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OS DESTRUIDORES DE MÁQUINAS

É HORA TALVEZ de recon siderar o problema da quebra de


máq uin as no começo da históri a industrial da Inglaterra e outros paí­
se!'> . Quanto desta fo rma de equívocos do início da luta da classe traba­
lhadora são ainda largame nte sustentados, mesmo por historiadores
es pecializados. Assim, um excelente trabalho pu blicado em 1950 pôde
ainda de<;crever o Luddismo simplesmente como uma "Jaquerie"
industrial sem propósito e frenéti ca", e uma autoridade eminente que
contribuiu mais do que a maioria para o nosso conhecimento dela . pas­
sa sobre os tum ultos endêmicos do século de7,Oito com a sugestão de
que es tes eram o transbordamento da excitação e da animação '. Tais
eq uívocos são , acho eu , devido à per'\istência das opiniões sobre a
inlroduç,'ào de maquinaria elaborada no começo do séc ul o dezenove , e
à... opin iões qu anto ao operariado e à história do si ndicalismo formula­
da~ no fim d l ) 'iéculo de ze nove, principalmente por We bbs e se us
~cg l\i dores Fabianos. Tal vez de vamos di sti nguir as opini ões e a~ pre­
~ltnçõcs . Em grande parte das discussões sobre a quebra de máquinas
<Aiud el ..,c pode dete ctar a pres uncrão dos apo logistas cconômico~ da
classc médi a do século de7e nove. de que se devia ensinar aos operários

NT - R~\ " lla ca mponesa na Frun ça e m I :\5~.

l7
a não baterem co m a ca beça cont ra a ve rdade econômica. por mais Para muitos não-especialistas os lermos "destruidor de máq ui­
intrag<Ível que fos"c; dos Fabi anos e l iberais, de que os métodos com nas" e Luddita são intercambi áve is. Isto é apen as natural, porque as
c mprcgo da força na ação trabalh is ta são menos efi cazes do quc as insUlTeiçõe ~ de 1~ 11- 1X13, e de alguns anos após Waterloo neste pe­
negoc iaç ões pacíficas; de am bos. <.le que o iníc io do movi mento traba­ ríodo. atraíram mai s a atenção pública do que qua isquer outras, c acre­
lhista não "abia o qu e estav a fazen do. m as si mp lesmente reagi a. cega­ diw\' a-o;e ex igirem mai s força militar para a sua su pressão. O Sr. D~u'­
mente c à!> apalpadela", à pres"ão da mi sé ri a. como os animais no laho­ \ alI ' tez bem em nos lembrar de yue os 12.000 soldados empregados
ratório reagem às corren te s e létricas . As opi ni ões conscientes d a conlra us Ludd itas excederam grandemen te em tamanho o exército
maioria dos estudio\os podem ser resu midas como se segue : o triun fo que We llington le vou para a Península em 1808. Co ntudo a preoc upa­
da mecani zaç ão era in c\" it,lvd . Podem os compree nder e sim patizar ção natural que se tem com os Ludditas tende a confund ir a discu %ão
com a longa ação de retaguarda que lOdos, exce to li ma minoria de tra­ da quebra de máquinas em geral, que começa como um fenômeno sério
balh adores fa vorecido s. empree nderam contra o no vo s iste ma ; mas (<;c se pode d izer propriam ente ter tido um co meço) em algum momen­
devemos ace itar sua de n ota inev itá vel e sem propósito. lo do século deze ssete e continua até mais ou menos 1830. Realmente,

As presu nções tácitas são in tei ramente discutíveis . Nas opiniões a série de revoltas dos trabalhadores rurais que Halllmonds batizou de
consc ientes há obvi amente uma boa dose de \e rdade. A mbas, contu­ "última in s urreição de trabalh ad ores' em 1830 foi essencialmente
do, obscurece m uma boa parte da h i~tóri a . A ssim elas tornam impossí­ lima ofensiva importante contra a maquinaria agrícola, embora des­
vel qualquer e~tud o rea l do ., métodos de lu ta da classe trabalhadora no truísse In cidentalmente também uma quantidade razoávell de equipa­
menlO industrial '. E m primeiro lugar, o Luddismo , tratado como um
período pré-industrial. No entanto tal estudo é extremamente necessá­
fe nômeno isolado para fins admini strativos , abrangia vár;os tipos dife­
ri o. Um olhar mui to apressado sobre o movi mento trabal hi sta do sécu­
re ntes de quebra de máyuinas, que na maior parte exi ~Lia m indepen­
lo dezo ito e começo do deze nove mostra como é perigoso projetar o
dentemente uns dos outros , exceto ante;:, e depois . Em segundo lugar, a
quad ro d a rev olta deses perada e retirada, tão fa mili ar de 181 5-48,
rápiua derrota do Luddismo levou a uma crença generali zada de que a
lon ge demais no passado. Dentro de seus lim ites, e eles eram, intelec­
quebra de máqu inas nu nca era bem-sucedida.
tual e organil..ê.lcionalmente muito estreitos. o~ movimentos do longo
Vam os cons iderar o primeiro ponto. Há pelo menos dois tipos de
<; urto e co nômico que te rminou com as guerras Napo lcô nicas não
quebra de máq uinas, bastante d ife rentes da quebra inciden tal dos dis­
foram nem desprezíveis nem com pletame nte malsucedi do s. Grande
lÚl'hios comuns contra os altos preços ou Ou lra:-, causas de desconten­
parte deste suces<;o foi obscurec ido pel as derro tas su bseq üente,;; : a
tamen to - por exemplo, uma parte da destruição no Lancash ire e m
forte organização da indústria de lã do oes te da Tnglaterra decaiu com­ I ~ 11 . e no Wiltshire em 1826'. O primeiro tipo não implica nenh uma
pletamente para só rev iver na asce nsão dos si ndicato" gerais durante a hO~lilidade es pec ial contra as máqui nas como tal, mas é, sob certas
primeira grande guena; as corporações de ofíc ios dos trabalhadores ~onúições. um meio normal de fa zer pressão contra os empregadores
belg,l<; de lã. suficientemente fortes para vencer acordo'i coletivos v ir­ ou os trabal hadores ex tras. Como foi notado com ju stiça. os Ludditas
tuais na década de 1760. dec aíram após 1790 e até () começo da déca­ de NOllillgha msh ire, Leicestershire e Derby.. hire "estavam us ando os
da de 1900 o sin dical ismo esteve mo rto para fins práti cos~. ataque" contra a maquin ari a. quer nova ou velha, com o meio de forçar
Contud o não h<l realmente ne nh uma desculpa p<.ll"a ig nora r de "'eu~ empregadores a f:l zer- Ihcs concess ões com relaç ão a sal áriol> e
qual quer modo a força des tes primeiros movi mentos na Ing laterra; e a OUlras que,..,[õcs'·." Es te tipo de c1estru iç:ío era Lima parte tradi cional e
menos qu e pe rce bamo s que a base do pode r es ta \'a na que b ra das e\t,lbelel'ida do conflito industrial no período do sis te ma doméstico de
máqui nas. nas arru aças e na destrui ção das propriedades em ge ra l (Oll, labricaçãn. e nas pri meiras fases das fá bricas e das min as. Ele não era
el11 lermos moderno:-. na sabo tagem e na ação direta), não vemos sen­ uirigitlo ap~n as conlra as m<Íqui nas. mas tamb~m contra as maté ria:- ­
tiúo neles . pn mus. prou utos acabados, ou me s mo a prop ri\!dade pri vada dos

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em pregados. dependendo 00 tipo dc danos a que estes eram mais sen­ Ccrtarm:nte a des tru ição das máquinas foi a arma mais importante usa­
síveis. Assim. em três mcse'i de agitação em 1802, os tosquiadores de ela no' famosoS tumultos de 1778 (o, anceslrais do Luddismo) . que
Wiltshire queimaram montes de feno, celeiros c c ho~ as de negocian­ I oralll c... "encial mente parte de um movimen to para resistir às reduções
tes de tecidos impopulares, abateram suas árvores. destruíram carrega­ de <;ahírios .
mento~ de pairo. bem como atacaram e destruíram suas fábric as'. Em nenh um de s te~ casos - e ou tros podem se r mencionados ­
A prevalência deSla "negociação coletiva atravé~ ua arruaça" é ho u \t~ qualquer questão de hostilidade à, máquinas como tais. A des­
bem demon ~trada . As ~ i m - para to mar si mplesmente os ofícios têx­ truiçiio era !>i l11 p le~men te uma técnica do sindicalismo no período ante­
te is do oes te da Inglaterra - os negociantes de tec ido.; que ixaram -se rior, c durante as primeiras fases da Revol ução Lndus trial. (O fato de os
ao Parlamento em 1718 e 1724 que os tecelõe:. "ameaçaram demolir ... imlic<ltos organin dos difici lmente c xi ~ t irem ainda nos ofícios envol­
suas cas a~ e queimar seu trabalho a mcnos que concordassem com suas \ ido .... não afeta grandementé o argumento. Nem tampouco o fato de.
cond ições· ... As disputa, de 1726-7 foram travadas no Somerset, Wilt­ com a chegada da Revolução Industrial. a destrui ção adquirir novas
shire e Gl oucester:-.hire, bem como em Devon, por tecelões "in vadin­ lunções .) Ela era mais útil, quando tinha que ser feita pressão intermi­
do a, casas (dos patrões e furadores de gre ves), estragando a lã e cor­ tente ~obre o, patrões, do que quando tinha que ser mantida pressão
tanuo e uestruindo as peças nos teares e os utensílios do ofício"." Elas constante: qua ndo o~ salários e as condi çfles mudavam subitamente,
terminaram em al go parecido com um contrato coletivo. O gran de wmoe ntre os trabalhadores têxteis. ou quando os contratos anuais che­
tumulto dos trabalhadores têxteis em Melks ham em 1738 começou gavam para renovação simultánea. como entre os minei ros e marinhei­
com os trabalhadores cortando todas as correntes do~ teares pertencen­ ros, mais do que quando, digamos, a enLrada no mercado tinha que ser
tes ao Sr. Coulthurst.. . por ele ter baixado os Preços "';" e três anos mais 11nnemente restrita. Ela pôde ser usada por todos os tipos de pessoas,
tarde empregadores ansiosos na mes ma área estavam escrevendo para dc!)(.1t! os peq ll e n o~ produtores independentes, atra vés das form as inter­
Londre!> pedindo proteção contra as exigênci as dos ho mens de que med iárias tão típicas do sistema de produçao doméstica, até os ass ala­
nenhum estranho devia ser empregado, sob pena de destruição da lã". riado ... mais Oll menos completamen te capacitados. Contudo diLia res­
F assim por diante, duran te todo o :-.écu lo. peito pri ncipal mente mais às di sputas que surgiam do relacionamento
Novamente, quando os mineiros úe carvão tinh am chegado ao social típico da produção capitalis ta. do que entre cmpre:-.ári os empre­
ponto de dirigi r ,>uas ex igências contra os empregado'res de mão-de­ gauores c os homens que dependiam, direta ou indiretamente, da venda
obra, usaram a técn ica da destru ição. (Na ma ior parte, I\aturalmente, as dn ",ua força de trabal ho a eles: embora este relacionamento existisse
insurreic;õc,> dos minei ros ainda eram dirigidas contra os altos preços aindae m formas primiti vas, e cstivesc,e confundido com as relações da
dos alimentos, e os exploradores julgavam-se responsáve is por eles.) pequcnu produção independente. Vale a pena notar que os distúrbios C
As!>im , no campo de carvão de NOrlh umberlan d. o incêndio da maqui­ destruições deste ti po parecem mais freqüentes na Inglaterra do século
na ri a da boca do poço fez parte uos grandes tumu ltos da década de <ki'oito. com a sua Rcvolução "burguesa" por trás. do que na França do
1740, que dell aos homens um aumento de salário,,· bastunte grande". ~éCLllo de.w it o l . Certamente os movimentos dos nossos tece lões e
No vamen te. as máqui nas foram de!\pedaçadas e o carvão incendiauo mineiro~ sào muito di feren tes das atividades superficialmente pareci­
nos tu IllUItos de 17 M , o que deu aos mineiros a liberdade de escolhe­ Jus com as uo:-. sindicatos das associações ele a~s alari ado ~ em áreas CClIl ­
re m se u~ empregadore s no fi m do contrato anu al". Le is do Parlamen­ tincntai... muito mais primiti v a~ ' x.
to contra o incêndio de poços foram haixada'l a intervalos du rante a O valor desta técnica era óbvio. tanto como meio de fazer pres­
última parte do século ". Me<; lT\o em 183 Los grevistas em BedJi ngton são no, empregadores. como de garanti r a solidaricdade essencial dos
(Durh am) destruíram mecanismos de içamento ". trahal haJores.
A história da destrui ção de f'Cl rmas no ofício de malharia do Eas t O primeiro ponto é admiravelmcn te apresentado nu ma carta do
M idlands é por J emai s conhecida para precisar se r contada de novo'6 "t:crclário da câmara muni cipal de Nottingha m em 18 14 1" . O., fabrican­

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tes de mal ha, em basti dores . com unicava ele, estavam agora em greve f~hrica o U localidade, percorrendo toda a região. con vocando aldeias,
contra a firma de J. e George Ray. Já qu e esta firma empregava princi­ ()nc tn a~ e ráh ric a ~ por uma mist ura de apel os e força (embora pOLlCO';
palmente homens que p o~s uía m seus próprios teares, eram vulneráveis trahalhadores precisassem de muita persuasão nas primeiras fases da
a uma simples suspensão das encomendas . A maioria das firm as, co n­ lula)"' . Me!>mo muito mais tarde as dem onstrações e re ll n iõc~ de \11as­
tu do, alugava m os te ares aos fabr icantes de mal ha "c através dele s ,a cnnsli luíam um a parte esse ncial das disputas trabalh istas - não só
adquiriam controle total de seus trabalhadores. Talvez a maneira mais pará intim idar os empregadores. co mo para manter Os homens jun tos
eficaz pela qual a combinação podia coagi-los era o ~eu mei o anterior e animau0s. Os tumultos pcriód ico ~ dos mari nheiros do Nordeste, no
de continuar a guerra des tru indo se us bastidores ." Num si stema lempo em que os contratos de trabalho eram fixos. são um ho m exem­
doméstico de indústria, on ele pequenos grupos de homens, ou ho mens rl\l~ 1: a\ greves dos portuários modernos outro!;. Evidentemente a téc­
isolados. trabalhavam es palhados em numerosas aldeias e pequenas nica Luddi "ta estava bem adaptada para es ta fa.,e da gue rra industrial.
casas de campo, de qualquer maneira não é fácil conceber qu alqu er Se os tecelões ingleses do sécu lo delOi to (ou os madeireiros america­
método que possa garantir uma parada eficaL. Além do mais, contra nos dI) sécul o vin te) foram um grupo de hom ens proverhia lmente
empregadores locais comparativamente pequ enos, a destruição de desordeiros , havia sólidos motivos técn icos para serem o que eram.
propriedades - ou a ameaça constante de destruição - seria bastan­ Qllanto a este ponto també m temos alguma confi rmação de um
te e fi cuL. Onde, como na indústria de roupas, tanto a matéria-prima moderno líder sindical que , quando criança. viveu a trans ição de uma
como o artigo acabado são caros, a destruição de lã ou da roupa pode imlústria de lã de doméstica para o ., istema de fábrica. "f~ necessário
bem ser preferíve l à dos teares~". Mas nas indústrias semi-rurais mes­ lembrar". escreve Ri naldo Ri gola."' "que naquela época pré-socialis ta
mo o incêndio das medas, celeiros e casas dos empregadores pode afe­ a classe tra halhado ra era um a turba, não um exército. As greves escla­
tar seriamente sua conta de lucros e perdas.
recidas. ordeiras e burocráticas eram impo<;síveis. (R. é um cOIl'\crva­
Mas a técnica tem outra vantagem. O hábito da solidariedade, dor exlremo entre os líderes sindic ais - EJ.H.) Os trabalhadores só
que é o fundamento do <;indicalismo eficaz, leva tempo para aprender
podiam lutar por mcio de demonstrações. gritaria. incitação c va ias,
- mes mo onde, como nas minas de carvão, ele se sugere naturalmen­
im imidação e violência. O Luddb mo e a sabotagem, embora não ele­
te. Le va mais tempo ainda pura integrar o código de ética incOnteste da
\ ados àcategoria de doutrinas, ti nham apesar de tud o de fazer parte dos
classe trab al hadora. O fato de O~ fabricantes de malhas em bastidores
método:. de luta."
espalhados no East Mid lands poderem organi zar gre ves eficazes con­
Dc \ el11os agora nos voltar para o segundo método de des (lUição,
tra as firmas empregadoras . por exemp lo, ate.,ta um alto níve l de
queé geralmente considerado como a expressão da hostilidade da clas­
"moral sindical"; mais alto do que poderia normalmente ser esperado
<;e trabalhadora ús novas máqui nas da Revolução Industrial. especial­
nesse período da indu'i trial ização. Alé m do mais , entre homens e
mulheres mal pagos , sem fundo s de greve. o perigo de furadores de mente as que economi zam mão-de-obra . Naturalme nte, não pode
greves é sempre agudo. A quebra de máquinas foi um dos métod o~ de Ilavel nenhuma dú vida do grande senti me nt o de opos ição às novas
co ntra-alacar estas fraquezas. Desde que o equ ipamento de içamento tnüquina.s; um se nti mento bem fu nJauo, na opinião de nada m~ nos que
de um poço de min a Northumbria no fos se qu ebrado. ou o alto-forno de lIrna autori dade como o grande Ricmdo!n. Con tllJo três observações
uma fundi ção galesa posto fo ra de servi r.: o, ha vl3 pelo menos uma uevem "er reitas. Primeiro, c:" ta hosti lidade não era nem tão indiscri­
~arant i a temporária de que a fábrica não funcionaria: . Este era apenas 1l1inada ne m tão es recífi ~ a como se tem presu mido mUltas vezes.
' SegundO,CllJ11exce~ões locai ~ ou regiunais. ela foi surprecn denteme n­
Ulll dos métodos. e não aplicável em toda parte. Mas todo o co mplexo
de ati v i dade~ qu e os a d m ini~ trad ores do sécu lo dezoito e começo do te Iraca na prát ica. Finalmente, ela de maneira algu ma se restringiu aos
dCLeno ve chamavam de "Tum ulto" conseguia m o mesmo fim. Todos lrabalhadores, mas foi parti lhada pela grande massa da opin ião públi­
estã() familiarizados com os bandos ele milita ntes ou gre\ istas de uma ca. Inclusive muitos industriais.

n 23
(i) o primeiro ponto ficará claro, se considerarmos o problema dnrc", de máquinas do La ncashire de 1778-90 distinguiram claramente
como ele se apresentava ao próprio trabalhador. Ele estava preocupa­ ~nlre máqui nas de fiar de 24 fusos ou menos. que eles pouparam, e as
do, não com o progresso téc nico abstratamente, mas com os problemas cranth:s. adequadas apenas para uso em fábricas, que d es truíra m~'. Na
gêmeos práticos de impedir o desemprego c manter o padrão dc vida In!!latcrra. que e'l(Uva mais familiarizada com as rel ações sociai s da
habitu al, que incluía fatores não-monetários tais como a liberdade e a nr~,dllr,: àO que an teci param aquel as do capi tali smo indus trial , "em dú vi­
dig nidade, bem como os salári os. Assim, não era às máquinas como tal da c-.te lipo de comportamento é menos inesperado do que em outros
que ela objeti vava, mas a qualquer ameaça a estes - acima de tudo à lugares. Ne m devemos ler demais a respeito. Os homem; de 1760 esta­
mud ança total nas relações soc iai s da produção que o ameaçavam. Se vam <l inda longe de compreender a natureza do sistema econômico que
esta a mea~a vin ha da máq ui na, ou de alguma outra parte, dependia das estavam preste:-. a enfrentar. Apesar de tudo. é evidente que a luta deles
circun stâncias. Os tecelões de Spitaltiel ds in surgira m- se co ntra as não rCli uma si mples luta contra o progresso técnico como tal.
máquinas pelas qu ais "um homem pode produzir tan to ... como quase Ne m há. na maior parte. qualquer diferença fundamental na ati­
vinte scm elas" em 1675; contra os usuários de chita estampada em tude dos trabalhadores em relação às máquinas, tomada como um pro­
1719; contra os imigrantes que trabalhavam abaixo do preço em 1736; blema isolado, nas primeiras e últimas fases da industrialização. É ver­
e eles destruíram teares contra o corte de salários na década de 1760 27 : dade que em muitas indústrias o objetivo de impedir a introdução de
mas o objeti vo es tratégico destes movimentos era o mesmo. Por volta müqu illas indesejáveis havia cedido lugar, com o advento da mecani­
de 1800 os tecelões oci dentais e os tosquiadores entraram simultanea­ zação completa, ao plano de "capturá- las" para os trabalhadores que
mente em ação; os primeiros se organizaram contra a inundação do gozavam de padrões e condições sindicais, enquanto tomavam todas
mercado de trabalho por traba lh adores extras, os últimos co ntra as a:-. medidas praticáve is para mi n imi zar o desemprego tecnológico.
m áq uinas '~. Contudo, o objetivo deles, o controle do mercado de traba­ E'ita po!ílica parece ter sido adotada improvisadamente após a década
lho, era o mesmo. Inversamen te, quando a mudança não trazia absolu­ de 1840" e durante a Grande Depressão. mais gencricamente após o
tamente desvantagem aos trabalh adores, não encontramos nenhuma meio da década de 1890' . No entretanto, há muitos exemplos de opo­
hostilidade especial contra as máq uin as. Entre os tipógrafos, a adoção sição direta às máquinas que ameaçam criar o desemprego ou rebaixar
de prensas movidas a motor após 1815 parece haver causado pouca o trabalhador mes mo hoje em di a'''. No funcionamento normal da eco­
perturbação. Foi a revolução posterior na composição de tipos que,já nomia da inic iativa privada os motivos que levaram os trabalhadores a
que amea~ava um rebaixame nto por atacado, provocou a luta19 Entre não confi ar nas novas máqu inas na década de 18 I Ocontinuam convin­
o co meço do século dezoito e o meio do de7eno\c a mecanização e os centes na década de 1960 .
nov os implemento s aumentara m gra ndemente a produtividade do (i i) O arg umento até agora pode aj ud ar a explicar por que, al'inal
mineiro de carvão; como a introdução . por exemplo, das explosões de de cont".... a resistência às máquinas foi tão peq uena . O fato não é geral­
dinam ite. Contudo, como ele'i dei xaram a posição do cOl·tador intoca­ Illente rcconhecido, porque a mi tologia da era pioneira do industri ali s­
da. não ouvimos falar de ne nhum mov imento importante para res istir mo. que h(.lmens como 8 ai nes e $amuel Smile'l retletiram . ex age raram
às mudança" técnica<;. embora os minei ros fossem pro verbialmente 0<; tumu ltos que ocorreram real mt! nte. Os homens de Manchester gos­
ultraconservadores e arruaceiros . A restrição da produção praticada tam de pensar em si mesmos não só como monumentos da iniciali va e
pelos trabal hadores sob a iniciativa pri vada é uma questão total mente da ~ d heclor i(l econô mica, como ta mbé m - LIma tarefa mais difíc il­
diferen te. Ela pode ocolTer e ocorre em indústrias completamente não­ como heróis . Wads worth e Mann redu7iram os tumultos do Lancashiré
mecanizadas - por exempl o. na indústria de construção; nem depen­ no s~cLl II.) demito a proporções mai s mo desl a ~ q. Na verdade te mos
de ela de movimentos ostensivos, ()rgani za~õe" ou in surreições . rcgi).,tro apen as de al guns movimentos de destruic.;ão realme nte ge ne­
Em alguns casos, na ve rdade, a resistência à máquina foi com bas­ r•• li/<.ldo)., lai:-. como os dos traba] hadore" rurais. que provave lmen te
tante consciência uma resistênc ia nas mãos do capitalista. Os destrui­ dC~lruírah1 a maioria da" dehu lhadoras nas áreas afetadas, ,> as compa­

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nhi a~ especial iLadas de pequenos grupos de tosquiadores na Inglater­ lllc nuauo a Paralisação do Emprego de Máquinas usadas para debulh ar
ra e em outras partes"'. e tal vez os tumultos contra os teares movidos a 1...1ilhne para outros Fins". "As máquinas," alegou ele, "têm tanto direi­
motor em 1826" . As destruições do Lancashire de 1778-80 e de I R1I to ü proteção da Lei como qualquer outro tipo de Propriedade"·' .
rei-tringiram-se a áreas limitadas c número limitado de fábricas. (Os Ne m isto é de surpreender. Os empresári os capitalistas completa­
grandes movimentos do East M idland de 1811-12, não foram, como !1l~l1te dese nvolvidos formavam uma pequena minori a. mesmo entre
vimos, absolutamente dirigidos contra a 'lOva maquinaria.) rqO é devi­ aqueles cuja posição era tecnicamente a de au feridores de lucros . O
do não só ao fato de que um pou co de mecanização cra considerada pequeno lojista ou patrão local não queria uma economia de expansão
inofensiva . Como foi acentuado'''. a maioria das máquinas tendiam a iJlln itaela, acumulação e revolução técn ica, a selvagem briga ele foice
ser introduzidas em ocasi ões de prosperidade crescente, quando o ní­ que condenava os fracos à falênci a e ao status de assalariado. Seu ideal
vel de empregos estava melhorando e a opo sição , não totalmente era o I\on ho sccu lar de todos os "pequenos homens", que encontrou
mobilizada, pôde ser di ssi pada por algum tempo. Quando as dificu Ida­ expre':>são periódica em Le veller, no radicalismo Jeffersoniano ou
des voltaram, o momento estratégico para se opor aos novos imple­ Jacobino, uma sociedade e m pequena escala de proprietários modestos
mentos ha\ia passado. Novos trabalhadores para operá-los já haviam e a~"a l ariados em condições confortáveis, sem grandes distinções de
sido recrutados, os operários antigos ficaram de fora, capazes apenas riqueza ou poder: embora sem dúvida, em sua maneira discreta, fican­
de destruições ao acaso de seus competidores, incapazes de se impo­ do mais ricos e mais confortáveis o tempo todo . Esse era um ideal irrea­
rem sobre a máquina. (A menos, naturalmente, que tivessem bastante IiLável. e mais ainda na evolução muito rápida das sociedades. Lem­
sorte de possuir um mercado especializado que não fosse afetado pela hre mo-nos, contudo, de que aqueles a quem isso era dirigido na Europa
produção à máquina, como os que fabricavam sapatos à mão e os do começo do século dezenove constituíam a maioria da população, e
alfaiates fizeram nas décadas de 1870 e 80.) Um motivo pelo qual a fora de indústrias tais como a do algodão, da classe empregadora'''. Mas
destruição pelos tosquiadores era muito mai$ persiste nte e séria do que mes mo o empresário caritali sta genuíno podia pensardeduas maneiras
a pelos outros foi que estes homens-chaves altamente especializadas e quanto às máquinas. Acrença de que ele devia favorecer inevitavelmen­
organizados mantiveram muito controle sobre o mercado de trabalho, te o progresso técnico como uma questão de interesse próprio não tem
mesmo após a mecanização parcial N . fundamento, mesmo que a experiência do capitalismo francês e docapi­
(iii) A mitologia dos industriai s pioneiros obscureceu também a talism o inglês posterior não estivessem disponfveis. Bastante diferente
avassaladora simpatia pel os de struidores de máquinas em lodv, os ((~I [>ossibilidade de ganhar mais dinheiro sem máquinas do que com
seg mentos da população. No Nottinghamshire não foi denunciado um elas (e m mercados protegidos etc .), só raramente eram as novas máqui­
único Luddi ta, embora muitos dos pequenos patrões de vessem conhe­ na, proposições lucrativas imediatas e óbvias .
cer perfeitamente bem quem quebrou seus bastidores·n. No Wi ltshire I fá, na história de qualquer imple mento técnico, um "limiar de
onde se sabia que os intermediários que terminava m as ro upas e os lutro" que é alravessado bastante tarde - quanto maior o capital que
pequenos patrões simpati zavam com os tosqu iadores ..1I Os verdadeiros lem 4ue '\cr enterrado numa máquina, ma is tarde. Daí, ta lvez, a prover­
terroristas de 1802 não puderam ser desco bertos: ! Os negociantes e hia l fa lta de <; ucesso comercial dos inve ntore ~, que enterram o seu pró­
fabricantes de lã ue Ros:o.end aJ e ba ixaram . eles própri os. resoluções prio dinheiro e de outras pessoas em se u~ projetos enquanto eles ainda
co ntra os tei1res movidos a motor algu m, anos antes de os homem. des­ "~{1 inev itavelmente imperfeitos e de maneira al guma evidentemente
tru í-los· . Du ran te a insurreição dos trabalhadores de 1830 o Escrivão 'lIperiorc~ aos seus rivais não-meca nizados 41 • Naturalmente, (j econo­
uos Magistrados de Hindon , no Wil tshire, comunicou que "onde a tur­ Illi;J de livre ini ciativa pode superar estes obstácu los. O que foi descri­
ba não destruiu a maqu inaria, Oi; fazendeiros expu:o.cram a mesma a fim tll (;01110 o "vasto surto do século" de 1775-1 R75 criou "iwações. aqui
de :o.er destrufda"+I e Lord Melbou rne teve que env iar uma circular em e l1J i. que fo rneceram aos empresári os em algumas indústria" - a do
lermos inc isivos aos Magistrados que hav ia "C ID muitos casos reco­ alg\luão por exemplo -o ím peto para salt<lr além do "li miar"J' . O pró­

26 27
pr' r. mecanismo de :tcumulação do capital numa sociedade passando ~~[;I' se chocavam com interesses mais antigos e maiores. Os proprie­
por uma revolução forneceu outros. Desde que houvesse concorrênci a. tari\l~ ru rais ociden tais em algu ns conelados deve m ainda brindar à
os progn::s:;os técnicos da seção pi oneira espalhavam-se sobre um ";Oll1bra de uma hierarquia feud al desaparecida numa sociedade imutá­
CUinpo b,::,lantc largu. Contudo não devemos n o~ c),que cer de que os \ e1: de qualquer maneira não havia nenhum traço significativo de polí­
pioneiros eram minoria. A maioria dos capitalistas tomaram a nova tiç.1 reudal nos governos Whigs, após 1688. A simpatia de Londres iria
máquina no primeiro caso não como uma arma ofensiva para obte r provar ~er de inestimável valor para os novos industriais quando sua
maiores lucros, mas como uma arma defensiva para se protcger contra ;.t~cel\são mone tária começou no último terço do século. I:m questões
a falência que ameaçava o competidor retardatário. Não ficamos sur­ de pulítica agrária, comercial ou financeira o Lancas hire podi a estar
presos ao ver E. C. Tufnell em 1834 ac usando "muitos patrões do em (onflito com Londres. mas não na supremacia fundamental do
comércio de algodão .. . do comportamento vergonhoso de incitar os empregador em buseu de lucros. Foi o Parl amento não reform ado no
trdbalhadores a se voltarem contra os fabricantes que eram os primei­ seU período mais fero zmente conservador qu e introduziu o lais!'>eL.­
ros a expandi.r suas máquinas de fiar"J'). Os pequenos produtores e os ruire lotai nas relações entre empregador e trabalhador. A economia da
empresários médios estavam numa posição ambígua, mas sem poder livre in iciati va clássica dominava os debates. Ne m Londres tampouco
independente para mudá-Ia. Eles podiam antipati zar com a necessida­ hes itava em bater nas juntas dos dedos dos seus representantes locais
de de novas máquinas, quer por elas alterarem sua manei ra de viver, mais antiquados e sentimentais se eles deixassem "de manter e apoiar
quer porque. sob qualquer consideração racional, elas não eram real­ os dire itos da propriedade de qualquer tipo, contra a violência e a
mente bom negócio no momento. De qual quer maneira eles as viam agressão"'c.
como reforçando a posição do grande empresário modernizado, o pri n­ No entanto, até a última parte do século de /o ito, o apoio do Es ta­
cipal rival. As revoltas da classe trabalhadora contra as máquinas de­ do ao em pres ári o inovador não era irrestrito. O sistema político da
ram a esses homens sua oportunidade; muitas veL.es eles a aproveita­ rnglaterra de 1660 até 1832 era destinado a servir aos industriais ape­
ram . Pode-se concordar razoavelmente com o estudante francês de nas na medida em que abri ssem ccuninho à força do dinheiro para den­
quebra de máquin as qu e observa que ··algumas vezes o estudo detalha­ tro do círculo do ~ interesses adquiridos de um tipo mais antigo - pro­
do de um incidente local revela o movimen to Luddita menos como prietários com mentalidade comercial, comer( ian tcs. fina nci sta s,
lima agitação do trabalhador. do que como um aspecto da competição ricaços ele Na mel hor hipótese eles podiam apenas e ~perar uma par­
entre o loji sta ou fabricante atrasado e o progre s ~ ista5lJ cela do harril de carn e de porco proporcional àpressão que fi zessem, e
Se o empresário ino vador ti nha o grosso da opinião públ ica con­ no 'om\:!ço do século de/o ito os industriais " modernos" eram até então
tra ele, como con segu iu de se impor? Por meio do ESlado. Fo i bem apc lUS grupos ocasionai, de provinci anos. Daí, em certa ~ ocasiõe<;.
comentado o fa to de que na Inglaterra a Revo lução de 1640-60 marca um. certa neu tral idade do Estado nas questões trabalh istas , de qual­
o momento decisivo na at itude do Es tado em relação à maquiJHu·i a. quer maneira até o meio do século dezoito" . Os fabri cantes ocidentais
Após 1660. a hostilidade tradicional aos equipame ntos que tomam o de roupas <,e queixavam amarga mente que a maioria dos jUÍ7es de paz
pão da boca dos homem, hone~ to s deu lugar ao encorajamento da ini­ locai\ eslavam r retli~ posto~ contra eles" . Aatitude do governo nacio­
ciativu em busca de lucro~. qualquer que fosse o custo ~oc i al " . Este é nal nlls lu muitos do~ tecelõel> de 1726-7 contrasta surpreendentemen­
um cios fatos que nos justi fi ca em considerar a Revolução do século te com a da Home Offic c da década de 1790 em dia nle. Londres lamen­
dCLoilO como o verdadeiro começo político do moderno capitalismo tOll que os fabricantes locais de roupas hostili zassem sem necessidade
inglê. . . Duran te todo o período subseqüente o aparelho central do Esta­ \), hOI11\.:l1s prendendo os arruaceiros: rid ic ulari zava as sugestões de

do tendeu a estar, se não adi an te da opinião públicu em questões cco­ ~l ue eles eram sedkio:-,os; sugeriu qu e ambas a~ p,utes 'i C ;c uni <;<;e m
nOmicus, então pelo meno~ mais dispo. . to a considerar as reivindica­ aml?lvc lmente. ue forma qu e uma petição apropriada pudesse ser
~ões do empre..;ário total mente capitalista - exceto, é claro . yuando redlguja I! o Parlamento pude),sc ag ir" . Quando isto foi !"cito, o Parl a­

28 29
mento sancionou um acordo coletivo que deu aos homens grande parte I11 J11:.!" de carv ão se a redução dos salários nas minas do Tyneedo We ar­
do que dcscj avam, ao custo de uma "desculpa" perfunctória "pelos .,iJI: pod ia ""er efetuad a sem perigo para a tranqüi lidade do distrit o. ou
tu multos passados···('. Novamente. a freqüência da legislação ad hoc ri..,l."() de destruição de todas as minas, com toda a maquinaria. e o vaJio­
no século dezoito'? te nde a mostrar que nenhuma tentati va sistem ática, ~n cup ita l nelas in vesti do" , Ele achava que não(" . Inevitavelmente, o
consistentc e geral foi feit a para obrigar o seu cumprimen to. À medida empregador que se defrontava com esse'i riscos fazia uma p au ,~a antes
que o século avançava, a voz do industrial se tornou cada "CL mais a Je provocá-los. com medo de que " ~ u a propriedade e tal veI sua vida
voz do governo nestas questões; mas anteriormente ainda era possível (rudc,>sem) correr peri go em conseqüência" ' ." .• Mu ito mais patrões do
aos homens lutar ocasionalmente com grupos de patrões em termos que.,e podi a esperar," notou Sir John Clapham com injustificada sur­
mai s ou menos justos. presa. apoiaram a manutenção das Lei s dos Tecelões de Seda de Spi­
Chegamos agora ao último e mais complexo problema: qual a wlfield.'>, porque sob elas, alegavam eles, "o distrito vi ve u num estado
eficácia da destruição de máquinas? É, acho eu, justo afirmar que a de quietude e repouso'''' .
negociação cole tiva através do tumulto foi pelo menos tão eficiente Podem o tumulto e a quebra de máquinas, contudo, deter o avan­
co mo qualquer outro meio de excrcer pressão sindical , e provavelmen­ ço do progresso técnico'? Patentemente não pode deter o triunfo do
te mais eficiente do que qualquer outro meio disponível antes da era capitali<; mo industrial comO um todo. Numa escala menor, no entanto,
dos sindicatos nacionai s para grupos tais como os tecelões, marinhei­ ele'i não são de maneira alg uma a arma desesperadamente ineficiente
ros e mineiros. Isso não é afirmar muito. Os homens que não gozam da que se re m feito parecer. Assim, supõe-se que o medo dos tecelões de
proteção natural do s pequenos números c escassas habilidades de Norw ich impediu a introdução de máquinas láM O Luddismo dos tos­
aprendiz, que podem ser salvaguardadas pela entrada restrita no mer­ quiadore~ do Wiltshire em J 802 certamente adiou a generalização da
cado e monopólios de contratação das Firmas, estavam em qualquer mc(ani/,ação; uma petição de l816 nota que "no tempo da Guerra não
caso obrigados norm almente a ficar na defensiva. O sucesso deles por­ havia ne nh um a percha" nem Bastidores em Trowbridge mas lamento
tanto devia ser medido pela sua capacidade de manter as condições relatar que es tão agora aumentando Todo Dia"65. Por paradoxal que
estáveis - por exemplo, níveis de salários estáveis - contra o de sejo p(lrc~a , <:i de struição pelos indefesos trabalhadores rurais em 1830
perpétuo e bem anunciado dos patrões de reduzi-los ao nível da fome'~. p<:irecc ler sido a mais eficiente de todas. Embora as concessões sala­
rsto exigiu uma luta incessante e eficiente. Pode~se alegar que a esta­
riai., em breve perdidas, as máquinas de debulhar não voltaram de
bilidade no papel era minada constantemente pela lenta inflação do
rn~ ncira alguma na velha escalaM'. Qua nto desse sucesso foi dev ido aos
sécu lo dezoito, que fraudava com firmeza o jogo contra os 'lssalaria­
hOI tem" quan to ao Luddismo latente ou pa~ s i v o do" próprios empre­
dos ;'" mas seria pedir demais das atividades do <;éculo dezo i J enfren­
gac. lre~_ não podemos, contudo. determin ar. No entretanto, qualquer
tar isso. De ntro dos seus lim ites, dificilmente se pode neglr que os
que seja a verdade na q u e~tão , a iniciati va veio dos hOllle n ~. e até esse
tecelões de seda de Spitalfields se beneficiaram com os seus tumul­
ponto eles pode m rei vindi car uma parce la importan te em qual que r
tos"l. As disputas dos barqueiros. marinheiros e min ei ros no Nordeste,
de~'e'i SLH:essos.
das quais temos regis tros. terminaram, não raro. com a vitória ou um
com promisso aceitável. Além do mais, o que quer que tenha aconteci­
1952)
do nos eng ..~j a m entos indiv iduais, o tumulto e a destruição de máq ui­
nas proporcionaram a o~ trabalhadores resen 3S vai io-.as em todas as
ocasiões. O patrão do séc ulo dezoito c~tav a constantemente conscien­
te el e que um a ex igênc ia intoleráve l prod uziria. não uma perd a de
lucros lemporários. mas a destrui ção de cq uipamel1lo importante. Em I \"T - "Iáq uina com posta dc v:lrios tnmr.or..:s g uarnec ido, (I.; ~o rd a para lonta r par:dt: ­
1829 a Comissão dos Lo rdc~ perguntou a um proeminente geren tc de "n ~I ( , l h)!'- c ... tofos.

30 31
IX. 1.( C(JITII)(/,l!lIo/ll/ag(' d!: E. M. Sai Ilt-Léon. (Paris 190 I ), I. eap, 5.
NOTAS
19. AsrinalL oro cit. , p. 175 .
21 1. (h home ns de 1:30lton foram acu sados em 1826 de ha ver planejado adcsLrui­
1.1. H. Plumb , ElIg{l/nd i ll I/li! Eif! hleenfh Ce/lIUrV (Harm ond~w() rth 1950), p.
J(l de hllllh (l~ tiu' Je algodão e mbaladus para ex portação. bem co mo das máquinas .
150 : T.S . As hton. The f lldu ,I'rrill / Revolul;,1I'I (I .o ndres 1948), p. J54.
~puhlíc Rcr ord O IJ it;e , tl 0me Orrice Papcrs HO 40/ 19, rl etch cr para HolJh ot!se 20 de
:2. L Dech6 ne. L 'Avél/emenl d/l Régillle Syndica{ ti Ven 1ier.\ (Paris 1908), p. SI­
M e di s p~r~u. ."1111 de I ~2 (j).
:l I. rI' a di s, lr s<\o d C "L e ~ problema' e lll Lc !) a/JOla~ e de 1:. . Po ugen Paris n. d.) ,
3. F O. Da rva ll , Popular Di.\lIi rholl ce (/nd Puhlic Order ill Re'Senc.r ülg la/ld
( Lo n d re ~ 1934). p. I. rr.~5 ,~.
2~ P. .:\ ,. os meta lúrgico" g a l e~ e\ em I R16 (The 'Til1les . 26 Ou t. 181 ó) , a grt"·e
4. P. ex ., máquinas de fabricar 1:1 c seda no Wiltshire, máquinas de fabricar papel
geral ue. I R-l-2 (Tlll' Ri li/lg,\ o(lhe L/ldrli lt'I , C!wr/islel (//1</ P lugtlrall'er.l, de F Peel,
em Buck ingha ms hirc. má4UinJs de fabri car feiTo em Berkshire(Publi c Reco rd Otlice,
HOJn c Office Papers , HO 13/57. pp. 68-9, 107. 177; Sessõl:s 25/21 disperso); 1. L e B. t.1cckm nntl\\ ike I RR8. pp. 34 1- 7), e o' minei ros alemães e m J R89 (P. Grebe, Bi sTll ~ r ­
Hamm ond , Tll e Vil/wi e L{/ !Jollrer (vár ias ed ições) é o relato mais acc:ssível; ver tam ­ d,' !)turl u. d. Bergaroeiterstreik vo m Mrl i 18R9. Hi, t. Ztschr. CLVIT , p. 91).
b':m duas teses não publi cadas: N. Gas h, Tile RlI m l Unrn( in Ellglol7d in! 8,lO(Oxford 23, A\p in <1 11. op. cit., p. 196: " Não posso deixar de pensar qu e ~1<; reuni ôes mati­
Exami nation SChOLlLs) e A Iice' ('o lson , The Revol( of lhe fi({/ npshire A g ricull/lral nui s c as t: ha rn ada\ at ual mentt: são o I::tço de uni ão."
l-llholl rers (Biblioteca da Uni ve rsidade de Londres). 2-i. '{ lI!' Slor" 'f 'lie Doders 'Slrik e de H. L Smith c V Na~ h, (Londres 1889),
5. Par'a discussão dos tU Jnu lros pela alta de preços, The Coa i fndl/slry ofthe dispcr..,l.
I:.ig llleen lh Cenlurrde. T S. As hton e J. Sykcs, (Manche.s ter 1929), eap. VIII . The COI­ 25. Ri l/,tlJ" Rigola e il M ov im ell/o Op('l'oio /l ei Biel/ese de R. Rii! ula, (Bari
I(l n Tmd(' olld fnd/l SI ria I Lanr'(n hire de A. P Wads wonh e J. de L Mann , (M anch esrer 19JIJ). p, IlJ . R. n50 relata nenhuma destrui ção verdadci r~l pelos tecelões. apen as pelos
1931 ), pp. 355 s, chapelei ro,.
6. Darvall. op eit , ca p. V III disperso. 26. Vej a cap ítu lo sobre "l\l aquinaria" C I11 seus Princi pies. Sob re esta . inserido
7. Bonner e Mi ddl elo n \ Bristol Journa l, 3 1/7/ 1H02. Alguns deMes foram dev i­ .lpl'na, na J' étl içào. le r Wo r/.:.I ( lIIeI Correspolldence of David Rica rdo ue Sra fTa e
do a disputas trabalhi stas comuns. al g un s à oposição üs novas máquina s. Ver Tlle Oohh, (Lullhridgl' 1951 ). 1, p. lvii-ix .
S/.:il/ed L(/ ho//rer de J. L e B. Hammond : para um relato do movi ment o lhe Earlr EI/ ­ 27. Lom/ul/ l ife il/ lhe F igli l('I'll lh Cel/ /il ry dt: M. D. Georgc. (Londres 1925) ,
glish Trude Unio/lS de 1\. As pinall ceci), (Londres 1949), pp. 41-69 para alguns dos pp, IR7 -!I. Il{O.
doc umentos. 1&. Pari. !>a/wrI I g02. Relatório da Comissão sobre a Petição dos Fahricantes
X. House ofCo rnm ons Jour nals, XVIII, p. 715 (1718): XX. p. 268 ( 1724). J!: RI'upa~ de Lã, 24 7. 249, 25 4 - .~. Rules (/lu! arliclf's oI.. Th e I\'oolen-C/oth W<'I/l'er 's
9. House of Commons Jo urn als, XX. pp. 59R-9 (1 72 6) ; S ali sbury A" ize SI)( j<'ly... I X()~ (Bri ti ,h Mu, . 906 . k. 14 ( I).
Records pergu nta no Wi Itshire Time, de 25 / 111 9 19 (Wilts hire Note, & Queries ). '11 . Tile {,(lnfl()/I CUrII!losi /or d~ E. Howe e H. Waik (Londrc.<' 19~ 9) . pp. 226­
10. Ot' nI lernan\ Maga/ inc ( 1731\), p. 659. :n.
li. Public Rccord Officc, State Pa pel'.' Domestic Geo. 2 ( 1 7.~ I). Pf'. 56,8 2· 3. .lO. WiI(hw(l rt h c Mann, op. cit. , pp. 499-500 .
12. Th e ,Winer's U I/iol/s o( N ortlllUIlI} erland llnd D// r lWI11 de E. \Velbourne, ~ I. Jl1d/l\lri ,,/ I)I'/IIocll/n de S. c B. \Vchh, ( Londre~ 1l' 98), m p. VIII : Ne\\
(Cambridge 1923), p. 2 1. Prol:!:<"cs and Maehincry.
13 . A, htori e Syl-.es. op. cit.. pp. 89 -9 1. J~ . Par., :J mudança política do, corn positore, de tipos cf. TI/(, NiSlory Of l l l/!
14. 10 Geo . 2, c. :12. 17 Oco. 2, c. 40, 24 Geo. 2, c. 57 .31 Geo. 2. c. 42 (The [ n­ rll~il/t'I'I.~ d(' HOH'e (' \\iwe : e nge nheiros 1. B. k này~ , (Lo ndn: \ 1945 ), pp. 142-.'.
glish Coai Industry in th c Scvc nt ec nt h and Eigh t.ee nth Ce nturic' . de E. R. Turn er, 1<;"· 7: f/rll!o/lwt!lIres ('111 â/llpl'/s de e,\ ulI/ ho, Tlt e TiJ1{J/llrc l I/d /li fi ." de J. H. Jon e,.
1\ me l'. Ili sL Rc\ . XXV l1 p. 14) . Turncr pa rece have r negli ge nci ado 13 Geo. 2, e-.2 I, 9 (LI'nu ,..:, 1 l)I·h pp. I~ 3-4 ,ca p.jX .
Geo. 3. c. 29, 39 c -W Gco. 3, c. 77. 56 Cco. 3, e. 125 qu e , ã0 lamhél11 di ri gido, conlra
. J\. fi/(' l 'rintiul-: Trades de J. LofLS , (Nova lurqut: 104 2) pard a longa luta dO'.
a dcst rui Ç<IP das minas. (liU I'II '.1 JW lice of Ilu' ! 'el/cc ed. (JÚII\'. 18J J l:un . vo l. lll. pp.
lIJlú~nlll" ;uncri cano, contra!l rel'olução tl:c ni c.r n;J década u\: I lJ40.
ó4 :~ ~, ) .
q . I' cit.. p. -1 1.! \cr lamb':m amíli,e d ~ tal had.1 da "lI·te de Hargreal c,, f' p. 476
15 . Welhourlll.'. op. cit. , p. 3 1. ~ \.

I h. 11 Hi.\WIT (lr lhe M achill e- \Vm utl hl H nsiery 1111<1 Lace MlII/II(ac/llres de W.
3.'\ . •\d ( '1(',. 1111 .l lIridlft/lre, 11133. 6-1 e~Li mallv,lS - ,elll dlhida ":\\111 algum
e lki n, (Londres I X67 ) J a prin cipal aut ori dade.
c~,lgt:I\I . de que .tpella~ I em 10U úas máqu ina\ de debulh ar que c"<, i,tiall1 <t lll e, Ul:
17. Para as mina, franc esas cf. L ('.I mine.\ de cllarhol/ Frallu! (/// XVflle sie ­ Ilí~lIc,t '
agllr'l eI11U,O em \"II, L, e Berb.
('11

c/nle /1. 1. Routl. (Paris I n :n


. . .1\\

32 33
36. Sobre a agitação dos tosqlliadores e ~ trangeiros, The Luddite Moveme nt in I1l~JltL. ((1 111 a Icgislaç lu contr.1 ri a caindo Çl11 obsokscência, a me nos q ll e U l,' o rrc~SC
France, de F. R. Manuel, Journ. J\lfod. Hi.ll. 1938 , pp. 180 ss .; id. , L" int rod uction d c ~ UIIIJ (:11l1ru nha ati va t! e ri d ~ llte dIJs trabalhadll rc., . Cf. aresci ,50 das cláLl sul :l_ de salá­
'Iachinc'l ~ n France et les Ou vriçr" Rev. d 'H/si. Mod. N. S. XV lI!, pp . 21 2-5. O ve l'­ 111 " St,IU I1 !.: of Anifi cers e nl 1li: 13 (W. Sm ar!. 1::("(111. , \1/1 111 / ,\ of l/l( Nil/('/eC'li/" Cm/ l' ­
'11
dadeiro LlIddismo na França parece ter sido vil1ualmente limitad o aos tosq uiado res. " . I ~() 1-20. p. '(IH)
com menos SU lCS, O do qu e na Inglaten'a, e mbora as intençi)cl>. LuddiulS foss!.: m al gu­ . 54. ri/(' CU,I" 11.\ illlUh ' SIIVU/ " hclll'cen/ltc Clorh ie rs , IVew'er.l' lInd o llrer Mal/lI­
/O( (1/1('.\ 11'i/1I I<'!ia/ l l lO lh e: Ime !Ciol, i l/ lhe COlllltr o( IVilIS, de Ph ilalt:t hes, l. ondn!.',i,
mas W/.e-~ e:>; rressa ~ po r outros. Ver os doc umentos em Le Régim.e de I'fnr/uslrie en
Francc: de J830 a 1840 ele G. e H. Boul'g in , (Pari s 19 12-4 1),3 va is.
'17 ~\ ) I C,lnlbridge Univ. Lib., ActOIl d. 25 .1 005 1. P 7. De qu alq uer ma nei ra ai'; 17 (i ~ o ,
37 . Skilled.Lobourer, Ik Ha mmond, p. 127.
,. " 55 D~ clwpe leiros conseguiram uma Lei proi hindo qualq uer patrão de ,~' nl a r no
b,lrKIIIllIOl<ldbpUl<l que Ih<, dl s~e"e re'pe itn ·- o ljU<: é mJ.i ~ do que os trabalh ado fl;'
38. 1. Mod . H. de Ma nuel, p. 187 , Da r v~ lI , di sperso. Ver também a nota em
Character, Ohjecls al/d [fieels ofTrade Cn iolls de Tufnell , ( 1834), p. 17, sob re a relu ­ 1111',1;' puJcram con 'l'guir.
,,5. Public Reeord Olfice. St,\le Papers Domcqic 0 eo. 1. 63: J'lp. 72. R2, 93-4.
t[mcia dos homens que operavam realmente as máquin as em aderir à greve co ntra eles.
tH rI', 1-(,,9- \O (e,p. l -l l.
Mas T. admite que eles ade riram, ameaçados ou pe rsuadid os por scus co legas de sem­
"(I . .fl'umals ar the f1()U ~C of Cummum,. n . p. 147 .
pregados.
39. Os tosquiadurcs (tosadores) ergueram a fel pa do tecido acabado e rasparam­
.., Bltll/ '.1 l /Hl ice Oflli" PCOCi'. ed. ci t. , m. pp 643 s,.. Y. pp. 485 S' ., 552 SS . , dá
LlIII Yll'ldn. re\' oltante deq a massa de legislação imc rlll Itente não coordenada.
na com pesadas tosquiadeiras de Cerro. Eles tinham que ser não só muito fortes como
51'\ . j)('/" lv/odem!' l\apilal lslIlIl,l, de W. SOlllbart , I, ii, p. 803 para um8 hibl iogra­
muito hábeis.
I iu Ji,to: t apiwl )' de K. Mar,\ 11 Y311 .:dn), pp . 259-63, ' Tlle Cu\e li,\ i r 11 011 ,1'/ 011(/'" ..
40. Darvall, op. cit. , p. 207.
I "-tlla ~4 aellna), pr, 29. 4 1, dá argu men to, típicos.
41. Aspinall, op. ci t., 57-8 . 59. Th,' l'ro fil Intlatidn Jlld tht: Ind ustrial Revolll ti o[1 , 1751 - 1800 , de E. 1.
42. Thomas Heli ikcI·. executado como tal em 1803 é gera lmente cons iderado Hamlltllll Q. ./11/1111 . F cml ., pp. 56 (1942). 256 .
inocente. (,0 ')Ái l/ull~I"(} wl!r, d~ Ham lllond. a nb ~e r\a çã u ele M. D. GCl1rge, op. cit. , p.
43 . Economic Hislory ofRossendale de G. H. Tupling, (Manc hester 1927). p. 190 Lle 4ue IIS preço, lio\ tee id0\ pela~ Le i~ não em comparável com ° de outros nfí­
2 14 . 1.'11" LllII'al1te (l períodu. pode ~er ve rdadeira. Mais i mponantc é o colapso drástico dos
44. -, [S . CorrC::'flondência de M. Cobb, empregad o dos Juízes de Sali sbur) , na preços ap()., a rcsc i ~ão das Leis (I bi d.. p. 37-11.
Bibli oteca d" Wiltshir e ,' rchacul &. l\at. Hi ,l. Soc., Dc\ i:·cs: 26 No\ . I ~30. 61. Halll l11oncl , ibid .. p. 26.
45. Circular ~mpressa de 8 Dez. 1830 . .cstJ GIn"ncionada em Vil/age Lahourer 62. V. illi ulTI Slark ,,'bre os mot ivN [l(l rq ue a maq uinaria não foi adotada no
dl: Hammond (Guild Books edn) lI, pp. 71-2. c(l/ll~rtin ue 1<1 re nteaJa de Norwi( h c ,IS r" du~' ôe~ de' .. alári os foram combatida,.
46. \á a brilhante análise do "pequeno-burguês democrata" no Di sc urso de \.1 . Tlle Spit,Ji·ielcl \Ac t!-., de J. H. CI :lpham, 1773 -1R24, 1::("(11/ . } O/lnl . XXVI pp.
Marx ao Conselho Central da ' ,iga Com unista, Sei. !\(}rks ofMarx & L.'I~els , n, pp. .J.óJ--I
160 -1 . (-..+. I !,unl1lond.. op. cit. . p 142. The Tran, ferl'nee 01' Iht: Wor~te d lndustry f!'nm
47. A frase "Limiar do lucro" é de G. Gilfillan (lnvention as a Facto r in ECQ­ "IIorlolk to lhe Weq Ridillg, de 1. H. Claphàlll, Ecnl/. Jour. X X, di, c utç a qu estüo co m
nom ic Hi story, Supp, [OJoum. EcolI. H/S I., DeL 1945 ). gmndc detalhe.
48. E les foram ajudados pelo baixo preço das novas máqu inas. Um fahricante flS. 11u11l111ontl ibtd .. p. I ~H .

ocide ntal de roup as instalou máquinas de Fi ar com 70-90 fu sos por 9 cada em 1804. "I'.. fhe Agri cult ure of Berbh ir ~ , dcC llItt crt>u~ k (L,md res & Ch ford 18( 1), pp.

Daí a poss ibilidade da meca ni lllção aos poucos. ·11 .• 1:~.


49. Tufnell, op. cit.. p. 10.
50. Manuel, 1. Mo d. H. , p. 186.
51. ECO/L Hisl. oi EI/ ;; Iand de E. Lipso n, (4' edn) lI, pp . CXXX V-VI, m, pp.
300-3 13, 324-~ . A CO/lcisf:" Fcol1 . /// 1'1. () f Brifilill de Sir Jo hn Clapham, p. 30 I, nota
corrd amente a "traço extra de dureza que parece ter feito pai-te da \' ida pública na Era
da Rt'stauraçào."
52. Ver Nota 45 acima.
53. Para a " mudan ça re I olucio nária" nes te período '. e r Hi.çl. uITrade Uniol1i.\'I11
de S. e B. We bb (1894), pp . 44 s5. Mas as atas parl a mentares podem dar a impressão
t: ITada. O curso normal dos acon teciment os foi que o lai sset.-fa ire progrediu calma­

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