mo rebai xado.:; de classc)' l. Contudo, há uma quantidade de cxem­
perderam terre no para a aristocracia do trabalh o. exce to - mas a exce­ p Ios de trabalhadores e m melhores condi ções subindo n o~ pos tos
ção é importan te - nas indú strias metal úrgicas que es tava m sofrendo médio s da classc empre ga dora , e mbora P 0ll(;OS dele <; se tornan do
as pri me iras fases da revo lução da produção em massa e do algodão. muito ricos. A pequena escala de muitas indústrias e a prevalência un i­
Se us níveii) médio:- nas cin co ind ústrias de Rowe pe rmaneceram está­ ve r~ al da su bem preitada torn ava isto bastante possíve l, e na verdade
veis em cerca de 77 por cento dos hab ilitados ". obsc urecia a linha enlre o trabaJbador c o pat rão·~ . A lém do mais , mes­
mo naq uelas indústrias em que difi c ilm e nte q ual q uer tra balh ado r
A arisloclDc;ú do ImballlO e u:; camad, ,'i Il lU;S ((ltas podia esperar começar uma fi nna be m-sucedida o camin ho para as
alta" posições administrati vas nas pequ e nas fá bric as es tava be m aber­
A relação entre a aristocracia do trabalho e as camadas mais altas 10 . M uitos ge re ntes de fábricas de a lgodão nas décadas de 1890 e
quasc certamen te pioraram durante o fim do século de7enove. c is to co meço da de 1900 parecem ter vindo das fileiras do s indicato dos fian­
começou a afe tar seriamente o seu stalus, embora não os seus ganhos. Je iros: da mesma forma como o prin cipal fabricante de garrafas de
Aqui estamos em território mal p esqu isado, porque pouco se sabe Castleford fora certa vez secretário geral do s incl icato . É fato acei to qu e
sobre assuntos ta is como perspecti vas de promoção, de "emergir da muitos gerentes de trabalhadores em ferro e aço eram capatazes pro­
cl asse trabalhadora" e s obre assu ntos semelhantes. mov idos" .
mbora o melhor es tudo sobre o assu nto tenha sido feito para Contudo , seria errado presumir que as opiniões da aristocracia do
uma pequena cidade din amarquesa?" a situação geral é clara. A classe trabalho fossem grandemente afetadas pelas perspectivas - remotas,
trabalhadora tornou-se progress ivamente mais distinta das outras clas­ na me lhor das hipóteses - de deixarem sua camada. O que os afetava
ses e internamente recrutada , e as chances dos seus membros (ou seus era o conhecimento de que ocupavam uma posição firme c aceita logo
filhos) se estabelecerem como patrões ou produtores independentes se abaix o dos patrões, mas muito longe acima do resto. Em muitos países
tornou progres:-ivamen te pior desde os primeiro~ dias do industrialls­ continentai s ha vi a, mesmo na década de 1880, uma quantidade de
mo. Apesarde tudo. é cviden teque atéo fim do século dezenove as pos ­ riv a is para esta posição. Havia fo rte s grupos da pequena burguesia
sibilidades dos aristocratas do trabalho se estabelecerem indepe nden ­ próspera e do campesinato rico; corpos grandes e respeitados de fun­
le mente ou e ntrarem para as classes empregadoras não eram de modo c io nários públicos, padres secundários, professores de colégio, ou
algum despreúveis. De vemos. naturalmente, neg ligen ciar uma boa mesmo empregados de escritório. Havia siste mas de instrução pública
qu ant idade de mudan ças sociais que não os tirou fora dessa camada da primária e secundária que proporcionavam meios alternativos de subir
"classe média inferior", à qu al, co mo vimos, eles eram considerados na escala social pela força, destreza manual, treinamento em ofício e
como pertcncen do soc ial mente . Mu itos dos 5 por cento do'> membros ex periência do aristocrata do trabalho: a diferença social entre o traba­
do sindicato dos funil eiros que se es tabeleceram independente me nte lho fí sico e me nta l era muito mai s marcada, me smo nos níveis mais
cada ano na década de 1860* pro \'avelmenjé não a de ixaram ; ne m os baixos . Na Inglaterra (o caso da Escóc ia é um tanto di fe rente) nenhum
lídere:. do sindicato que se estabelecera m como estalajadeiros ou tipó­ J csles exi<;tia. exce to o sacerdócio ou o ministério não-confo rm i!>ta: e
grafos agentes de notíci:l<;"u. (Inve rsament e, um c apataz ti pógrafo. fi­ o primeiro era em grande parte recrutado da classe diri gente , ao pas:; o
lh o de um joalhe iro fahrican te de rel óg ios indepe nde nte, neto de um que o último servia muitas vezes como um a li gação entre a aristocra­
fun ilei ro e fab rica nte defogõe~ , ou um maqui rlÍsta da BSA, filho de um c ia do trabalho e as fileiras inferiores da classe empregadora. Nenhum
pequeno maquin ista independe nte de Birmingham , não s e .:;entiriam ~ i stem a de educação primária ge ral existi a até I R70, de e ducação
sec undária até 1902 . As camadas de burocratas e func ionários eram de
importância desprezível. (Ass im em J 841 havia apenas J 14.000 fun­
"Calcu lados do~ 'eu:> Relalórios TriIl Jc,'lrai,. c ionários públic o ~ e " outras pessoas instruídas" - O que inclui ban­

346 347
queiro,>_ comerciantes, COlTe tores e age ntes bem com o empregados, \lperações sem aumentar grandes massas incontroláveis de capital cir­
loji stas, home ns de ati vidades literárias e científicas - na Ing laterra cu lan te. proporciona "i ncentivos" a todos O~ grupos de trabalhadores
em cerca de 6,5 milhões de pessoa ... em id ade de trabalhar) . qUe vale a pen a agradar. e perm ite à ind ústr ia enfrentar f1 uttlaçõe:-; agu­
A era im pe riali sta mudou tudo is to. substituindo os patrões não­ das d<l demanda sem ter q ue arcar co m lima carga permanente de despe­
admin is tradores o u ac ion is las por propri etários-aclmini:-;tradores, sas indiretas. (Por este moti vo certa,> variedades de subcontratação são
int rodu7i nd o uma c unha de trab a lha dores burocratas, e em men or ai nda largamente usada s nas indú strias com g randes flu tuaç ões da
ex ten são de técn ic os c administradores recrutad os inde penden te men­ de manda, tais como O co mércio de roupas, e nas indú st.rias prim iti vas
te entre os ahstocratas do trabalho e os ·'patrões··. reduzindo a po<., ição q ue sofri am rápida expansão, tai s como o surto de con ~tJUção de casas
,>ocial relati va deles, li mi tando 'l uas cha nces de promoção e criando da década de 1930). Pt)r outro lüdo ele apresenta desvantagens. que tem
uma "hierarq uia alternativa" de servidores civi s e do governo local e feito o ca pitalismo dese nvolvi do em grande escala abandoná- lo pela
professores. Em 19 14 este processo tinha certamente caminhado um ad ministração di reta. emprego direto de todos os níveis, e a provisão de
pouco, embora ele fi zesse mai s se ntido no Sul e nas cidades portuárias " incentivos" pelas v árias fo rm as de pagame nto por resultado. His tori­
do que nas com un idades puramente ind ustriais ou de mineração do camen te ele pode ser considerado como uma fase transitória do desen­
Norte e na "orla céltica". Admitidamente muitas das no vas camada s vo lvimento da administração capita!ir-;ta, da mesma form a como a com­
cram, de uma forma ou de outra, fi lhas da "clas se médi a infer io r" pra e venda de postos no serviço públ icü e a contratação do exército por
(inclusive as seções da aristocracia do trabalho) , mas is to não alterou o "ubcontratos nos séc ul os dezesseis e dezes sete pode ser considerada
efeito de las . De qua lque r mane ira é seguro dizer que no fi m da era como um a fase transitóri a dc desenvolvimento das burocracias e forças
Edwardiana o intervalo acima da aristocracia do trabalho hav ia se alar­ mili tares modernas. Proponho chamar este fenômeno de "co-explora­
gado, embora o abai xo dela ainda não tives se se estreitado significati­ ção" , na medida em que ele transformou muitos membros da aristocra­
vamenle'J. Cla do trabalho em co-e mpregadore~ do s seus colegas , e dos seus traba­
lhadores não-ha bil itados'l.
"Co-np!oroçiío" A té que ponto era generalizada a co-exploração ? Q ue efei to teve
ela sohre a natureza da aristocracia do trabalho ? O segu ndo ponto é
o capital ismo em s lIas primeiras fases se expande , e até certo pon­
mais fácil de discutir que- o primeiro.
to fu ncion a, não tanto subordinando diretamente grandes corpos de tra­
É fác il exagerar a contribuição da co-exploração para a conslitui­
balhadores aos patrões, mas subcontratando H ex ploração e a admini s­
~'ão de uma aristocrac ia do trabalho. Ela foi quase cert amcnte mui to
tração. A estrutu ra característ ica de uma indústria arcaica tal como a da
gencraJ izada na primei ra me tade do :-.éculo, quando a ari ~tocrac i a não
I ng laterra no com eço do séc ul o dezenove é aquela na q ual todos os
estava totalmente desenvolv ida. Mu itos aristocratas se opunham a ela
níveis exceto os trabal hadores mais baix os L'ontém homens ou mulhe­
.,ob a fo rma de su bcontràlOs c de subcontraLar os capatazes, ou mes mo
res que tenham alguma espécie de "incentivo de lucro" . Ass im o empre­
'iob a fonna de pagamento por resultados. já q ue achava m com razãoq uc
gador de maq uinaria pode .,uhco llt ratar a fa bricação de u ma locomoti­ isso era um artifício para explorá-l os ao máxj mo . As sim , os ari stoc ra­
va com um "patrão por peça" gueempreg aria e pagaria os seus próprios tas de trabalho inc ontcstos tais como os maquinistns. se opu nham rigi­
artesãos com O preço; C estes por sua ve7 empregariam e pagariam os uamcn te ao trabalho por peça (qu anto mai" ao subcontrato). e talve­
seus próprios trabal hadores. O empregador pode também contratar e lives::.em sucesso em red uzir o pagamento po r resultado!'!. como certa­
pagar capatazes. que por sua ve7 contratariam, e teriam um interesse mente tiveram sucesso em retardar a sua ex pan s ão~~ até o período do
fi nanccim em pagar e'\sa mão-de-ohra que não trabaJ hasse por 'iubcon­ i1llperíalis l110; ao passo que os operários navais, e mbora acostumados
trato. Esse labirinto ue ~ubcontratos interligados apre sema certas van­ aos suocontratos de grupos, e ram esmagadoramente pago:.. por te m­
tagens. Ele perm ite o empree ndimento em peq uena e!>cala ex pandir as po' . A hostil idade dos sindi catos a esses $is t c ma~ de <; ubcn ntrato como

348 349
"domínio por peça", "camaradagem", "do mínio-frotado". etc. foi ra­
zoavelme nte conS"tan te. como tal :-,obrev iveu numa fo rma vestigi al na jora do comum, seus dentes tinham sido arra ncados em parte pelo sin­
fiaç ão de alg odão até J 9-1-9 e nos estaleiros até ma is tarde. Final mente, dicalismo. em parte pelos contratos de grupos genuinamente coopera­
o subcontrato como si <; temu gera l pode bem favorecer a emergência tivos (e mbora estes cs tÍves!'I em declinando rapida men tc)"" . Na forma
não tanto de urna aris tocracia do trabalho lllas de uma ma::;:-.a que se l1lais geral de contratação de trabalhadores habilitados ou pagando os
esfo rça. e mui tas vezes não particul arme nte próspera, de pequenos "eus não-habilitados, ou os trabalhado res hahili lados sendo pagos
patrões e exploradores, alguns dos quai s co nseguiram emergir na pelos resultados enquanto os seus aj udantes eram pagos por tempo. ela
camada dos patrões enquanto ou tros recaem de te mpo~ em tempos no prevaleceu também no aJgodão, na cerâmica, nm. mj nas, e na verdade
trabalho assa lariado. As "indústrias ex ploradoras" típicas da Inglater­ de urna ou outra form a em muitas indústrias nas qu ais o trabalho por
ra e do Continente não eram necessariam en te aque las com uma fort peça predominava. O subcontrato-dircto estava certamente dec lin an­
aristocracia do trabalho. Assim, devemos consid~rar a co-exploração do depressa desde a década de 1870 (exceto para as indústrias e situa­
mais como algo que reforçou a posição de uma aristocracia do traba­ ções mencionadas anteriormente). Comparativamente pouco sobrevi­
lho que ex istia do que como algo que por si mesmo permitiu que ela \eu à Primeira Guerra Mundial''' . O mesmo é verdade com relação aos
passasse a existir. Provave lmente o seu principal re<; ultado foi o de homens habilitados contratando os não-habilitados . Estes si~temas
acentuar a sensação de superioridade qualitativa que os seus mem bros foram cada vez mais substituídos pelo trabalho por peça comum , ou (a
li nJ1am sobre os "plebeus" e os trabalhadores intermediári o<;. Os capa­ partir de 1900) por métodos mai s "científicos" de pagame nto por
taL:es e supervisores que co nstituíam 3-4 por cento da força de trabalho resul tados. o que serviu para aumentar os ganhos de muitos aristocra­
em muitas indústrias na década de I 860·,x e todos os qu ais. dura nte todo tas do trabalho, mas sen' iu também - como o acontecimento mostrou
o século deL:enove, tinham um elemento de co-exploração e subcontra­ - para destruir a barreira entre eles e os trabalhadores por peça semi­
to ligado a eles"') foram sempre tão agudamente co nscientes disto _ hab ilitados. Contudo, podemos presumir que a co-exploração coloriu
pelo menos na forma do direito de contratar e despedir - que eram as relações de muitos aristocratas do trabalho para n ívei~ inferiores até
geralmente considerados pelos trabalhadores como "home m. do o último quartel do século dezenove; sendo as exceções principai s os
chefe". O simples fato de pagar o salário de um trabalhador tornava o ofícios de construção, maquinaria e alguns ofíc ios antigos"l.
artesão um tipo superior de trabalhador, não simples mente um traba­
lhador mais bem pago, mesmo que ele não ti Iv (;~se interesse em explo­
rá-lo realmente. Além do mais essas relações tornavam mai s fácil para IV. AARISTOCRAC!A DO TRABALHO SOB O

os aristocratas do trabalh o manterem um,l exclusividade e uma restri­ CAPI1 AUSMO DE MONO PÓLIO

ção dos números que podiam de outra forma ter sido difíceis de man­
ter, p. ex. , na fabricat,:ão de caldciras e algodão. Se esta pesquisa se concluísse si mples men te em 1914 se m algu­
Até que ponto prevaleceu a co-exploração? Sob a forma de sub­ Illas palavras sobre o dc<;envolvimento futuro da aristocracia do traba­
contratação ela pre va leceu largamente na indústria do ferro e a\;o, lho do ~éc u l o deze nove, daria uma impressão ilusória. Porque 19 14
construlião de nav ios de ferro, ullla parte da mineração de carvão (nota­ marca um 4'Verani co" ilusó rio para esta camada. como marca para o
damente nos Midlands), todas as oficin as em pequena escala ou ofícios carital ismo inglês como um todo. As novas tendências que iri am ll1iná­
"ex plorados" , muitos ofícios de transportes tais como a estiva, no lajá hav iam surgido, em bora só al gL1 m a~já tives ~ e m se fe ito sentir. O
período da construção rápida, nas obras pública~. consl rução de ferro­ período de 19 14 em diante iria ver um colapso da velha aristocracia do
vias e minas e assemelhados . e em vários outros ofício~ . Nas indústri as trabalho comparável ao col apso dos ve lhos ofícios manLl<lis hahilita­
de construção e maquin aria ela estava certamente lutanuo numa ação dos. c os trabalhadores-cha ve es peciali zados ligados à~ ind ústr ias
de retaguarda no período de 1850-73 , e na tipografia onde ela não era i.llll11ésticas - cardadores de lã. tosquiadores. entalhadorcs e asseme­
lhados - nas décadas após as Guenas NapolcÔnicas. emhora prova­
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351
velmente mais <;ério. Podemos notar resu midamente os seguintes fato­ lcriam pertencido il aristocracia do lrabalho em 1900. Apc!>ar Je uldo.
res : Prill/ei ro , as regi õe ~ d<lli "indústrias básicas" do sécul o deze nove IllHlve uma muJança. Mesmo na área ck Birmingham. que votou em
(i sto é, os red utos da aristocracia do trabalho de então) declinaram nas Chamberluin. o conscrvant ismo c o imperialismo desde I X8ó até II)..L
Áreas Deprimidas dos anos in terguerras . Segundo, a mudança dos sis­ mudou sub:-.eqüentemcnte para o Trabalhismn .
remas de pagamento de salários fizeram com que o diferenci al en trc A anál ise da aristocraciu do trabalho soP () capitul io,;mo do muno­
"habiIitados" e "não-habiIitados" se e.)lreitasse firmem ente de 191 4 póliO dev e portalllo continuar um tanto t1irerelltemcnte daquela do
até a década de 1950, embora nas lndúslrias de trabalho por peça isto ~apila l ismo do sél:ulo dezenove. Posso l'Oncluir ~illlplesmente suge­
não fosse necessari amente refl etido num estreitamente eq uivalente nndo .t1gumas da.. Imha, pelas quais ela pode conlinuar: nbservando
dos ganhos . Terceiro , a ascensão de lima classe grande de ()perador~ que poJe não ser mais possívellomá-la simplesmente lima ,ul<Ílhe da
de m,'íq ui na:-. semi-habilitados pagos princ ipalmente pelos resultados, c<Hnuda mais bem paga da cl asse trabalhadora inglesa'" Primeiro. ela
e a dim inuição relati va em números do velho tipo não-habil itado do I~rá que notar as sobreVI vência." e aJaptações ua ari"lOcracia do sécu­
trabalhador "ajudante" preencheram grande parte do grande intervalo lo Jezenove; im:lusive J expan!>ãll de que era então um grupo numéri­
que celta vez separara o ari stocrata do plebcu: além do mais, em algu­ ca c politIcamente muito pequeno, o runcio nali~rn() pellTI1Ulente em
mas indústrias a mecanização rebaixou realmente os aristocratas do tempo integral dos \ inJh;alOs e ()~ político~ em tempo integral entre os
trabalho. QlIarto, o crescimen to continuado da camada burocnhica, Iídere:- trabalhistas. Seglll/do. ele terá que acenLUar;} nova ari ~totrac iu
admi ni srrati va e téc nica (o "escritório" contra a "o ficina") baixou a JI' u'abalho de trabalhauores burocratas. técnicos e semel.hantes assa­
posição social deles ainda mai s, relativamente e talvez absolutamente; lariatlo!> que (até agora com exceções seccionais ou temporária.. . ) se
porque os novos técnico.. e administradores podiam agora o;errecru ta­ considera tào "diferenle" da c1as"e lrabalhadora a ponto de pcrmane­
dos não só dos filh os dos aristocrata') do trabalho do vel ho tipo, mas ~er em gralllJe parte conservadora na política ~ não-organizada.. exce­
também dos filhos e filhas da pri meira geração da camada burocrática to em a~sociuçõc.s c'>peciais. Terceiro. ela terá que en rrentara cmergên ­
e técnica. cid ue um a camada relalivamente sati sfeita de "plebeus" promovidos
Este rebaixamento é até certo ponto refletido na mudança da polí­ ilotrabalho fabrl I sem i-habilitado, para garantir os empregos dentro e
tica dos ,i ndicatos dos antigos trabalhadores aristocratas. Não constitui emt0rl10 uo aparelho vastamen te inchaJo do governoe ass im pordian­
nenhu m acidente alguns dos sind icatos mais conservadores do fim do te. daque les grupos geralmente organi zados pelos dois grandes Sindi­
século dezenove - maquin istas, fabricante:- de caldeiras, fundidores cnto~ Gerais quc. em bora começamJo como organizações revo luc ioná­
de ferro e vário:- grupos de trabalhadorcs em minas - terem hoje :-.e tor­ ria.. (' mesmo Marxistas. ~e tornaram cada vez mais redutos da po[ítica
nado os !>indicatos nos qu ais a Jideran<,:a esquerdista é mai o;; marcada. sindical direitista''''.
Contudo. não se pode fa lar de um rebaixamento por aracado da aristo­ Fina llllel/te. ela lerá que consiuerar seriamente a1) impl icações uo
cracia do trabalho. Algumas seções (nas indúslrias antiq uadas) man ti­ comentário de Engels de que
eram seus diferenciai'i virtualmenle in tatos - p. ex .. o algodão, onde
"ri pmletariado I n g l é~ está se to mando cada ve7llla i ~ burguê\ . de turmu que es ta
os s indi catos também permaneceram mui to conservadores. Algumas
IlIUj, h urg u~"u de t"da, a, nllyÕÓ c,t:i lIparl'IllCmc nte desejando em úllima unú­
eram protegidas pelo monopólio d01) p.iores res ultados dos co lapsos, li\c.1n l ),~e de lima ari~1t".:r(\(: jl1 hurgucsa c Uill prokwn aJo burguês nrlll ('0///(1
como no tCITO e aço: algumas. como a const ll.lção, sobreviveram com ue urn iJ burguesia. P:u';! lima n:Jlj:io qut' c\plnl<1OIllUIlUO intclro i, t" c n:llllJ'al­
pequenas mudallça" importantes do ~écul o delenove; outras. como a llIente ~It é ce rt Cl pl1 l1t\l j u,t ifk .iI el "
tipografi éLajustaram-se às no va~ mudança" tecnológic a:-. antes de 1914.
Outras ainda se benefic iaram pela ascensão de novas indústrias: carros, Até que ponto. o;ob as conclic.:õe:-. do imperi al ismo. monopólio e
obras elétricas, mayui naria leve e asse melhados. Mes mo hoje há rnui­ lapi talismo de e'itado. todos - Ou a ma.ioria do,> -lrabalhadores rece ­
t01) grupos que pertencem aos lrabalhadores mai :- be m pagos como hem algu m benefício da p O~lçiio imperial ista do seu pa í~ ? Até que pon­

352 353
to toda a classe trabalhadora inglesa está na posição daque les grevistas 6. P. ex .. Piclllre (Ir a MUI/l(lacrurillfl. ();sIricl (1 856). de E. Pntter. pp. 2~- 3 . De
do norte da 1t<1lia con tra os quais em 19 t 7 - co mo conta Gramsci'x,­ um ;1 pOpU lação CSI imado e m 2 I .000 a cl asse méd La é c~ti mada em 500. a ('I il '~e média
infer ior que não ganha ~ a l á ri os em 1.500. I ncl us ivc as f'lmfl ias.
fo i env iada um a brigada de soldados da atrasada Sarde nh a? "Para que
7 . Our Neli" M as(er (1 873 ) ele Thomus Wright. pp. 3, 6. C F. , (1 cxtr:lordinári o
você~ vi eram a Turim?"' os comunistas lhes perguntaram: "Viemos para
cilpítulo sobre "0 Trabal hado r Não-Habi litado" em WOl'k illg Mell 1/1 /1' W(I/I / IJIl c um
reprimir a elite q ue eSlá em greve". "Mas aqueles q ue estão em greve Trubalhudor ( 1879) .
não são a elite; eles são trabal hadores e são pobres". "Estes caras são !I. R. C La hrJUr. 1893-4, XXXII, p. :uwr- I0, XXXV, pp. 78<)-80 I.
todos da elite; todos eles u<;am colari nho e gravata e ganham 30 liras 9. Loc . cil. També m G. Howe lt: COlljlícts orCll!li/(J/ wul u//!Ol//" ( Il:IYO) p. 175 .
por dia. Eu conheço a gente pobre e como ela se ve~te . Em Sa<;sari eles 10. Lrmdoll L(//)ollr de Mayhew. 11r. pp . 2 3 1 -~ . "0 fato de p~rte n ce r a alguma
são pob res: e nós ganhamos llira e 50 por dia". No séc ul o t1ezenove e~te Je~sas soc iedades que invari avelmente di"tingue m li c1 a~~e melhur do ~ traba lhadores
du pior" , EIlr.;Ii ~h P/ca l'u re ClIrriugc·ç de W. B Adalll'. (1837) . p. 187. que poresle
problema mal surge. porque migalhas como essas dOI> super lucros que
moti vo não acred ita que os ~ tnd i c atos sejam peri go~ ()s. SIUl i.lii("({/ 7llblt' \ alui Rerllrl/I
eram ati radas aos trabalhadores certame nte iam para a aristocracia do
o(Tradl! Urriolls (1 887); R. C. 7i"ode UniulIs. evi dê ncia de Applcg<Jrth ( 1867 . XXXIl
trabalho e não para muitos o utros. Na fase moderna do cap ita lismo p.1 68 ).
inglês isto pode não ser mai s assim. Contudo, a análi se da es tratifi cação 11. Beehi\'e. 25 Illarço IH7 1. A~~i lll (), Maq uiniqas, Assentadorc ~ ue njolos,
da cla<;se trabalhadora e dos res ultados políticos dOll trabalhadores rece­ C;lrpinte iros e Peurciros com binado, tinham 13 filiais com 1.001 mem bros no s bair­
berem benefíc ios seccionai s, por menores e irreais q ue sejam, pode aju­ ru ~ a tLla i ~ Ui ) Ea.-;t End. ma" 29 co m 3.204 membros ao sul do Tâmi sa.

dar-nos a compreeender os problemas da classe trabalhadora inglesa do 12. R. C. 0/1 Aged Pnor, Ii:í95, pp. 16.545-9. evidênc ia Lle H. A lIen. , em! lário da
meio do sécul o vinte. mesmo que as divisões reais t1e ntro del a não Sociedade Profis\i unal dos Traba lhadores em Joalheria, Birm ingham . Ve r tanlbérn W.
B .'\da m~. op. cit., pp . 188-9 r ara a hierarq uia social entre a, vári<JS classes de fabr i­
sejam mais sempre aqu e la~ que eram típicas do c;éculo dezenove.
cante, h'lbi litados de carru;lgens.
O conceito de "aristocracia do trabal ho" desempen ha uma gran­ 13 . Til e Pro telariOI ( 1937) de G. Briefs, p. p'lrtl exempl os.
de parte na an álise Marxista da evolução dos mov imentos trabalh istas. 14. A~s im Mayhew, op. cit .. 1I1. p. 311 classific<J 0S "pobre"" em tres divi sões :
E letem sido usado também por oulros observadores -porexemploJ. :lltesãos. t ra b<J lhtl dorc~ c pr0rissiona i ~ secundários.
A. Hobson. Os anti-Marxistatj tenderam a lançar dúvidas sobre e le, 15 . HMSO: GU i ,l~ pa ra as FOllles Oriciais 2. Cel1 s/ls I?eporll (ljC real Brifui"
como sobre tantas ou tras partes d<l an álise Marxista. Assim um traba­ !80 ]-J5)3 ! ( 1951 ), pp . 27 SS.
lho polêmico recente observa q ue "a teori a da aristocrac ia do traba lho 16. Os condados co m popula.,:ão minei ra foram om it idos m;"k cálculo. A ro nte
mai s conveni ente para os nllmcros ocupac ionai s de 18 ~ I é 11/1 Ana!.1'sis I!{ r/li! O CClI ­
é tão artificial como a teoria da luta de classes dentro do cam[JC.'> ina­
/Iul irll/.I ofrfte Peo!ile de W. r:. Spackman ( 1 8~7).
to'''' . Espero que este ensaio ten ha mostrado que, até o nde di/. respeito 17. /111 EU )//IIII/íc Histo ry of /vlod/:'/71 B ri/{{ill de J. H. Clap ham. 11. (l. 35 para
ao séc ulo dezenove na l nglaten·a. ele se apóia em fundamentos sól idos resu mo mais conve ni en te uos rendi mentos. Estou com C1apham em rm.:sumir- para
de realidade econômica e política. estas oc upações - que Ih [latrões que dc::b,am de cOlllunicar o mImem d.: em pregad o~
,:lo principalmente pequ enos prouutores du to-c::m p reg a el ()~.
18. ./ R. S/(I(. S.. IV ( 1841). p. 16+: mas o; 75 p0fccnt0 incluem mu itos ti pos
NOTAS tra ns itórll)s .
19. ülIll ullÍcaçôe, MS do Censo de 185 I, PRO. HO 107 . O rec e n ~ead or cnl11 u­
Tod.as a, referê ncia" até 1906 ~ Ü () aos importantes vol ume, da E.'a millgs alld nicou,obre o 552 4j O. cJi ~ tr. de contagem. 17, pp . 434 ~~ .
20. "r ond iti on nf the Workl ng C l us~ in Bri stol"' de B. Fripp . 1. 1<.. S{(lr. S. LI. p.
HO/lr.1 Enq/li /)' (Ce nso Salarial) a merlO:i 'lue dec larado de outra for ma.
2. D ep. Ctlec 0/1 Pupi! { ca tdters . 1898, XXV r, di.\pel"l"o ('c::~ p. p. 2.692: cf. tam­ )72: "Cnndi tinn ol"t he Wo rkin l! Clus, in Hull" ', ibid .. V. pp. 21 2 ~~ . Os número!> foram
bém R. C. 0/1 Poor Lall ', 1905-9. Ap. VIII. p. 86.298. Sir B. Browlle (eon ~trulO r n<J \'all. l'alc ulados dcduzl nJn o número de casos pcnence ll les ao~ "níveb m.;oim e mai> allUs"
3. E./Je('/ s O/lhe h/clo /" Srsrem ( 1899), de Allen Clarl-e. C I.~ ) . O número mais alto é buseüdo apena!> no nltmem dc m"mdia~ rnl .;!ass.: traba­
4 . II/Ierdep. Ctr(!(' (//1 Ph." ~ir.:u ! D eterioral ioll, 1904. XXX I! , pp. ~.4n-~ . lhadora cujos mó ve is puderam se r \ cri l'íc::t do~.
5. Pu!,i! Teachl'ls , pp. 2. 28 7 - ~ , 11.524, ~. 397 , S.329. 11 A79. 3.47 1. 2 1. Capital de K. t\ larx , I. capo2 ~ para os moti vo:, d::t , ua ("orçu aUlllentada.

354 355
:22 . Mim ,II'.1o/.'Hmlôle.llu TI'po~m{l";('((1 Sunel\', \I;ebb. Col. ~i\. X XX. p, 5 J \ RC\pil;,taUl.\ Quesl l lllHírill~ TU (flfl,174-S7), (5X por cen to em X pátill\ inglc<,e\. (,(,
B inliutC':il du EEl. ) Cln (o 1"l'I1l:eS~\ ,jjo hab d illlJIl\1.
11 I li~ t. TL t 181J..1) de W\:hh. pr, IRO-2. \'/o/,,, oi rlll! Eng/l/('(!,.s ( I'.14tH de J. R. -+ I . Lc\ i ( 11\651. (Ir ,'I l. . r 12~ . Ml'ladl' dn., " I iogadnres" COIll os seus:1 iuuanlcs
J \ltrl·ry~. pr. IS. :22. túra ln enc aminhados para cWJ'l grupo.
24. ((I/I u rlllllilllr (1 94R) d\l Grupo do Mlu Jalld OdtlemaJ. pp. 122-3. -12 . Ver I<l'.t' il·(J'úr·GI'/II'1'I1i '.1 Rl'flllrl,1 paril " .lI1al l'anellsI110; /lle Aged 1'1I1i/"
25 . The Nlllirmul {m'o/lll'( 18óR)tlc D R:O\le r. Ar· 1V
I \1\tMI de C. Bool l1 . AI 1711' \I'i 'rJ...I f I 4lJO) úe I.ady Bell.\\. 4~. paru:l mr~ena ou \'cilllce .

2ft. Op . C il . fI l. p1:\ l.
3 . f'(Il'('I'tI (eúiçãu pupu lJr) ue B.~ . Ruwl1ln:e. pp. I ~()-I .
'27. Chegou-,e a ele ':011111 W \cgue: I\~ \ uhdi libc)c" V VII d.: Ba~lt!r ( hl1rnen~
44. Ilre Sraj!,m1lllire J'olll'l' ( II)()()) uC li O\\en, pp. J-I()·7
q ue gan haI am 1l1l!nI" de '20 , h illin g~) e lod(l\ (l~ t ratla ll latl\ l n:~ de W\O 1t!lIlinino c 45 . Char les BOOlh cnl R.( . 011 I~/'d POlir ( I R95 I. pp. 10.860·2.

('fianças . cum as e),.ceçiies J el'! ;lraüa\ . J.í ~ lIe ' " preçu, er.1111 nlai .. alhh na Jél.atla de l6. LiI'elilwod lIIlIl Pm (/'1\ ( 1\) 151 uV\. L. B\1\\ Icy e A. R B ll m~tI - Hut ~l. E\w

1860 do que no rim do ,éculn. 00,. lim ile~ escol h i d ll~ prov3\.(·lmc nl\: , ulx'rt!'limunlrn o re",l lli~;1 negli!!cncill Irrcgul;lritktde, do.. ganho... cxcetn Illlll!il.·i(. de ~ol1~trllçiit1 .
taman ho da iU'i qocrac ia do trahálhn. Em 1858 um ~ill Cir i o de 27 I'. (não .:onlamln pel'­ ,I' -17, Boolh. IX . p. 371: I. p. 35.
das pelo I11l1u l('mpO ) não era (U n ~ id e ru d() I,; 0 1TIO \ utíl'ie ntc para I11,Jll tl'r iI ramfl ill de um 48 . C/'IIt'!'I" R('/10r( 1111 l he \~Ú!ll',\ li/rire MWllILli ÚJb/JlII CI,u.\ ('\· il/ 1/11' UK. pp .
trabalhador ern consl ruçllo ue Li vc rpn(J1 com três IiI h () ~ JOlIge d" "pobrt!za"; d . UM" I.X\J3-4.I-XXXIII
Ujé pelo autor de Lil'lll"{lool UJi: . ctc. ( 185Sl I pp65-6. -11) . Nãll ..abemns <:llmplet,unente como C~ 1 3S c<,limatil a.. <;criam at'ctada.'i pelo
28. "On Forty Yenrs Ind ustrial C h ungc ~ i n Eng land .IIH.I \Vale.," J e T.A. W\lI LIlI1 , 1l1ai!11 cllnhecimcnw da I'Cml4l f.llniliar crlmo UIll lodo, Os n(lIncru" p i onciro~ de Bllw­
Tnlll .\·. Mal/cheMel' Sim. Soe. ( 1897 ·8 ). pp. 153 ss, lIá 0 ' n Úl ll ero~ convell icnkmenlc . kye Burncll·H.ul'S t. OI'. Cl t.. ~u.::.:rcm qu~ em a lg um as dre3 \ 0.... rentl a.. ra 1l1 i lí;lrc~
29. nu' I nduslr;lIl DCI'c/0PII/l' ''' 01 flim l ;II~{l(Il/llllltl llt l' Blw/.; CO/lllfr\' ( I Y~ 9 ), 1 l<)del1l lt'r~iutl m ui IO"U [1\ l!ntada~ pelo, g;lI1ho~ Jlém do dos pai~. Na :lmo\lradeles um
de G . C i\ lIe n. p. 126. tr.l halilmlor sU\tCn lUl'a em média a .. I 1111!l>InCl c 1.3 OlltTO~ . Nülllero.. anteriores 'uge­
~ (l O 1l1 \:l hor do movi men tu dcles: Assoc iação Naciona l para Prnmoç51 1 d:1 re l1l ljuc em alguma, áreil~ ill dlNria l ~ o me~ rn,) em verJaueiro (p. C.\ . . "ln('olUe and
C iência Social. R/'I'fl rI (1/1 Trade .~ (lcicl ies (1 860). pp. 52 1 ss., esp. 5-10- 1: R. C. (ill hpcndilUrC' uflhe W(III...il1g e las... c.. in ~lilllche~leramJ Oukllltield In I h36 and 1841"
Tracln l 'nitm .1 ( 1876; di ~pe r'l) . Ve r lill\1hém as memória., de DronJielu e Utlky t: 1l1 tI.: \\ . Nlclú. J. R. '111/1. 'i .. IV. Pfl. 320 ~.,.I . "( .I~ em OUlr.t!o (ire;" - ~amflo~ de I:ar\'üo
N IITI'\ lU lll Qlleri(' I, 19-18 , pp, 145-8.279-80. I B,)wley L Bumetl-Hur..I ). .:iuütle... ro rt ll üriu~ (C<1Ildiçiíe\ da CI,h,e Tr.,halhadom em
~ I. \l ilge.1 111 rlte Nillf:l('enrh CE'n/II'-Y ( 1900 ). J eA L. Bowlcy. p. 117. Hull. J. R. SllIf. S., V. p. '2 1~) . elL.-. bto prtl\l:lve ll11ell te não era a,~i m . Uma amo~ tTll
32.. H islfl r r ofWag/! 1 111 l he Col1r11/ T,.",d( ( 19 J O), J ~ Ci, H, Wood. p. 136. da, re'pll.,\.lls du ('en\o MS para New':il,tle em 185 1 1l1()~tr:1 tll I!IH)\ de 5 por .:enln de
.\.?. . l. R.. S Ia /. 5.. LXV \ 1902 I. p. 109. CSpO~IIS trahalhando. 1'1TI Bri.;lol cereu tle 15 pC1r cento. A, im e'ligaçêies de Boolh da
34. lllil.!. pp. 11 6. 125 . fl'ndll lnmiliar dl)' l rJhal h adorc~ em vinte Illk ios de Londres -I. 1', 38 1 - 1ll0stTum
15 .M i.\cdl. S'lIl i ,(i(".I . 1866. LXXIV, p. 7-13 . l]UC en tre os muis bem pagos (3íi.\ . c <ll' il11a) (Os gllnh()~ de lotl\lS ()~ o u l r0~ rnc ll1 bms da
36. Não tenho nenhlun reg i·aro do IN) mnden10 J lI r:.li avra ",cmi-habili t::tdo" tamilill somavam apc nu', cen.:a de 10 por cenl(' do nhe l ~cmllnaJ pad rão UIl p,u . Na ...... r­
an te, de 1894 (C on l'.:rêm:i'l da GlH H~J1 -ke n a lld Gcneml LlIholll't'/"I UnúiII, Jl. 77) dude [JI.lde11los pre, u1l1irque a fUllçiit' prtnt:ipal uo.. (J u tm~ 4uCIr'Jbalhava m nu famíl ia
em bora o NED não o rt!gi, lre an le~ U.: 1926. Pu ra um re<:l)nheci meIlIU ini':lal dde, I1csS.IS <Íreas ou ind ús tri as en l elC\af a renda \CmllllaJ ;jO nfve l l111nn al do nfvel dll Ira­
co mo grupo. (I H·Ílrke n ' UII;o/l Rl!l'IJ rd. \e te mbro 19 16. p li , rl'l'C' rindn· ..e ao m, ll i­ balllildor, 'c Olo ga nhos cio pn i fos~e m in,u fic ienles raru c(1 nsegu ir istll O \alárit1 tln pui
me ntú na BS A de Biml inghal1J. 1904. (/"rI a n::: nd " dn fn mtll!l e. os homells que n:1u podiall1lllalller ~ lI ;l' fam íl ias se cOf1 siue­
37. Na i/II I.l.l' Lnhour / 830· 7{) de p, W. King .; rord i Te\C PhD. Bih liOl\!<:ada Uni­ 1.lliall1 .1 ~ i me.,mo, cum ml.ão co mo pertenccntlll li ullla rlUS\C mui to mais p<lhre dn
ve rsidaue de Lon d re~ J . 195 1. p. 6. mo ~ l ra O~ "habil iludo," suhin d() de cen.:a de;: 9 para Lllle il..1ri'ln<:r..tciu do Imbulhoe bem rodiwll perder o rc~pc i l o própl in A n.:je içiíll arai'
(;erca de I:! por CénlO entre IX.+7-:;(J e I XX4 : ma' os níve is adrn in b tl':lIi \ \1 \ e de ~ llper­ \lll1atla do Te,te de R~.: u rsos pe los lraba lhad ores enlre lIS guerr;ls - m u i "l~ \' ele ~ ilri ~ ­
v i ~áo dec linaram de (-' ,7 pOl' celllo em I X50 p"ra 1, .7 por centu em I R84. ItlL: l ,II:I' do tmhulho r~baix!l(lo~ - ;Ijlóia esta op in ião. Contudo. os ga nhl)\-eXlra d~1

3H, "Th e Wages. I (OU I"' ;.1rId T r'ldc C l bLOI1 I, ol' the :;; " ill eu El1g i n~c r in I Ró 1"' dt: famíl ia podem t\: r ,lulIlc llIado \J l.. mun ho da uris tocracia do tra ballm e m ulguns l:u,sOS.
1. C' !'vi . JotTerys, D '11/1 Hi~t. R(' I, À V11. I( 194 7 l. p. J O:J. R S/aI, S, LX V fi [ ( 1905). p. 1'\1J Illlln' lad o lI àl) >il!>C 11l0S .11': que ponto i ~lo fo i causado pe la neccssid.uue de tllender
3~-I . UI).. 1lIL: n1 hros pob res da fall1t1 iu (pri ncipa lmente o, velhos L i\s resposUis em Til" j\ g<'d

3\1. fhe Shi/' I1'/"ighH '.Iullmu!I Su nder land I X:'i X). pr. 10- 1 para as CjUei:\ .IS. {'IJOl' de Blloth (Colunu : '\s~i,têlll' i i1 J c P~lr.:n tes ) não ro mece m informnçõe.\ ~u t"ic i e n·

4(). R. C. o/lli 'udl' Unio/ls, Il:(ó7. XXX I!. p. 17.1 67 (.15 r or cenl0 cJil Fábrica de ICl1\e nle quanti ta tivas, tlI a~ ~ u gerc lll (a) que hav ia mUI to dbsu. c (b) que llu mínimo o
F l ' ffil d0 Tãrn i ~ u nà<l - hab il it acl o~ ). pp. 17.363--1 (cerca de 50 por ce nto do., conslrUl n­ ,dugut:1dns v.: lho, em pago. " ullla indicação dn que ~e r~<.:ém d ,Icima U.: todu.\ ,I" .:oi·
re, de lIal i o~ de Jerro ~ úu trabalhudort:s). N. C. O/J LtliJO/(r. 1 l:\9~ . XXXV I. p. iii. Grp. \.t~·· (I'. 159).

356 357
50. Booth. V. p. 7-1 . IX p. 21 0. VI. p. 230; R. C lÁ./baur Gp. C. pp . Il:UCO-6.
65. Algodâ(l: calcu lado de W\)od. 011 . eil.. p. 13 1; ferro e nh eju ITI clllo : Le vi
18. 860- 1.
\ I XX 51. pp 143 . 126. rcnd11'> A4;1I·. S/alI'. ( I H6ó), P 174.
51. fl uil/.\lrio l DC/IIOCrtlC\' 1 1897) de Webb. rr. l. :286.
66 . Bax ler. 011· cit. . p. -+9.
52. 'T he rccrui ting oI" lhe cmploying classes from lhc w:lge-camcrs in the COl­
67 . Pril1 ciJl !r'.\', 8" cúiçuo. p. 7 16. Tam bém p 3.
lo n induslry" de Chap mun c Marq u i ~ . j. R. SlaI. S . r It) 121 ; lhe Li/úour QuC'.llio!l ill
íX. Com!) isSOem genera lillldo na., 1Írt:<ls r ur;,Ús pOllc ser vil;tCJ I1cl(\ ma r .l dn
Bril(/ ill ( I R961 de (> de Rous icrs. rp. 26 1 ~\. ; EC(!/IIIIII /C OI/c/ Po !i liL'cl! UriR illl' o( lh e
CC II ,U \le I!lS1 reimpres'oo ell l EÓlII . m .l I. {JfM{}fh' rn Bril(lir/, 11 , de Cl<tpli tlm.
I.fI /}(IUf Par/.'·. de D. M. Good ITe~o;: . 13 ihliolcca da EEL. 1 9~6J , pp. :2:2 1-1.
69 . "S tati~ li" dl! r jllge ndl icl1en fub rij.,arbeilt: r" tle K. Oltll'nnerg. ~hll/(} !"' r 'l
53 . f ile AgC'd l'flo,. de BUOlh . p. J 13; H;Slor" 4 /111' Un i l ed ~'(lf'if'l\' oI' Boila­
./lIlIrbl/(·h, XVTIJ. p. 969.
1Il1lkt!1'\ (/ 9051 Je D. c:. C lIllllll lng\. pp. 103. 11 9. Ecol/omic Hislory (~f B,.ili \·/r Sli íp­
70. A R/i ll/jJ.H' f/I/ftf' 5 0";0 1 CO/ulil im/I aflhe lVfJ/kill}i CIlI.IU\ dllrillg lhe earh
blli!dillg 1870· 19 14. de S. l'ollru J (Te~e PhD. Biblimeca da Unive rsiJacil: de L o n dro;:~.
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til/ri (1 l he prel ell/ celllU rr ( 18110) de J. D. Burn. [l. 30.
) .+. MI!Il o(Sleel r 1951 ) deA . Pllgh , p. 81. FIlIIIlI\lt".Állwn" CO/foge /0 IVilldoor
71 . Cons trução. Wagé~ in lhc Ni nc ltXnlh Cl'lllu ry ue Bo.... ley, [1. 90: 111 creu I in/!
Relll l'll 11933) de G. T. ]onc,. pr· 258 ~' . ;J. R, .'11m. '5.. LXIV (19 m). Tecido, de 15 pen­
Cf/lll e ( 193 1) de Ju hn H0dge. pp. 6 1. 13R-9.
leada: 1. R. "itri/ S.. LXV. pp. 110- 11 1. \lg0dão : I-\'<'Ise l il1 rlt e C OIIIII I Trade (19 10) de
55. E ncadernadore, de Li \' l'()s, Til(' {.ol/drll/ (~tB()oÁ hillders (19:'21 de E. Howe
G. H. Wood. p. 1.1 I . Mal/ L1i l1 llri~I:.f. R Slal. S.. LXIX . pp. 158 -9: Tr J\lIC//lr'lI el /er 5r<ll.
c J. Chi ld. capoXX I: "A Luta pelo PlelH> Empreg,,"; Tipógrafos: Tll e [ (II/doll Srw i PlV
'i. 18ll-t-5. pp. 13.30; \o\0ge.f (/l1d ElIn1il/gs oJ llle ~~?J/'killg C/lJl'.le.1 (I RR )) ele L eonl'
o( Cmllposi/o/'s ( I t)40 ) de L HllWCe H. Waite, pp. 202-6; A H/lTldred Y/:'a r .l· (J( P /lJg H/S.I
L.:\ i. p. 102. Car\'üo: Lev i. loc. cil.. p. Ll 6. Es t.aleiros:./. R. 5wr S.. LXXI[. pp. 17'+ '>; .
( 19S3 ) de S. Gil le"pie. pp. 1I1sS. : ve r Re l a I 6ri() ~ pura os índice, de de~c mprc go . lam­
hém AlI lI/llI l Repo r / ofAli/a/. Soci err O{I'IClIl' allrl iIlacllÍl1e M(/ /(!tler.1 (0 IdI13l11), 1894.
n ."On lhe nllcof Wages in 'vlunc hesler and Sa lford and lhe manllfactu rin g cl i, ­
Iricls or Lanca,h ire IH39-59" de D. Chadw ick . j R SUII. '5.. XXIIl (i 859).
p. 5; Con ~ lrutore~ N~l v a i s: Po ll ard. op . cit. . pp. 156-9.
73. '·Wllges and Earn ings in lhe ShcfTie ld Tr.llb. 185 1-191 -l" de S. Pllllarcl . no
56. Hi çWrr r!f/!lr' Nar iollal Ull ifill O{[JOOI & Shoe O{lf!mli\ '('\ ( 19SR) de A. Fox.
rorhh irc BIII/elin ofEcfll1olllic mui Socai/ Rc.scurdl. V[ ( 195-1) , P 62.
eaps.2 12.
74 . Le~ O lll '/'i (' /'.I deI DClIx M(II/dc.ç de L e Play. 2 se r. . m. p. ÓV: ram hérll P. dI!
57. G. C. Allen, op. cit. , pp . 228-3 1. 25 1-2; Bm ss C/lOm/e!i(//" (1940) de R. D.
Rn ll siers , op . cil. , pp . 14 ,~.
Bres t. eap. X. pp. 80- 1: IVol1lell·.\ \#J rk (/Iul H,<,/ges ( 1906) de Cad hulJ. Malhesoon.
5. Ta hL/!/l r Rflli/'l1S on Pa l\'lIhroking (Li verpoo l 1860), não p ag i n ~l d o. Bi ­
Shann, p. 263 e em gera l. The Life ufW 1. OOl'is de W. A. D<l II", y.
hl ioteca de Guldsmilh, pp. xiÀ , 60 (1).
58. "Slütist ics oflhc prCSL:n l Dcpress ion ofTrade at Boiton" de H. Ashw urt h. 1.
76 NOI Likf /'Iri.' ( 1953) de Janc W~d sl1 . para um q u ~ dro da margl!lll de sub~is­
R. Slrll. S., V ( 1842). p, 79. Daí o modo, ex pre~ , o na época canisla: "B!L~ I;1 ha ixar a clas­
tênciu mesmo no século vi nte; Rmmd AIJOII/II I'UII I1 e1 (/ Week ( I Y 13) da Sra . P. Recves.
se do ~nesão e1esle pab ao nível do lrahalhador e a Cana te l'á que ser conced ida". R. C.
7. Rowc. op. c it .. p. 49 . C OIIOI1 Tcxlite \M:I,!({)s il1 lhe Ullitcd ~UlleI anel Grc(/(
Trade U l/iOIlS, I 'i\67. p. 8.753. Os mov imcntos rad il'al c Cu ni Sla das décadas Je 1830
I1ri/(lIlI / 860-ICJ.J5 (N l. 1948). de R. Gibson. p. 56.
e -W foram lão ge neralizados em grande parte porq ue os artesãos eom a l gu m a ~ exce­
7!\. A mudança da mJo-de-obra mal paga p.u·" ocupaçõc~ Illai ~ bem pagas que
ções, e,lava m de fmo sendo temporarialllente rebai x ad (l~.
teve luga r durante lodo o período apôs a década de 18.+0 - p. eÀ., da apricul tu ffi para
59 . Wages i ll TheOl '." (l ml Practice ( 1929) de 1. W, F Rowe. pp. l."in ~S. para uma
:\ mineração e eSlradas de ferro. da mão-de-obra não-habilitada para o lrabalho semi­
boa disCllS,âo di,lO.
habi li latlo ou do lrahalho domésli co para o rab ril -não arela por si mesmo a estrati
60. Mayhcw. llP . cit., lI!. faz e~ la dist inçilt1 muilo clarame nte.
tícaçâo ~oci a l .
6 1. Edcn. di Ipeno. 11'(/(.'<,., /1l ti/{, Nillcleel/lh CenIIIr.\' de Bew lcy. p. 6 1.: "A Sla­
79. So::.ra /,' UIII .\'(:"i('hll/ll~ ell i n dl/('/' r!(/c/ú lchel7 M ifldl'lad / de T Gcigc nAcla
tislical Account oflhe Parish ui Madru n, Cornwa ll. 1. R. Slal. 5. . 11. p. 2 17.
JlInl land il:a. 105 J).
6:! . TI/e Bui/dl'l" .\ Hislor\' I 1923) de Postgalc; "S tatis tics of Wages in the UK in
80. P. ex , Jnhn D\lhcr'l) (Wchh, Hisl. T U, p. 104 1. Marti n Jude (Til/! Mifll'rs '
lhe Lasl 100 ye"rs" de A. L. Bowley, VI-VI U . R. SIm 5. J X III ( 1900). VII I. I R. Stal.
Ul/irm .1 o{Nol'/h lJ/II herllll /(j (//1(1 {) Ur!WI1II11 de WelbourIlc. 1923 . p. (i I I. WiIiJam New­
5.. LX IV ( 1901): Bowiey. op. cil.. p. 90.
(U I! rWebb. p. 188 s. ). 1'. Dunn ing" fab ricall ft.' tlc calçados (Re lllini'l'ênc ius de Dun­
63 . "Slatislics of Wages in lhe L, K in the last 100 yc!l.J"" deA. L. BOlVlcyeG.
ning'. Tralll. WUI'.I . & Clle~h . AI/ lig. <)0( '. LIX . 19-(7).
\.Vood. XX LJ. R. Sllil. S.. LXV III (1905 ). pp. 137. :>76-7, 380-1 .
>1 1. Sulo 7i-lIlr1fiN ( 195 3) de 1'. A. Jack ~on. pp . 26-7, I~J,.k/'r 1]"101/ Record, abril
64. Ki ngsford. op. cit., p. 145 para as eSlradas de fe rro, .foi/mu! oJ Gm LiK"l ill ~
1922.
5~( I 88t\ 1. p. 286 pu rn o glÍs. ESlalíslicasde Trevclhin I Pontypoo I 1, 1. R. SICI I . S., m, p.
82. Nal. As s. fo r Prolll . Soe . Se i.: Rr'fiun / !fI Ti·tld" Soc icfies (1 l)601. pp . 53()­
370 paul dragage ns e carvoe iros.
534.

358
359
><1. Cllitpll1:w e \IUHpli,. 1111. dI N. C Lt/ul/I/ Gil C. JO.n6lJ-h I; ECOIIIIIII/C
1I1.I/IIn on/t't'llIItlJ.il/g lii(Í 7- /9~(JII()NJ~le D. L. Bum. I1I1 . J- I ~.
o primeiro é baseado na proporção de nlulhere<; e criança" numa
X.+. VCI lilll1h,'m 11/1"1/11/11/111 f);\lribltl;tI/I 1I,IIIr 11/(11/ 1\'tlgl'.1 !>dol! Ih/! I/Iplllll' illUU'Mltl. O argulllentll é (I seguinle. umu <llta propnrção d~ Illulherô
Iri ( ' \/ ' /I/(Jlitm lillli( in ( I K LI.: Cannan e S, Iwlcy I Rrill,h .\..... 1(10). Nellhum numcn. c l'riança.. . <,elllpre uemon<,tra um nÍ\ el geral baixo cle: sahmn, ou uma
hom eSl;! 1.l)"rwnfH~1 par'l Ii \k'drll ill 11.1 '1I.lmin j,Ir;IJ\:iil I pc llll.l.lnll(,u ,\ i1\Ccn,i\o de uITm "'l'auda" !!nlntle tle i.lrtesão~ n.:baixatlo,. Contudo, nuo é pos<;ívcl deler­
cam"d.I ui,Unla UI: ··I':cnio.:os ,. :Ullllilli .. ,raUlIr6". Illlnar por ai 'lI? a anslolracia dlllrabalho na indLÍ\\lria é tão pequena a
><5 . Mc,(lttJd, tI/lm/l/l/ri,,/ NI/IIIIIII'IIII;IJ/I I1 R92 J de [) F. SL hl<", é a ,.hr,,­ plllllO lh: ser uesprczível komo najuta) ou '\imple'\IllCl1lC' uislll1la uu
padrIíIl . Ver lCIllIhéI11I1UmCI'n',o, Tnlluénrm Parl.tmClllilrt:\ 'l,br.' Tmh;tlllO, Silldlc~tl". ma""u (como no alg.ouão I. Alem UO Ill,US, certas ocupuçõe, silo intri 11­
Leis uns Palre-I(!' c Emprcgadl)'. () Sistema dI: Explnnu,:iill Máxllml c i),Wl1hl~ SL'me ­
":C,,lmcnte inudcljuaua ... para <I!-- mulheres c os adole~ccntcs (p. ex .,
IlIal1le ... \.. nlllnogrulia\ de ,llgl/mas indústria, cil.pil.ntd'ls ao l1l:hllllP
K6. ./ . e VI. Jl-Ifcr}~. ')r .. il.. r -1..1.
tuhncação dc ga:-.) . Umu proporc;ão anormalmente J..Ila t.le meninw.
R7 . K4.5 rl)r t:cllt(lda amustra UI! IRR() 11:\ C/lll" ruçãllue lIu\'i,h UC madclra cntm /1(;"1<1, POU\! demonstr<tr ,alâno" ueprirniclO'. para Il... h()men~ ou, rnai~
pag(1s por temp,). 0, carpinlCIII)S (Ipunham-se aos \lIhc(J Il Ir:U()~ nl" c.. l,t.Iem·" ue,de pro\uvelmentc. lima \'untagem unonllal para (lS homens, c daí UIll3
1XX2. g C. LlhtJllr, R. 12.077. :lJi.,.tncracia de lrabalho potcndalmente maior (collln tulvel em alguns
llX. Sll>.tcr. op. dI.. p. -1 8. campo., de carvão).
1\9. Schlo ..... Itp. \'iL.l:ap. XII. O segundo é ba'cadn na proporção de Irah~ll11tldnrc, iUtISO\ O
90. Ihiu. capo XIII Paru li 1(lL.'.ili/ação tln .. queixa, ",hl<.' 0 \ 'lIbcontr.lIo~ em cer­ .lrgumenlll iKlui é o \eguillle Lma proporção anmm,úmente ult'l de
ti"
ta., inJú,tria\ e áre~h. cf , S. C MIIII' \ • I liM. XIV. S. C. (lI/\!Ia.lle /' & Sl'rI'wu. 1866 .
horl1L:ns com mais c/e , digamo~ ....e.,senru anoo; numa ocupação inJic.:a
XIII R C. LlIh(Jllr! 1891-18931, 11;1/1('1'.\(1.
uc
Y I. Tltl' p(/,v/lll'//I o{U'c/t:t'.\ ( I YI SI G. O. 11. Cole. n!"u mc a p(J~içüo. que () lranalho é muito habilitado e mUIto leve (como na I'abrica"ão ul'
92. IlItl/Jllria/ IJl'l/IrJ< TlII'.\ de Weh h. C:lp. v, pilru a melhor di"cussão dU'iut itu­ rdúgio'o) t)U que ele é .,implesrnente multo leve (como n..t vi!,!ilància ue
Jc:s rm lell1po c lrabalho plU peça. 110! tõc, I ou que a ocupação ,Itrai ll" \'elho<; (' enfermo" e contém aS'Iim
93. Pam II mu ul..cus,ãn mais CI'lllplet<l. "CICapitulo 16. r,.el1(ú;1/ Ihl! Hrili,·" proV<1\ cimente uma alta preparação de não-ari ... ttlcratas. Se o trabalho
rl//J ullr ",,111'''''11'/11. PIl. li fi \("I. t! t;,.,pecmlmcnte duro, uma proporção relativamente alLn pode "er abso­
~ Ver Capítu lo I () til' Gel/eral l ,ahou/' UI/hl//\' 111 Sriralll 1889 JC) j J. pp. 179 lltl.llnentl.· ha'ltante haix..1. Podcmos w"irn ~onc1ulr que ,,'> OCUp~II"Ões
.Ic:q.: 'li"ade U/IIfmi.l'II/ (/fl// HIIII;I;mr.l ( 1 91~) de G D. 11. Cole. p. 205 .
rara "ido~ll"" sãllmutto ari,lucníIICtl.. ou muitu plebéias. Contuuo.
9~ . Se!I!('fec! Cflrre" jlollr/I!/It·(, ( 11.)34 ) Je Man-Engcls. pp. 11 5 16.
9ó. 1..1/ Q//l'.\/Í/I/I(' Ml'ri,liol/lIle (Roma 1':>5 1J de A. Gramsci. pp. 1~- 19 .
devemo,> terem mente que em muiw ... prolj.,süe~ é afinaI m.i.lterialmen­
97 . '111/' Paf/a/l 0'/('0 /1111/11111.1/ Re l'u/w;OIr ( I i}SJJ de H. Selo11- WaL")ll , p. 3-1 1. le i mp()s~Í\ el para os velho ... Imbal har, p.ex .. pôr l:arvào na~ relorlas de
..!a~ nu puutamenlo de fernl .
Ao con""derarmo\ e"lc'I uoi!-. ar.!!lImenlO~ devemos nos lembrar
APÊNDICE
4" C as o~upações não-hLlbilituLlul> devem e'perar conter nonnalmcrlle
lima pl.!lIuena pllrcentagem úu~ muito jovens e do.. muito 'velho ....
O l~rl'eíro é ha.. cmlo nas cstatl,tici.l~ de analfabetismo. O argu­
AlgllII/l/\ mal/eira \ po:..\ÍI'eis de dew:ohriru cOIl/poúrão da aris ­
mentu uqui ê UI1l pnuco mais cCllllplicaúlI. (a) Pllue-se su<,tentarljllc a,
lacrado do traúalho. Os níve is de salürios c, 4uando ui sp()ní vei~. o~
.irea~ "arislon.ílica," 'lerão menos an.t1 faoda ... do lJlIC as plebéias. 1\1" . .
ganho'l têm siúo u"at.lo~ como o principaJ critério de participação na
dc\c-'ic terellllllenle que háuma lendênl'ia geral du-.. velha., ncupaçôes
ari~LOcracia do trabal ho. Em virtude ua falta ue dados an t e~ ua década
cl'ontlmicas hem \lU mal paga", . . erem mai, analfabetas Ul1 que IIS
ue I H90, alguns métouo~ sll pJ e melllare ~ de anillise podem ~er sugeri­ thl\'ils-p .e\ ., no começo dn . . éculo dC/cllove (UllllUllro 'Iurprecnden­
dos . Ele~ rêm a desvantagem dos ralOs estarem abertos a diferen tes ll' lllCntC) parti uma parte da ag.nculturil ,er 111.11" .IIrLll1elil<H.la Lln que a
interpretações. i.,co é, de que '1e precisa ~aber o priori qual a imcrprel<i ­ inJli"lria. lb) Poue-se su:-.tl'l1lar qUI! urna disparidade unormaJ entn: a
ção a ~er preferida. É por i s~o que el e~ não foram u~ados no tex to. allabelJlação dos homens e mulhere~ indicu lima cllnwção anurmal­
3óO 361
mente deprimida das mul heres, e d<lí dos não-habilitado!' e da milo-oe­
Proporção de melluws e mil /itere!. em ()cupaçõe.~. 1865
obw de baixo nível em gera l.
O qua.rto é b3'>eado nas estatísticas de paureri~mo. especialmen­
[)fícius com mcnus de 3U pur ~enlo ele IIlcninrk', m~lIt)S mulben:s:
te na velhice. Aqu i <I presunção é tlUC a<; áreas menos aristocrálicas con­
terão lambém mai s paupcl'iSlllO nu ve lhice. Contudo. em contraposi­
\ (I!inr/,I' 1~1 ' I',\ B Oficio, m,,/\ 1''''''''''' C Tm hall/II/)cH/(/o
Ifão a i'ito há (a ) o fa to de que o pauperisrno na velh ice será geralmente
", I JI~lIU l n e n lU '" m ll~í l,;~li" * Maqu in aria Fel"' un, de açúca r
menor na'! comunidades locais apertada!'> onde a aj uda da vizinhança e
J r l!<;gr;.l f"d '" Serradores. T,lIH >c iro\ Mole iros
da fumíliu é comum (p.ex .. nas aldeias c cidades pequenas) c (b) de que
In,tru mCnlOs C iCll1 íficos ':' Com,t rUC;;\o Nll\,d Traba lh adores ti.: pedrcild'
certa" regiões mos tram lima tendênc iü notavel menle maiorem econo­
" Alfa ia te, para HOlllcn, " ' Con slrução b hricu ll Lc' J~ sa l
minI' para a velhice do que outras.
l'cIClç iros. Cuni clo rc, "*CerLitl ores C Cf\ eic iros
Os dois primeiros argu men tos nos permitem acomp,mhar o cur­
r.ll:1 r i ~ ~ n k~ \.Ie re lógios de
so tln arislocracia do (rabal h~) seccionalmente. os dois <;egunuos regio­
h"I,,)<' pan."k Ch ara r i~es FCf\'cd oró de sahão
nalmente ou localmente. As estatísticas para eles \!stão djspollívei~ nos
I '.lbriça~ão de carruage ns Tmb:Jl h ~dúrcs de g:ís
Censos. nos Escrivães Gerais e nos Relatórios da Lei dos Pobres.
o', Fahri;: ".,:iio el e arreios Fahricante, de I ijolos
Para ilustrar (l primeiro pomo. A tabela .,eguinte mosu'u a propor­
.' r"hricação J e pente,
ção de menino,> e mu lheres em várias m.:upaçõesem ) 865 tFonte: Levi) ,
Pode parecer portanto que, na falta de outras i nf'onnações. a pro­
l) ()f{ci o~ com menos de 30 por ccnltJ de mcnino~" mais de.lll por cenlu de mulheres:
porção de meninos e mulheres principalmente nos ajuda a descobrir os
ofício,; habil itados com uma grande "cauda" de trabalhadores Jepli 111 i­
E:n,udcr n aç~ll de li vros hOiu, c , ar al"s
dos que de outra forma podiam pu:-;sar t.le'pen:ebidOs . Seria um engi.l­
Fa"ricantcs de e ,! n i\1" eJe L:l.Juro
no usar os número,'i demais - p. ex .. ('oncluir que os tipógrafos em
, LJ11,dhe d ~ madeira
IS65 continham uma aristOl:rac ia do trabalho menos forte Oll marcada
, ('hllpe lciros
do que 0-; alfaiates.
Our" c praia
O <;egundo ponto igualmente é inconcl usivo. Assim Ullla i.lnálise
Jo censo escocês de ) ~61 mostra que os homens de 60 e mais consti­
E Ol1do~ leves: F ['csados ou cllérJ~icos (mais de 30
tu íum mais de 10 por cento da torça ele Irabalhl} em numerosas indús­
p1lrccnl" de ml'ninft~ c llIulhcrl"l )
trias fabris, principalmente téxlei,., e as relíquias da indú~tria uomé!\ti­
'-Tipoírrallu Millcfl.lt;ão dec!U'\'f,o.
ça; e de 7 a 10 porcenlo elo içamenlode cürvão, gu~ômetros e peureiras.
?~ " L.1fc~ l1;tria 'I ':' Ferro
Ma~ ele . . constitu íam também mais de 10 por cento num ~erlo número
J 's( plari a Prndu!o:-. qllími co'\
de ofíc ios. tais l:omo o de construção, fabricante~ de sapatos, lanl)c i ro~
, ' C'ul. luri;, ':V iJr<\
e cutc leiros que niío tinha m nenhum direito i.I se considerarem como
• hlhncllnlcs de escúv:." '." Oulreb Tn ~l" i s . al ~ m do [em)
especialmente deprimidos.
, l)Ulro, IrahullHh de l11tl,ki !"1
O terce iro critério dá rc.. . ulli.ldos mais interessantes. Podemus
Jividir as áreas ocupacional mente especial iludas da Jnglaterra e de
Gales em doi ... gnlr()~. () "velho" e o "n()vu". Dentro das velha'! áreas há
lima di'itinção clara entre área ... agrícol u~ e ,LS vel has cidades de ofícios.
Nas primeiras - tomando J ~63 como nosso ponto de obse rva­
<- onh cci do~ ~ ~'rn ~ 1 ;1I1 " I \)~ r;ilk ( ~ ... , ou pnr ...' ol1h!n.~ rn lllna ;1113 p r(1por~·ãt) ue (l r i " tücra tu~.
ção - o analfa betismo mél',cul ino e ra ra70avelmente alto - 2g li 36
,. C r)n l~n d{. . um ;l ar i ~ tt)t,.; n lí.: ia. m!J~ tt.lm héln Illl I íl <..'" lr~b\:l lh ndorc' dr:.: primiut,"í ,

362 ~6 3
por cento. 29 pl1r cenlll par.! 0' soldadu". e li anallahell"'lI1o r~llli nillll 111\1 femininO tusse ainda muito ll1ui~ allo. e o,; cllndado... Oncnl..li" e dll
L\1erenlel11énle mlli ... h"i\o dPljue () do.., hllmLns. (1\1as c... l(' J'cnômcno ~Irulalld Onental bem como alguns cio \a.l e do Tumba no~ qllab dI:! t!ra
"ô hm ia "urgido nu llécaJa de IX50). Na... última'>. gt'ralmente.ll :.1Oul­ ."urrreendenle (C(ll11 ti média conjunta alcançanuo ou c\cedentlo 50 por
('anel i 'i 111 11 era nlll i Lu Illal'" hai \\ 1 li" que LI méd i.I, ma, li" 111ld hercs era lTl L'CIlIll no Herlrord~hlre. Hunling:don:-.hire. Beul'on.bltirc) . Ape~ar UC
mCl/o" in"tru ídas do quc n" hUllleo, p. ex.. em Melk,lulln (téxICI'" ue \lIdtl. n LanclLshirc tinha uma taxa ue anal1abcllsmo mascul1l1lll11ai" alta
\-\':0.,1 Counlry) as pnrn nLagclI\ el\1111 Je 2.1 a 16 rcspecll\ amClllc. em di! que IOUll ... excelll o... 1l1lVC piures conuauos agrícolas . t\ Guie.. Ul> Sul
\lnlud (lexlei... do We'a Country) Jl! 21 a 2-1. em Bri"'llll 19 a 2(\ em c os Mlúlélnd, OCIdentais estavam até então no fim da lista. Uma VCl
Rlllhcrhithc (cllnstruçül 1 na\'al e pl'íeU) ... riheirinhos) I Ó.! 2~ Dl'nlm II1IL ,I grande e\pal1~âll úa mincração úe carvão i.linua c-;lavOl por vIr.
das n\l\a-; arca.. podem ser reita\lrC" di ... tin<;õe.... Pnmeiro. h.1 CIdade, ()urhcLm tinha um analfabeLi ... mn masculino muilo baixo c não Illuitt)
nas quais a mãu-de~obru habilitada era torte...UIll um analfabetisll10 Illellllr do que a média feminina (24 e ~t) por cento I. A expansão da
coercntemente baiXO EsL:h algumas vele......i!o difíeei, de JiSlinguir 1llincr,1<:ãll iria lornar esta uma área relath amente multo al1ulfabel".
du... velha... LiJade... tk ofídos. mas é ~igmticatlv() que não <;(í ('I'i velho'i i1u,trando aSSllll graflCi.UllenlC os efeitos cho~antes da inJuslrialiluçàu
ccmro... de (..'ollstruçàü n:n'al. ~llm\) o... nll\>o... L'enlrns de c\ln~lrw;ii.() e \(lhre a, cundi<;ücs tio P()V~) . Enlre 1X41-) e I X74-H () progre'iso lanto
r~par{)s navais como AirJ...~l1heaJ (15 a :25 por u:nll)j tivc~sel1l pouco ent re os hl)menS como as mulher(!s roi o mais knto em IOl1úre.... (l
al1alfabetl~l11o. Segundo. hã os centros állw.aJos e analfabctm oe NIlrdc-;lc Yorkshire e Worcc... lcshire . No rim dadecada de I R70o" mais
1n111l'racrãll e (..'llmên:11l ue lem) c as áreêl!> ~el1lidoIll6.ticas. de .,~ml-()fí- all.tIrabeto~ d\l~ condado,; inuu... lriais continllurarn . . enúo aquele, da
cil).... esparHo~am~nte barbari/udas uo... \\cst ~,Iiula\ld .... Nc,>tas [.lnt(ll'S Galc.. Jo Sul. Worcc<;(er'ihirc c Statford... hirc e a~ áru\... de mineração Jo
homens COl1l0 ~IS Illulher~ ... sao ig.nlmll1le". elll hnr.1 J ... última., um tan~ Nortc . O Jiferencial enLre us hnmen, e as mulheres continuou mai~
to mui.... Em 1863 ti m~uia~nnillntaexcedia-l5 pareemo-numero ter~ :J.mplo no Lanca'ihire.
nvel- em lug.are, \,II'i como l\tkrlhyr (6-l), Dudky (5lJ), Ne,lIh ("2). 1\ in\'estiguçãl1 detalhaJa continna este quadro. A" porcentagens
Wl 11\'crhamptl111 (47), W:.II,,<I11 (.J.ó) t\llmmnulh 1-l7) e na \Lruade \lO Inllis alla~ para os homen" (aei ma de 20 por cento) oCUlTiam .Igora no,
SwlTl1rdshlrc c na Gales do Sul COmtllllll t"dl\. Terccln). há área... têx ­ CCllln l... não-habiJilad\ls domo LiverpooL Iltl, área... de mineração como
lci~ nas quuh Ih IWI11L'IlS eram 1Jl\)Úl'I",lJameI1lC i;: as r1lLllherl:"I dl(j~~In~ E.l\ingl.llll. Bishllp/\u~J...land.l3anhley. HlIughtl)n - lc~Spri ng. Ilo... çen­
tL'l1Icnte analfabeto.... As ... i m cm tDdas .1' prlllCl pms cidaues algllJOl'ira... tO\ de (erro e aço como M Idd Ic... brough . Warri ngtlln. Hun ... lct. ma!>.

as mulheres erum du,l'" \e/e'i mais anallélbela ... 00 lJue os humem•. l'lmhém nos centro, lanígeros deprimiulls l:OlnO Dcwshury. O unull a­
estando a métlia Jos humelh entre 25 e 30 por ccnto. O rnc,nw é ver­ heli... mo tCllllllino. o duhro do dos homen" oCOlTia em I:id'ldc... como
dadeiro rara a, cidade... lanígera., cmhnré.lll ,lIldlLlbelismll 11I.I'LUIIl1\1 KClghley. H,t1iJax Brudrord, Bollon. Bury. Sallord. Manche"'lcr. Old­
l(l""'C Illui!\! mui, hai\o. t.lhel. de\ id\1 ~\ id.IlÍL maior da indú ... lria. A... h:1111. Preston, Blw.:J...bum e Bumley. Segunuo a nalurC/,I Jas cpisa.... a
mulheres na:. cidadc~ de lIlulha... e rcnua ... e"ia\':lIll e<,panlll>;L1mentl' utl'ahe liJ':.!\ào espeCifica dos Irahalhadurc ... ari~tocrátko" é cuda vez
mui'i hem ... iluad..... Illa i., Jilkil de descohrir pllrquc 0' l'cnlros Jo, ... euo; llfícill\ <p. ex.
O rrogrcs ... u da alfabcli/U\;ão ('lIlre II primeiro rcgi'.tru de e\tull\­ S" tnUlIIl e '1'nrk com "uas oficinn~ ferroviária'i) ~ã() l1luita~ Veles como
lica... el11 I X~X-l) e I H7~-~1 IlI()Jilic<I LI tll p' lUU' ti quallro. Em I ~38-9 ", :Illuel<ls cidadc, de \.lmanl1o médillccrcadas pl11 ,íreas rurais na, quais
~írt!a~ ele rU/clldas ainda flUO c",'m :lm tão bem 'llUuda-;. Ela~ podem .,cr 'l' puderi;] e.. pcrar encontrar boa i 1I~lrU\'ão - p. ex.. LancasLer Ape\ar
d Í\ IJitlll' cllllrê, parte... · 11 C\I reino I\(lrle (CIII11!x'I-I.Il1d. We'iLmllrd ..lI1u. do : \Ildl I a di terença cntr~ a cldaue femn iária úe DOlltastcr e a cidade
\Illrthumherlunu) que Crll11 ns elllll.r.ldll:' mais all;lbclitado... de llldo.... 11 Inéira dt Barnsle) ~ surprccnuente
( .\L·cLo LI)l1dres talve/. devido a 111 11 UCllt1:1 dw, ... eu... \ i /I nhll'" G'\t!\)Le,e... Podell1o" concluir que as áreas com ulfabctiLuçãl ' LOCrCl1lelllen~
In .. lruídll.\: IlS Ll>nd,IUU, do Sul e do Sudoôte linde \) analfahelismll lL' al la IlJll podcm 11l1rmalmenlc ,cr I:onsidcrada.. como "uri"tncrati­
l11.hculinll era 4ua.\e t.to grande l'Ill11U em 1~6..\.. embora l) anall"abcli ...­ L':I ..... 110 ",clllido do século dC/l.'no\ e. embora pos ...am conter tnlhalha­

",(14 ~()5
dores alt ame nte pagos. apesar de inseguro ... . Devemos . permanecend o
as outras co isas ig uais, c"pe rar encon trar um al to grau de pobreza
secu ndáriu aqui. As áreas com um amplo di ferencial entre homens e
mulheres, por ou tro lado. e aqueJ,ls com anall'abet i'i mo coerentemen te
baixu. dev iam ser os principais centros da aristocraci a do tr ab,úho.
A análise da pobreza dos vel hos confirm a isto em parte. em bora
ela mostre centros de m ineração de carvão coe renteme nte e m me lho­ 16
res c on ui~ ões neste sent ido do q ue os centros de f eiTO e aço (p. ex., em
1894 em Glamorgan , Monmouth e Carrn arthen em deloito ,> indi catos
46 por cemo ou mais de todas as pessoas ac ima de sessenta e cin co anos TENDÊNCIAS DO MOVIMENTO
eram pob res em se is: Llane lly (3 6 ), Neath (37). Pont) poo l (38 ) , TRABALillSTA INGLÊS DESDE J850
S wansea (3 9) Bridgend (40), Bed we llty (42) . Em Non hu m berl and.
D urham e North Rid iog, Micldlesbroug h (46) eram de longe os piares
ce ntros de miséria dos velhos) . Falan do de um a maneira geral (s~ m
contar as aJdei as m iseráveis) os piores centros era m aqueles das cilla­
de:; portuária" n ão -h a b i li t ada~ e centros 'iemel hantes - Lonures, Li­
verpool , Bristo l - os cen tros de ferro e aço, e os ponto ~ negros hab i­
tu ais da ind ústria se m ido més tica e m pequena e'lcala de Midl <Hld ­ ESTE ENSA IO não é uma história do movime nto trabalhista,
Dudley, Kid dermi nster e as se m elh ad o~ . Illas lima tentativa de discutir e m detalhe um tanto maior do que é feito
A análise do anaJfabetismo cda mi séri a dos ve lh os. portanto, aju­ habitualmen te, o fu nc ionamen to de dois conce itos-padrão q ue os
da a dar algu ma profund idade, e até certo ponto mod ificar ü nosso qua­ "vlarxistas usam para explicillcertas tendênc ias dos mov imentos traba­
dro da estratific açào da cl asse trabalh adora. lI1J<,tas sob () cap italismo: o conceito de uma "aristocracia do trabalh _.,
(1 954) goza ndo de pr iv ilégios especiais e portanto inclin ada a ace itar as opi­
niües dm. >;eus patrões: e ada "cspontane idade" do movimento que, de
lima ronna bastante mais primiLiva. le\;a <I rcs ul tados semelhantes. É
provável que ambos estes fosse m rirados originalmente da expe riência
inglesa . Certamente o I mperialislII ue Lenine. que discute O pri meiro.
deve muito ao trabalho anterior dos pensadores ingleses !..ocialistas e
até l jb~ra1-rad i cais sohre I) as... unto . Ele é menos conhecido tio que o
:-.\.!u Wlutlls To Be Dane. que contém lima d isé u s~ão completa do últi­
lIlO. renete uma leilura cuidadosa e ex tremamente críti ca da grande
lkfc!><l dus Wcbbs do mo vimento ~indica l inglês "e::..pontâneo" , q ue
Lenine huv ia tradu7.ido em seu ex ílio siberia no pouco antes. I Ce rta­
mente a lnglaterra é () [oe//!) c!ossictl.\ para ambos no século uezenoVl:.
L. 111 li ,UláLise tal como esta pode lançar luz "obre a fo rça e a nnrureül do
"retormismo" do mo\imcnto inglês hoje. De qualquer maneira e~le
c~hoço pode se rvir pura es ti mu lar a d isc u ~~ão !>o bre um as~unto de
Illaneira alguma completamente explorado até agora.

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