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Saudade da Infância

Quantas saudades do meu tempo de criança,


Brincadeiras e lambanças
Lá no fundo do quintal.
O dia inteiro, a gente fazia festa,
Diversão igual a esta,
Nunca mais eu tive igual.

Como é grande esta saudade


Do meu tempo de criança,
Chega e me invade
E o meu coração balança.
Minha vontade de regresso é muito grande,
O meu coração responde
Sob a ponta de uma lança.

Eu me perco nas lembranças


Das loucuras que eu fiz,
A saudade me aperta,
Dá vontade, eu peço bis.
Nesse momento, fujo da realidade,
Em nome de uma saudade,
De uma infância tão feliz.

(Botelho Campos)
No tempo da minha infância

No tempo da minha infância


Nossa vida era normal
Nunca me foi proibido
Comer muito açúcar ou sal
Hoje tudo é diferente
Sempre alguém ensina a gente
Que comer tudo faz mal

A barriga da miséria
Tirei com tranquilidade
Do pão com manteiga e queijo
Hoje só resta a saudade
A vida ficou sem graça
Não se pode comer massa
Por causa da obesidade

Eu comi ovo à vontade


Sem ter contra indicação
Pois o tal colesterol
Pra mim nunca foi vilão
Hoje a vida é uma loucura
Dizem que qualquer gordura
Nos mata do coração

Com a modernização
Quase tudo é proibido
Pois sempre tem uma Lei
Que nos deixa reprimido
Fazendo tudo que eu fiz
Hoje me sinto feliz
Só por ter sobrevivido

Nesse tempo se bebia


Água vinda da torneira
De uma fonte natural
Ou até de uma mangueira
E essa água engarrafada
Que diz-se esterilizada
Nunca entrou na nossa feira

A vida era bem mais mansa,


Com um pouco de insensatez.
Eu me lembro com detalhes
De tudo que a gente fez,
Por isso tenho saudade
E hoje sinto vontade
De ser criança outra vez... (Ismael Gaião)
A infância

Belo raio do sol da existência,


Meninice fagueira e gentil,
Doce riso de pura inocência
Sempre adorne teu rosto infantil.

Sempre tenhas, anjinho inocente,


Quem se apresse em teus passos guiar,
E uma voz que o teu sono acalente,
E um sorriso no teu acordar.

Enlevada nos sonhos jocundos


Voz etérea te venha falar,
E visão d′outros céus, d′outros mundos,
Venha amiga tua alma encantar.

Leda infância gentil! e quem não te ama?


Quem tão de pedra o coração não sente
Aos teus encantos meigos mais tranquilo?
Quem não sente memórias d′outras eras
Travarem-lhe da mente ao recordar-se
Aquele gozo puro e suavíssimo
De vida, que jamais não tem logrado?
Recordações de um mundo adormecido
Lá lhe estão dentro d′alma esvoaçando,
Como arpejos de música longínqua!
E a mente nos seus quadros embebida,
Por mágica ilusão enfeitiçada,
Como outrora, talvez somente veja
Na terra — um chão de flores estrelado,
E nos céus — outro chão de flores vivas!

(Gonçalves Dias)
Retrato do Poeta Quando Jovem

Há na memória um rio onde navegam


Os barcos da infância, em arcadas
De ramos inquietos que despregam
Sobre as águas as folhas recurvadas.

Há um bater de remos compassado


No silêncio da lisa madrugada,
Ondas brancas se afastam para o lado
Com o rumor da seda amarrotada.

Há um nascer do sol no sítio exacto,


À hora que mais conta duma vida,
Um acordar dos olhos e do tacto,
Um ansiar de sede inextinguida.

Há um retrato de água e de quebranto


Que do fundo rompeu desta memória,
E tudo quanto é rio abre no canto
Que conta do retrato a velha história.

(José Saramago)
Meus oito anos

Oh! que saudades que tenho


Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d'amor!
Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
— Pés descalços, braços nus
— Correndo pelas campinas
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Oh! que saudades que tenho — Que amor, que sonhos, que flores,
Da aurora da minha vida, Naquelas tardes fagueiras
Da minha infância querida A sombra das bananeiras
Que os anos não trazem mais! Debaixo dos laranjais! (Casimiro de Abreu)
Recordo ainda

Recordo ainda...E nada mais me importa...


Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre, na lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta...

Mas veio um vento de Desesperança


Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança...

Estrada afora após segui...Mas ai,


Embora idade e senso eu aparente,
Não vos iluda o velho que aqui vai:

Eu quero os meus brinquedos novamente!


Sou um pobre menino...acreditai...
Que envelheceu, um dia, de repente!...

(Mario Quintana)
Infância

Gostaria de voltar no tempo


para de roda brincar
de pião girar
a ingenuidade cultivar
dores, só das quedas
os abraços recebidos
os sonhos vividos
a inocência nos olhos
os poderes e quereres
poderiam ser tirados ali
de um pé de manga, de laranja
de um brincar no riacho
as corridas pra se alcançar uma bola
ah, meu tempo de infância, de criança.

(Pati Menezes)
Tempos de infância

O meu pensamento vai


onde a vista não alcança
recordando o meu passado
doces tempos de criança
a saudade dos coleguinhas
nunca me sai da lembrança
a mente da gente vôa
parece que vejo a lagoa
com a agua sempre mansa

Recordo a professora
a salinha onde estudava
a estrada beirando a mata
onde correndo a igrejinha
e a bandinha que tocava
para mim foi como um sonho
vi ate o rosto risonho
da menina que me amava

Na mente eu vi nesta hora


a paisagem desenhada
os antigos companheiros
cada um seguiu uma estrada
hoje vivo com saudade
nesta longa caminhada
tudo isto eu recordei
os caminhos que passei
estou no fim da jornada

Na tela do pensamento
sempre trazemos guardada
doces momentos da infancia
que sera sempre lembrada
o perfume de uma flor
faz lembrar horas passadas
na planicie e nas montanhas
esta saudade acompanha
até a ultima morada.

(Possenti)
Recordações

Pela janela do ônibus vislumbro a velha rua da minha infância,


As casa, as calçadas de cimento partido, tudo como antes...
Sem grandes mudanças, a não ser as pequenas árvores, que cresceram
Os antigos amigos e as brincadeiras que também se foram,
Mas há outras crianças brincando , nas mesmas ruas que brinquei.
A velha casa lá... batida pelo tempo mas em pé, assim, como eu, marcada
Pela vida, mas vivendo cheia de lembranças...
O ônibus vai passando e eu recordando.
O tempo bom, a vida sem problemas, a felicidade inocente do primeiro amor,
Passo no ônibus pela minha antiga rua .

E vou passando pela minha vida, levando lições amargas, mas também muitas lembranças boas
das coisas e pessoas que vieram e passaram....
E levo comigo a esperança de coisas novas e boas que ainda virão....

(Barbelavania)
Saudade

Saudade da minha infância


Quando aniversário era bolo, brigadeiro, todos os avós e os dois bisos.
Daquele tempo que eram as fadas e eu brincando na inocência
E de lembrança tinha muitos risos.

Mas tudo o que é bom dura pouco...


E quando se cresce até as coisas boas passam muito rápido.
Aí comento, trabalho, viajo na minha mente como um louco
Muitas vezes deixando sem querer alguém ferido.

E se saudade é a dor da ausência de algo bom,


quero deixá-lá no ambom,
Atear fogo para consumi-la e livrar-me de uma vez
Das coisas que me fazem remoer o bom que deixei por estupidez.

(Bruna Romero)
Tenho saudade

da infância do mês passado


das canções que me fazem lembrar de você
de te ver sorrir, crescer ao teu lado
de te ver com aquele seu olhar sincero
seu jeito desesperado

Tenho saudade

dos tempos de escola


da hora da merenda
das matanças de aula
de chegar depois da hora
de não querer ir embora

só pra estar ao seu lado

Tenho saudade

do abraço confortável
das lágrimas consoláveis
do palpitar do coração
da frieza, quando emocionada, de suas mãos
de correr o risco de me perder em você
de experimentar que'inda posso te perder

Tenho saudade

saudade, de você.

(Jonathan Messias de Freitas)


Minha Infância

Minha infância foi bastante agitada ate bagunçada,


Minha vida foi cheia de brincadeira e de aventura,
Ate mesmo apanhei e amei por todo a minha vida,
Sem reclama eu agüentei tudo aquilo que eu passei.

Nem mil palavras vai pode fala o que eu passei,


Nem mil gestos vão fala o que eu senti,
Nem mil opiniões vão pode me afasta do que eu sei,
Mais uma coisa posso ate disse,
Que neste mundo nasci para amar
E ser amado.
E ater compreende as coisas da vida,
Só que a vida não compreende minhas coisas.
Nasci, cresci, e ate evolui nesta vida,
Só que nada muda o que passei e o que vivi.

Minha infância foi legal ate chata,


Mais, contudo eu queria
Era revive ela, mas uma vez,
Só para senti a felicidade
De não ter preocupações,
E não ter culpa de o mundo esta uma ruína.
Minha infância ser foi, mas uma coisa eu aprendi com ela,
Que nós temos que viver cada segundo,
Como ser fosse o ultimo da minha vida,
E ate dos meus olhos.

(Felipe Santana)
Saudades da Infância

Hoje eu vi uma criança, ela pulava, brincava, cantava pela grama,


Mostrava-se livre, escorregava pela relva, não fazia drama,
Chutava a bola, escondia-se entre as arvores, jogava dama.

Contemplava este momento, que rápido passa, assim como o vento.


Lambuzava-se com um delicioso sorvete de chocolate,
Fazia suas brincadeiras, com tamanha graça que parecia arte.

Com seus amigos brincava de boneca e pulavam corda,


Com suas simples vestes, não se preocupavam com a moda,
Dentre toda esta diversão ainda tinha tempo para brincar de roda.

Vejo-me correndo no cotidiano, a infância já se foi faz muitos anos,


Estudar, trabalhar, casar, ser feliz era alguns dos meus planos.
Guardo belas lembranças, que me dá uma grande saudade da infância

(Nivaldo Joaquim)
Infância

O doce sabor das lembranças


Estão vivas em meu pensamento
Fecho os olhos para ver na memória
A felicidade guardada no tempo.
Sorrisos e muita alegria
Brincadeiras e grande folia
Bola, peteca, amarelinha
Gira o mundo na ponta do peão.
O mundo cabe na palma da mão
Sou a bailarina que dança no salão
Sou o pirata em uma nau na guerra
Sou astronauta em volta da terra.
No balanço eu voo bem alto
Toco um pedaço do céu
Toco as nuvens de algodão
Tão doces feito o mel.
Vou girando na ciranda
Na ciranda cirandinha
Saudades de ser criança
Vem minha lembrança
Tão minha.

(Rosana Santos)
O Tempo

O tempo passou
A infância se foi
E quando o novo tempo chegou
Não sei se gostei

Foi-se o tempo
Das brincadeiras na rua
Pic-esconde, queimado, pega-pega...
Ele se foi

Chegou um tal de novo tempo


Não sei se gostei
Não o conheço bem

Tenho de fazer algo!


Vou dar tempo ao tempo
E ver se conheço este tal tempo

(M.Nigro)

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